RED BULL10 – O que há de negativo para falar sobrea equipe? A calvície precoce do Christian Horner, o sorriso do Sebastian Vettel ou a habilidade do Mark Webber para conduzir bicicletas? O caso é que a equipe levou mais uma dobradinha para casa: Sebastian Vettel fez o de sempre e Mark Webber tomou a segunda posição de Alonso no final. O carro é bom e o alemão faz o que quer. Enfim, tudo literalmente azul.

FERRARI 6 – Vou te falar uma coisa: quando não caga na entrada, caga na saída. A escuderia não faz um carro bom para os treinamentos, mas também não anda fazendo um trabalho decente na corrida, que é o momento no qual o carro melhora. Felipe Massa perdeu tempo em três de suas quatro paradas e se deu mal. Fernando Alonso também teve problemas nos pits e só andou lá na frente porque o cara é bota. De quebra, o chefe Stefano Domenicali indiretamente atribuiu a culpa do resultado de Massa ao próprio piloto. Ridícula, a Ferrari comandada por italianos.

MCLAREN7 – É outra que, em menor quantidade, também cometeu suas besteiras. A estratégia de apenas três paradas não funcionou com Jenson Button e o britânico terminou apenas em sexto. Lewis Hamilton fez lá suas próprias bobagens, mas foi prejudicado em um de seus pit-stops. Além disso, as disputas renhidas entre os dois pilotos no início da corrida devem ter deixado Martin Whitmarsh e amigos de cabelo em pé. Fim de semana meia-boca.

MERCEDES7,5 – Pelo visto, foi a equipe que mais avançou de Shanghai para cá. Nico Rosberg e Michael Schumacher andaram bem na sexta-feira, mas apenas o primeiro teve um fim de semana satisfatório. Enquanto Rosberg largava em terceiro e andava lá na frente, Schumacher só levava ultrapassagem de gente com carro pior. As coisas estão ficando negras para ele. Quanto à Mercedes, o de sempre, embora o carro realmente tenha melhorado.

RENAULT7 – Algo me diz que o clima na equipe só tende a piorar daqui para frente. Nick Heidfeld e Vitaly Petrov, que estão se engalfinhando com incômoda frequência, se acharam no meio do caminho em duas ocasiões. Ambos marcaram pontos, mas Heidfeld estava bem incomodado com o russo, que esteve mais agressivo que a média.

TORO ROSSO7,5 – Por alguma razão, o STR6 se comportou muito bem com a estratégia de três paradas, ao contrário do que aconteceu com as demais equipes. Sébastien Buemi foi um dos melhores pilotos da corrida, fez ultrapassagens e chegou a andar em sétimo. Infelizmente, Jaime Alguersuari não conseguiu acompanhar o companheiro suíço. Bom fim de semana.

SAUBER6 – O sistema de combustível do C30 ferrou a vida de Kamui Kobayashi no treino oficial, o que o deixou lá atrás. Só que o japonês, que corre com sangue nos olhos, fez uma belíssima corrida de recuperação e marcou um ponto. Quem não foi bem foi o companheiro Sérgio Perez, que não estava rápido e se envolveu em um acidente com Maldonado na primeira volta. A Sauber tem a dupla mais explosiva do grid – para o bem e para o mal.

FORCE INDIA3,5 – Como vem sendo o padrão nesta temporada, apareceu em Istambul como uma típica equipe entediante do meio do grid. Nem Adrian Sutil e nem Paul di Resta puderam andar lá entre os dez primeiros, e o escocês ainda foi o único piloto a largar e abandonar a corrida.

WILLIAMS2,5 – Rubens Barrichello e Pastor Maldonado fizeram milagre no treino oficial ao largarem, respectivamente, em 11º e em 14º. Só que ambos só perderam posições durante a corrida. O brasileiro ainda teve problemas com KERS. E o venezuelano não fez nada, como sempre. Uma tristeza.

LOTUS4 – Silenciosamente, a equipe avança e se aproxima de concorrentes mais experientes. Heikki Kovalainen e Jarno Trulli nunca foram ameaçados pelas suas duas rivais mais próximas e ambos chegaram a ganhar posições de equipes mais fortes no início da corrida. Os dois terminaram, com Trulli à frente de Kovalainen.

VIRGIN1,5 – Quem salvou o fim de semana da equipe foi o novato Jerôme D’Ambrosio, que bateu Timo Glock no treino oficial e terminou a corrida. O alemão foi muito mal no treino e sequer largou, vítima de problemas no câmbio. E a equipe é ruim demais, caramba.

HISPANIA4,5 -No treino oficial, Vitantonio Liuzzi conseguiu a proeza de deixar o Virgin de Glock para trás. Na corrida, tanto o italiano como Narain Karthikeyan conseguiram chegar ao final sem problemas. Pelo orçamento e cronograma apertados que os espanhóis possuem, o trabalho realizado vem sendo bem mais digno que o da Virgin.

TRANSMISSÃOTIN, TIN, TIN! – Onomatopeias são figuras de linguagem das mais estranhas que existem. O ato de reproduzir um determinado som não-humano é sempre minimamente bizarro e pode ficar ainda pior se feito em plena transmissão esportiva por um narrador experiente com voz consagrada. E o negócio piora ainda mais se o tal narrador está imitando a onomatopeia de outra pessoa. Pois foi isso que Galvão Bueno fez quando quis imitar Rubens Barrichello descrevendo o ruído que o seu FW33 fazia quando o piloto passava pela curva oito. “Eu vou tentar fazer aqui o ruído do Rubinho fazendo como é que ele fazia a curva oito ontem: ‘eu jogava para zebra e o carro fazia TIN TIN TIN TIN TIN’ e a cabeça puxava para o lado e o carro ia para o outro e vinha outra zebra e TIN TIN TIN TIN’”. Surreal. Galvão fazendo imitações é uma das coisas mais engraçadas que existem.

CORRIDADIVERSÃO PURA – Istambul é um circuito dos mais legais do planeta, talvez a obra-prima do subestimadíssimo arquiteto Hermann Tilke. A pista é larga e veloz o suficiente para proporcionar muitas ultrapassagens, e foi exatamente isso que aconteceu. As brigas foram intensas do início ao fim e houve até mesmo três carros dividindo a mesma curva (Schumacher, Alguersuari e Massa entrando juntos na curva 14). Alguns pilotos, como Kobayashi e Buemi, saíram lá de trás e ganharam posições com estratégias arriscadas e muitas ultrapassagens. E o vencedor deu um show de pilotagem. Enfim, foi tudo muito legal. Só que eu dormi da metade para o final. Isso que dá ficar em camarote de show cujo interesse seu é nulo até quatro da matina.

GP2EXCELENTE INÍCIO – Ah, a GP2, minha categoria de monopostos preferida atualmente. As quatro corridas da GP2 Asia foram um lixo e eu não estava muito esperançoso sobre esta primeira etapa em Istambul. Felizmente, meu pessimismo estava equivocado e tivemos duas excelentes corridas no território turco. Na primeira, Romain Grosjean fez o que quis e venceu de ponta a ponta, seguido por um arrojado Sam Bird e por Jules Bianchi. O destaque maior fica para o acidente de Fabio Leimer, que catapultou por sobre o carro de Max Chilton e deu umas piruetas até cair na área de escape. Na segunda corrida, o monegasco Stefano Coletti fez outra ótima apresentação e venceu a corrida. Destaque para outro acidente, entre Davide Rigon e Julian Leal, que deixou o italiano com fraturas em uma perna. O baiano Luiz Razia marcou alguns pontos, mas não deverá ter um ano fácil. O saldo começou positivo.

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