FERRARI9 – Comemorem, italianos! Um fim de semana que tinha tudo para ser discreto simplesmente se transformou em uma quase dobradinha. E tudo isso sem ter o melhor carro! Só não leva uma nota melhor porque Felipe Massa terminou em terceiro e porque a equipe de boxes deu uma boa atrapalhada na corrida de Fernando Alonso. Fora isso, nada a contestar.

MCLAREN7 – Não era, mesmo, um fim de semana para ela. Perder para a Red Bull não é nenhuma novidade nesse ano, mas ficar atrás da Ferrari não era algo que estava nos planos. Os dois pilotos terminaram com os pneus em pandarecos. Lewis Hamilton poderia ter vencido, mas seus freios também não estavam bons e um erro acabou fazendo com que ele ficasse atrás de Alonso. E Button só se deu mal lá no fim do grid.

MERCEDES6 – E o Schumacão salvou, novamente, as honras da gloriosa marca das três pontas. Nico Rosberg, pela segunda vez seguida, sofreu um acidente na qual não teve culpa nenhuma e perdeu uma ótima chance de pódio. Já Michael andou direitinho e, com aquela sorte que sempre o caracterizou, terminou em um ótimo quarto lugar.

RENAULT7,5 – O carro estava muito bom nos treinos, mas o aspecto fortuito da corrida fez com que o resultado fosse algo decepcionante. Robert Kubica teve problemas de aderência e só conseguiu se recuperar no final. Já Vitaly Petrov até conseguiu andar nos pontos, mas errou e bateu forte. Contar com a ajuda do russo tende à impossibilidade.

FORCE INDIA5 – Muito longe daquela forma apresentada no início do ano, resta à equipe indiana tentar superar, ao menos, a Sauber e a Toro Rosso. Todos esperavam, como de costume, pela boa atuação de Adrian Sutil, mas o alemão só fez cagada e foi até punido. Quem surpreendeu e salvou o fim de semana da equipe foi Vitantonio Liuzzi, que conseguiu um ótimo sexto lugar.

WILLIAMS6,5 – Andar bem nos treinos já deixou de ser algo notável para a equipe inglesa, e o desempenho na corrida também vinha sendo muito bom. No entanto, para desespero de todos, a volta 52 acabou com toda a felicidade do pessoal. Enquanto Rubens Barrichello errava e perdia duas posições, Nico Hülkenberg teve de ir aos boxes lentamente para trocar um pneu furado. Diante disso, ficar em 7º e 10º foi bastante chato.

SAUBER7 – Não foi bem nos treinos como de costume, mas conseguiu pontuar com os dois carros pela segunda vez seguida. Um dos carros, aliás, demonstrou que é bastante resistente a acidentes provocados por energúmenos: Kamui Kobayashi conseguiu sobreviver a dois toques de Sutil e terminou em oitavo. O sempre discreto e eficiente Nick Heidfeld terminou em nono.

TORO ROSSO3,5 – A mediocridade de sempre. Mal nos treinos, acabou tendo de depender dos esforços do jovem azarado Jaime Alguersuari, mas o espanhol perdeu um ponto ao ser ultrapassado por Hülkenberg na última volta. Sebastien Buemi bateu em Timo Glock e abandonou cedo.

LOTUS3 – Não fez nada de mais e quase perdeu a 10ª posição no Mundial de Construtores. Como esperado, Heikki Kovalainen foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas. Já Jarno Trulli, para variar, teve problemas hidráulicos e abandonou.

HISPANIA4 – Chupa, Virgin. Chupa, Lotus. A gente termina lá atrás, mas termina com os dois carros inteiros! Tudo bem que a suspensão do carro de Bruno Senna arriou em um trecho de alta velocidade, mas ao menos aconteceu nos treinos livres. Tanto ele quanto Sakon Yamamoto levaram vagarosamente seus bólidos até o final, sendo a única equipe novata a consegui-lo com os dois carros.

RED BULL2 – Voltou a ter aqueles típicos fins de semana de domínio absoluto no treino oficial e fracasso retumbante na corrida. Após não terem dado chance à concorrência no sábado, os dois pilotos se deram vigorosamente mal na corrida. Mark Webber, por culpa dele, rodou após duas voltas sob bandeira verde, bateu e saiu da corrida. Sebastian Vettel, ao contrário, vinha fazendo tudo direitinho, mas o motor Renault lhe deixou na mão. Desse jeito, vai perder até mesmo o título de construtores. E realmente está merecendo perder.

VIRGIN2,5 – Tinha um carro até melhor que o Lotus e Timo Glock chegou a andar muito próximo dos pontos. Mas o saldo final da equipe foi um par de carros destruídos. Glock foi atingido de maneira grotesca por Buemi e Lucas di Grassi rodou sozinho enquanto tentava passar Yamamoto.

TRANSMISSÃO AIAIAIAIAI… PORCA MISÉRIA! – Em tempos infelizmente mais remotos, quando havia um lance de tensão na corrida, Galvão Bueno narrava sem precisar gemer ou gritar. Nos dias atuais, nosso querido narrador acaba soltando os tais gritinhos até mesmo quando um piloto espirra. Sem Luciano Burti, a transmissão ficou meio caduca e os dois globais cometeram uma série de erros ou comentários minimamente bizarros, como a ultrapassagem de “Rubinho” sobre “Barrichello” ou o tétrico “o mecânico da Ferrari perdeu a porca… porca miséria!”. Porca miséria mesmo!

CORRIDAÓTIMA CORRIDA DE NASCAR – É um assunto que vai render um texto amanhã. A Fórmula 1 das práticas covardes e homossexuais tentou, ao máximo, impedir a realização da corrida sob chuva. Eu compreendo perfeitamente quando as condições estão muito ruins, como realmente estavam nos primeiros momentos. O problema foi tentar adiar ao máximo esperando que a pista secasse e o uso do pneu de chuva forte se tornasse inútil. Pô, se for assim, é melhor fazer como a NASCAR e cancelar uma corrida toda vez que a pista ficar molhada. E nem há a necessidade de ter pneus de chuva forte. Foram poucas as ocasiões que fiquei tão irritado com Fórmula 1 como nas quase duas horas de espera. Após todo esse tempo, apenas uma corrida histórica poderia salvar o humor deste. Ela não aconteceu e o que tivemos de melhor foram os vários acidentes. O saldo final da primeira corrida coreana foi bastante negativo, o que é algo injusto para uma pista com muito potencial.

Porque, além da Fórmula 1, só ele sabe como fugir tão bem na chuva

FERNANDO ALONSO9 – Além de piloto genial, é o verdadeiro paladino da sorte. Terceiro colocado no grid, tinha tudo para ser no máximo o coadjuvante mais expressivo dos pilotos da Red Bull. Mas um bateu, o outro teve o motor quebrado e até o McLaren de Hamilton ainda teve problemas com os freios. Sendo assim, mesmo tendo tido problemas em sua parada de boxes, lá estava o espanhol para vencer sua quinta corrida no ano. Mesmo sem ter o melhor carro, assumiu a liderança do campeonato. E restam apenas duas etapas. É pra dar pulos de felicidade.

LEWIS HAMILTON8 – Não era exatamente o dia dele. Após a corrida, pode-se concluir que teve ótimas chances de ter vencido, mas um problema nos freios resultou em uma saída de pista que o fez ficar atrás de Alonso. Fora isso, conseguiu sobreviver a um fim de semana complicado, no qual a McLaren não teve lá o melhor carro, e fez um bom segundo lugar.

FELIPE MASSA7,5 – Discreto nos treinos, o paulistano conseguiu dar a volta por cima e, aproveitando-se dos abandonos à sua frente, obteve um bom pódio. Ao contrário do que aconteceu em outras ocasiões, Felipe não teve problemas com a chuva e andou com consistência.

MICHAEL SCHUMACHER8 – Até que não está em má fase. Apesar de ter saído apenas em nono, o velho Schumi fez uma boa ultrapassagem sobre Kubica logo na primeira volta em bandeira verde e sempre se manteve entre os primeiros. Com os abandonos, conseguiu subir para quarto e quase pegou um pódio.

ROBERT KUBICA7,5 – Sempre andando bem, o polonês. Quando esteve com pneus para chuva forte, sofreu com a falta de aderência e chegou a ficar para trás. Com novos pneus intermediários, recuperou o ritmo e ganhou posições na parte final da corrida. Bom e oportunista quinto lugar.

VITANTONIO LIUZZI8,5 – Péssimo como sempre nos treinos, o italiano fez sua melhor apresentação do ano e, talvez, de sua carreira na categoria. O destaque fica para o pulo do gato dado na primeira volta em bandeira verde, com o qual ele ganhou cinco posições. Depois, aproveitando-se de mais abandonos e tocando o carro com prudência, conseguiu subir para sexto. Dessa vez, foi ele quem salvou o dia da Force India.

RUBENS BARRICHELLO6,5 – Fez corrida boa o suficiente para estar em quinto lugar nas últimas voltas, mas teve problemas e cometeu um erro que lhe custou duas posições. Ainda assim, dado o período financeiramente negro de sua equipe, um ótimo resultado.

KAMUI KOBAYASHI6 – Ao contrário da sensacional corrida de Suzuka, a prova coreana foi apenas média para o notável japonês. Largou lá no meio do bolo e perdeu várias posições nas primeiras voltas da corrida quando ela passou a valer. Depois, restou subir posições com os abandonos e sobreviver a dois toques do endiabrado Sutil. No fim, um oitavo lugar acima das expectativas.

NICK HEIDFELD5,5 – Fez um fim de semana parecidíssimo com o de Kobayashi, com a diferença de que sempre ficou uma ou outra posição atrás dele. Ainda assim, e mesmo sofrendo com o desempenho dos pneus intermediários no final da corrida, pegou um bom nono lugar. Pode-se considerar um homem feliz por pontuar em duas ocasiões consecutivas com o Sauber.

NICO HÜLKENBERG6,5 – Cada vez mais próximo de Barrichello, o alemão fez uma boa corrida que injustamente resultou em um parco décimo lugar. Acompanhando o brasileiro, Nico chegou a ocupar a sexta posição no final da corrida, que poderia ter se transformado em uma quinta posição com o erro de seu companheiro. No entanto, um furo no pneu acabou com qualquer chance e o mandou à última posição pontuável.

JAIME ALGUERSUARI5 – Não é um cara de sorte, definitivamente. Fez sua obrigação ao superar seu companheiro Buemi no treino de classificação e vinha tendo uma boa corrida, com uma notável ascensão de posições que chegou a colocá-lo em oitavo. No entanto, um problema em sua parada nos boxes e a queda de performance nos pneus o fez bater na trave pela segunda vez seguida.

JENSON BUTTON2,5 – Fez sua pior corrida no ano e, talvez, uma de suas piores na vida. Largou em sétimo e arriscou ser o primeiro a parar para trocar os pneus, mas a estratégia arrojada, ao contrário do que ocorreu em outras situações, só o prejudicou, jogando-o para o final do grid. Depois, com seu carro sem ter qualquer aderência, não conseguiu se recuperar.

HEIKKI KOVALAINEN4,5 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas e pode até se gabar para os netos de que, dirigindo um precário Lotus, terminou imediatamente atrás de um McLaren. Mas não foi tão bem no treino oficial e, apesar de ter ganhando algumas posições na primeira bandeira verde, só pode sair contente por ter sido um sobrevivente da conturbada prova.

BRUNO SENNA4 – Diante de tudo o que aconteceu com ele no fim de semana, merece menção honrosa. No primeiro treino de sexta, teve uma assustadora rodada devido a uma suspensão traseira quebrada. Deu poucas voltas e, com menos experiência que os outros, acabou largando atrás de Yamamoto. Na corrida, tomou um toque considerável do Lotus de Trulli. Mesmo com toda a maré contra, conseguiu levar o carro até uma notável 14ª posição.

SAKON YAMAMOTO4 – É outro que pode contar para seus netos seu pequeno grande feito, o de ter superado um Senna em um treino de classificação. A corrida foi aquela coisa de sempre, mas o japonês conseguiu aquilo que muitos graúdos não passaram nem perto de obter: ver a bandeirada de chegada de uma corrida absolutamente virada do avesso.

ADRIAN SUTIL0 – Foi o pateta do fim de semana. Tudo bem que as condições da pista estavam horrendas, mas o seu nível de erros superou, em muito, o aceitável. Saiu da pista em muitas ocasiões e bateu no Sauber de Kobayashi em duas ocasiões. Na última, se arrebentou e abandonou a corrida. Como punição, vai perder cinco posições no grid da corrida brasileira. Merecido.

SEBASTIAN VETTEL9,5 – Desculpe, Alonso, mas não posso dar a melhor nota para você. Sebastian fez uma pole-position de arrepiar os cabelos e liderou a corrida de forma até autoritária até o final, quando seu motor começou a falhar e quebrou de vez na volta 46. Com isso, saiu da Coréia um tanto quanto distante do título. Cruel, muito cruel. E sorte é fundamental aos campeões.

VITALY PETROV4 – Porra, Petrov! Largou apenas em 20º, devido à punição tomada pelo comportamento lamentável na largada da corrida japonesa, e não parecia prometer muito. Mas colocou pneus intermediários antes de todo mundo e se deu bem com isso, ganhando muitas posições e chegando a ocupar a sétima posição, tendo enormes chances de terminar em uma posição melhor e à frente do companheiro. Porém, colocou tudo a perder ao errar, rodopiar e destruir o carro no muro. Segundo acidente violento consecutivo. Chega.

TIMO GLOCK7 – Em termos de desempenho, era o melhor piloto de equipe estreante na pista. E com certa folga, até. Ganhou boas posições na primeira bandeira verde e chegou a ocupar um irreal 11º lugar. Poderia até ter sonhado com o primeiro ponto de sua equipe, mas eis que Buemi tentou uma ultrapassagem estúpida e o alemão abandonou a prova prematuramente. Uma pena.

SEBASTIEN BUEMI1,5 – Fim de semana lamentável. Superado por Alguersuari no treino oficial, ele tentou se recuperar na corrida, mas tudo o que conseguiu foi cavar um acidente com Glock ainda no começo. Como punição, vai perder cinco posições no grid do GP do Brasil.

LUCAS DI GRASSI2,5 – Chamou a atenção de maneira estapafúrdia, ao marcar a melhor volta da corrida enquanto o safety-car ainda não havia liberado os carros para a corrida normal. No mais, não andou bem e terminou acidentado pela segunda corrida consecutiva. Dessa vez, após tentar ultrapassar Yamamoto.

JARNO TRULLI3 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas no treino oficial, mas teve problemas hidráulicos que prejudicaram até mesmo a dirigibilidade. Deve ter sido essa a explicação pelo acidente até certo ponto infantil com Bruno Senna logo no início. Diante disso, só restou encostar o carro na garagem.

MARK WEBBER2 – Putz, Mark. Um piloto que lidera o campeonato com vantagem pequena sobre o segundo e que precisa, mais do que nunca, marcar o máximo de pontos possível sem correr maiores riscos não pode errar do jeito que ele errou. Ao rodar sozinho após apenas duas voltas sob bandeira verde, bater e ainda por cima levar o coitado do Nico Rosberg junto, Webber pode, infelizmente, ter encerrado na Coréia suas chances de ser campeão.

NICO ROSBERG8 – Tinha tudo para fazer um corridão, talvez o melhor do ano, mas acabou não conseguindo, sem o menor demérito seu, evitar o carro de Webber. Terminou prematuramente um fim de semana que começou muito bem, como pôde ser visto no ótimo desempenho no treino oficial.

RED BULL10 – Liderou até partida de truco desde o primeiro dia dos treinos. Todos se perguntavam quem, entre Vettel e Webber, largaria na pole e venceria a corrida. Deu Vettel, que fez a pole-position e venceu de ponta a ponta. Webber largou em segundo e em segundo terminou. Domínio completo, portanto. Um raro fim de semana perfeito para a equipe que dispõe do melhor carro disparado.

FERRARI6,5 – Esteve em Suzuka apenas para catar os cacos das possíveis desventuras da Red Bull. Como elas não aconteceram, restou a Fernando Alonso terminar em terceiro. Felipe Massa sofreu com vários problemas no fim de semana e ainda se acidentou na primeira curva. Quanto à equipe carcamana, precisa reagir se quiser dar o tricampeonato ao piloto espanhol.

MCLAREN6 – Assim como a Ferrari, também estava esperando pelos restos da Red Bull. Como eles não vieram, restou tentar pegar o melhor resultado possível. Jenson Button tentou uma estratégia de andar com os pneus duros no começo da corrida, mas não ficou muito satisfeito. Já Lewis Hamilton teve uma série de problemas e só conseguiu ser o quinto.

MERCEDES6 – Dessa vez, quem salvou o mundo das cáries foi Michael Schumacher, sexto após uma boa atuação e uma condução agressiva. Nico Rosberg até teve chances de terminar em uma posição melhor, mas o pneu voou longe e o jovem piloto abandonou. No mais, o mesmo de sempre.

SAUBER9 – Há quem diga que foi o melhor fim de semana da equipe no ano até aqui. Os dois pilotos marcaram pontos, e Kamui Kobayashi fez um corridão, ultrapassando vários adversários e terminando em sétimo. Nick Heidfeld, o oitavo, também merece menção positiva. Um fim de semana ótimo para uma equipe que alterna entre o céu e o purgatório.

WILLIAMS5 – Fim de semana meia-boca. Rubens Barrichello teve problemas com a dirigibilidade do carro e terminou apenas em nono. Nico Hülkenberg não completou sequer a primeira volta. O desempenho no treino oficial, com os dois pilotos no Q3, foi melhor.

TORO ROSSO4,5 – O desempenho discreto de sempre. Sebastien Buemi sobrou no Q1, Jaime Alguersuari não foi muito melhor e os dois pilotos sofreram as desventuras rotineiras na corrida. O suíço, ao menos, marcou um pontinho. O espanhol só conseguiu quebrar um bico em um toque com Kobayashi.

LOTUS7,5 – Praticamente garantiu o décimo lugar no campeonato com a corrida japonesa. Os dois pilotos conseguiram sobreviver aos acidentes e às quebras e conseguiram terminar em 12º (Heikki Kovalainen) e 13º (Jarno Trulli). O italiano chegou a estar à frente de Kamui Kobayashi na primeira volta. Muito bom.

VIRGIN4,5 – Nos treinos de sexta-feira, até dava a impressão de que poderia brigar com a Lotus. A impressão foi apenas uma miragem e a equipe continuou naquele desempenho morto de sempre, à frente da Hispania e atrás da equipe malaia. Lucas di Grassi, devido a um problema desconhecido, sofreu um violento acidente na volta de apresentação. Timo Glock conseguiu terminar, mas não brilhou.

HISPANIA4 – O medo maior era a possibilidade de um grande acidente para o instável e perigoso carro da paupérrima equipe espanhola. Mas esta possibilidade não se tornou realidade e os dois pilotos conseguiram levar o carro até o final.

FORCE INDIA3 – Aquela forma apresentada em pistas velozes virou coisa do passado. Tanto Adrian Sutil quanto Vitantonio Liuzzi sofreram na classificação e nenhum dos dois terminou a corrida. Liuzzi foi tirado da prova por Felipe Massa e Sutil teve um vazamento de óleo que encharcou a pista.

RENAULT4 – E a corrida da equipe francesa durou apenas três voltas, já que Vitaly Petrov quase se matou na largada e Robert Kubica ficou sem um pneu. Uma pena para a equipe, que tinha no polonês um candidato sério ao pódio.

TRANSMISSÃOKOBAYASHI DANADO – Como estava sonolento e indignado por ter perdido as primeiras quinze voltas para um despertador mal configurado, não consegui prestar muita atenção na narração. Fico com essa declaração de Galvão Bueno, que precisava encontrar algo para deixar a corrida mais interessante.

CORRIDASONÍFERA ILHA – O Japão foi a verdadeira “sonífera ilha” para todos aqueles que se dispuseram a ficar acordados para a prova. Quando Lucas di Grassi jogou seu carro nos pneus ainda na volta de apresentação, Vitaly Petrov beijou o guard-rail da reta dos boxes e Felipe Massa e Vitantonio Liuzzi dançaram uma bela lambada na primeira curva, todos pensaram que seria uma corrida daquelas bem absurdas. As coisas, no entanto, se normalizaram após o safety-car e apenas Kamui Kobayashi poderia animar a corrida com suas ultrapassagens e sua falta de amor próprio e responsabilidade. No fim, mais uma modorrenta vitória de ponta a ponta de Sebastian Vettel.

SEBASTIAN VETTEL10 – Ou ele ou Webber venceriam. Venceu ele, que conseguiu uma pole-position apertada com relação ao segundo colocado, largou bem e liderou de ponta a ponta até a bandeirada final. Com sua terceira vitória no ano, mostrou que, sim, ainda está vivo na briga pelo título.

MARK WEBBER9 – Mas o “Canberra Milk kid” também não foi mal. Largou em segundo, perdeu uma posição para Kubica na primeira curva, recuperou após o abandono do polonês e manteve-se nesta posição até o fim. Está 14 pontos à frente do vice-líder e só depende de si mesmo para ser campeão. Para mim, é o sujeito que merece mais este título.

FERNANDO ALONSO8 – Corrida boa sem estardalhaço, uma vez que seu F10 não permitia muito mais do que isso. Largou em quarto, ganhou uma posição de Kubica ainda no começo e manteve-se atrás dos carros da Red Bull o tempo todo. Está empatado com Vettel na vice-liderança do campeonato e precisará reagir.

JENSON BUTTON7,5 – Se deu melhor que Hamilton tanto no grid de largada como na corrida. Tentou uma estratégia diferenciada ao ficar a maior parte do tempo com pneus duros. Com isso, teve dificuldades na primeira parte da corrida mas recuperou o ritmo após colocar pneus macios no final. Bom quarto lugar, mas o título está praticamente fora de questão.

LEWIS HAMILTON6 – Deu quase tudo errado nesse fim de semana. Bateu na sexta-feira, teve de trocar o câmbio no sábado, perdeu cinco posições no grid, saiu apenas em oitavo, ficou preso atrás de Button por um tempo e quando conseguiu ficar à frente dele, perdeu a terceira marcha e teve de se contentar com o quinto lugar. Um sobrevivente.

MICHAEL SCHUMACHER 7 – Estava devendo uma atuação boa e a conseguiu na pista em que venceu seis vezes.Apesar de ter largado apenas em décimo, andou com vontade, passou Barrichello por fora na chicane, pressionou Rosberg por um tempo e conseguiu terminar em sexto.

KAMUI KOBAYASHI 8,5 – Um dos astros do fim de semana, o pequeno nipônico fez uma de suas melhores atuações no ano. Apesar de não ter ido bem na classificação e de ter largado três posições atrás de Heidfeld, Kamui se superou na corrida, ultrapassou vários pilotos e ainda se deu bem com a estratégia de usar pneus duros na maior parte do tempo. No final, com pneus macios, era um dos pilotos mais rápidos na pista. Excepcional sétimo lugar. A japonesada deixou o circuito de Suzuka feliz.

NICK HEIDFELD7,5 – Ótima atuação de alguém que me surpreendeu. Muito bem nos treinos, largou em um excelente 11º lugar e esteve quase sempre entre os dez primeiros. Não foi páreo para segurar seu fulminante companheiro de equipe no final da corrida, mas conseguiu marcar seus primeiros pontos no ano. Fez Peter Sauber se esquecer completamente de De La Rosa.

RUBENS BARRICHELLO5,5 – Foi muito bem no treino classificatório, mas sofreu com sérios problemas de aderência na corrida. Tomou uma ultrapassagem até certo ponto humilhante de Schumacher na chicane. No fim das contas, seus dois pontos não foram tão ruins assim.

SEBASTIEN BUEMI6,5 – Apesar de ter aparecido pouco, não foi tão mal. Teve problemas com o assoalho no Q1 da classificação, o que o obrigou a largar apenas em 18º. Na corrida, se recuperou e, aproveitando-se dos abandonos à sua frente, conseguiu terminar em décimo. Disse, no entanto, que estava andando mais rápido que Barrichello e poderia ter terminado em nono.

JAIME ALGUERSUARI6 – Não anda sendo o sujeito mais sortudo do grid. Conseguiu largar bem à frente de Buemi, mas não manteve lá um grande ritmo durante a corrida e tomou duas ultrapassagens com direito a toque de Kobayashi. Na segunda ultrapassagem, quebrou o bico e teve de ir aos pits colocar um novo. Com isso, terminou atrás do companheiro novamente.

HEIKKI KOVALAINEN7 – Aproveitou o grande número de abandonos e deu à Lotus sua melhor posição de chegada no ano. Liderou a turma das equipes novatas durante quase todo o tempo e passou perto de marcar o primeiro ponto da história de sua equipe. Uma vitória pessoal.

JARNO TRULLI6 – O italiano da Lotus também foi bem e terminou em sua melhor posição no ano até aqui. Largou à frente de Kovalainen e ganhou algumas posições na largada, mas escolheu arriscar uma troca de pneus macios por duros durante o safety-car. Com isso, teve de recuperar algumas posições e ficou atrás de seu companheiro. Mas teve sua melhor atuação no ano.

TIMO GLOCK3 – Apesar de ter terminado em 14º, não foi bem. Largando atrás de Di Grassi, o alemão arriscou parar para trocar pneus durante o safety-car. A estratégia foi por água abaixo devido ao longo período em que ele ficou preso atrás de Yamamoto. Com isso, não conseguiu chegar perto dos carros da Lotus.

BRUNO SENNA5 – Estava feliz com o resultado, que foi o seu melhor neste ano. Ainda assim, poderia ter ido melhor. Arriscou fazer sua parada logo nas primeiras voltas e acabou ficando em último durante um bom tempo. Recuperou a posição de Yamamoto após o japonês fazer sua parada. E por lá ficou até o fim.

SAKON YAMAMOTO5,5 – Diante da torcida japonesa e dentro de suas limitadas possibilidades, até que não foi mal. Ficou a apenas um décimo do tempo de Senna na classificação e andou à frente do brasileiro e de Timo Glock durante boa parte da corrida. Após sua parada, voltou a andar em último, mas o saldo final é positivo.

NICO ROSBERG7 – Não merecia ter abandonado após uma roda voar e seu carro bater nos pneus de proteção.  Largou em um bom sexto lugar e foi o único piloto das equipes maiores a fazer a troca de pneus com o safety-car na pista. Com isso, apesar de ter problemas de aderência, recuperou várias posições e segurou um faminto Schumacher até o momento do acidente.

ADRIAN SUTIL4 – Mal no treino classificatório, o alemão se deu bem com os vários acidentes que aconteceram à sua frente. Com isso, conseguiu andar entre os dez primeiros por um tempo e acreditava poder marcar pontos. No entanto, um vazamento de óleo empapou a pista e acabou com qualquer chance.

ROBERT KUBICA7,5 – Uma pena o que aconteceu com ele. Fez um excepcional terceiro tempo no treino oficial e passou Webber na largada, subindo para segundo. Infelizmente, uma a roda traseira direita foi para os ares e o polonês teve de abandonar após apenas três voltas.

NICO HÜLKENBERG4,5 – Fez um bom nono tempo no treino oficial e indicava poder brigar por pontos novamente, mas sua corrida acabou ainda antes da primeira curva, quando Petrov abalroou sua roda dianteira direita.

FELIPE MASSA1,5 – Péssima fase, a do brasileiro. Teve problemas na classificação e largou apenas em 12º, o que já seria o suficiente para acabar com o humor de muitos. Na largada, tentou passar Rosberg na primeira curva, não conseguiu, jogou o carro para grama e acabou acertando Vitantonio Liuzzi. Fim de uma corrida que já não prometia muito.

VITALY PETROV1 – Depois dessa, é até melhor procurar outro canto para ficar. Não foi bem novamente nos treinos e causou uma enorme confusão na largada ao tocar em Hülkenberg, rodar na frente de todo mundo e bater com tudo no guard-rail paralelo à pista. De bom, só o fato de não ter se machucado.

VITANTONIO LIUZZI2 – No treino oficial, a mediocridade de sempre. Na largada, foi atingido, sem a menor parcela de culpa, pela Ferrari desgovernada de Massa. Acabou atingindo com força a barreira de pneus e destruiu seu carro, mas não sofreu nada. É outro que não anda justificando seu emprego.

LUCAS DI GRASSI1 – Fez um bom trabalho no treino oficial ao superar Glock, mas sofreu um acidente tão incomum quanto perigoso ao escapar na curva 130R durante a volta de apresentação e bater violentamente nos pneus. Dizem que foi o carro, que teve alguma parte quebrada. É a sina das equipes de Nick Wirth, ex-Simtek.

FERRARI9 – Com Fernando Alonso, deu tudo certo e o espanhol conseguiu fazer um fim de semana impecável. Com Felipe Massa, o câmbio não funcionou no treino oficial e o brasileiro não conseguiu sair do pelotão da mediocridade. De qualquer jeito, a equipe volta a brigar pelo título de pilotos e apenas onze pontos separam Alonso de Webber. Começo a achar que aqueles sete pontos a mais da polêmica ordem de equipe de Hockenheim poderão fazer a diferença.

RED BULL8,5 – Em um desses dias muito raros, a equipe conseguiu ter uma corrida sem dores de cabeça e, veja só, até conseguiu colocar dois carros no pódio. Faltou vencer, mas daí já é pedir muito. E olha que ela até tinha o melhor carro, mas Vettel colocou tudo a perder com o erro no treino oficial. Webber, no entanto, fez a lição de casa e ainda é líder. Esqueça o alemão, Christian Horner.

MCLAREN6,5 – A equipe parou de crescer nas últimas etapas e a Ferrari parece ter o segundo melhor carro neste momento. Lewis Hamilton também não ajuda ao abandonar, pela segunda vez, devido a um acidente causado por ele mesmo. Ao menos, sempre há um Jenson Button para levar uns pontos para casa. Mas os ingleses precisam melhorar.

MERCEDES7 – Mais um fim de semana com Nico Rosberg andando muito bem sem chamar muito a atenção. Mais um fim de semana com Michael Schumacher andando mal e se envolvendo em tudo quanto é tipo de confusão. A equipe não tem nada mais a almejar neste ano a não ser fazer exatamente isso. Injustiça minha com Rosberg, que está perto de tomar a 6ª posição de Massa no campeonato.

WILLIAMS7,5 – Marcou pontos com os dois pilotos novamente, e dessa vez Rubens Barrichello terminou em um ótimo sexto lugar. Nico Hülkenberg também não andou mal, mas poderia ter conseguido mais pontos se não tivesse aprontado várias. Mas sir Frank Williams não tem muito do que reclamar.

RENAULT5,5 – Já que Vitaly Petrov não ajuda, o negócio é esperar por uma boa aparição de Robert Kubica. Mas a sorte também não ajuda e o polonês teve de fazer uma parada a mais devido a problemas de freios. Ainda assim, terminou em sétimo. Assim como a Mercedes, é outra equipe que tem dificuldades para peitar os grandes e também não é peitada pelas equipes menores.

FORCE INDIA4 – Vitantonio Liuzzi estragou seu carro no muro cingapurenho na segunda volta e só aumentou a irritação da equipe para com ele. Ao menos, havia ainda Adrian Sutil, mas este também teve várias dificuldades na corrida e ficou preso por um bom tempo atrás do Virgin de Glock. O carro não estava tão bem, como visto no treino oficial. No fim, marcar pontos foi bom.

TORO ROSSO3 – Tanto Jaime Alguersuari quanto Sebastien Buemi poderiam ter marcado pontos, mas ambos tiveram vários problemas. O espanhol largou dos boxes devido a um problema de refrigeração e o suíço teve de tudo em seu carro. É uma equipe sem muito futuro e eu realmente espero que seja vendida à turma do Jacques Villeneuve e da Durango.

VIRGIN6 – Apresentando um novo pacote aerodinâmico, o carro deu um notável salto de qualidade e os dois pilotos conseguiram largar à frente de, ao menos, um dos pilotos da Lotus. Timo Glock chegou a andar em 10º e manteve um bom ritmo durante boa parte da corrida. Porém, Lucas di Grassi foi o único a levar o carro até o fim. Gostei de ver.

LOTUS2,5 – Tony Fernandes pode aparecer lá no escritório da Cosworth e justificar muito bem o motivo da rescisão de contrato para 2011. O carro de Heikki Kovalainen foi vítima de um perigoso incêndio no final da corrida, e o finlandês teve de exibir seus dotes como bombeiro para conter as chamas. Jarno Trulli também teve vários problemas, a Virgin se aproximou perigosamente e até mesmo a Proton está exigindo que a equipe não se chame mais Lotus no ano que vem. Dias difíceis para a equipe verde.

SAUBER2 – Voltou a ter aquelas apresentações medíocres e desastradas do início do ano. Nick Heidfeld, reestreando pela equipe, bateu em Liuzzi na largada e foi tirado da pista por Schumacher mais à frente. Kamui Kobayashi foi tocado por Buemi na largada, tirou Schumacher da pista e acabou batendo sozinho na volta 32. E muitos cifrões voaram da carteira de Peter Sauber.

HISPANIA0,5 –Uma puta de uma balburdia, esta equipe. Inventaram uma gastroenterite para sacar Sakon Yamamoto e colocar Christian Klien e alguns patrocinadores austríacos no lugar. E ele não foi mal, batendo Bruno Senna com tranqüilidade no treino oficial e na corrida. Mas não adiantou nada, já que os dois não terminaram a corrida.

TRANSMISSÃOBONS ALUNOS – Não sei se era meu sono ou se o fato de ter perdido o treino oficial me fez ignorar algum ocorrido, mas o caso é que o trio global não falou nada digno de “500 de Esparta” ou “em décimo, o Petkovic”. Galvão Bueno se empolgou um pouco além da conta com o circuito e seus pretensos pontos de ultrapassagem, mas dou um desconto. Afinal, pensando bem, a pista não é tão ruim assim e a corrida foi boa. Destaco apenas a insistência do limitado Lito Cavalcanti em dizer, na transmissão da SporTV, que Felipe Massa estava ameaçado na Ferrari e Adrian Sutil poderia ser seu substituto. Bullshit, como diria o britânico.

CORRIDADIVERSÃO NOTURNA – Eu, como 9 em cada 10, esperava ver uma corrida de merda. Sabe como é, as corridas de Spa-Francorchamps e Monza não foram tão legais quanto prometiam e uma pista de rua não ajuda. Mas me surpreendi. A prova foi boa, bem melhor do que as dos circuitos mais badalados. Mesmo que Fernando Alonso tenha vencido de ponta a ponta, fiquei satisfeito em ver sua performance dominadora e fiquei feliz também ao ver como Sebastian Vettel tentou ao máximo tomar a liderança que provavelmente seria sua se não tivesse ocorrido o erro no Q3 da classificação. Mais atrás, as brigas e ultrapassagens aconteciam a rodo  e pilotos como Timo Glock e Robert Kubica chamavam bastante a atenção. Acidentes também aconteceram, como o tumulto causado por Kamui Kobayashi e que envolveu Bruno Senna. No fim, tudo aquilo que uma corrida boa costuma ter teve em Cingapura.

FERNANDO ALONSO10 – Fim de semana impecável, com direito a pole-position, vitória de ponta a ponta e volta mais rápida. E tudo isso sem ter, teoricamente, o melhor carro do grid. Segurou um impetuoso Sebastian Vettel na largada e nas últimas voltas e conseguiu pular para a vice-liderança do campeonato. Não me arrependo em dizer que é o melhor cabra do grid nos dias atuais.

SEBASTIAN VETTEL 8 – Entregou a pole-position de bandeja a Alonso após cometer um erro crasso no Q3 do treino oficial. Porém, conseguiu andar direitinho na corrida. Tentou, sem sucesso, tomar a ponta de Alonso na largada e nas últimas voltas e terminou em segundo. Apesar de ter feito outro fim de semana abaixo do esperado, não tem lá muitos motivos para reclamar.

MARK WEBBER8,5 – Um sujeito inteligente, sortudo e agressivo que conseguiu fazer outra corrida de campeão, superando adversidades para fazer resultados que o mantivessem líder da competição. Não foi bem no treino oficial e, sem chances de vencer na pista, preferiu arriscar uma parada logo no começo da corrida. A estratégia deu certo e ele conseguiu pular para a terceira posição. Ainda sobreviveu a um toque de Hamilton após o segundo safety-car.

JENSON BUTTON 7,5 – Nunca se envolve em confusões ou polêmicas e a história se repetiu em Cingapura. Largou em quarto e em quarto se manteve durante quase todas as voltas. É em ocasiões como essa que ele se dá melhor que seu companheiro de equipe.

NICO ROSBERG7,5 – Outro que não se envolve em nada de muito absurdo. Saindo da sétima posição no grid, ganhou a posição de Barrichello na largada e subiu para quinto após o abandono de Hamilton. Mais um bom resultado de alguém que está próximo de subir para a sexta posição no campeonato.

RUBENS BARRICHELLO7 – No treino oficial, um excelente sexto lugar e muitas expectativas para a corrida, que acabou não sendo tão boa assim. Uma largada ruim e duas posições perdidas acabaram prejudicando sua participação. O abandono de Hamilton e o furo no pneu de Kubica o ajudaram voltar à sexta posição. Ainda assim, bom resultado.

ROBERT KUBICA7,5 – Um fim de semana que vinha sendo normal terminou de maneira interessante. Após ocupar a sexta posição por um bom tempo, a sorte voltou a lhe trair e um furo de pneu lhe jogou para a 13ª posição. Com pneus novos, o polonês fez uma série de ultrapassagens na parte final da prova e terminou em sétimo. Ainda assim, seria melhor ter feito uma corrida chata com um bom resultado final.

FELIPE MASSA2 – Já era. Depois desse fim de semana, a chance de título foi para as cucuias de vez. O chato é que a culpa nem foi sua. No treino oficial, um problema no câmbio encerrou sua participação no Q1 e ele teve de largar em último. Na corrida, fez sua troca de pneus na primeira volta e esperou que, com isso, pudesse se dar bem e ganhar algumas posições. Por isso, ficar preso atrás de Glock, Sutil e Hülkenberg acabou com qualquer boa chance. Só ficou em oitavo devido às punições dos dois últimos alemães.

ADRIAN SUTIL5,5 – Mal no treino oficial, acabou ganhando algumas posições durante a corrida que o levaram a terminar em oitavo. Ainda assim, tomou uma punição por ter cortado a primeira curva e perdeu uma posição. Poderia ter ido melhor também se não tivesse ficado tanto tempo atrás de Glock. Fim de semana complicado.

NICO HÜLKENBERG5 – Marcar pontos foi bastante razoável, mesmo que nem sua sorte e nem ele mesmo o ajudaram. Após ter perdido cinco posições no grid por troca de câmbio, se envolveu em boas brigas e conseguiu terminar em nono, que virou décimo após os comissários não aceitarem seu enorme talento como cortador de chicanes. O toque em Petrov também denotou uma indesejável ansiedade.

VITALY PETROV3 – Uma de suas piores atuações no ano. Bateu no treino classificatório pela milésima vez, largou lá atrás e não fez nada a não ser tomar ultrapassagem com direito a toque de Hülkenberg e tomar também a ultrapassagem mais fácil de todas que Kubica fez no final da prova. Bateu na trave e, de fato, não mereceu pontuar.

JAIME ALGUERSUARI – 4 – Disse ter feito a corrida mais chata de sua vida. Não diria mais chata, mas certamente uma das mais frustrantes. Destaque no treino oficial, acabou tendo tudo perdido quando seu carro apresentou um problema de refrigeração a poucos minutos da largada. Saindo do fundão do grid, só restava fazer algumas ultrapassagens e ver no que dava. Fez três e não terminou tão mal.

MICHAEL SCHUMACHER2 – E ninguém mais respeita o velho. Poderia até ter marcado alguns pontinhos, mas seus dois acidentes com os dois carros da Sauber colocaram tudo a perder. No primeiro, foi jogado aos pneus por Kobayashi, mas conseguiu voltar. No segundo, deve ter pensando em dar o troco, mas acabou o fazendo contra o outro Sauber, de Heidfeld. Mais um fim de semana jogado no lixo.

SEBASTIEN BUEMI3 – Poderia até ter marcado um pontinho, mas não o fez porque é muito azarado. Mais lento do que Alguersuari no treino oficial, o helvético tentou se recuperar na corrida, mas bateu em Kobayashi na largada e teve problemas durante o percurso, sendo obrigado a fazer três paradas. No fim das contas, saiu zerado como de costume.

LUCAS DI GRASSI5,5 – Se dá por feliz por ter sido o único piloto das equipes novatas a cruzar a linha de chegada. Com um Virgin apresentando várias atualizações, esteve um pouco mais próximo do ritmo dos outros pilotos. Sua performance vem melhorando notavelmente.

HEIKKI KOVALAINEN4 – Ganhou umas boas posições na largada e chegou a andar à frente de Schumacher durante um tempo. Porém, o motor Cosworth o traiu no final da corrida e o finlandês chamou a atenção por estacionar seu carro incendiário na reta dos boxes, pegar um extintor de incêndio e mandar espuma na traseira do Lotus. Se a carreira de piloto não engrenar, dá pra ganhar a vida como bombeiro.

TIMO GLOCK6,5 – Fez sua atuação mais expressiva neste ano. Largou em um bom 18º lugar e, ao escolher não parar durante o safety-car, subiu para a décima posição e por lá ficou durante várias voltas, segurando vários carros mais rápidos e imprimindo um ritmo impressionante para seu combalido Virgin. Depois desta boa aparição, o carro piorou e o alemão se arrastou até abandonar com problemas hidráulicos.

NICK HEIDFELD3,5 – Retorno difícil à Fórmula 1. Apesar de não ter andado tão mal nos treinos, ficou quatro posições atrás de Kobayashi no grid. Na largada, virou um verdadeiro recheio de sanduíche indiano ao ser tocado por Sutil e tocar em Liuzzi. Depois, só se arrastou no final do grid até se tirado da prova por Schumacher.

LEWIS HAMILTON2 – Duas corridas seguidas, dois acidentes causados por ele e zero pontos. Com patacoadas como estas, o sujeito se afasta cada vez mais do segundo título. Largou em terceiro e por lá ficou até o segundo safety-car, quando acabou ficando atrás de Webber. Na relargada, tentou ultrapassar o australiano por fora, tocou na roda dianteira direita do Red Bull com sua roda traseira, destruiu a suspensão de sua McLaren e foi obrigado a abandonar. Triste.

CHRISTIAN KLIEN5 – Nada mal para alguém que não fazia uma corrida de Fórmula 1 desde 2006 e que só havia feito alguns quilômetros com a precária diligência espanhola. Colocou 1s2 sobre Senna na classificação, largou bem e andou o tempo todo à frente de seu companheiro brasileiro. Infelizmente, um problema hidráulico acabou com sua corrida. De qualquer jeito, um bom retorno.

KAMUI KOBAYASHI – 4 – Como já havia acontecido em algumas ocasiões dessa temporada, foi bem nos treinos e acabou no muro durante a corrida. Largou em um bom 10º lugar e manteve-se sempre próximo nos pontos. No entanto, aprontou das suas ao jogar Schumacher nos pneus e, não muito tempo depois, bateu em uma das curvas do difícil circuito citadino, causando um pequeno salseiro e mais prejuízos para a Sauber.

BRUNO SENNA1 – Eu até nem queira utilizar esse tipo de terminologia, mas admito que o brasileiro levou uma surra homérica de seu companheiro. Largou atrás dele e atrás dele ficou até bater no carro destroçado de Kobayashi na volta 32.

JARNO TRULLI 1,5 – Talvez seu pior fim de semana no ano até aqui. Foi mais rápido apenas que os carros da Hispania no treino oficial, teve um pneu furado no começo da corrida e, não muito tempo depois, abandonou com os rotineiros problemas hidráulicos.

VITANTONIO LIUZZI1,5 – Segue barranco abaixo, e o precipício parece não ter fim. Largou apenas em 16º, foi tocado por Heidfeld na primeira volta e bateu sozinho na segunda. Tem conserto?

Nessa semana, a Codemasters fez a festa de muitos fãs de Fórmula 1 ao lançar o F1 2010, talvez o jogo relacionado à categoria mais aguardado de todos os tempos. Depois de muitos anos sem jogos oficiais de Fórmula 1 e muito trabalho de desenvolvimento da empresa inglesa, todos poderão se passar por Lewis Hamilton ou Karun Chandhok em seu Playstation 3, XBox 360 ou computador. E o jogo é sensacional. Mesclando simulador com arcade, ele simula com perfeição detalhes como a dirigibilidade de uma carroça como a Hispania, as mudanças climáticas e até mesmo o relacionamento do piloto com sua equipe e com a imprensa.

Tudo isso é muito bom, muito bonito, muito legal, mas será que paramos para pensar como foi que conseguimos chegar ao nível de perfeição do F1 2010? Até chegar a ele, os fanáticos por Fórmula 1 puderam pilotar seus carrinhos virtuais em muitos outros jogos desde o jurássico Atari. Alguns marcaram época e representam influência até os dias atuais. Não vou comentar sobre medalhões que eu infelizmente nunca joguei, como Virtua Racing ou Super Monaco GP, e nem sobre jogos mais recentes, como o rFactor. Falo apenas do que conheço. Alguns são quase desconhecidos, mas valem a pena ser relembrados.

5- HUMAN GRAND PRIX IV

Até o advento dos jogos em 3D, o Super Nintendo era o videogame ideal para quem gostava de reproduzir as emoções da Fórmula 1. Mesmo que não suportasse o jogo mais célebre de seu período, o Super Monaco GP, o console da Nintendo oferecia uma razoável gama de títulos. Eram jogos muito bons, e alguns deles tinham pequenos detalhes que não existem nem nos jogos mais modernos. Um deles era o Human Grand Prix IV, o último jogo da série Human Grand Prix, lançado em 1995.

Apesar da Human Entertainment estar longe de ser a empresa de games mais badalada de seu período, a série Human Grand Prix era muito bacana porque detinha os direitos oficiais da FOCA. Logo, pistas, equipes e pilotos eram os mesmos da realidade. Esta quarta versão é pioneira em reproduzir quatro temporadas completas, entre 1992 e 1995. Além disso, tudo é customizável. Se você quiser ver Hideki Noda na Ferrari, Michael Schumacher na Pacific e Thierry Boutsen na Forti-Corse, vá em frente.

No mais, os gráficos e a jogabilidade são adequados para sua época: você controla o carro com a câmera posicionada imediatamente atrás dele, como acontecia em todos os jogos de corrida de seu tempo. Havia, porém, alguns detalhes engraçadinhos, como a aparição de patrocinadores em carros, algo muito difícil de se reproduzir em um jogo 16 bits, e de algumas das famosas características de certas pistas que só aumentavam o charme do jogo, como as pontes que atravessam a pista de Montreal. Não é um jogo sensacional, mas vale a pena perder um tempinho com ele.

4- F1 CIRCUS

Este foi o primeiro jogo de Fórmula 1 com o qual eu tive qualquer contato. Foi lançado também para o Super Nintendo no já distante ano de 1992, apesar de ser baseado na temporada anterior. À primeira vista, você olha e acha o troço um tanto quanto ordinário, até porque ninguém se deu ao trabalho de sequer traduzir o jogo para o inglês. Portanto, enfrente o kanji e tente se localizar em um jogo voltado para a patota japonesa.

E não se assuste, pois o jogo é divertido. Para começar, você vai ter de ralar com o setup do seu bólido. O jogo permite a você fazer acertos na asa, na suspensão, nos pneus e onde mais você quiser. É óbvio que o sistema de acertos não passa nem perto da sofisticação de um jogo atual, mas não dá para exigir muito. Você também poderá escolher um dos 34 pilotos daquela temporada. Porém, como a Nichibutsu, fabricante do jogo, não tinha os direitos oficiais da FOCA, restou aos programadores utilizar nomes parecidos com o real. Não se incomode em correr na “Blabham”, por exemplo. Para nosso alívio, as cores são as mesmas. E, no fundo, esse negócio de nomes nem faz diferença, já que quase tudo está em japonês.

Jogar F1 Circus é algo um tanto quanto complicado, já que a câmera é aérea e o carro, na verdade, não sai do lugar: é a pista que se move e você basicamente controla o posicionamento do bólido nela. Não é algo fácil, mas dá pra se acostumar com um pouco de treino. Você deve tomar cuidado também para não bater ou para não desgastar os freios, a suspensão ou a transmissão. Há uma tabelinha com o status dos componentes do carro, algo utilizado por muito tempo em jogos mais sofisticados. O vídeo acima é do Super F1 Circus, uma pequena atualização do F1 Circus.

3-GRAND PRIX 2

Foi o primeiro jogo de Fórmula 1 em que eu mergulhei de cabeça, lá pelos idos de 1999. Eu tinha um humilde 486 que o fazia rodar a cerca de 10 frames por segundo, uma lentidão hispaniesca comparada aos 60 frames por segundo feitos pelo F1 2010. Ainda assim, me divertia por horas na frente da tela. O GP2, como também era chamado, foi por muito tempo o jogo de Fórmula 1 de maior sucesso em todo o mundo. Até mesmo pilotos como Jacques Villeneuve e Ricardo Zonta o utilizavam como simulador para as corridas. Também, pudera.

Totalmente em 3D, o jogo representou um enorme avanço em busca da perfeição. Lançado em 1996, ele era a continuação do igualmente célebre F1 Grand Prix e reproduzia a temporada de 1994. Moderno, ele permitia a você fazer dezenas de modificações no seu carro (dava para modificar a altura de uma asa minunciosamente, por exemplo), reproduzia acidentes de maneira notável para a época e permitia escolher um nível de dificuldade que podia ocupar um bom tempo seu.

Eram 17 pistas, 14 equipes e 28 pilotos. No entanto, o mais legal do GP2 é que ele foi o pioneiro em permitir ao jogador instalar pistas e trocar temporadas inteiras, os chamados carsets. Logo, se você quisesse, poderia competir na temporada 2002 da Fórmula 1 ou na temporada 1996 da Indy em pistas como Talladega, Oschersleben ou Sugo. Uma comunidade imensa na internet produzia vários pacotes de modificação, o que só ampliou o sucesso do jogo.

2- F1 WORLD GRAND PRIX

No meu tempo, quando se falava em jogos de corrida, ninguém dava bola para o pobre do Nintendo 64. Todos só tinham olhos para o Playstation, aquele original. Muitos críticos diziam que o formato de cartucho do 64 era muito caro e criava limitações na hora de desenvolver um jogo mais pesado. Não por acaso, o console da Nintendo não teve muitos jogos, e os de corrida foram ainda mais esparsos. No entanto, ele teve um jogo de Fórmula 1 que, ao meu ver, batia facilmente qualquer jogo do concorrente da Sony, o F1 World Grand Prix.

Lançado no segundo semestre de 1998, o título surpreendeu a todos e é considerado, por vários, um dos melhores jogos já lançados para o console. Ele reproduz a temporada 1997, aquela do Schumacher batendo no Villeneuve, com uma riqueza de detalhes que me faz perguntar como os programadores conseguiram colocar um jogo tão bom dentro de um cartucho limitado. Os gráficos eram muito bons para o período, a jogabilidade era excelente e todos os pilotos e equipes da temporada estavam lá, com exceção da estelinha canadense, que se recusou a ceder suas imagens para o jogo. Em seu lugar, Driver Williams. Bah.

O jogo tinha alguns extras bem interessantes. Um deles era uma pista havaiana que tinha de ser desbloqueada. O outro, talvez o maior chamariz do jogo, era o modo Challenge: você passa por situações que, de fato, aconteceram na temporada 1997 e deve se safar delas. Assim, em uma tarefa, você é Giancarlo Fisichella em Hockenheim, tem um pneu estourado, deve levar o carro para os pits, voltar e recuperar posições. Em outra, você é Ukyo Katayama e deve levar seu carro sem freios até o final em Spa-Francorchamps. E assim por diante. Um clássico.

1- GRAND PRIX LEGENDS

Call of Duty é o caramba. ISSO é jogo de homem. E me arrisco a dizer que é o jogo de corrida com melhor custo/benefício de todos os tempos. Ninguém conseguiu fazer, até hoje, um simulador tão leve e ao mesmo tempo tão detalhado e perfeito.

Grand Prix Legends foi lançado para PC meio que à surdina em 1998 com a interessante proposta de reproduzir as emoções da Fórmula 1 de exatos 31 anos antes, a célebre temporada de 1967. Você poderia dirigir aqueles belíssimos charutinhos da Lotus ou da Ferrari por circuitos como o antigo Spa-Francorchamps, Nürburgring Nordschleife e Mosport. Sem dúvida, uma experiência legal. Mas muito, muito difícil.

Como dito, o jogo foi feito para homens. Se você quiser tentar jogar com o teclado, vá em frente. Em um primeiro instante, não conseguirá sequer fazer a primeira curva. Com o tempo, conseguirá completar uma volta em Monza. Mais tempo e você até conseguirá terminar uma corrida em Rouen. Apenas pessoas muito perseverantes conseguem jogar dispensando um bom volante. Para os domingueiros, ele é absolutamente indispensável.

Mas não fiquemos só falando da extrema dificuldade. Os gráficos, de uma leveza incrível e de uma beleza marcante, permanecem atuais até hoje. O nível de detalhamento dos carros é notável: você sente a diferença entre dirigir um Brabham e um Eagle e até mesmo os sons dos motores são diferentes. A gama de acertos é milimétrica e qualquer detalhe representa a diferença entre a vitória e a derrota. E os acidentes são ótimos. Tirando o fato do carro só perder as rodas, o realismo é extremo. Ninguém conseguiu fazer um sistema de capotagens como os programadores de GPL. Para um jogo cult, ignorado pela grande turma de consumidores, nada mais justo do que o primeiro lugar.

A única coisa que me irrita de verdade ao ver uma corrida é um grid pequeno. Já falei isso uma, duas, três, quatro vezes e não me furto em dizer novamente. Não me aborreço tanto com Flavio Briatore, Abu Dhabi ou Bernie Ecclestone como quando tenho a impressão de vazio ao ver um grid de largada. Há quem não ligue para isso, e estes são a maioria. Há até quem goste, preferindo ter um grid de 10 carros de ponta a um de 30 carros e 20 carroças, o que soa estranho em termos matemáticos, já que os 10 carros top continuam lá. É evidente que, na minha avaliação pouco democrática e respeitosa, são pessoas de notório mau gosto e índole duvidosa. Corrida de carro tem de ter bastante gente correndo e ponto final.

Como é de costume, a FIA pensa diferente de mim. Desde há cerca de dez anos, a entidade mantém a prática de limitar o número de inscrições. Na Fórmula 1, isso aconteceu devido a um pretenso desrespeito cometido pelas equipes Mastercard Lola, que abandonou a categoria após apenas uma corrida em 1997, e Honda, que havia se inscrito para correr em 2000 para desistir de tudo no instante seguinte.  Por um bom tempo, a categoria limitou seu grid a 24 carros. No ano passado, Max Mosley resolveu que 24 era um número insuficiente e pouco másculo e decidiu aumentar o grid em drásticos, espetaculares e anarquistas dois carros. Convidou a todos para se inscreverem em uma seletiva e os três melhores projetos se uniriam às dez equipes correntes, totalizando 26 carros. O otário aqui ficou feliz. “Oba, finalmente um número decente de inscritos!”.

Uma notícia tão boa assim não tinha cara de que daria certo, e de fato não deu. Nenhuma das três equipes escolhidas acabou alinhando no GP do Bahrein de 2010 da maneira que vieram ao mundo. Duas mudaram de dono, uma desistiu pateticamente e a melhor novata é uma que só foi chamada em setembro. As três equipes estreantes estão muito atrasadas em relação ao resto do grid, o que gerou desconfiança e desdém de jornalistas, torcedores e convivas. Na semana passada, a FIA anunciou que tudo continuaria do jeito que está e não haveria 13ª equipe em 2011. E seguimos com 24 carros.

Você já sabe de tudo isso. Você já está careca de ler sobre isso, principalmente aqui. Começo aqui o tema do post de hoje. Tenho uma suspeita sobre o fato da FIA não ter preenchido a 13ª vaga. Essa suspeita também responderia o motivo pelo qual a Fórmula 1 nunca tenha preenchido a 12ª vaga no período em que o limite era de 24 carros. É o que eu chamaria de “vaga estratégica”.

Grid com 26 carros como esse? Sonha…

Em poucas palavras, a teoria diz que a FIA mente quando diz que eliminou as três candidatas, Epsilon Euskadi, Stefan e Villeneuve, por critérios técnicos. Isso soa estúpido de tão óbvio. Ela também não considera o aspecto financeiro. A questão é unicamente política e geopolítica. Unicamente. Diria eu que se Epsilon Euskadi, Stefan, Villeneuve e Mao Tse-Tung Racing tivessem concorrido à vaga, teríamos 13ª equipe em 2011.

A FIA e Bernie Ecclestone não fazem absolutamente nada de graça. E nem para agradar torcedores e fãs do automobilismo. A participação de cada equipe no mundial é condicionada a uma série de fatores que escapam de questões financeiras ou técnicas. Dou um exemplo: em 1989, a First Racing foi impedida de entrar na Fórmula 1. O motivo seria uma briga entre Bernie Ecclestone e Lamberto Leoni, dono da equipe. Bernie deu um jeito de barrar a equipe alegando o fato do carro não ter sido aprovado em crash-test. O mais engraçado é que, no ano seguinte, o mesmo carro da First foi reutilizado pela novata Life e não teve maiores problemas para participar da categoria em 1990. Bernie não quis saber de Leoni na Fórmula 1 nem pintado de ouro. Acredito eu que David Richards, o incansável dono da Prodrive, também não consegue entrar na Fórmula 1 por motivo semelhante.

A 13ª vaga não será ocupada por ninguém até que apareça alguém adequado politicamente e geopoliticamente. Queira ou não, nenhuma das três candidatas deste ano soava interessante nesse sentido. A Epsilon Euskadi, por sinal, representava um problemão geopolítico por exaltar o orgulho basco, algo que se choca de frente com a Espanha do vice-presidente da FIA Carlos Gracia. A Stefan é sérvia, absolutamente irrelevante. E a Villeneuve/Durango é só mais uma. Imagino eu que deve ter sido a favorita pelo fato de carregar o nome do ex-campeão canadense, mas não tinha nada além disso. O que a Fórmula 1 quer é ter uma equipe de alguma região interessante (China, Índia, Rússia, Brasil, Oriente Médio) ou uma grande montadora ocupando essa vaga.

Analisemos, por exemplo, as equipes escolhidas no ano passado. A USF1 era americana, e a categoria sempre sonhou em ter um bom relacionamento com os yankees. A Campos, espanhola, agradaria e muito o país que mais cresce no esporte mundial e uma das vedetes da economia européia naquele momento. A Lotus chamava a atenção por carregar um nome histórico e por ser malaia. A Manor não tinha atrativo nenhum, mas a amizade de Max Mosley com Nick Wirth se sobressaiu. Max Mosley, por sinal, foi um fator muito importante.

First: em uma F1 onde todo mundo estava entrando, ela não conseguiu porque seu chefe brigou com Bernie Ecclestone

Mosley é um notório filho da mãe, responsável pela decadência geral das categorias sancionadas pela FIA nos anos 90. Sujeito vingativo e personalista, tomava decisões arbitrariamente e era facilmente manipulado por amigos ou pelo contexto momentâneo. Em 1994, ele permitiu que a Simtek, equipe do mesmo Nick Wirth, participasse da Fórmula 1 sem grandes dificuldades. O resultado foi aquele: uma morte na terceira corrida (Roland Ratzenberger) e uma quase morte duas corridas depois (Andrea Montermini). Nunca foi a favor das equipes pequenas ou do espírito esportivo, mas decidiu mudar de lado no ano passado, quando percebeu que sua amizade com Bernie Ecclestone ia de mal a pior e as equipes, por intermédio da FOTA, se opunham cada vez mais às suas decisões.  A solução foi trazer novas equipes que pudessem apoiá-lo politicamente. Quase deu certo.

Se você ainda não está convencido, pensemos em outros casos. A Super Aguri é uma história interessante. A equipe do tio Aguri nunca foi bem-vinda à categoria e sequer constava na primeira lista de equipes inscritas para 2006. Aguri Suzuki pegou a 11ª vaga à fórceps, mas pare pra pensar: naquele instante, apenas 10 equipes competiam. Era um momento no qual a possibilidade maior era de ter uma queda ainda maior no número de equipes e havia poucos interessados. Como havia duas vagas disponíveis para equipes, não custava nada deixar o cara entrar. Afastava momentaneamente o temor de uma queda no número de inscritos e ainda deixava a tal “vaga estratégica” disponível. Além do mais, era uma equipe apoiada pela Honda. A Super Aguri entrou em um momento propício. Tivesse ela desejado entrar no ano passado, tomaria um vigoroso não do sadomasô filho de nazista.

Lembro de outro caso, o de 2002. Este seria o único ano em que todas as 12 vagas disponíveis seriam ocupadas. A equipe agraciada com a vaga estratégica seria a Toyota, uma montadora gigante e ambiciosa vinda de um país rico e populoso. Não poderia haver concorrente melhor. Por outro lado, se um zé-mané quisesse ter sua equipe, sempre havia uma Prost, uma Minardi ou uma Arrows para serem adquiridas. No fim das contas, a Prost faliu e ficamos apenas com 11. Mas deu pra ver que os tapetes só são estendidos a quem interessa.

Resumindo e finalizando: nunca teremos 13ª equipe se as candidatas forem apenas equipes de corrida normais. A “vaga estratégica” é estratégica porque está destinada a uma possível Volkswagen, GM ou a algum milionário chinês. Se alguém mais quiser entrar, que se engrace com Toro Rosso, Virgin ou Hispania. Espero estar completamente errado e intelectualmente debilitado. Mas em uma Fórmula 1 onde é normal pagar 80 milhões de dólares a uma certa equipe carcamana e atropelar leis para não punir certa equipe carcamana, toda paranóia é pouca.

Essa, sim, desembarcou e todo mundo gostou

FERRARI 10 – Depois de tanta dor de cabeça, nada como um bom fim de semana para trazer a felicidade de volta aos carcamanos vermelhos. Fernando Alonso fez uma pole-position histórica e venceu impiedosamente. Felipe Massa também não foi mal e subiu ao pódio. Os fãs italianos não se importam com ataques ao espírito esportivo ou à ética. Para eles, o que importa é o trunfo da equipe. Portanto, estão felizes.

MCLAREN 8 – Era a única equipe que poderia peitar a Ferrari, mas acabou não conseguindo nada além de um segundo lugar com Jenson Button. O atual campeão, por sinal, fez uma excelente corrida e liderou antes de sua parada nos pits. Lewis Hamilton bateu na primeira volta e jogou fora o que poderia ter sido uma ótima corrida.

RED BULL 8,5 – Levando em consideração que não tinha o melhor carro para esta pista, fez até mais do que o esperado. Sebastian Vettel terminou em quarto após apostar tudo em uma estratégia ousada e Mark Webber foi o sexto. Terminar com os dois carros intactos é o ponto alto do fim de semana dos rubrotaurinos.

MERCEDES 7 – Fim de semana típico. Rosberg terminou em quinto após boa largada e Schumacher só fez dois pontinhos com o nono lugar. Não brilhou e nem passou vergonha.

WILLIAMS 7,5 – Vem sofrendo uma mudança de tendência nas últimas corridas, com Nico Hülkenberg marcando mais pontos que Rubens Barrichello. Ambos pontuaram em Monza, mas apenas o alemão brilhou. De qualquer jeito, a equipe melhora a passos largos.

RENAULT 5,5 – Precisa melhorar urgentemente a qualidade do trabalho de pit-stops. Pela segunda vez seguida, Robert Kubica perdeu a chance de terminar em uma posição melhor devido a problemas nas paradas. Vitaly Petrov fez outra corrida ordinária e sua permanência na equipe em 2011 corre risco. Quanto ao carro, o mesmo de sempre, o que não é ruim.

TORO ROSSO 4,5 – Passou perto dos pontos com Sebastien Buemi, mas terminou zerada novamente. Nem ele e nem Jaime Alguersuari vêm chamando a atenção, e o carro também não ajuda. É triste constatar que foi nessa pista que a equipe obteve sua primeira e única vitória na Fórmula 1 há dois anos.

FORCE INDIA 2 – Fim de semana péssimo. Vitantonio Liuzzi teve problemas no motor e Adrian Sutil escapou da pista na primeira volta. Quando todos se deram conta, os carros indianos estavam lá no final do grid. Ambos terminaram, mas o sonho dos pontos era apenas utopia.

SAUBER 3 – Depois de alguns fins de semana de prestígio, volta à realidade nua e crua. Os problemas retornaram, como pôde ser visto com Kamui Kobayashi. Pedro de La Rosa, ao menos, levou o carro até o fim, mas não chamou a atenção em momento algum.

VIRGIN 5 – Com Timo Glock, tem motivos para comemorar. Andou razoavelmente bem e terminou à frente das outras duas equipes novatas. No entanto, tanto Glock quanto Lucas di Grassi tiveram problemas durante a corrida. Respectivamente, com os freios e com a suspensão. Mas já teve fins de semana piores.

LOTUS 3,5 – Heikki Kovalainen e Jarno Trulli dividiram a nona fila, algo bastante positivo. No entanto, o finlandês esteve discreto e o italiano teve problemas com o câmbio no final da prova. A equipe aproveitou o momento para anunciar o divórcio com a Cosworth. No ano que vem, Lotus-Renault. Diante disso, não há razões para deixar a Itália chateado.

HISPANIA 0 – Putz… Bruno Senna só apareceu quando tentou ligar seu problemático carro por três vezes em um dos treinos da sexta-feira. Sakon Yamamoto, por outro lado, só apareceu quando atropelou um engenheiro da equipe. O engenheiro estava errado ao entrar perigosamente em um espaço que não era seu. E o homem responsável pelo pirulito errou também. Gosto da equipe, mas reconheço que sua participação italiana foi uma piada.

TRANSMISSÃO GALVÃO NO BANHEIRO – Coitado do Lucas “desgraça”. Pô, Galvão, desgraça é o carro dele. Além disso, informo que Kamui Kobayashi, embora não esteja na melhor equipe do mundo, não está em uma situação tão ruim assim. Não é ele quem corre na Hispania, e sim seu compatriota Sakon Yamamoto. Japoneses não são todos iguais. Por fim, aquele áudio vazado na transmissão da internet é peça rara. Luciano Burti avisando ao produtor que Galvão Bueno foi ao banheiro beira o lisérgico.

CORRIDA MONÓTONA – Uma corrida em Monza nunca é mais ou menos. Ela pode ser inesquecível e sensacional ou absolutamente insípida. A de ontem se encaixa perfeitamente bem na segunda definição. As brigas e as ultrapassagens foram poucas e ficou latente o quão é difícil ultrapassar na Fórmula 1 atual. Apenas as atuações individuais, como as de Alonso e Button, salvaram a prova. Ao menos, ver os carros acelerando o tempo todo é bem melhor do que aquele esquema retão-cotovelo-sequência de curvas de primeira e segunda marcha, algo típico nas pistas asiáticas.

GP2 E DEU MALDONADO – Não foi bem do jeito que a gente esperava, mas o venezuelano Pastor Maldonado se sagrou campeão da temporada 2010 da GP2 neste final de semana. Após seis vitórias consecutivas em corridas de sábado, todo mundo esperava mais um domínio acachapante dele. No entanto, o que vimos foram dois acidentes do piloto da Rapax e zero pontos. Para sua sorte, o mexicano Sergio Perez, principal adversário, também não teve um fim de semana fácil e se envolveu em um forte acidente com o DPR de Michael Herck. Na corrida de sábado, venceu o inglês Sam Bird, uma das gratas surpresas deste ano. Virei fã do cara, que sempre anima as corridas com muitas ultrapassagens. No domingo, venceu Christian Vietoris, uma das decepções deste ano. Agora, só teremos GP2 em Abu Dhabi. Prevejo milhares de mudanças nas equipes até lá.

FERNANDO ALONSO 10 – Estava devendo um fim de semana desses que marcaram seus dois títulos na Renault. Conseguiu, e ainda por cima na casa da Ferrari. Fez aquela que eu considero a melhor pole-position do ano e entrou como favorito franco à vitória. Seu único revés foi ter perdido a posição para Button na largada, mas nunca deixou escapá-lo. Conseguiu ganhar a posição do inglês nas paradas de boxes, abriu confortável distância e venceu de maneira impecável a corrida. O herói da pátria azzurra neste domingo.

JENSON BUTTON 9,5 – O único que pôde desafiar Alonso. Fez um ótimo e inesperado segundo lugar no treino oficial e surpreendeu ainda mais ao largar bem na linha suja para tomar a liderança na primeira curva. Só foi alijado desta posição no não tão feliz pit-stop. Poderia ter vencido também, mas os deuses italianos da velocidade tinham de dar uma força ao seu pupilo espanhol.

FELIPE MASSA 8 – Diante da exuberância de seu companheiro, teve uma atuação tipicamente mineira, eficiente porém discreta. Largou em terceiro, teve raça ao peitar seu companheiro nas primeiras curvas e segurou sua posição contra um faminto Hamilton. Depois, sossegou ali no terceiro lugar. Aproximou-se dos dois primeiros em algumas ocasiões e se distanciou deles drasticamente em outras.

SEBASTIAN VETTEL 8,5 – Uma rara, raríssima ocasião em que o alemão termina em uma posição melhor do que a de largada. Discreto sexto colocado no grid, fez uma largada ruim e teve problemas com o motor durante a prova. Uma vez resolvido o problema de maneira autônoma e misteriosa, o alemão tentou levar seu carro sem trocar pneus durante o máximo de tempo possível para ganhar algumas posições. Funcionou e ele terminou em quarto.

NICO ROSBERG 8 – Fez o sétimo tempo no treino oficial, largou muitíssimo bem, pulou para quarto na primeira volta e terminaria nessa posição se a estratégia de Vettel tivesse dado errado. Como não deu, quinto lugar para o andrógeno da Williams. Nada mal.

MARK WEBBER 7 – Corrida movimentada. Em um fim de semana no qual seu carro estava longe de ser o melhor, fez um bom quarto lugar no treino oficial, largou absurdamente mal, fez boas ultrapassagens sobre Kubica e Hülkenberg e se envolveu em um pequeno entrevero com o piloto alemão. Recuperou a liderança do campeonato.

NICO HÜLKENBERG 7,5 – Ótimo fim de semana. Ficou à frente de Rubens Barrichello no treino oficial, largou muito bem e se manteve sempre entre os primeiros. Até podemos perdoá-lo pelos fatos de ter cortado a chicane milhares de vezes, resultado de um problema no pedal do freio, e de ter fechado Webber em uma ocasião. Faz parte do aprendizado.

ROBERT KUBICA 7 – Pela segunda corrida consecutiva, teve sua ótima atuação prejudicada por um mau trabalho da Renault no pit-stop. Fez uma ótima largada e andou em quinto durante a maior parte do tempo. Depois da cagada da equipe amarela, caiu para oitavo e por lá ficou.

MICHAEL SCHUMACHER 5,5 – De positivo, só a boa largada e o ótimo relacionamento com a torcida local. Andou sozinho durante a maior parte do tempo e não conseguiu se dar bem nas disputas contra os rivais. Nono lugar insosso.

RUBENS BARRICHELLO 5 – Pontinho feito na base da misericórdia do destino. Batido por Hülkenberg nos treinos, teve uma largada atribulada, danificou seu bico e perdeu uma posição para Buemi. Depois disso, restou ficar alguns séculos atrás do suíço e perder muito tempo. Só passou por ele após as paradas nos pits.

SEBASTIEN BUEMI 6 – Largou muito bem e ficou durante a maior parte do tempo à frente de Barrichello. Perdeu a posição para o brasileiro após os pit-stops e terminou batendo na trave. Ao meu ver, merecia bem mais este último ponto.

VITANTONIO LIUZZI 4,5 – Dessa vez, não teve culpa ao sobrar no Q1 do treino oficial: problemas no motor Mercedes. Recuperou um monte de posições na primeira volta e terminou à frente de pilotos que tinham a obrigação de terem ido melhor. Razoável.

VITALY PETROV 3 – Suas pataquadas no sábado estão estragando a possibilidade de boas corridas. Dessa vez, fechou Glock no Q1 do treino. Na corrida, tentou compensar com uma ótima largada e uma estratégia ousada de fazer uma parada nas últimas voltas. Como não foi o suficiente, passou longe dos pontos.

PEDRO DE LA ROSA 3 – Não fez nada no treino e nem na corrida. Ao menos, terminou. Pode ter sido sua última corrida pela equipe. Nick Heidfeld é o urubu da vez.

JAIME ALGUERSUARI 2,5 – Disse que tinha um carro bom, mas não fez nada de mais com ele. De quebra, tomou uma punição por cortar uma chicane. Andou um bom tempo atrás de pilotos das equipes novatas. Fim de semana triste.

ADRIAN SUTIL 3,5 – Não foi brilhante, mas também não foi mal no treino oficial. Porém, colocou tudo a perder ao sair da pista na primeira volta. Restou entrar nos pits, fazer a troca obrigatória de pneus e tentar seguir na pista até o fim para ganhar o máximo de posições. Ainda assim, ficou longe dos pontos.

TIMO GLOCK 6 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas. No treino oficial, foi azarado por ter sido bloqueado por Petrov e por ter de trocar o diferencial, o que lhe obrigou a largar em último. Na corrida, largou bem e recuperou várias posições. Por fim, o abandono de Trulli lhe deu a liderança entre os pobres, e tudo isso ocorreu mesmo com o carro apresentando problemas nos freios. Muito bom.

HEIKKI KOVALAINEN 3,5 – Não foi o melhor das novatas nem nos treinos e nem na corrida. Perdeu para seu companheiro Trulli no treino oficial, largou mal e ficou preso atrás de Glock durante boa parte da corrida. De bom, apenas o fato de ter terminado.

SAKON YAMAMOTO 2 – Em relação à performance, nenhuma novidade. No entanto, o japonês protagonizou um momento dramático ao atropelar, sem ter culpa alguma no cartório, um engenheiro de sua equipe que estava mexendo em alguma coisa na traseira de seu carro. Culpa do tal engenheiro e do homem do pirulito, é claro.

LUCAS DI GRASSI 1,5 – Fim de semana ruim até mesmo para os padrões de sua equipe. Não se destacou no treino oficial, largou mal, perdeu mais posições no pit-stop e abandonou na última volta com problemas na suspensão.

JARNO TRULLI 3 – Tinha até mais chances do que seu companheiro, levando em consideração que havia largado à frente dele e liderava entre os pilotos das novatas. No entanto, um problema com o câmbio encerrou sua participação lá no finzinho da corrida.

BRUNO SENNA 1 – Fim de semana em que tudo o que podia dar errado deu. No segundo treino livre de sexta, tentou fazer o carro funcionar por três vezes e não obteve êxito em nenhuma. Sua corrida durou pouco devido a uma pane hidráulica.

LEWIS HAMILTON 2 – Chegou a Monza cheio de expectativas e saiu de lá mais cedo do que o ideal e bastante chateado. Não foi tão bem no treino oficial e encerrou sua participação ainda na primeira volta ao bater na Ferrari de Massa e danificar a suspensão dianteira. A liderança do campeonato escapou de suas mãos novamente.

KAMUI KOBAYASHI 1,5 – Apenas razoável nos treinos, sua corrida acabou antes mesmo da largada: um problema fez com que ele tivesse de ir para os pits ainda na volta de apresentação. A equipe tentou resolvê-lo, mas não obteve êxito e o fim de semana do nipônico acabou ali.