LEWIS HAMILTON 9,5 – Com a McLaren sendo considerada uma forte candidata à vitória, Lewis não decepcionou. Fez o segundo tempo na classificação, largou bem, tomou a liderança antes mesmo da primeira curva e permaneceu por lá até o fim da corrida. Só não leva o dez porque perdeu a pole-position e quase perdeu a própria corrida ao escapar da pista no momento em que a chuva se iniciou pela segunda vez. Volta a liderar o campeonato.

MARK WEBBER 7,5 – À primeira vista, um resultado bastante negativo para quem havia largado na pole-position. Por outro lado, um ótimo resultado pra quem teve uma largada horrorosa devido a um problema na embreagem. Recuperou posições com o acidente de Vettel e Button e com o problema de Kubica na última parada de boxes. No fim das contas, apesar de ter perdido a liderança do campeonato, o australiano só tem motivos para sorrir.

ROBERT KUBICA 9 – Melhor apresentação do ano até aqui. Largou em terceiro, subiu para segundo e só perdeu duas posições porque escapou da pista em um momento de chuva. Voltou ao segundo lugar após o acidente à sua frente e caiu para terceiro após ter um pequeno problema na sua última parada. Pódio merecidíssimo.

FELIPE MASSA 8 – Mineiramente, fez uma ótima corrida. Largou muito à frente de Alonso e, ao contrário do espanhol, não se envolveu em confusões. Aproveitou-se dos abandonos à frente para terminar em um interessante quarto lugar. Pelo visto, foi o máximo que um piloto da Ferrari poderia conseguir em Spa.

ADRIAN SUTIL 9 – Outro que fez um corridão. Largou em oitavo e sempre se manteve por ali, entre os primeiros. Depois de duas corridas infelizes, um excelente quinto lugar. Vem se mostrando um notável especialista em pistas velozes.

NICO ROSBERG 8,5 – Dessa vez, fez uma corrida bastante movimentada. Trocou o câmbio antes da classificação e perdeu cinco posições, sendo obrigado a partir em 14º. Apostou em um acerto de pista molhada, algo que deu muito certo. Largou muito bem, se envolveu em boas brigas, tomou ultrapassagens de Schumacher e Petrov e ultrapassou Schumacher e Kobayashi no final. Ótimo sexto lugar, uma de suas melhores atuações no ano.

MICHAEL SCHUMACHER 7,5 – Em uma pista onde estreou há 19 anos e onde venceu em várias ocasiões, Michael teve uma boa atuação. Saiu da 21ª posição devido a uma punição referente à pataquada húngara, ganhou um monte de posições na primeira volta e seguiu fazendo ultrapassagens a rodo. Chegou a ocupar a quinta posição, mas acabou terminando em sétimo. Deve ter se divertido um bocado.

KAMUI KOBAYASHI 8 – Prejudicou sua classificação ao sair da pista ainda no Q1. Na corrida, largou muito bem e se envolveu em brigas durante quase todo o tempo. Sem os azares que o perseguiam durante o ano e com o bom trabalho de estratégia e de pits de sua equipe, conseguiu terminar em um ótimo oitavo lugar. Os pontos estão virando rotina.

VITALY PETROV 7 – Após bater na classificação do sábado, não estava esperando por porra nenhuma. Mas fez uma ótima largada e também ganhou posições durante a corrida, tendo como destaque a boa ultrapassagem sobre Rosberg. Terminou em nono, mas poderia ter ido melhor se não tivesse colocado tudo a perder no dia anterior.

VITANTONIO LIUZZI 4 – Terminar em décimo após a desclassificação de um gaiato qualquer não é exatamente um grande resultado, ainda mais considerando que o companheiro terminou em quinto. Ainda assim, o italiano não deve reclamar, já que seu toque com Vettel quase acabou com qualquer chance de um bom resultado. Continua devendo, e muito.

PEDRO DE LA ROSA 4 – Após ter largado em último, tentou fazer uma corrida dessas de quem não tem nada a perder. Com algumas escapadas de pista, disputas por posição e estratégias diferenciadas, ele realmente conseguiu fazer uma corrida animada. Faltou só pontuar. Observando a performance do seu companheiro, não há muito o que celebrar.

SEBASTIEN BUEMI 3 – Ficou atrás de Alguersuari na classificação e ainda perdeu mais três posições no grid por ter bloqueado Rosberg no Q2. Na largada, foi tocado por trás e teve um pneu e o difusor danificados. Diante disso, não teve como fazer muito mais do que o 12º.

JAIME ALGUERSUARI 4,5 – Um de seus melhores fins de semana no ano. Largou à frente de Buemi e, mesmo tendo problemas ao escolher os pneus corretos, conseguiu terminar em um bom décimo lugar. Porém, foi punido com o acréscimo de 20 segundos por ter feito ultrapassagem irregular na Bus Stop e perdeu o ponto. Uma pena.

NICO HÜLKENBERG 5,5 – Razoável nos treinos, fez um bom início de corrida. No entanto, o acelerador começou a falhar e a dirigibilidade foi bastante afetada, o que lhe causou algumas rodadas. Terminou a alguns anos-luz de pontuar.

SEBASTIAN VETTEL 0 – Absolutamente nada de bom para falar. Largou três posições atrás de Webber, bateu em Button de maneira grosseira na Bus Stop, se envolveu em um outro toque com Liuzzi e ainda por cima escolheu os pneus errados no momento em que choveu pela segunda vez. Diante disso, até que o 15º não foi um mal resultado.

HEIKKI KOVALAINEN 8 – Ninguém prestou atenção, mas fez uma excelente corrida. Largou em um irreal 13º lugar, teve problemas na largada, danificou o bico na primeira volta e ainda fez uma escolha errada de pneus no momento da primeira chuva. Depois disso, se recuperou e ganhou as posições de todos os outros pilotos das equipes novatas. Me arrisco a dizer que foi o melhor fim de semana de um piloto das equipes novatas até aqui.

LUCAS DI GRASSI 7 – Outro que fez uma grande corrida dadas as circunstâncias. No treino oficial, foi atingido pelo Lotus de Trulli e acabou não conseguindo fazer uma volta competitiva. Na corrida, fez uma excelente largada e, com o bom trabalho de sua equipe, esteve sempre competitivo. No fim da prova, ganhou a posição de Trulli e perdeu uma para Kovalainen, que teria feito uma ultrapassagem irregular. Ainda assim, um fim de semana acima das expectativas.

TIMO GLOCK 3 – Só teve motivos para sorrir quando conseguiu passar para o Q2 da classificação. Foi punido por ter bloqueado Yamamoto e perdeu cinco posições no grid. Na primeira volta, perdeu posições ao ser empurrado para fora na primeira curva e ainda quebrou o bico no momento do acidente de Barrichello. Depois, só restou seguir em frente para terminar.

JARNO TRULLI 3,5 – Teve um fim de semana daqueles. Bateu com Di Grassi no Q1 da classificação, mas conseguiu largar em um improvável 15º lugar, duas posições atrás de seu companheiro de equipe. Largou bem e sempre liderou a turma das equipes novatas, mas cometeu um erro perigoso na última relargada, rodou na Pouhou e quase causou um acidente cinematográfico. Só restou terminar.

SAKON YAMAMOTO 6 – É até assustador dizer isso, mas fez, de longe, sua melhor corrida na Fórmula 1. Conseguiu largar em 19º, ganhou seis posições na largada e fez o possível para tentar se manter no meio do bolo. Como seu Hispania é ruim de doer, só restou a ele cair para último e seguir por lá até o fim. Ainda assim, fim de semana digno de se contar para os netos.

FERNANDO ALONSO 3 – O engraçado em Alonso é que as descrições sobre suas atuações, no geral, são as maiores desse blog, seja pelo lado bom ou pelo ruim. Seu melhor momento no fim de semana ocorreu na sexta-feira, quando ele liderou os dois treinos livres. No sábado, ficou em último no Q3 porque decidiu guardar o melhor jogo de pneus para utilizar no final do treino, estratégia prejudicada pela chuva. Na corrida, foi abalroado por Barrichello na primeira volta e caiu para o fim do grid. Com relação aos pneus, teve dificuldades para fazer as escolhas certas. No fim, quando começou a chover pela segunda vez, sua Ferrari pisou na zebra, rodou e bateu nos pneus. Voltou para casa encharcado e sem pontos.

JENSON BUTTON 7 – Um pobre infeliz que foi atingido pela falta de cérebro de um piloto alemão. Jenson foi apenas correto no treino oficial, mas fez um ótimo começo de corrida e ganhou três posições. Manteve-se em segundo por um bom tempo até ser atingido na Bus Stop por um Vettel que não sabe como iniciar uma ultrapassagem sem quebrar o carro alheio. Sua corrida acabou ali.

BRUNO SENNA 4 – Sua 18ª posição no grid representou apenas uma felicidade efêmera, já que as poucas voltas completadas na corrida foram infelizes. Na largada, quebrou o bico no toque com um adversário. Algumas voltas depois, a suspensão traseira quebrou e Bruno sofreu uma rodada em alta velocidade. Após isso, só restou encostar o carro nos boxes.

RUBENS BARRICHELLO 3,5 – Que maneira de comemorar o GP de número 300, hein? Sua corrida se resumiu a uma batida na traseira da Ferrari de Alonso ainda na primeira volta. Culpa da chuva, aliada de Rubens em tantas corridas de sua carreira. Foi o fim abrupto de uma prova que prometia bastante, a começar pelo 7º lugar no grid.

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