SILVERSTONE: A primeira corrida de Fórmula 1, há exatos 60 anos, aconteceu aqui. É um lugar aonde se respira o típico british racing vintage: traçado veloz, enormes áreas de escape preenchidas com grama, autódromo localizado no meio da roça e climão daqueles típicos festivais de automobilismo que só os ingleses sabem fazer. Nunca gostei muito do traçado, mas reconheço que, diante de tantos circuitos insossos e travados, Silverstone é um alento. Só espero que chova. Corridas no seco costumam ser tenebrosamente chatas.

YAMAMOTO: Péssima notícia para Bruno Senna: o brasileiro não participará do Grande Prêmio da Inglaterra. Seu substituto na Hispania é o nipônico Sakon Yamamoto, um dos pilotos mais dispensáveis que já apareceram na categoria nos últimos 15 anos. Com discretíssimas passagens nas extintas Super Aguri e Spyker, ele fará sua primeira corrida de Fórmula 1 desde 2007. Ao contrário da maioria dos japoneses, é um piloto sossegado. O problema é que ele é sossegado demais. Sua presença se justifica pela vinda de ienes, muitos ienes.

GABY: E Bruno Senna não utilizará seu novo motor Cosworth, que ganhou o nome de uma amiga sua. Pergunto duas coisas: quem em sã consciência daria nome a um motor? E quem, em sã consciência, daria o respeitoso nome de Gaby a um motor?!

FRANK WILLIAMS: A outra notícia que chocou a muitos é a renúncia de Frank Williams à presidência de equipe que ele fundou com Patrick Head em 1977. Depois de 33 anos, sete títulos de pilotos e nove de construtores, Sir Frank passa o bastão para Adam Parr, chefe executivo da equipe. Aos 68 anos, ele já sente o peso da idade, e a essa altura da vida já não deve estar tão animado para tocar uma equipe que não sai do meio do pelotão. Ainda assim, sair da presidência não quer dizer abandonar a equipe: Frank Williams seguirá trabalhando na equipe. E espero que siga assim por muitos anos.

FINAL DA COPA DO MUNDO: Bernie Ecclestone sempre chutando o balde. Por capricho do todo-poderoso, a Fórmula 1 terá de fazer uma corrida quase que indesejada no mesmo dia de uma das finais mais esperadas da história das Copas do Mundo. De um lado, Fernando Alonso, Jaime Alguersuari e Pedro de la Rosa torcendo para La Fúria. Do outro, er… a torcida pela Laranja Mecânica será representada por um solitário Giedo van der Garde, piloto da GP2. Do fundo da minha alma, não consigo escolher nem Espanha e nem Holanda, já que ambos são os dois times europeus sem títulos que mais merecem entrar para a turminha dos fodões. De qualquer jeito, vou na lógica e digo que dá Holanda.

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