MCLAREN10 – Com um carro bom em curvas, excepcional em retas e dois excelentes pilotos, a equipe faz o que quer nesse momento do campeonato. Hamilton e Button obtêm a segunda dobradinha seguida, e mais uma vez a combinação de combatividade com inteligência funciona perfeitamente bem pelos lados de Woking. Fase excepcional.

FERRARI8,5 – Deve, e muito, a Alonso pelo pódio conquistado. O espanhol foi o único que peitou os pilotos da McLaren e eu não ficaria assustado se ele tivesse vencido a prova. Felipe Massa sofreu mais uma vez. Precisa melhorar urgentemente o carro – e a motivação dos pilotos.

RED BULL 6,5 – Virou especialista em fazer seus pilotos terminarem em posições piores que as obtidas no treino de classificação. Webber e Vettel sofreram o tempo todo com uma estratégia que os obrigava a ficar na pista com pneus ruins por muito tempo. Esteve longe do pódio.

MERCEDES 5,5 – Pior fim de semana do ano. Os dois pilotos foram muito mal no treino de classificação e tiveram dificuldades na corrida. Rosberg, ao menos, conseguiu marcar alguns pontos.

RENAULT 6 – Corrida normal, com Kubica marcando alguns pontinhos e Petrov se embananando como sempre.

TORO ROSSO 7 – Buemi fez um corridão, chegou a liderar a corrida e marcou quatro ótimos pontos. Alguersuari não fez nada. Eu diria que a filial teve mais motivos para deixar Montreal sorrindo do que a matriz.

FORCE INDIA 6,5 – Tomaram a melhor decisão do ano até aqui ao devolverem o carro antigo a Liuzzi, que conseguiu fazer sua melhor corrida no ano, apesar do acidente da largada. Sutil também se envolveu em várias confusões, mas ambos acabaram conseguindo pontuar.

WILLIAMS 4 – Melhor nos treinos do que na corrida, Rubens e Nico perderam uma boa chance de pontuar ao se envolverem em diversos problemas na corrida. Não que os incidentes tenham sido culpa dos pilotos, principalmente no caso do brasileiro, mas já está mais do que na hora deles tentarem ficar mais longe desse tipo de coisa.

LOTUS 6 – Fez sua melhor corrida do ano. Nos treinos de classificação, ficou muito próxima da Sauber. A corrida vinha sendo boa para os dois carros, com Kovalainen chegando a andar nos pontos, mas apenas o finlandês conseguiu terminar. Trulli teve problemas nos freios.

HISPANIA 5 – Depois de algumas corridas, voltou a conseguir levar um carro até o final, o de Chandhok. Senna teve problemas no câmbio. A equipe se aproximou bastante da Virgin, o que é ótimo para motivá-los. A organização da equipe, no entanto, continua lamentável.

VIRGIN 3 – Aos poucos, começa a perder da Hispania. O carro é lento e quebra muito, algo que só aumenta o mérito do Lucas di Grassi em ter terminado a corrida. Glock abandonou novamente.

SAUBER 0 – Sem dinheiro, a equipe não consegue se desenvolver e já está ficando mais próxima das novatas do que das estabelecidas. De quebra, os dois pilotos tiveram problemas na primeira volta pela milésima vez. De La Rosa foi tirado da pista e Kobayashi bateu sozinho. Nunca vi caso igual de azar misturado com pobreza e incompetência.

CORRIDA MELHOR QUE A COPA – Antes da corrida, tivemos os lamentáveis Eslovênia x Argélia e Sérvia x Gana. No fim das contas, o Grande Prêmio do Canadá foi excepcional. Uma corrida cheia de alternativas, ultrapassagens, erros, diferentes estratégias, acidentes, confusões e punições. E o melhor: não teve chuva, não teve acidentes muito fortes, não teve safety-car. Foi uma corrida normal que conseguiu provar, ao menos para mim, que a Fórmula 1 melhorou de fato. E ressalto: é sensacional ver Fernando Alonso e Lewis Hamilton dirigindo. Os dois são fora-de-série.

TRANSMISSÃO SOU EU, O BURTI! – Luis Roberto. Um narrador que me dá raiva pela voz anasalada, pela obviedade das informações e por tratar os espectadores como crianças retardadas. Na corrida de hoje, o que vi foi um excesso de expressões futebolísticas típicas de quem não acompanha Fórmula 1 há tempos (lance, partida, time), designações infantis (carrinho branco e verde?) e até mesmo uma prosaica confusão de companheiros (Reginaldo? Não, sou eu, o Burti!). Ao menos, como um bom insurgente global, ele chamou a Virgin de Virgin por mais de uma vez. Os caras do departamento de marketing da Globo devem ter chiado. A propósito, falando em chiado, o áudio ficava muito ruim em determinados momentos. Uma boa lembrança das transmissões de Fórmula 1 dos anos 70 e 80.

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