Porque, além da Fórmula 1, só ele sabe como fugir tão bem na chuva

FERNANDO ALONSO9 – Além de piloto genial, é o verdadeiro paladino da sorte. Terceiro colocado no grid, tinha tudo para ser no máximo o coadjuvante mais expressivo dos pilotos da Red Bull. Mas um bateu, o outro teve o motor quebrado e até o McLaren de Hamilton ainda teve problemas com os freios. Sendo assim, mesmo tendo tido problemas em sua parada de boxes, lá estava o espanhol para vencer sua quinta corrida no ano. Mesmo sem ter o melhor carro, assumiu a liderança do campeonato. E restam apenas duas etapas. É pra dar pulos de felicidade.

LEWIS HAMILTON8 – Não era exatamente o dia dele. Após a corrida, pode-se concluir que teve ótimas chances de ter vencido, mas um problema nos freios resultou em uma saída de pista que o fez ficar atrás de Alonso. Fora isso, conseguiu sobreviver a um fim de semana complicado, no qual a McLaren não teve lá o melhor carro, e fez um bom segundo lugar.

FELIPE MASSA7,5 – Discreto nos treinos, o paulistano conseguiu dar a volta por cima e, aproveitando-se dos abandonos à sua frente, obteve um bom pódio. Ao contrário do que aconteceu em outras ocasiões, Felipe não teve problemas com a chuva e andou com consistência.

MICHAEL SCHUMACHER8 – Até que não está em má fase. Apesar de ter saído apenas em nono, o velho Schumi fez uma boa ultrapassagem sobre Kubica logo na primeira volta em bandeira verde e sempre se manteve entre os primeiros. Com os abandonos, conseguiu subir para quarto e quase pegou um pódio.

ROBERT KUBICA7,5 – Sempre andando bem, o polonês. Quando esteve com pneus para chuva forte, sofreu com a falta de aderência e chegou a ficar para trás. Com novos pneus intermediários, recuperou o ritmo e ganhou posições na parte final da corrida. Bom e oportunista quinto lugar.

VITANTONIO LIUZZI8,5 – Péssimo como sempre nos treinos, o italiano fez sua melhor apresentação do ano e, talvez, de sua carreira na categoria. O destaque fica para o pulo do gato dado na primeira volta em bandeira verde, com o qual ele ganhou cinco posições. Depois, aproveitando-se de mais abandonos e tocando o carro com prudência, conseguiu subir para sexto. Dessa vez, foi ele quem salvou o dia da Force India.

RUBENS BARRICHELLO6,5 – Fez corrida boa o suficiente para estar em quinto lugar nas últimas voltas, mas teve problemas e cometeu um erro que lhe custou duas posições. Ainda assim, dado o período financeiramente negro de sua equipe, um ótimo resultado.

KAMUI KOBAYASHI6 – Ao contrário da sensacional corrida de Suzuka, a prova coreana foi apenas média para o notável japonês. Largou lá no meio do bolo e perdeu várias posições nas primeiras voltas da corrida quando ela passou a valer. Depois, restou subir posições com os abandonos e sobreviver a dois toques do endiabrado Sutil. No fim, um oitavo lugar acima das expectativas.

NICK HEIDFELD5,5 – Fez um fim de semana parecidíssimo com o de Kobayashi, com a diferença de que sempre ficou uma ou outra posição atrás dele. Ainda assim, e mesmo sofrendo com o desempenho dos pneus intermediários no final da corrida, pegou um bom nono lugar. Pode-se considerar um homem feliz por pontuar em duas ocasiões consecutivas com o Sauber.

NICO HÜLKENBERG6,5 – Cada vez mais próximo de Barrichello, o alemão fez uma boa corrida que injustamente resultou em um parco décimo lugar. Acompanhando o brasileiro, Nico chegou a ocupar a sexta posição no final da corrida, que poderia ter se transformado em uma quinta posição com o erro de seu companheiro. No entanto, um furo no pneu acabou com qualquer chance e o mandou à última posição pontuável.

JAIME ALGUERSUARI5 – Não é um cara de sorte, definitivamente. Fez sua obrigação ao superar seu companheiro Buemi no treino de classificação e vinha tendo uma boa corrida, com uma notável ascensão de posições que chegou a colocá-lo em oitavo. No entanto, um problema em sua parada nos boxes e a queda de performance nos pneus o fez bater na trave pela segunda vez seguida.

JENSON BUTTON2,5 – Fez sua pior corrida no ano e, talvez, uma de suas piores na vida. Largou em sétimo e arriscou ser o primeiro a parar para trocar os pneus, mas a estratégia arrojada, ao contrário do que ocorreu em outras situações, só o prejudicou, jogando-o para o final do grid. Depois, com seu carro sem ter qualquer aderência, não conseguiu se recuperar.

HEIKKI KOVALAINEN4,5 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas e pode até se gabar para os netos de que, dirigindo um precário Lotus, terminou imediatamente atrás de um McLaren. Mas não foi tão bem no treino oficial e, apesar de ter ganhando algumas posições na primeira bandeira verde, só pode sair contente por ter sido um sobrevivente da conturbada prova.

BRUNO SENNA4 – Diante de tudo o que aconteceu com ele no fim de semana, merece menção honrosa. No primeiro treino de sexta, teve uma assustadora rodada devido a uma suspensão traseira quebrada. Deu poucas voltas e, com menos experiência que os outros, acabou largando atrás de Yamamoto. Na corrida, tomou um toque considerável do Lotus de Trulli. Mesmo com toda a maré contra, conseguiu levar o carro até uma notável 14ª posição.

SAKON YAMAMOTO4 – É outro que pode contar para seus netos seu pequeno grande feito, o de ter superado um Senna em um treino de classificação. A corrida foi aquela coisa de sempre, mas o japonês conseguiu aquilo que muitos graúdos não passaram nem perto de obter: ver a bandeirada de chegada de uma corrida absolutamente virada do avesso.

ADRIAN SUTIL0 – Foi o pateta do fim de semana. Tudo bem que as condições da pista estavam horrendas, mas o seu nível de erros superou, em muito, o aceitável. Saiu da pista em muitas ocasiões e bateu no Sauber de Kobayashi em duas ocasiões. Na última, se arrebentou e abandonou a corrida. Como punição, vai perder cinco posições no grid da corrida brasileira. Merecido.

SEBASTIAN VETTEL9,5 – Desculpe, Alonso, mas não posso dar a melhor nota para você. Sebastian fez uma pole-position de arrepiar os cabelos e liderou a corrida de forma até autoritária até o final, quando seu motor começou a falhar e quebrou de vez na volta 46. Com isso, saiu da Coréia um tanto quanto distante do título. Cruel, muito cruel. E sorte é fundamental aos campeões.

VITALY PETROV4 – Porra, Petrov! Largou apenas em 20º, devido à punição tomada pelo comportamento lamentável na largada da corrida japonesa, e não parecia prometer muito. Mas colocou pneus intermediários antes de todo mundo e se deu bem com isso, ganhando muitas posições e chegando a ocupar a sétima posição, tendo enormes chances de terminar em uma posição melhor e à frente do companheiro. Porém, colocou tudo a perder ao errar, rodopiar e destruir o carro no muro. Segundo acidente violento consecutivo. Chega.

TIMO GLOCK7 – Em termos de desempenho, era o melhor piloto de equipe estreante na pista. E com certa folga, até. Ganhou boas posições na primeira bandeira verde e chegou a ocupar um irreal 11º lugar. Poderia até ter sonhado com o primeiro ponto de sua equipe, mas eis que Buemi tentou uma ultrapassagem estúpida e o alemão abandonou a prova prematuramente. Uma pena.

SEBASTIEN BUEMI1,5 – Fim de semana lamentável. Superado por Alguersuari no treino oficial, ele tentou se recuperar na corrida, mas tudo o que conseguiu foi cavar um acidente com Glock ainda no começo. Como punição, vai perder cinco posições no grid do GP do Brasil.

LUCAS DI GRASSI2,5 – Chamou a atenção de maneira estapafúrdia, ao marcar a melhor volta da corrida enquanto o safety-car ainda não havia liberado os carros para a corrida normal. No mais, não andou bem e terminou acidentado pela segunda corrida consecutiva. Dessa vez, após tentar ultrapassar Yamamoto.

JARNO TRULLI3 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas no treino oficial, mas teve problemas hidráulicos que prejudicaram até mesmo a dirigibilidade. Deve ter sido essa a explicação pelo acidente até certo ponto infantil com Bruno Senna logo no início. Diante disso, só restou encostar o carro na garagem.

MARK WEBBER2 – Putz, Mark. Um piloto que lidera o campeonato com vantagem pequena sobre o segundo e que precisa, mais do que nunca, marcar o máximo de pontos possível sem correr maiores riscos não pode errar do jeito que ele errou. Ao rodar sozinho após apenas duas voltas sob bandeira verde, bater e ainda por cima levar o coitado do Nico Rosberg junto, Webber pode, infelizmente, ter encerrado na Coréia suas chances de ser campeão.

NICO ROSBERG8 – Tinha tudo para fazer um corridão, talvez o melhor do ano, mas acabou não conseguindo, sem o menor demérito seu, evitar o carro de Webber. Terminou prematuramente um fim de semana que começou muito bem, como pôde ser visto no ótimo desempenho no treino oficial.

Anúncios