MCLAREN 9,5 – Só não fez 10 porque não colocou nenhum carro na primeira fila e tinha capacidade para isso. O resto foi impecável: um Button inteligente e um Hamilton mercurial que levaram seus carros cromados a uma belíssima dobradinha.

MERCEDES 7 – Fez duas corridas distintas. A de Rosberg foi boa, com o alemão andando sempre à frente. A de Schumacher foi desastrosa, com o outro alemão andando lá no meio do bolo. Com Ross Brawn, tem a melhor equipe de estratégia da Fórmula 1, mas poderiam caprichar mais no trabalho dos pits.

FERRARI5,5 – Vem errando nas estratégias constantemente de uma maneira insuportável. Alonso, mais uma vez, foi combativo e salvou o fim de semana da equipe. Já Massa nunca brilhou e perdeu a liderança do campeonato. Dessa vez, porém, os dois motores chegaram ao fim inteiros.

RENAULT 9 – Tomou uma atitude corajosa e esperta ao deixar os dois pilotos permanecerem na pista com pneus slick. Kubica só não pegou um pódio por causa do segundo safety-car e Petrov conseguiu, enfim, terminar uma corrida, e ainda por cima nos pontos. Os resultados estão melhores que os carros, que não são ruins.

RED BULL3 – Mais uma vez, uma corrida perdida. Depois de fazer mais uma classificação impecável, tudo foi por água abaixo no péssimo trabalho de box da equipe na primeira parada de seus dois pilotos. Após isso, nunca mais conseguiram se recuperar. E o carro não estava lá grandes coisas.

FORCE INDIA 2,5 – Pela primeira vez no ano, os indianos não pontuaram. Sutil passou bem perto, mas Liuzzi não completou sequer a primeira volta. Por incrível que pareça, a equipe esteve muito melhor na corrida chinesa do ano passado.

WILLIAMS 1,5 – O carro nunca esteve bom e nem as táticas de corrida, como é comum chez Grove. Nem Barrichello e nem Hülkenberg tiveram qualquer chance de pontuar.

TORO ROSSO0 – Ridículo, o problema das suspensões dianteiras do carro do Buemi na sexta-feira. O fim de semana não foi tão ruim assim, embora também não tenha sido bom. O zero vai pelo fiasco do carro do helvético.

LOTUS4 – Menção honrosa por ter arriscado, com Kovalainen, a manter um carro na pista com pneus slick no começo. Pena que o bólido é muito ruim e o finlandês nem pôde sonhar em pontuar. Trulli abandonou outra vez.

HRT4 – Vem avançando a passos lentos, e já está próxima de Virgin e Lotus em termos de performance. Pela segunda vez consecutiva, os dois carros chegaram ao final. É uma pena que a equipe seja tão desorganizada e pobre.

VIRGIN 1 – Um carro nem largou, o outro abandonou com apenas oito voltas. Mais uma vez, a falta de confiabilidade é um problema. Pena, pois Glock foi o mais rápido das equipes novatas na classificação.

SAUBER 1,5 – Chega a ser triste ver uma equipe com tanta história não dispor de dinheiro de patrocinadores e ter carros tão problemáticos. Kobayashi, além de tudo, é azarado e abandonou na primeira volta. De La Rosa chegou a andar nos pontos, mas quebrou.

CORRIDA ÓTIMA – Não me lembro de uma corrida aonde houve ação durante todas as suas voltas. É óbvio que a chuva ajudou, mas pra uma pista que nunca tinha tido até então uma corrida memorável, o que tivemos nessa madrugada de sábado para domingo foi uma agradável surpresa. Muitas ultrapassagens, um acidente na primeira volta, movimentos polêmicos e corridas excepcionais de pilotos como Jenson Button e Lewis Hamilton. Honestamente? Desliguei a TV e fui dormir satisfeito.

TRANSMISSÃONORMAL – Nada de mais. O Galvão insistiu apenas em algumas pseudopolêmicas como a ultrapassagem de Alonso sobre Massa na entrada dos pits e o segundo safety-car. Mas nada que não aconteça em toda corrida. Não me lembro de outras bizarrices do Reginaldo Leme e do Burti. Deve ser o sono. Mas enfim, passo o trio de ano.

JENSON BUTTON9,5 – Em condições normais, não parecia ser favorito. Mas foi só chegar a chuva que o inglês voltou a mostrar largas doses de risco, estratégia e sorte. Permaneceu na pista úmida com pneus de pista seca, assumiu a liderança quando passou Rosberg e, mesmo com a intervenção do safety-car, não perdeu a ponta. Vitória sensacional de um piloto que, definitivamente, está muito acima da média.

LEWIS HAMILTON9,5 – Vem fazendo o papel de showman do ano até aqui. Passou um bocado de gente, com direito a ultrapassagem dupla sobre Vettel e Sutil e algumas sobre o heptacampeão Schumacher. Teve também alguns revezes, como o contraataque tomado por Rosberg, mas eles também fazem parte do jogo. No fim, terminou bem próximo de Button. Está em boa fase, mas vê um Button mais eficiente ser o melhor piloto da McLaren no momento.

NICO ROSBERG8,5 – Para variar, direto e eficiente. Assim como Button, contrariou a maioria dos rivais e preferiu permanecer na pista úmida com pneus slicks. Porém, perdeu a liderança com um erro e a ultrapassagem de Button. Mais para frente, foi ultrapassado por Hamilton também. Mas terminou no pódio e é o vice-líder do campeonato, mostrando quase tanta perspicácia quanto Jenson Button.

FERNANDO ALONSO8,5 – Estou pegando demais no pé do espanhol. Dessa vez, dou uma colher de chá a ele. Assumiu a ponta na primeira curva após queimar a largada e acabou sendo punido. Além disso, foi prejudicado pela desastrada equipe de estratégia da Ferrari. Teve de fazer uma corrida de recuperação, e o fez com classe e competência, com direito a ultrapassagem sobre Felipe Massa na entrada dos boxes. Merecia o pódio.

ROBERT KUBICA8 – Mais uma grande corrida. Também arriscou a permanecer na pista úmida com pneus slicks e acabou pulando para terceiro ainda no início. Poderia ter subido ao pódio se o safety-car não tivesse entrado na pista na metade da prova, aproximando os rivais que vinham atrás. No fim, terminou em quinto e não ficou satisfeito. Grande fase.

SEBASTIAN VETTEL 5,5 – Dessa vez, discreto. Fez mais uma pole tranquila, mas perdeu a ponta já na primeira curva. Depois, foi prejudicado por uma péssimo trabalho da Red Bull nos pits e não conseguiu mais ficar entre os primeiros. Teve dificuldades, tomou uma ultrapassagem até certo ponto humilhante de Hamilton e quase bateu dentro dos pits com ele. O sexto lugar não foi tão mal assim, diante disso.

VITALY PETROV 8,5 – Dessa vez, ele terminou. E ainda por cima fez pontos. Seguiu Button, Rosberg e Kubica na estratégia dos pneus slicks e ficou boa parte da corrida em quarto. Acabou perdendo posições, mas estava mais rápido do que muita gente no final da corrida e fez boas ultrapassagens sobre Webber e Schumacher. A melhor atuação de um novato até aqui.

MARK WEBBER3,5 – Ainda mais discreto que seu companheiro, também foi prejudicado nos pits. Só apareceu quando foi colocado para fora da pista por Hamilton após o segundo safety-car e quando tomou uma ultrapassagem fácil de Petrov. Má fase.

FELIPE MASSA 4 – Chuva, definitivamente, não é com ele. Teve dificuldades durante toda a corrida e ainda tomou uma bizarra ultrapassagem de Alonso na entrada dos pits. De bom, apenas ter ultrapassado Schumacher no final. Mesmo assim, também teve dificuldades com ele.

MICHAEL SCHUMACHER 1 – Deu até dó. Muito lento durante todo o tempo, tomou ultrapassagens de um monte de gente e em momento algum demonstrou combatividade para segurar esta gente. Ainda tentou estratégias arriscadas na corrida ao ser sempre o primeiro a colocar slicks em momentos sem chuva, mas a má performance acabou atrapalhando.

ADRIAN SUTIL6 – Andou bem novamente, mas teve problemas com a estratégia. Esteve em posições pontuáveis durante boa parte da corrida, mas acabou tendo problemas na última parada e seus pneus se deterioraram rapidamente no final da corrida. Ao contrário de alguns pilotos à sua frente, merecia ter pontuado.

RUBENS BARRICHELLO2,5 – Já não estava lá em uma grande posição no começo da corrida. Ainda por cima, optou pelos pneus intermediários nas primeiras voltas e nunca mais conseguiu se recuperar. Foi outro que sempre era visto sendo ultrapassado pela patota.

JAIME ALGUERSUARI4 – Não vinha mal, mas também não estava chamando muito a atenção. Fez seis paradas, uma delas para colocar um bico novo, já que o seu antigo tinha sido danificado em um choque com um HRT, causando a entrada do safety-car pela segunda vez.

HEIKKI KOVALAINEN6,5 – Se estivesse em um carro minimamente mais competitivo, teria pontuado. Também permaneceu com slicks no começo da corrida, e esteve em posições de pontuação por algum tempo. Mas com o carro péssimo que tinha, não deu para segurar as posições no decorrer da prova.

NICO HÜLKENBERG 1,5 – Nunca fez nada de relevante a não ser parar seis vezes. Terminou atrás de um Lotus, o que definitivamente não pode ser considerado algo bom.

BRUNO SENNA5,5 – Levou seu inguiável HRT até o final da corrida pela segunda vez. Dessa vez, deu um chocolate em seu companheiro de equipe, terminando uma volta à sua frente (correção by Caio).

KARUN CHANDHOK 3 – Também levou o carro até o fim. Mas ficou uma (e não duas, como andam dizendo) volta atrás de Senna e quatro atrás do líder.  Desse jeito, não é tão difícil chegar ao fim.

JARNO TRULLI2,5 – Bateu seu companheiro na classificação, mas não chamou tanta atenção como ele na corrida. E mais uma vez saiu da prova com problemas hidráulicos.

LUCAS DI GRASSI2 – Não fez nada de mais durante todo o fim de semana. Teve problemas na largada e acabou largando muito depois do restante do grid para abandonar apenas oito voltas depois, com a embreagem quebrada.

PEDRO DE LA ROSA5 – Mal nos treinos, permaneceu no começo da corrida com slicks e chegou a ocupar uma ótima quarta posição. Mas o motor Ferrari quebrou pela milésima vez.

SEBASTIEN BUEMI 2,5 – Protagonizou a imagem mais impressionante do ano até aqui ao ter duas rodas voando longe do nada nos treinos de sexta-feira. Depois disso, não fez mais nada e ainda foi envolvido no acidente da primeira volta. Deve ir embora feliz da China por ter terminado o fim de semana inteiro.

KAMUI KOBAYASHI3 – É muito azarado. Andou bem melhor que De La Rosa na classificação, mas também foi colhido no acidente da largada. Não terminou uma corrida nesse ano até agora.

VITANTONIO LIUZZI1,5 – Largou lá no fundão do grid e rodou sozinho na primeira curva por problemas nos freios, levando embora Buemi e Kobayashi.

TIMO GLOCK0,5 – Não foi tão mal nos treinos, mas nem largou para a corrida por problemas no motor.

MCLAREN 9 – Com Button, venceu uma corrida em que não era a favorita. Hamilton acelerou muito, se envolveu em várias ultrapassagens e confusões e desgastou demais os pneus, o que o teria obrigado a fazer uma parada extra. Lewis reclamou e houve um pequeno mal-estar chez Woking. Mas saiu lucrando.

RENAULT 8,5 – Mais uma vez, o carro não estava tão desastroso nas mãos de Kubica, que andou muito e ainda foi ajudado por uma bom trabalho nos pits e por problemas dos adversários. Petrov abandonou cedo. Ótimo fim de semana.

FERRARI 7 – O carro não funcionou direito com Massa em momento algum. Nas mãos de Alonso, estava melhor, mas o espanhol, ao fechar Button, foi o causador do acidente que o prejudicou muito na largada. Diante disso, também não pode reclamar do resultado.

MERCEDES 6,5 – Rosberg foi quinto de modo discreto e eficiente, enquanto Schumacher se embananou o tempo todo. De fato, entre as equipes de ponta, é a que tem o pior carro. Espera-se coisa melhor para as próximas etapas.

FORCE INDIA7,5 – Saiu pontuando com Liuzzi mais uma vez. O carro estava ótimo com o italiano, mas quebrou com Sutil. Está em situação infinitamente melhor do que no ano passado.

WILLIAMS6,5 – Melhorou um bocado de Sakhir para Mélbourne, mas Hülkenberg ainda vem no difícil período de aprendizado. Barrichello fez, e com bastante competência, aquilo que é esperado dele, marcar pontos. O carro, porém, ainda tem muito a ser aprimorado.

RED BULL3 – De favoritíssima no sábado a grande fracassada do domingo. Tinha o carro com melhor performance, mas Vettel mais uma vez teve problemas, dessa vez com os freios. Webber teve uma corrida atribulada e até saiu no lucro marcando dois pontos. Não adianta ter o carro mais rápido se ele não é confiável.

TORO ROSSO3,5 – Não há muito o que se falar de Buemi, que abandonou na primeira volta. Alguersuari andou muito bem. Na classificação, os dois carros passaram para o Q2. Está em um momento bastante razoável, mas precisa de pontos.

SAUBER 2 – Nunca que um bico poderia escapar daquele jeito como escapou do carro de Kobayashi, o que resultou em um acidente bastante perigoso. De La Rosa andou sempre lá no meio do pelotão. Equipe com cara de mediana e, sem patrocínios, dificilmente melhorará de patamar.

LOTUS3,5 – Mais uma vez, foi a melhor entre as novatas. O carro termina inteiro e razoavelmente bem nas mãos de Kovalainen, mas sequer saiu do lugar com Trulli. Se bem que, se for ver, é até um problema menor perto dos de outras equipes.

HRT4,5 – O fato de ter conseguido terminar com Chandhok deve ser comemorado com festa em iate e tudo. Bruno Senna abandonou com problemas hidráulicos que parecem recorrentes ao carro. Mas a equipe conseguiu terminar e isso é o que importa.

VIRGIN 1,5 – Me arriscaria a dizer que seu carro é o pior do campeonato. Está mais lento que o Lotus e o HRT, sem teste de pré-temporada, vem se aproximando. Além de tudo, não tem resistência. Novamente, os dois pilotos não conseguiram terminar.


CORRIDAUMA CORRIDA DE VERDADE – Há muito tempo que não víamos uma corrida tão boa. Muitas ultrapassagens, acidentes, diferentes estratégias, muitos pilotos atuando bem e por aí vai. Melbourne é sensacional, não deveriam tirar esta pista do calendário nunca.

TRANSMISSÃOPASSA RASPANDO – É estranho, mas nunca vi uma geração de imagens decente em corrida australiana. Nesse caso, concordo com as reclamações do Galvão. Sobre o duo global (nada de Burti, estava no sétimo sono descansando para a corrida da Estoque), o locutor teve lá seus momentos de chatice, como nas 485 vezes em que reclamou da falta de ritmo das equipes pequenas, mas nada que nós já não estejamos acostumados.

JENSON BUTTON8,5 – Vitória com estratégia e dose de sorte. Razoável nos treinos, foi tocado por Alonso na largada e após o safety-car ainda foi ultrapassado pelo diabólico Hamilton. Foi aos boxes trocar os pneus antes de todo mundo, no que tomou a decisão mais inteligente da história da Oceania, e acabou ganhando um monte de posições. Com o abandono de Vettel, foi para a liderança e não a abandonou mais.

ROBERT KUBICA9 – Anda mais que o carro. Fez uma superlargada e ainda foi beneficiado pelos acidente da primeira curva e pelo ótimo trabalho de pits da Renault. Mereceu nota maior por segurar bravamente Hamilton na segunda metade da corrida.

FELIPE MASSA 9 – Teve um carro problemático durante todo o fim de semana, e o pódio foi um ótimo prêmio de consolação. Esteve discreto mas eficiente, fez uma largada incrível e conseguiu segurar Alonso com sucesso. Excelente.

FERNANDO ALONSO6,5 – Tinha tudo para ter saído com um grande resultado, mas pôs tudo a perder em um acidente patético na primeira curva. Caiu lá para trás, mas com as nuances da corrida conseguiu voltar lá para frente e empreender forte ataque sobre Massa sem conseguir ultrapassá-lo.

NICO ROSBERG7 – Com tantos destaques e tantas atuações pirotécnicas, o alemão acabou ficando um pouco apagado. Mas foi um sobrevivente e terminou em um bom quinto lugar, considerando que não tem carro melhor que o das outras três equipes de ponta.

LEWIS HAMILTON6,5 – Ao lado de Webber, o grande animador da corrida. Esteve quase sempre envolvido com ultrapassagens e manobras estranhas. Teve dois entreveros com o australiano, e acabou levando uma pancada por trás no último deles. Poderia ter terminado melhor.

VITANTONIO LIUZZI7,5 – Mais uma vez, foi pior que Sutil na classificação e, mais uma vez, conseguiu marcar pontos para Force India ao contrário de seu companheiro. Não se envolveu em confusões, parou apenas uma vez e, mineiramente, foi o melhor entre as equipes médias.

RUBENS BARRICHELLO7 – O carro não é genial, mas o brasileiro se desdobra para conseguir o melhor resultado possível. Na Austrália, ficou sempre ali entre os dez, mas teve de ultrapassar De La Rosa no final por este não ter feito a segunda parada.

MARK WEBBER5,5 – Ele tinha o melhor carro nas mãos, mas se envolveu em tantas coisas que não teria marcado pontos pela pontuação do ano passado. Foi colocado para fora por Hamilton em uma confusão e, no final da corrida, deu o troco batendo na traseira dele e perdendo o bico. O trabalho de sua equipe nos pits não ajudou, mas ficar lá no meio da maciota não estava nos planos.

MICHAEL SCHUMACHER 3 – Discreto durante todo o fim de semana. Na corrida, quebrou o bico quando foi tocado por Alonso na largada. Depois, tomou um X do Virgin de Glock e perdeu um quintilhão de voltas atrás de Alguersuari e só o ultrapassou no finalzinho. É a readaptação.

JAIME ALGUERSUARI7 – Talvez sua melhor atuação na Fórmula 1 até aqui. Foi combativo e segurou Schumacher durante muitas voltas. No fim, merecia ter marcado um pontinho. E está se dando melhor em corrida do que Buemi.

PEDRO DE LA ROSA 4 – Largou novamente à frente de Kobayashi. Tentou não fazer uma segunda parada, mas acabou sendo ultrapassado por vários no final. No fim, terminou ali onde seu Sauber permite.

HEIKKI KOVALAINEN4,5 – Outra vez, o melhor dos novatos. Não se envolveu em problemas e levou seu Lotus até o fim, embora duas voltas atrás. Está fazendo o que se espera dele, que é terminar corridas.

KARUN CHANDHOK7,5 – Terminar uma corrida complicada e longa em um circuito até então desconhecido para ele e em um carro precário e mal-testado como o HRT é quase como uma vitória para ele. Disse dias antes que terminar seria um milagre. Milagre feito, pois.

TIMO GLOCK 3,5 – Só se destacou pelo X sobre Schumacher no começo da corrida e por ter andado em quinto no momento das paradas. No mais, o carro continua quebrador e, dessa vez, a suspensão o deixou nas mãos faltando apenas 15 voltas para o fim.

SEBASTIAN VETTEL 9,5 – Dessa vez, serei justo e darei a maior nota a ele. Marcou uma pole-position sensacional e tinha tudo para ter dominado a corrida. E até vinha fazendo isso, mesmo tendo parado depois de todo mundo, até que os freios o deixaram na mão e o alemão saiu da pista, abandonando a corrida.

LUCAS DI GRASSI2,5 – Não há muito o que se dizer. Como no Bahrein, largou atrás de Glock. E como no Bahrein, abandonou por problemas hidráulicos.

ADRIAN SUTIL3,5 – Largou entre os dez primeiros e poderia ter ido bem. Mas o motor não funcionou desde o começo e o resultado foi o abandono.

VITALY PETROV 2,5 – Menos brilhante que no Bahrein, só apareceu na boa largada. Depois de dez voltas, porém, sofreu com uma pista que ainda secava e rodou sozinho.

BRUNO SENNA3 – Chegou a estar em 14º após a bagunça da primeira volta. Mas o carro apresentou problemas hidráulicos e o abandono veio ainda no começo.

SEBASTIEN BUEMI3 – Estava razoável nos treinos, mas foi abalroado por Kobayashi na primeira volta.

NICO HÜLKENBERG2 – Sofreu um bocado durante todo o fim de semana e também foi atingido por Kobayashi. Deu sorte de não ter se machucado.

KAMUI KOBAYASHI 2 – Não foi bem nos treinos e ainda deu um tremendo e perigoso azar ao ter a asa quebrada do nada ainda na primeira volta. Sem controle, bateu na mureta e ainda levou Hülkenberg e Buemi embora em um acidente assustador.

JARNO TRULLI0 – Sequer largou por problemas hidráulicos e nem fez falta.

Talvez, eu disse TALVEZ, não tenhamos 24 carros em Shanghai.

Má notícia? Não exatamente. Se trata de uma expansão. Alguém teria mandado seus contêineres para a China. Twittam o Stephane Samson.

FERRARI9,5 – Excelente dobradinha, ainda mais sabendo que o vencedor é um neófito na equipe. A equipe não fez a pole e nem sequer vinha liderando até o final, mas teve a sorte de ter dois pilotos logo atrás de um Vettel problemático. Desse modo, foi fácil fazer a festa.

MCLAREN 8 – Não tinham lá o melhor carro do universo, mas com um pouco de sorte, dava pra levar um pódio para casa. Com Hamilton, conseguiram. Button não apareceu muito. Na primeira corrida sem a Mercedes como parceira oficial, superaram a equipe oficial da montadora.

RED BULL9 – O carro é muito rápido, mas a confiabilidade é seu calcanhar de aquiles. Não por acaso, Sebastian Vettel começou a perder desempenho enquanto liderava. Webber foi discreto. Ainda assim, a equipe vem com o carro mais rápido para esse começo de temporada.

MERCEDES7,5 – Estréia normal, nem muito boa nem muito ruim. Rosberg está andando mais rápido que Schumacher, mas não o suficiente para pegar um pódio. O heptacampeão ficou lá no meio da maciota. O carro é bom, mas por enquanto não o bastante para sair por aí vencendo.

FORCE INDIA 8 – Ótima corrida, premiada com dois pontos. O carro é bom o suficiente para ficar no meio do pelotão e beliscar uns pontos. A equipe, apesar do nome fanfarronesco, é séria e tem potencial, assim como seus dois pilotos. Dessa vez, Liuzzi foi melhor.

WILLIAMS 5,5 – Só marcaram um ponto por causa do novo regulamento. Nem Rubens nem Hülkenberg brilharam em um carro apenas razoável, aparentemente pior até do que a Force India. Ainda há muito o que se fazer.

RENAULT 5 – A impressão que dá é que Kubica fez um milagre ao levar o carro para o Q1 na classificação. Na corrida, o polonês foi atingido por Sutil e Petrov teve problemas. Nesse primeiro momento, essa rotina de problemas e performances medíocres deverá ser normal para os franco-eslavos.

TORO ROSSO3 – O carro teve um bocado de problemas nas mão de Buemi. Nas de Alguersuari, só foi lento. No fim das contas, a situação mudou muito pouco do ano passado para cá.

LOTUS5,5 – A melhor entre as novatas. Parece ser mais lenta que a Virgin, mas é bem resistente. Os dois pilotos se arrastaram, mas conseguiram cruzar a linha de chegada. E o bólido é muito bonito.

SAUBER4 – A boa performance na pré-temporada só serviu pra enganar uns executivos e angariar patrocínio. Não deu certo, o carro apareceu limpo de stickers e não muito rápido. A surpresa (ou não) foi ver De La Rosa andando na frente do Kobayashi.

HRT0,5 – O meio ponto é só pelo esforço de colocar dois carros na pista. Os mecânicos estavam cansados de tanto trabalhar, os pilotos estavam perdidos e o carro é problemático em todos os sentidos. Pelo menos, Bruno Senna fez 20 voltas na corrida.

VIRGIN1,5 – Do que adianta ser um pouco mais rápida que a Lotus, se os carros não conseguem fazer um mínimo de quilometragem sem quebrar? Glock e Di Grassi abandonaram a corrida prematuramente.

CORRIDAMEDIANA – Não foi um completo porre, mas ficou devendo. Apesar de ter havido um aumento de carros no grid, a grande extensão de Sakhir fez com que os carros ficassem muito distantes uns dos outros, o que inviabilizou trocas de posições. O fim dos pit-stops não trouxe uma dinamização maior dentro da pista. A ultrapassagem de Alonso sobre Vettel só se deu porque o alemão teve problemas no final. Não fosse isso, e o fato do Hamilton ter passado Rosberg nos pits, e a corrida teria terminado da mesma maneira que havia começado.

REGULAMENTO IMPOSSÍVEL DIZER – O fim dos reabastecimentos não trouxe melhora visível no Bahrein, mas ainda é cedo pra dizer sobre quais são as reais consequências. E ver dez carros marcando pontos é estranho pra caralho.

GLOBOCHADICK? – Galvão sempre Galvão. Babou pelo retorno de Bruno Senna, deu uma puxada de saco básica em Emerson Fittipaldi, errou o nome do indiano aos montes e falou mais algumas bobagens que eu não me lembro. E VRT é um monstrengo de sigla.

No Bandeira Verde, os pilotos serão analisados como você era na escola ou na faculdade: notas. É óbvio que você deverá discordar de várias, mas a vida é assim. Primeiramente, os pilotos. Mais tarde, equipes e a corrida em si.

FERNANDO ALONSO9,5 – Não brilhou nos treinos, mas fez a lição de casa na corrida, passou Felipe Massa na largada e estava na posição certa quando Vettel começou a ter problemas. Vence sua primeira corrida na Ferrari e já começa conquistando a confiança da equipe e dos tifosi.

FELIPE MASSA9 – Um retorno excepcional. Sem problemas físicos, Massa sempre andou entre as cabeças e conseguiu a primeira fila. Na corrida, perdeu a segunda posição para Alonso mas andou direitinho e, com o problema de Vettel, obteve um ótimo segundo lugar. Nada a reclamar.

LEWIS HAMILTON 8 – Fez o que deu pra fazer. Discreto nos treinos, fazia uma corrida sossegada e conseguiu passar Rosberg nos pits. Passou Vettel no final e pegou um terceiro lugar. Diante disso, saiu no lucro.

SEBASTIAN VETTEL 9 – Conseguiu uma pole espetacular e liderava com austeridade até o final, quando o motor começou a apresentar perda de potência no final da corrida. Acabou perdendo até mesmo o pódio. Injustiça das grandes.

NICO ROSBERG8 – Sempre mais rápido que Schumacher, conseguiu fazer um bom porém discreto fim de semana. Vinha em quarto antes da parada de boxes, quando foi ultrapassado por Hamilton. Depois, longe do quarto e do sexto, apenas preocupou-se em chegar ao fim.

MICHAEL SCHUMACHER7 – É evidente que o retorno seria difícil. E foi mesmo. Schumacher andou o tempo todo atrás do Rosberg, teve dificuldades com os pneus e passou o final da corrida se defendendo de Button e Webber. Terminar apenas uma posição atrás do companheiro não foi tão ruim.

JENSON BUTTON6,5 – Nunca esteve em posição sequer de obter um pódio, e sempre andou mais lento que Hamilton. A corrida foi morna, e ele não conseguiu passar Schumacher no final, mesmo com mais carro.

MARK WEBBER6 – Irregular nos treinos, perdeu muito tempo atrás do tráfego e acabou terminando como o pior dos pilotos do G8. Já começa muito atrás de Vettel.

VITANTONIO LIUZZI8,5 – O grande destaque entre o resto. Sempre competitivo nos treinos, Liuzzi escapou da tradicional confusão da primeira curva e manteve-se sempre entre os dez primeiros. Com um regulamento que premia os dez primeiros, saiu com um lucro enorme.

RUBENS BARRICHELLO6 – O carro não é aquela Brastemp, mas pelo menos deu pra superar seu companheiro novato. Corrida apenas discreta, e o ponto só veio por causa do novo regulamento e pelo acidente da largada.

ROBERT KUBICA 7 – É um chamariz de acidentes. Surpresa do treino de classificação, Kubica foi acertado por Sutil na primeira curva e despencou para o final do grid. Com um carro meia-boca, terminou a apenas uma posição de pontuar. Não merecia sair zerado.

ADRIAN SUTIL 4 – Continua o mesmo Sutil de sempre: muito rápido e muito desastrado. Sua vítima, dessa vez, foi Kubica. Depois do acidente, não apareceu mais, mas pelo menos terminou.

JAIME ALGUERSUARI4 – Não tinha carro para fazer muito mais do que isso. Mas pelo menos ficou na frente do companheiro de equipe.

NICO HÜLKENBERG 3 – Estréia difícil. Apenas razoável nos treinos, sua corrida foi discretíssima e ele ainda deu uma boa rodada na primeira metade da corrida. Eu diria que não foi sequer o melhor estreante da corrida.

HEIKKI KOVALAINEN4,5 – Tinha enormes motivos para sair feliz do Bahrein. Largou bem, foi o primeiro entre os pilotos de equipes novatas, não teve percalços no meio da corrida, superou seu companheiro e ainda terminou classificado na frente de um Toro Rosso.

SEBASTIEN BUEMI2 – Teve todos os problemas possíveis e impossíveis para um piloto, de falta de tração na largada a problemas elétricos no final. Porém, ainda foi considerado como classificado.

JARNO TRULLI3 – Bateu Kovalainen na classificação, mas terminou atrás do finlandês. Porém, podia dar-se por feliz, pois o conseguiu com uma equipe novata e um carro com problemas hidráulicos.

PEDRO DE LA ROSA3,5 – Surpreendeu muitos que achavam que ele perderia para Kobayashi. Largou na frente do japonês e chegou a executar uma boa ultrapassagem sobre ele. Porém, o carro quebrou. Com relação ao resto, era apenas mais um piloto do meio do pelotão.

BRUNO SENNA4 – Seu objetivo era fazer o máximo de quilometragem com o seu HRT. De certa forma, até que conseguiu andar um pouco nos treinos e fazer 20 voltas na corrida antes de o motor estourar. Fez tudo isso sem errar, e isso é o que importa.

TIMO GLOCK3,5 – Melhor entre os pilotos de equipes novatas durante os treinos, sofreu durante a corrida até abandonar.

VITALY PETROV5 – Esse, sim, foi o melhor estreante. Razoável nos treinos, fez uma superlargada e poderia até ter pontuado. Mas teve problemas na suspensão e teve de abandonar quando estava nos pits.

KAMUI KOBAYASHI2,5 – Já começou o ano perdendo para o De La Rosa. Ficou atrás na classificação, largou melhor mas depois tomou uma ultrapassagem dele. Pouco depois, abandonou com problemas. A aura de gênio em potencial dá uma trégua, o que era absolutamente esperado em um carro apenas mediano.

LUCAS DI GRASSI3 – Tem um carro ruim nas mãos e, por isso, sua excelente largada surpreendeu a todos. Mas o carro não durou mais do que três voltas, vítima de problemas hidráulicos.

KARUN CHANDHOK1 – É um infeliz. Desde que foi contratado, deu apenas cinco voltas com seu carro. Na última, que foi a segunda volta da corrida, bateu. Alegou desconhecimento do traçado. Triste situação.

 Notas minúsculas que o tempo me é caro.

– As favoritas são aquelas lá mesmo: McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull. Distribuo agora as ressalvas a quem de direito.

– McLaren e Mercedes são as equipes que estiveram melhor hoje. Responsa do motor Mercedes? Talvez, até porque a Force India de Adrian Sutil conseguiu pontear o primeiro treino. Mas o destaque vai para as duas.

– A Red Bull é aquilo, esteve bem com Vettel e mal com Webber, mas ninguém sabe qual é a real performance dos carros azuis. A Ferrari parece ser a pior das quatro, mas ainda não está fora do páreo.

– Hülkenberg começou na frente de Barrichello. Repito: o alemão é piloto pra ser campeão. Quanto a Rubens, deixou o treino chateado, mas consciente de que o seu Williams tinha alguns acertos experimentais. O primeiro tira-teima de verdade é amanhã.

– Force India, gente. Olho na Force India.

– Aquele trecho novo após a curva 4, com o perdão da palavra, é uma bosta. Uma bosta.

– Bruno Senna, coitado. Vi uma volta onboard com o piloto e seu HRT. O carro mal anda em linha reta, não freia direito, não faz curva e não tem tração. Bruno vai ter um fim de semana exaustivo tendo de corrigir tanto seu carro. Pelo menos, o carro anda e não teve nenhum problema grave até aqui.

– Karun Chandhok, coitado. Desde que foi contratado, não conseguiu sequer tirar o carro da garagem. É o verdadeiro Perry McCarthy indiano.

– As outras estreantes fizeram aquilo lá que se espera delas: ficaram lá atrás, mas com dignidade. Se o Jean Todt realmente reviver a regra dos 107%, nesse momento, só a HRT ficaria de fora.

– Não há um favorito claro para a pole-position, e nem para a corrida. Imperdível, o fim de semana.

VIRGIN RACING

Quando a FIA anunciou a Manor como uma das três novatas escolhidas para 2010, todo mundo torceu o nariz. Afinal de contas, era uma equipe que tinha surgido do nada e que cuja maior experiência era a Fórmula 3 inglesa. Passados quase dez meses, ironicamente, é a equipe novata mais adiantada de todas. Renomeada Virgin após a compra da estrutura por parte de Richard Branson em Setembro, a equipe apareceu com um belo carro vermelho e preto um pouco mais rápido porém mais problemático que a Lotus. A motivação maior de Branson é exatamente superar Fernandez, em uma disputa particular entre magnatas da aviação.

Sediada em Dinnington, UK
Estreante

 

24- TIMO GLOCK

O sorriso era dos tempos da Toyota. Já na Virgin...

É talvez o piloto mais sem brilho do grid. Não que seja um mau piloto, muito pelo contrário. Glock, se não é gênio nos treinos, tem um excelente ritmo de corrida e é um piloto confiável. O problema é que ele não chama a atenção de jeito nenhum. Ou melhor: na única vez em que isso aconteceu, ele foi o responsável pela definição do campeonato de 2008, quando teve problemas de pneus na última volta da corrida de Interlagos e acabou deixando Hamilton passar e obter o resultado que precisava pra ser campeão. Depois de dois anos bons e discretíssimos na Toyota, será primeiro piloto da Virgin. A conferir.

Alemão, de Lindenfels, nascido em 18 de Março de 1982
36 GPs disputados
3 pódios
51 pontos
Campeão da GP2 em 2007, rookie do ano da ChampCars em 2005

25- LUCAS DI GRASSI

Urgh...

Mal comparando, é igual ao seu companheiro de equipe: ótimo em corrida mas apagado. Vice-campeão da GP2 em 2007 e terceiro colocado nos dois últimos anos, Lucas sempre chamou a atenção (?) mais pela constância do que exatamente pela velocidade. Sempre se envolveu muito pouco em acidentes (só me lembro de uma pancada em Hockenheim na F3 em 2005) e raramente erra. Mas ainda deve um pouco em agressividade. Depois de dois séculos na principal categoria de base européia, finalmente encontrou uma vaga de titular na F1. É membro do Mensa (panelinha dos gênios) e ex-estudante de Economia, atraindo uma pequena simpatia por parte deste blog.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 11 de Agosto de 1984
Estreante
Vice-campeão de GP2 em 2007, vencedor do GP de Macau em 2005 e vice-campeão da F-Renault brasileira em 2002

SAUBER MOTORSPORT

Em uma temporada tão sui generis como 2010, uma equipe com a alcunha de BMW e um motor Ferrari não deixa de ser um monstrengo. Por algum tempo, o nome oficial da equipe era BMW Sauber-Ferrari. Felizmente, as coisas voltaram aos seus devidos lugares e restou apenas o singelo nome de Sauber. A equipe, que pertence hoje em dia à Peter Sauber, utilizou o “BMW Sauber” para poder utilizar as benesses de ser uma equipe já existente, como a numeração e a logística gratuita. Como não deu certo, volta-se com o Sauber e tudo como dantes no quartel d’Abrantes. Depois do anúncio da saída da montadora alemã, a FIA demorou muito tempo para anunciar a participação do seu espólio em 2010. E agora ela está aí. O carro, sem patrocinadores, parece bom. 

Sediada em Hinwil, Suíça
215 corridas (como Sauber, apenas)
6 pódios
195 pontos

22- PEDRO DE LA ROSA

Pedro, nós na Sauber não temos muito dinheiro. Seu salário vai ser esse daqui...

O espanhol é um dos tiozões do grid: 39 anos de idade e cara de quem tem mais. Seu início nos monopostos se deu no distante ano de 1989, quando seu compatriota Alguersuari sequer tinha nascido. Fez uma carreira correta e chegou à F1 em 1999 pela extinta Arrows. Ficou um tempo zanzando lá no final do grid com ela e com a Jaguar até 2002. Desde então, preferiu a sossegada vida de piloto de testes da McLaren e lá ficou até 2009. É meio lento, mas tem um enorme conhecimento técnico. Não tenho informações sobre a existência de fãs dele.

Espanhol, de Barcelona, nascido em 24 de Fevereiro de 1971
71 GPs disputados
1 pódio
29 pontos
Campeão da F-Nippon em 1997, do SuperGT japonês em 1997 e da F3 japonesa em 1995

23- KAMUI KOBAYASHI

Kamui, é o Howett. Seguinte: acabou a Toyota. O que você vai fazer?

Ao contrário de seu paleozóico companheiro, é um cara que todos gostam. Sua estréia na F1 ocorreu em Interlagos no ano passado. Fez algumas ultrapassagens e deu um X em Jenson Button. Na corrida seguinte, fez outro X no campeão inglês. Depois disso, virou o piloto da moda. Aí veio o fim da Toyota e a informação de que Kamui teria de voltar para o Japão para trabalhar fazendo sushis no restaurante do pai. Peter Sauber o resgatou da bucólica vida gastronômica e ele terá a chance de fazer uma carreira. Tão agressivo quanto azarado, pode dar muito certo como pode não dar em nada. É uma incógnita.

Japonês, de Amagasaki, nascido em 13 de Setembro de 1986
2
GPs disputados
3 pontos
Campeão da GP2 Asia em 2008, da F-Renault européia em 2005 e da F-Renault italiana em 2005