Luca Filippi, vice-campeão e grande nome da GP2 nas últimas etapas

Para ler a primeira parte, clicar aqui.

Segunda parte da retrospectiva da temporada 2011 da GP2 Series. Ontem apresentei um panorama geral da categoria e também as quatro melhores equipes da temporada. Se possível, falo hoje de todas que restam. Vejo o que vai acontecer. É, não deu. Falo das equipes que ficaram entre a quinta e a nona posição na tabela final.

A primeira do resto é a grande, rica, poderosa e desejada ART Grand Prix. Nesse ano, ela parecia ter montado talvez a melhor dupla de sua história. Seu primeiro piloto, Jules Bianchi, é simplesmente a maior aposta a médio prazo da Scuderia Ferrari e tem um dos currículos mais interessantes de todo o grid. O segundo piloto, Esteban Gutierrez, foi campeão da Fórmula BMW na Europa e da GP3 e era, de longe, o estreante mais interessante da temporada. Tudo indicava uma temporada inesquecível. No fim, nada disso aconteceu. Muito pelo contrário, na verdade: a ART acabou tendo sua pior temporada de todas. De positivo, só a bela pintura verde e amarela, fruto da patética discórdia entre Lotus Cars e Team Lotus.

Bianchi foi uma das grandes decepções da temporada. Se você considerar apenas o resultado numérico, nem terá tanto para criticar, já que ele terminou em terceiro e fez uma baciada de pontos na segunda metade do campeonato. Velocidade e arrojo nunca foram problemas para o francês. O problema maior foi sua gigantesca propensão para arranjar confusões e cometer erros idiotas. Comento aqui apenas os principais: colisão com Romain Grosjean em Istambul, acidente com Giedo van der Garde na largada da segunda corrida espanhola, acidente com o mesmo Van der Garde em Mônaco, acidente com Marcus Ericsson na largada da primeira corrida de Valência e escapada nas últimas voltas de Nürburgring.

Vai lá saber quantos pontos não foram desperdiçados por Jules nesses dias. Pelo menos, ele conseguiu fazer algumas boas corridas de recuperação, como as Sprint Race de Valência e Spa-Francorchamps. O destaque maior, no entanto, vai para a belíssima disputa com Christian Vietoris durante várias voltas na primeira corrida de Silverstone. Bianchi se deu melhor e acabou ganhando a corrida, sendo esta sua única vitória na GP2 europeia até hoje. Se o garoto prodígio da Ferrari repetisse esta atuação mais algumas vezes, teria sérias dúvidas em apontar um favoritismo para Romain Grosjean neste ano.

Esteban Gutierrez foi outro que decepcionou demais, talvez até mais que o companheiro. Deve ter algo a ver com o fato de eu ter torcido por ele no início do ano. Nem digo que seu maior problema tenha sido os erros, que aconteceram em razoável número (Michael Herck, tocado por ele nas duas corridas de Barcelona, que o diga), mas sim uma incômoda e inesperada falta de velocidade, especialmente nas corridas. Seus únicos resultados positivos foram a vitória na segunda corrida de Valência, herdada após o erro de Josef Kral, e o segundo lugar na segunda corrida de Hungaroring. Seria ele um especialista em pistas mais travadas? Se for, é bom ele começar a se especializar também nas demais pistas. Caso contrário, sua bela carreira poderá ter sérios problemas de continuidade. Dizer que ele foi o melhor estreante do ano é ridículo, considerando o nível de seus contemporâneos.

Jules Bianchi: terceiro lugar amargo para quem deveria ter peitado Grosjean na briga pelo título

E a equipe do brasileiro Luiz Razia? Essa deu o que falar, até. Nas primeiras corridas da temporada, seu nome era Team Air Asia, bastante corporativo e sem-graça. A aquisição da Caterham por parte do dono Tony Fernandes fez com que a designação da equipe fosse ampliada para Caterham Team Air Asia, ligeiramente mais simpático. A pintura também mudou no decorrer do ano: no início, os carros número 26 e 27 tinham um inexpressivo layout vermelho e branco. Em julho, pouco antes da rodada de Hockenheim, a Air Asia anunciou que o carro teria as mesmas cores da Team Lotus, verde e amarelo. O problema é que os carros da ART também carregavam estas cores e o que vimos nas últimas etapas foram quatro carros verdes. Acompanhar as duas equipes confundia bastante meus já confusos neurônios.

Assim como a Lotus na Fórmula 1, a Air Asia decidiu ser bastante conservadora e apostou em dois pilotos experientes. O problema é que nenhum deles conseguiu trazer grandes resultados para a equipe. Falemos primeiro de Davide Valsecchi, claramente o mais bem-sucedido da dupla. O italiano começou o ano a todo vapor, marcando pontos em seis das oito primeiras corridas e saindo de Valência na terceira posição do campeonato, apenas quatro pontos atrás do líder Grosjean. Os destaques ficam para o terceiro lugar na primeira corrida de Valência e uma vitória de ponta a ponta na primeira corrida monegasca, talvez a melhor atuação de Valsecchi em sua longa carreira na GP2.

O problema é que, de Valência para frente, Valsecchi não marcou mais nenhum pontinho. Foram dez corridas obscuras, nas quais os melhores resultados foram dois décimos lugares e a melhor posição no grid foi um discreto 12º. Um final de temporada terrível para quem já está em sua temporada e precisa, mais do que nunca, de bons resultados para justificar uma subida para a Fórmula 1.

E o Razia? Olhando para ele hoje, o que dá para dizer? Que sua terceira temporada na GP2 foi ruim, não há como discordar. Que o companheiro Valsecchi, mesmo tendo um péssimo final de temporada, conseguiu terminar bem à frente, os números não nos deixam mentir. Então, qual foi o problema? Teria sido o carro? Vendo como seu combativo companheiro italiano dirigia de modo agressivo e parecia extrair o máximo do Dallara, tenho lá minhas dúvidas se o bólido da Air Asia era tão ruim assim. A má sorte se manifestou com força? Pode ser, já que o baiano não me parece ser o piloto mais sortudo do grid. O fato é que 2011 não foi um bom ano para Luiz Razia e isso certamente não o ajudará muito em sua escalada rumo à Fórmula 1.

Luiz Razia: ano fraco em uma equipe que teve bons e maus momentos

Razia marcou 19 pontos em quatro corridas e terminou a temporada em décimo segundo, atrás de gente que pilotava carros teoricamente piores (Stefano Coletti, Dani Clos e Christian Vietoris, por exemplo). Sua grande atuação, de longe, ocorreu na primeira corrida de Hungaroring: Razia marcou a pole-position, única de sua equipe no ano, e terminou em terceiro. Mas quem viu sua prova chegou a ficar irritado com sua má largada e com a facilidade com a qual os adversários o ultrapassavam. Em uma pista como Hungaroring, na qual quem larga na pole tem grandes chances de vencer e as ultrapassagens são dificílimas, não dá para bater palmas para o cara após este resultado. E o chato é que as outras corridas foram ainda mais discretas – várias prejudicadas por erros, outras por problemas mecânicos ou acidentes causados por outrem. A verdade é que ele precisa se benzer. Em Salvador, conheci um terreiro de umbanda lá perto do Pelourinho. Se quiser, passo o endereço.

Atrás da Air Asia, temos a felicíssima Scuderia Coloni. Esta daqui tirou a sorte grande com um de seus quatro pilotos. Os outros três não merecem muitos comentários. Davide Rigon, coitado, estourou a fíbula e a tíbia após ter sido empurrado para o muro da reta dos boxes de Istambul pelo idiota do Julián Leal. O bicampeão da Superleague acabou perdendo o restante da temporada. Seu primeiro substituto foi Kevin Ceccon, que estreou na GP2 com apenas 17 anos de idade, sendo o mais jovem da história da categoria. Muito inexperiente, teve enormes dificuldades e preferiu se concentrar apenas na AutoGP, categoria vencida por ele neste ano. O primeiro carro foi ocupado por Michael Herck, filho do novo dono da equipe, que marcou apenas um ponto e, se não errou tanto, também não demonstrou aquela evolução que vinha sendo apresentada nos tempos da DPR. Quem merece ser mencionado aqui é Luca Filippi.

Após a etapa de Silverstone, o italiano, que vinha pilotando pela Super Nova Racing, tinha apenas nove pontos e ocupava uma distante 13ª colocação na tabela de pilotos. Aí, a Super Nova arranjou um patrocinador que exigiu a entrada de Adam Carroll no lugar de Filippi. Feito isso, Luca foi atrás da Coloni, que precisava de um substituto para Ceccon para a etapa de Nürburgring. Era uma parceria despretensiosa, na qual a equipe só precisava de alguém que ajudasse a acertar o carro e o piloto só precisava de um lugar para continuar correndo na GP2. Mas qual!

Em apenas oito etapas, Filippi venceu nada menos que três corridas e marcou 45 pontos, tendo seu contrato renovado etapa a etapa. Ninguém marcou mais pontos do que ele nesse período, nem mesmo o campeão Grosjean. Em Nürburgring, o italiano ganhou sua centésima corrida na categoria após tomar a liderança de Charles Pic nos pits. Em Spa-Francorchamps, Filippi tomou a liderança das mãos de Josef Kral. Em Monza, ele assumiu a ponta logo na primeira curva e não saiu mais de lá. Sem cometer erros, sempre seguro e muito veloz, Luca saltou da 13ª posição para um belíssimo vice-campeonato. Agora, sim, ele merece a Fórmula 1.

Stefano Coletti, uma grata surpresa lá no meio do pelotão

Outra equipe que deve muito a um piloto em especial é a Trident. O primeiro piloto, o venezuelano Rodolfo Gonzalez, só serviu para transferir os muitos dólares da PDVSA para a pequena escuderia. Gonzalez participou de todas as corridas e, se não cometeu os mesmos erros do ano passado, também não andou rápido em momento algum e não marcou pontos. Portanto, todos os 22 pontos da equipe foram marcados pelo monegasco Stefano Coletti, uma grata surpresa desta temporada 2011.

Coletti inicou a temporada europeia da GP2 embalado pelo quarto lugar obtido na temporada asiática. Logo na segunda corrida de Istambul, ele fez uma excelente ultrapassagem sobre Dani Clos e obteve a primeira de suas duas vitórias na temporada. A segunda, igualmente batalhada, foi obtida na segunda corrida de Hungaroring, realizada em pista molhada. Mesmo que ele não tenha aparecido em boa parte das etapas, Stefano fez muito para alguém que era o segundo piloto da Trident. O chato foi ter se acidentado violentamente em Spa-Francorchamps – assim como há dois anos -, o que abriu um lugar para o compatriota Stéphane Richelmi em Monza. Sem experiência, Richelmi não conseguiu fazer muita coisa.

Nona colocada entre os construtores, a Super Nova Racing passou por mais um ano de pesadelos. Para quem acompanhava a antiga Fórmula 3000, a decadência soa ainda mais triste: foi por esta equipe que gente como Vincenzo Sospiri, Ricardo Zonta, Juan Pablo Montoya e Sébastien Bourdais foram campeões. Hoje em dia, ela não passa de uma equipe média que tem sérias dificuldades de sair do fim do pelotão. E não dá para acusar seus pilotos de falta de experiência, por exemplo. A dupla Fairuz Fauzy e Adam Carroll, por exemplo, tem média de idade de 29 anos. Na Fórmula 1, apenas cinco equipes tem duplas com média de idade maior!

Fauzy continuou sendo o piloto lento e desastrado que sempre foi. Dessa vez, ele até conseguiu marcar cinco pontinhos em três corridas. Foram seus primeiros pontos na GP2 europeia, o que prova que até mesmo gente como ele consegue evoluir. O outro carro foi pilotado por Luca Filippi, que só teve tristeza enquanto correu por lá, e por Adam Carroll, que não conseguiu fazer o Dallara azul e amarelo subir alguns patamares. Pelo menos, o italiano marcou nove pontos e o irlandês anotou outros seis. Desse jeito, não dá para ver muito futuro para a Super Nova.

Amanhã, a última parte. As quatro últimas equipes e um ou outro comentário adicional.

Luca Filippi, o centenarista da GP2 que vê a banda passar

Este texto só será escrito para expor minha genialidade latente na hora de construir trocadilhos idiotas.

Em Nürburgring, um piloto italiano celebrou sua centésima corrida na carreira. Houve bolo, refrigerante, brigadeiro, beijinho e amplexos de colegas, mecânicos, jornalistas e grid girls. Antes que eu me esqueça, há um pequeno detalhe a ser considerado. Não estou falando de um piloto de Fórmula 1, mas sim de um da GP2. Luca Filippi, de 25 anos, celebrou na Alemanha o centenário de suas corridas na principal categoria-escola da Europa.

No sábado, Filippi comemorou da melhor maneira possível, vencendo a Feature Race, a corrida que vale mais pontos para o campeonato. No pódio, sorriu efusivamente, colocou a mão no peito e cantou o Inno di Mameli, o teatral hino nacional italiano. É a terceira vitória de Luca na GP2. Antes disso, ele havia vencido a Feature Race da etapa de Sakhir em 2007 e a Sprint Race, aquela corrida menor do domingo, em Portimão dois anos depois.

Três vitórias em cem corridas não é algo digno de orgulho do papai e da vovó, embora o também italiano Jarno Trulli apresente números ainda menos auspiciosos, tendo vencido apenas uma de suas 247 corridas. Mas não precisamos exigir muito de nossos axônios e dendritos para perceber que há uma diferença fundamental aí. Uma coisa é você ser um veterano de carreira meia-boca na Fórmula 1. Outra, muito pior, é ser o mesmo na GP2.

Mal comparando, Luca Filippi é como aquele cara que trabalha como estagiário em várias empresas até os 26 ou 27 anos. Pior ainda: ele poderia ser também aquele aluno displicente da universidade pública que fica por lá por uns oito ou nove anos antes de ser jubilado. Não há, obviamente, razões para celebrar nesses casos. Enquanto teus amigos e contemporâneos estão bem na fita, casados e com grana no bolso, você ainda mora na casa dos pais, depende do dinheiro deles e não consegue comprar sequer um pacote de salgadinho com recursos totalmente seus.

Filippi está na GP2 desde 2006. De lá para cá, fez seis temporadas, três delas completas, por nada menos que seis equipes diferentes: FMSI, BCN, Super Nova, ART, Arden e Coloni. Pela Super Nova de David Sears, fez nada menos que duas temporadas completas (2007 e 2009) e mais algumas corridas em outras duas temporadas (2010 e 2011). Desnecessário dizer que o título não veio em momento algum. Sequer o vice-campeonato, na verdade. O melhor resultado do piloto nascido em Savigliano foi um quarto lugar em 2007, com 59 pontos.

Filippi e sua corrida 1

Longe de ser um retrospecto vergonhoso e criminoso, o caso é que Luca acabou ficando para trás na passagem da onda. Quase todos os pilotos que estrearam em sua época já conseguiram encontrar seu espaço na vida, seja na Fórmula 1, na Indy, no turismo, nos protótipos ou como atendente do McDonald’s. Não acredita? Vamos lá.

Luca Filippi estreou no automobilismo em 2003, correndo na Fórmula Renault italiana e também em algumas corridas dos certames europeu e britânico. Nestes três campeonatos, correu contra gente como Lewis Hamilton, Paul di Resta, Pastor Maldonado, Mike Conway, Alex Lloyd, Simon Pagenaud, Franck Perera e Toni Vilander. Todos aí estão razoavelmente bem empregados e um até foi campeão de Fórmula 1. Seguimos em frente.

Em 2005, Filippi obteve seu único título nos monopostos, na Fórmula 3000 italiana. Não é lá o campeonato mais brilhante da história, mas é melhor do que nada. Foi campeão sobre Jaroslav Janis, Giacomo Ricci, Vilander, Juan Cáceres, Alex Ciompi, Maro Engel, Fabrizio del Monte, Maldonado e Raffaele Giammaria. Nenhum desses daí é gênio e apenas Maldonado subiu para a Fórmula 1. Alguns aí nem devem estar correndo mais. Mas nenhum deles está insistindo há tanto tempo no automobilismo de base sem prognósticos animadores.

Em novembro de 2005, considerado uma das boas promessas do automobilismo italiano, Filippi foi chamado para testar um carro de Fórmula 1 da Minardi, aquela mesma, em Vallelunga. A equipe italiana havia sido vendida para a Red Bull e faria sua última sessão de testes com o tradicional nome. Além de Luca, testariam o uruguaio Cáceres, a inglesinha Katherine Legge, o italiano Davide Rigon, o espanhol Roldán Rodriguez e o israelense Chanoch Nissany. Filippi andou apenas no primeiro dia, deu 20 voltas e marcou o melhor tempo do dia. Rodriguez foi o segundo, com um tempo dois segundos pior.

No fim das contas, Filippi só não ficou com o melhor tempo da semana porque Cáceres pegou o jeito da coisa no terceiro dia e marcou uma volta apenas 73 milésimos melhor. Um mês antes, a Coloni o havia convidado a testar um de seus carros de GP2 em Paul Ricard como prêmio pelo título da Fórmula 3000 italiana. Os resultados não foram tão animadores, mas mesmo assim, Luca acabou assinando com a equipe, que acabaria sendo comprada por Giancarlo Fisichella no início de 2006 e renomeada para Fisichella Motorsport Internacional, ou simplesmente FMSI.

Luca estreou na GP2 na mesma corrida que Hamilton, Timo Glock, Lucas di Grassi, Michael Ammermüller, Tristan Gommendy, Adrian Vallés, Félix Porteiro, Jason Tahinci, Andreas Zuber, Franck Perera e Javier Villa. Desta turma aí, dois estão na Fórmula 1, um já esteve lá, alguns chegaram bem perto e os demais estão espalhados por aí. Desta lista aí, os últimos que correram na GP2 foram Zuber, Perera e Villa, que estiveram presentes na temporada 2009 da categoria. Só Filippi ficou para trás.

Luca Filippi e a corrida 100

Em 2006, o italiano começou o ano na FMSI, mas foi demitido após apenas três rodadas por estar rendendo abaixo do esperado. Ficou duas rodadas de fora e conseguiu retornar em Magny-Cours pela espanhola BCN, que não era lá grandes coisas. Quando ele saiu da equipe do Fisichella, achei que sua carreira na GP2 teria acabado naquelas seis parcas corridas. Mal sabia eu.

Na BCN, Filippi fez um trabalho razoável e conseguiu um quarto lugar em Monza como melhor resultado. No ano seguinte, ele assinou contrato para pilotar um dos carros azulados (sim, eles são azuis e não pretos) da Super Nova. Seu companheiro seria Mike Conway, que havia acabado de vencer a Fórmula 3 britânica e o Grande Prêmio de Macau. A maioria das pessoas, e isso me inclui, acreditava que o italiano não passaria de um coadjuvante de Conway, que viria para brigar pelo título da GP2.

Nada disso. Filippi foi a grande surpresa da temporada de 2007, tendo vencido a primeira corrida da temporada, realizada em Sakhir, e obtido outros cinco pódios. Chamou a atenção pela agressividade e por alguns erros e acidentes, como o sofrido em Hungaroring, mas deixou ótima impressão. Vários torcedores o queriam na Fórmula 1 já em 2008.

No fim de 2007, Luca foi convidado a fazer alguns testes pela Honda. Em novembro e dezembro, ele andou em Barcelona e Jerez com o péssimo RA107 utilizado pela equipe nipônica naquele ano. No primeiro teste, ficou a 0,4 segundos do titular Jenson Button. No segundo, embora tenha ficado atrás de Andreas Zuber, também não foi mal. A Super Aguri, subsidiária da Honda, percebeu que o italiano era um talento a ser explorado e manteve longas conversas com ele visando tê-lo como titular em 2008. Falava-se em um acordo de 10 milhões de dólares que salvaria a equipe japonesa, afundada em problemas financeiros.

O auge de Filippi foi este. Por incrível que pareça, o fato dele não ter assinado com a Super Aguri e de ter preferido seguir na GP2 em 2008 se mostrou coisa bem estúpida. O italiano assinou com a poderosa ART Grand Prix e parecia finalmente estar pronto para ser campeão. O problema é que seu companheiro de equipe seria simplesmente Romain Grosjean, o queridinho da Renault e dos organizadores da categoria. Não teria como competir com o protegido dos grandões.

A partir daí, a linha ascendente mudou de cara. Filippi teve um péssimo início de 2008, e apenas um pódio foi obtido na corrida chuvosa de Magny-Cours. Insatisfeita com seu desempenho, a ART o demitiu após a corrida de Silverstone e restou ao italiano cavar uma vaga mais ou menos na Arden, que havia demitido Yelmer Buurman ao mesmo tempo. Por lá, ele até andou um pouco melhor, mas teve azares, perdeu um pódio em Valência por desclassificação e marcou apenas um ponto. No fim de 2008, ninguém mais estava falando em Luca Filippi na Fórmula 1. Veja como as coisas mudam.

Teste na Honda no fim de 2007, quando o italiano ainda era considerado um "hotshoe"

Em 2009, sem grandes opções, ele aceitou voltar para a Super Nova para correr ao lado de Javier Villa. Foi um contrato meio despretensioso e anunciado a poucas semanas do início da temporada. Discretamente, Luca foi obtendo seus resultados, fez alguns pódios e, sabe-se lá como, fez o melhor fim de semana de sua vida na última rodada, em Algarve: segundo colocado na primeira corrida, vencedor na segunda. Quase três anos depois, Filippi voltava à vitória na categoria.

Em 2010, o italiano finalmente tomou vergonha na cara e largou a GP2. Foi correr na AutoGP, novo campeonato que substituiria a Fórmula 3000 europeia e que daria 200 mil euros ao vencedor de cada etapa. Correu por duas equipes “novas” (Euronova e Super Nova), venceu uma corrida por cada equipe e terminou o ano na quinta posição. Enquanto isso, o checo Josef Kral sofria um violento acidente na segunda corrida de Valência na GP2 e acabou tendo de ficar de fora de várias etapas. Sem maiores opções, sua equipe, a Super Nova teve de recorrer a um piloto experiente. Um doce para quem adivinhar o escolhido.

Filippi fez cinco rodadas pela equipe azul e amarela e marcou cinco pontos em duas corridas. Ele não tinha maiores pretensões – aquilo lá não passava de um favor de um amigo. Grato, David Sears decidiu recontratá-lo pela milésima vez para fazer uma temporada completa na GP2 em 2011.

Nesse ano, como é o costume, ele vinha sendo tão rápido quando afobado e azarado. Em uma das corridas turcas, Johnny Cecotto o mandou para o espaço sem piedade. Em outras etapas, se envolveu em batidas bestas e perdeu pontos importantes. Meio chateado com a má performance dos carros da Super Nova, Filippi aceitou um convite da Coloni para substituir Kevin Ceccon em Nürburgring. Aceitou de bom grado, mandou a equipe de David Sears ao inferno e obteve dois grandes resultados: vitória no sábado e terceiro lugar no domingo.

Quase três páginas para falar da carreira de Filippi na GP2. Piloto nenhum deveria ficar tanto tempo em uma categoria deste tipo. Na verdade, eu ditatorialmente sou a favor do jubilamento. Atualmente, a GP2 proíbe que um campeão da categoria retorne em outra temporada. Eu estenderia esta proibição a quem completa três temporadas inteiras por lá. Se o cara não conseguiu o que queria em três temporadas, não será em cinco ou sete que ele se transformará no mais novo Schumacher.

É óbvio que Filippi não é o único caso. Fairuz Fauzy e Adam Carroll, que estavam correndo na primeira corrida da história da GP2 (o norte-irlandês foi o primeiro vencedor da primeira Sprint Race da história da categoria), também estiveram em Hockenheim. Mesmo alguns outros que estrearam depois também não largam o osso. Davide Valsecchi e Michael Herck completarão quatro temporadas completas no fim do ano. Giedo van der Garde, Luiz Razia e Dani Clos estão há três. E nem considero Romain Grosjean e Álvaro Parente, donos de carreiras longas e irregulares. A GP2 virou um antro de velhos, de gente que prefere insistir no automobilismo de base por um longo tempo a procurar outra coisa para fazer.

Este daqui estreou na GP2 na mesma corrida de Filippi. Compare o rumo dos dois desde então.

O problema maior de Luca Filippi é simbólico. Nunca, desde a Fórmula 2, nenhum piloto alcançou 100 corridas na categoria imediatamente abaixo à Fórmula 1. Na Fórmula 3000, os infelizes recordistas são Fabrizio Gollin e Tomas Enge, que estiveram presentes em 58 rodadas. Vale notar que, na Fórmula 3000, não havia rodadas duplas e os pilotos disputavam apenas uma corrida por fim de semana. Filippi registra 50 rodadas duplas na GP2, mas se você quiser, pode alterar a estatística adicionando suas participações na GP2 Asia. Pronto: ele passa a ter 61 rodadas e 122 corridas, mais largadas que as de Gollin e Enge somadas.

Não deveria ficar aqui palpitando sobre o que marmanjo deve fazer ou não, pois não sou a mãe dele e o cara já tem 26 anos no cartório. Mas é necessário pontuar que, salvo ocorra algum milagre que revolucione o curso das coisas, Luca Filippi não será um grande piloto de Fórmula 1 no futuro. Ele pode até arranjar uma vaga na Hispania ou na Virgin por meio da mais pura e abundante grana, mas o fato de ter corrido sem patrocinadores pessoais até aqui neste ano indica que os bons dias monetários também já ficaram para trás em outros verões.

Depois que Filippi estreou na GP2, 25 pilotos estrearam na Fórmula 1, dez deles sendo mais novos que nosso herói italiano. Um desses, Vettel, foi campeão no ano passado. Com relação à mesma GP2, após a entrada do italiano, estrearam 71 pilotos. Destes aí, dois (Hülkenberg e Maldonado) já se sagraram campeões. E onze conseguiram subir para a Fórmula 1.

Por mais que estes números não indiquem muita coisa sozinhos, dá para afirmar com eles que Luca definitivamente ficou para trás. A geração entre 2005 e 2008 já não é mais considerada a última novidade das paradas. Nesse momento, quem está por cima da carne seca é Pérez, Ricciardo, Vergne, Korjus, Pic, Bortolotti, gente com pouco mais de 20 anos. Há, é claro, os Grosjean e Bird da vida, mas estes estão no limite da promessa. Se bobearem mais uma vez, não se consagram mais. Detalhe que ambos são mais novos que Filippi.

Com 100 corridas, Luca “Felipe” está mais para Luca “Rubens”, referência àquele das 300 corridas. Pronto, este é o trocadilho inteligente e engraçadinho. Felicitem-me.

O "talentosíssimo" Fairuz Fauzy pilotando um Lotus em Abu Dhabi

Então, quer dizer que a Renault, que também é Lotus, anunciou o Fairuz Fauzy como seu terceiro piloto? Esta notícia é um verdadeiro cuspe na cara daqueles pilotos talentosos que não possuem amontoados de dinheiro em suas contas-correntes, padrinhos ilustres ou nacionalidades da moda. Nós até aceitamos que um cara desses assine com a Hispania, com a Virgin ou com o raio que o parta, pois é piloto ruim em equipe ruim e ficam elas por elas. Mas assinar com a Renault, que terminou o ano na quinta posição entre os construtores, é deprimente demais. Mas minha revolta pessoal contra Fauzy, o malaio que tem cara de bolacha, não é o tema do texto de hoje. Falo de algo relacionado ao outro anúncio referente ao seu nome.

Além do emprego de samambaia mais vistosa da Renault e de eventual pilotinho de sexta-feira, Fairuz Fauzy foi anunciado também como piloto da Supernova para as temporadas europeia e asiática da GP2 Series. Confesso que dei risada quando li sobre isso. O malaio se torna, assim, o piloto de carreira mais longínqua da ainda curta história da GP2. Ao fazer sua reestreia na primeira corrida de Istambul, se nenhum outro anúncio bombástico for feito, Fauzy será o único piloto do grid atual a ter competido na primeira rodada da história da categoria, a de Imola em 2005. Ele fez as temporadas completas de 2005 e 2006 pela DAMS e pela mesma Supernova, respectivamente. Seu retrospecto foi genial, tipicamente arrasa-quarteirões: 44 corridas, zero pontos, um 13º como melhor posição no grid e o pior aproveitamento já registrado entre todos os pilotos. Como um gênio desses ainda não atraiu as atenções de ninguém?

O mais engraçado é que, após o fim de 2006, Fauzy foi enxotado da Supernova sem deixar qualquer saudade. Durante todo o ano, o chefe David Sears fez comentários negativíssimos a respeito de sua dupla de pilotos, que incluía também o argentino José-Maria Lopez. O argentino, no entanto, ainda fez três pódios e salvou a honra da equipe. A presença de Fairuz, por outro lado, só se justificava pelo abundante patrocínio da Petronas, a petrolífera estatal de seu país. Cinco anos depois, Sears será obrigado a engolir as críticas e provavelmente virá com algum discurso pronto do tipo “ele é um piloto muito talentoso que está evoluindo a cada ano que passa e nós esperamos contar com sua experiência pra brigar pelas vitórias”. Complicado é falar sobre evolução para um piloto que completará 30 anos no ano que vem.

O "talentosíssimo" Fairuz Fauzy na primeira corrida da história da GP2. Em 2011, ele ainda estará lá

O que mais incomoda aí, no entanto, é que a carreira de Fairuz Fauzy no automobilismo de base está completando dez anos agora. Sua primeira temporada em monopostos se deu em 2001, quando ele estreou na Fórmula Renault britânica. Desde então, ele passou pela Fórmula 3 britânica, pelas GP2 europeia e asiática, pela World Series by Renault e pela A1. Conferindo minhas fontes, vejo que ele venceu três corridas em toda sua carreira. Uma na GP2 asiática, uma na A1 e uma na World Series. Nesta última categoria, ele até conseguiu ser vice-campeão em 2009, ano considerado tecnicamente fraquíssimo. Definitivamente, seu currículo não o credencia sequer à vaga de auxiliar de cozinha de uma equipe de Fórmula 1, quanto mais à de piloto. Mas a grana é quem segura as pontas.

Grana. Fórmula 1. Começa aqui o assunto principal do texto. Como um cara como Fauzy insiste por tantos anos no automobilismo de base, aceitando correr na GP2 com quase 30 anos de idade? Para quem argumentar que valeu a pena e que sua estreia na categoria não é improvável, mudo então o personagem na pergunta: como alguns pilotos, que aparentam não possuir a menor condição de subir para a Fórmula 1, insistem em correr no automobilismo base por tantos anos?

Além de Fauzy, há uma turma de verdadeiros medalhões das categorias-escola zanzando por aí, pulando de categoria em categoria. Fauzy é um bom nome. Outros casos clássicos são os de Luca Filippi, Davide Valsecchi, Giorgio Pantano, Javier Villa, Yelmer Buurman, Mikhail Aleshin, Marco Bonanomi, Daniil Move, Pasquale di Sabatino e Milos Pavlovic. Antigamente, havia Michel Ferté, Tomas Kaiser, Paolo delle Piane, Marc Goossens, Oliver Gavin, Emmanuel Collard e companhia ilimitada. Em comum, todos eles têm o currículo muito mais extenso em tempo do que em glórias, alguns bons patrocinadores, um ou outro contato com alguma categoria top e paciência de Jó. São sujeitos que aceitam militar pela antessala por mais tempo do que o sensato.

Luca Filippi, um dos expoentes entre os "veteranos de creche"

Pode parecer meio cruel falar assim sobre eles, até porque, a menos que haja algum retardado aí, ninguém gostaria de estar nessa situação. Tanto a Fórmula 1 como a Indy são categorias de acesso complicadíssimo, ainda mais nos dias de hoje, e adentrá-las requer muita grana e algum padrinho forte. As vagas são poucas e, se depender de gente com a mentalidade bem limitada, seguirão assim ad eternum. Logo, quem pode, pode e quem não pode, se sacode. Além disso, devemos reconhecer que os caras são minimamente perseverantes e confiantes, o que é positivo. Mas sua insistência chega a ser contraproducente, na maioria dos casos. E atravanca o mercado de pilotos lá embaixo.

Pego um dos meus casos preferidos, o de Luca Filippi. O italiano é o piloto que mais disputou corridas na história da GP2, tendo feito 89 entre 2006 e 2010. Veloz, conseguiu mostrar bom desempenho na maior parte do tempo e até venceu duas corridas com o razoável carro da Supernova. Mas qual é a perspectiva para um sujeito como ele, que já tem 25 anos e que nunca despertou suspiros de ninguém lá na Fórmula 1? Apenas a Super Aguri chegou a convidá-lo para correr em 2008, pedindo em troca 10 milhões de dólares. A Honda chegou a lhe conceder alguns testes, mas nada muito sério. Em 2011, Luca competirá na AutoGP, categoria que já apresentei ontem. O sonho da Fórmula 1 persiste, mas sejamos honestos: a chance dele conseguir realizá-lo tende a zero.

E essa insistência de Filippi e de outros que pensam igual acaba criando uma classe que chamo carinhosamente de “veteranos de creche”. Estes caras acabam se estabilizando nas categorias de base, subvertendo o sentido delas, que é o de formar novos talentos. Para começar, um Fairuz Fauzy a mais é um Kevin Korjus a menos. Em 2009, muita gente novata acabou ficando de fora da GP2 porque Lucas di Grassi, Vitaly Petrov, Andreas Zuber, Filippi, Villa, Karun Chandhok, Roldan Rodriguez e outros acabaram ocupando boa parte dos espaços. Ver um cara desses desempregando um astro da Fórmula 3 é uma situação ridícula, convenhamos.

Giorgio Pantano, que ganhou a GP2 em 2008. E aí? Tanta insistência serviu pra quê?

Além disso, a presença de veteranos acaba elevando demais o nível da categoria. Por um lado, é algo bom, pois é sempre interessante ter uma categoria tecnicamente forte. Por outro, os novatos acabam não conseguindo se sobressair. Imagine a dificuldade que deve ter sido para um garoto promissor como Marcus Ericsson ter de ser comparado a Filippi, que foi seu companheiro em boa parte das corridas de GP2 de 2010. Por melhor que Ericsson seja, a experiência em uma categoria que não permite muitos testes acaba sendo um bem valiosíssimo. E o resultado é que todos tendemos a achar que o garoto é uma porcaria porque não supera o vovô.

Não digo que esses caras obrigatoriamente deveriam esquecer seu sonho, abandonar as corridas e fazer faculdade de Administração, pois a insistência pode até funcionar, como talvez venha a ser o caso do Fauzy. Mas não nos esqueçamos que o malaio é uma exceção que só se concretizaria porque ele tem os amigos certos e a nacionalidade certa. A possibilidade de haver uma reviravolta na carreira é baixa, mesmo que o piloto consiga um trunfo, como aconteceu com Giorgio Pantano na GP2 em 2008. O melhor a eles é começar a perceber que o automobilismo não é sinônimo de Fórmula 1. Dá pra ser muito feliz no DTM, no WTCC, nos protótipos ou até mesmo nos campeonatos nacionais. O italiano Fabrizio Giovanardi foi fazer sua vida no BTCC, campeonato inglês de turismo. Ganhou corridas, ganhou dinheiro e ganhou moral. Giovanardi passou três anos na Fórmula 3000 e não deu em nada. Não acho que a Fórmula 1 tenha lhe feito falta.

Por isso, mais do que lamentar a presença de Fauzy na Renault, onde ele terá tanta utilidade quanto um vaso de orquídeas, lamento pela sua participação na GP2. Que, aliás, deveria começar a rever esse negócio de permitir a participação de gente muito experiente. Será que um piloto precisa de mais do que três anos na categoria para dar certo? Será que é bom deixar vir gente que já teve passagem pela Fórmula 1? Será que é bom deixar vir gente que não necessariamente entra nos dois casos anteriores mas que tem muita experiência, como é o caso do próprio Fauzy? Pois é. E não só a GP2, mas as outras categorias deveriam fazer essa consideração. Deixem a GP2, a World Series e as outras para quem realmente precisa. Ser o mais experiente do berçário não é motivo de orgulho pra ninguém.

Porque não dá pra escrever algo grande no dia de hoje.

– Sou muito foda. No post anterior, disse que não fazia a menor idéia de quem substituiria Josef Kral na Supernova. Chutei alguns nomes inocentemente. Um deles era o de Luca Filippi, italiano que já havia feito duas temporadas completas pela equipe. E não é que o Italiaracing anunciou que será exatamente ele o substituto de Kral? Minha bola de cristal comprada na Santa Ifigênia é muito boa.

– Lembram-se da Cypher, aquela aspirante obscura à vaga de 13ª equipe da Fórmula 1? No Twitter, ela anunciou orgulhosamente que está conversando com Jonathan Summerton para tê-lo como um dos pilotos da equipe para a temporada 2011. Summerton já teve boas passagens pela Fórmula Atlantic e A1GP. Confiante, o próprio confirmou a conversa em seu Twitter. Só espero que os cypherianos não o façam de tonto.

– A A1GP deve voltar em 2011. Alguns investidores se uniram e arremataram alguns Ferrari (e até mesmo alguns Lola das primeiras temporadas) para tentar reviver aquele que foi um dos mais criativos e curiosos campeonatos da década passada. Dez dos dezoito países confirmados para o que viria a ser a atual temporada estariam comprometidos em competir em 2011. O calendário do ano que vem utilizaria boa parte das pistas que receberiam a temporada 2010. A conferir. Espero que dê certo.

Buon giorno a tutti!

Começo o dia com um boato lançado pelo ItaliaRacing, já desmentido pelos dois lados: o italiano Luca Filippi, veteraníssimo da GP2, poderia ocupar o lugar de Pedro de la Rosa na Sauber a partir da corrida de Istambul. Os motivos seriam os de sempre: De La Rosa está com problemas para completar o orçamento da equipe e o desempenho dele não estaria agradando Peter Sauber.

Dos lados da Espanha, Carlos Gracia, presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, já declarou que o próprio Peter Sauber o notificou que a vaga de Pedro estaria garantida na equipe. Dos lados da Itália, Luca Filippi disse que irá dedicar-se exclusivamente ao AutoGP (categoria que substitui a F3000 Euro), mas que o sonho de correr na categoria máxima permanece.

Mas se o boato já foi desmentido, por que postar sobre ele? Sei lá, apenas para registrar mais um dos milhares de boatos que cercaram a Fórmula 1 durante seus 60 anos e que não deram certo.