MCLAREN 8,5 – Na semana passada, todo mundo estava dizendo que era um carro a se temer em Spa. Os primeiros treinos chegaram e ficou provado que ao menos a Ferrari estava no mesmo nível. Veio a corrida e a equipe de Hamilton e Button deixou todo mundo para trás nas primeiras voltas. Jenson foi tirado da pista pelo aloprado Vettel. Lewis venceu de maneira austera. É a equipe mais confiável do grid.

RED BULL 6 – Com a pole-position de Webber e o quarto lugar de Vettel, a corrida poderia ter sido legal para os taurinos. Mas o australiano perdeu uma miríade de posições na largada devido a um problema na embreagem e o alemão acabou com sua corrida ao bater em Button e ao tocar em Liuzzi. Corrida feita para nós nos lembramos que a equipe continua incapaz de fazer na corrida o que faz nos treinos.

RENAULT 7,5 – O carro é bom e o primeiro piloto é ótimo. Kubica andou bem o tempo todo e poderia ter terminado em segundo se a equipe não tivesse se complicado na sua última parada dos pits. Mesmo assim, um bom pódio. Por outro lado, Petrov poderia ter ido bem melhor se não tivesse batido no sábado. Como de costume, rápido e muito inconsistente.

FERRARI 7 – A promessa de um bom desempenho ficou na sexta-feira, quando Alonso liderou os dois treinos livres. Sofreu na classificação de sábado e só salvou sua corrida porque Felipe Massa foi discreto e eficiente. O espanhol pintou e bordou e terminou com o carro quebrado em um canto qualquer. Sempre espalhafatoso, o tal de Alonso.

FORCE INDIA 8 – Equipe marcada por um imenso desnível entre seus pilotos. Enquanto Adrian Sutil anda sempre entre os ponteiros e leva dez pontos para casa, Vitantonio Liuzzi só se arrasta no meio do pelotão. Quanto à equipe, a competência de sempre em uma pista veloz.

MERCEDES8,5 – Após a classificação de sábado, tudo parecia perdido para a equipe de três pontas. Um dos pilotos havia sofrido uma punição e o outro teve de trocar o câmbio. Ainda assim, ambos vieram para a corrida como dois franco-atiradores e se deram muito bem. Leva 14 pontos para casa.

SAUBER6 – Menos espetacular do que em outras ocasiões, era outra equipe que tinha muito a lamentar após os dois pilotos terem saído da pista no Q1 da classificação. Na corrida, Kobayashi se recuperou e chegou em um bom oitavo lugar. De La Rosa bateu na trave, mas não teve os problemas costumazes. Para uma equipe que vem marcando pontos com frequência, um fim de semana apenas normal em termos de resultados.

TORO ROSSO 3 – Desempenho normal, nada além ou aquém do esperado. A novidade foi ver Jaime Alguersuari andando na frente de Sebastien Buemi. O espanhol terminou em décimo, mas foi punido e perdeu três posições. Buemi também não pontuou. Se estabeleceu definitivamente como a típica equipe do meião do grid.

WILLIAMS 2 – Com os dois pilotos largando entre os dez primeiros, esperava um grande resultado. Mas Barrichello abandonou seu seu tricentésimo grande prêmio na primeira volta após bater em Alonso e Hülkenberg teve problemas no acelerador.

LOTUS 7 – Com o 13º de Kovalainen e o 15º de Trulli no grid, tinha todos os motivos do mundo para comemorar no sábado. A corrida aconteceu, a realidade reapareceu e os dois pilotos perderam as posições que tinham de perder. Ainda assim, Kovalainen foi o melhor entre a turma do fundão e Trulli, apesar da rodada perigosa no final, também terminou.

VIRGIN 5 – Lucas di Grassi andou bem novamente e por pouco não foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas. Por outro lado, Timo Glock teve uma prova recheada de problemas. Os dois carros terminaram, algo muito raro no reino de sir Richard Branson.

HISPANIA 4,5 – Sábado dos sonhos com Bruno Senna largando em 18º e Sakon Yamamoto saindo em 19º. O carro, razoável em retas, não era suficiente para mantê-los nessa forma na corrida. A suspensão do carro de Senna foi pro saco e Yamamoto só terminou. Em termos de posições na pista, foi o melhor fim de semana do ano. Sakon chegou a andar em 13º no comecinho, um milagre digno de Nossa Senhora da Aparecida.

TRANSMISSÃOÉ O PET, É O PET!Sem comentários. E Gary Paffett não é engenheiro, querido Galvão Bueno.

CORRIDA TRIFÁSICA – Para quem estava esperando uma corrida de powerboats no melhor estilo 1998, a prova de ontem pode não ter sido a melhor do mundo. Choveu apenas nas primeiras e nas últimas voltas, e mesmo assim não foi o suficiente para transformar o grande prêmio em uma competição de patinação no gelo. Mesmo assim, Spa-Francorchamps é Spa-Francorchamps e a corrida raramente decepciona. Com Lewis Hamilton tendo dominado desde o início, as disputas aconteciam da segunda posição para trás. Em uma delas, o saltimbanco Sebastian Vettel atropelou Jenson Button e os dois foram alijados do pódio. Mais atrás, pilotos como Nico Rosberg, Michael Schumacher, Kamui Kobayashi e Vitaly Petrov se envolviam em inúmeras brigas, garantindo a diversão na prova. Para quem esperava por acidentes, apenas Rubens Barrichello e Fernando Alonso, este por duas ocasiões, deram o ar da graça. Jarno Trulli quase causou uma pancada monstruosa, mas ficou no quase. No fim, sem ser inesquecível, a corrida já garantiu mais diversão do que a maioria das outras corridas desse campeonato.

GP2 PANAMERICANISMO BOLIVARIANO – O jovem revolucionário Simón Bolívar não poderia ficar mais feliz. Seu sonho de uma América Latina que pudesse peitar os imperialistas europeus está se realizando… na GP2. Pastor Maldonado, o piloto preferido de Hugo Chavez, venceu pela sexta vez consecutiva uma corrida de sábado e disparou na liderança do campeonato. Dessa vez, sua vitória foi extremamente sortuda. Álvaro Parente, o líder durante a maior parte do tempo, fez uma parada e voltou em terceiro. À sua frente, Jerome D’Ambrosio e Maldonado, que havia tomado uma bela ultrapassagem do belga. Porém, o sempre azarado D’Ambrosio teve problemas no motor e abandonou a prova, deixando o caminho livre para Maldonado vencer. Na corrida do domingo, o mexicano Sergio Perez fez a festa pela quarta vez no ano. Destaco o segundo pódio seguido de Parente, substituto de Alberto Valério na Coloni. Pelo visto, Pastor Maldonado só perderá o título se houver uma conspiração estadunidente e primeiro-mundista capitaneada pelos yankees.

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