Notas


FERRARI9 – Com Fernando Alonso, deu tudo certo e o espanhol conseguiu fazer um fim de semana impecável. Com Felipe Massa, o câmbio não funcionou no treino oficial e o brasileiro não conseguiu sair do pelotão da mediocridade. De qualquer jeito, a equipe volta a brigar pelo título de pilotos e apenas onze pontos separam Alonso de Webber. Começo a achar que aqueles sete pontos a mais da polêmica ordem de equipe de Hockenheim poderão fazer a diferença.

RED BULL8,5 – Em um desses dias muito raros, a equipe conseguiu ter uma corrida sem dores de cabeça e, veja só, até conseguiu colocar dois carros no pódio. Faltou vencer, mas daí já é pedir muito. E olha que ela até tinha o melhor carro, mas Vettel colocou tudo a perder com o erro no treino oficial. Webber, no entanto, fez a lição de casa e ainda é líder. Esqueça o alemão, Christian Horner.

MCLAREN6,5 – A equipe parou de crescer nas últimas etapas e a Ferrari parece ter o segundo melhor carro neste momento. Lewis Hamilton também não ajuda ao abandonar, pela segunda vez, devido a um acidente causado por ele mesmo. Ao menos, sempre há um Jenson Button para levar uns pontos para casa. Mas os ingleses precisam melhorar.

MERCEDES7 – Mais um fim de semana com Nico Rosberg andando muito bem sem chamar muito a atenção. Mais um fim de semana com Michael Schumacher andando mal e se envolvendo em tudo quanto é tipo de confusão. A equipe não tem nada mais a almejar neste ano a não ser fazer exatamente isso. Injustiça minha com Rosberg, que está perto de tomar a 6ª posição de Massa no campeonato.

WILLIAMS7,5 – Marcou pontos com os dois pilotos novamente, e dessa vez Rubens Barrichello terminou em um ótimo sexto lugar. Nico Hülkenberg também não andou mal, mas poderia ter conseguido mais pontos se não tivesse aprontado várias. Mas sir Frank Williams não tem muito do que reclamar.

RENAULT5,5 – Já que Vitaly Petrov não ajuda, o negócio é esperar por uma boa aparição de Robert Kubica. Mas a sorte também não ajuda e o polonês teve de fazer uma parada a mais devido a problemas de freios. Ainda assim, terminou em sétimo. Assim como a Mercedes, é outra equipe que tem dificuldades para peitar os grandes e também não é peitada pelas equipes menores.

FORCE INDIA4 – Vitantonio Liuzzi estragou seu carro no muro cingapurenho na segunda volta e só aumentou a irritação da equipe para com ele. Ao menos, havia ainda Adrian Sutil, mas este também teve várias dificuldades na corrida e ficou preso por um bom tempo atrás do Virgin de Glock. O carro não estava tão bem, como visto no treino oficial. No fim, marcar pontos foi bom.

TORO ROSSO3 – Tanto Jaime Alguersuari quanto Sebastien Buemi poderiam ter marcado pontos, mas ambos tiveram vários problemas. O espanhol largou dos boxes devido a um problema de refrigeração e o suíço teve de tudo em seu carro. É uma equipe sem muito futuro e eu realmente espero que seja vendida à turma do Jacques Villeneuve e da Durango.

VIRGIN6 – Apresentando um novo pacote aerodinâmico, o carro deu um notável salto de qualidade e os dois pilotos conseguiram largar à frente de, ao menos, um dos pilotos da Lotus. Timo Glock chegou a andar em 10º e manteve um bom ritmo durante boa parte da corrida. Porém, Lucas di Grassi foi o único a levar o carro até o fim. Gostei de ver.

LOTUS2,5 – Tony Fernandes pode aparecer lá no escritório da Cosworth e justificar muito bem o motivo da rescisão de contrato para 2011. O carro de Heikki Kovalainen foi vítima de um perigoso incêndio no final da corrida, e o finlandês teve de exibir seus dotes como bombeiro para conter as chamas. Jarno Trulli também teve vários problemas, a Virgin se aproximou perigosamente e até mesmo a Proton está exigindo que a equipe não se chame mais Lotus no ano que vem. Dias difíceis para a equipe verde.

SAUBER2 – Voltou a ter aquelas apresentações medíocres e desastradas do início do ano. Nick Heidfeld, reestreando pela equipe, bateu em Liuzzi na largada e foi tirado da pista por Schumacher mais à frente. Kamui Kobayashi foi tocado por Buemi na largada, tirou Schumacher da pista e acabou batendo sozinho na volta 32. E muitos cifrões voaram da carteira de Peter Sauber.

HISPANIA0,5 –Uma puta de uma balburdia, esta equipe. Inventaram uma gastroenterite para sacar Sakon Yamamoto e colocar Christian Klien e alguns patrocinadores austríacos no lugar. E ele não foi mal, batendo Bruno Senna com tranqüilidade no treino oficial e na corrida. Mas não adiantou nada, já que os dois não terminaram a corrida.

TRANSMISSÃOBONS ALUNOS – Não sei se era meu sono ou se o fato de ter perdido o treino oficial me fez ignorar algum ocorrido, mas o caso é que o trio global não falou nada digno de “500 de Esparta” ou “em décimo, o Petkovic”. Galvão Bueno se empolgou um pouco além da conta com o circuito e seus pretensos pontos de ultrapassagem, mas dou um desconto. Afinal, pensando bem, a pista não é tão ruim assim e a corrida foi boa. Destaco apenas a insistência do limitado Lito Cavalcanti em dizer, na transmissão da SporTV, que Felipe Massa estava ameaçado na Ferrari e Adrian Sutil poderia ser seu substituto. Bullshit, como diria o britânico.

CORRIDADIVERSÃO NOTURNA – Eu, como 9 em cada 10, esperava ver uma corrida de merda. Sabe como é, as corridas de Spa-Francorchamps e Monza não foram tão legais quanto prometiam e uma pista de rua não ajuda. Mas me surpreendi. A prova foi boa, bem melhor do que as dos circuitos mais badalados. Mesmo que Fernando Alonso tenha vencido de ponta a ponta, fiquei satisfeito em ver sua performance dominadora e fiquei feliz também ao ver como Sebastian Vettel tentou ao máximo tomar a liderança que provavelmente seria sua se não tivesse ocorrido o erro no Q3 da classificação. Mais atrás, as brigas e ultrapassagens aconteciam a rodo  e pilotos como Timo Glock e Robert Kubica chamavam bastante a atenção. Acidentes também aconteceram, como o tumulto causado por Kamui Kobayashi e que envolveu Bruno Senna. No fim, tudo aquilo que uma corrida boa costuma ter teve em Cingapura.

FERNANDO ALONSO10 – Fim de semana impecável, com direito a pole-position, vitória de ponta a ponta e volta mais rápida. E tudo isso sem ter, teoricamente, o melhor carro do grid. Segurou um impetuoso Sebastian Vettel na largada e nas últimas voltas e conseguiu pular para a vice-liderança do campeonato. Não me arrependo em dizer que é o melhor cabra do grid nos dias atuais.

SEBASTIAN VETTEL 8 – Entregou a pole-position de bandeja a Alonso após cometer um erro crasso no Q3 do treino oficial. Porém, conseguiu andar direitinho na corrida. Tentou, sem sucesso, tomar a ponta de Alonso na largada e nas últimas voltas e terminou em segundo. Apesar de ter feito outro fim de semana abaixo do esperado, não tem lá muitos motivos para reclamar.

MARK WEBBER8,5 – Um sujeito inteligente, sortudo e agressivo que conseguiu fazer outra corrida de campeão, superando adversidades para fazer resultados que o mantivessem líder da competição. Não foi bem no treino oficial e, sem chances de vencer na pista, preferiu arriscar uma parada logo no começo da corrida. A estratégia deu certo e ele conseguiu pular para a terceira posição. Ainda sobreviveu a um toque de Hamilton após o segundo safety-car.

JENSON BUTTON 7,5 – Nunca se envolve em confusões ou polêmicas e a história se repetiu em Cingapura. Largou em quarto e em quarto se manteve durante quase todas as voltas. É em ocasiões como essa que ele se dá melhor que seu companheiro de equipe.

NICO ROSBERG7,5 – Outro que não se envolve em nada de muito absurdo. Saindo da sétima posição no grid, ganhou a posição de Barrichello na largada e subiu para quinto após o abandono de Hamilton. Mais um bom resultado de alguém que está próximo de subir para a sexta posição no campeonato.

RUBENS BARRICHELLO7 – No treino oficial, um excelente sexto lugar e muitas expectativas para a corrida, que acabou não sendo tão boa assim. Uma largada ruim e duas posições perdidas acabaram prejudicando sua participação. O abandono de Hamilton e o furo no pneu de Kubica o ajudaram voltar à sexta posição. Ainda assim, bom resultado.

ROBERT KUBICA7,5 – Um fim de semana que vinha sendo normal terminou de maneira interessante. Após ocupar a sexta posição por um bom tempo, a sorte voltou a lhe trair e um furo de pneu lhe jogou para a 13ª posição. Com pneus novos, o polonês fez uma série de ultrapassagens na parte final da prova e terminou em sétimo. Ainda assim, seria melhor ter feito uma corrida chata com um bom resultado final.

FELIPE MASSA2 – Já era. Depois desse fim de semana, a chance de título foi para as cucuias de vez. O chato é que a culpa nem foi sua. No treino oficial, um problema no câmbio encerrou sua participação no Q1 e ele teve de largar em último. Na corrida, fez sua troca de pneus na primeira volta e esperou que, com isso, pudesse se dar bem e ganhar algumas posições. Por isso, ficar preso atrás de Glock, Sutil e Hülkenberg acabou com qualquer boa chance. Só ficou em oitavo devido às punições dos dois últimos alemães.

ADRIAN SUTIL5,5 – Mal no treino oficial, acabou ganhando algumas posições durante a corrida que o levaram a terminar em oitavo. Ainda assim, tomou uma punição por ter cortado a primeira curva e perdeu uma posição. Poderia ter ido melhor também se não tivesse ficado tanto tempo atrás de Glock. Fim de semana complicado.

NICO HÜLKENBERG5 – Marcar pontos foi bastante razoável, mesmo que nem sua sorte e nem ele mesmo o ajudaram. Após ter perdido cinco posições no grid por troca de câmbio, se envolveu em boas brigas e conseguiu terminar em nono, que virou décimo após os comissários não aceitarem seu enorme talento como cortador de chicanes. O toque em Petrov também denotou uma indesejável ansiedade.

VITALY PETROV3 – Uma de suas piores atuações no ano. Bateu no treino classificatório pela milésima vez, largou lá atrás e não fez nada a não ser tomar ultrapassagem com direito a toque de Hülkenberg e tomar também a ultrapassagem mais fácil de todas que Kubica fez no final da prova. Bateu na trave e, de fato, não mereceu pontuar.

JAIME ALGUERSUARI – 4 – Disse ter feito a corrida mais chata de sua vida. Não diria mais chata, mas certamente uma das mais frustrantes. Destaque no treino oficial, acabou tendo tudo perdido quando seu carro apresentou um problema de refrigeração a poucos minutos da largada. Saindo do fundão do grid, só restava fazer algumas ultrapassagens e ver no que dava. Fez três e não terminou tão mal.

MICHAEL SCHUMACHER2 – E ninguém mais respeita o velho. Poderia até ter marcado alguns pontinhos, mas seus dois acidentes com os dois carros da Sauber colocaram tudo a perder. No primeiro, foi jogado aos pneus por Kobayashi, mas conseguiu voltar. No segundo, deve ter pensando em dar o troco, mas acabou o fazendo contra o outro Sauber, de Heidfeld. Mais um fim de semana jogado no lixo.

SEBASTIEN BUEMI3 – Poderia até ter marcado um pontinho, mas não o fez porque é muito azarado. Mais lento do que Alguersuari no treino oficial, o helvético tentou se recuperar na corrida, mas bateu em Kobayashi na largada e teve problemas durante o percurso, sendo obrigado a fazer três paradas. No fim das contas, saiu zerado como de costume.

LUCAS DI GRASSI5,5 – Se dá por feliz por ter sido o único piloto das equipes novatas a cruzar a linha de chegada. Com um Virgin apresentando várias atualizações, esteve um pouco mais próximo do ritmo dos outros pilotos. Sua performance vem melhorando notavelmente.

HEIKKI KOVALAINEN4 – Ganhou umas boas posições na largada e chegou a andar à frente de Schumacher durante um tempo. Porém, o motor Cosworth o traiu no final da corrida e o finlandês chamou a atenção por estacionar seu carro incendiário na reta dos boxes, pegar um extintor de incêndio e mandar espuma na traseira do Lotus. Se a carreira de piloto não engrenar, dá pra ganhar a vida como bombeiro.

TIMO GLOCK6,5 – Fez sua atuação mais expressiva neste ano. Largou em um bom 18º lugar e, ao escolher não parar durante o safety-car, subiu para a décima posição e por lá ficou durante várias voltas, segurando vários carros mais rápidos e imprimindo um ritmo impressionante para seu combalido Virgin. Depois desta boa aparição, o carro piorou e o alemão se arrastou até abandonar com problemas hidráulicos.

NICK HEIDFELD3,5 – Retorno difícil à Fórmula 1. Apesar de não ter andado tão mal nos treinos, ficou quatro posições atrás de Kobayashi no grid. Na largada, virou um verdadeiro recheio de sanduíche indiano ao ser tocado por Sutil e tocar em Liuzzi. Depois, só se arrastou no final do grid até se tirado da prova por Schumacher.

LEWIS HAMILTON2 – Duas corridas seguidas, dois acidentes causados por ele e zero pontos. Com patacoadas como estas, o sujeito se afasta cada vez mais do segundo título. Largou em terceiro e por lá ficou até o segundo safety-car, quando acabou ficando atrás de Webber. Na relargada, tentou ultrapassar o australiano por fora, tocou na roda dianteira direita do Red Bull com sua roda traseira, destruiu a suspensão de sua McLaren e foi obrigado a abandonar. Triste.

CHRISTIAN KLIEN5 – Nada mal para alguém que não fazia uma corrida de Fórmula 1 desde 2006 e que só havia feito alguns quilômetros com a precária diligência espanhola. Colocou 1s2 sobre Senna na classificação, largou bem e andou o tempo todo à frente de seu companheiro brasileiro. Infelizmente, um problema hidráulico acabou com sua corrida. De qualquer jeito, um bom retorno.

KAMUI KOBAYASHI – 4 – Como já havia acontecido em algumas ocasiões dessa temporada, foi bem nos treinos e acabou no muro durante a corrida. Largou em um bom 10º lugar e manteve-se sempre próximo nos pontos. No entanto, aprontou das suas ao jogar Schumacher nos pneus e, não muito tempo depois, bateu em uma das curvas do difícil circuito citadino, causando um pequeno salseiro e mais prejuízos para a Sauber.

BRUNO SENNA1 – Eu até nem queira utilizar esse tipo de terminologia, mas admito que o brasileiro levou uma surra homérica de seu companheiro. Largou atrás dele e atrás dele ficou até bater no carro destroçado de Kobayashi na volta 32.

JARNO TRULLI 1,5 – Talvez seu pior fim de semana no ano até aqui. Foi mais rápido apenas que os carros da Hispania no treino oficial, teve um pneu furado no começo da corrida e, não muito tempo depois, abandonou com os rotineiros problemas hidráulicos.

VITANTONIO LIUZZI1,5 – Segue barranco abaixo, e o precipício parece não ter fim. Largou apenas em 16º, foi tocado por Heidfeld na primeira volta e bateu sozinho na segunda. Tem conserto?

FERRARI 10 – Depois de tanta dor de cabeça, nada como um bom fim de semana para trazer a felicidade de volta aos carcamanos vermelhos. Fernando Alonso fez uma pole-position histórica e venceu impiedosamente. Felipe Massa também não foi mal e subiu ao pódio. Os fãs italianos não se importam com ataques ao espírito esportivo ou à ética. Para eles, o que importa é o trunfo da equipe. Portanto, estão felizes.

MCLAREN 8 – Era a única equipe que poderia peitar a Ferrari, mas acabou não conseguindo nada além de um segundo lugar com Jenson Button. O atual campeão, por sinal, fez uma excelente corrida e liderou antes de sua parada nos pits. Lewis Hamilton bateu na primeira volta e jogou fora o que poderia ter sido uma ótima corrida.

RED BULL 8,5 – Levando em consideração que não tinha o melhor carro para esta pista, fez até mais do que o esperado. Sebastian Vettel terminou em quarto após apostar tudo em uma estratégia ousada e Mark Webber foi o sexto. Terminar com os dois carros intactos é o ponto alto do fim de semana dos rubrotaurinos.

MERCEDES 7 – Fim de semana típico. Rosberg terminou em quinto após boa largada e Schumacher só fez dois pontinhos com o nono lugar. Não brilhou e nem passou vergonha.

WILLIAMS 7,5 – Vem sofrendo uma mudança de tendência nas últimas corridas, com Nico Hülkenberg marcando mais pontos que Rubens Barrichello. Ambos pontuaram em Monza, mas apenas o alemão brilhou. De qualquer jeito, a equipe melhora a passos largos.

RENAULT 5,5 – Precisa melhorar urgentemente a qualidade do trabalho de pit-stops. Pela segunda vez seguida, Robert Kubica perdeu a chance de terminar em uma posição melhor devido a problemas nas paradas. Vitaly Petrov fez outra corrida ordinária e sua permanência na equipe em 2011 corre risco. Quanto ao carro, o mesmo de sempre, o que não é ruim.

TORO ROSSO 4,5 – Passou perto dos pontos com Sebastien Buemi, mas terminou zerada novamente. Nem ele e nem Jaime Alguersuari vêm chamando a atenção, e o carro também não ajuda. É triste constatar que foi nessa pista que a equipe obteve sua primeira e única vitória na Fórmula 1 há dois anos.

FORCE INDIA 2 – Fim de semana péssimo. Vitantonio Liuzzi teve problemas no motor e Adrian Sutil escapou da pista na primeira volta. Quando todos se deram conta, os carros indianos estavam lá no final do grid. Ambos terminaram, mas o sonho dos pontos era apenas utopia.

SAUBER 3 – Depois de alguns fins de semana de prestígio, volta à realidade nua e crua. Os problemas retornaram, como pôde ser visto com Kamui Kobayashi. Pedro de La Rosa, ao menos, levou o carro até o fim, mas não chamou a atenção em momento algum.

VIRGIN 5 – Com Timo Glock, tem motivos para comemorar. Andou razoavelmente bem e terminou à frente das outras duas equipes novatas. No entanto, tanto Glock quanto Lucas di Grassi tiveram problemas durante a corrida. Respectivamente, com os freios e com a suspensão. Mas já teve fins de semana piores.

LOTUS 3,5 – Heikki Kovalainen e Jarno Trulli dividiram a nona fila, algo bastante positivo. No entanto, o finlandês esteve discreto e o italiano teve problemas com o câmbio no final da prova. A equipe aproveitou o momento para anunciar o divórcio com a Cosworth. No ano que vem, Lotus-Renault. Diante disso, não há razões para deixar a Itália chateado.

HISPANIA 0 – Putz… Bruno Senna só apareceu quando tentou ligar seu problemático carro por três vezes em um dos treinos da sexta-feira. Sakon Yamamoto, por outro lado, só apareceu quando atropelou um engenheiro da equipe. O engenheiro estava errado ao entrar perigosamente em um espaço que não era seu. E o homem responsável pelo pirulito errou também. Gosto da equipe, mas reconheço que sua participação italiana foi uma piada.

TRANSMISSÃO GALVÃO NO BANHEIRO – Coitado do Lucas “desgraça”. Pô, Galvão, desgraça é o carro dele. Além disso, informo que Kamui Kobayashi, embora não esteja na melhor equipe do mundo, não está em uma situação tão ruim assim. Não é ele quem corre na Hispania, e sim seu compatriota Sakon Yamamoto. Japoneses não são todos iguais. Por fim, aquele áudio vazado na transmissão da internet é peça rara. Luciano Burti avisando ao produtor que Galvão Bueno foi ao banheiro beira o lisérgico.

CORRIDA MONÓTONA – Uma corrida em Monza nunca é mais ou menos. Ela pode ser inesquecível e sensacional ou absolutamente insípida. A de ontem se encaixa perfeitamente bem na segunda definição. As brigas e as ultrapassagens foram poucas e ficou latente o quão é difícil ultrapassar na Fórmula 1 atual. Apenas as atuações individuais, como as de Alonso e Button, salvaram a prova. Ao menos, ver os carros acelerando o tempo todo é bem melhor do que aquele esquema retão-cotovelo-sequência de curvas de primeira e segunda marcha, algo típico nas pistas asiáticas.

GP2 E DEU MALDONADO – Não foi bem do jeito que a gente esperava, mas o venezuelano Pastor Maldonado se sagrou campeão da temporada 2010 da GP2 neste final de semana. Após seis vitórias consecutivas em corridas de sábado, todo mundo esperava mais um domínio acachapante dele. No entanto, o que vimos foram dois acidentes do piloto da Rapax e zero pontos. Para sua sorte, o mexicano Sergio Perez, principal adversário, também não teve um fim de semana fácil e se envolveu em um forte acidente com o DPR de Michael Herck. Na corrida de sábado, venceu o inglês Sam Bird, uma das gratas surpresas deste ano. Virei fã do cara, que sempre anima as corridas com muitas ultrapassagens. No domingo, venceu Christian Vietoris, uma das decepções deste ano. Agora, só teremos GP2 em Abu Dhabi. Prevejo milhares de mudanças nas equipes até lá.

FERNANDO ALONSO 10 – Estava devendo um fim de semana desses que marcaram seus dois títulos na Renault. Conseguiu, e ainda por cima na casa da Ferrari. Fez aquela que eu considero a melhor pole-position do ano e entrou como favorito franco à vitória. Seu único revés foi ter perdido a posição para Button na largada, mas nunca deixou escapá-lo. Conseguiu ganhar a posição do inglês nas paradas de boxes, abriu confortável distância e venceu de maneira impecável a corrida. O herói da pátria azzurra neste domingo.

JENSON BUTTON 9,5 – O único que pôde desafiar Alonso. Fez um ótimo e inesperado segundo lugar no treino oficial e surpreendeu ainda mais ao largar bem na linha suja para tomar a liderança na primeira curva. Só foi alijado desta posição no não tão feliz pit-stop. Poderia ter vencido também, mas os deuses italianos da velocidade tinham de dar uma força ao seu pupilo espanhol.

FELIPE MASSA 8 – Diante da exuberância de seu companheiro, teve uma atuação tipicamente mineira, eficiente porém discreta. Largou em terceiro, teve raça ao peitar seu companheiro nas primeiras curvas e segurou sua posição contra um faminto Hamilton. Depois, sossegou ali no terceiro lugar. Aproximou-se dos dois primeiros em algumas ocasiões e se distanciou deles drasticamente em outras.

SEBASTIAN VETTEL 8,5 – Uma rara, raríssima ocasião em que o alemão termina em uma posição melhor do que a de largada. Discreto sexto colocado no grid, fez uma largada ruim e teve problemas com o motor durante a prova. Uma vez resolvido o problema de maneira autônoma e misteriosa, o alemão tentou levar seu carro sem trocar pneus durante o máximo de tempo possível para ganhar algumas posições. Funcionou e ele terminou em quarto.

NICO ROSBERG 8 – Fez o sétimo tempo no treino oficial, largou muitíssimo bem, pulou para quarto na primeira volta e terminaria nessa posição se a estratégia de Vettel tivesse dado errado. Como não deu, quinto lugar para o andrógeno da Williams. Nada mal.

MARK WEBBER 7 – Corrida movimentada. Em um fim de semana no qual seu carro estava longe de ser o melhor, fez um bom quarto lugar no treino oficial, largou absurdamente mal, fez boas ultrapassagens sobre Kubica e Hülkenberg e se envolveu em um pequeno entrevero com o piloto alemão. Recuperou a liderança do campeonato.

NICO HÜLKENBERG 7,5 – Ótimo fim de semana. Ficou à frente de Rubens Barrichello no treino oficial, largou muito bem e se manteve sempre entre os primeiros. Até podemos perdoá-lo pelos fatos de ter cortado a chicane milhares de vezes, resultado de um problema no pedal do freio, e de ter fechado Webber em uma ocasião. Faz parte do aprendizado.

ROBERT KUBICA 7 – Pela segunda corrida consecutiva, teve sua ótima atuação prejudicada por um mau trabalho da Renault no pit-stop. Fez uma ótima largada e andou em quinto durante a maior parte do tempo. Depois da cagada da equipe amarela, caiu para oitavo e por lá ficou.

MICHAEL SCHUMACHER 5,5 – De positivo, só a boa largada e o ótimo relacionamento com a torcida local. Andou sozinho durante a maior parte do tempo e não conseguiu se dar bem nas disputas contra os rivais. Nono lugar insosso.

RUBENS BARRICHELLO 5 – Pontinho feito na base da misericórdia do destino. Batido por Hülkenberg nos treinos, teve uma largada atribulada, danificou seu bico e perdeu uma posição para Buemi. Depois disso, restou ficar alguns séculos atrás do suíço e perder muito tempo. Só passou por ele após as paradas nos pits.

SEBASTIEN BUEMI 6 – Largou muito bem e ficou durante a maior parte do tempo à frente de Barrichello. Perdeu a posição para o brasileiro após os pit-stops e terminou batendo na trave. Ao meu ver, merecia bem mais este último ponto.

VITANTONIO LIUZZI 4,5 – Dessa vez, não teve culpa ao sobrar no Q1 do treino oficial: problemas no motor Mercedes. Recuperou um monte de posições na primeira volta e terminou à frente de pilotos que tinham a obrigação de terem ido melhor. Razoável.

VITALY PETROV 3 – Suas pataquadas no sábado estão estragando a possibilidade de boas corridas. Dessa vez, fechou Glock no Q1 do treino. Na corrida, tentou compensar com uma ótima largada e uma estratégia ousada de fazer uma parada nas últimas voltas. Como não foi o suficiente, passou longe dos pontos.

PEDRO DE LA ROSA 3 – Não fez nada no treino e nem na corrida. Ao menos, terminou. Pode ter sido sua última corrida pela equipe. Nick Heidfeld é o urubu da vez.

JAIME ALGUERSUARI 2,5 – Disse que tinha um carro bom, mas não fez nada de mais com ele. De quebra, tomou uma punição por cortar uma chicane. Andou um bom tempo atrás de pilotos das equipes novatas. Fim de semana triste.

ADRIAN SUTIL 3,5 – Não foi brilhante, mas também não foi mal no treino oficial. Porém, colocou tudo a perder ao sair da pista na primeira volta. Restou entrar nos pits, fazer a troca obrigatória de pneus e tentar seguir na pista até o fim para ganhar o máximo de posições. Ainda assim, ficou longe dos pontos.

TIMO GLOCK 6 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas. No treino oficial, foi azarado por ter sido bloqueado por Petrov e por ter de trocar o diferencial, o que lhe obrigou a largar em último. Na corrida, largou bem e recuperou várias posições. Por fim, o abandono de Trulli lhe deu a liderança entre os pobres, e tudo isso ocorreu mesmo com o carro apresentando problemas nos freios. Muito bom.

HEIKKI KOVALAINEN 3,5 – Não foi o melhor das novatas nem nos treinos e nem na corrida. Perdeu para seu companheiro Trulli no treino oficial, largou mal e ficou preso atrás de Glock durante boa parte da corrida. De bom, apenas o fato de ter terminado.

SAKON YAMAMOTO 2 – Em relação à performance, nenhuma novidade. No entanto, o japonês protagonizou um momento dramático ao atropelar, sem ter culpa alguma no cartório, um engenheiro de sua equipe que estava mexendo em alguma coisa na traseira de seu carro. Culpa do tal engenheiro e do homem do pirulito, é claro.

LUCAS DI GRASSI 1,5 – Fim de semana ruim até mesmo para os padrões de sua equipe. Não se destacou no treino oficial, largou mal, perdeu mais posições no pit-stop e abandonou na última volta com problemas na suspensão.

JARNO TRULLI 3 – Tinha até mais chances do que seu companheiro, levando em consideração que havia largado à frente dele e liderava entre os pilotos das novatas. No entanto, um problema com o câmbio encerrou sua participação lá no finzinho da corrida.

BRUNO SENNA 1 – Fim de semana em que tudo o que podia dar errado deu. No segundo treino livre de sexta, tentou fazer o carro funcionar por três vezes e não obteve êxito em nenhuma. Sua corrida durou pouco devido a uma pane hidráulica.

LEWIS HAMILTON 2 – Chegou a Monza cheio de expectativas e saiu de lá mais cedo do que o ideal e bastante chateado. Não foi tão bem no treino oficial e encerrou sua participação ainda na primeira volta ao bater na Ferrari de Massa e danificar a suspensão dianteira. A liderança do campeonato escapou de suas mãos novamente.

KAMUI KOBAYASHI 1,5 – Apenas razoável nos treinos, sua corrida acabou antes mesmo da largada: um problema fez com que ele tivesse de ir para os pits ainda na volta de apresentação. A equipe tentou resolvê-lo, mas não obteve êxito e o fim de semana do nipônico acabou ali.

MCLAREN 8,5 – Na semana passada, todo mundo estava dizendo que era um carro a se temer em Spa. Os primeiros treinos chegaram e ficou provado que ao menos a Ferrari estava no mesmo nível. Veio a corrida e a equipe de Hamilton e Button deixou todo mundo para trás nas primeiras voltas. Jenson foi tirado da pista pelo aloprado Vettel. Lewis venceu de maneira austera. É a equipe mais confiável do grid.

RED BULL 6 – Com a pole-position de Webber e o quarto lugar de Vettel, a corrida poderia ter sido legal para os taurinos. Mas o australiano perdeu uma miríade de posições na largada devido a um problema na embreagem e o alemão acabou com sua corrida ao bater em Button e ao tocar em Liuzzi. Corrida feita para nós nos lembramos que a equipe continua incapaz de fazer na corrida o que faz nos treinos.

RENAULT 7,5 – O carro é bom e o primeiro piloto é ótimo. Kubica andou bem o tempo todo e poderia ter terminado em segundo se a equipe não tivesse se complicado na sua última parada dos pits. Mesmo assim, um bom pódio. Por outro lado, Petrov poderia ter ido bem melhor se não tivesse batido no sábado. Como de costume, rápido e muito inconsistente.

FERRARI 7 – A promessa de um bom desempenho ficou na sexta-feira, quando Alonso liderou os dois treinos livres. Sofreu na classificação de sábado e só salvou sua corrida porque Felipe Massa foi discreto e eficiente. O espanhol pintou e bordou e terminou com o carro quebrado em um canto qualquer. Sempre espalhafatoso, o tal de Alonso.

FORCE INDIA 8 – Equipe marcada por um imenso desnível entre seus pilotos. Enquanto Adrian Sutil anda sempre entre os ponteiros e leva dez pontos para casa, Vitantonio Liuzzi só se arrasta no meio do pelotão. Quanto à equipe, a competência de sempre em uma pista veloz.

MERCEDES8,5 – Após a classificação de sábado, tudo parecia perdido para a equipe de três pontas. Um dos pilotos havia sofrido uma punição e o outro teve de trocar o câmbio. Ainda assim, ambos vieram para a corrida como dois franco-atiradores e se deram muito bem. Leva 14 pontos para casa.

SAUBER6 – Menos espetacular do que em outras ocasiões, era outra equipe que tinha muito a lamentar após os dois pilotos terem saído da pista no Q1 da classificação. Na corrida, Kobayashi se recuperou e chegou em um bom oitavo lugar. De La Rosa bateu na trave, mas não teve os problemas costumazes. Para uma equipe que vem marcando pontos com frequência, um fim de semana apenas normal em termos de resultados.

TORO ROSSO 3 – Desempenho normal, nada além ou aquém do esperado. A novidade foi ver Jaime Alguersuari andando na frente de Sebastien Buemi. O espanhol terminou em décimo, mas foi punido e perdeu três posições. Buemi também não pontuou. Se estabeleceu definitivamente como a típica equipe do meião do grid.

WILLIAMS 2 – Com os dois pilotos largando entre os dez primeiros, esperava um grande resultado. Mas Barrichello abandonou seu seu tricentésimo grande prêmio na primeira volta após bater em Alonso e Hülkenberg teve problemas no acelerador.

LOTUS 7 – Com o 13º de Kovalainen e o 15º de Trulli no grid, tinha todos os motivos do mundo para comemorar no sábado. A corrida aconteceu, a realidade reapareceu e os dois pilotos perderam as posições que tinham de perder. Ainda assim, Kovalainen foi o melhor entre a turma do fundão e Trulli, apesar da rodada perigosa no final, também terminou.

VIRGIN 5 – Lucas di Grassi andou bem novamente e por pouco não foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas. Por outro lado, Timo Glock teve uma prova recheada de problemas. Os dois carros terminaram, algo muito raro no reino de sir Richard Branson.

HISPANIA 4,5 – Sábado dos sonhos com Bruno Senna largando em 18º e Sakon Yamamoto saindo em 19º. O carro, razoável em retas, não era suficiente para mantê-los nessa forma na corrida. A suspensão do carro de Senna foi pro saco e Yamamoto só terminou. Em termos de posições na pista, foi o melhor fim de semana do ano. Sakon chegou a andar em 13º no comecinho, um milagre digno de Nossa Senhora da Aparecida.

TRANSMISSÃOÉ O PET, É O PET!Sem comentários. E Gary Paffett não é engenheiro, querido Galvão Bueno.

CORRIDA TRIFÁSICA – Para quem estava esperando uma corrida de powerboats no melhor estilo 1998, a prova de ontem pode não ter sido a melhor do mundo. Choveu apenas nas primeiras e nas últimas voltas, e mesmo assim não foi o suficiente para transformar o grande prêmio em uma competição de patinação no gelo. Mesmo assim, Spa-Francorchamps é Spa-Francorchamps e a corrida raramente decepciona. Com Lewis Hamilton tendo dominado desde o início, as disputas aconteciam da segunda posição para trás. Em uma delas, o saltimbanco Sebastian Vettel atropelou Jenson Button e os dois foram alijados do pódio. Mais atrás, pilotos como Nico Rosberg, Michael Schumacher, Kamui Kobayashi e Vitaly Petrov se envolviam em inúmeras brigas, garantindo a diversão na prova. Para quem esperava por acidentes, apenas Rubens Barrichello e Fernando Alonso, este por duas ocasiões, deram o ar da graça. Jarno Trulli quase causou uma pancada monstruosa, mas ficou no quase. No fim, sem ser inesquecível, a corrida já garantiu mais diversão do que a maioria das outras corridas desse campeonato.

GP2 PANAMERICANISMO BOLIVARIANO – O jovem revolucionário Simón Bolívar não poderia ficar mais feliz. Seu sonho de uma América Latina que pudesse peitar os imperialistas europeus está se realizando… na GP2. Pastor Maldonado, o piloto preferido de Hugo Chavez, venceu pela sexta vez consecutiva uma corrida de sábado e disparou na liderança do campeonato. Dessa vez, sua vitória foi extremamente sortuda. Álvaro Parente, o líder durante a maior parte do tempo, fez uma parada e voltou em terceiro. À sua frente, Jerome D’Ambrosio e Maldonado, que havia tomado uma bela ultrapassagem do belga. Porém, o sempre azarado D’Ambrosio teve problemas no motor e abandonou a prova, deixando o caminho livre para Maldonado vencer. Na corrida do domingo, o mexicano Sergio Perez fez a festa pela quarta vez no ano. Destaco o segundo pódio seguido de Parente, substituto de Alberto Valério na Coloni. Pelo visto, Pastor Maldonado só perderá o título se houver uma conspiração estadunidente e primeiro-mundista capitaneada pelos yankees.

LEWIS HAMILTON 9,5 – Com a McLaren sendo considerada uma forte candidata à vitória, Lewis não decepcionou. Fez o segundo tempo na classificação, largou bem, tomou a liderança antes mesmo da primeira curva e permaneceu por lá até o fim da corrida. Só não leva o dez porque perdeu a pole-position e quase perdeu a própria corrida ao escapar da pista no momento em que a chuva se iniciou pela segunda vez. Volta a liderar o campeonato.

MARK WEBBER 7,5 – À primeira vista, um resultado bastante negativo para quem havia largado na pole-position. Por outro lado, um ótimo resultado pra quem teve uma largada horrorosa devido a um problema na embreagem. Recuperou posições com o acidente de Vettel e Button e com o problema de Kubica na última parada de boxes. No fim das contas, apesar de ter perdido a liderança do campeonato, o australiano só tem motivos para sorrir.

ROBERT KUBICA 9 – Melhor apresentação do ano até aqui. Largou em terceiro, subiu para segundo e só perdeu duas posições porque escapou da pista em um momento de chuva. Voltou ao segundo lugar após o acidente à sua frente e caiu para terceiro após ter um pequeno problema na sua última parada. Pódio merecidíssimo.

FELIPE MASSA 8 – Mineiramente, fez uma ótima corrida. Largou muito à frente de Alonso e, ao contrário do espanhol, não se envolveu em confusões. Aproveitou-se dos abandonos à frente para terminar em um interessante quarto lugar. Pelo visto, foi o máximo que um piloto da Ferrari poderia conseguir em Spa.

ADRIAN SUTIL 9 – Outro que fez um corridão. Largou em oitavo e sempre se manteve por ali, entre os primeiros. Depois de duas corridas infelizes, um excelente quinto lugar. Vem se mostrando um notável especialista em pistas velozes.

NICO ROSBERG 8,5 – Dessa vez, fez uma corrida bastante movimentada. Trocou o câmbio antes da classificação e perdeu cinco posições, sendo obrigado a partir em 14º. Apostou em um acerto de pista molhada, algo que deu muito certo. Largou muito bem, se envolveu em boas brigas, tomou ultrapassagens de Schumacher e Petrov e ultrapassou Schumacher e Kobayashi no final. Ótimo sexto lugar, uma de suas melhores atuações no ano.

MICHAEL SCHUMACHER 7,5 – Em uma pista onde estreou há 19 anos e onde venceu em várias ocasiões, Michael teve uma boa atuação. Saiu da 21ª posição devido a uma punição referente à pataquada húngara, ganhou um monte de posições na primeira volta e seguiu fazendo ultrapassagens a rodo. Chegou a ocupar a quinta posição, mas acabou terminando em sétimo. Deve ter se divertido um bocado.

KAMUI KOBAYASHI 8 – Prejudicou sua classificação ao sair da pista ainda no Q1. Na corrida, largou muito bem e se envolveu em brigas durante quase todo o tempo. Sem os azares que o perseguiam durante o ano e com o bom trabalho de estratégia e de pits de sua equipe, conseguiu terminar em um ótimo oitavo lugar. Os pontos estão virando rotina.

VITALY PETROV 7 – Após bater na classificação do sábado, não estava esperando por porra nenhuma. Mas fez uma ótima largada e também ganhou posições durante a corrida, tendo como destaque a boa ultrapassagem sobre Rosberg. Terminou em nono, mas poderia ter ido melhor se não tivesse colocado tudo a perder no dia anterior.

VITANTONIO LIUZZI 4 – Terminar em décimo após a desclassificação de um gaiato qualquer não é exatamente um grande resultado, ainda mais considerando que o companheiro terminou em quinto. Ainda assim, o italiano não deve reclamar, já que seu toque com Vettel quase acabou com qualquer chance de um bom resultado. Continua devendo, e muito.

PEDRO DE LA ROSA 4 – Após ter largado em último, tentou fazer uma corrida dessas de quem não tem nada a perder. Com algumas escapadas de pista, disputas por posição e estratégias diferenciadas, ele realmente conseguiu fazer uma corrida animada. Faltou só pontuar. Observando a performance do seu companheiro, não há muito o que celebrar.

SEBASTIEN BUEMI 3 – Ficou atrás de Alguersuari na classificação e ainda perdeu mais três posições no grid por ter bloqueado Rosberg no Q2. Na largada, foi tocado por trás e teve um pneu e o difusor danificados. Diante disso, não teve como fazer muito mais do que o 12º.

JAIME ALGUERSUARI 4,5 – Um de seus melhores fins de semana no ano. Largou à frente de Buemi e, mesmo tendo problemas ao escolher os pneus corretos, conseguiu terminar em um bom décimo lugar. Porém, foi punido com o acréscimo de 20 segundos por ter feito ultrapassagem irregular na Bus Stop e perdeu o ponto. Uma pena.

NICO HÜLKENBERG 5,5 – Razoável nos treinos, fez um bom início de corrida. No entanto, o acelerador começou a falhar e a dirigibilidade foi bastante afetada, o que lhe causou algumas rodadas. Terminou a alguns anos-luz de pontuar.

SEBASTIAN VETTEL 0 – Absolutamente nada de bom para falar. Largou três posições atrás de Webber, bateu em Button de maneira grosseira na Bus Stop, se envolveu em um outro toque com Liuzzi e ainda por cima escolheu os pneus errados no momento em que choveu pela segunda vez. Diante disso, até que o 15º não foi um mal resultado.

HEIKKI KOVALAINEN 8 – Ninguém prestou atenção, mas fez uma excelente corrida. Largou em um irreal 13º lugar, teve problemas na largada, danificou o bico na primeira volta e ainda fez uma escolha errada de pneus no momento da primeira chuva. Depois disso, se recuperou e ganhou as posições de todos os outros pilotos das equipes novatas. Me arrisco a dizer que foi o melhor fim de semana de um piloto das equipes novatas até aqui.

LUCAS DI GRASSI 7 – Outro que fez uma grande corrida dadas as circunstâncias. No treino oficial, foi atingido pelo Lotus de Trulli e acabou não conseguindo fazer uma volta competitiva. Na corrida, fez uma excelente largada e, com o bom trabalho de sua equipe, esteve sempre competitivo. No fim da prova, ganhou a posição de Trulli e perdeu uma para Kovalainen, que teria feito uma ultrapassagem irregular. Ainda assim, um fim de semana acima das expectativas.

TIMO GLOCK 3 – Só teve motivos para sorrir quando conseguiu passar para o Q2 da classificação. Foi punido por ter bloqueado Yamamoto e perdeu cinco posições no grid. Na primeira volta, perdeu posições ao ser empurrado para fora na primeira curva e ainda quebrou o bico no momento do acidente de Barrichello. Depois, só restou seguir em frente para terminar.

JARNO TRULLI 3,5 – Teve um fim de semana daqueles. Bateu com Di Grassi no Q1 da classificação, mas conseguiu largar em um improvável 15º lugar, duas posições atrás de seu companheiro de equipe. Largou bem e sempre liderou a turma das equipes novatas, mas cometeu um erro perigoso na última relargada, rodou na Pouhou e quase causou um acidente cinematográfico. Só restou terminar.

SAKON YAMAMOTO 6 – É até assustador dizer isso, mas fez, de longe, sua melhor corrida na Fórmula 1. Conseguiu largar em 19º, ganhou seis posições na largada e fez o possível para tentar se manter no meio do bolo. Como seu Hispania é ruim de doer, só restou a ele cair para último e seguir por lá até o fim. Ainda assim, fim de semana digno de se contar para os netos.

FERNANDO ALONSO 3 – O engraçado em Alonso é que as descrições sobre suas atuações, no geral, são as maiores desse blog, seja pelo lado bom ou pelo ruim. Seu melhor momento no fim de semana ocorreu na sexta-feira, quando ele liderou os dois treinos livres. No sábado, ficou em último no Q3 porque decidiu guardar o melhor jogo de pneus para utilizar no final do treino, estratégia prejudicada pela chuva. Na corrida, foi abalroado por Barrichello na primeira volta e caiu para o fim do grid. Com relação aos pneus, teve dificuldades para fazer as escolhas certas. No fim, quando começou a chover pela segunda vez, sua Ferrari pisou na zebra, rodou e bateu nos pneus. Voltou para casa encharcado e sem pontos.

JENSON BUTTON 7 – Um pobre infeliz que foi atingido pela falta de cérebro de um piloto alemão. Jenson foi apenas correto no treino oficial, mas fez um ótimo começo de corrida e ganhou três posições. Manteve-se em segundo por um bom tempo até ser atingido na Bus Stop por um Vettel que não sabe como iniciar uma ultrapassagem sem quebrar o carro alheio. Sua corrida acabou ali.

BRUNO SENNA 4 – Sua 18ª posição no grid representou apenas uma felicidade efêmera, já que as poucas voltas completadas na corrida foram infelizes. Na largada, quebrou o bico no toque com um adversário. Algumas voltas depois, a suspensão traseira quebrou e Bruno sofreu uma rodada em alta velocidade. Após isso, só restou encostar o carro nos boxes.

RUBENS BARRICHELLO 3,5 – Que maneira de comemorar o GP de número 300, hein? Sua corrida se resumiu a uma batida na traseira da Ferrari de Alonso ainda na primeira volta. Culpa da chuva, aliada de Rubens em tantas corridas de sua carreira. Foi o fim abrupto de uma prova que prometia bastante, a começar pelo 7º lugar no grid.

RED BULL 9 – Com uma primeira fila em um circuito aonde ultrapassar é quase tão possível quanto ganhar na Tele Sena, a equipe esperava sair de Mogyoród com uma bela dobradinha. O trabalho foi feito pela metade: apenas a vitória foi obtida, já que a Ferrari conseguiu colocar um em segundo lugar. Além do mais, quem venceu foi Webber, que atuou de maneira brilhante. Para variar, Vettel fez a pole e colocou tudo a perder na corrida. Começo a achar que é mais negócio para a equipe apoiar o australiano.

FERRARI 8,5 – De algumas corridas para cá, tomou da McLaren o posto de segunda melhor equipe. Como costuma ocorrer em Hungaroring, Alonso fez uma ótima corrida e obteve um bom segundo lugar. Felipe Massa, que costuma ter maus momentos na Hungria, não andou tão mal e terminou em quarto. Dessa vez, o resultado de ambos os pilotos foi merecido.

RENAULT 6,5 – Foi salva por Petrov, que fez um corridão e terminou em quinto. Kubica, ao contrário, teve um fim de semana ruim e se envolveu em um acidente ridículo com Sutil dentro dos pits. A culpa foi do mecânico da equipe, que liberou o polonês dos pits antes da hora. Incrível como um mero assalariado consegue estragar um fim de semana inteiro.

WILLIAMS 6,5 – Deu uma bobeira danada com Barrichello, que foi obrigado a permanecer na pista com pneus duros para trocá-los apenas no final, o que custou ao brasileiro várias posições. Assim como a Renault, foi salva pela boa atuação de seu segundo piloto, Hülkenberg. De qualquer jeito, a evolução é notória.

SAUBER 8 – Primeiro fim de semana no ano em que os dois pilotos saíram de Budapeste com sorrisos no rosto. De La Rosa marcou pontos pela primeira vez e Kobayashi saiu do 23º para o 9º lugar em uma performance impressionante. O carro não quebra mais e está se comportando bem na corrida. Só falta melhorar um pouco na classificação.

MCLAREN 2 – Que fim de semana ruim, hein? Os dois pilotos não brilharam nos treinos e não conseguiram se recuperar na corrida. Hamilton, aliás, fez o que pôde e chegou a andar na frente de Massa até o câmbio quebrar. Button, que não fez nada durante todo o fim de semana, levou apenas quatro pontos pra casa. Em uma Fórmula 1 que não perdoa duas corridas ruins seguidas, a equipe precisa reagir.

MERCEDES 1,5 – A outra prateada deixou a Hungria com um saldo ainda mais negativo. Rosberg vinha marcando pontos até o momento em que um mecânico não parafusou direito uma das rodas de seu carro. Ao reacelerar para sair dos pits, o pneu voou em direção aos mecânicos de outras equipes, o que rendeu uma boa multa à equipe de três pontas. Schumacher não fez nada além de empurrar Barrichello ao muro da reta dos boxes, quase causando um acidente.

TORO ROSSO 3 – Com um motor Ferrari arrebentado, Alguersuari abandonou a prova na segunda volta. Buemi não conseguiu nem sonhar com pontos. A equipe, que até aparentava estar crescendo algumas corridas atrás, acabou estagnando e pode ser facilmente rotulada como a pior entre as estabelecidas.

FORCE INDIA 2,5 – Não foi bem outra vez. Nem Sutil e nem Liuzzi andaram bem na classificação e a corrida conseguiu ser pior. O alemão foi atingido por Kubica dentro dos pits. O carro do italiano perdeu um pedaço da asa dianteira. É a segunda corrida consecutiva que a equipe não pontua. O que falei para a McLaren vale para ela: em uma Fórmula 1 que não perdoa duas atuações ruins consecutivas, é melhor começar a trabalhar mais.

LOTUS 5 – Apesar dos dois pilotos terem largado atrás de Glock, ambos conseguiram se recuperar na corrida e terminaram em razoáveis 14º e 15º lugares. Ainda assim, ficaram muito atrás do último colocado entre as equipes normais, Liuzzi.

VIRGIN 3,5 – Os dois carros terminaram, o que é bastante positivo. Ainda assim, a equipe quase acabou com a corrida de Lucas di Grassi ao se embananar toda na troca de pneus do piloto brasileiro. Se ela quiser peitar a Lotus, terá de resolver esses detalhezinhos que sempre a atrapalham.

HISPANIA 3 – Sua lentidão em Hungaroring era desesperadora. A equipe dependia do trabalho dos pilotos para conseguir algo melhor. Bruno Senna até conseguiu se sobressair e terminou na frente do Virgin de Di Grassi. Sakon Yamamoto não fez porra nenhuma, o que era esperado. A impressão que me dá é que a equipe tende a decair ainda mais até o fim do ano.

CORRIDA GRAZIE, LIUZZI! – Se não fosse o bico safado do carro do italiano, a corrida teria sido uma deliciosa procissão de Aparecida do Norte da primeira até a última volta. Até a volta 15, era exatamente isso que estava acontecendo. A partir do momento em que o safety-car veio à pista, para que os fiscais retirassem os pedaços do tal bico, a bagunça se estabeleceu na corrida. Houve até batida dentro dos pits. Alguns pilotos se beneficiaram bastante, como foi o caso de Kamui Kobayashi. Após a balbúrdia, a estratégia ousada de Mark Webber e a punição aplicada a Sebastian Vettel mudaram a dinâmica da prova lá na frente também. No fim, o australiano venceu e muita gente saiu satisfeita. Eu, inclusive.

TRANSMISSÃO TOMEM MUITO CUIDADO! – De volta às transmissões, Galvão Bueno não conseguiu me convencer de que é extremamente perigoso colocar fotos das minhas viagens à Dubai ou da minha mansão em Saint Tropez nas minhas contas do Flickr ou do Facebook. Por duas vezes, o mais novo sessentista da Globo insistiu nessa idéia, que seria explicada com mais detalhes no Fantástico. Fora isso, só me senti um pouco contrariado ao ver o narrador dizendo que um piloto genial como Senna conseguiria ultrapassar em uma pista como Hungaroring, mesmo com carros ultrassensíveis aerodinamicamente e freios de carbono-carbono. Quando Vettel tentava, ele perdia a frente do carro, saía da pista e lá vinha o cara dizer que ele não fazia parte dos “cinco pilotos”. Pura bobagem. GB está há quase 40 anos na Fórmula 1 e ainda não aprendeu que o piloto não pode fazer nada além do que o carro e a categoria permitem.

GP2 ENTRE MORTOS E FERIDOS – O venezuelano Pastor Maldonado disparou na liderança do campeonato. Após vencer uma Feature Race pela quinta vez consecutiva, ele chegou a abrir 26 pontos de vantagem para Sergio Perez, o vice-líder. O piloto da Rapax só perderá esse título se o ditador Hugo Chavez quiser. Na corrida dominical, fiquei bastante feliz com a vitória da DPR, a primeira desde 2005. O subestimadíssimo Giacomo Ricci foi o responsável pelo feito. Campeão da Fórmula 3000 européia em 2006, Ricci é um desses que merecem um carro melhor. O destaque no fim de semana, no entanto, fica para o acidente que mandou Jules Bianchi e Ho-Pin Tung para o hospital. À primeira vista banal, o choque entre os dois na primeira volta da corrida de sábado quebrou vértebras dos dois pilotos, que deverão ficar de molho por um tempo. Bianchi, por sinal, vem fazendo um ano infelicíssimo. Deve ser zica minha. Falei que ele era o favorito para o título dessa temporada.

MARK WEBBER10 – Em tese, o australiano não mereceria o dez. Perdeu a pole, andou em terceiro no início da corrida e mesmo que estivesse na liderança após o safety-car, provavelmente não terminaria a corrida nesta posição. Porém, aproveitou-se da punição de Vettel, andou o máximo possível com seus pneus macios e abriu distância o suficiente para voltar dos pits na ponta. Ao fazer tudo isso, venceu a corrida de maneira sensacional. Diria até que foi a mais saborosa de suas quatro vitórias.

FERNANDO ALONSO 9 – Poderia ter vencido a corrida, e de maneira verdadeira e ética. Com a evolução de seu F10, conseguiu um bom terceiro lugar no grid. Esse terceiro se transformou em segundo e poderia ter se transformado em uma liderança na primeira curva, mas não foi possível. Após isso, andou o máximo que seu carro permitia, ganhou a posição de Vettel, punido, e perdeu a de Webber, que tentou uma estratégia ousada. Terminou em um bom segundo lugar e mostrou que, sim, estará na briga pelo título.

SEBASTIAN VETTEL 7,5 – Chega a ser impressionante a sua incapacidade de converter uma pole-position em uma vitória. Em Hungaroring, circuito travadíssimo, tudo indicava que a vitória, dessa vez, viria fácil. No entanto, não veio. Após o safety-car deixar a pista, o alemão acelerou mais que o recomendável e abriu uma distância longa o suficiente para render uma punição. Com isso, sua liderança se transformou em um magro terceiro lugar. No final da corrida, ainda tentou ganhar o segundo lugar de Alonso, mas não conseguiu.

FELIPE MASSA 7,5 – Está se recuperando, o que é algo positivo. No entanto, sua corrida não chamou a atenção, embora tenha sido eficiente. Largou em quarto e terminou em quarto, sem ameaçar os três primeiros e sem ser ameaçado por ninguém.

VITALY PETROV 9 – Fez, de longe, seu melhor fim de semana do campeonato. Largou à frente de seu companheiro Kubica, ganhou algumas posições na primeira volta e, apesar de ter tomado uma ultrapassagem fácil de Hamilton, conseguiu se manter sempre entre os primeiros. Com o abandono do inglês e as reviravoltas da corrida, conseguiu terminar em um excelente quinto lugar. Melhor atuação de um novato até aqui.

NICO HÜLKENBERG 8 – Assim como Petrov, fez sua melhor atuação no ano até aqui. Largou à frente de Barrichello e manteve-se sempre entre os dez primeiros. Com as confusões geradas pelo safety-car e a estratégia desastrada de seu companheiro, conseguiu subir para sexto. Dá sinais de evolução.

PEDRO DE LA ROSA 8 – Esquecido por muitos, o espanhol teve uma grande atuação e uma enorme ajuda da sorte pela primeira vez nesse ano. Largou em um ótimo nono lugar e ganhou algumas posições com a bagunça ocorrida no momento do safety-car. Os primeiros pontos tardaram, mas chegaram.

JENSON BUTTON 2 – Mal nos treinos, pior ainda na largada e apenas mediano no restante da corrida. Terminou em oitavo, encaixotado entre os dois carros da Sauber. Pior fim de semana do ano até aqui.

KAMUI KOBAYASHI 8,5 – É um maluco. Na primeira volta, ganhou nada menos do que sete posições. Mesmo que vários dos carros ultrapassados fossem das equipes novatas, ganhar tantas posições em tanto pouco tempo em uma pista como Hungaroring é algo indiscutivelmente sensacional. Depois disso, subiu mais algumas posições e chegou à zona de pontuação após os abandonos na sua frente. Nono lugar heróico, uma das melhores atuações do ano. Só não leva nota maior porque sobrou no Q1 da classificação.

RUBENS BARRICHELLO 5 – Andou como um moleque que acabou de chegar à Fórmula 1. No entanto, sua estratégia de permanecer na pista por tanto tempo acabou com qualquer chance de um bom resultado. No fim das contas, mostrou força ao marcar a terceira volta mais rápida da corrida. E mostrou mais personalidade ainda ao ultrapassar Schumacher de modo quase suicida. Faria bem a ele esquecer um pouco da antiga rivalidade. Perdoar é divino, pois.

MICHAEL SCHUMACHER 3 – Para variar, mal nos treinos. E também não fez nada na corrida a não ser jogar seu bólido para cima do Williams de Barrichello para conter uma ultrapassagem nas últimas voltas. Além de não ter funcionado, tomou uma punição que será aplicada em Spa-Francorchamps. É o velho Schumacher: extremamente competitivo, desesperado e sujo nesse tipo de briga.

SEBASTIEN BUEMI 3 – Não há muito o que dizer. Fez o 15º tempo nos treinos, algo normal para sua equipe. Largou muito mal e, apesar de ter conseguido ganhar algumas posições com os abandonos, não passou nem perto dos pontos.

VITANTONIO LIUZZI 2,5 – Com a decadência da Force India nas últimas corridas, estabeleceu-se nas últimas posições entre os pilotos das equipes que contam. Mal nos treinos, só chamou a atenção quando seu carro perdeu um pedaço do bico, o que ocasionou o safety-car que bagunçou a prova. Para piorar, ficou preso atrás de Buemi por várias voltas.

HEIKKI KOVALAINEN 4 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas, mas não foi sua melhor atuação no campeonato. Ficou atrás de Glock na classificação, largou mal e só recuperou algumas posições com as confusões no momento do safety-car. Apesar de ter superado seus cinco adversários diretos, tomou uma volta e mais um minuto de Liuzzi.

JARNO TRULLI 3,5 – Ficou atrás de Kovalainen na classificação, mas fez uma boa largada e chegou a passar os dois Toro Rosso. Após os pits, acabou perdendo a posição para seu companheiro finlandês e não fez mais nada até a linha de chegada.

TIMO GLOCK 3,5 – Foi o melhor entre os pilotos das novatas na classificação, mas pôs tudo a perder ao andar do lado de fora na primeira curva, o que custou algumas posições. Depois, restou apenas terminar.

BRUNO SENNA 4,5 – Dentro dos limites do carro, fez outra boa corrida. Com as confusões geradas pelo safety-car, ganhou a posição do Virgin de Di Grassi. No final da corrida, conseguiu colocar uma volta no compatriota. Muito bom.

LUCAS DI GRASSI 5 – Depois de muito tempo, voltou a terminar uma corrida. De quebra, fez a melhor volta entre os pilotos das equipes novatas. Dava para ter terminado à frente de seus rivais, mas um problema na troca de uma roda acabou jogando-o para a última posição após a rodada de pits. Depois disso, seu ritmo não foi mais o mesmo. Uma pena.

SAKON YAMAMOTO 2 – Sua presença destoa do resto do grid. Na corrida, sua melhor volta foi sete segundos mais lenta do que a de Vettel. Sem qualquer sinal de competitividade, o negócio é terminar a corrida. No difícil Hungaroring, ele conseguiu.

LEWIS HAMILTON 7,5 – Em mais um fim de semana no qual a McLaren não tinha o melhor carro, o campeão de 2008 vinha se sobressaindo. Fez uma boa ultrapassagem por fora sobre Petrov na segunda volta e, após a rodada de pits no período do safety-car, ganhou a posição de Massa. Infelizmente, o câmbio o deixou na mão e a liderança do campeonato escapou por entre os dedos.

ROBERT KUBICA 4 – Uma corrida medíocre que culminou em um acidente bizarro com Sutil nos pits. Culpa do “homem do pirulito”, que liberou o polonês enquanto o alemão da Force India posicionava seu carro para a parada. Após a batida, ele tentou voltar à pista, mas a suspensão havia sido afetada e ele achou melhor abandonar. Foi o fim de um fim de semana no qual ele brilhou muito menos que seu companheiro de equipe.

NICO ROSBERG 5 – Dessa vez, até que ele não foi tão mal na classificação. Na corrida, vinha andando em sétimo até seu pit-stop. Nesse momento, um mecânico da Mercedes lhe fez o favor de parafusar mal a roda traseira direita, que saiu voando em direção aos boxes da Williams após o carro começar a se movimentar. O maior feito do alemão nesse fim de semana foi machucar um ex-mecânico seu.

ADRIAN SUTIL 3 – Não foi bem nos treinos e sua corrida acabou prematuramente quando foi atingido por Robert Kubica dentro dos pits. O acidente, que não foi culpa sua, foi o único instante no qual ele apareceu.

JAIME ALGUERSUARI 1 – Mal nos treinos e mal na largada. Poucos minutos depois, seu motor estourava de maneira pirotécnica. Um mau fim de semana para alguém que comemorava um ano de Fórmula 1.

FERRARI ? – Não sei que nota dar. Estou entre zero e dez. Dez porque, ao contrário da Red Bull, a equipe mostrou bastante profissionalismo ao estabelecer uma sólida hierarquia e ao controlar o comportamento dos dois pilotos na pista com precisão. Dez porque, ao fazer a dobradinha, ela teve seu melhor desempenho desde a vitória barenita. Vamos aos zeros. Zero por cuspir no aspecto esportivo da Fórmula 1. Zero por desrespeitar a dignidade de seus dois pilotos. Zero por afirmar à mídia e aos torcedores que não há ordens de equipe. Zero por conseguir transformar a felicidade de um bom resultado na vergonha da manipulação. Entre o dez do pragmatismo e da eficiência e o zero do completo desrespeito, eu me abstenho de dar uma nota.

RED BULL 5,5 – Não sei como uma equipe que larga em 1º e 4º para terminar em 3º e 6º quer ser campeã. Vettel colocou tudo a perder na largada, enquanto que Webber não foi bem em momento nenhum. Se com o melhor carro a equipe já tem sérias dificuldades, o que dizer sobre um fim de semana como esses, em que há alguém para competir contra os RB6?

MCLAREN 7,5 – Eu começo a entender o motivo da minha torcida inconsciente pela McLaren. Ela não atenta contra a meritocracia esportiva como algumas equipes e também não perde corridas com o melhor carro como outras. Já teve os dois tipos de momento, mas não é o caso deste ano. Longe de terem um carro que permitia brigar pela vitória, Hamilton e Button apenas se preocuparam em marcar o maior número de pontos possível. Conseguiram.

RENAULT 6,5 – Vamos dizer que Kubica fez uma corrida normal e Petrov superou as expectativas. O polonês não teve muito o que fazer com um carro apenas razoável e o russo marcou um ponto suado e, até certo ponto, sortudo. Assim como a McLaren, é uma equipe que tenta obter seus resultados com tranquilidade e discrição.

MERCEDES 6 – Nem Rosberg e nem Schumacher fizeram muito mais do que costumam fazer. Nico, por sinal, esteve em um de seus fins de semana mais discretos no ano até aqui. Esta é a Mercedes: razão de uma corrida muito boa para três discretas.

SAUBER 4 – Ficaram no quase com Kobayashi, enquanto que De La Rosa quebrou um bico pela centésima vez nesse ano. O carro não estava bom na corrida e os dois pilotos tiveram dificuldades principalmente nas retas, embora o espanhol tenha feito a sexta volta mais rápida da corrida. Ao menos, os dois carros terminaram. A equipe avança lentamente.

WILLIAMS 4 – Em um dia típico de Red Bull, os dois pilotos andaram bem nos treinos e colocaram tudo a perder na corrida. Tanto Rubens quanto Nico largaram mal e não tiveram como se recuperar no decorrer da prova. Ainda assim, o avanço é evidente.

TORO ROSSO 1,5 – Grande fim de semana. Buemi e Alguersuari não andaram bem nos treinos e tentaram dar um jeito logo na primeira volta. Resultado: Jaime atingiu a traseira de Sebastian e os dois tiveram de ir aos pits ao mesmo tempo, para desespero de Franz Tost. O suíço abandonou, mas o espanhol voltou e só fez para terminar. Muito bom.

FORCE INDIA 0,5 – Se a Toro se deu bem, a Force India se deu melhor ainda. O bom fim de semana começou com o acidente de Liuzzi no Q1 da classificação, o que obrigou o italiano a largar lá no fundão. Sutil também não andou bem e, ao ter de trocar o câmbio, também largou lá atrás. Na largada, os dois se chocaram e ainda pegaram destroços dos carros da equipe B da Red Bull. Como Sutil e Liuzzi foram aos pits ao mesmo tempo, os mecânicos se embananaram e acabaram colocando os pneus de um no carro do outro, o que é ilegal. Desse modo, ambos tiveram de voltar aos pits, o que acabou com qualquer chance de recuperação. Só não toma zero porque ainda estou pensando em mudar a não-nota da Ferrari.

VIRGIN 4 – Um de seus belos porém frágeis carros chegou ao fim. E como não poderia deixar de ser, nas mãos de Glock. Ainda assim, Di Grassi não andou mal e fez uma bela ultrapassagem sobre seu companheiro na largada. A equipe se aproximou bastante da Lotus neste fim de semana.

HISPANIA 3,5 – Bruno Senna e Sakon Yamamoto escaparam da última fila, algo inédito para os espanhóis. O brasileiro até conseguiu segurar o Virgin de Glock por algum tempo. Ainda assim, os carros mantiveram-se muito lentos e Yamamoto teve problemas no câmbio.

LOTUS 3,5 – Fez seu melhor treino classificatório e sua pior corrida do ano. Trulli e Kovalainen dividiram a nona fila, mas nenhum deles terminou. O italiano quebrou seu câmbio na largada. O finlandês abandonou após um toque em De La Rosa.

TRANSMISSÃO NEM UM POUCO IMPRESSIONANTE – Luis Roberto, com seu tom de voz forçado e seu estilo meio alienado de narrar, é um porre. A corrida foi uma merda e ele não conseguiu compensar com sua narração. Por um lado, pode até ter sido bom, já que uma transmissão mais emotiva sobre o acontecido com os pilotos da Ferrari poderia ser insuportável. Por outro, o narrador não conseguiu ambientar toda a tensão que pairava sobre a Fórmula 1 naquele momento. E Reginaldo Leme e Luciano Burti não fizeram nada de memorável. Aliás, nem levem em consideração o que estou escrevendo. Se vi umas 30 voltas, foi muito.

CORRIDA PIOR AINDA – Existem corridas excepcionais, boas, medianas, ruins e péssimas. O que digo é qie esta fica abaixo de todos esses níveis, conseguindo a proeza de me aborrecer em todos os sentidos. Ultrapassagens? Pouquíssimas. Dinâmica de corrida? As posições pouco mudaram lá na frente. Incidentes? Só aquele toque mixuruca entre Kovalainen e De La Rosa merece alguma atenção. As ordens de corrida só representaram a cereja do bolo de um fim de semana que poderia ter passado em branco.

GP2 NEM ELA SALVOU – Duas corridas apenas medianas, este foi o saldo da categoria-escola neste fim de semana. O que a salvou do tédio foram as atuações individuais e os incidentes isolados. Luiz Razia, por exemplo, foi atingido de maneira patética pelo limitado Davide Valsecchi, o que irritou profundamente o baiano da Rapax. Seu companheiro de equipe, por outro lado, só tinha motivos pra sorrir. Pastor Maldonado venceu tranquilamente a corrida de sábado e disparou na liderança do campeonato. No domingo, o excelente Sergio Perez saiu da sétima posição para vencer de modo brilhante. O mexicano é o melhor piloto do ano até aqui, ao lado de Maldonado. Os hispanohablantes seguem arrepiando na GP2.

FERNANDO ALONSO8 – A vitória mais amarga da sua vida. Largou em segundo e em segundo se manteve. A liderança veio por uma canetada da cúpula ferrarista, que impôs a troca de posições de modo rápido e cruel. É a segunda vez, em três anos, que um triunfo vem a ele de maneira completamente irregular. Destaco também a lamentável queixa no momento em que esteve preso atrás de Massa, pouco após a rodada de pits: “isso é ridículo”. Ridículo é o que aconteceria depois, caro asturiano.

FELIPE MASSA 8,5 – O melhor piloto da corrida. E a maior vítima de toda a situação. Como de costume, fez uma ótima largada e saiu da terceira posição para a liderança. Após a parada de pits, teve os costumazes problemas com o aquecimento dos pneus duros, o que fez com que Alonso o pressionasse por algumas voltas. Tendo resolvido estes problemas, vinha se mantendo em uma tranquila liderança quando veio a fatídica ordem. Terminava aí o sonho da primeira vitória desde Interlagos/2008.

SEBASTIAN VETTEL 7 – Suas poles estão entre as coisas mais inúteis do mundo, já que ele nunca consegue manter a liderança. E, novamente, ele insistiu em fechar alguém na primeira volta. Com isso, perdeu duas posições e manteve-se em terceiro até a bandeirada. O cara é um grande piloto, mas sua temporada margeia a picaretagem.

LEWIS HAMILTON7,5 – Fez apenas o sexto tempo, mas largou bem e pulou pra quarto. E lá ficou até o fim. Nada mais a dizer.

JENSON BUTTON 7 – Foi melhor que Hamilton na classificação e até largou bem, mas teve de frear forte pra evitar a batida em Vettel na primeira curva. Após isso, só chamou a atenção ao ficar mais tempo na pista antes de fazer a troca de pneus, o que lhe deu a liderança por algumas voltas. Feita a troca de pneus e tendo ganhado a posição de Webber, restou desfilar na pista para terminar em quinto.

MARK WEBBER 5 – Fim de semana discreto. Largou em quarto, fechou a primeira volta em quinto, perdeu uma posição para Button após os pits e levou o carro até o final na sexta posição.

ROBERT KUBICA 6,5 – Largou em sétimo e, uhm, terminou em sétimo. Ao menos, se divertiu um pouco mais do que o restante dos pilotos de ponta ao ter uma boa briga com Michael Schumacher, o único momento de ação entre os primeiros colocados, se é que dá pra falar assim.

NICO ROSBERG 6 – Em um fim de semana onde tudo foi absolutamente chato, ele não poderia deixar de contribuir com seu desempenho tipicamente… chato. Chegou a ficar atrás de Schumacher no começo da corrida, mas ganhou sua posição com a rodada de pits e terminou em oitavo.

MICHAEL SCHUMACHER 6 – Mesmo que tenha terminado atrás de seu companheiro cheio de laquê, mostrou um pouco mais de combatividade do que ele. Fez o 11º tempo na classificação, largou muito bem e manteve-se à frente de Rosberg nas primeiras voltas. Ainda esboçou uma ultrapassagem sobre Kubica, sem sucesso. Depois da rodada de paradas, sossegou e terminou em nono.

VITALY PETROV 6,5 – Fez um ponto mirradinho e se disse surpreso por isso, já que pensava ter terminado em 11º. O interessante é que ele esteve em décimo por quinze voltas, o que mostra que o cara estava completamente desligado do mundo. No mais, seu ponto foi quase circunstancial, uma vez que, tirando uma ultrapassagem sobre Kobayashi, ele não fez nada de excepcional no fim de semana.

KAMUI KOBAYASHI 5,5 – Foi melhor na classificação do que na corrida. Fez o 12º tempo, largou bem e até poderia ter sonhado com alguns pontos. No entanto, seu carro não estava tão bem e ele chegou a sofrer uma ultrapassagem de Petrov, algo raro nesta corrida. Terminou em 11º, batendo na trave.

RUBENS BARRICHELLO 5 – Outro que foi melhor nos treinos do que na corrida. O que determinou seu mau resultado foi a largada, na qual ele perdeu três posições. Mesmo tendo um ritmo de corrida razoável, ele não conseguiu melhorar. Na verdade, chegou até a perder uma posição para Petrov após as paradas.

NICO HÜLKENBERG 4,5 – Assim como seu companheiro Barrichello, jogou fora uma boa posição obtida na classificação ao perder três posições na largada. Depois disso, só chamou a atenção ao ultrapassar Pedro de la Rosa no final da corrida. Detalhe: o espanhol estava com a asa quebrada.

PEDRO DE LA ROSA 5,5 – É um cara absolutamente incapaz de ter uma corrida tranquila. Pela segunda vez seguida, danificou o bico de seu carro ao bater em alguém, nesse caso em Kovalainen. Este toque prejudicou aquela que poderia ter sido sua melhor corrida no ano, já que ele optou por largar com pneus duros, o que o manteve na sétima posição durante boa parte da prova. Por outro lado, dá pra argumentar que ele só andou lá na frente de maneira ilusóra. É, pode ser.

JAIME ALGUERSUARI 2,5 – Já tinha feito muito ao superar seu companheiro na classificação. No entanto, largou mal e bateu na traseira de alguém na primeira volta, destruindo o bico de seu carro. O diabo da história é que o tal “alguém” era nada menos que seu companheiro. Feita a bagunça, só restou a ele levar o carro até o fim.

VITANTONIO LIUZZI 1,5 – Acabou com seu fim de semana ao destruir o carro no muro no treino de classificação. Na corrida, foi atingido pelo companheiro Sutil e ainda teve a infelicidade de passar pelos destroços dos carros da Toro Rosso, o que o obrigou a ir pros pits para os devidos reparos. Sua equipe ainda fez o favor de colocar os pneus designados para Sutil, o que o obrigou a voltar novamente para os pits para trocá-los. Para alguém que vinha tendo seu pior fim de semana no ano, até que não foi tão ruim terminar.

ADRIAN SUTIL 2 – Em um fim de semana negro para a Force India, ele também teve seus dramas particulares. Obteve um magro 14º tempo na classificação e ainda por cima teve de trocar seu câmbio, o que o relegou a uma distante 19ª posição no grid. Na primeira volta, atingiu seu companheiro Liuzzi e também foi atingido por pedaços dos carros da Toro Rosso, o que o obrigou a ir pros pits. Por lá, os mecânicos colocaram os pneus de Liuzzi em seu carro, o que é ilegal e o obrigou a voltar para trocá-los. A partir daí, só restou dirigir até a bandeirada.

TIMO GLOCK 3,5 – Fez uma corrida ruim, mas combativa. Perdeu dez posições no grid por ter trocado de câmbio e por ter também utilizado uma relação de marchas diferente da informada previamente à FIA, o que não fez muita diferença. Na largada, perdeu uma posição para Di Grassi e teve disputas bastante renhidas com os carros da Hispania, algo que não deveria acontecer para um piloto da Virgin. O fato da corrida ter sido combativa não quer dizer que ela foi boa.

BRUNO SENNA 6 – De volta à Fórmula 1, teve uma boa corrida. Fez uma ótima volta na classificação e conseguiu um interessante 20º lugar no grid auxiliado pelos problemas com outros pilotos. Na corrida, manteve-se à frente de Glock por um bom tempo. Pra ser bem honesto, acho que fez um trabalho melhor do que vários pilotos com um carro mais forte.

HEIKKI KOVALAINEN 3 – Apesar de ter ficado atrás de Trulli na classificação, conseguiu fazer um bom início de corrida ao andar em 15º por várias voltas. No entanto, colocou tudo a perder no final da corrida ao causar um acidente com De La Rosa no final da corrida, destruindo o bico do carro do piloto espanhol. É o segundo acidente em que ele se envolve como o retardatário que deve dar passagem a alguém bem mais rápido.

LUCAS DI GRASSI 4 – Perdeu cinco posições no grid por ter de trocar o câmbio, mas começou a recuperação com uma bela ultrapassagem sobre Glock na largada. Após chegar a ocupar a 16ª posição no início, manteve-se um bom tempo em 18º até quebrar a suspensão ao passar sobre uma zebra. Milésimo abandono neste ano.

SAKON YAMAMOTO 1 – Está completamente defasado com relação ao restante do grid. No momento da largada, deu partida em seu carro com o limitador de boxes ligado. Apesar de ter ocupado o 18º lugar por alguns instantes, o japonês só se locomoveu vagarosamente até abandonar com o câmbio quebrado.

JARNO TRULLI 3,5 – Largou na frente de Kovalainen e até acho que tinha melhores chances do que ele, mesmo que isso não signifique muito. No entanto, o câmbio quebrou logo no começo e o que vimos foi um carro verde se arrastando de maneira agonizante pela pista alemã.

SEBASTIEN BUEMI 1,5 – Teve o pior fim de semana possível para um piloto em sua posição: largou atrás de Alguersuari, conseguiu se recuperar na primeira volta e foi atingido na traseira pelo mesmo Alguersuari, o que resultou em seu abandono.

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