fevereiro 2010


AT&T WILLIAMS


Moda na atual Fórmula 1 é elogiar a Williams. É quase cult fazer isso. Todos adoram louvar os grandes (e eles são impressionantes, de fato) feitos da intrépida dupla Frank Williams e Patrick Head, mesmo sabendo que o último título da equipe foi obtido apenas em 1997. Mas já que é assim, que seja. Desde o fim da parceria com a BMW, a Williams vem sofrendo com a falta de um motor forte de fábrica e de dinheiro. Porém, consegue sempre alguns pontinhos que fazem regozijar-se os fãs mais tradicionais. A esperança que ela volte a ser grande sempre existe.

Sediada em Grove, UK
9 títulos de construtores
534 corridas
113 vitórias
125 poles-positions
2600 pontos

9- RUBENS BARRICHELLO

Essa é a imagem de Barrichello para boa parte dos brasileiros. Uma parte da culpa por isso é dele, claro

Assim como Schumacher, é outra figurinha polêmica. Desprezado pelo grande público e até mesmo por parte da mídia, Barrichello é aquele indivíduo que chega na sua 17ª temporada acreditando que, nesse ano, dá! Suas declarações transparecem uma falta de maturidade combinada com uma baixíssima auto-estima e uma pitada de falta de inteligência. Uma imagem criada por ele que soa quase como maldade própria, ao meu ver. Rubens é um exímio piloto, especialista em corridas chuvosas e excelente acertador de carros. Depois de quase ser defenestrado da F1 e de renascer na Brawn, tentará levará sua experiência, sua velocidade e sua choradeira para a Williams.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 23 de Maio de 1972
Vice-campeão de F1 em 2002 e 2004
284 GPs disputados
11 vitórias
14 poles-positions
607 pontos
Campeão da F3 inglesa em 1991 e da F-Opel européia em 1990

10- NICO HÜLKENBERG

A vida dele, até ontem, foi assim. E a partir de hoje?

Ele é branquelo, alemão, seu nome é Nico, possui um título na GP2 e tem sua temporada de estréia pela Williams. E não estamos falando do Rosberg! Nico Hülkenberg (aprendam comigo: RIUQUENBERG, e não RULQUENBERG) é o estreante com melhor currículo da F1 nos últimos anos: títulos na F3 Européia, A1, F-BMW e, ufa, GP2. Empresariado por Willy Weber, tem tudo para chegar às cabeças. Não há muito o que se falar dele ainda. Os jornalistas dizem se tratar de uma figura pernóstica. É uma aposta pessoal desse blog para o futuro.

Alemão, de Emmerich, nascido em 19 de Agosto de 1987
Estreante
Campeão da GP2 em 2009, da F3 européia em 2008, da A1 GP em 2007 e da F-BMW ADAC em 2005

O Top Cinq dessa semana é sobre pinturas de carros que apareceram muito pouco, quando muito em apenas um único dia, seja em treinos ou em corrida. As histórias são conhecidas, mas não custa lembrarmos dessas belezinhas (ou não).

5- BAR 006, ANTHONY DAVIDSON, TREINOS DE SEXTA NO FINAL DE 2004

Davidson e seu 555 car na terra do escorpião frito

O desenho mostra que pilotar não parece ser confortável. Isso porque o Davidson tem meio metro de altura...

Em 2004, a Fórmula 1 permitia que as seis piores equipes do ano anterior utilizassem um terceiro carro nos treinos de sexta-feira. Além de permitir que as equipes pudessem colher mais informações e fazer mais quilometragem com seus carros, o regulamento previa que esse terceiro carro poderia utilizar até mesmo uma pintura diferente, visando atrair mais patrocinadores para essas equipes, que eram teoricamente mais pobres.

A BAR, no final do campeonato, decidiu inovar, trazendo a cada corrida uma pintura diferente para o carro de Anthony Davidson. No Brasil, por exemplo, homenageando uma prática criminosa comum em São Paulo, o carro foi todo pichado e grafitado. Aqui, destaco duas pinturas: a usada na China, uma bela pintura azul que promovia os cigarros 555, e a melhor de todas, usada na Itália e que representava a posição do piloto dentro do carro, com as pernas desenhadas no cockpit e tudo!

4- RED BULL RB4, DAVID COULTHARD, GP DO BRASIL DE 2008

Coulthard e o Red Bull caridoso

Taí uma mudança com boas intenções: em sua última corrida na Fórmula 1, o GP do Brasil de 2008, o escocês David Coulthard resolveu compensar a horrenda temporada que fazia com uma campanha legal. Ele utilizaria um carro branco que divulgava o Wings for Life, um projeto de caridade patrocinado pela Red Bull que visava financiar pesquisas sobre a cura da paraplegia.

O carro é esse daí, muito bacana. Mas infelizmente, não pôde ser muito apreciado: Coulthard, como via de regra naquele ano, se envolveu em um acidente na largada.

3- MCLAREN MP4/2C, KEKE ROSBERG, GP DE PORTUGAL DE 1986

Carro enjoativo

Uma McLaren pintada de amarelo e branco? Pois é.

A intenção da Marlboro, naquele fim de semana, era fazer um teste visual com a intenção de ver se era possível divulgar os cigarros Marlboro Lights, cuja embalagem é dourada e branca. Assim, a McLaren pintou o carro de Keke Rosberg com essas duas cores para os treinos livres de sexta-feira. Alain Prost utilizaria o carro normal.

O resultado foi um desastre. O dourado acabou virando, em fotos e principalmente na precária transmissão televisiva da época, um amarelo que fazia doer os olhos. Além da transformação das cores, na TV o contraste entre o amarelo e o branco era pouco perceptível. A Marlboro se deu conta que aquela pintura não daria certo e, no sábado, Rosberg voltou a usar a pintura vermelha e branca.

2- LIGIER JS39, MARTIN BRUNDLE, GPS DO JAPÃO E DA AUSTRÁLIA DE 1993

Brundle e seu Ligier psicodélico (do Continental Circus)

Essa belezinha aí (peguei a foto do Continental Circus, fique bem claro) foi utilizada por Martin Brundle nas duas últimas corridas de 1993. A pintura foi feita pelo cartunista italiano Hugo Eugenio Bratt, conhecido por ser autor do HQ Corto Maltese. O objetivo também era promover um cigarro, no caso a Gitanes no Japão, e a marca vem implícita na pintura psicodélica na equipe. Apenas Brundle usou essa pintura: Mark Blundell corria com a pintura normal.

1- FERRARI NART 158, JOHN SURTEES, CORRIDAS AMERICANAS DE 1964

Ferrari revoltada

Muitos já conhecem essa história, muitos não conheciam.

Em 1964, a Ferrari queria lançar seu modelo de competição, o 250LM, como um carro do grupo 3, ou seja, um carro de turismo. Porém, para que um modelo se encaixasse no tal grupo 3, a empresa precisaria construir ao menos 100 unidades deste modelo. Caso isso não acontecesse, o carro seria considerado do grupo 3, um protótipo. Enzo Ferrari tinha uma artimanha: toda vez que queria que um carro novo seu não fosse considerado um protótipo, costumava prometer à FIA e ao Automobile Club D’Italia que mais unidades seriam construídas e que tudo era uma questão de tempo. É lógico que, depois, ele deixava a promessa para lá.

Só que, no caso do 250LM, o Automobile Club D’Italia não aceitou a proposta e não permitiu que o carro fosse comercializado como um carro de turismo, além dele não ser autorizado a participar de competições da categoria. Enzo Ferrari ficou furiosíssimo. E decidiu tomar uma decisão avassaladora: não usaria mais a cor vermelha, a cor oficial da Itália, em seus carros.

Para isso, a Ferrari cedeu sua inscrição e seus carros para a NART (North American Racing Team), uma empresa de competições criada por Luigi Chinetti responsável por exibir a marca Ferrari nos Estados Unidos e por colocar seus carros nas competições locais. A NART deveria pintar os 158 de azul e branco. E assim John Surtees e Lorenzo Bandini foram às corridas de Watkins Glen e Hermanos Rodriguez. A mudança, pelo visto, deu sorte: com dois segundos lugares, Surtees foi coroado o campeão de 1964. E pouco tempo depois, o comendador conseguiu o que queria: o Automobile Club D’Italia aceitou homologar o 250LM como um carro de turismo.

O saltimbanco Davide Valsecchi vencendo seu primeiro campeonato na vida

Hoje cedo, o terceiro campeonato da GP2 asiática definiu seu campeão. Em Sakhir, o italiano Davide Valsecchi venceu a 1ª corrida do fim de semana e o título. É a terceira vitória dele no campeonato.

O campeonato é composto por, acreditem, apenas quatro fins de semana de corridas, dois em Abu Dhabi e dois em Sakhir. Asiática, portanto, é modo de falar: se o campeonato fosse chamado “GP2 Allah”, não faria diferença alguma. Essa corrida de hoje é a quinta corrida do campeonato. É o que você leu: o campeão foi definido com apenas cinco corridas.

Carros antigos, ausência de patrocinadores, pilotos ruins, pistas tenebrosas no meio do deserto e horários bizarros: essa é a GP2 feita para árabe assistir. Pelo menos, as corridas estavam boas, mesmo em Abu Dhabi. Mas mesmo assim, o campeonato é uma merda e, felizmente, será o último. Sua criação só seu deu porque Bernie Ecclestone queria sufocar a A1 GP. Objetivo cumprido, o campeonato abençoado por Alá não serve para mais nada.

SCUDERIA FERRARI MARLBORO


Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho: é assim que os fãs da Fórmula 1 tratam a relação da Ferrari com a Fórmula 1. Costuma-se dizer que a mística equipe italiana só fabrica carros em série para financiar suas operações na Fórmula 1, uma hipérbole típica dos tifosi. Não se imagina a categoria sem a equipe italiana, única equipe presente na categoria desde 1950, e vice-versa. É bacana que uma equipe tenha fãs tão fiéis, até porque sabemos que a equipe, vira e mexe, vira uma bagunça italiana típica e os resultados podem desaparecer de uma temporada para outra. Apesar disso e da arrogância costumeira de seus líderes, a equipe não tem do que reclamar: dominou a última década, com 6 títulos de pilotos.

Sediada em Maranello, Itália
16 títulos de construtores
793 corridas
210 vitórias
203 poles-positions
4093,5 pontos

7- FELIPE MASSA

Felipe, fale sobre Timo Glock e Lewis Hamilton

Felipe Massa é o maior ídolo brasileiro da Fórmula 1 atualmente. Simpático, agrada à mídia e à torcida com suas declarações sensatas e com sua performance na pista. Performance essa que nem sempre foi a de um piloto de ponta. Estreou na F1 em 2002 e mostrou velocidade, falta de cérebro e absoluta falta de controle na chuva. Peter Sauber o mandou para um período “rehab” como test driver na Ferrari, onde aprendeu muito e voltou um pouco evoluído para a equipe suíça em 2004. Em 2006, foi para a Ferrari e começou cambaleante. Porém, ganhou massa cerebral, aprendeu a liderar uma equipe e chegou ao ápice ao brigar pelo título com Hamilton até a última etapa de 2008. É um piloto de ponta com cara de moleque e língua presa.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 25 de Abril de 1981
Vice-campeão de F1 em 2008
114 GPs disputados
11 vitórias
15 poles-positions
320 pontos
Campeão da F3000 Européia em 2001, da F-Renault européia e da F-Renault italiana em 2000 e da F-Chevrolet em 1999

8- FERNANDO ALONSO

Essa foto não está insinuando que Alonso é chorão, é apenas ilustrativa

Único bicampeão de Fórmula 1 em atividade, Fernando Alonso só perde para Schumacher. Completo, entende tudo de acerto, liderança de equipe, corridas no seco e no molhado, ultrapassagens, treinos e corridas. Versátil, já venceu em mais de 15 pistas diferentes na categoria. Porém, como bom espanhol, é linguarudo pra caralho. A aparência de moleque cool cultivada no seu começo de carreira sumiu tão logo ele obteve seu primeiro título, dando lugar a uma insuportável imagem de estrelinha. Venceu os títulos de 2005 e 2006. Nos últimos anos, pegou uma McLaren voltada contra ele e carros ruins na Renault.

Espanhol, de Oviedo, nascido em 29 de Julho de 1981
Campeão de F1 em 2005 e 2006
138 GPs disputados
21 vitórias
18 poles-positions
577 pontos
Campeão da F-Nissan espanhola em 1999

Se a inspiração foi aquela que estamos pensando, não sei. Mas ficou sensacional. James Rossiter testando pela KV em Barber.

Aliás, só complementando: a Lotus estaria bem interessada em investir na Indy. E sabe quem eles estavam cogitando para liderar a empreitada? O próprio Rossiter! É pra juntar os pontos?

Em condições normais, eu não falaria da Indy hoje. Tudo bem, temos uma corrida aqui em Sampa daqui a três semanas e os testes estão ocorrendo a pleno no circuito de Barber, no Alabama. Mas não falaria. Essa Indy é chata pra caralho: carros feios, circuitos travados, equipes falidas e paydrivers que vem de todos os países, menos dos Estados Unidos. Não serve pra lamber as botas da antiga CART. Quiçá, sequer as da IRL de 10 anos atrás.

Ontem, 24 de Fevereiro, a Penske, equipe mais tradicional dos monopostos americanos, mostrou ao mundo o novo layout de seu carro. Hélio Castroneves, Ryan Briscoe e Will Power utilizarão um carro branco com laterais e asas pretas patrocinado por Mobil 1 e Verizon Wireless. Um pouco genérico, mas bonito. Está sentindo falta de alguma coisa? Exatamente.

A nova Penske

A Indy não terá o layout Marlboro em 2010. Aliás, é a primeira vez desde há quase 40 anos que a Marlboro não terá predominância no layout em carro de corrida nenhum do mundo. Nesse momento, apenas a Ferrari segue sendo patrocinada pelos cigarros, e ainda assim manifesta esse apoio apenas pelos tais “códigos de barra” na lateral superior do carro. Aos poucos, a história da Marlboro no automobilismo vai chegando ao fim.

A empresa que produz o cigarro, a Philip Morris Company, surgiu em 1847, quando Philip Morris criou uma loja de tabagismo em Londres. Sete anos depois, Morris passou a criar seus próprios cigarros, que foram um sucesso. Com a morte de Philip em 1873, sua mulher e seu irmão assumiram o controle da empresa e mantiveram seu crescimento. No final do século XIX, ambos venderam a empresa para William Thomson, que decidiu expandir as operações para os EUA. E os cigarros da Philip Morris, especialmente o Marlboro, se popularizaram muito não só na América como ao redor do mundo. O segredo do sucesso do Marlboro estava calcado em duas atitudes: vender barato e fazer marketing agressivo.

O primeiro Marlboro car

A Philip Morris decidiu investir em automobilismo em 1972, quando viu o sucesso da Imperial Tobacco e do seu patrocínio à Lotus por meios dos cigarros Gold Leaf e John Player Special. Para isso, começou patrocinando a BRM na Fórmula 1. Dois anos depois, a Marlboro saiu da BRM e foi para os McLaren, e a equipe foi campeã naquele ano. Começava aí a trajetória de sucesso da Marlboro no automobilismo.

A partir daí, a Marlboro começou a patrocinar absolutamente tudo: F1, Indy, Grupo C, F2, F3000, F3, Mundial de Motovelocidade, Mundial de Rali, Paris-Dakar, além de dezenas de pilotos. No caso da Fórmula 1, a McLaren foi contemplada com o patrocínio principal entre 1974 e 1996. Depois disso, a Ferrari ganhou a primazia. Mas muitas equipes também receberam apoio: Alfa Romeo, Dallara, Rial, Arrows, Onyx e por aí vai. Na Indy, o patrocínio começou com a Patrick em 1987. A Penske só passou a ser patrocinada pelos cigarros três anos depois.

Talvez o piloto mais conhecido do cigarro

O layout Marlboro, aquele que ficou consagrado por Ayrton Senna, começou a ser utilizado no
começo dos anos 80 na Fórmula 1 (McLaren e Alfa Romeo) e na Fórmula 2 e passou a ser o predominante em todas as categorias de automobilismo, até mesmo na Stock Car brasileira com Wilsinho Fittipaldi em meados dos anos 90.

A decadência da Marlboro no automobilismo começou a se dar no final dos anos 90, quando a legislação comercial vinha restringindo paulatinamente o marketing tabagista. Nos EUA, uma empresa de cigarros só pode patrocinar um único esporte. Em alguns países, como a França e a Inglaterra, a propaganda de cigarros já havia sido abolida há muito. A pá de cimento final foi o início da vigência, em Agosto de 2005, da lei que proibia toda e qualquer propaganda tabagista dentro da União Européia. O único foco de resistência era o carro da Penske na Indy.

O último carro com o layout

Que muda de cor agora. Por pior que seja o tabagismo, a Marlboro deixará saudades.

RED BULL RACING


No fim de 2004, a Red Bull comprou a estrutura da Jaguar para ter sua própria equipe. A idéia era fazer a equipe mais cool do grid: pilotos cuidadosamente desleixados, festas, jornalzinho sarcástico, grid girls e por aí vai. A ambição, porém, parava por aí, já que a equipe era apenas mediana. A situação mudou com a chegada de Adrian Newey, que a transformou em uma equipe de ponta. O apelo cool, tão 2005, já não chama mais a atenção de ninguém. Na pista, porém, a equipe começou a fazer bonito e a brigar por vitórias. A real intenção da Red Bull gastar tanto dinheiro com a F1 é um mistério, já que não acredito que sejam necessárias duas equipes para chamar a atenção.

Sediada em Milton Keynes, GB
88 corridas
6 vitórias
5 poles-positions
256,5 pontos

5- SEBASTIAN VETTEL

O que você achou de perder o título no ano passado tendo o melhor carro em várias etapas?

Quem olha pra ele, acha que se trata de um pivete esquizofrênico. Na pista, o cara é um fenômeno. Estreou na F1 em 2007, fazendo uma corrida solitária na BMW. Ainda naquele ano, foi aliciado pela Toro Rosso e, no ano seguinte, conseguiu uma milagrosa vitória em Monza para a pequena equipe. No ano passado, estreou na Red Bull e obteve, de cara, quatro vitórias. Ainda amadurecendo, é um cara extremamente veloz e tem tudo para ser campeão. E, ao contrário de boa parte de seus colegas, é considerado sociável e simpático.

Alemão, de Heppenheim, nascido em 3 de Julho de 1987
Vice-campeão de F1 em 2009
43 GPs disputados
5 vitórias
5 poles-positions
125 pontos
Campeão da F-BMW ADAC em 2004

6- MARK WEBBER

Lembram de quando ele vomitou dentro do carro em Fuji/2007?

É o típico australiano: um armário (pesadelo de projetistas e aerodinamicistas) com cara e sotaque de alcóolatra. Teve um início de carreira conturbado, com pouquíssimo dinheiro e até mesmo dois improváveis vôos a bordo de um Mercedes CLR nas 24 Heures du Mans de 1999. Porém, com o apoio de Paul Stoddart, a carreira deu uma reviravolta e ele foi vice-campeão de F3000 em 2001. Na F1 desde 2002, era considerado injustamente um especialista em treinos. Nos últimos três anos, melhorou seu ritmo de corrida e obteve, em 2009, suas duas primeiras vitórias na F1. Mas não deverá ir muito além disso.

Australiano, de Queanbeyan, nascido em 27 de Agosto de 1976
138 GPs disputados
2 vitórias
1 pole-position
169,5 pontos
Vice-campeão da F3000 em 2001 e do FIA-GT em 1998

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