ISTAMBUL: Cidade sensacional, pista sensacional. Porém, paradoxalmente, nunca rendeu uma corrida que preste. E olha que até Shanghai conseguiu essa façanha neste ano. Curvas de alta velocidade, largura o suficiente para fazer dois carros andarem lado a lado, uma primeira curva digna de bons acidentes e a curva 8, a mais desafiadora de todo o calendário atual da Fórmuka 1 (sorry, Eau Rouge). Não consigo entender o que se passa com este circuito. Devo confessar até que, mesmo reconhecendo sua qualidade, nunca esperei essa corrida com muita ansiedade. No entanto, após Mônaco e Barcelona, qualquer pista é um alento.

HISPANIA: Mudou tudo. Os espanhóis rasgaram o contrato com a Dallara e, a partir de agora, vão tocar o desenvolvimento do carro sozinhos. Desenvolvimento? Carro? Hahaha. Bruno Senna e Karun Chandhok, muito provavelmente, terão de aturar suas diligências do jeito que estão até o final da temporada. De quebra, a equipe anunciou total reestruturação lá no topo: um bocado de espanhóis ricaços, como o ex-ministro da economia Miguel Boyer, ocuparão cargos de gerência da equipe. Um monte de chefes sem a menor ligação com o automobilismo para uma equipe pobre e ridícula.

MASSA: No café da manhã, é Vettel. No almoço, Webber. No jantar, Kubica. A cada momento, aparece alguém querendo ocupar seu lugar. Tudo bobagem. A equipe gosta dele e Stefano Domenicali deverá renovar seu contrato logo. Os brasileiros não aguentam ver um esportista em má fase (se é que Massa está em má fase) e já cavam a cova para ele.

DE LA ROSA: Andei lendo que o GP da Turquia é a sua corrida de despedida. Em seu lugar, entrará alguém com muita grana para salvar a Sauber. Os italianos juram que é Luca Filippi o dono da vaga. A conferir depois.

PIRELLI: Período tão fraco de notícias que o negócio é encher linguiça e anunciar que a Pirelli já pode ser considerada como a virtual fornecedora de pneus para a próxima temporada. Dizem que, das 12 equipes desta temporada, apenas três ainda não assinaram nada com os italianos.

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