Este carro, de pintura bastante interessante e aparência um tanto quanto robusta, é o ancestral do atual carro campeão, o Red Bull RB6. Explica-se: a Red Bull Racing é a equipe que foi criada no fim de 2005 a partir do espólio da Jaguar Racing, que por sua vez havia comprado a Stewart Grand Prix no fim de 1999. E a simpática Stewart, que chamava a atenção pela pintura branca coberta com aquele tartan que identifica o clã escocês a que pertencia a família Stewart e pelo enorme patrocínio do banco HSBC, surgiu como equipe de Fórmula 1 em 1997. Ela já participava, com enorme sucesso, da Fórmula 3 inglesa e da Fórmula 3000 Internacional desde o início dos anos 90, mas sua empreitada na Fórmula 1 só se deu no final da década. E o primeiro carro que surgiu daquela pequena fabriqueta de Milton Keynes foi o SF1.

O sonho da dupla Jackie e Paul Stewart de abrir uma equipe de Fórmula 1 surgiu ainda em 1995, quando se comentava muito sobre um possível fim da Fórmula 3000 e muitas equipes da categoria, como a DAMS, a Supernova e a Durango, apareceram com projetos para a ascensão para a categoria principal. No entanto, apenas a turma dos escoceses tinha bala na agulha para isso. Em fevereiro de 1996, Jackie Stewart anunciou que, no ano seguinte, estrearia sua própria equipe na Fórmula 1. O mais legal é que tudo seria feito do zero, algo positivo para uma Fórmula 1 que só perdia carros a cada ano que passava.

Os Stewart eram pobres, mas limpinhos e organizadinhos. Em um primeiro momento, enquanto a novíssima fábrica em Milton Keynes não ficava pronta, o pessoal se reunia na pequena oficina que sediava as estruturas de F3 e F3000. Aos poucos, mecânicos e engenheiros, muitos deles egressos de outras equipes, eram contratados.  No final de 1996, já eram 100 os funcionários da Stewart Grand Prix. Entre eles, gente de gabarito como o diretor técnico Alan Jenkins, roubado da Footwork e o aerodinamicista Eghbal Hamidy, saído da Williams. Se o staff crescia a passos largos, os acordos comerciais e tecnológicos impressionavam ainda mais.

A Stewart não teve dificuldades para roubar a parceria da gigante de automóveis Ford das mãos da Sauber. Com esse apoio, a equipe passou a ter acesso ao Centro de Engenharia Avançada da Ford, localizado no estado americano de Michigan. Este centro tinha como chamariz maior o uso de supercomputadores que faziam detalhadas análises a respeito do comportamento aerodinâmico de carros e partes. Em outras palavras, a Stewart passou a ter acesso ao moderníssimo sistema CFD (dinâmica de fluido computacional), aquele que a Virgin tanto se orgulha de ter utilizado para desenvolver seu carro. O SF1, primeiro carro da equipe, foi também o primeiro carro da história da Fórmula 1 a ter parte de seu desenvolvimento aerodinâmico feito em computador, dispensando algumas boas horas de túnel de vento. Mas ao contrário da combalida equipe de Richard Branson, a Stewart não dispensou o tradicional ventiladorzão, aproveitando o equipamento da Swift, localizado na Califórnia. O mais interessante é que esse é o mesmo túnel de vento que a campeã Williams utilizava. Logo, as coisas estavam bem encaminhadas.

E ao contrário dos tempos atuais, não era tão difícil assim arranjar patrocinadores em 1996. A Stewart conseguiu um contrato com a HSBC que previa 8 milhões de dólares anuais durante cinco anos, um outro com o governo malaio que renderia 8,2 milhões de dólares anuais em 1997 e 1998 e mais alguns bons apoios da Texaco, da Sanyo e da Hertz. Estima-se que o orçamento da equipe para o ano de estreia girava em torno dos 30 milhões de dólares. Este valor, na verdade, não era muito maior do que o que a ridiculamente falida Mastercard Lola conseguiu juntar para sua estreia, mas vale considerar que o fato da Ford fornecer motores gratuitos e todo o suporte técnico oficial já representava uma enorme economia para os cofres de Jackie e Paul Stewart.

Os pilotos seriam o brasileiro Rubens Barrichello, ex-Jordan, e o dinamarquês Jan Magnussen, a sensação da Fórmula 3 inglesa em 1994. Para um ano de estreia, a estrutura da equipe era exemplar.

O SF1 foi lançado em dezembro de 1996, sendo o primeiro da temporada de 1997 a ser mostrado aos curiosos olhos do mundo. De aparência bastante conservadora, ele tinha laterais altas, bico alto mas curvado para baixo, asa traseira reduzida e tampa do motor curvada. Embora não tivesse arrancado suspiros de ninguém, também não era um carro para fazer passar vergonha. Além do mais, os pneus Bridgestone poderiam representar um ótimo diferencial.

Quando o carro entrou na pista, ele realmente se mostrou muito rápido. Mas também era muito problemático. Ainda na pré-temporada, Magnussen sofreu um violento acidente e acabou machucando uma das pernas. A causa do acidente foi o ponto fraco do SF1, as falhas estruturais na suspensão, que tornavam o bólido até meio perigoso. Com o início da temporada, outro grave problema foi descoberto: o sistema de óleo simplesmente não conseguia lubrificar os componentes do motor de maneira correta. E o resultado foi uma série de motores estourados, principalmente em pistas velozes. Além disso, o câmbio e o sistema hidráulico também renderam várias dores de cabeça.

No fim, os dois pilotos conseguiram terminar, juntos, apenas oito das 34 corridas (um altíssimo índice de 76% de abandonos) e Barrichello conseguiu um milagroso segundo lugar em Mônaco, corrida chuvosa que exigiu muito menos do Stewart do que faria uma prova normal. A conclusão era de que SF1 era um carro veloz que poderia perfeitamente colocar o brasileiro entre os dez primeiros em um grid (Magnussen simplesmente não conseguia andar nada), mas que não conseguia concretizar as coisas em resultados finais. Rubens andou muitíssimo bem nos treinos em Buenos Aires, em Montreal e em A1-Ring e chegou até a sonhar com a vitória em Nürburgring, mas problemas ocorridos em todas estas corridas acabaram deixando o belo carrinho branco parado em algum ponto da pista.

No fim, a Stewart terminou o ano com seis pontos e o nono lugar entre as equipes. Rubens Barrichello, o único piloto a pontuar, ficou em 13°. Ainda houve uma pequena polêmica sobre o fato do nome da equipe não constar na primeira lista de inscritos para 1998 devido a uma dúvida suscitada pela FIA a respeito da real saúde financeira da equipe. Mas tudo deu certo e a equipe seguiu existindo pelos dois anos seguintes até se tornar Jaguar e, posteriormente, a Red Bull que ganhou tudo nesse ano e que quase todos aprenderam a gostar.

Porque Flandres é um saco

SPA-FRANCORCHAMPS – Já escrevi sobre a pista antiga, um colosso de 14 quilômetros e algumas das curvas mais espetaculares da história do automobilismo. Vamos dizer que a descendente, embora não seja tão portentosa como a ancestral, ainda reserva fortes emoções. Seus pouco mais de sete quilômetros compõem aquela que é a melhor e mais completa pista do mundo atualmente. Imaginá-la fora do calendário da Fórmula 1, como já aconteceu recentemente, é algo que me incomoda um bocado. E a região em questão é conhecida pela suas excelentes fontes de águas termais e por um dos melhores chocolates do mundo. Não há nada de ruim para falar sobre Spa-Francorchamps, especialmente quando chove.

RAIKKONEN – O finlandês, campeão de Fórmula 1 em 2007, deu o ar das graças nesses últimos dias. Disse que sua carreira na categoria estava acabada e que o WRC é muito mais legal. Tendo a concordar, especialmente considerando o ambiente arredio da tal da Fórmula 1. Disse que Sebastian Vettel é o cara mais legal entre os pilotos do certame. Não comento, não o conheço pessoalmente, só digo que ele se parece com o Justin Bieber após um tempo em coma. Disse que Spa-Francorchamps é uma grande pista. Por mais óbvio que isso seja, o fato dele ter vencido por lá quatro vezes deve reforçar ainda mais a afirmação. Falando nisso, quem será que o substituirá no reinado belga? Entre os pilotos atuais, Michael Schumacher à parte, apenas Felipe Massa (2008) tem vitória por lá.

SMS – Michael Schumacher pediu desculpas a Rubens Barrichello pelo ocorrido em Hungaroring. Até aí, tudo bem. O inusitado da situação, todavia, é o fato dele ter feito isso por um SMS que não deve ter custado mais do que uns 30 ou 40 centavos de euro, menos que troco de bala para alguém bilionário. O caráter burocrático de um SMS mostra como a relação entre os dois é boa e sincera. Assim como mostrou como Sebastien Bourdais era bem quisto pela Toro Rosso quando foi demitido da mesma maneira.

300 – Falando em Barrichello, Spa-Francorchamps será o seu fim de semana de número 300. Já falei sobre isso, assim como toda a torcida do Flamengo. Já que o assunto está esgotado, restrinjo-me a falar sobre suas possibilidades nesta corrida. Com um Williams cujo motor Cosworth tem sérios problemas de torque e velocidade final, o negócio é esperar pela chuva. Spa é a pista da primeira pole-position dele em 1994. No entanto, Rubens nunca conseguiu muito mais do que isso. Apenas dois pódios, nas impecáveis temporadas de 2002 e 2004, foram obtidos por lá.

PONTEIROS – A Red Bull está com medo de não andar direito nas grandes retas de Spa. A McLaren vai utilizar esta corrida como um teste para ver se o duto frontal será utilizado em Monza. Duto frontal este que será utilizado pela Renault pela primeira vez na temporada. A Ferrari está feliz com a evolução e a Mercedes, bem… O caso é que não está fácil apontar um favorito para a corrida belga. Se chover, o que não é nem um pouco improvável, o negócio ficará ainda mais bagunçado. Sem grandes certezas, vou pelo meu lado torcedor e aposto 400 milhões de rublos em Vitaly Petrov.

300 de altos...

Nunca escrevi um texto sobre Rubens Barrichello aqui. Na verdade, até me jacto por isso. Toda e qualquer pessoa que escreve qualquer bobagem sobre automobilismo não tarda a emitir sua opinião sobre o mais polêmico piloto que o Brasil já teve na Fórmula 1. Na verdade, até eu já fiz isso. Foi em 2005, quando tinha 17 anos e escrevia para um site de fama razoável que eu não vou revelar qual. Nem tenho coragem de procurar e reler o texto, que deve estar cheio de erros de formatação, concordância e idéias equivocadas. Hoje, volto a escrever sobre Rubens.

Gosto de Barrichello. Na verdade, nem sei o porquê. Às vezes, penso que meu inconsciente me faça sentir uma certa comiseração por aquilo que ele não foi. Afinal de contas, é da minha natureza encontrar injustiças em tudo relacionado ao automobilismo em geral. Mas não sei dizer se Rubens é um injustiçado, um miserável, alguém digno da minha pena. Provavelmente, não.

Barrichello, 38, é um cara tranquilo, simpático e bem-humorado. Ama a mulher e seus dois filhos. Vive confortavelmente em Mônaco, mas sempre dá um pulo em São Paulo pra rever a família e os amigos. É respeitado por quase todos os envolvidos no meio. Faz o que gosta, e faz bem. Falar que o cara é vencedor por fazer o que gosta na Fórmula 1 enchendo a conta-corrente com milhões e milhões de dólares é algo batido, um clichê utilizado por todos que querem defendê-lo. Mas o caso é que, por mais cansada que esta tese esteja, ela não deixa de estar errada. Rubens Barrichello tem absolutamente tudo para se considerar um homem feliz e bem-sucedido.

As vitórias não vieram? Sim e não. A torcida irá chiar enquanto ele não for campeão, e é bom Barrichello se resignar quanto a isso, pois o título provavelmente não virá. Ele venceu onze corridas e obteve dois vice-campeonatos, muito pouco para a exigente nação brasileira. Nesse momento, serei extremamente pseudointelectual e citarei o filósofo Voltaire. O que importa é cultivar seu próprio jardim, e Barrichello o fez como poucos. Nada é mais importante para o indivíduo do que uma vitória pessoal, aquela sensação de que todo aquele trabalho de sua vida valeu para alguma coisa. Só faltou o título, mas ser campeão de Fórmula 1 não é algo tão fácil e tão óbvio assim. Mesmo para um piloto do seu quilate.

Dei minha opinião sobre Rubens Barrichello, piloto que só está abaixo de Nelson Piquet em minhas preferências. É evidente que não estou escrevendo porque me deu na telha. Em Spa-Francorchamps, ele fará seu 300º fim de semana como piloto de Fórmula 1. Não digo que esta será a corrida de número 300 porque, oficialmente, ele não largou em quatro desses fins de semana. No fatídico GP de San Marino de 1994, ele teve aquela pancada na sexta-feira que o deixou de fora com um nariz quebrado e um braço torto. No GP da Bélgica de 1998, ele foi um dos envolvidos naquele famoso megaacidente que não tinham carro reserva para relargar. No GP da Espanha de 2002, seu câmbio falhou e ele não conseguiu sair para a volta de apresentação. O mesmo aconteceu no GP da França daquele mesmo ano, no qual um energúmeno da Ferrari deixou seu carro sobre o cavalete e Rubens ficou por lá. Em termos oficiais, Barrichello fez 296 corridas. Malditas estatísticas!

... e baixos. Poucos tiveram a vida fantástica que ele teve

Mas isso não importa. Sendo 296 ou 300, o caso é que Rubens Barrichello pode se considerar um verdadeiro patrimônio histórico da Fórmula 1. Seu nome consta na lista de inscritos para uma corrida desde o GP da África do Sul de 1993, há exatos 6372 dias. A Fórmula 1 daquele dia tinha Senna, Prost, Patrese, Berger, Alboreto, Warwick, De Cesaris, Alliot, Alesi e Capelli. A Fórmula 1 de hoje tem Hamilton, Alonso, Massa, Vettel, Button, Webber, Kubica, Sutil, Rosberg e Kobayashi. A Fórmula 1 daquele dia tinha suspensão ativa, freios ABS, câmbio automático e controle de tração. A Fórmula 1 de hoje tem difusores duplos e dutos de ar. A Fórmula 1 daquele dia tinha Bernie Ecclestone, Luca di Montezemolo, Frank Williams e Michael Schumacher. A Fórmula 1 de hoje tem Bernie Ecclestone, Luca di Montezemolo, Frank Williams e Michael Schumacher. E Barrichello presenciou todas as mudanças e todas as não-mudanças. Um acervo histórico.

Rubens chega a um número de grandes prêmios que piloto nenhum ousou chegar. O fato de estar em seu 18º ano na Fórmula 1 o iguala a Graham Hill no número de temporadas. É um highlander, um tipo incansável. E o mais legal é que, ao contrário de muitos que chegam a essa idade, ele parece ter a disposição de um moleque de 20 anos. Você, que dá risada das piadas engraçadas e inteligentes do Casseta e Planeta, deve admitir que, no mínimo, força de vontade o cara tem.

E o mais legal é que os 300 de Barrichello foram marcados por tantos altos quanto baixos. O choro incontido no pódio de Hockenheim, aquela corrida na qual ele saiu de 18º para chegar em primeiro. A angústia de competir em Interlagos com uma Honda caquética sem saber o que fazer no ano seguinte. O êxtase de ter terminado em segundo com um Stewart na chuvosa pista de Mônaco. A depressão de ter de correr em Interlagos no ano seguinte à morte de Senna carregando todas as expectativas de um país. A primeira volta em Donington. A pane seca em Donington. O quarto lugar com um Jordan em Interlagos. O acidente em Imola. O pódio em Imola cinco anos depois. A vitória em Valência com um Brawn. O ano zerado com uma Honda ecológica. Áustria/2002. EUA/2002. Inglaterra/2003. Brasil/1996. Nenhum piloto teve seu emocional tão testado quanto ele. Talvez seja isso que explique o comportamento deveras passional e até irracional. É coisa demais para um só.

O Rubens Barrichello dos 300 é alguém mais realizado, mais feliz e mais tranquilo consigo. Conforme a idade vem, as coisas são menos levadas a sério e tratadas com mais leveza. Não vou sair por aí desejando mais 100 corridas, até porque Fórmula 1 é um negócio que enche o saco e até mesmo ele precisará se aposentar um dia. Só espero que ele entenda que 300 é mais do que um número. É um agregado de histórias e sentimentos que pouquíssimos no mundo terão a oportunidade de desfrutar.

Para saturar a semana deste blog com este assunto insuportável, trago à lembrança dos leitores alguns casos de pilotos que sucumbiram às decisões de seus patrões e tiveram de ceder passagem aos seus companheiros. Aos iniciantes que se estarreceram com a atitude de Felipe Massa, saibam que ordens de equipes são tão antigas quanto a prostituição ou o estelionato. Nos anos 50, o ótimo Peter Collins já teve de abandonar uma corrida para entregar seu carro a Juan-Manuel Fangio. A Lotus, amada por muitos, tinha esquemas claros e francos de primeiro e segundo piloto. A implantação dos pit-stops representou uma excelente oportunidade para chefes de equipe e estrategistas executarem operações do gênero sem chamar a atenção.

Felipe Massa e Fernando Alonso não são nem os primeiros e nem serão os últimos envolvidos em polêmicas do tipo. Vamos às cinco histórias:

5- NICK HEIDFELD E FELIPE MASSA, ALEMANHA 2002

Engana-se redondamente quem acha que uma ordem de equipe em Hockenheim é novidade para Felipe Massa. Em seu primeiro ano na Fórmula 1, ele era o segundo piloto da Sauber. Seu companheiro, não muito mais experiente do que ele, era o alemão Nick Heidfeld.

A primeira ocasião na qual os dois se encontraram na pista foi em Nürburgring, em junho de 2002. Massa vinha em sexto e Heidfeld vinha logo atrás. Naquele período, apenas os seis primeiros marcavam pontos. Peter Sauber acreditava que o alemão, sendo o primeiro piloto e também mais experiente, merecia mais este pontinho. Desse modo, ele pediu para que Massa deixasse Heidfeld passar no fim da corrida. Displicente, Felipe não cumpriu a ordem. A rebeldia levou a um clima bastante desconfortável na equipe suíça.

Semanas depois, a situação se repetiu em Hockenheim. Massa estava novamente à frente de Heidfeld, embora dessa vez nenhum deles estivesse perto dos pontos. Peter Sauber pegou seu rádio novamente e pediu para que o brasileiro deixasse seu companheiro passar. Vendo que a situação poderia se complicar ainda mais, especialmente após um deprimente GP da Inglaterra, ele deixou. Posteriormente, os dois ganharam algumas posições e Heidfeld terminou em sexto, com Massa logo atrás.

Muitos argumentam que Massa deixou Heidfeld passar e foi demitido do mesmo jeito. Excluindo outros fatores, o que foi decisivo, na verdade, foi sua atitude em Nürburgring.

4- EDDIE IRVINE E MIKA SALO, ALEMANHA 1999

O que vocês acham de um piloto que cede sua única oportunidade concreta de vitória ao companheiro de equipe. Pois foi o que Mika Salo fez em 1999. Pela mesma Ferrari. No mesmo circuito de Hockenheim. Oh, coincidências…

Salo foi contratado pela Ferrari para substituir Michael Schumacher, ferido na perna em um acidente em Silverstone. Como a equipe italiana teve de depositar suas fichas no irlandês Eddie Irvine, ficava claro que o finlandês só estava lá com o objetivo de ajudar seu companheiro. Mika só conseguiria alguma coisa boa por sobras, portanto.

Na sua segunda corrida pela equipe, o ex-Lotus, Tyrrell e Arrows fez sua atuação mais expressiva na vida. Saindo da quarta posição, ele fez uma superlargada e pulou para segundo. Com o desastroso trabalho de pits na McLaren de Mika Hakkinen, Salo assumiu a liderança por alguns instantes. Momentos depois, Hakkinen sofreu um forte acidente e deixou a corrida. A Ferrari tinha a dobradinha na mão, mas seus pilotos estavam ocupando as posições erradas.

Na volta 26, a Ferrari simplesmente pediu para o finlandês dar passagem a Irvine. Sem contestar, ele reduziu e cumpriu o que lhe foi pedido. E Irvine assumiu a liderança, com Salo sempre poucos segundos atrás. E a Ferrari faz a festa na pista alemã.

Há quem ache que Salo foi absolutamente bundão por ter dado de presente sua única chance na vida. No entanto, ele acreditava que outra oportunidade viria. Além disso, nada menos do que seis equipes (a própria Ferrari, Jordan, Benetton, Sauber, Williams e Prost) apareceram com propostas a ele após a corrida. Se ele soubesse que nada disso daria certo, é bem possível que ele passasse por cima da ordem.

3- GERHARD BERGER E AYRTON SENNA, JAPÃO 1991

Um caso no qual houve boa intenção para com o segundo piloto. Um caso no qual, mesmo assim, os dois pilotos saíram contrariados.

Pouco antes da corrida japonesa, Ron Dennis fez um pedido a Ayrton Senna. Como o brasileiro estava muito à frente de Nigel Mansell no campeonato, não havia necessidade de vencer. Se o inglês abandonasse a prova, Ayrton deveria dar passagem a Gerhard Berger, que trabalhou muito para ajudá-lo em ocasiões como a corrida de Barcelona. Meio assim, Senna aceitou. Provavelmente, não esperava o abandono de Nigel.

Mas aconteceu. Mansell escapou da pista ainda no começo da corrida e a McLaren estava diante de uma dobradinha histórica. O título já estava vencido e uma vitória de Berger só deixaria todo mundo feliz. Mas não foi bem assim. Senna liderou toda a corrida, e Ron Dennis sempre pedia o cumprimento da ordem. A frase repetida várias vezes era “lembre-se do que conversamos”. O brasileiro confessou que cogitou desobedecer Dennis deliberadamente ou simplesmente fingir que não havia escutado o rádio. Mas nada disso era possível.

Restou ao brasileiro liderar até os últimos metros, quando ele tirou o pé e deixou Berger passar para atravessar a linha de chegada em primeiro. Enquanto Galvão Bueno achava a atitude de Senna praticamente divina, os dois pilotos mostravam-se chateados com a situação. Enquanto Senna dizia que a decisão “doeu bastante”, Berger afirmou que “havia sido um gesto estúpido, que só mostrava que ele era o dono da casa”. E a intenção era exatamente essa: mostrar quem mandava na McLaren.

2- MIKA HAKKINEN E DAVID COULTHARD, AUSTRÁLIA 1998

Muitos enxergam a McLaren como a verdadeira reserva moral entre as equipes da Fórmula 1. Poucos se lembram que a equipe já utilizou de subterfúgios tão obscuros quanto a Ferrari. Não me refiro ao escândalo de espionagem em 2007, mas sim à velha e pura ordem de equipe. David Coulthard, segundo piloto da equipe em 1998, foi a vítima da ocasião.

Naquele tempo, todos os convivas do paddock tinham total certeza de que havia uma clara diferença de tratamento dispensado aos pilotos da equipe por Ron Dennis. Mika Hakkinen, piloto da equipe desde 1993, era o queridinho do patrão. Por mais que o finlandês tenha feito um 1997 bem mais discreto do que Coulthard, Dennis apostava todas as suas fichas nele. Por algum motivo desconhecido, Coulthard nunca recebeu o melhor tratamento por parte de sua equipe. Muitos dizem que ele não era bom o suficiente, mas não era exatamente essa a realidade. Eu acredito que seu ímpeto se apagou após passar um longo período sendo tratado como um piloto de segunda na McLaren.

Não acreditam? Melbourne sediava a primeira etapa do campeonato de 1998. Na teoria e na prática, os dois pilotos tinham exatamente as mesmas chances de título. Hakkinen e Coulthard dividiram a primeira fila nesta ordem. O finlandês largou bem e manteve-se na ponta até que, inesperadamente, ele entrou nos pits na volta 36. Segundo Ron Dennis, alguém conseguiu acessar o rádio da McLaren e mandar o finlandês entrar nos boxes.

Ele entrou e, percebendo que não havia nada errado, simplesmente passou reto. O tempo perdido foi o suficiente para que Coulthard assumisse a liderança. Tudo indicava que a corrida seguiria deste jeito até o final, mas não foi o que aconteceu. Ameaçando seu emprego, Ron Dennis mandou Coulthard deixar Hakkinen passar. Sem escolha, ele o fez em frente à reta dos boxes na volta 55 e o finlandês ganhou a corrida.

Pobre Coulthard. Seu maior pecado era não ser do agrado de Ron Dennis. Como isso faz diferença…

1- MICHAEL SCHUMACHER E RUBENS BARRICHELLO, ÁUSTRIA 2002

Hoje não, hoje não, hoje sim… hoje sim?!

Quem não se lembra da tragicômica narração do global Cléber Machado na ocasião da marmelada mais escandalosa da história da categoria? Eu me lembro. Vi aquilo com meus próprios olhos no dia 12 de maio de 2002, dia das mães. Ao dar passagem a Michael Schumacher nos metros finais do GP da Áustria de 2002, Rubens Barrichello escancarou ao mundo o que ele significava para a Ferrari: uma engrenagem. Assim como a faxineira, o aprendiz de mecânico e o massagista, ficou claro que Barrichello trabalhava quieto para Schumacher.

O dramático da história é que Rubens fez um fim de semana perfeito até aquele momento. Havia liderado o primeiro treino livre e o warm-up. Havia feito a pole-position com um tempo seis décimos mais rápido que o de Schumacher. Havia liderado a corrida de ponta a ponta. Diante disso, nenhuma outra pessoa naquele dia merecia vencer. Mas a Ferrari não pensava assim.

Havia acontecido algo parecido no ano anterior. Barrichello e Jean Todt, na época diretor “esportivo” da equipe, discutiram calorosamente via rádio nas últimas voltas e o brasileiro foi obrigado a ceder sua segunda posição a Schumacher a fórceps. Em 2002, no entanto, a ordem veio na última volta de maneira sutil e sucinta, assim como a reação de Barrichello:

– Rubens, pode deixar Schumacher passar?
– Sim, mas vocês têm certeza de que é isso que querem?
– Sim, temos.
– O Michael já sabe disso?
– Sim, sabe.
– Então, tá.

Na linha de chegada, Barrichello reduziu e Schumacher venceu a corrida. Todos no autódromo vaiaram. O mundo se indignou. Muitos decretaram a morte da Fórmula 1 ali, naquele isolado circuito austríaco de A1-Ring. O que se seguiu nos momentos seguintes foi o vexame. Ralf Schumacher, irmão de Michael e quarto colocado naquela corrida, fez uma careta que misturava pena e vergonha alheia da dupla ferrarista. No pódio, o constrangido Schumacher entregou seu troféu a Barrichello, além de pedir ao brasileiro para subir no degrau mais alto.

Como punição, a Ferrari teve de pagar 1 milhão de dólares e só. Uma merreca que pode ser justificada pela forte influência exercida pela equipe italiana nos homens da FIA. As reputações da Ferrari, de Schumacher, de Barrichello e da própria Fórmula 1 foram seriamente afetadas por esse episódio. Muitos disseram que Schumacher, com todo o seu poder de influência, poderia ter evitado a situação. Afinal de contas, havia ainda onze etapas pela frente e ele já tinha chegado a A1-Ring com 21 pontos de vantagem sobre Juan Pablo Montoya. A Ferrari argumentou que tudo podia acontecer e esses pontos poderiam fazer falta no fim do ano.

Não fizeram. E o esporte ficou maculado para sempre.

HUNGARORING: Modificando livremente a declaração de Chico Buarque, deve ser a única pista que o diabo respeita. Lenta, travada, abrasiva, destruidora de pneus e freios, ainda por cima sedia uma corrida de Fórmula 1 no período mais quente possível do Leste Europeu, os meses de julho e agosto. Para os pilotos, uma verdadeira via crucis, o pagamento de todos os pecados cometidos na vida. Um conjunto ideal para esta pista é o piloto com preparação física impecável e o carro com bastante downforce. O país é indescritivelmente belo e as corridas são indescritivelmente chatas, só valendo a pena pelo deslumbrante cenário formado pelos casebres da vila de Mogyoród. Acredito que, por ser uma pista extremamente exigente, ela é absolutamente necessária para um calendário decente. Gostaria de pilotar lá um dia.

MASSA: Foi um dos chamados para a entrevista coletiva da FIA. Disse que não era segundo piloto e que deixaria se correr se o fosse. Disse que o episódio alemão não se repetiria e que lutaria pelas vitórias. Disse que trabalha para a equipe e quer o melhor para ela. É preciso ponderar algumas coisas. Felipe mente quando diz que não é segundo piloto. Nesse momento, é, sim senhor. Do mesmo jeito que foi em 2007. Em 2008, foi o primeiro piloto. Se Alonso quebrar a perna amanhã, Massa volta a ser primeiro piloto. Tão simples de entender. Por outro lado, está certíssimo quando diz que trabalha pela equipe. Afinal de contas, é ela que paga seu salário e lhe proporciona um carro minimamente razoável. Se há uma pataquada como a de Hockenheim, como cansei de dizer, a falta de ética é total por parte dos chefões e não dos pilotos.

WARWICK: Será ele o comissário-piloto do fim de semana. Tenho a impressão de que ele sempre obteve bons resultados nessa pista. Vou conferir. É, exatamente. Derek Warwick marcou pontos por lá em 1987, 1990 e 1993. Nesse último ano, passou muito perto do pódio com um Footwork. Não que os ex-pilotos escolhidos o sejam pelo seu retrospecto em uma pista, mas não deixa de ser algo interessante. Espero que não tenha tanto trabalho quanto tiveram, por exemplo, Emerson Fittipaldi e Danny Sullivan.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Como alguém que escreve bobagens na internet, defendo visceralmente. No entanto, depois do ocorrido em Hockenheim, alguns indivíduos não envolvidos diretamente na história andam abusando deste direito pétreo. Mark Webber, aquele que se acha preterido na Red Bull, disse que a Ferrari fez o certo. Flavio Briatore, pivô do escândalo Cingapura/2008, disse que absurda é a regra de proibição de ordens de equipe. Do outro lado, Rubens Barrichello, aquele da Áustria, disse que as ordens de equipe deveriam ser proibidas e que não seria campeão sendo um cara mau. Estando certos ou estando errados, acho que nenhum deles foi chamado para a conversa.

DI GRASSI: Equipes “descoladas”… hahahaha. Depois da tensão vigente na Red Bull, agora é a Virgin que fecha o semblante. E o mais insólito é que isso aconteceu devido a uma brincadeira boba de Lucas di Grassi, um dos pilotos da equipe. Pouco após a corrida, ele pegou as declarações emitidas pelo seu companheiro de equipe Timo Glock e fez algumas alterações, colocando que “foi um começo de corrida difícil, já que Lucas me ultrapassou em uma manobra brilhante”. O alemão, longe de ser o tipo mais bem-humorado do grid, não gostou. E a equipe também não. Irritar-se por isso é bobagem, mas na Fórmula 1 do estresse vem sendo bastante comum. Nesses tempos atuais, todo mundo perde a cabeça com facilidade. Mesmo se você é “descolado”.

Se assustou com as imagens dos dois suportes de suspensão do carro do Sebastien Buemi explodindo no meio da reta? Eu também. Aproveitei a oportunidade para xingar a Toro Rosso e o circuito de Shanghai, duas coisas que definitivamente não me aprazem. Mas a situação do Buemi não é inédita. A Fórmula 1 já viu um monte de gente ficando na mão por alguma parte de seu carro ter voado para bem longe. Cinco histórias conhecidas (ou não).

5- RALPH FIRMAN, INTERLAGOS, 2003

O Jordan EJ13 não era lá um grande carro em termos de velocidade e resistência. Porém, seu maior problema era outro: a má qualidade das peças. Um de seus pilotos, o irlandês Ralph Firman, sentiu na pele por duas vezes o que era dirigir um carro que poderia sair soltando pedaço por aí em um piscar de olhos.

Em Interlagos, Firman vinha fazendo sua corridinha discreta quando, pouco antes do S do Senna, a suspensão dianteira direita não suportou as ondulações do circuito e explodiu. Sem controle, Ralph rodou e ainda acertou o Toyota de Olivier Panis para terminar na barreira de pneus. Foi só um susto, mas foi apenas o primeiro.

4- RALPH FIRMAN, HUNGARORING, 2003

O pobre Firman, alguns meses depois do acidente de Interlagos, passaria o maior susto de sua vida nos arredores de Mogyorod, no circuito de Hungaroring.

Nos treinos livres de sábado, Firman vinha acelerando no trecho 3 quando o aerofólio traseiro simplesmente se desmanchou. Sem perceber, Ralph seguiiu acelerando até chegar na curva 4. E quando ele foi frear, cadê o downforce? O carro saiu rodopiando em altíssima velocidade até se estatelar nos pneus, em um dos acidentes mais assustadores da década. Depois de apagar por alguns instantes, Ralph Firman foi levado ao hospital com um tornozelo quebrado e dores no pescoço. Acabou sendo substituído pelo piloto local Zsolt Baumgartner.

3- ROLF STOMMELEN, MONTJUICH, 1975

Pobre Stommelen… sempre muito azarado, o alemão. E o azar maior da sua carreira na Fórmula 1 acontecia justamente no seu melhor momento.

Rolf era piloto da Embassy-Hill, equipe mediana chefiada pelo bicampeão Graham Hill que terceirizava chassis da Lola. O carro não era uma maravilha, mas no circuito citadino de Montjuich talvez desse para fazer algo. Além do mais, revoltados com a falta de segurança da pista, alguns pilotos como os irmãos Fittipaldi acabaram desistindo da corrida. Mesmo que fosse pedir pra se machucar, correr em Montjuich poderia ser bom para Stommelen.

E, de fato, vinha sendo. Em determinado instante, Rolf Stommelen assumiu a liderança da corrida, algo inédito na sua carreira! Porém, na volta 23, o aerofólio traseiro do seu GH1 foi para o espaço e Stommelen saiu voando em direção às arquibancadas. A seguir, a tragédia maior: quatro mortos e vários ossos quebrados para o piloto alemão.

Os revoltados com o circuito estavam certos. Mas a Lola também leva parte da responsabilidade.

2- KIMI RAIKKONEN, NURBURGRING, 2005

2005 foi um ano atípico na Fórmula 1, no qual os pilotos tinham de utilizar o mesmo jogo de pneus durante uma corrida inteira. É evidente que uma coisa dessas não daria certo. O melhor exemplo disso é o acidente de Raikkonen em Nurburgring.

Kimi Raikkonen fazia uma corrida limpa e absolutamente tranquila. Porém, faltando oito voltas para o final da corrida, o pneu dianteiro direito começou a apresentar problemas. O uso excessivo do freios em Nurburgring faz com que os pneus se deteriorem, e o Michelin de Raikkonen chegou a um ponto de deterioração que acabou perdendo o formato circular. Com isso, o carro sofreria violentas vibrações no conjunto da suspensão. A cada freada, a situação piorava ainda mais, o pneu ficava ainda mais “quadrado” e as vibrações se tornavam mais fortes.

Era uma questão de saber quando aquilo lá ia para o espaço. Acabou indo justamente no pior momento, no começo da última volta. No início da freada para a primeira curva, o esforço sobre a suspensão foi tamanho que ela acabou explodindo e o carro de Raikkonen, descontrolado, acabou rodando em alta velocidade. Quase atingiu a BAR de Jenson Button e terminou tocando a barreira de pneus. Fim de corrida.

A partir daí, os gênios da FIA acabaram percebendo que a regra de não trocar pneus era completamente descabida.

1- RUBENS BARRICHELLO, HUNGARORING, 2003

Essa foi impressionante em todos os sentidos. A quebra, o acidente, a circunstância, a forma como sua equipe reagiu.

Na volta 20, Rubens Barrichello vinha se aproximando da freada da primeira curva quando a suspensão traseira esquerda simplesmente se desmanchou na freada, ejetando pneus e tudo o mais. Sem qualquer controle no volante ou nos freios, Barrichello simplesmente seguiu reto em direção à barreira de pneus. O acidente foi brutal e Rubens deu muita sorte em só ter mordido a língua.

A explicação da Ferrari, porém, não foi a melhor. Segundo os italianos, Rubens teria se excedido por duas vezes na chicane que compreende as curvas 6 e 7. O carro não teria suportado o “sobreesforço” e o resultado foi a explosão da suspensão. Um argumento insuficiente, já que o ataque agressivo às chicanes é uma necessidade não só no circuito húngaro mas em vários outros.

(ignore a música e o vídeo e vá direto para 1:45)

AT&T WILLIAMS


Moda na atual Fórmula 1 é elogiar a Williams. É quase cult fazer isso. Todos adoram louvar os grandes (e eles são impressionantes, de fato) feitos da intrépida dupla Frank Williams e Patrick Head, mesmo sabendo que o último título da equipe foi obtido apenas em 1997. Mas já que é assim, que seja. Desde o fim da parceria com a BMW, a Williams vem sofrendo com a falta de um motor forte de fábrica e de dinheiro. Porém, consegue sempre alguns pontinhos que fazem regozijar-se os fãs mais tradicionais. A esperança que ela volte a ser grande sempre existe.

Sediada em Grove, UK
9 títulos de construtores
534 corridas
113 vitórias
125 poles-positions
2600 pontos

9- RUBENS BARRICHELLO

Essa é a imagem de Barrichello para boa parte dos brasileiros. Uma parte da culpa por isso é dele, claro

Assim como Schumacher, é outra figurinha polêmica. Desprezado pelo grande público e até mesmo por parte da mídia, Barrichello é aquele indivíduo que chega na sua 17ª temporada acreditando que, nesse ano, dá! Suas declarações transparecem uma falta de maturidade combinada com uma baixíssima auto-estima e uma pitada de falta de inteligência. Uma imagem criada por ele que soa quase como maldade própria, ao meu ver. Rubens é um exímio piloto, especialista em corridas chuvosas e excelente acertador de carros. Depois de quase ser defenestrado da F1 e de renascer na Brawn, tentará levará sua experiência, sua velocidade e sua choradeira para a Williams.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 23 de Maio de 1972
Vice-campeão de F1 em 2002 e 2004
284 GPs disputados
11 vitórias
14 poles-positions
607 pontos
Campeão da F3 inglesa em 1991 e da F-Opel européia em 1990

10- NICO HÜLKENBERG

A vida dele, até ontem, foi assim. E a partir de hoje?

Ele é branquelo, alemão, seu nome é Nico, possui um título na GP2 e tem sua temporada de estréia pela Williams. E não estamos falando do Rosberg! Nico Hülkenberg (aprendam comigo: RIUQUENBERG, e não RULQUENBERG) é o estreante com melhor currículo da F1 nos últimos anos: títulos na F3 Européia, A1, F-BMW e, ufa, GP2. Empresariado por Willy Weber, tem tudo para chegar às cabeças. Não há muito o que se falar dele ainda. Os jornalistas dizem se tratar de uma figura pernóstica. É uma aposta pessoal desse blog para o futuro.

Alemão, de Emmerich, nascido em 19 de Agosto de 1987
Estreante
Campeão da GP2 em 2009, da F3 européia em 2008, da A1 GP em 2007 e da F-BMW ADAC em 2005