FERNANDO ALONSO8 – A vitória mais amarga da sua vida. Largou em segundo e em segundo se manteve. A liderança veio por uma canetada da cúpula ferrarista, que impôs a troca de posições de modo rápido e cruel. É a segunda vez, em três anos, que um triunfo vem a ele de maneira completamente irregular. Destaco também a lamentável queixa no momento em que esteve preso atrás de Massa, pouco após a rodada de pits: “isso é ridículo”. Ridículo é o que aconteceria depois, caro asturiano.

FELIPE MASSA 8,5 – O melhor piloto da corrida. E a maior vítima de toda a situação. Como de costume, fez uma ótima largada e saiu da terceira posição para a liderança. Após a parada de pits, teve os costumazes problemas com o aquecimento dos pneus duros, o que fez com que Alonso o pressionasse por algumas voltas. Tendo resolvido estes problemas, vinha se mantendo em uma tranquila liderança quando veio a fatídica ordem. Terminava aí o sonho da primeira vitória desde Interlagos/2008.

SEBASTIAN VETTEL 7 – Suas poles estão entre as coisas mais inúteis do mundo, já que ele nunca consegue manter a liderança. E, novamente, ele insistiu em fechar alguém na primeira volta. Com isso, perdeu duas posições e manteve-se em terceiro até a bandeirada. O cara é um grande piloto, mas sua temporada margeia a picaretagem.

LEWIS HAMILTON7,5 – Fez apenas o sexto tempo, mas largou bem e pulou pra quarto. E lá ficou até o fim. Nada mais a dizer.

JENSON BUTTON 7 – Foi melhor que Hamilton na classificação e até largou bem, mas teve de frear forte pra evitar a batida em Vettel na primeira curva. Após isso, só chamou a atenção ao ficar mais tempo na pista antes de fazer a troca de pneus, o que lhe deu a liderança por algumas voltas. Feita a troca de pneus e tendo ganhado a posição de Webber, restou desfilar na pista para terminar em quinto.

MARK WEBBER 5 – Fim de semana discreto. Largou em quarto, fechou a primeira volta em quinto, perdeu uma posição para Button após os pits e levou o carro até o final na sexta posição.

ROBERT KUBICA 6,5 – Largou em sétimo e, uhm, terminou em sétimo. Ao menos, se divertiu um pouco mais do que o restante dos pilotos de ponta ao ter uma boa briga com Michael Schumacher, o único momento de ação entre os primeiros colocados, se é que dá pra falar assim.

NICO ROSBERG 6 – Em um fim de semana onde tudo foi absolutamente chato, ele não poderia deixar de contribuir com seu desempenho tipicamente… chato. Chegou a ficar atrás de Schumacher no começo da corrida, mas ganhou sua posição com a rodada de pits e terminou em oitavo.

MICHAEL SCHUMACHER 6 – Mesmo que tenha terminado atrás de seu companheiro cheio de laquê, mostrou um pouco mais de combatividade do que ele. Fez o 11º tempo na classificação, largou muito bem e manteve-se à frente de Rosberg nas primeiras voltas. Ainda esboçou uma ultrapassagem sobre Kubica, sem sucesso. Depois da rodada de paradas, sossegou e terminou em nono.

VITALY PETROV 6,5 – Fez um ponto mirradinho e se disse surpreso por isso, já que pensava ter terminado em 11º. O interessante é que ele esteve em décimo por quinze voltas, o que mostra que o cara estava completamente desligado do mundo. No mais, seu ponto foi quase circunstancial, uma vez que, tirando uma ultrapassagem sobre Kobayashi, ele não fez nada de excepcional no fim de semana.

KAMUI KOBAYASHI 5,5 – Foi melhor na classificação do que na corrida. Fez o 12º tempo, largou bem e até poderia ter sonhado com alguns pontos. No entanto, seu carro não estava tão bem e ele chegou a sofrer uma ultrapassagem de Petrov, algo raro nesta corrida. Terminou em 11º, batendo na trave.

RUBENS BARRICHELLO 5 – Outro que foi melhor nos treinos do que na corrida. O que determinou seu mau resultado foi a largada, na qual ele perdeu três posições. Mesmo tendo um ritmo de corrida razoável, ele não conseguiu melhorar. Na verdade, chegou até a perder uma posição para Petrov após as paradas.

NICO HÜLKENBERG 4,5 – Assim como seu companheiro Barrichello, jogou fora uma boa posição obtida na classificação ao perder três posições na largada. Depois disso, só chamou a atenção ao ultrapassar Pedro de la Rosa no final da corrida. Detalhe: o espanhol estava com a asa quebrada.

PEDRO DE LA ROSA 5,5 – É um cara absolutamente incapaz de ter uma corrida tranquila. Pela segunda vez seguida, danificou o bico de seu carro ao bater em alguém, nesse caso em Kovalainen. Este toque prejudicou aquela que poderia ter sido sua melhor corrida no ano, já que ele optou por largar com pneus duros, o que o manteve na sétima posição durante boa parte da prova. Por outro lado, dá pra argumentar que ele só andou lá na frente de maneira ilusóra. É, pode ser.

JAIME ALGUERSUARI 2,5 – Já tinha feito muito ao superar seu companheiro na classificação. No entanto, largou mal e bateu na traseira de alguém na primeira volta, destruindo o bico de seu carro. O diabo da história é que o tal “alguém” era nada menos que seu companheiro. Feita a bagunça, só restou a ele levar o carro até o fim.

VITANTONIO LIUZZI 1,5 – Acabou com seu fim de semana ao destruir o carro no muro no treino de classificação. Na corrida, foi atingido pelo companheiro Sutil e ainda teve a infelicidade de passar pelos destroços dos carros da Toro Rosso, o que o obrigou a ir pros pits para os devidos reparos. Sua equipe ainda fez o favor de colocar os pneus designados para Sutil, o que o obrigou a voltar novamente para os pits para trocá-los. Para alguém que vinha tendo seu pior fim de semana no ano, até que não foi tão ruim terminar.

ADRIAN SUTIL 2 – Em um fim de semana negro para a Force India, ele também teve seus dramas particulares. Obteve um magro 14º tempo na classificação e ainda por cima teve de trocar seu câmbio, o que o relegou a uma distante 19ª posição no grid. Na primeira volta, atingiu seu companheiro Liuzzi e também foi atingido por pedaços dos carros da Toro Rosso, o que o obrigou a ir pros pits. Por lá, os mecânicos colocaram os pneus de Liuzzi em seu carro, o que é ilegal e o obrigou a voltar para trocá-los. A partir daí, só restou dirigir até a bandeirada.

TIMO GLOCK 3,5 – Fez uma corrida ruim, mas combativa. Perdeu dez posições no grid por ter trocado de câmbio e por ter também utilizado uma relação de marchas diferente da informada previamente à FIA, o que não fez muita diferença. Na largada, perdeu uma posição para Di Grassi e teve disputas bastante renhidas com os carros da Hispania, algo que não deveria acontecer para um piloto da Virgin. O fato da corrida ter sido combativa não quer dizer que ela foi boa.

BRUNO SENNA 6 – De volta à Fórmula 1, teve uma boa corrida. Fez uma ótima volta na classificação e conseguiu um interessante 20º lugar no grid auxiliado pelos problemas com outros pilotos. Na corrida, manteve-se à frente de Glock por um bom tempo. Pra ser bem honesto, acho que fez um trabalho melhor do que vários pilotos com um carro mais forte.

HEIKKI KOVALAINEN 3 – Apesar de ter ficado atrás de Trulli na classificação, conseguiu fazer um bom início de corrida ao andar em 15º por várias voltas. No entanto, colocou tudo a perder no final da corrida ao causar um acidente com De La Rosa no final da corrida, destruindo o bico do carro do piloto espanhol. É o segundo acidente em que ele se envolve como o retardatário que deve dar passagem a alguém bem mais rápido.

LUCAS DI GRASSI 4 – Perdeu cinco posições no grid por ter de trocar o câmbio, mas começou a recuperação com uma bela ultrapassagem sobre Glock na largada. Após chegar a ocupar a 16ª posição no início, manteve-se um bom tempo em 18º até quebrar a suspensão ao passar sobre uma zebra. Milésimo abandono neste ano.

SAKON YAMAMOTO 1 – Está completamente defasado com relação ao restante do grid. No momento da largada, deu partida em seu carro com o limitador de boxes ligado. Apesar de ter ocupado o 18º lugar por alguns instantes, o japonês só se locomoveu vagarosamente até abandonar com o câmbio quebrado.

JARNO TRULLI 3,5 – Largou na frente de Kovalainen e até acho que tinha melhores chances do que ele, mesmo que isso não signifique muito. No entanto, o câmbio quebrou logo no começo e o que vimos foi um carro verde se arrastando de maneira agonizante pela pista alemã.

SEBASTIEN BUEMI 1,5 – Teve o pior fim de semana possível para um piloto em sua posição: largou atrás de Alguersuari, conseguiu se recuperar na primeira volta e foi atingido na traseira pelo mesmo Alguersuari, o que resultou em seu abandono.

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