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Eu confesso. Ando em falta com todos vocês.

Tive um apagão em 2012. Prometi que voltaria. Voltei, mas daquele jeito. Paguei caro por isso, obviamente: o Bandeira Verde nunca teve tantas visitas como naquele primeiro semestre. Era um sucesso internacional, pessoas de todos os planetas abasteciam meu contador de visitas, eu estava tão popular quanto o Neymar, ganhando dinheiro e comprando limusines a torto e direito.

Aí apareceram as merdas da faculdade. Monografia, matérias estúpidas, pressão em todos os âmbitos da vida, dúvidas acerca do que fazer após a graduação, enfim… Todo o sucesso do site foi para o lixo.

Prometi voltar umas duas vezes em 2013. Cumpria por um período e depois apagava novamente. Nesse ano, fiz isso novamente. Descumpri novamente.

Aqui estou. Mas dessa vez, não vou prometer nada a vocês.

Alguns perguntaram nos comentários se estou bem ou não. Tenho o dever de dar alguma satisfação a vocês, caras que justificaram a existência desse espaço por tanto tempo. Estou bem, sim. A faculdade acabou e agora estou na luta por um emprego em alguma empresa capitalista malvada. Por conta disso, sinceramente, não sei qual será o fim desse site.

Isso é um adeus do Bandeira Verde? Não exatamente. Mas devo admitir que, daqui em diante, é possível que mais apagões desses continuem ocorrendo. E pode ser, sim, que eu decida largar tudo e ir morar num monastério no Himalaia.

É evidente que não quero fechar esse site. Se dependesse de mim, passaria a vida apenas escrevendo bobagens, o que é muito mais legal do que lidar com balanços patrimoniais, resultados financeiros, metas e números. O problema é que a ausência de tempo é uma realidade que se torna cada vez mais próxima. Além do mais, preciso de grana, porque todos nós precisamos, e não será por meio de um blog que fala de um esporte decadente que irei consegui-la.

Alguém poderia pensar, e com boa lógica, que “esse canastrão está apenas postando essas groselhas apenas para ver um monte de gente pedindo para o site não acabar, enaltecendo seu talento e massageando seu ego“. Juro que não é nada disso. Se quiserem me xingar, me chamar de descuidado ou filho da puta, podem vir em frente. Estou apenas dando as caras para justificar o fato do site ter ficado às moscas por meses e satisfazer os fiéis leitores que se irritam ao não encontrar nada de novo.

OK, mas o que acontecerá daqui em diante?

Eu terminarei a série da Onyx e tentarei postar o máximo de coisas possível enquanto ainda houver tempo. É provável que o material apareça de forma irregular, em dias completamente aleatórios. Conforme o tempo passa, verei o que acontece. Não sei sequer o que se passará com a minha vida a partir do próximo semestre, quanto mais qual será o destino disso daqui. O que quero que vocês saibam é que não me esqueci do Bandeira Verde e nem dos leitores. Se tiver de fechar a bodega, vocês ficarão sabendo.

Posso até demorar para avisar. Mas farei. Espero apenas que não tenha de fazer isso.

P.S.: E a foto? É um recurso tipicamente corradeano. Serve para justificar a visita. E para vocês guardarem.

Boa tarde a todos. Bom dia e boa noite aos dois ou três leitores que se encontram em um fuso horário diferente.

Em outubro do ano passado, o leitor Marcelo Druck me enviou um relato bastante interessante sobre sua viagem à Coréia do Sul, aquela cheia de prédios altos e gente de cabelo colorido. Fã de Fórmula 1, Marcelo aproveitou a ocasião para assistir ao GP da Coréia, realizado no dia 14 de outubro de 2012. A corrida em si foi uma merda, creio que eu mesmo devo ter dormido depois da segunda ou terceira volta, mas isso não importa. O intrépido viajante esteve lá em Yeongam naquele dia e suas impressões sobre o GP estão no relato postado abaixo. Para quem nunca esteve numa corrida internacional de Fórmula 1, o que é o meu caso e certamente é o de 97,8% dos meus leitores, é uma leitura imperdível.

A propósito, a melhor parte de sua viagem ao noroeste asiático certamente não foi a corridinha de Fórmula 1. Em abril deste ano, o portal G1 apresentou as histórias de alguns brasileiros doidos que contrariaram as opiniões ortodoxas de amigos e parentes e decidiram conhecer a Coréia do Norte, conhecida como o país mais fechado do planeta. Marcelo foi um destes. Na reportagem, você poderá ler algumas de suas impressões sobre a misteriosa nação norte-coreana. Detalhe para a foto com o militar, impressionado com a presença de um sujeito branco, bigodudo e orgulhosamente trajado com a camiseta do Grêmio.

(Só eu fiquei gratuitamente incomodado com o outro brasileiro, que fazia questão de tirar foto com cara de tonto com os norte-coreanos?)

Inspirador. Meu sonho de conhecer o Cazaquistão se tornou um pouco menos inalcançável depois disso.

Eu deveria ter postado esse texto ainda no ano passado. Não o fiz por inúmeras razões, a maior parte delas relacionada à absoluta falta de tempo. Hoje, tomei vergonha na cara. Peço desculpas novamente ao Druck pela demora. E ainda conclamo aos leitores para que enviem suas histórias. Já assistiu a uma corrida em outro país? Teve algum contato interessante com o mundo do automobilismo? Já foi piloto, chefe de equipe ou dono judeu de alguma categoria internacional? Mande seu relato. Prometo que não demorarei onze meses para postar.

Chega de parlatório. Vamos ao texto.

 

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Antes de mais nada, este é um relato sobre pilantragem.

In you we trust

In you we trust

Os coreanos são um povo muito organizado e honesto, ao menos para o olhar leigo. O país parece funcionar como um relógio suíço. O grande exemplo disso (e que diferença para quem vem de São Paulo!) é o transporte público. Lá eles primeiramente esperam os outros passageiros saírem e só depois entram no vagão do metrô, sem desespero nem empurra-empurra. Também é impressionante ver que os ônibus e estações do metrô não costumam ter catracas e as pessoas pagam mesmo assim.

Não houve pilantragem em nenhum transporte público. Usei meu T-Money, o Bilhete Único deles com nome de rapper ruim, em todos meus deslocamentos.

Quando comprei meu ingresso para assistir à corrida em Yeongam, não sabia que a Coréia do Sul era assim. Faltavam alguns meses para as minhas férias e eu não acreditava que nenhum povo pudesse ser tão organizado. Acabei por escolher o ingresso mais barato, só para ir na corrida mesmo.

O autódromo de Yeongam fica nos arredores de Mokpo, uma aprazível cidade na costa sudoeste do país. Pelo que havia lido, diziam que era um cu de mundo, mas foi fácil chegar lá de trem-bala. O preço era bem justo, cada passagem custava uns R$ 80 para uma distância maior que o trajeto São Paulo – Rio de Janeiro, mas a viagem só durou umas três horas. Também havia ônibus gratuitos da estação para o autódromo.

"Se tu quiser mostrar essa bizarrice". Sem problemas, até porque bizarro mesmo seria uma foto dessas com o Psy

“Se tu quiser mostrar essa bizarrice…”. Sem problemas, até porque bizarro mesmo seria uma foto dessas com o Psy

Como comprei meu ingresso pela internet, deveria retirá-lo perto da entrada da reta dos boxes. Fiquei espantado ao ver que o funcionário era um tiozão inglês com cara de pilantra. Como faltavam cerca de duas horas da corrida, fiquei por ali para dar uma olhada nas lojas das equipes antes de ir para meu lugar. Esperava ter qualquer produto das equipes pequenas e a única coisa que me interessou foi uma jaqueta da Force India. Mas tudo era muito caro e deixei pra lá.

Vi que dava pra subir para a arquibancada livremente, sem ninguém pra me revistar ou pedir meu ingresso. A princípio, eu queria apenas tirar umas fotos, ver os boxes, a preparação dos carros, o desfile dos pilotos. Imaginei que mais cedo ou mais tarde ia aparecer alguém pra conferir o ingresso de todo mundo. Não era possível que fosse tão fácil assim ver a corrida num lugar dez vezes mais caro do que o que eu paguei.

Patota

Patota

Resolvi brincar com a sorte, até porque precisava muito ir ao banheiro. Aproveitei que ainda faltava uma hora pra começar a corrida, tempo de sobra para ir ao meu lugar de direito caso me barrassem agora. Que nada, entrei tranquilamente e até dei um olá (“anneyong hasiminika” em coreano, só pra você imaginar como é o negócio) para uns policiais.

A largada é impressionante. Todo o barulho, a expectativa, o cheiro de gasolina, o Romain Grosjean pronto pra fazer alguma merda. É um negócio até meio assustador, mas todo fã de automobilismo precisa ver isso antes de morrer, ou acabarem com o motor a combustão, o que seria muito pior do que morrer.

Começa a brincadeira

Começa a brincadeira

Sobre a corrida, nem tenho muito para falar. Até porque, além de não acontecer muita coisa, da reta dos boxes não dava pra ver nenhuma outra parte do circuito. Só pelos telões que colocaram em cima do paddock. Torci para dar algo errado, algum carro pegar fogo ou algo parecido, mas os pit-stops também foram divertidos.

Depois da corrida, até deu pra ficar relativamente perto do pódio. Mas aí eu já estava mais preocupado em voltar logo pra estação e estava com medo de ter gastado toda a sorte do dia fazendo o penetra. Precisava voltar pra Seoul.

phoenix

Está vendo esta imagem aí? Phoenix, 1989.

Muitos de vocês, leitores inteligentes e sábios que são, sabem o que significa a ave Fênix. Eu até sei, mas preguiçoso que sou, jamais corri atrás para compreender seu significado.

Fênix é aquele simpático pardalzinho da mitologia grega que simboliza a ressureição. Contavam os antigos gregos que a ave Fênix morria, virava cinzas e dessas cinzas uma nova ave renascia com todo o seu antigo brilho e esplendor. Um tempinho depois, ela também morria, suas cinzas resultaram em uma nova ave e assim por diante. Os mais versados nessas historinhas certamente torcerão o nariz para uma simplificação tão grosseira de uma das mais famosas estórias surgidas na Grécia Antiga. Paciência, é o que peço. Da mesma forma que pedi paciência a vocês durante esses últimos meses.

Já devo ter escrito pelo menos uns cinco posts alertando todos vocês sobre a minha absoluta falta de tempo e a possibilidade desse blog ficar largado à poeira e às traças. Vocês certamente já estão carecas de tantas justificativas, de tantas promessas. Como um David Coulthard que anualmente prometia o título aos conterrâneos ou um Rubens Barrichello que sempre afirmava que o próximo ano era o da afirmação, este escriba não tinha o menor pudor para jogar a culpa na pobre da minha monografia e nos meus trilhões de afazeres pelo Bandeira Verde ficar parado. Sei que perdi leitores e que deixei bastante gente chateada, mas infelizmente é a vida.

Foi um período bem chato, este último. Deixei de fazer várias coisas legais, me afastei de alguns amigos, perdi uns bons fios de cabelo, até engordei. A cada vez que pensava neste blog, me sentia mal, pois sabia que havia uma boa e fidelíssima turma de frequentadores esperando por qualquer sinal de vida. Pensei seriamente em fechar esta bagaça, mas sabia que um importante acervo havia sido formado nos últimos três anos e concluí que sumir com todos os posts, as histórias e tudo o mais seria uma puta falta de sacanagem, como diz a filósofa.

Mas o período negro, quase sabático, acabou. Voltei a ter algum tempo. Acredito que o Bandeira Verde, dessa vez, está pronto para um retorno verdadeiro. Hora de limpar a sujeira, retirar as teias de aranha, tentar recuperar os leitores perdidos e voltar a escrever.

Porém, algumas coisas mudarão.

Em primeiro lugar, descobri que não tenho mais nenhum saco para escrever notas e comentários sobre as corridas. Assisti-las, a partir do momento em que passei a ter de avaliá-las de forma jornalística, se tornou um fardo. A diversão de acordar cedo num domingo, ligar a televisão e gastar duas horas babando com um monte de carrinho andando sem rumo algum havia esmorecido. Além do mais, são esses posts os que mais me tomam tempo e os que menos me rendem pageviews.

Eu sei que certamente há pessoas que esperam pelas notas e pelos comentários semanais. E a estas eu peço, caham, paciência. Pode ser que eu volte a escrevê-las. Não prometo nada, no entanto.

Outra coisa: descobri que a própria Fórmula 1 já não me seduz como antigamente. O baixo número de carros no grid, o eterno sofrimento de carros e pilotos com o desgaste dos pneus Pirelli, o excesso de punições, os intermináveis problemas financeiros das equipes médias e pequenas, a perda cada vez maior de audiência e a artificialidade das provas são boas razões que me fizeram deixar, por exemplo, de acordar às nove da manhã de sábado para assistir aos treinos oficiais.

O que isso significa? Que este blog passará a falar sobre música sertaneja ou Teoria das Cordas? Ainda não. Ao invés de alimentar uma obrigação pessoal de concentrar atenções sobre “a maior categoria do mundo”, simplesmente escreverei sobre o que der na telha. A tendência é que aumentem os posts sobre história do automobilismo e sobre outras categorias, como a GP2. Além de serem mais prazerosos de se escrever, memorandos extensos sobre a história do GP da Lituânia de 1935 ou sobre o dia em que Nick Heidfeld foi campeão do mundo são os que atraem mais audiência.

E é bem possível que haja outras novidades. Uma delas, absolutamente necessária nos dias atuais, eu só não levei adiante ainda por pura preguiça. Mas a preguiça acabará e essa novidade quase que certamente será apresentada na semana que vem.

Portanto, pela milésima vez, peço desculpas aos senhores. Voltei. E dessa vez, sem monografia, sem toneladas de afazeres e sem aquela necessidade de dedicar tanto tempo à Fórmula 1 atual, creio que seja para valer.

Carl Edwards, NASCAR Nationwide Series, Texas, 2011

Dean Hall, Fórmula Indy, Indianápolis, 1990

Russell Spence, Fórmula 3000 Internacional, Jarama, 1987

Boa tarde aos senhores.

Hoje é dia de post à la F1 Corradi. Ando sem tempo algum, não consegui sequer escrever para o Tazio e as perspectivas não são tão melhores até o final da semana que vem. Acontece.

Vamos de post pequenos, então. E com imagens, que valem mais do que mil palavras deste que escreve.

Três carros que eu acho particularmente bonitos, mas que não teriam motivo algum para aparecer em qualquer outro post. Precisava compartilhar estas fotos. Só isso.

O resto fica para os leitores. Poste aí três dos carros de corrida que você mais gosta. Pode ser Fórmula 1, NASCAR, Indy, Stock Car, GP2, WRC, protótipo, carrinho de rolimã, qualquer coisa. Poste também links para fotos desses carros, de preferência. Quero ver se vocês têm bom gosto.

Já ouviu falar do Tazio? Sim, o piloto italiano que foi considerado o melhor de todos os tempos por Ferdinand Porsche nos anos 30. Mas não é do Signore Nuvolari que estou falando.

O Tazio AUTOSPORT, parada obrigatória para qualquer pessoa que se quer informar sobre as corridas, cometeu a insensatez de me convidar para escrever uma coluna semanal sobre a IZOD IndyCar Series. Toda terça-feira, falarei alguma coisa sobre a categoria de monopostos mais legal do planeta na coluna Indy Speedway. Sim, porque a partir de agora, a Indy é a categoria mais legal do planeta e quem discordar está errado.

Agradeço ao jornalista Leonardo Félix, único fã do Damon Hill que eu conheço, pelo convite. E à editora-chefe Vanessa Ruiz pela oportunidade. E à Xuxa.

O endereço é esse daqui: http://tazio.uol.com.br/blog/indy-speedway/

E já tem coluna! Sobre Rubens.

PS: Não se preocupem. Este blog continuará funcionando normalmente. E falará sobre as demais categorias, certamente inferiores.

Passou meio despercebido porque foi no sábado e sábado não é dia de ficar cuidando de blog, mas o Marcelo Necro (visitem o blog dele, aliás) deu o lembrete no Twitter. Neste último dia 18, o Bandeira Verde completou dois anos de vida. Foram 730 dias de existência neste palheiro em chamas que é a internet. Legal. Já durou mais do que eu imaginava.

Naquele 18 de fevereiro de 2010, não aconteceu muita coisa na humanidade. Muricy Ramalho acabou deixando o posto de técnico do Palmeiras e a Câmara Legislativa do Distrito Federal abriu processo de impeachment contra o então governador José Roberto Arruda, aquele dos panetones. Pena, pois adoro fazer conexões de contemporaneidade entre um fato banal e outro grandioso. Sendo assim, falo de como e por que este espaço surgiu.

O Bandeira Verde surgiu em uma época na qual eu andava meio insatisfeito com tudo. Sabe aquela coisa do homem precisar ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro para poder morrer realizado? A questão do filho vai ficar para mais tarde, isto se eu não preferir criar alguns gatos ou um avestruz. Uma árvore sempre é bem-vinda. Gosto de árvores, pois é muito ruim sentar na grama para beber cerveja e ter de encostar as costas em um muro. Mesmo assim, nunca plantei uma. Não conheço nada de jardinagem e sou meio avoado – se uma planta dependesse do meu senso de responsabilidade para sobreviver, estaria condenada.

Restaria escrever um livro. Livro não é para gente pobre como eu. Eu só poderia apelar à internet. Sempre gostei de escrever e já tive alguns outros blogs antes desse. Um deles era o Edifício Itapetininga (se puderem encontrar em algum cache da vida, recomendo), onde eu e mais alguns amigos escrevíamos crônicas sobre famílias esquisitas e empresas obscuras devidamente instaladas em um edifício em São Paulo (Sampa foi a escolha natural porque Campinas não possui sequer um teatro municipal em funcionamento, quanto mais atmosfera humanística para ser o cenário de crônicas comezinhas sobre as pessoas). Era engraçado e divertido pacas. É muito mais agradável escrever sobre a mulher que não consegue um namorado que entenda sua mania de roer unhas do pé do que falar sobre Bernie Ecclestone.

Pois bem, fora algumas historinhas banais, o único assunto que eu domino é o automobilismo. Eu até sei discorrer razoavelmente sobre economia brasileira, gastronomia molecular ou as belezas da Ásia Central, mas nenhum destes assuntos conseguiria ser destrinchado com acurácia em um texto como as poluidoras corridas de automóveis. Gosto de escrever. Para mim, é um enorme prazer fechar um texto de cinco páginas no Word. No início de 2010, precisava fazer isso para encontrar alguma forma de relaxar e ter prazer em uma fase meio tediosa da vida. Após sugestão de um amigo, decidi abrir um blog que falasse sobre Fórmula 1. E outras coisas mais.

OK, comprei um domínio, arranjei um espaço no WordPress e até fiz um template bacana com a McLaren do Senna subindo a Beau Rivage. Precisava apenas definir um diferencial. Contar historinha ou opinar? A primeira opção é complicada porque você nem sempre vai achar tanto material relevante, embora eu viva rodeado de zilhões de revistas e livros. A segunda também é porque opiniões costumam ser sempre carregadas de arrogância, moralismo e principalmente inverdades. Então, decidi simplesmente escrever aquilo que gostaria de ler: odes amalucados aos grids gigantescos, a um automobilismo mais amador e a esquisitices como Enna-Pergusa e Onyx. Se bem argumentadas, estas besteiras poderiam até cativar alguns leitores.

Felizmente, deu certo. Hoje, o blog possui números ainda distantes do meu objetivo de controlar todas as mentes humanas e o sistema financeiro mundial, mas que também não são tão ruins assim: mais de 422 mil pageviews, 569 posts e 3.482 comentários. Perto de alguns blogs de automobilismo, são resultados baixos. Mas são crescentes. E o meu orgulho maior não é quantitativo, mas totalmente qualitativo.

Tenho leitores inteligentes e fiéis, que não são muitos comuns em um meio tão cheio de gente limitada como é o esportivo. Alguns destes leitores são caras que eu lia desde há muito tempo, como o Luiz Alberto Pandini, que era o editor da melhor revista de automobilismo que este país já teve nos anos 90, e o Speeder, dono do blog de automobilismo mais completo em língua portuguesa. Além disso, já fui visitado por gente graúda do meio, como os ex-F1 Ricardo Rosset, Enrique Bernoldi e Roberto Moreno, que me concedeu uma belíssima entrevista.

Se não fosse este capital humano que cerca o Bandeira Verde, eu não estaria torrando meu tempo escrevendo este monte de coisa. Portanto, acima de tudo, um enorme obrigado a todos vocês que fizeram esta merda aqui chegar ao aniversário de 730 dias. Distribuo um pedaço de bolo a cada um.

Mentira, não dou comida de graça a ninguém. Se quiser comer, vá trabalhar.

Verde

Buenos días, monos.

Como alguns dos senhores devem saber, até semana passada, era quase impossível encontrar um artigo antigo. O negócio era simplesmente fazer uma busca interna a partir de uma palavra-chave aleatória ou simplesmente consultar aquela bagunçada página “Arquivo”. Decidi tomar vergonha na cara e cataloguei quase todos os textos que escrevi entre 18 de fevereiro de 2010 e a última sexta-feira.

Quase todos? Sim, suprimi alguns textos que não convinham. Mas nada que faça muita falta a vocês, devo dizer.

Portanto, se vocês quiserem reler qualquer um dos textos que escrevi desde a gênese deste site, basta clicar em Todos os Artigos, um link que você pode achar no canto superior direito da página. Se não tiver mais ou que fazer, dê uma olhada em qualquer um dos Top Cinq ou das notícias antigas. Sei lá, é legal. E os alérgicos a pelo de gato não terão problemas.

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