HISPANIA RACING TEAM

Uma nada simpática sigla é o nome oficial, para a FIA, da última equipe confirmada para essa temporada. Remanescente dos restos da Campos, a Hispania Racing Team é talvez a equipe mais despreparada para o mundial. Seu ponto forte parece ser o chassi, desenvolvido pela tradicional Dallara. O problema maior da equipe é a falta de um patrocinador importante e de testes. Sua confirmação se deu há duas semanas, e o lançamento da equipe ocorreu na quinta-feira. O objetivo para essa temporada é simplesmente terminar o campeonato, e as corridas também.

Sediada em Murcia, Espanha
Estreante

 

20- KARUN CHANDHOK

Aquilo entre os olhos mais parece uma tatuagem

Ele é a monocelha mais rápida do mundo. Ou melhor, duas retificações: para a apresentação oficial da HRT, ele arrancou fora a taturana. Além disso, o fato de ser a monocelha mais rápida do mundo não quer dizer absolutamente nada. Karun entrou na Fórmula 1 porque tem muito dinheiro, porque seu pai é nada menos que o presidente da confederação de automobilismo indiano e porque Bernie Ecclestone quis. Chandhok foi o último dos moicanos a ser confirmado para a temporada. Seu currículo não traz lágrimas de emoção: campeão da World Series asiática em 2006, três anos discretos na GP2 e alguns testes pela Red Bull na Fórmula 1. Por mais 2009 que seja essa expressão, diante das circunstâncias, só posso dizer “hare baba”…

Indiano, de Chennai, nascido em 19 de Janeiro de 1984
Estreante
Campeão
da World Series by Renault asiática em 2006

 

21- BRUNO SENNA

A Honda o deixou sem um volante em 2009. E quase acontece de novo

Sejamos impressionistas: por enquanto, ele só é o sobrinho do Ayrton. Muitos nostálgicos o querem no grid unicamente pelo seu valiosíssimo sobrenome, o que acaba até sendo uma injustiça com o piloto Bruno. Que se não é gênio, pelo menos é esforçado, humilde e vem melhorando aos poucos. Sua primeira experiência com monopostos foi uma rodada vexatória no Lotus do tio enquanto fazia algumas voltas de demonstração em Interlagos/2004. Depois passou pela F-BMW, F3 e GP2, sempre correndo por equipes fortes e obtendo resultados bons sem furor. Chega à F1 por uma equipe que confirmou sua existência há pouco. Um verdadeiro ponto de interrogação.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 15 de Outubro de 1983
Estreante
Vice-campeão
da GP2 em 2008

LOTUS RACING

Essa é a nova Lotus. Ou não. Sei lá. Isso dá uma confusão do caramba. O que importa é que esta equipe é uma das quatro novatas do campeonato. Com o nome oficial de Malaysia 1 Team, a equipe foi anunciada apenas em Setembro como a substituta da então retirante BMW Sauber. Liderada pelo empresário Tony Fernandes e financiada pelo governo malaio, a equipe pretende conquistar, com a permissão de David Hunt e a simpatia de Clive Chapman, a simpatia de torcedores nostálgicos ao utilizar a imagem da saudosa Lotus. Até aqui, o belíssimo carro verde notabilizou-se pela boa resistência e pela péssima performance. 

Sediada em Hinghan, UK
7
títulos de construtores
491 corridas (resultados da antiga equipe)
79 vitórias
107 poles-positions
1368 pontos
Estreante pela segunda vez, hehe

18- JARNO TRULLI

Ele tem motivos pra rir?

É um mistério. Azarado como ele só, mostra muita velocidade em treinos mas simplesmente desaparece nas corridas, geralmente com problemas ou acidentes alheios. Em mais de 200 corridas, venceu apenas uma, em Mônaco/2004. Além disso, na maior parte das temporadas, perdeu para o companheiro de equipe, não importando quem fosse. E mesmo assim, ainda insiste nesse negócio de Fórmula 1. Enfim… tem histórias curiosas no background. Seu nome é uma homenagem ao falecido motociclista Jarno Saarinen. Costuma carregar um dente de alho como medalhão da sorte, no que parece não funcionar. O melhor que pode ser dito a respeito é que abandonou, enfim, aquelas chuquinhas pederastas.

Italiano, de Pescara, nascido em 13 de Julho de 1974
216
GPs disputados
1 vitória
4 poles-positions
246,5 pontos
Campeão de F3 alemã em 1996

19- HEIKKI KOVALAINEN

Foto aleatória. Nunca quis insinuar que a vida dele na F1 fosse cheia de raios e trovões

Coitado dele. É um ótimo piloto, possui um excelente currículo e fez uma boa temporada em 2007, apesar dos pesares. Porém, ninguém se atreve a elogiá-lo. Torcer por ele, então, fora de cogitação. Teve dois anos desastrosos na McLaren, onde alternou uma pilotagem insuficiente com uma série de azares. Na Lotus, vai tentar renascer das cinzas, o que parece ser difícil. É mais sociável do que a média dos finlandeses. Seu inglês também é bem melhor. Explica-se: sua patroa é britânica.

Finlandês, de Suomussalmi, nascido em 19 de Outubro de 1981
52 GPs disputados
1 vitória
1 pole-position
105 pontos
Campeão da World Series by Nissan em 2004

SCUDERIA TORO ROSSO


É uma equipe pequena com mentalidade de equipe pequena. Funcionando praticamente como um Sancho Pança ou um Watson da Red Bull, sua razão de existência é mostrar ao mundo os talentos que a empresa rubrotaurina patrocina nas categorias de base. Não por acaso, até o ano passado utilizava o mesmo carro da matriz, porém renomeado para não dar muito na cara. Seu chefe, Franz Tost, é um dos maiores carrascos da F1, tendo acabado com os nervos de Liuzzi, Speed e Bourdais. Só anda bem quem é queridinho dele. Seu trunfo é o motor Ferrari. Mas mesmo assim, ela pode vencer o que for, mas continuará sendo pequena, pequena.

Sediada em Faenza, Itália
70 corridas
1 vitória
1 pole-position
56 pontos

16- SEBASTIEN BUEMI

Mãe!

É franco-suíço, mas com essa cara, desconfio que tenha nascido no meio do Paquistão. Teve uma carreira pré-F1 apenas mediana, mas também nada de muito comprometedor. Subiu para a F1 em 2009 e se não brilhou, também não fez muito feio, marcando 6 pontos. Mais rápido em treinos do que em corridas. Sei lá, não acho que vá fazer grandes coisas na carreira.

Suíço, de Aigle, nascido em 31 de Outubro de 1988
17 GPs disputados
6 pontos
Vice-campeão de F3 européia em 2007 e de F-BMW ADAC em 2005

17- JAIME ALGUERSUARI

I'm goin' drivin' outta town...

Entrou na F1 logo depois de abandonar a mamadeira, aos 19 anos e pouco. Não fez nada de muito absurdo (tirando parar nos boxes errados em Abu Dhabi, o que é algo absolutamente normal e corriqueiro), mas também não brilhou. Enfim, passou raspando. Mas tem algum potencial, já que demonstrou boa performance no automobilismo de base, como o título na F3 Inglesa em 2008. É falastrão, mas como é pivete, espanhol e corre na Toro Rosso, ninguém dá bola.

Espanhol, de Barcelona, nascido em 23 de Março de 1990
8 GPs disputados
Campeão de F3 inglesa em 2008

Essa foi a primeira foto vazada na internet. Devo ter sido o primeiro no Brasil a postá-la. Abaixo, uma melhor:

A FIA não permitiu. Sabe-se lá o raio do motivo.

O nome será HRT. Sigla horrível. Deixassem Campos mesmo.

Um é campeão de Fórmula 1, já ganhou as 500 Milhas de Indianápolis e já comeu a irmã da Kylie Minogue. O outro só tem uma enorme monocelha e um título na desconhecida Fórmula Renault V6 asiática. Ambos completarão (ou deverão completar) o grid de 26 (ou 24; nesse caso, um deles não viria) carros da Fórmula 1 em 2010.

À minha maneira, vou ser breve sobre eles, escrevendo verdadeiros memorandos pretensamente resumidos. Mesmo com a expansão de 6 carros no grid para 2010, eu não acreditava ver Jacques Villeneuve e Karun Chandhok entre os 26 felizardos. Há gente mais interessante do que os dois: Nick Heidfeld, Pastor Maldonado, Álvaro Parente, Giancarlo Fisichella e por aí vai. Nada contra Villeneuve, seu maior problema é a idade. Já Chandhok, que começou na GP2 como um piloto promissor de um país sem tradição, estagnou e deixou o bonde passar. Mas ambos estão aí e o blogueiro não pode reclamar, apenas noticiar e comentar.

Jacuqes Villeneuve em seu ano de estréia. Tempos já distantes...

Jacques Villeneuve é aquele cara que faz o avesso do arquétipo de um piloto de ponta da Fórmula 1: desleixado, não liga para nada nem para ninguém, ouve música alternativa, canta, pinta o cabelo e dá uma de resenhista literário em seu site. Se eu tivesse de escolher um piloto de F1 para ser amigo, seria ele. Na pista, anda como um piloto de ponta, embora tenha conseguido a proeza de ficar 8 anos da carreira em carros não tão bons. O problema é que por mais que ele apanhe dos seus bólidos, por mais que ele fique lá atrás e por mais ridicularizado e subestimado que ele seja, o canadense ainda insiste em ser um participante da Fórmula 1. Nesse caso, a situação é ainda mais dramática: correrá o risco de ser o segundo piloto de um Kazuki Nakajima em uma equipe que sequer existe oficialmente, a Stefan.

Muito ruim, ainda mais em se tratando de quem é. Jacques é o filho mais velho de Gilles Villeneuve, ídolo dos tifosi da Ferrari. Foi vice da Fórmula Atlantic em 1993, rookie do ano da Indy em 1994, campeão da Indy em 1995, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis no mesmo ano, vice-campeão de F1 em 1996 e campeão em 1997. Só Lewis Hamilton, 11 anos depois, estrearia de maneira melhor. Depois, pegou uma Williams capenga, uma BAR desorganizada, um bico de três corridas na Renault e uma Sauber, que viraria BMW Sauber, que não decolava. Sua última corrida na F1, Hockenheim/2006, terminou com um acidente forte e patético. Terminou demitido e dando lugar a um polonês muito do promissor, Kubica. E hoje está por aí, fazendo uma corridinha na Nascar, outra na Speedcar, ouvindo Blur e torrando seu dinheiro.

Chandhok em sua vitória mais importante na vida: uma vitória dominical em Spa/2007 na GP2...

Já Karun Chandhok, estreante pela Hispania, é o contrário: é um piloto apenas razoável mas que está ascendendo muito rapidamente no automobilismo. Seu pai, Vicky, é só o presidente do Automóvel Clube da Índia, e muito amigo de Bernie Ecclestone. Está há três anos na GP2 e sempre se notabilizou pela capacidade de sofrer acidentes e de ser rápido mas errático. Uma curiosidade: em entrevista ao GP2 Insider, ele disse que sua agenda telefônica no celular possui 1551 números! Deve ter algo a ver com a enorme população indiana, sei lá…

Ainda não há muito a dizer sobre eles, especialmente sobre o dalit. Ambos não deverão passar do Q1 nas corridas e sofrerão muito com carros que nem serão testados antes do Bahrein. Mas é curioso ver um campeão do mundo e um estreante indiano em situações tão próximas. E tão ruins.

FORCE INDIA F1 TEAM


Quando a equipe foi anunciada, no fim de 2007, todo mundo falou mal. Um indiano, porra? Como um povo que toma banho no Ganges e trata vaca como divindade pode querer ter uma equipe na F1? Pois teve. E uma equipe bastante razoável. Ao contrário de vários milionários que já passaram pela categoria, Vijay Mallya é sério, pragmático e realista, apesar de sua aparência briatoreana. A equipe, cujo DNA é o da antiga Jordan, começou mal mas cresceu bem em 2009 e teve ótimas performances em pistas velozes. A pintura pode não agradar à todos, mas em se tratando de lembrar da bandeira indiana, até que o resultado não foi tão ruim.

Sediada em Silverstone, UK
35 corridas
1 pole-position
13 pontos

14- ADRIAN SUTIL

Caxumba?

Enquanto os outros pilotos são completamente vazios emocionalmente e intelectualmente, temos aí um cara que foi pianista durante muito tempo de sua vida antes de ser piloto. Sofisticado, Sutil costuma ser filosófico nas suas entrevistas. Tão sofisticado que, às vezes, é difícil entender o funcionamento de seu cérebro, como quando disse que “não queria uma namorada” ou quando bateu com Heidfeld em Cingapura/2009. No mais, é um piloto com potencial que pena em carros ruins desde 2007. Anda muito na chuva, mas tem uma enorme propensão para acidentes.

Alemão, de Starnberg, nascido em 11 de Janeiro de 1983
52 GPs disputados
6 pontos
Campeão de F3 japonesa em 2006 e de F-Ford suíça em 2002

15- VITANTONIO LIUZZI

Sempre sério, o Vitantonio

O negativo de seu companheiro de equipe. Completamente acéfalo e despreocupado com as coisas, sua vida é baseada em festas e piercings, não nessa ordem. Mas tudo bem, perdoa-se: o cara pilota bem, venceu o Schumacher no Mundial de Kart em 2001 e foi campeão da F3000 em 2004. Mas como todo campeão de F3000, está condenado à não conseguir nada na vida, o que é uma pena.

Italiano, de Locorotondo, nascido em 6 de Agosto de 1981
44 GPs disputados
5 pontos
Campeão de F3000 em 2004

RENAULT F1 TEAM


A equipe conseguiu a proeza de destruir a sua imagem em apenas três temporadas, deixando de ser uma próspera bicampeã para virar uma patética e antiesportiva equipe de meio de pelotão. Nas mãos do flamboyant Flavio Briatore, a equipe conseguiu atrair para si uma imagem antipática perante a todos e repelir patrocinadores, especialmente após o caso Cingapura/2008. Sem Briatore, Symonds, Alonso e Nelsinho, a equipe tenta recomeçar das cinzas. Com um escuso grupo luxemburguês por trás, a equipe vai começar lá no pelotão da mediocridade com uma dupla eslava. Vem fazendo os carros mais feios do grid desde 2007, mas pelo menos caprichou na pintura nesse ano.

Sediada em Enstone, GB
2 títulos de construtores
262 corridas
35 vitórias
51 poles-positions
1082 pontos

11- ROBERT KUBICA

Esse é o sorriso feliz de um homem bem apessoado

É o polonês mais famoso desde o Papa João Paulo II (ou vocês conhecem alguém mais de lá?). O que chama mais a atenção é seu enorme nariz, uma verdadeira napa de tucano. Oriundo de uma família de classe média baixa da Cracóvia, Kubica teve de aprender a se virar muito cedo no kartismo italiano, e daí para frente ele só galgou sucesso nas categorias de base. Chegou na F1 em 2006 pela BMW, equipe pela qual correu até o ano passado. 2008 foi SEU ano, com uma vitória no Canadá e um terceiro lugar no final. É meio azarado e um tanto conservador, mas não deixa de ser um dos melhores pilotos do grid.

Polonês, de Cracóvia, nascido em 7 de Dezembro de 1984
57 GPs disputados
1 vitória
1 pole-position
137 pontos
Campeão da World Series by Renault em 2005

12- VITALY PETROV

Petrov feliz ao saber que foi contratado pela Renault

Uma figura ímpar no grid: quieto, muito quieto, odeia falar sobre si mesmo e costuma não dar muitos detalhes sobre sua vida. Seu pai o empresaria e sua mãe funciona quase como uma RP e tradutora do pequeno Vitaly. Seu início se deu no começo da década, a bordo de um simplório Lada. Muito lentamente e humildemente, foi subindo degraus até chegar na GP2. Em 2009, foi vice-campeão e mostrou ser um piloto conservador, mas rápido e especialista em segurar posições. É apoiado por Vladmir Putin e por uma apresentadora de TV. Ninguém sabe de onde veio o dinheiro que construiu sua carreira.

Russo, de Vyborg, nascido em 8 de Setembro de 1984
Estreante
Vice-campeão da GP2 em 2009

Já é mais do que um bico.

Vamos, FIA, esqueçam os americanos e liberem os eslavos.

A realidade é mais ridícula do que isso

A USF1 acabou. O que seria minha equipe favorita em 2010 não durou sequer uma pré-temporada. Hoje, o canal Speed (para quem se lembra, um dos principais apoiadores do projeto americano) noticiou que Ken Anderson e Peter Windsor enviaram um pedido à FIA para não participar da temporada 2010, que começa daqui a duas semanas no Bahrein. Porém, isso não significaria para eles o final da equipe: Anderson e Windsor querem uma vaga para 2011 e enviariam, para isso, um cheque-caução que garantiria sua participação.

Honestamente? Não acredito. Não há como acreditar em mais nada que venha dessa natimorta equipe. Peter Windsor garantiu, até semanas atrás, que sua equipe estaria no Bahrein e que todos trabalhavam arduamente. Porém, a cada dia, as coisas ficavam mais negras para os ianques. O ambicioso Type 1, que a equipe garantia ser um projeto revolucionário, não passou de um bico construído e exibido pelo YouTube. Dos 60 funcionários, pelo menos 10 abandonaram a equipe nesses últimos dias.

Agora pouco, descobri no blog do Adam Cooper um fato novo e completamente tétrico vindo da equipe: muito antes de José-Maria Lopez, a USF1 já tinha um contrato secreto assinado desde Dezembro com o inglês James Rossiter, aquele que testou um belíssimo carro preto na Indy em Barber há alguns dias. Assim como o argentino, Rossiter levaria 8 milhões de dólares para a equipe.

Até o começo de Fevereiro, Windsor garantia a James que o carro estava progredindo bem e que a equipe estaria pronta para o Bahrein. Com a realidade vindo à tona nas últimas semanas, Rossiter pegou suas libras esterlinas e sumiu de Charlotte. O teste na Indy foi um acordo feito meio que às pressas nos últimos dias. Resumindo a história: aquele mistério sobre a segunda vaga da USF1 era, como tudo na equipe, uma enorme farsa. Muito antes de Lopez, James Rossiter já era da família gringa.

A história toda é ridícula. A USF1 surgiu há exatamente um ano como um ambiciosíssimo projeto que tentaria trazer a atenção americana para a Fórmula 1. Ainda em Março de 2009, a equipe anunciou uma entrevista coletiva com Windsor e Anderson que revelaria “todos os planos da equipe para 2010”. É óbvio que todos esperavam até mesmo anúncios de pilotos, motores e patrocinadores. Falaram, falaram, falaram e não disseram absolutamente nada, nem mesmo a marca da cafeteira que seria utilizada no motorhome.

Com o passar do tempo, mesmo após a confirmação de sua inscrição em meados de 2009, a equipe não avançou quase nada. A USF1 simplesmente deixou o lado técnico de lado para captar patrocinadores e a atenção de todos. Tiveram um rápido flerte com o Best Buy e com a Monster Drink, mas não chegaram a lugar nenhum. Chegaram ao final do ano só com o apoio de Chad Hurley, do YouTube. O carro começou a ser desenvolvido às pressas. Para amenizar as suspeitas da mídia e dos torcedores, a equipe começou a divulgar vídeos da pretensa construção de suas partes. “Olha aqui nosso bico sendo feito!”. Por incrível que pareça, o bico foi o ponto mais avançado no qual a equipe chegou.

E a equipe, representante do orgulho americano, chegou ao seu ponto mais baixo e humilhante agora, ao pedir arrego. Deus não abençoou a América.