MCLAREN10 – Com um carro bom em curvas, excepcional em retas e dois excelentes pilotos, a equipe faz o que quer nesse momento do campeonato. Hamilton e Button obtêm a segunda dobradinha seguida, e mais uma vez a combinação de combatividade com inteligência funciona perfeitamente bem pelos lados de Woking. Fase excepcional.

FERRARI8,5 – Deve, e muito, a Alonso pelo pódio conquistado. O espanhol foi o único que peitou os pilotos da McLaren e eu não ficaria assustado se ele tivesse vencido a prova. Felipe Massa sofreu mais uma vez. Precisa melhorar urgentemente o carro – e a motivação dos pilotos.

RED BULL 6,5 – Virou especialista em fazer seus pilotos terminarem em posições piores que as obtidas no treino de classificação. Webber e Vettel sofreram o tempo todo com uma estratégia que os obrigava a ficar na pista com pneus ruins por muito tempo. Esteve longe do pódio.

MERCEDES 5,5 – Pior fim de semana do ano. Os dois pilotos foram muito mal no treino de classificação e tiveram dificuldades na corrida. Rosberg, ao menos, conseguiu marcar alguns pontos.

RENAULT 6 – Corrida normal, com Kubica marcando alguns pontinhos e Petrov se embananando como sempre.

TORO ROSSO 7 – Buemi fez um corridão, chegou a liderar a corrida e marcou quatro ótimos pontos. Alguersuari não fez nada. Eu diria que a filial teve mais motivos para deixar Montreal sorrindo do que a matriz.

FORCE INDIA 6,5 – Tomaram a melhor decisão do ano até aqui ao devolverem o carro antigo a Liuzzi, que conseguiu fazer sua melhor corrida no ano, apesar do acidente da largada. Sutil também se envolveu em várias confusões, mas ambos acabaram conseguindo pontuar.

WILLIAMS 4 – Melhor nos treinos do que na corrida, Rubens e Nico perderam uma boa chance de pontuar ao se envolverem em diversos problemas na corrida. Não que os incidentes tenham sido culpa dos pilotos, principalmente no caso do brasileiro, mas já está mais do que na hora deles tentarem ficar mais longe desse tipo de coisa.

LOTUS 6 – Fez sua melhor corrida do ano. Nos treinos de classificação, ficou muito próxima da Sauber. A corrida vinha sendo boa para os dois carros, com Kovalainen chegando a andar nos pontos, mas apenas o finlandês conseguiu terminar. Trulli teve problemas nos freios.

HISPANIA 5 – Depois de algumas corridas, voltou a conseguir levar um carro até o final, o de Chandhok. Senna teve problemas no câmbio. A equipe se aproximou bastante da Virgin, o que é ótimo para motivá-los. A organização da equipe, no entanto, continua lamentável.

VIRGIN 3 – Aos poucos, começa a perder da Hispania. O carro é lento e quebra muito, algo que só aumenta o mérito do Lucas di Grassi em ter terminado a corrida. Glock abandonou novamente.

SAUBER 0 – Sem dinheiro, a equipe não consegue se desenvolver e já está ficando mais próxima das novatas do que das estabelecidas. De quebra, os dois pilotos tiveram problemas na primeira volta pela milésima vez. De La Rosa foi tirado da pista e Kobayashi bateu sozinho. Nunca vi caso igual de azar misturado com pobreza e incompetência.

CORRIDA MELHOR QUE A COPA – Antes da corrida, tivemos os lamentáveis Eslovênia x Argélia e Sérvia x Gana. No fim das contas, o Grande Prêmio do Canadá foi excepcional. Uma corrida cheia de alternativas, ultrapassagens, erros, diferentes estratégias, acidentes, confusões e punições. E o melhor: não teve chuva, não teve acidentes muito fortes, não teve safety-car. Foi uma corrida normal que conseguiu provar, ao menos para mim, que a Fórmula 1 melhorou de fato. E ressalto: é sensacional ver Fernando Alonso e Lewis Hamilton dirigindo. Os dois são fora-de-série.

TRANSMISSÃO SOU EU, O BURTI! – Luis Roberto. Um narrador que me dá raiva pela voz anasalada, pela obviedade das informações e por tratar os espectadores como crianças retardadas. Na corrida de hoje, o que vi foi um excesso de expressões futebolísticas típicas de quem não acompanha Fórmula 1 há tempos (lance, partida, time), designações infantis (carrinho branco e verde?) e até mesmo uma prosaica confusão de companheiros (Reginaldo? Não, sou eu, o Burti!). Ao menos, como um bom insurgente global, ele chamou a Virgin de Virgin por mais de uma vez. Os caras do departamento de marketing da Globo devem ter chiado. A propósito, falando em chiado, o áudio ficava muito ruim em determinados momentos. Uma boa lembrança das transmissões de Fórmula 1 dos anos 70 e 80.

LEWIS HAMILTON10 – Sabe aquele fim de semana de campeão? Pois é. Hamilton fez a pole-position com extrema facilidade, segurou pilotos mais rápidos em momentos críticos, fez paradas na hora certa, chegou a fazer uma ultrapassagem sobre Alonso e controlou seu ritmo no final da corrida mesmo estando com pneus muito desgastados. Com méritos, é líder do campeonato pela primeira vez desde Interlagos/2008.

JENSON BUTTON9 – Mais uma vez, ele esteve por ali, sempre próximo de Hamilton. Passou os Red Bull na primeira rodada de pits, ultrapassou Alonso na segunda parte da corrida e tinha pneus em condições muito melhores do que seu companheiro de equipe nas últimas voltas. Se tivesse vencido a corrida, seria merecido.

FERNANDO ALONSO 9 – Fez a diferença com seu limitado Ferrari. Conseguiu um ótimo terceiro posto no grid, largou bem, peitou Hamilton até mesmo na saída dos pits e segurou Button por um bom tempo. Não ficou satisfeito com o terceiro lugar. De certa forma, concordo com ele, já que merecia coisa bem melhor.

SEBASTIAN VETTEL 7 – Brilhar, não brilhou. Mas conseguiu andar à frente de seu companheiro durante a maior parte da corrida. Ao tentar a falha estratégia de parar mais tarde, perdeu a chance de brigar com os McLaren e Alonso. Teve também um problema no câmbio. Enfim, fez mais uma corrida abaixo do esperado para um postulante ao título.

MARK WEBBER 7 – Largaria à frente de Vettel, mas teve de trocar o câmbio e acabou saindo em sétimo. Até que não fez uma corrida tão ruim, mas apostou em postergar a segunda parada para não ter de usar os pneus macios por muito tempo na parte final. Porém, sofreu com o desgaste excessivo e ficou longe de qualquer chance de pódio. Perdeu a liderança do campeonato.

NICO ROSBERG 6,5 – É o rei das corridas discretas e dos resultados aborrecidos. No caso canadense, até dou um desconto devido ao acidente da largada, que o fez perder posições. Depois, fez uma interessante corrida de recuperação e terminou em sexto. No entanto, ninguém notou.

ROBERT KUBICA 7 – Não teve uma corrida fácil. Teve problemas com os pneus e entreveros com Schumacher e Sutil. Seu sétimo lugar parecer ter sido o máximo que o carro permitia. Até o presente momento, o resultado ainda estava sob júdice devido à investigação pelo incidente com Sutil.

SEBASTIEN BUEMI 8 – Teve sua melhor corrida do ano. Largou lá atrás, mas foi o piloto que se deu melhor com as paradas ao ganhar um monte de posições. Chegou a liderar uma volta e esteve sempre na briga por pontos. No final da prova, ainda fez uma boa ultrapassagem sobre Schumacher. Corridão que calou a boca do Helmut Marko, que havia feito sérias críticas sobre ele dias antes.

VITANTONIO LIUZZI 7,5 – Pouca gente viu, mas fez uma ótima corrida de recuperação. Com o carro antigo, fez um ótimo sexto tempo (que virou quinto) na classificação. Na corrida, tocou em Massa, rodou e caiu lá para trás. Após isso, fez uma sensacional recuperação e terminou em nono, com direito a briga renhida com Schumacher no final.

ADRIAN SUTIL 5 – Ao contrário dos outros fins de semana, tomou uma surra de Liuzzi. Largou atrás do italiano e até que vinha fazendo uma corrida razoável, mas acabou tendo um pneu traseiro furado após um toque com Kubica. Foi aos pits e caiu para o meio do pelotão. Tomou uma ultrapassagem de Liuzzi e só conseguiu um ponto na última curva.

MICHAEL SCHUMACHER 4 – Teve um fim de semana daqueles. Muito mal nos treinos, vinha ganhando posições com uma estratégia diferenciada de tentar ficar mais tempo na pista que os outros pilotos. No entanto, acabou se tocando com Kubica e teve de trocar um pneu furado, o que acabou com sua corrida. Ainda tomou algumas ultrapassagens no final da corrida, com direito a um toque malandro em Felipe Massa.

JAIME ALGUERSUARI 3 – Dessa vez, ficou atrás de Buemi o tempo todo. Não fez nada que chamasse muito a atenção a não ser bater em Barrichello.

NICO HÜLKENBERG 4 – Perto do que vinha fazendo, não estava tão mal. Largou imediatamente atrás de Barrichello e tinha chances reais de pontuar, mas quebrou o bico em uma disputa com Sutil. Após trocar o bico, caiu lá para trás e por lá ficou até o fim.

RUBENS BARRICHELLO 3 – Terminar atrás de seu companheiro nunca é bom, ainda mais sabendo que dava pra ter ficado à frente dele com tranquilidade. Um incidente com Alguersuari acabou com seus freios e a chance de um bom resultado.

FELIPE MASSA 3 – Teve mais um fim de semana ruim. Dessa vez, muito ruim. Superado por Alonso o tempo todo, bateu com Liuzzi na largada e teve de trocar o bico. Depois, conseguiu recuperar várias posições, com direito a uma boa ultrapassagem sobre o mesmo Liuzzi, e estava em posição de marcar pontos. Infelizmente, tomou uma fechada de Schumacher e perdeu outro bico, além da chance de pontuar.

HEIKKI KOVALAINEN 6 – Se tivesse um campeonato para pilotos de equipes novas, seria o líder disparado. Andou muito perto de carros de equipes melhores nos treinos, fez uma boa corrida e chegou a andar nos pontos no começo da corrida. Apesar do que dizem, é um piloto bom demais para o carro que tem.

VITALY PETROV 2 – Triste. Rodou antes mesmo da primeira curva, levando De La Rosa junto. Depois, tomou duas penalidades por andar rápido demais nos pits e por um toque com Hülkenberg. Terminou atrás de uma Lotus. Stalin não estaria feliz.

KARUN CHANDHOK 4,5 – Depois de muito tempo, voltou a terminar uma corrida. E não andou mal, chegando a terminar à frente de um Virgin. Um alento para alguém que corre sério risco de perder o emprego.

LUCAS DI GRASSI 3 – Terminou mais uma. Mas ficou atrás de um Hispania novamente. Evitou confusões mais uma vez e fez o que deu pra fazer.

TIMO GLOCK 2 – Teve mais uma corrida difícil com seu cada vez mais precário Virgin. Um vazamento no sistema de direção e um toque com Senna só tornaram as coisas ainda piores. Não deu pra terminar novamente.

JARNO TRULLI 3,5 – Fez uma boa largada e estava relativamente competitivo, provando a evolução constante do seu Lotus. Uma pena que seus freios tenham fervido.

PEDRO DE LA ROSA 1,5 – Precisa se benzer. Tocado por Petrov de maneira completamente fortuita, acabou caindo para o final do grid e se arrastou por lá até seu motor Ferrari quebrar.

BRUNO SENNA 4 – Largou à frente de um Virgin novamente e vinha fazendo outra boa corrida. Porém, seu câmbio ficou sem a segunda marcha, importantíssima para este circuito, e o brasileiro teve de abandonar.

KAMUI KOBAYASHI 2 – É outro que precisa se benzer. E andar com mais calma também. Fez uma ótima largada, mas bateu no “muro dos campeões” ainda na primeira volta.

MCLAREN 9,5 – Era a única equipe com alguma chance de tirar a vitória da Red Bull. E conseguiu. Andou sempre próxima de seus adversários e se aproveitou do acidente causado por Vettel para tomar as duas primeiras posições e fazer a segunda dobradinha da equipe no ano. Só não precisava ter ido mal na troca de pneus de Hamilton.

RED BULL 4 – É com idiotices como o acidente provocado pela ansiedade de Vettel que se perde um campeonato que teria tudo para ser fácil. Webber ainda sobreviveu ao incidente, salvou o pódio e assumiu a liderança isolada do campeonato. Porém, com o carro que a equipe possui, não era para estar tendo dificuldades com a McLaren. Christian Horner precisará puxar as orelhas de seu pupilo alemão.

MERCEDES 7 – Aos poucos, está assumindo o posto de terceira melhor equipe do campeonato. Schumacher e Rosberg não puderam fazer absolutamente nada contra os Red Bull e os McLaren, mas também não tiveram trabalho com os pilotos atrás.

RENAULT 7,5 – Brilhou mais na classificação, ao colocar dois carros entre os dez primeiros, do que na corrida. Mas não dá pra pedir muito mais a Kubica, que ficou preso atrás das Mercedes, e a Petrov, que teve de abandonar após um toque com Alonso no momento em que tinha tudo para marcar pontos.

FERRARI 5 – Teve um carro ruim tanto nos treinos como na classificação. Felipe Massa, ao menos, terminou à frente de Fernando Alonso, que suou para conseguiu recuperar algumas posições. Começa a ficar para trás com relação às outras equipes de ponta.

FORCE INDIA 5,5 – Para variar, foi bem com Sutil e mal com Liuzzi. O alemão, porém, perdeu posições devido a um trabalho ruim nos pits. Não havia muito mais a fazer.

SAUBER 7 – Necessitando urgentemente de dinheiro, conseguiu terminar uma corrida com os dois carros inteiros pela primeira vez. E o melhor de tudo é ver Kobayashi marcando o primeiro ponto da equipe no campeonato. Espero que, com este fim de semana, a equipe consiga um impulso extra para seguir no campeonato.

TORO ROSSO 3,5 – Buemi teve problemas na primeira volta pela milésima vez e Alguersuari nunca fez nada de mais. Teve seu típico fim de semana de equipe do meio do pelotão.

WILLIAMS 1,5 – A equipe de Grove vem ladeira abaixo. Dessa vez, seus dois pilotos passaram pelo ridículo de terem de lutar contra carros das precárias equipes novatas. Ambos terminaram, mas lá no fundão. Vem enfrentando, talvez, sua pior temporada desde que Frank Williams conseguiu sair da pindaíba, no final dos anos 70.

VIRGIN 2,5 – Não sei o que falar. A impressão que tenho é que os dois carros só chegaram ao fim unicamente porque eram lentos demais para terem algum tipo de problema (e mesmo assim, Glock teve problemas sérios no sistema de direção no final). Ver um Hispania andando na frente dos seus dois carros, como chegou a acontecer em alguns instantes, é ridículo demais.

HISPANIA 4 – A confiabilidade do carro já foi melhor, mas os espanhóis devem ter comemorado muito a performance alcançada por ele neste fim de semana. Bruno Senna conseguiu, pela primeira vez, largar à frente de  um Virgin. Na corrida, ele efetuou uma boa ultrapassagem sobre este mesmo Virgin. Gostei de ver.

LOTUS – 3 – A mais bem-estruturada novata se aproxima de maneira notável do restante do pelotão. Porém, os dois pilotos abandonaram quase que ao mesmo tempo.

CORRIDA DIVIDIDA EM DUAS PARTES – É isso mesmo, dividida em duas partes. A primeira, entre as voltas 1 e 39, foi modorrenta, com pouquíssima ação nos pelotões da frente e intermediário. As ultrapassagens estavam bastante dificultadas. Porém, com o acidente entre os Red Bull de Sebastian Vettel e Mark Webber, a corrida ganhou vida e as atenções se voltaram para a briga entre Jenson Button e Lewis Hamilton, que culminou em uma belíssima disputa roda-a-roda entre os dois na volta 48. No fim das contas, diante de procissões como a de Barcelona e a de Mônaco, a corrida turca foi um alento.

TRANSMISSÃO DUAS VÍRGULAS – O trio global não falou nada que irritasse muito, tirando as recorrentes “a Fórmula 1 ganhou emoção, as corridas estão ótimas” e um bizarro “faltam apenas duas vírgulas para o contrato de renovação entre Massa e a Ferrari”. A geração de imagens, sim, me pareceu meio imprecisa, principalmente na GP2. Mas nada que comprometesse muito.

GP2 AHORA ES DE TODOS – Este é o slogan do governo venezuelano, um dos patrocinadores (na prática, o único) de Pastor Maldonado, o vencedor da primeira etapa da GP2 em Istambul. Pastor largou em segundo, ultrapassou o pole-position Davide Valsecchi e venceu com extrema facilidade, seguido pelo italiano e Sam Bird. Na corrida do domingo, Dani Clos acabou largando na pole-position devido à desclassificação de Sergio Perez e venceu a corrida de ponta-a-ponta com Luiz Razia e Giedo van der Garde logo atrás. E a liderança do campeonato, ahora, es de Maldonado, com 27 pontos.

Karniyarik: berinjela recheada com tomate, batata e um monte de especiarias

LEWIS HAMILTON 9 – Finalmente, hein, Lewis? Mas admite-se que a vitória caiu no colo dele após a presepada dos touros azuis. Conseguiu uma boa primeira fila, esteve sempre próximo de Webber até ter uma parada ruins nos pits e perder o segundo lugar para Vettel e, após obter a liderança, ainda conseguiu evitar uma ultrapassagem de Button no final da corrida. Vitória com largas doses de sorte, vontade e ousadia.

JENSON BUTTON 8,5 – Se Lewis foi muito bem, Jenson não ficou muito atrás. Andou bem na classificação, recuperou uma posição perdida para Schumacher na largada e também não ficou tão distante dos três primeiros colocados. Com o acidente dos carros da Red Bull, subiu para segundo e ainda travou uma bela briga pela liderança com Hamilton.

MARK WEBBER 9,5 – Só não leva dez porque lhe faltou a vitória. Foi disparado o melhor piloto do fim de semana e, mesmo economizando combustível, vinha se mantendo na liderança até ser atingido pelo companheiro de equipe. Teve de ir aos boxes trocar o bico e ainda voltou para subir ao pódio em terceiro. Apesar dos pesares, é lider isolado do campeonato, algo inédito na carreira.

MICHAEL SCHUMACHER 7,5 – Foi o melhor do resto. Fez um bom quinto lugar na classificação e até conseguiu ficar à frente de Button em boa parte da primeira volta. Depois disso, manteve-se em quinto até o acidente dos dois Red Bull lhe dar uma posição. Apesar de ter sido uma corrida discreta, conseguiu repetir seu melhor resultado do ano e foi, pela terceira vez consecutiva, mais convincente que seu companheiro.

NICO ROSBERG 6,5 – Largou imediatamente atrás de Schumacher e terminou imediatamente atrás de Schumacher. Para variar, não fez nada que chamasse a atenção. Não parece estar em sua melhor fase.

ROBERT KUBICA 7 – Foi outro que, na prática, terminou a corrida do mesmo jeito que iniciou, só ganhando uma posição graças ao abandono de Vettel. Fez o que seu carro permitia e até andou mais rápido que os Mercedes à sua frente na maior parte do tempo. No entanto, não deu.

FELIPE MASSA – 7 – Mais um que não teve nada a fazer na corrida. Largou atrás de Kubica e terminou atrás dele, mesmo tendo em alguns momentos carro melhor que o Renault do polonês e os Mercedes. Ao menos, terminou novamente à frente de Fernando Alonso.

FERNANDO ALONSO 5 – Não foi bem nos treinos e passou a maior parte da corrida atrás de Petrov. No fim das contas, só chamou a atenção por ultrapassá-lo na parte final da prova, causando-lhe um furo no pneu.

ADRIAN SUTIL 6 – Poderia ter tido um resultado melhor se sua equipe não tivesse trabalhado mal no pit-stop. Após ficar boa parte da corrida atrás de Kobayashi, fez uma boa ultrapassagem no japonês no final e conseguiu mais dois bons pontos.

KAMUI KOBAYASHI 7,5 – Fez sua primeira boa corrida no ano. Conseguiu largar em décimo, escapou de confusões e realizou a proeza de levar seu frágil bólido ao fim, marcando um pontinho como prêmio. 

PEDRO DE LA ROSA 6 – Fazia muito tempo que não conseguia terminar uma corrida. Dessa vez, conseguiu e ficou a apenas uma posição de marcar pontos. Uma boa corrida que pode ter sido sua última, já que a Sauber precisa de dinheiro e o primeiro abastado que chegar toma sua vaga.

JAIME ALGUERSUARI 4,5 – Largou no meio do pelotão, chegou a andar em sétimo e terminou no meio do pelotão, próximo aos dois carros da Sauber. Ao menos, fez a terceira volta mais rápida da corrida.

VITANTONIO LIUZZI 2,5 – Muito mal nos treinos de classificação, acabou pagando o preço pela má posição no grid com uma corrida discreta e sem chances de pontos. Mais uma vez, muito atrás de Sutil, o que vem aborrecendo o pessoal da Force India.

RUBENS BARRICHELLO 3,5 – Não foi bem nos treinos, e ainda por cima fez uma péssima largada. Ao menos, animou um pouco a vida no pelotão de trás com algumas boas ultrapassagens sobre pilotos como Kovalainen e Hülkenberg. Mais um fim de semana sem resultados.

VITALY PETROV 6,5 – Senti pena do russo. Andou bem nos treinos e vinha fazendo uma corrida sossegada nos pontos quando teve um pneu furado decorrente do toque dado por Alonso na sua manobra de ultrapassagem faltando poucas voltas para o fim. Um abandono amargo para um piloto que andava bem nesta pista na GP2. O fato de ter feito a melhor volta da corrida comprova este fato.

SEBASTIEN BUEMI 3 – Largou à frente de Alguersuari mais uma vez, mas teve problemas com Hülkenberg na primeira volta mais uma vez. O pneu furado resultante do choque entre os dois acabou com qualquer chance do helvético marcar pontos.

NICO HÜLKENBERG 2 – Andou mal nos treinos e ainda por cima bateu com Buemi na primeira volta, o que o obrigou a fazer reparos nos pits. Depois, não fez mais nada de relevante a não ser se envolver em alguns duelos interessantes com seu companheiro Barrichello.

TIMO GLOCK 4 – Levou seu caquético Virgin ao final mesmo sofrendo com problemas no sistema de direção assistida nas últimas voltas. Em termos de velocidade, bateu Di Grassi com folga novamente, mas nunca esteve tão defasado da Lotus e tão próximo da Hispania.

LUCAS DI GRASSI 3 – De bom, apenas o fato de ter levado o carro até o fim, algo que pode ser considerado heróico em se tratando de Virgin. Seu carro, porém, estava tão lento que foi superado, pela primeira vez no ano, por um Hispania, algo bastante negativo.

KARUN CHANDHOK 2,5 – Largou em último, chegou a ultrapassar Di Grassi na largada e vinha fazendo sua corridinha até ter de abandonar a poucas voltas do fim com problemas em uma bomba de combustível que teimava em não funcionar direito desde o começo da prova.

SEBASTIAN VETTEL 3,5 – Digo, sem medo de ser injusto, que estragou o fim de semana da Red Bull. Perdeu a primeira fila, só ganhou o segundo lugar de Hamilton após uma boa parada de pits e, com um carro mais rápido, tinha tudo para vencer a corrida. Porém, ao tentar ultrapassar Webber, bateu no carro do australiano, saiu rodando e acabou tendo de abandonar a corrida. Para coroar um fim de semana de merda, ainda insinuou que seu companheiro era um desvairado e não admitiu a culpa. Atitude digna de moleque.

BRUNO SENNA – 6 – Vinha fazendo seu melhor fim de semana até abandonar a pedido de sua equipe, que achava que o motor poderia quebrar. Ficou à frente de um Virgin nos treinos de classificação, largou muito bem, chegou a fazer uma boa ultrapassagem sobre o mesmo Virgin e tinha tudo para obter um resultado razoável até ter de sair da corrida. Uma pena.

HEIKKI KOVALAINEN 3 – Continua levando aquela vidinha de piloto de uma equipe que não alcança os adversários melhores e também não é alcançada pelos piores. Antes de abandonar a corrida, só chamou a atenção na boa briga com Barrichello.

JARNO TRULLI 3 – Largou apenas uma posição à frente de Kovalainen e abandonou praticamente na mesma volta de seu companheiro. Também não tem muito mais o que fazer andando na Lotus.

ISTAMBUL: Cidade sensacional, pista sensacional. Porém, paradoxalmente, nunca rendeu uma corrida que preste. E olha que até Shanghai conseguiu essa façanha neste ano. Curvas de alta velocidade, largura o suficiente para fazer dois carros andarem lado a lado, uma primeira curva digna de bons acidentes e a curva 8, a mais desafiadora de todo o calendário atual da Fórmuka 1 (sorry, Eau Rouge). Não consigo entender o que se passa com este circuito. Devo confessar até que, mesmo reconhecendo sua qualidade, nunca esperei essa corrida com muita ansiedade. No entanto, após Mônaco e Barcelona, qualquer pista é um alento.

HISPANIA: Mudou tudo. Os espanhóis rasgaram o contrato com a Dallara e, a partir de agora, vão tocar o desenvolvimento do carro sozinhos. Desenvolvimento? Carro? Hahaha. Bruno Senna e Karun Chandhok, muito provavelmente, terão de aturar suas diligências do jeito que estão até o final da temporada. De quebra, a equipe anunciou total reestruturação lá no topo: um bocado de espanhóis ricaços, como o ex-ministro da economia Miguel Boyer, ocuparão cargos de gerência da equipe. Um monte de chefes sem a menor ligação com o automobilismo para uma equipe pobre e ridícula.

MASSA: No café da manhã, é Vettel. No almoço, Webber. No jantar, Kubica. A cada momento, aparece alguém querendo ocupar seu lugar. Tudo bobagem. A equipe gosta dele e Stefano Domenicali deverá renovar seu contrato logo. Os brasileiros não aguentam ver um esportista em má fase (se é que Massa está em má fase) e já cavam a cova para ele.

DE LA ROSA: Andei lendo que o GP da Turquia é a sua corrida de despedida. Em seu lugar, entrará alguém com muita grana para salvar a Sauber. Os italianos juram que é Luca Filippi o dono da vaga. A conferir depois.

PIRELLI: Período tão fraco de notícias que o negócio é encher linguiça e anunciar que a Pirelli já pode ser considerada como a virtual fornecedora de pneus para a próxima temporada. Dizem que, das 12 equipes desta temporada, apenas três ainda não assinaram nada com os italianos.

RED BULL10 – Só não conseguiu colocar dois carros na primeira fila, mas isso pouco importa. O carro é excepcional e Mark Webber está em uma excelente fase. Com a dobradinha, ele e Vettel estão empatados na liderança do campeonato e os capos da latinha podem se dar ao luxo de escolher um dos dois para liderar a briga pelo título.

RENAULT 8 – Só correu em Mônaco com um piloto, já que Petrov não ajudou. Kubica levou o seu carro ao limite mais uma vez. Com um pouco de sorte, poderia até ter vencido. Mais um fim de semana bastante frutífero.

FERRARI 7 – Difícil analisar. Felipe Massa fez uma corrida conservadora e eficiente. Já Alonso passou por tudo quanto é perrengue e até pode dizer que saiu no lucro com o sexto lugar. A estratégia utilizada pelo espanhol foi excepcional, lembrou bastante os bons tempos de Ross Brawn no staff.

MCLAREN 3 – Não tinha um carro bom para o circuito e Hamilton fez o que pôde para terminar em quinto. Button, porém, foi vítima de um retardado que esqueceu a tampa da entrada de ar no carro. Após três voltas, o bólido ferveu e Jenson chegou a ficar sufocado lá dentro. Erro típico de equipe pequena.

MERCEDES 6 – O carro era aquilo de sempre, bom mas sem destaque. Rosberg não apareceu tanto quanto Schumacher e sua ousada (e ilegal) ultrapassagem sobre Alonso na última curva da corrida. Pelo segundo fim de semana seguido, o vovô tetracampeão terminou à frente do filho do Keke, mas acabou sendo desclassificado e ficou em 12º nas tabelas.

FORCE INDIA 7 – Levou os dois carros aos pontos pela primeira vez em sua história. Dessa vez, até mesmo Liuzzi andou bem. Sutil vem se estabelecendo como um dos melhores pilotos de fora da panelinha dos grandes.

TORO ROSSO 5 – Levou um ponto para casa com Buemi, e Alguersuari terminou logo atrás. Típico fim de semana de uma equipe média.

HISPANIA 2 – O carro segue uma merda, mas não ficou tão atrás como se esperava. Bruno Senna abandonou com problemas hidráulicos e Chandhok foi atingido mais uma vez por alguém, dessa vez por Trulli. O fato de não ter havido nenhum acidente muito violento com o instável carro já pode ser considerado lucro.

LOTUS 3,5 – Dessa vez, nenhum carro terminou. Porém, ela conseguiu se aproximar bastante das equipes veteranas nos treinos, o que é um bom sinal de evolução. E Trulli agiu como um idiota mais uma vez.

WILLIAMS2,5 – Após o bom treino oficial, esperava sair de Mônaco com seus dois carros pontuando. Saiu, sim, com dois chassis destruídos. O pior é que, aparentemente, nenhum acidente foi causado por imperícia de seus pilotos.

SAUBER 1 – Fez sua pior participação em treinos no ano até aqui e teve, mais uma vez, os dois carros quebrados. Nada vem dando certo na equipe helvética.

VIRGIN 2 – Os dois carros abandonaram e isso não é novidade. Porém, Lucas di Grassi chamou a atenção ao segurar Alonso por algumas voltas. Glock bateu e ficou com o carro torto. Não que ele fosse muito pior do que um VR01 inteiro, no entanto.

CORRIDA TÍPICO PASSEIO MONEGASCO – Sem chuva, não dá pra esperar nada além de um passeio de luxo em uma corrida como a de Mônaco. E foi exatamente isso que aconteceu. Só Fernando Alonso brigando lá no final do grid conseguiu animar um pouco a corrida em seu começo. Ah, não sou injusto em esquecer dos três acidentes: dois pilotos da Williams, um burro e um indiano voltaram para casa mais cedo. O momento mais curioso, no entanto, foi a tampa de bueiro da curva 3 escapando e trazendo o safety-car na pista. Em todos esses anos trabalhando nesta indústria vital, está a primeira vez que isso acontece nas ruas de Mônaco.

TRANSMISSÃO OS 500 DE ESPARTA! – Eu achei que o Galvão passaria metade da corrida enchendo o saco com sua cruzada antipobre, mas não foi isso que aconteceu, até porque o que eu mais vi desde os treinos foi pilotos de equipes de ponta atrapalhando os outros. E, é claro, a indefectível citação à reta curva não poderia faltar. Mas o destaque maior vai para isso daqui.

GP2 VIVA MEXICO!! – Vi a primeira corrida e me arrependi um bocado. Sergio Perez venceu e sua família ficou berrando exatamente esta frase durante um bom tempo após a vitória. Esses mexicanos… a segunda corrida foi muito melhor, com Luiz Razia segurando todo mundo que vinha atrás. Alberto Valério bateu enquanto tentava, Jules Bianchi demorou um monte para passar e até mesmo o discreto porém eficiente Johnny Cecotto Jr. conseguiu passar o brasileiro. No fim, o veterano Jerôme D’Ambrosio acabou vencendo pela primeira vez na categoria. Fiquei feliz em ver Perez e D’Ambrosio descabaçando na GP2.

MARK WEBBER10 – Segundo dez consecutivo, dessa vez no circuito mais celebrado do calendário. Pole inconteste, liderança fácil e talvez a vitória mais importante da vida deste cidadão. De brinde, a liderança do campeonato.

SEBASTIAN VETTEL 8 – Ficou atrás de seu companheiro australiano durante todo o fim de semana. Perdeu a primeira fila para Robert Kubica, mas se recuperou na primeira curva. Diante de tantos fins de semana problemáticos, o segundo lugar não foi tão ruim assim.

ROBERT KUBICA 9 – Muito rápido nos treinos, conseguiu largar de uma ótima primeira fila. Foi ultrapassado por Vettel na primeira curva, mas manteve-se em um confortável terceiro lugar até o final.

FELIPE MASSA 7,5 – Não teve problemas com os pneus e conseguiu fazer seu melhor fim de semana desde o Bahrein. Largou em quarto e lá terminou. Em uma pista como Mônaco, como ele mesmo disse, não havia mais nada a se fazer.

LEWIS HAMILTON 7 – Também não há muito o que dizer. Largou em quinto em uma pista que não favorecia seu carro e terminou na mesma posição.

FERNANDO ALONSO 5 – Teve mais um fim de semana daqueles. Bateu no treino livre de sábado, o que simplesmente acabou com qualquer chance de participação no treino oficial. Largou em último e teve trabalho para ultrapassar Lucas di Grassi. Apostou em uma excelente estratégia de fazer sua parada no primeiro safety-car, o que o jogou para sexto após todas as paradas. No final, ainda tomou uma ultrapassagem feia de Schumacher na Anthony Noghes. É o único piloto de ponta que saiu de Mônaco com história pra contar.

NICO ROSBERG 5,5 – Mais um fim de semana discreto. E mais uma vez, teve trabalho com Schumacher. Largou à sua frente, mas perdeu a posição para ele nos pits. Só fez para terminar nos pontos.

ADRIAN SUTIL 7 – Não foi tão bem nos treinos, mas fez uma ótima largada e se aproveitou do bom trabalho da Force India nos pits para terminar em nono. Com a desclassificação de Schumacher, subiu para oitavo. Driblou Liuzzi mais uma vez.

VITANTONIO LIUZZI 6 – Bateu Sutil em um treino oficial pela primeira vez neste ano. Manteve-se bem na corrida, mas perdeu uma posição para seu companheiro nas paradas de boxes. Terminou nos pontos, afastando um pouco sua má fase.

SEBASTIEN BUEMI 6 – Dessa vez, não teve qualquer azar e conseguiu terminar a corrida. Com a desclassificação de Schumacher, ainda levou um pontinho de presente.

JAIME ALGUERSUARI 5 – Fazia tempo que não ficava atrás de Buemi. Dessa vez, fez apenas um fim de semana de aprendizado e conseguiu o que queria, terminar a corrida. Para complementar seu aprendizado, ainda deu uma escapada na Saint Devote sem qualquer consequência.

MICHAEL SCHUMACHER 8 – Vou dar um crédito ao cara pelo atrevimento. Largou atrás de Rosberg mas conseguiu ultrapassar seu companheiro na largada e vinha fazendo mais uma corridinha tranquila até chegar na última curva da corrida e executar uma bela ultrapassagem sobre Alonso. Acabou tomando uma punição correta, mas amarga.

VITALY PETROV –  2,5 – Mais um fim de semana ruim a começar pela batida forte no treino oficial. Não vinha bem na corrida até abandonar no final com problemas na traseira, decorrentes ainda dos efeitos da batida.

KARUN CHANDHOK 3 – Vinha se arrastando com prudência, se é que dá pra falar assim, até ser atingido pelo estrupício do Trulli. Teve sorte de sair com a cabeça grudada no corpo.

JARNO TRULLI 1 – Com 412 anos de idade, 7891 corridas no currículo e até mesmo uma vitória no principado, aquela tentativa de ultrapassagem sobre Chandhok na Rascasse foi uma das coisas mais grotescas que eu já vi no automobilismo, digna de estreante da Fórmula 3.

HEIKKI KOVALAINEN 3 – Foi o primeiro companheiro de Jarno Trulli a superá-lo em um treino oficial. Fazia uma corrida apenas para chegar, mas preferiu abandonar por considerar seu carro inguiável. Como, aliás, ficou visível nas suas rodadas no treino de quinta-feira.

BRUNO SENNA 4,5 – Demonstrando sua competência em Mônaco, vinha em sua melhor corrida até aqui até ter problemas hidráulicos. Poderia ter chegado à melhor posição da curta história da Hispania.

RUBENS BARRICHELLO 6 – Competitivo nos treinos, fazia uma corrida para marcar bons pontos. Porém, um problema cuja natureza ainda não é clara levou o Williams a bater forte na subida para a Massenet. Foi o acidente mais forte do fim de semana.

KAMUI KOBAYASHI 2,5 – Para variar, abandonou. Para variar, o câmbio foi o responsável. A novidade é o mau resultado no treino oficial.

LUCAS DI GRASSI 5 – Teve sua primeira demonstração de arrojo na Fórmula 1 ao segurar Fernando Alonso de forma valente. A razoável nota vai para este momento, já que o restante foi sofrível como de costume. Dessa vez, o abandono se deu por problemas na roda.

TIMO GLOCK 2,5 – Não fez nada que chamasse a atenção a não ser bater e andar por meio circuito com o carro completamente torto.

PEDRO DE LA ROSA 2,5 – Não termina uma corrida há duas eras geológicas. O sistema hidráulico foi o responsável da vez.

JENSON BUTTON 3 – Com relação à performance individual, não estava mesmo em seu melhor fim de semana. Porém, abandonar após apenas três voltas devido a uma maldita tampa da entrada de ar esquecida no carro é chato demais. De líder do campeonato, saiu de Mônaco como quarto colocado.

NICO HÜLKENBERG 2 – Razoável nos treinos, largou muito mal devido a problemas de embreagem e bateu forte no túnel na primeira volta. Mais um fim de semana dispensável.

RED BULL9 – Com Webber, tudo OK e a vitória veio com facilidade. Vettel não esteve tão bem na classificação, mas seu carro apresentou problemas novamente, dessa vez com os pneus e os freios. De bobeada a bobeada, a equipe vai jogando no lixo a visível superioridade de seus carros.

FERRARI 7 – Alonso foi bem, mas contou com a sorte para subir ao pódio. Felipe Massa ficou longe de ter tido uma boa corrida. Com deficiências de aderência, os carros vermelhos não estão ajudando.

MERCEDES7,5 – Foi a equipe que mais mexeu no carro e o resultado foi surpreendente: Schumacher apresentou enorme melhora, mas Rosberg teve seu pior fim de semana até aqui. Ainda assim, o carro não é vencedor. E o trabalho nos pits continua inferior ao das outras equipes.

MCLAREN 7 – Podia ter obtido um ótimo pódio com Hamilton, mas o pneu furou na última volta. Button não brilhou como em outras etapas. A equipe trabalhou bem nos pits com Lewis e mal com Button. Mais uma vez, foi o carro que mais esteve próximo ao da Red Bull.

FORCE INDIA 6,5 – Com o sétimo lugar de Sutil, foi embora da Espanha com outro grande resultado, embora isso se deva mais pela atuação individual do alemão. Liuzzi não fez nada de mais. O carro esteve razoável, nem terrível e nem genial.

RENAULT 5,5 – Dessa vez, não teve um grande fim de semana. Kubica se envolveu em pequenas confusões na largada e Petrov nunca apareceu. O problema no câmbio do carro de Petrov no treino oficial é mais um para a lista de de problemas que ocorrem com o russo.

WILLIAMS 4 – O carro segue muito ruim e Barrichello só se deu bem porque fez uma excelente largada. Hülkenberg foi razoavelmente bem no treino, mas perdeu muito terreno devido à lerdeza de seu bólido. Vai ficando para trás na briga com Renault e Force India.

TORO ROSSO 3 – Buemi é azarado demais e Alguersuari não se ajudou muito ao bater com Chandhok. Pelo menos, saiu do autódromo com mais um ponto na tabela. A confiabilidade do carro ainda é um problema.

SAUBER 4 – Uma maré de azar parece cobrir os carros de Peter Sauber, dessa vez patrocinados pelo Burger King. Ambos se envolveram em colisões na largada e De La Rosa abandonou pouco depois. A novidade é ver Kobayashi terminando uma corrida.

LOTUS 3 – Virou quase que regra: um chega ao fim, o outro sequer larga. Dessa vez, foi Kovalainen que viu a corrida pela TV. Trulli foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas.

VIRGIN 3 – A equipe cometeu um erro ridículo ao não enviar as especificações de relações de marchas a serem utilizadas pelos carros, o que levou à desclassificação de Glock e Di Grassi na classificação. Porém, ambos conseguiram terminar a corrida.

HRT 1 – Coitadinha. Os carros pareceram estar até mais distantes dos outros do que o normal. Senna bateu na primeira volta e Chandhok levou batidas de Massa e Alguersuari. Desse jeito, não vai.

CORRIDASONÍFERO – Alguém esperava algo diferente? Chata do início ao fim. Na verdade, ela até conseguiu ser melhor que edições passadas. Tivemos Jenson Button tentando ultrapassar Michael Schumacher por dois séculos, uma ultrapassagem quase suicida de Nico R em Nico H e problemas com Vettel e Hamilton que acabaram mudando um pouco as posições no final da corrida. Mas nada que empolgasse demais.

TRANSMISSÃO – MENINOS DA VILA JÁ! – O trio global seguiu com as manias de sempre. Como minha memória é fraca e seletiva, só me lembro do Galvão reclamando das equipes pequenas pela milésima vez. Uma chatice. Ele, “que narra corridas há quase quarenta anos, e o Reginaldo, mais do que isso”, deveria se atentar que retardatários sempre existiram.

GP2 – Infelizmente, não vi nenhuma das duas corridas. O Jules Bianchi jogou a vitória do sábado no lixo ao bater com o Christian Vietoris. Depois, o Sergio Perez teve problema nos pits e a vitória caiu no colo do promissor porém esquecido Charles Pic. Na corrida do domingo, Fabio Leimer venceu após receber pressão de Luiz Razia. Foi isso, né? Se foi, acho que não perdi muito.

MARK WEBBER 10 – E o primeiro dez do ano vai para o primeiro piloto que conseguiu vencer largando da pole- position. Sem qualquer contratempo, o australiano manteve-se na ponta na primeira curva, fez um turbilhão de voltas mais rápidas e venceu sem qualquer estresse. Primeira corrida notável dele na temporada.

FERNANDO ALONSO 8 – Fazia tempo que não tinha uma corrida normal. Contou com a sorte para ganhar as posições de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel e obteve um ótimo segundo lugar. Todavia, é impossível não destacar a prudência na condição do seu Ferrari, que está longe de ser o melhor carro do grid.

SEBASTIAN VETTEL 7 – Ofuscado pelo seu companheiro de equipe desde a classificação. Na corrida, perdeu uma posição para Hamilton na saída dos pits e ainda teve problemas com os pneus e com os freios no final, sendo obrigado a fazer uma parada extra. No fim das contas, saiu no lucro com o pódio.

MICHAEL SCHUMACHER 8 – Finalmente um fim de semana melhor que o do companheiro. Superior a Rosberg desde sexta- feira, Michael chamou a atenção na corrida ao ganhar a posição de Button na saída dos boxes deste e ao segurá-lo por um monte de voltas com a competência e a agressividade que estávamos acostumados a ver em tempos anteriores. As mudanças no carro parecem ter surtido efeito.

JENSON BUTTON 6,5 – Vinha em um fim de semana apenas normal quando acabou sendo prejudicado por um mau trabalho de pits da McLaren, o que lhe fez perder uma posição para Schumacher. O restante da corrida se deu atrás dele, com inúmeras tentativas infrutíferas de ultrapassagem. Ainda assim, manteve-se na liderança do campeonato.

FELIPE MASSA 6 – Sofreu mais uma vez com problemas de aderência, o que foi visto no treino de classificação. Na corrida, o destaque vai para a ótima largada e o toque com Chandhok que danificou levemente a asa dianteira da Ferrari. Apesar de estar próximo de Button e Schumacher em alguns momentos, nunca conseguiu empreender uma tentativa real de ultrapassagem.

ADRIAN SUTIL 8 – Uma ótima corrida pouco notada pelas pessoas. Fez o 11º tempo no treino oficial, largou muito bem e se defendeu dos ataques da Renault de Kubica por cerca de 40 voltas. Seis pontos muito bem vindos na briga pela melhor equipe do resto.

ROBERT KUBICA 6 – Obteve uma boa posição no grid, mas prejudicou muito sua corrida na primeira volta ao se tocar com Kamui Kobayashi. Com o bico danificado, não conseguiu imprimir um ritmo adequado. Após trocá-lo, a performance melhorou, mas já era tarde demais e ele ficou preso atrás de Sutil.

RUBENS BARRICHELLO 6,5 – Um péssimo treino de classificação e uma ótima largada marcaram seu fim de semana. O restante da corrida foi sossegado e Rubens marcou mais dois pontos com seu insuficiente Williams.

JAIME ALGUERSUARI 4 – Sair de Montmeló com um ponto foi um enorme lucro, considerando a posição no grid de largada e o toque desastrado em Chandhok. Já teve fins de semana mais interessantes.

VITALY PETROV 3 – Devemos considerar a perda de cinco posições no grid graças à troca de câmbio, mas é verdade que Vitaly também não chamou a atenção em momento algum. Pelo menos, está aprendendo a terminar corridas.

KAMUI KOBAYASHI – 4 – Finalmente conseguiu terminar uma corrida, mas não sem dar uma amostra de sua propensão a acidentes de largada ao ser atingido por Kubica. Uma pena, já que tinha conseguido ir para o Q1 no treino de classificação. Depois disso, só fez para terminar a corrida.

NICO ROSBERG 2,5 – Teve um péssimo fim de semana a começar pela superioridade de Schumacher. Mal no treino de classificação, ainda teve um pequeno entrevero com Kubica na largada e, posteriormente, perdeu mais tempo com problemas nos pits. De bom, apenas a ultrapassagem sobre Hülkenberg pela distante 15ª posição.

LEWIS HAMILTON 8,5 – Depois da Red Bull, era o piloto mais rápido do grid. Na verdade, ele até conseguiu ultrapassar Vettel logo após a parada do alemão nos pits. Vinha obtendo um ótimo segundo lugar até um azaradíssimo estouro de pneu na última volta da corrida o projetar em direção à barreira de pneus. Uma pena.

VITANTONIO LIUZZI 3 – Não foi bem nos treinos e nem na corrida. Já começa a ficar claramente atrás de Sutil.

NICO HÜLKENBERG 3,5 – O ponto alto do fim de semana foi ter superado Barrichello com folgas no treino de classificação. A corrida foi ruim e seu carro não colaborou. Mais uma vez, dá mostras de ter problemas em manter um bom ritmo durante uma prova inteira.

JARNO TRULLI 4,5 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes nanicas, tanto nos treinos como na corrida. Após problemas nas corridas anteriores, chegar ao fim pode ser considerado como uma vitória para ele.

TIMO GLOCK 4 – Era outro que nem sempre vinha conseguindo terminar mas que obteve êxito desta vez. Teve uma pequena disputa com Trulli, mas acabou ficando atrás. De qualquer jeito, em se tratando de Virgin, nada a reclamar.

LUCAS DI GRASSI 3 – Terminou bem atrás de Glock, mas pelo menos conseguiu chegar no fim.

SEBASTIEN BUEMI 2 – Outra corrida recheada de problemas. Toque com De La Rosa na primeira volta, drive-through por infração nos pits e problemas hidráulicos que acabaram com sua corrida na volta 43. Vem em uma terrível maré de azar.

KARUN CHANDHOK 2 – Superou Senna na classificação, mas teve de trocar o câmbio e largou em último. Vinha apenas se arrastando com seu Hispania até ser atingido por Alguersuari, o que danificou a suspensão do seu carro e o levou ao abandono. Também chamou a atenção ao ser tocado por Massa momentos antes.

PEDRO DE LA ROSA 1,5 – Superado por Kobayashi na classificação, voltou a manifestar falta de sorte ao se tocar com o igualmente azarado Buemi na largada. Abandonou em seguida.

BRUNO SENNA – 1 – Largaria em último, mas ganhou três posições com as punições distribuidas ao seu companheiro e aos pilotos da Virgin. Sua corrida terminou na primeira volta, com uma saída de pista motivada por erro e pela completa falta de aderência de seu carro.

HEIKKI KOVALAINEN 0 – Nem largou. Ele foi a vítima da vez do precário sistema de transmissão do Lotus.

Quatro etapas da atual temporada já se foram, todos só falam em Vettel, Alonso, Schumacher e Hamilton e a briga lá no pelotão da frente está mais acirrada do que nunca. Eu pergunto: e daí? Não costumo dar muita importância para o pessoal lá da ponta. As quatro grandes já têm dinheiro, fama e resultados o suficiente para não precisarem da minha compaixão. Olho com atenção, sim, para as equipes do fundão, mais precisamente para as equipes pobres de marré.

Nesse caso, são duas: a HRT e a Sauber. Por que não Lotus e Virgin? A Lotus é rica, tem o governo malaio por trás. E tanto Richard Branson (US$ 2,5 bilhões de patrimônio) como Tony Fernandes (US$ 290 milhões) nadam em dinheiro. Não que Peter Sauber ou José Ramón Carabante recebam Bolsa-Família e andem de Brasília amarela, mas é evidente que não possuem o poderio financeiro de seus dois concorrentes. O resultado é que, aparentemente, suas equipes são as de menor potencial de crescimento do campeonato.

Os números não mentem. Com quase 400 milhões de dólares, a Ferrari é a equipe com maior orçamento do campeonato. A Mercedes, com 263 milhões, e a McLaren, com 208 milhões, vêm logo atrás. Na ponta de baixo da tabela, temos Lotus com 79 milhões, Sauber com 70 milhões, Virgin com 54 milhões e HRT com míseros 50 milhões de dólares. Vale lembrar: a Virgin só corre com 54 milhões porque quer, já que a equipe insistiu na filosofia de provar para todos que, sim, é possível competir com o valor proposto no ano passado pela FIA para a redução de custos.

Explicações iniciais entregues, vemos que Sauber e HRT padecem no paraíso e não podem se dar ao luxo de estarem garantidas para 2011. Percorremos caso por caso.

Tá vendo aquele Certina lá no retrovisor? É o principal patrocinador da Sauber em 2010

A Sauber, de história bonita nos campeonatos de protótipos, nunca foi nada além de uma equipe média sem carisma. Podia andar mais ou menos perto dos carros de ponta, mas nunca saiu lá do meio. A princípio, essa é a cara da equipe em 2010. Não fosse pela expectativa geral de ver Kamui Kobayashi repetir suas atuações do final do campeonato passado e ninguém sentiria falta dos carros brancos de laterais pretas. Na pré-temporada, o carro até se comportou relativamente bem e muita gente saiu dizendo que “essa deverá ser a melhor equipe dos intermediários”.

Não só isso não aconteceu como o C29 vem apresentando uma sequência desagradável de quebras: três motores Ferrari foram para o espaço nos últimos dois fins de semana, um de Kobayashi e dois de De La Rosa. Para uma temporada que prevê apenas seis motores para cada piloto, não é um bom sinal. A Ferrari diagnosticou um problema generalizado no sistema de válvulas pneumáticas dos motores. Mas não é só isso: na Austrália, o bico do carro de Kobayashi escapou ainda na primeira volta, resultando em um grande acidente do japonês. O azar de Kamui é conhecido desde a GP2, mas os carros da Sauber colaboram.

Para piorar, o maior problema da equipe não é este, mas sim a falta de dinheiro. A Sauber é, sem a menor sombra de dúvida, o carro mais limpo do campeonato até aqui. Olhando fotos, só consigo identificar os relógios Certina nos retrovisores e os suplementos nutricionais Scalp-D, cujo emblema está escrito em katakana, alfabeto japonês, na lateral do aerofólio traseiro. E só. O próprio site da Sauber destaca a Certina como seu “patrocinador principal”. Pedro de la Rosa já falou que a equipe precisa de patrocinadores pra desenvolver o carro. Caso contrário, a equipe ficará ainda mais para trás. E o próprio espanhol já está com seu emprego ameaçado. Os endinheirados Luca Filippi e Pastor Maldonado estão apenas esperando o chamado.

"Bruno"? O que será que essa empresa produz?

Nos boxes da HRT, a situação é ainda pior. O carro em si é um problema, a desorganização reina e o dinheiro é raro. Já correm boatos na Europa que a equipe poderia abandonar a atual temporada para se desenvolver para 2011. Não seria uma idéia ruim: o carro ainda está mais de um segundo atrás dos Virgin e Lotus, foi duramente criticado por Geoff Willis e, a princípio, não há perspectivas grandes de melhora. Em Barcelona, a equipe virá com uma nova caixa de câmbio, mas isso não resolverá o problema: o carro simplesmente não possui downforce algum. E o pior é a equipe, mesmo sem querer trabalhar com a Dallara, ainda é refém da construtora italiana, pois essa possui todos os dados de construção e performance dos carros. Qualquer mudança que a equipe queira fazer necessitará de um pedido aos italianos. E olha que dizem até que a última parcela da construção dos carros nem foi paga…

O carro vem com alguns patrocinadores a mais que a Sauber. Bruno Senna conseguiu trazer a Embratel e o Banco Cruzeiro do Sul. Este último acordo foi feito dias antes da corrida do Bahrein. Na China, a equipe colocou o emblema da FCACA, uma empresa de competições chinesa no estilo Prodrive. Além disso, o perdulário Sakon Yamamoto foi contratado como terceiro piloto. Porém, não há uma empresa grande disposta a apoiar a balbúrdia. Nas fotos e na TV, o que predomina são os nomes dos pilotos, Bruno e Karun. O desespero por patrocinadores é tão grande que surgiu um outro boato (equipes frágeis são vulneráveis a boatos) que a HRT só teria dinheiro para competir até Mônaco. Só nuvens negras pelos lados de Múrcia.

Eu não me lembro de histórias como essas nos últimos 15 anos. Em tempos remotos, equipes como Coloni, Andrea Moda e Life sofriam com sua precariedade técnica e financeira. Os tempos, porém, eram outros e equipes problemáticas eram aceitas. A Fórmula 1 do século XXI não tolera os fracos e ver a Sauber sem patrocínios e a HRT capengando emanam de mim sentimentos misturados de nostalgia, pena e escárnio. Que a bonança venha para os suíços e os espanhóis.