Uma a Uma


Sem grandes assuntos para hoje, continuo apresentando os carros da temporada 2011. Como dito no meu artigo sobre a Ferrari, a ordem dos carros é referente à data de lançamento deles. O primeiro apresentado aqui foi o Ferrari F150, que mudou de nome e virou F150th Italia, nome que só expõe a já latente breguice ferrarista. Falo, agora, da Lotus, a segunda equipe a se apresentar nesse ano.

TEAM LOTUS

Se você porventura entrou em coma após o GP da Austrália de 1994 e acordou hoje, tenderá a pensar que a Lotus conseguiu sobreviver às suas inúmeras crises, enterrou adversárias e está aí, firme e forte. Pois é, pequeno gafanhoto: você está redondamente enganado. O nome é igual, o logotipo é igual e os resultados estão muito parecidos com aqueles obtidos no início dos anos 90. Mas as semelhanças acabam aí. A Team Lotus atual é a Lotus Racing do ano passado, equipe criada por uma turma de malaios ambiciosos no final de 2009. E aos que acordaram do coma: o tal GP australiano foi a última corrida da antiga Lotus criada por Colin Chapman.

A Lotus original é talvez a segunda equipe mais admirada de todos os tempos, perdendo apenas para a Ferrari. Liderada pelo engenheiro Colin Chapman, ela dominou inúmeros campeonatos de várias categorias e notabilizou-se pela sua inventividade e pelo espírito de vanguarda, trazendo inúmeras novidades à Fórmula 1. Foi a Lotus que implantou, entre outras novidades, os aerofólios, os patrocinadores comerciais que não tem envolvimento direto com a indústria automobilística, o carro-asa e a suspensão ativa.

Mas Chapman morreu (ou não) em 1982 e a equipe entrou em um processo inevitável de decadência. Com Ayrton Senna, teve seus últimos momentos felizes. Os anos 90 foram cruéis para uma equipe que, definitivamente, havia perdido a capacidade de se reinventar. A falência veio em janeiro de 1995, de maneira triste.  Findava-se a história do Team Lotus… até 2009.

Um grupo de empresários malaios, liderado pelo magnata aéreo Tony Fernandes, decidiu recriar a lendária equipe, com direito a pintura british racing green, aprovação de Clive Chapman e tudo o mais. Com o nome Lotus Racing, os asiáticos construíram um belo porém conservador bólido verde e amarelo e entregaram duas unidades aos experientes Jarno Trulli e Heikki Kovalainen. O ano de estreia foi difícil e nenhum ponto foi obtido, mas a impressão deixada foi muito melhor do que a das outras duas equipes novatas. Em 2011, já com o nome Team Lotus, a equipe pretende sair do pelotão da pindaíba e dar um salto para o meio do grid.

LOTUS T128

Assim como a Ferrari, a Lotus também foi obrigada a mudar o nome de seu carro. Inicialmente, ele seria TL11, referência clara ao nome da equipe (Team Lotus) e ao ano de 2011. Sabe-se lá por que razão, a apresentação oficial, feita por meio de uma revista eletrônica, foi feita com o nome T128. Paciência… Mas para felicidade dos novos fãs da equipe, o carro tem linhas bem mais interessantes do que o T127.

As diferenças entre os dois carros são marcantes. O motor será o Renault, em substituição ao Cosworth do ano passado. Enquanto o T127 tinha um bico reto e alto, o T128 tem um bico curvado para baixo de maneira acentuada. Mais atrás, a entrada de ar sobre a cabeça do piloto foi dividida em duas, com cada parte sendo colocada em um lado da quilha, solução criada pela Mercedes no ano passado. A suspensão traseira, agora, é pushrod. O KERS, no entanto, segue ausente. Detalhes que deverão garantir resultados bem mais expressivos do que no ano passado. Até agora, os resultados nos testes não foram geniais. Mas ainda é cedo pra qualquer prognóstico.

20- JARNO TRULLI

Maior pensador do niilismo, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche acreditava que, a partir do momento em que a moral cristã era desmascarada e todos os seus alicerces eram reduzidos à ruína, o ser humano perdia seu norte e sua vida deixava de ter qualquer sentido ou propósito. Sendo bem reducionista, o niilismo é a expressão mais complexa e radical do pessimismo. Nietzsche, que disse que Deus estava morto, morreu. Mas reencarnou em um piloto de Fórmula 1, o italiano Jarno Trulli.

Aos 37 anos, Trulli é aquele sujeito que nem deve saber por que ainda está na Fórmula 1. Após quatorze temporadas e apenas uma mísera vitória, obtida de maneira brilhante no principado de Mônaco, ele é apenas uma sombra daquele jovem atrevido que arrepiou o paddock com seus brilhantismos na Minardi e na Prost. Quem não se esquece daquelas 37 voltas lideradas de maneira magistral no GP da Áustria de 1997? Tão espalhafatoso como seu desempenho na pista era seu visual, repleto de chuquinhas, rabos de cavalo e capuzes.

Pois bem, esse Trulli está morto. Após chamar a atenção de todos nos seus três primeiros anos de carreira, Jarno embarcou na Jordan, na Renault e na Toyota. Em todas essas equipes, o italiano mostrou enorme garra nos treinos oficiais, mas um desempenho bastante apático nas corridas. Para piorar, como um Jean Alesi do novo milênio, a sorte raramente estava ao seu lado. Trulli já perdeu vários pódios e bons resultados devido a quebras. Na Lotus, sofreu bem mais problemas do que seu companheiro Kovalainen. O que Jarno ainda espera da Fórmula 1? Pelo tom sempre negativo de suas declarações, não muita coisa. Afinal, não dá pra esperar muita felicidade de um italiano que não gosta de futebol…

21- HEIKKI KOVALAINEN

Se Trulli é aquele cara com motivação de funcionário público em vias de se aposentar, o finlandês Heikki Kovalainen é só sorrisos. Mas como um cara que já andou de Renault e de McLaren pode ser feliz na Lotus? Oras, nem sempre estar na melhor empresa significa ser mais feliz. Nas duas equipes grandes, e em especial na McLaren, Kovalainen era tratado como um zero à esquerda e ninguém dava muito crédito a ele. Na Lotus, por outro lado, ele é o rei.

Kova é um dos sujeitos mais subestimados do grid. Seu talento pode ser comprovado em uma rápida olhada em seu currículo: destaque da Fórmula Renault e da Fórmula 3 britânica, campeão da World Series by Nissan em 2004 e vice-campeão da GP2 em 2005. Na Renault, foi piloto de testes em 2006 e segundo piloto de Giancarlo Fisichella em 2007. Seu ano de estreia, aliás, foi dividido em duas partes: uma terrível, que durou até os treinos oficiais do GP do Canadá, e outra ótima, que iniciou a partir do GP do Canadá e foi até o fim do ano. Nas tabelas, Heikki conseguiu terminar à frente de Fisichella. Nada mal para um piloto considerado tão ruim.

Sem grandes escolhas tanto por parte do piloto como por equipe, a McLaren acabou trazendo Heikki Kovalainen para debaixo de suas asas em 2008. O relacionamento entre os dois lados não foi grandes coisas e era visível que a única utilidade do finlandês na equipe era a de ajudar Lewis Hamilton na briga pelo título. Em 2008 e 2009, mesmo dirigindo um carro minimamente razoável, ele só conseguiu uma vitória e uma pole-position, ambas obtidas no primeiro ano. No segundo, ele marcou o mesmo número de pontos que Felipe Massa, ausente em várias etapas, e foi considerado um dos piores pilotos do ano. Sua carreira na Fórmula 1, após apenas três anos, parecia encerrada.

Mas eis que aparece a mão santa de Tony Fernandes, que decide dar uma chance ao finlandês mais extrovertido que já correu na Fórmula 1. Kovalainen agradeceu o voto de confiança e fez uma ótima temporada para os padrões da equipe, quase sempre liderando a turma das equipes novatas e obtendo um bom 12º lugar em Suzuka. De um dos piores pilotos de 2009, ele se transformou em um dos destaques positivos em 2010. Em 2011, a expectativa é de marcar os primeiros pontos da equipe. Pode ser que Heikki Kovalainen nunca mais volte às primeiras posições, mas só o fato de correr em um lugar onde todos os respeitam já está muito bom.

Começo hoje a apresentação das doze equipes que disputarão a temporada 2011. Começo hoje por um motivo: não tenho qualquer outro assunto pra expor aqui. Na verdade, tenho vários, mas não acho que esse seja um bom dia para expô-los. Pegando carona no início dos testes, é bom conhecer o que irá mudar e o que seguirá igual.

Faço as apresentações pela ordem do lançamento dos carros. Ou seja, começo pela Ferrari, sigo com a Lotus, com a Renault e assim por diante. E não espere regularidade. Faço o perfil da Ferrari hoje, mas posso acabar fazendo o da Lotus somente na semana que vem. De qualquer jeito, não se preocupe. Até o domingo da corrida do Bahrein, todas as doze equipes serão radiografadas aqui.

SCUDERIA FERRARI

Quando se fala em Fórmula 1, é impossível ignorar a Scuderia Ferrari. Como seus fãs mais enlouquecidos costumam dizer, a Ferrari transcende a Fórmula 1 e esta definitivamente não consegue sobreviver sem a mais famosa marca de carros do mundo. Apesar de achar tudo isso um exagero, um punhado de besteiras, não há como negar a força do nome e a tradição que estão contidos na turma do cavalo rampante.

E pensar que tudo começou com a rebeldia de Enzo Ferrari, um fiel parceiro da Alfa Romeo que utilizava seus carros para as competições dos anos 30. Il Comendatore, assim designado por Benito Mussolini, decidiu por a mão na massa e construir seus próprios carros de competição. O primeiro protótipo produzido foi o 125S, um simpático carro esporte de 12 cilindros, em 1947. Três anos depois, a Ferrari daria as caras na primeira temporada daquele novíssimo campeonato de Fórmula 1. Não disputou a primeira etapa, realizada em Silverstone, mas inscreveu quatro carros para a segunda, em Mônaco.

De lá para cá, aquela pequena equipe garageira se transformou em um mito da indústria automobilística. Disputou 812 corridas, venceu 215 e levou para Maranello 16 títulos de construtores e 15 títulos de pilotos. Eternizou nomes como Alberto Ascari, Phil Hill, John Surtees, Jacky Ickx, Clay Regazzoni, Niki Lauda, Michele Alboreto, Gerhard Berger, Alain Prost, Jean Alesi, Michael Schumacher e Kimi Raikkonen. Introduziu novidades como o câmbio semi-automático em 1989. Celebrou temporadas espetaculares e amargou outras terríveis. Agregou um sem-número de fãs ao redor do mundo. Não gosto da Ferrari, mas é impossível ignorá-la. Por mais que eu discorde, a Fórmula 1 seria menor sem ela.

MODELO: F150

O primeiro carro apresentado foi exatamente este aqui, o F150. Não estranhe o nome de picape: segundo Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, é uma homenagem aos 150 anos da reunificação italiana. Dito isso, façamos rápida análise sobre a picape.

O conservadorismo deste carro, comportamento típico da Ferrari destes últimos anos, é latente. As mudanças mais notáveis são perceptíveis apenas aos olhos mais detalhistas. Dizem que o sistema de transmissão está mais alto e mais curto. O sistema de suspensões pullrod foi remodelado de modo a permitir um maior aquecimento de pneus, o maior sofrimento de Felipe Massa em 2010. As laterais ficaram maiores, mais achatadas em cima e com desenho mais ondulado do que as do ano passado, de modo a aumentar a entrada de ar e comportar o KERS. Há quem se lembre do F60, carro que também tinha essas características e que também tinha de comportar o KERS.

Na frente, a maior diferença a olho nu: o bico, bem mais alto e ligeiramente mais fino, uma tendência copiada da Red Bull. A asa dianteira tem sobre ela uma microasa mais incrementada que a do ano passado. O conjunto da asa traseira não parece ter mudado muito: apenas a parte inferior da lateral foi arredondada. Enfim, detalhes que só dizem alguma coisa na teoria. O teste real, como sempre, será feito na pista. Para os domingueiros, dá pra dizer que o F150 não é lá nenhuma revolução com relação ao F10.

A pintura é a mesma do ano passado, com um tom relativamente escuro de vermelho dominando todo o carro e as asas dianteira e traseira pintadas de branco, exigência do Santander, patrocinador principal da equipe. O código de barras da Marlboro desapareceu definitivamente, mas o novo logotipo da Ferrari, colocado na cobertura do motor para quem quiser ver, é bastante semelhante ao logotipo do referido cigarro, uma esperta burlada na legislação europeia, que proíbe publicidade tabagista. Ah, saiu a Mubadala, entrou a Tata, nada que mude o curso do mundo.

5- FERNANDO ALONSO

Fernando Alonso Díaz, a completar 30 anos em 29 de julho, é aquele típico sujeito que você odiaria ter como colega de trabalho. Chega sempre dez minutos antes de você, bajula o chefe, leva cafezinho para todos os seus outros colegas, faz os melhores relatórios, joga um charme para as secretárias, fica até mais tarde e, acima de tudo, está pronto para te dar uma punhalada nas costas visando àquela promoção. É antiético, é coisa de filho da puta. Mas estaria ele errado?

É assim que funciona a cabeça de Alonso, espanhol da região das Astúrias, sujeito acostumado a feitos pródigos. Fez sua primeira corrida de kart aos quatro anos. Aos 18, já poderia esfregar na cara dos outros que era campeão da então ascendente Fórmula Nippon local. Com 19, vencia de maneira espetacular a etapa de Spa-Francorchamps da Fórmula 3000 Internacional em 2000. No ano seguinte, estreou na Minardi e chamou a atenção de muita gente. Um de seus protetores era Flavio Briatore, aquele.

Briatore o levou à Renault, mantendo-o como piloto de testes em 2002 e promovendo-o à titularidade em 2003. A aposta deu certo: Alonso ganhou os títulos de 2005 e 2006 de maneira impecável. Em 2007, teve uma infelicíssima passagem pela McLaren e decidiu retornar à sua equipe original, a Renault. Ficou por lá por outros dois infelizes anos até ser chamado para correr na Ferrari em 2010. À sua maneira, fez tudo o que tinha de fazer: conquistou os muitos corações da torcida, assumiu a liderança da equipe e levou o limitado F10 à briga pelo título até a última etapa. Tem histórico de polêmicas, como o “Cingapuragate” de 2008, a ordem de equipe de Hockenheim/2010 e o choro de mau perdedor de Abu Dhabi/2010. Ainda assim, a meu ver, é o piloto mais completo do grid atualmente.

O QUE VOCÊ NÃO SABE DELE: Quando Fernando Alonso tinha quatro anos, seu pai decidiu dar um kart… à sua irmã mais velha. É que nem matricular o filho ao invés da filha em um curso de balé. Mas o pai percebeu que quem tinha jeito para o negócio era o moleque. Começou assim a carreira do bicampeão.

6- FELIPE MASSA

Há algo de errado no Felipe Massa dos dias atuais. Parece que lhe falta alguma coisa que sobrava naquele sujeito aguerrido e jovial de 2008. Seria o Felipinho? Ou algum resquício psicológico do acidente que quase o matou em Hungaroring há um ano e meio? Ou seria somente impressão? O fato é que Massa teve um apático 2010. E precisa reverter a situação neste ano, se quiser manter todo o respeito conquistado nos seus primeiros quatro anos na equipe.

É um momento decisivo na carreira de um dos pilotos mais promissores que o Brasil lançou ao mundo. Sua trajetória, que chegou a ser interrompida por falta de dinheiro, foi iniciada com inúmeras vitórias no kartismo brasileiro, prosseguiu com títulos na Fórmula Chevrolet (1999), Fórmula Renault europeia (2000), Fórmula Renault italiana (2000) e Fórmula 3000 Européia (2001) e culminou em sua estreia na Fórmula 1 pela Sauber em 2002.

Desde o início, Massa demonstrou que era um sujeito de muitas qualidades e alguns insistentes defeitos.  Apesar de carecer de certa calma em ultrapassagens e de sofrer muito na chuva, o paulista demonstrou garra e vontade em seus anos iniciais pela equipe de Peter Sauber. Sua ascensão para a Ferrari, em 2006, representou uma fase de amadurecimento e de transformação em um piloto de ponta. O auge foi 2008, quando Felipe Massa venceu seis corridas e chegou a “estar” campeão por alguns poucos mas cruéis minutos naquele inesquecível GP do Brasil. Um 2009 infeliz que foi interrompido por uma maldita mola em Hungaroring e um 2010 apático representaram a fase mais difícil da carreira de Massa. Que 2011 seja o início de outra fase, bem mais rósea.

O QUE VOCÊ NÃO SABE DELE: Em 1995, Felipe Massa foi impedido de participar de uma corrida em Itu válida pela categoria Junior do Campeonato Paulista de Kart. O motivo? Felipe era patrocinado pela cervejaria Belco, na qual um dos sócios era seu pai, e a pista em Itu era propriedade da Schincariol, concorrente da Belco. A disputa entre cervejas deu um bafafá que acabou resultando no cancelamento da etapa.

PILOTO DE TESTES: JULES BIANCHI

Esse daí é uma das esperanças do automobilismo francês. Jules Bianchi, neto de Lucien Bianchi, astro do automobilismo nos anos 60, desempregou Giancarlo Fisichella, Luca Badoer e Marc Gené ao ser anunciado como único piloto de testes da equipe em 2011. Credenciais para isso, ele tem. Jules foi o campeão da Fórmula 3 europeia em 2009 e da Fórmula Renault francesa em 2007. No ano passado, correu na GP2 pela poderosa ART e decepcionou, mas seguirá na equipe em 2011 e tentará levar o título. Pode não ser o melhor entre todos os jovens do automobilismo de base, mas é alguém a ser considerado para uma vaga na Fórmula 1 já em 2012.

VIRGIN RACING

Quando a FIA anunciou a Manor como uma das três novatas escolhidas para 2010, todo mundo torceu o nariz. Afinal de contas, era uma equipe que tinha surgido do nada e que cuja maior experiência era a Fórmula 3 inglesa. Passados quase dez meses, ironicamente, é a equipe novata mais adiantada de todas. Renomeada Virgin após a compra da estrutura por parte de Richard Branson em Setembro, a equipe apareceu com um belo carro vermelho e preto um pouco mais rápido porém mais problemático que a Lotus. A motivação maior de Branson é exatamente superar Fernandez, em uma disputa particular entre magnatas da aviação.

Sediada em Dinnington, UK
Estreante

 

24- TIMO GLOCK

O sorriso era dos tempos da Toyota. Já na Virgin...

É talvez o piloto mais sem brilho do grid. Não que seja um mau piloto, muito pelo contrário. Glock, se não é gênio nos treinos, tem um excelente ritmo de corrida e é um piloto confiável. O problema é que ele não chama a atenção de jeito nenhum. Ou melhor: na única vez em que isso aconteceu, ele foi o responsável pela definição do campeonato de 2008, quando teve problemas de pneus na última volta da corrida de Interlagos e acabou deixando Hamilton passar e obter o resultado que precisava pra ser campeão. Depois de dois anos bons e discretíssimos na Toyota, será primeiro piloto da Virgin. A conferir.

Alemão, de Lindenfels, nascido em 18 de Março de 1982
36 GPs disputados
3 pódios
51 pontos
Campeão da GP2 em 2007, rookie do ano da ChampCars em 2005

25- LUCAS DI GRASSI

Urgh...

Mal comparando, é igual ao seu companheiro de equipe: ótimo em corrida mas apagado. Vice-campeão da GP2 em 2007 e terceiro colocado nos dois últimos anos, Lucas sempre chamou a atenção (?) mais pela constância do que exatamente pela velocidade. Sempre se envolveu muito pouco em acidentes (só me lembro de uma pancada em Hockenheim na F3 em 2005) e raramente erra. Mas ainda deve um pouco em agressividade. Depois de dois séculos na principal categoria de base européia, finalmente encontrou uma vaga de titular na F1. É membro do Mensa (panelinha dos gênios) e ex-estudante de Economia, atraindo uma pequena simpatia por parte deste blog.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 11 de Agosto de 1984
Estreante
Vice-campeão de GP2 em 2007, vencedor do GP de Macau em 2005 e vice-campeão da F-Renault brasileira em 2002

SAUBER MOTORSPORT

Em uma temporada tão sui generis como 2010, uma equipe com a alcunha de BMW e um motor Ferrari não deixa de ser um monstrengo. Por algum tempo, o nome oficial da equipe era BMW Sauber-Ferrari. Felizmente, as coisas voltaram aos seus devidos lugares e restou apenas o singelo nome de Sauber. A equipe, que pertence hoje em dia à Peter Sauber, utilizou o “BMW Sauber” para poder utilizar as benesses de ser uma equipe já existente, como a numeração e a logística gratuita. Como não deu certo, volta-se com o Sauber e tudo como dantes no quartel d’Abrantes. Depois do anúncio da saída da montadora alemã, a FIA demorou muito tempo para anunciar a participação do seu espólio em 2010. E agora ela está aí. O carro, sem patrocinadores, parece bom. 

Sediada em Hinwil, Suíça
215 corridas (como Sauber, apenas)
6 pódios
195 pontos

22- PEDRO DE LA ROSA

Pedro, nós na Sauber não temos muito dinheiro. Seu salário vai ser esse daqui...

O espanhol é um dos tiozões do grid: 39 anos de idade e cara de quem tem mais. Seu início nos monopostos se deu no distante ano de 1989, quando seu compatriota Alguersuari sequer tinha nascido. Fez uma carreira correta e chegou à F1 em 1999 pela extinta Arrows. Ficou um tempo zanzando lá no final do grid com ela e com a Jaguar até 2002. Desde então, preferiu a sossegada vida de piloto de testes da McLaren e lá ficou até 2009. É meio lento, mas tem um enorme conhecimento técnico. Não tenho informações sobre a existência de fãs dele.

Espanhol, de Barcelona, nascido em 24 de Fevereiro de 1971
71 GPs disputados
1 pódio
29 pontos
Campeão da F-Nippon em 1997, do SuperGT japonês em 1997 e da F3 japonesa em 1995

23- KAMUI KOBAYASHI

Kamui, é o Howett. Seguinte: acabou a Toyota. O que você vai fazer?

Ao contrário de seu paleozóico companheiro, é um cara que todos gostam. Sua estréia na F1 ocorreu em Interlagos no ano passado. Fez algumas ultrapassagens e deu um X em Jenson Button. Na corrida seguinte, fez outro X no campeão inglês. Depois disso, virou o piloto da moda. Aí veio o fim da Toyota e a informação de que Kamui teria de voltar para o Japão para trabalhar fazendo sushis no restaurante do pai. Peter Sauber o resgatou da bucólica vida gastronômica e ele terá a chance de fazer uma carreira. Tão agressivo quanto azarado, pode dar muito certo como pode não dar em nada. É uma incógnita.

Japonês, de Amagasaki, nascido em 13 de Setembro de 1986
2
GPs disputados
3 pontos
Campeão da GP2 Asia em 2008, da F-Renault européia em 2005 e da F-Renault italiana em 2005

HISPANIA RACING TEAM

Uma nada simpática sigla é o nome oficial, para a FIA, da última equipe confirmada para essa temporada. Remanescente dos restos da Campos, a Hispania Racing Team é talvez a equipe mais despreparada para o mundial. Seu ponto forte parece ser o chassi, desenvolvido pela tradicional Dallara. O problema maior da equipe é a falta de um patrocinador importante e de testes. Sua confirmação se deu há duas semanas, e o lançamento da equipe ocorreu na quinta-feira. O objetivo para essa temporada é simplesmente terminar o campeonato, e as corridas também.

Sediada em Murcia, Espanha
Estreante

 

20- KARUN CHANDHOK

Aquilo entre os olhos mais parece uma tatuagem

Ele é a monocelha mais rápida do mundo. Ou melhor, duas retificações: para a apresentação oficial da HRT, ele arrancou fora a taturana. Além disso, o fato de ser a monocelha mais rápida do mundo não quer dizer absolutamente nada. Karun entrou na Fórmula 1 porque tem muito dinheiro, porque seu pai é nada menos que o presidente da confederação de automobilismo indiano e porque Bernie Ecclestone quis. Chandhok foi o último dos moicanos a ser confirmado para a temporada. Seu currículo não traz lágrimas de emoção: campeão da World Series asiática em 2006, três anos discretos na GP2 e alguns testes pela Red Bull na Fórmula 1. Por mais 2009 que seja essa expressão, diante das circunstâncias, só posso dizer “hare baba”…

Indiano, de Chennai, nascido em 19 de Janeiro de 1984
Estreante
Campeão
da World Series by Renault asiática em 2006

 

21- BRUNO SENNA

A Honda o deixou sem um volante em 2009. E quase acontece de novo

Sejamos impressionistas: por enquanto, ele só é o sobrinho do Ayrton. Muitos nostálgicos o querem no grid unicamente pelo seu valiosíssimo sobrenome, o que acaba até sendo uma injustiça com o piloto Bruno. Que se não é gênio, pelo menos é esforçado, humilde e vem melhorando aos poucos. Sua primeira experiência com monopostos foi uma rodada vexatória no Lotus do tio enquanto fazia algumas voltas de demonstração em Interlagos/2004. Depois passou pela F-BMW, F3 e GP2, sempre correndo por equipes fortes e obtendo resultados bons sem furor. Chega à F1 por uma equipe que confirmou sua existência há pouco. Um verdadeiro ponto de interrogação.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 15 de Outubro de 1983
Estreante
Vice-campeão
da GP2 em 2008

LOTUS RACING

Essa é a nova Lotus. Ou não. Sei lá. Isso dá uma confusão do caramba. O que importa é que esta equipe é uma das quatro novatas do campeonato. Com o nome oficial de Malaysia 1 Team, a equipe foi anunciada apenas em Setembro como a substituta da então retirante BMW Sauber. Liderada pelo empresário Tony Fernandes e financiada pelo governo malaio, a equipe pretende conquistar, com a permissão de David Hunt e a simpatia de Clive Chapman, a simpatia de torcedores nostálgicos ao utilizar a imagem da saudosa Lotus. Até aqui, o belíssimo carro verde notabilizou-se pela boa resistência e pela péssima performance. 

Sediada em Hinghan, UK
7
títulos de construtores
491 corridas (resultados da antiga equipe)
79 vitórias
107 poles-positions
1368 pontos
Estreante pela segunda vez, hehe

18- JARNO TRULLI

Ele tem motivos pra rir?

É um mistério. Azarado como ele só, mostra muita velocidade em treinos mas simplesmente desaparece nas corridas, geralmente com problemas ou acidentes alheios. Em mais de 200 corridas, venceu apenas uma, em Mônaco/2004. Além disso, na maior parte das temporadas, perdeu para o companheiro de equipe, não importando quem fosse. E mesmo assim, ainda insiste nesse negócio de Fórmula 1. Enfim… tem histórias curiosas no background. Seu nome é uma homenagem ao falecido motociclista Jarno Saarinen. Costuma carregar um dente de alho como medalhão da sorte, no que parece não funcionar. O melhor que pode ser dito a respeito é que abandonou, enfim, aquelas chuquinhas pederastas.

Italiano, de Pescara, nascido em 13 de Julho de 1974
216
GPs disputados
1 vitória
4 poles-positions
246,5 pontos
Campeão de F3 alemã em 1996

19- HEIKKI KOVALAINEN

Foto aleatória. Nunca quis insinuar que a vida dele na F1 fosse cheia de raios e trovões

Coitado dele. É um ótimo piloto, possui um excelente currículo e fez uma boa temporada em 2007, apesar dos pesares. Porém, ninguém se atreve a elogiá-lo. Torcer por ele, então, fora de cogitação. Teve dois anos desastrosos na McLaren, onde alternou uma pilotagem insuficiente com uma série de azares. Na Lotus, vai tentar renascer das cinzas, o que parece ser difícil. É mais sociável do que a média dos finlandeses. Seu inglês também é bem melhor. Explica-se: sua patroa é britânica.

Finlandês, de Suomussalmi, nascido em 19 de Outubro de 1981
52 GPs disputados
1 vitória
1 pole-position
105 pontos
Campeão da World Series by Nissan em 2004

SCUDERIA TORO ROSSO


É uma equipe pequena com mentalidade de equipe pequena. Funcionando praticamente como um Sancho Pança ou um Watson da Red Bull, sua razão de existência é mostrar ao mundo os talentos que a empresa rubrotaurina patrocina nas categorias de base. Não por acaso, até o ano passado utilizava o mesmo carro da matriz, porém renomeado para não dar muito na cara. Seu chefe, Franz Tost, é um dos maiores carrascos da F1, tendo acabado com os nervos de Liuzzi, Speed e Bourdais. Só anda bem quem é queridinho dele. Seu trunfo é o motor Ferrari. Mas mesmo assim, ela pode vencer o que for, mas continuará sendo pequena, pequena.

Sediada em Faenza, Itália
70 corridas
1 vitória
1 pole-position
56 pontos

16- SEBASTIEN BUEMI

Mãe!

É franco-suíço, mas com essa cara, desconfio que tenha nascido no meio do Paquistão. Teve uma carreira pré-F1 apenas mediana, mas também nada de muito comprometedor. Subiu para a F1 em 2009 e se não brilhou, também não fez muito feio, marcando 6 pontos. Mais rápido em treinos do que em corridas. Sei lá, não acho que vá fazer grandes coisas na carreira.

Suíço, de Aigle, nascido em 31 de Outubro de 1988
17 GPs disputados
6 pontos
Vice-campeão de F3 européia em 2007 e de F-BMW ADAC em 2005

17- JAIME ALGUERSUARI

I'm goin' drivin' outta town...

Entrou na F1 logo depois de abandonar a mamadeira, aos 19 anos e pouco. Não fez nada de muito absurdo (tirando parar nos boxes errados em Abu Dhabi, o que é algo absolutamente normal e corriqueiro), mas também não brilhou. Enfim, passou raspando. Mas tem algum potencial, já que demonstrou boa performance no automobilismo de base, como o título na F3 Inglesa em 2008. É falastrão, mas como é pivete, espanhol e corre na Toro Rosso, ninguém dá bola.

Espanhol, de Barcelona, nascido em 23 de Março de 1990
8 GPs disputados
Campeão de F3 inglesa em 2008

FORCE INDIA F1 TEAM


Quando a equipe foi anunciada, no fim de 2007, todo mundo falou mal. Um indiano, porra? Como um povo que toma banho no Ganges e trata vaca como divindade pode querer ter uma equipe na F1? Pois teve. E uma equipe bastante razoável. Ao contrário de vários milionários que já passaram pela categoria, Vijay Mallya é sério, pragmático e realista, apesar de sua aparência briatoreana. A equipe, cujo DNA é o da antiga Jordan, começou mal mas cresceu bem em 2009 e teve ótimas performances em pistas velozes. A pintura pode não agradar à todos, mas em se tratando de lembrar da bandeira indiana, até que o resultado não foi tão ruim.

Sediada em Silverstone, UK
35 corridas
1 pole-position
13 pontos

14- ADRIAN SUTIL

Caxumba?

Enquanto os outros pilotos são completamente vazios emocionalmente e intelectualmente, temos aí um cara que foi pianista durante muito tempo de sua vida antes de ser piloto. Sofisticado, Sutil costuma ser filosófico nas suas entrevistas. Tão sofisticado que, às vezes, é difícil entender o funcionamento de seu cérebro, como quando disse que “não queria uma namorada” ou quando bateu com Heidfeld em Cingapura/2009. No mais, é um piloto com potencial que pena em carros ruins desde 2007. Anda muito na chuva, mas tem uma enorme propensão para acidentes.

Alemão, de Starnberg, nascido em 11 de Janeiro de 1983
52 GPs disputados
6 pontos
Campeão de F3 japonesa em 2006 e de F-Ford suíça em 2002

15- VITANTONIO LIUZZI

Sempre sério, o Vitantonio

O negativo de seu companheiro de equipe. Completamente acéfalo e despreocupado com as coisas, sua vida é baseada em festas e piercings, não nessa ordem. Mas tudo bem, perdoa-se: o cara pilota bem, venceu o Schumacher no Mundial de Kart em 2001 e foi campeão da F3000 em 2004. Mas como todo campeão de F3000, está condenado à não conseguir nada na vida, o que é uma pena.

Italiano, de Locorotondo, nascido em 6 de Agosto de 1981
44 GPs disputados
5 pontos
Campeão de F3000 em 2004

RENAULT F1 TEAM


A equipe conseguiu a proeza de destruir a sua imagem em apenas três temporadas, deixando de ser uma próspera bicampeã para virar uma patética e antiesportiva equipe de meio de pelotão. Nas mãos do flamboyant Flavio Briatore, a equipe conseguiu atrair para si uma imagem antipática perante a todos e repelir patrocinadores, especialmente após o caso Cingapura/2008. Sem Briatore, Symonds, Alonso e Nelsinho, a equipe tenta recomeçar das cinzas. Com um escuso grupo luxemburguês por trás, a equipe vai começar lá no pelotão da mediocridade com uma dupla eslava. Vem fazendo os carros mais feios do grid desde 2007, mas pelo menos caprichou na pintura nesse ano.

Sediada em Enstone, GB
2 títulos de construtores
262 corridas
35 vitórias
51 poles-positions
1082 pontos

11- ROBERT KUBICA

Esse é o sorriso feliz de um homem bem apessoado

É o polonês mais famoso desde o Papa João Paulo II (ou vocês conhecem alguém mais de lá?). O que chama mais a atenção é seu enorme nariz, uma verdadeira napa de tucano. Oriundo de uma família de classe média baixa da Cracóvia, Kubica teve de aprender a se virar muito cedo no kartismo italiano, e daí para frente ele só galgou sucesso nas categorias de base. Chegou na F1 em 2006 pela BMW, equipe pela qual correu até o ano passado. 2008 foi SEU ano, com uma vitória no Canadá e um terceiro lugar no final. É meio azarado e um tanto conservador, mas não deixa de ser um dos melhores pilotos do grid.

Polonês, de Cracóvia, nascido em 7 de Dezembro de 1984
57 GPs disputados
1 vitória
1 pole-position
137 pontos
Campeão da World Series by Renault em 2005

12- VITALY PETROV

Petrov feliz ao saber que foi contratado pela Renault

Uma figura ímpar no grid: quieto, muito quieto, odeia falar sobre si mesmo e costuma não dar muitos detalhes sobre sua vida. Seu pai o empresaria e sua mãe funciona quase como uma RP e tradutora do pequeno Vitaly. Seu início se deu no começo da década, a bordo de um simplório Lada. Muito lentamente e humildemente, foi subindo degraus até chegar na GP2. Em 2009, foi vice-campeão e mostrou ser um piloto conservador, mas rápido e especialista em segurar posições. É apoiado por Vladmir Putin e por uma apresentadora de TV. Ninguém sabe de onde veio o dinheiro que construiu sua carreira.

Russo, de Vyborg, nascido em 8 de Setembro de 1984
Estreante
Vice-campeão da GP2 em 2009

AT&T WILLIAMS


Moda na atual Fórmula 1 é elogiar a Williams. É quase cult fazer isso. Todos adoram louvar os grandes (e eles são impressionantes, de fato) feitos da intrépida dupla Frank Williams e Patrick Head, mesmo sabendo que o último título da equipe foi obtido apenas em 1997. Mas já que é assim, que seja. Desde o fim da parceria com a BMW, a Williams vem sofrendo com a falta de um motor forte de fábrica e de dinheiro. Porém, consegue sempre alguns pontinhos que fazem regozijar-se os fãs mais tradicionais. A esperança que ela volte a ser grande sempre existe.

Sediada em Grove, UK
9 títulos de construtores
534 corridas
113 vitórias
125 poles-positions
2600 pontos

9- RUBENS BARRICHELLO

Essa é a imagem de Barrichello para boa parte dos brasileiros. Uma parte da culpa por isso é dele, claro

Assim como Schumacher, é outra figurinha polêmica. Desprezado pelo grande público e até mesmo por parte da mídia, Barrichello é aquele indivíduo que chega na sua 17ª temporada acreditando que, nesse ano, dá! Suas declarações transparecem uma falta de maturidade combinada com uma baixíssima auto-estima e uma pitada de falta de inteligência. Uma imagem criada por ele que soa quase como maldade própria, ao meu ver. Rubens é um exímio piloto, especialista em corridas chuvosas e excelente acertador de carros. Depois de quase ser defenestrado da F1 e de renascer na Brawn, tentará levará sua experiência, sua velocidade e sua choradeira para a Williams.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 23 de Maio de 1972
Vice-campeão de F1 em 2002 e 2004
284 GPs disputados
11 vitórias
14 poles-positions
607 pontos
Campeão da F3 inglesa em 1991 e da F-Opel européia em 1990

10- NICO HÜLKENBERG

A vida dele, até ontem, foi assim. E a partir de hoje?

Ele é branquelo, alemão, seu nome é Nico, possui um título na GP2 e tem sua temporada de estréia pela Williams. E não estamos falando do Rosberg! Nico Hülkenberg (aprendam comigo: RIUQUENBERG, e não RULQUENBERG) é o estreante com melhor currículo da F1 nos últimos anos: títulos na F3 Européia, A1, F-BMW e, ufa, GP2. Empresariado por Willy Weber, tem tudo para chegar às cabeças. Não há muito o que se falar dele ainda. Os jornalistas dizem se tratar de uma figura pernóstica. É uma aposta pessoal desse blog para o futuro.

Alemão, de Emmerich, nascido em 19 de Agosto de 1987
Estreante
Campeão da GP2 em 2009, da F3 européia em 2008, da A1 GP em 2007 e da F-BMW ADAC em 2005

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