Notas


RED BULL9 – O carro é bonzão, a equipe trabalha direitinho e o primeiro piloto é um moleque abusado que felizmente evolui a cada dia que passa. O problema é que o segundo piloto, um australiano experiente e turrão, fez um fim de semana de merda e só terminou em quinto. Fica claro o porquê de Christian Horner e companhia amarem Sebastian Vettel, o grande vencedor.

MCLAREN8 – Mandou um belo salve a todos aqueles que duvidaram de sua capacidade para esta corrida, incluindo aí este palpiteiro. Jenson Button pode até não ter feito a melhor das corridas, mas a punição realmente atrapalhou sua vida. Já Lewis Hamilton colocou seu carro em um notável segundo lugar, o que mostra que o MP4-26 pode trazer alguns bons frutos, sim.

RENAULT 7,5 – Quando todos esperavam ver Nick Heidfeld surrando o russo Vitaly Petrov, o alinhamento dos astros permitiu que o contrário acontecesse. Petrov fez talvez a melhor apresentação entre todos os pilotos no grid e pegou um belo pódio. Já Heidfeld não fez nada e só ficou lá atrás. O carro é bom e a equipe é toda coesa. Só as cores que não apareceram bem na telinha.

FERRARI6,5 – Essa 150th aí, sei não, hein… Na pré-temporada, apareceu como o carro a desafiar a supremacia da Red Bull. Mas foi só colocar as rodinhas na pista de Melbourne para que a realidade se mostrasse bem menos rósea. Nem Fernando Alonso e nem Felipe Massa puderam brigar diretamente pela vitória. O espanhol, ao menos, quase pegou um pódio. E Felipe, bem… 2008 parece ter realmente ficado para trás, né?

TORO ROSSO6 – Para quem esperava ver a priminha pobre da Red Bull andando lá nas cabeças, certa decepção. O carro não é vergonhoso, mas também não é muito melhor do que o do ano passado. E ao contrário do que muitos apostavam, quem mostrou mais na Austrália foi Sébastien Buemi, que andou bem e terminou em sétimo. Jaime Alguersuari largou mais atrás e bateu em um mundo de gente na primeira volta.

FORCE INDIA6 – Para um carro que não parece ser a oitava maravilha da Índia, marcar pontos com os dois pilotos soa algo bastante positivo. Discretos nos treinos, Adrian Sutil e Paul di Resta se beneficiaram dos abandonos e da desclassificação da Sauber para finalizar entre os dez primeiros. E o novato não andou muito longe do experiente alemão, o que não é ruim.

LOTUS3,5 – Pelo visto, as coisas não mudaram lá pelos lados da Malásia. O T128 não vai empurrar a equipe lá para o pelotão do meio e a vida seguirá difícil se as coisas não melhorarem muito em relação ao que vimos em Melbourne. Heikki Kovalainen liderou a equipe, mas quebrou. Jarno Trulli foi quem viu a bandeira quadriculada.

VIRGIN2,5 – Se a Lotus não parece ter subido de patamar, a Virgin parece até ter piorado em relação ao ano passado. Na sexta-feira, nem Timo Glock e nem Jerôme D’Ambrosio pareciam estar garantidos na corrida. No dia seguinte, os dois conseguiram, mas só o belga terminou a corrida. Só não é a pior equipe da Fórmula 1 porque a Hispania existe.

WILLIAMS4 – O carro nem é tão ruim e Rubens Barrichello mostrou isso no primeiro treino de sexta-feira. O problema dos dois carros, na Austrália, parece ter sido naquela peça entre o banco e o volante. Barrichello cometeu inúmeros erros nos treinos e na corrida, culminando com o toque infantil no Mercedes de Nico Rosberg. E a estreia de Pastor Maldonado foi bem discreta.

MERCEDES 4,5 – Não teve sorte e nem carro na primeira etapa da temporada. O MGP W02 não é lento, mas também não parece ser muito melhor que o carro do ano passado, tanto que Nico Rosberg e Michael Schumacher largaram em posições análogas àquelas obtidas em 2010. Os dois pilotos tiveram problemas com toques – Schumacher levou uma pancada de Alguersuari, Rosberg levou outra de Barrichello – e nenhum deles chegou ao fim.

SAUBER0 – Foi de dar raiva. A equipe fez um carro competitivo e sem maiores problemas e arranjou uma dupla de pilotos jovem, ousada e explosiva. Kamui Kobayashi e Sergio Perez andam razoavelmente bem nos treinos e mandam ver na corrida, com o mexicano conseguindo completar a corrida tendo feito apenas uma parada. Os dois pontuam. Aí, os comissários da FIA descobrem que as asas traseiras dos dois carros flexionam um pouco menos que o normal, coisa de milímetros. E os dois são desclassificados. Um fim de semana inteiro jogado no lixo porque um estagiário não soube usar direito a régua. É pra chorar.

HISPANIA0 – Assim não dá, né? Tudo bem que ela é pequena, pobre e desorganizada, mas só conseguir deixar um carro pronto na segunda sessão de treinos da sexta é amadorismo demais. O outro carro só conseguiu andar dignamente no sábado. Nenhum dos dois pilotos passou perto de superar a barreira dos 107%. Desse jeito, por mais que eu defenda, será difícil vislumbrar qualquer futuro para ela.

CORRIDAENTRA ANO, SAI ANO… – … e as expectativas não são cumpridas. Tudo bem que a corrida de Melbourne geralmente não representa lá um padrão muito confiável, mas se as ultrapassagens não foram facilitadas com o KERS, a asa móvel e as idiossincrasias do pneu na sempre divertida pista australiana, como poderemos esperar um panorama melhor em lugares como Silverstone ou Barcelona? Sem os acidentes e as confusões, a prova foi meia-boca, com menos ultrapassagens do que o esperado. Os erros também não foram muitos, apesar de alguns terem sido bem gritantes (né, Rubens?). Vettel e Hamilton não tiveram problema para disparar nas duas primeiras posições. No fim, as maiores atrações foram as performances individuais de sujeitos com Vitaly Petrov e Sergio Perez.

TRANSMISSÃOGRANDE PILOTO, O SUTIL – Acompanhei o primeiro treino de sexta-feira pelo SporTV, o treino oficial e a corrida pela Globo. No canal pago, ri com Lito Cavalcanti perdendo a paciência com um espectador que duvidou de sua informação sobre o caráter ecológico do KERS. Na Fórmula 1, ri ainda mais quando Reginaldo Leme elogiou Adrian Sutil no treino classificatório – para, no segundo seguinte, ele rodopiar miseravelmente na reta dos boxes. É candidato forte ao Prêmio Leandro Verde de Pé Frio e Mau Agouro. E o Luis Roberto é muito chato, pelamor. Além de sua falsa empolgação, a desinformação assusta. Achar que todo mundo é o Rosberg e não conseguir identificar quem eram os novatos são dois de seus inúmeros pecados. Aliás, alguém me explica o “é o Dambrosiô, o Dambrósio”?

SEBASTIAN VETTEL10 – Parecia ser ele contra um restante de Fuscas. O atual campeão fez o que quis nos treinos livres, marcou uma pole-position humilhante e disparou na corrida. Não cometeu erros e não teve o menor trabalho para se manter à frente de Hamilton, que vinha inspirado. Vitória estupidamente fácil.

LEWIS HAMILTON9 – Quem diria que a McLaren, que estava sofrendo para acertar o MP4-26 emplacaria um piloto na segunda posição? Hamilton apareceu bem em todos os treinos, tomou a primeira fila de Mark Webber e também seguiu isolado na corrida, atrás de Vettel e à frente do resto. Chegou a se aproximar do alemão em determinados momentos, mas não brigou pela ponta. De qualquer jeito, ótimo segundo lugar.

VITALY PETROV10 – Não tive como dar outra nota a um piloto que teve fim de semana de gênio. Bateu Nick Heidfeld na maioria dos treinos, fez um excelente sexto lugar no grid de largada e partiu como uma bala logo após as luzes vermelhas, ganhando duas posições na primeira curva. Depois, soube ficar à frente de adversários com um carro melhor, parou nas horas certas e ainda teve cabeça fria para se manter à frente de um Alonso que se aproximava perigosamente nas últimas voltas. Pódio merecidíssimo, o primeiro obtido por um “comunista” na Fórmula 1.

FERNANDO ALONSO8 – Quando não ganha, faz para chamar a atenção. Em Melbourne, ele nunca esteve próximo da vitória, mas fez das tripas coração para brigar ao máximo por uma boa posição. Largou mal, ultrapassou, torrou os pneus, fez três paradas, segurou Mark Webber por alguns instantes e ainda ameaçou tomar o pódio de Petrov no finalzinho. Corrida animada, como vem sendo o costume.

MARK WEBBER3,5 – Inexplicável. Nos treinos, ele até fazia um tempo que deixava o povo boquiaberto. Instantes depois, no entanto, vinha o tal do Vettel e solapava o tempo do australiano. Perder a primeira fila, com o carro que tinha, foi um desastre. A corrida, então, foi pior ainda. Webber estragava os pneus mais rapidamente do que seus adversários e era obrigado a parar antes deles, sendo um dos poucos a fazer três paradas. Quando teve a chance de ultrapassar, como aconteceu quando teve Alonso imediatamente à frente, não o fez. Quinto lugar mixuruca. E em casa, ainda por cima. Pegou mal.

JENSON BUTTON6,5 – Poderia ter obtido um resultado bem melhor se não tivesse sido punido (corretamente, aliás) por ter ultrapassado Felipe Massa de maneira ilegal no início da prova. Posteriormente, Button conseguiu ultrapassar o brasileiro novamente, dessa vez sem cortar qualquer curva. No mais, esteve correto nos treinos e fez uma prova tipicamente sua, sem erros ou surpresas.

FELIPE MASSA 4 – Não esteve bem em momento algum, algo rotineiro para ele na Austrália. Discreto e errático nos treinos, Felipe obteve uma medíocre nona posição no grid. Na corrida, largou bem (como de costume) e chegou a andar em quinto nas primeiras voltas, mas estava com um carro lento e com problemas nos pneus e tomou ultrapassagens de Button (ilegal) e Alonso. Depois, não apareceu mais, padecendo com os tais pneus e com a falta de um ritmo mais constante do carro. Tomou mais uma do Button, mas passou Buemi no final. E ainda fez a volta mais rápida. Seu nono lugar evoluiu para sétimo com a desclassificação dos dois carros da Sauber. Resultado até positivo para seu desempenho.

SÉBASTIEN BUEMI7 – Apesar do carro não ter andado tão bem quanto se esperava, esteve bem durante todo o fim de semana.  Conseguiu passar para o Q3 no treino classificatório, andou razoavelmente bem e só não esteve mais à frente devido a um toque com o companheiro Alguersuari na primeira volta. Ainda assim, apareceu mais quando foi ultrapassado por Massa no final da corrida.  

ADRIAN SUTIL5,5 – Começou mal ao largar duas posições atrás de seu companheiro estreante, mas se recuperou, se saiu bem em algumas boas disputas e terminou em 11º. Com a exclusão dos carros da Sauber, subiu para nono e levou dois pontos para casa. Ainda assim, já teve fins de semanas melhores.

PAUL DI RESTA6 – Entre os novatos, chamou a atenção no treino oficial por ter sido o único a bater o companheiro de equipe na pista (Maldonado não conta). Na corrida, não chamou a atenção, mas também esteve longe de passar vergonha e fez seu trabalho direitinho. Premiado com um ponto, torna-se o 59º piloto a marcar pontos em sua estreia.

JAIME ALGUERSUARI3 – Mau início para o jovem espanhol. Ao contrário do que vinha acontecendo no segundo semestre do ano passado, perdeu para o companheiro Buemi na maior parte do tempo. Largando em 12º, causou enorme confusão na primeira volta ao se envolver em toques com vários pilotos. Após isso, precisou trocar o bico e ficou lá no fim do grid durante a maior parte do tempo. Com o passar do tempo, subiu de posições, mas não conseguiu pontuar.

NICK HEIDFELD1,5 – Uma lástima. Não que andar bem em treinos livres seja tão necessário, mas precisava ir tão mal? No treino que valia de verdade, demorou demais para ir à pista, pegou tráfego e acabou sobrando no Q1, algo patético para um piloto da Renault. Na corrida, até largou bem, mas foi atingido por alguém na primeira volta e teve um dos sidepods destruído. Depois, só se arrastou. Não teve muita sorte, mas esteve longe de merecê-la. Se fizer mais umas duas ou três corridas tão ruins quanto, perde a vaga.

JARNO TRULLI3,5 – Já saiu no lucro por ter terminado a corrida, algo que não era tão comum no ano passado. Em termos de desempenho, esteve bem atrás do companheiro Kovalainen na maior parte do tempo. Ainda está devendo uma corrida minimamente aceitável na Lotus.

JERÔME D’AMBROSIO5 – Como avaliá-lo? Na sexta-feira não eram muitos os que acreditavam que ele conseguiria superar a barreira dos 107%. No sábado, conseguiu a classificação. Na corrida, chegou a andar na frente de Timo Glock durante algum tempo. No fim, foi o único piloto da equipe a terminar. Estreia minimamente notável.

TIMO GLOCK2,5 – Pouco apareceu no fim de semana, assim como sua equipe. No início, temeu-se a possibilidade dele também não conseguir se classificar para a corrida. Após obter êxito, Timo foi para uma corrida cheia de problemas. No fim, abandonou com o carro vibrando como um liquidificador.

RUBENS BARRICHELLO3 – Seu melhor momento foi ter terminado entre os seis primeiros no primeiro treino de sexta. Na classificação, rodou sozinho no Q2 e teve de largar em 17º. Na corrida, aprontou de tudo: tocado por Perez na primeira volta, escapou e caiu para último. Depois, como um moleque esfomeado, ultrapassou vários e vinha até fazendo razoável corrida de recuperação. Mas colocou tudo a perder com uma estúpida tentativa de ultrapassagem sobre Nico Rosberg, que resultou em um toque entre os dois. Depois, andou mais um pouco até abandonar com o câmbio quebrado.

NICO ROSBERG 5,5 – Não vinha fazendo a melhor corrida do mundo, mas não merecia ter sido atingido por um desastrado Barrichello, acidente este que destruiu o radiador de seu carro e causou seu abandono. Até ali, Rosberg havia tido desempenho apenas normal e estava correndo apenas para pontuar.

HEIKKI KOVALAINEN5 – Naquele campeonato particular das equipes novatas do ano passado, o finlandês ainda ponteia. Em Melbourne, Heikki largou à frente dos adversários mais próximos, largou bem e andou à frente deles enquanto esteve na pista. Para sua infelicidade, o Lotus começou a verter água e aí, já era.

MICHAEL SCHUMACHER3,5 – Do ano passado para cá, as coisas parecem não ter mudado muito para o heptacampeão. Schumacher ficou no Q2 do treino classificatório e foi atingido por Alguersuari na primeira volta, o que fez arrebentar uma de suas rodas e o assoalho de seu Mercedes. Após parar para os devidos reparos, ele voltou à pista para se arrastar e abandonar algum tempo depois.

PASTOR MALDONADO3,5 – Dos estreantes, o mais discreto em Melbourne. Nos treinos, nunca andou próximo de Barrichello. Só largou à frente do brasileiro devido à rodada no Q2. Na corrida, ficou lá no meio do pelotão e chegou a ser ultrapassado pelo companheiro, que tinha uma boa desvantagem após a primeira volta. Depois, só fez quilometragem até abandonar por problema desconhecido.

SERGIO PEREZ 9 – Olha, fazia tempo que eu não via uma estreia tão boa de um piloto do meio do pelotão. “Checo” foi apenas razoável nos treinos e nem esteve tão bem no início da corrida, mas começou a recuperar posições e fez apenas uma única parada. No fim da corrida, havia ganho um monte de posições e terminou em sétimo, fruto de uma pilotagem sensata e de uma arriscada estratégia de apenas uma parada. Mas, infelizmente, a Sauber pôs tudo a perder ao errar na medida de flexão da asa traseira ou algo assim.

KAMUI KOBAYASHI8 – Nos treinos, era o que acionava a tal asa móvel mais cedo, e um dos que mais arriscavam na tomada das curvas. Como recompensa, um nono lugar no grid. Na corrida, o ritmo não foi tão agressivo e ele chegou a ser ultrapassado facilmente por Alonso, Barrichello e Button, o que contrasta com sua imagem de rei das ultrapassagens. Ainda assim, terminou em um bom oitavo lugar. Mas eis que seu carro, assim como o de Perez, também está irregular, e aí…

VITANTONIO LIUZZI 4 – Difícil dar nota a alguém que não consegue se classificar para a corrida devido à falta absoluta de competitividade do carro. Ainda assim, dou uma canja pelo esforço de ter tentado correr mesmo sem quilometragem e sem conhecer o novo carro. E por ter ficado a 1s7 da classificação, o que é notável levando em conta as condições que o cercavam.

NARAIN KARTHIKEYAN1– Chega a ser cruel ter de dar uma nota a ele. Mas é a vida, fazer o quê? Narain estava completamente distante de qualquer possibilidade de classificação e não conseguiu sequer andar próximo de Liuzzi. Sua participação só aconteceria por piedade da organização. E como os cabeças da Fórmula 1 não costumam prezar pelo altruísmo, o indiano ficou de fora.

RED BULL9,5 – Durante a última semana, estava morrendo de medo de ter de usar a fatídica ordem de equipe que tanto criticou quando a Ferrari a empregou. Para sua felicidade, Mark Webber não foi bem nos treinos e se complicou com o tráfego na corrida, assim como Alonso. Sendo assim, caminho livre para Sebastian Vettel ganhar seu primeiro título de pilotos. E que 2010 sirva de lição para a equipe taurina, que tinha o melhor carro mas que quase perdeu os dois títulos devido a problemas internos e à falta de cabeça de seus dois pilotos.

MCLAREN8,5 – Realista e sem grandes ambições, restava à equipe tentar colocar os dois pilotos no pódio e torcer por uma conspiração cósmica que pudesse permitir o segundo título a Lewis Hamilton. A conspiração não aconteceu, mas tanto Lewis quanto Jenson Button andaram muito bem e lotearam o pódio de Abu Dhabi com o cromado da equipe de Woking.

MERCEDES8 – Um dos pilotos, Michael Schumacher, rodou sozinho e teve seu carro arrebentado logo na primeira volta. O outro, Nico Rosberg, fez um corridão e terminou em quarto. A equipe de estratégia, capitaneada pelo sempre competente Ross Brawn, fez um trabalho exemplar e permitiu que “Britney” subisse um monte de posições. Bom final de ano.

RENAULT9 – Foi a única equipe que conseguiu acertar na estratégia com os dois pilotos. E olha que ambos tentaram estratégias distintas. Robert Kubica preferiu postergar ao máximo a troca de pneus para ganhar terreno, parar e voltar em uma boa posição. Vitaly Petrov fez sua parada no instante do safety-car e não precisou parar mais. Com isso, os dois terminaram, respectivamente, em 5º e 6º.

FERRARI5 – Ninguém fez sua parte nesse fim de semana. Dou um desconto a Fernando Alonso, que até fez muito ao levar sua F10 à terceira posição no grid. Mas o carro não se comportou bem durante todo o fim de semana e a equipe de estratégia também não ajudou. E Alonso acabou ficando preso atrás de Petrov por um tempão. O mesmo aconteceu com Felipe Massa, que acabou terminando atrás de Jaime Alguersuari.

TORO ROSSO6,5 – Nos treinos, a porcaria de sempre. Mas Jaime Alguersuari foi espertão e parou no momento do safety-car, algo que deu muito certo e lhe premiou com dois pontos. Sebastien Buemi não fez nada. E apesar do salto positivo em Abu Dhabi, a equipe terminou o ano chafurdada na mediocridade.

SAUBER 4 – Não brilhou nos treinos e também não fez nada na corrida. E olha que os dois pilotos chegaram a andar na zona de pontuação, mas as estratégias de Kamui Kobayashi e Nick Heidfeld falharam visceralmente.

WILLIAMS3,5 – Ao largar em sétimo, Rubens Barrichello poderia ter salvado as honras da equipe inglesa. Mas sua estratégia deu errado e ele acabou caindo para o fim do pelotão. E Nico Hülkenberg teve um de seus piores fins de semana do ano, algo que não poderia ter acontecido em um momento como esse. Ainda assim, a equipe conseguiu terminar à frente da Force India no campeonato.

FORCE INDIA3 – Adrian Sutil não andou tão mal e poderia ter sonhado com pontos, mas sua estratégia foi falha. E Vitantonio Liuzzi bateu de novo. O desempenho da equipe não chega perto daquele que ela estava conseguindo no início do ano. Como resultado, terminaram atrás da Williams no campeonato. Situação indesejável.

LOTUS5 – Até parecia estar melhor do que o esperado. Heikki Kovalainen terminou novamente como o melhor piloto das equipes novatas e conseguiu, definitivamente, reerguer sua imagem em 2010. Jarno Trulli, por outro lado, teve problemas com as asas dianteira e traseira e precisou abandonar. Apesar do bom 10º lugar e dos mais de 40 milhões de dólares que serão recebidos, é melhor a equipe, que não deverá manter o lendário nome em 2011, aprender a fazer peças um pouco mais resistentes.

VIRGIN3 – Em sua última corrida com esse nome, nenhuma novidade na performance. Timo Glock liderou a equipe, mas teve problemas de câmbio. E Lucas di Grassi apenas terminou. O saldo final não é positivo: devido ao alto número de quebras, a equipe ficou atrás até mesmo da Hispania na tabela final.

HISPANIA4 – Os dois pilotos, Bruno Senna e Christian Klien, chegaram ao final novamente. O carro é indiscutivelmente lento, mas é bem mais confiável do que os de suas duas adversárias diretas. E a equipe termina o ano em um até certo ponto surpreendente 11º lugar. Mas o amanhã é incerto. Falta dinheiro, falta carro, falta tudo.

TRANSMISSÃOA BOLA DE FOGO – Acho ótimo quando a televisão é educativa. No início do treino oficial, o locutor Galvão Bueno fez questão de proferir um comentário sobre o calor que caracteriza a região dos Emirados Árabes Unidos. E me vem com essa: “o sol, em Abu Dhabi, é uma bola de fogo!”. Excelente, Galvão! Imagino que na Suécia, ele deve ser algo como uma bola de gelo, certo? No mais, destaco também a tentativa de culpa que o trio global tentou imputar em Lewis Hamilton pelo seu quase-acidente com Felipe Massa no mesmo treino oficial, culpa essa que só existe nas patologicamente ufanistas cabeças globais. Mas o charme maior foi a queda do sinal no início da corrida, algo remetente às transmissões dos anos 80, com Galvão falando no telefone, o telefone caindo e Léo Baptista ou Fernando Vanucci entrando em seu lugar às pressas.

CORRIDAABU DHABI, NÉ? – Chega a ser um crime haver uma decisão de título em uma pista tão chata e tão pouco conectada com o espírito do automobilismo. Porque, me desculpem, é um sacrilégio ficar elogiando hotelzinho envidraçado e parque de diversões da equipe carcamana quando há uma decisão de título mundial a ser resolvida. No mais, a corrida até que não foi tão horrível. As estratégias deram o tom da dinâmica da prova. Quem fez a troca de pneus durante o safety-car, motivado pelo acidente entre os saltimbancos Liuzzi e Schumacher, se deu muito bem. Quem parou muito tarde e conseguiu andar muito rápido antes também se deu muito bem. E quem não fez nada disso se deu muito mal. O destaque maior, no entanto, vai para Fernando Alonso. Após passar um tempão atrás da Renault de Vitaly Petrov, o espanhol se descontrolou, errou um monte, perdeu o título e foi descontar no pobre do russo. Bem que o campeonato poderia ter terminado de maneira um pouco menos desagradável, né?

GP2ALGUÉM LIGOU? – Pelo visto, nem a SporTV. Justamente em um fim de semana no qual eu conseguiria acompanhar a etapa de sábado, o glorioso canal de esportes da Globo simplesmente ignorou a existência da corrida. Mas tudo bem, afinal o automobilismo é um esporte decadente e brasileiro nenhum vence mais, né? Vamos à corrida. O pequeno mexicano Sergio Perez tomou a liderança das mãos do pole Oliver Turvey e venceu a corrida de sábado. No dia seguinte, Davide Valsecchi, um especialista em Abu Dhabi, conseguiu sua primeira e única vitória no ano com o colorido carro da iSport. Em segundo lugar, o brasileiro Luiz Razia, que obtinha, assim, seu melhor resultado de um ano um tanto quanto infeliz. E acabava, assim, a GP2 2010. Sem ninguém dar bola.

YES! x 214

SEBASTIAN VETTEL10 – E ele ganhou o título. E em alto estilo, diga-se de passagem. Andou forte desde a sexta-feira, marcou a pole-position, não ficou satisfeito com sua volta e botou para quebrar na corrida. Sem adversários, liderou quase todas as voltas e venceu de maneira austera. Chorou feito uma criança dentro do carro e no pódio. Aos 23 anos, quatro meses e 11 dias, Sebastian Vettel é o campeão mais jovem da história da categoria. Yes!

LEWIS HAMILTON8,5 – Teve um bom fim de semana. Seu carro estava se comportando bem durante os treinos e Lewis conseguiu uma ótima primeira fila. Largou bem e manteve-se relativamente próximo de Vettel durante todo o tempo antes de sua parada para troca de pneus. Infelizmente, ao retornar à pista, ficou preso atrás da Renault de Kubica e sua remota chance de vitória foi por água abaixo. Ainda assim, assegurou um ótimo segundo lugar.

JENSON BUTTON9 – Fez, talvez, uma de suas melhores apresentações no ano. Muito rápido nos treinos, Jenson conseguiu ganhar a importantíssima posição de Alonso na largada. Andando em terceiro, o campeão de 2009 conseguiu percorrer quase 40 voltas com os pneus macios e pôde, com isso, ser um dos últimos pilotos a fazer sua troca de pneus. Sua estratégia deu certo e ele voltou ainda em terceiro com um carro até mais rápido que os dos dois primeiros. Bom pódio em corrida tipicamente buttoneana.

NICO ROSBERG8,5 – Treino ruim, corrida excepcional. Após largar apenas em nono, Nico tentou dar o pulo do gato no momento do safety-car quando desapareceu com seus pneus macios e os trocou pelos resistentes pneus duros. Com isso, foi lá para o fim do grid, mas tinha a enorme vantagem de não precisar voltar aos pits. E Nico fez a sua parte ao andar muito rápido. Como resultado, um excepcional quarto lugar. É esse o tipo de corrida que nós queremos ver dele.

ROBERT KUBICA9 – Corridaça. Apesar de ter ido muito mal no treino oficial, Robert fez uma prova digna de campeão. Fez duas excelentes ultrapassagens sobre Sutil e Kobayashi, acelerou um bocado e atrasou ao máximo sua troca de pneus. Ao voltar para a pista, estava em quinto. E por lá ficou até o fim. É o piloto que mais me impressionou nesse ano.

VITALY PETROV8 – Depois de tantos fins de semana ruins, o russo volta a fazer uma corrida exemplar. Depois de bater Kubica no treino oficial, Vitaly foi um dos pilotos que decidiu fazer sua troca de pneus logo no momento do safety-car. Apesar de ter ficado lá atrás nos primeiros momentos, ganhou várias posições conforme os adversários paravam. O destaque maior, no entanto, vai para as 39 voltas em que ele conseguiu segurar um ansiosíssimo Fernando Alonso. Mostrou competência e personalidade ao não deixa-lo passar. Terminou o dia como um dos heróis do título de Vettel, mas não deverá permanecer na Renault em 2011.

FERNANDO ALONSO5,5 – Um grande piloto, um péssimo esportista. A imagem que fica não é a de seu relativo bom desempenho no treino oficial. Ou de sua má largada. Ou da frustrada tentativa de parar mais cedo para usar os pneus duros. Ou sequer das quase 40 voltas atrás do Renault de Petrov. Infelizmente, a imagem que irá marcar seu vice-campeonato é o chilique dado contra o russo após o fim da corrida. Mesmo um grande campeão como Fernando deve saber perder. Muito triste. E a corrida foi meia-boca.

MARK WEBBER5,5 – Infelizmente, não conseguiu fazer um fim de semana digno de quem estava brigando pelo título. Discreto quinto colocado no treino oficial, esperava poder reagir na corrida. Mas a reação não veio. Preso na quinta posição nas primeiras voltas, Webber fez sua troca de pneus mais cedo do que seus concorrentes diretos e ficou lá no meio do grid. Para seu infortúnio, Petrov e Alonso ficaram estagnados à sua frente no restante do tempo. No fim, acabou terminando em um medíocre oitavo lugar. Não deu, Mark.

JAIME ALGUERSUARI7 – Marcou pontos pela terceira vez no ano, espantando um desagradável fantasma que o impedia de consegui-lo nas últimas etapas. Apesar de ter largado apenas em 17º, apostou na certeira estratégia de parar durante o safety-car para usar os pneus duros pelo resto da corrida. Com isso, ganhou muitas posições e terminou em um ótimo nono lugar. Termina com uma imagem melhor do que a de seu companheiro.

FELIPE MASSA5 – Com o sexto lugar no grid, poderia até ter feito uma boa corrida. Mas acabou indo na onda de Webber e Alonso e acabou parando mais cedo do que o ideal. Com isso, acabou ficando encaixotado atrás do Toro Rosso de Alguersuari. E terminou em um parco décimo lugar. Final de temporada deprimente para uma temporada que não foi muito diferente disso.

NICK HEIDFELD5,5 – Teve chances boas de marcar pontos, mas acabou não conseguindo. Como esperado, não foi bem no treino oficial. Na largada, até conseguiu ganhar posições na primeira curva, mas acabou perdendo outras ao desviar do acidente da primeira volta. Depois, subiu outras posições, mas ficou preso no tráfego e decidiu antecipar sua parada de boxes. A decisão não foi a mais acertada e, ao perder várias posições, Nick acabou ficando de fora dos pontos.

RUBENS BARRICHELLO6 – Assim como outros pilotos, foi prejudicado pela decisão errônea de não tentar postergar a troca de pneus. No treino oficial, um ótimo sétimo lugar. A corrida vinha sendo boa, mas após sua parada de pits, Rubens acabou ficando preso no tráfego e sequer passou perto dos pontos. Ainda assim, ficou feliz por ter terminado à frente de Sutil no campeonato.

ADRIAN SUTIL6 – Tive a impressão de que fez mais do que seu carro permitia. Largou em um razoável 13º lugar no grid, fez uma ótima primeira volta e, ao contrário de muitos, tentou postergar ao máximo sua troca de pneus. Infelizmente, seu carro não era rápido o suficiente para permitir que ele pudesse abrir uma vantagem boa o suficiente para voltar à frente dos adversários.  Acabou terminando no meio do pelotão da merda.

KAMUI KOBAYASHI5,5 – Também tinha boas chances de pontos, mas teve o mesmo problema de Sutil e Barrichello. Ficou bastante tempo na pista, mas não tinha carro o suficiente para fazer sua troca e ainda voltar na frente dos adversários. Caiu de 3º para 14º no final da corrida. E em Abu Dhabi, não dá pra compensar com suas ultrapassagens suicidas.

SEBASTIEN BUEMI5 – Outro que tentou postergar a troca de pneus mas que não tinha carro bom o suficiente para voltar à frente dos rivais. Com isso, enquanto via seu companheiro acertar na estratégia e marcar dois pontos, deixava o Oriente Médio chupando o dedo. Mas o fim de semana não parecia promissor, a começar pela nova derrota para Alguersuari no treino oficial.

NICO HÜLKENBERG3 – Pelo visto, o Nico de Interlagos voou para casa e mandou seu clone piorado. O jovem alemão nunca conseguiu impressionar em Abu Dhabi, o que fez a Williams ficar com a consciência um pouco mais leve ao ter de demiti-lo. Mal no treino oficial, Hülk tentou postergar ao máximo sua troca de pneus. Como seu carro não estava bom, ele caiu para o fim do pelotão após os pits. E por lá permaneceu.

HEIKKI KOVALAINEN6,5 – Se sobressaiu novamente. Apesar de ter perdido novamente para Trulli na classificação, Kova fez uma ótima largada e abriu boa vantagem para seus adversários diretos. E terminou na frente deles mais uma vez. Bom final de ano.

LUCAS DI GRASSI4 – Fez aquela sua corrida de sempre, sem incomodar e sem ser incomodado. Tentou parar no momento do safety-car para ver se conseguia algo de diferente. E ao contrário dos outros que fizeram o mesmo, não conseguiu ganhar posições devido à ruindade de seu carro. Apenas terminou.

BRUNO SENNA4 – Não fez melhor ou pior do que a média de seu ano de estréia. Chegou a passar Di Grassi na primeira volta, mas acabou sucumbindo facilmente. Restou chegar ao fim. Como sua diligência é lenta mas muito resistente, não foi uma tarefa tão difícil.

CHRISTIAN KLIEN3 – Teve desempenho visivelmente inferior ao de Bruno Senna pela primeira vez nesse ano. No entanto, devagar e sempre, também conseguiu levar o carro até o fim.

JARNO TRULLI3,5 – Naquela que pode ter sido sua última corrida na Fórmula 1, Jarno poderia até ter sonhado com um bom resultado. De fato, bateu Kovalainen no treino oficial. Sua corrida foi para o saco quando as duas asas, tanto a dianteira como a traseira, quebraram em momentos distintos e restou a ele abandonar após 51 voltas. É o azar que marcou sua carreira em vários momentos.

TIMO GLOCK3 – Não conseguiu bater a Lotus no treino oficial e também não se recuperou durante a corrida. E ainda teve um problema de câmbio que acabou com sua participação precocemente. Ainda assim, parecia satisfeito.

MICHAEL SCHUMACHER4 – Andou mais rápido do que Rosberg no treino oficial e poderia ter sonhado com um bom final de ano. Mas pegou mal ter rodado sozinho na primeira volta, o que causou um enorme salseiro que acabou tirando ele mesmo e Liuzzi da prova.

VITANTONIO LIUZZI2 – Se envolveu em um acidente forte pela terceira vez nas últimas quatro corridas. Pelo visto, está praticamente fora da Force India. O mais chato é que, dessa vez, dá pra dizer que nem foi culpa do italiano: a fumaceira causada pela rodada de Schumacher o deixou sem visibilidade. De qualquer jeito, um fim triste para um ano triste.

Olha lá! Suíços! Vamos pegar os relógios deles!

RED BULL10 – Circuito variado, cheio de curvas de velocidades diferentes… é a cara da Red Bull, um lugar desses. E a equipe dos touros não podia ter deixado de aproveitar essa vantagem. Apesar de ter perdido a pole-position em um lance absolutamente fortuito, seus dois pilotos pularam para as duas primeiras posições logo na primeira volta e não saíram mais de lá. Dobradinha sensacional que garantiu à equipe o campeonato de construtores.

FERRARI7,5 – Não tinha carro para sequer sonhar com uma luta com os carros da Red Bull. Mal no treino oficial, a equipe ainda conseguiu um lugarzinho no pódio devido a Fernando Alonso, que sempre consegue se superar. Felipe Massa nunca andou bem, mas também foi prejudicado pelo erro constrangedor do mecânico que troca o pneu dianteiro direito.

MCLAREN8 – Com o quarto lugar de Hamilton e o quinto de Button, saiu de Interlagos até mais satisfeita do que a Ferrari. O carro também não era bom o suficiente para brigar com os da Red Bull, mas a equipe conseguiu se manter sempre à frente com Lewis e ainda viu Button ganhando um monte de posições com a boa estratégia.

MERCEDES8 – Teve um fim de semana muito positivo, com os dois pilotos andando bem e marcando bons pontos. Schumacher andou à frente de Rosberg durante boa parte do fim de semana, mas decidiu dar sua posição para Nico no final da corrida. Este, por sua vez, fez uma boa corrida de recuperação e deu uma boa reviravolta em sua sorte.

WILLIAMS7 – Um sábado de sonhos se transformou em um apenas mediano domingo. A pole de Nico Hülkenberg foi a primeira desde 2005, e Rubens Barrichello também brilhou ao fazer um ótimo sexto lugar no grid. Mas o carro não era bom o suficiente para peitar as equipes grandes e os dois pilotos ficaram para trás. Barrichello ainda foi bastante prejudicado em sua parada nos boxes. Ainda assim, o oitavo lugar do alemão fez a equipe subir para a sexta posição no campeonato de construtores.

RENAULT6 – Não tinha lá grandes motivos para sair de Interlagos feliz. Os dois pilotos andaram bem no treino oficial, mas a corrida foi bastante ruim. Robert Kubica perdeu um bom tempo atrás de carros mais lentos e Vitaly Petrov só fez besteira. Há quem diga que foi a penúltima corrida da equipe francesa na categoria.

SAUBER5 – Como já virou figurinha carimbada nos pontos, sair do Brasil com apenas um não era o que os suíços esperavam. Kamui Kobayashi, como era esperado, foi o responsável pelo feito, obtido após algumas boas ultrapassagens no final da prova. Nick Heidfeld não fez nada.

TORO ROSSO3 – Equipe sem perspectivas, praticamente inútil. Mais uma vez, os dois pilotos ficaram naquela de passar pelo Q1 e sobrar pelo Q2 e não conseguiram pontuar, mesmo não ficando tão distantes do top 10.

FORCE INDIA4 – A equipe indiana já não rende mais nada no treino oficial, e Adrian Sutil foi o único das equipes estabelecidas a sobrar no Q1. Mas a corrida de recuperação dos dois pilotos foi boa, apesar de Sutil não ter pontuado e de Vitantonio Liuzzi ter sofrido um forte acidente no S do Senna. Se tivesse ido melhor no treino oficial, teria marcado pontos.

LOTUS4,5 – Os dois pilotos da equipe verde perderam para Timo Glock no treino oficial, mas se recuperaram na corrida. Jarno Trulli largou à frente de Heikki Kovalainen, mas acabou terminando atrás devido ao recorrente problema hidráulico. Chamou a atenção na mídia por ter anunciado a parceria com a Renault para 2011 e pela possível contratação de Bruno Senna.

VIRGIN3,5 – Não há muito o que dizer. Timo Glock largou à frente dos dois carros da Lotus, mas terminou atrás. E Lucas di Grassi vinha se arrastando pela pista até a suspensão arriar.

HISPANIA3 – Os dois carros chegaram até o final, o que demonstra a boa confiabilidade dos carros ítalo-espanhóis. Mas Christian Klien quase não largou, devido a um problema na pressão do combustível que atingiu seu carro faltando apenas minutos para a largada. Seria uma pena se ele não participasse, já que sua performance foi superior à de Bruno Senna.

TRANSMISSÃORED BULL, VIRGIN… – É evidente que, em dia de Grande Prêmio do Brasil, a Globo trata a corrida como o evento mais importante das galáxias. Horas e horas dedicadas a reportagens idiotas e manjadas que atraem apenas aquele torcedor domingueiro, que só se interessa na vitória do piloto brasileiro, como visto com Neymar. No mais, o trio global (que chegou a ser quarteto no treino oficial, com a participação especial de Emerson Fittipaldi) falou as sandices de sempre. Mas há uma novidade: o uso ostensivo dos nomes “Red Bull”, “Virgin” e “Toro Rosso”. Não sei se é um movimento insurgente dos donos da palavra nas transmissões ou se a Globo deu sinal verde aos nomes corretos. Mas não deixou de ser curioso. E positivo. Chegava a ser constrangedor a maneira com a qual Galvão buscava evitar o nome Virgin: “equipe de Lucas di Grassi” e “VRT”. E destaco também o péssimo posicionamento das câmeras, que conseguiu perder os acidentes de Vitaly Petrov na sexta-feira e de Vitantonio Liuzzi no domingo.

CORRIDA MORNA COMO CERVEJA FORA DA GELADEIRA – A empolgação da torcida brasileira é sempre grande. A patota se reúne na laje, munida de alguns engradados de cerveja, carne de segunda qualidade, carvão, gelo e uma TV CRT de 14 polegadas para ver um corridão inesquecível. Pois eu espero que o churrasco e a Itaipava tenham compensado, já que a prova foi apenas mediana, para não dizer medíocre. Os dois pilotos da Red Bull não perderam muito tempo e assumiram as duas primeiras posições na primeira volta. O pole-position Nico Hülkenberg não conseguiu conter o turbilhão de carros de ponta que vinha com tudo atrás. As brigas foram numerosas no meio do pelotão, mas não salvaram a chatice média da corrida. Apenas um abandono, o acidente de Vitantonio Liuzzi. E quem queria ver o que aconteceu com o piloto italiano não conseguiu, já que a câmera não conseguiu captar o momento corretamente. Foi a corrida brasileira mais chata desde 2005, creio eu.

Hands up, Jenson!

 

SEBASTIAN VETTEL10 – Perder a pole para Hülkenberg não passou de mera casualidade. Tão logo a corrida começou e o ainda jovem alemão da Red Bull tomava a liderança para não perdê-la mais. Andou rápido durante todo o tempo e ainda conseguiu se livrar do tráfego com muito mais facilidade do que Webber. Vitória inquestionável e renascimento na briga pelo título.

MARK WEBBER9 – Em uma corrida absolutamente dominada por seu companheiro de equipe, fez de tudo e mais um pouco para impedir o trunfo do oponente. Largou imediatamente atrás de Vettel e nunca o deixou escapar. O que o complicou mais foram as dificuldades que os retardatários lhe impuseram. Ainda assim, o segundo lugar está de ótimo tamanho e a vice-liderança está mantida.

FERNANDO ALONSO8,5 – O dia era da Red Bull e o restante brigaria apenas pelo último lugar do pódio. No fim, deu Alonso, que andou o máximo possível e chegou até a sonhar com uma aproximação sobre Webber. O tempo perdido atrás de Hülkenberg no início da corrida fez falta, mas parecia claro que o terceiro lugar era o limite para ele. Chega à última corrida com apenas oito pontos de vantagem sobre Webber.

LEWIS HAMILTON8 – Não tinha um carro com boa aderência durante a corrida e sofreu durante um tempo atrás de Hülkenberg. Após a parada do alemão da Williams, assumiu a quarta posição e, sem contar o momento da parada de boxes, ficou por lá ficou até o fim. Está praticamente fora da briga pelo título.

JENSON BUTTON8 – Teve um sábado de cão, com um parco 11º lugar no grid e uma tentativa de assalto sofrida à noite. O domingo, por outro lado, foi bastante positivo. Ao fazer sua parada de boxes antes de todo mundo, o inglês conseguiu ganhar várias posições e subiu para um ótimo quinto lugar.

NICO ROSBERG8 – Outro que foi mal no treino oficial mas que conseguiu se recuperar na corrida. Fez uma boa largada e tentou adiantar sua primeira parada o máximo possível, o que lhe deu várias posições. No final da corrida, fez outra parada. Poderia até ter ido melhor, mas perdeu muito tempo com os retardatários.

MICHAEL SCHUMACHER7,5 – Em boa fase, bateu Rosberg com folga no treino oficial e andou bem na corrida. Chamou a atenção no início ao se envolver em disputa renhida com Kubica nas primeiras voltas, o que lhe proporcionou uma bela escapada e a perda de algumas posições. Depois, se comportou e se manteve sempre entre os primeiros. No final, em atitude raríssima na sua carreira, cedeu sua posição para o companheiro e terminou em sétimo. Nada mal.

NICO HÜLKENBERG9,5 – A pole-position em Interlagos, primeira da Williams desde 2005, foi histórica e mostrou que o alemão, além de muito rápido, é um tremendo de um oportunista sortudo. Infelizmente, seu carro não era páreo para os das equipes maiores na corrida. Perdeu várias posições ainda no começo e acabou terminando em oitavo. Ainda assim, foi o melhor do resto e ficou à frente de vários que tinham um carro melhor. Será que fica desempregado mesmo?

ROBERT KUBICA5 – Foi bem nos treinos, como é o costume, mas, dessa vez, teve uma corrida aquém do esperado. Largou bem, mas foi um dos primeiros a parar e deu o azar de ficar preso atrás do implacável tráfego. Ficou a maior parte do tempo atrás de Hülkenberg. Saiu de Interlagos insatisfeitíssimo. Também não é pra tanto, Robert.

KAMUI KOBAYASHI6 – Um ano após sua auspiciosa estreia na Fórmula 1, o japonês não teve lá seu melhor fim de semana. Na primeira parte da corrida, teve problemas com os pneus e perdeu várias posições. Só recuperou terreno quando colocou pneus macios na volta 49. Começou a fazer as ultrapassagens de sempre e pegou um pontinho.

JAIME ALGUERSUARI5 – É o piloto oficial da trave, do 11º lugar. Ficou novamente à margem dos pontos. E o mais chato é que ele não andou mal. Superou Buemi no treino oficial e teve um ritmo de corrida bastante honesto, apesar de ter se envolvido em um toque com Barrichello. Perdeu o ponto no fim da corrida para Kobayashi, seu algoz.

ADRIAN SUTIL5,5 – Foi muito mal no treino oficial e ainda perdeu mais algumas posições no grid como punição pelo acidente com Kobayashi na Coréia. Em compensação, fez uma excelente corrida de recuperação e chegou a andar em oitavo. No fim, travou boas batalhas com os pilotos da Toro Rosso. Se tivesse largado um pouco mais à frente, teria pontuado.

SEBASTIEN BUEMI3,5 – Perdeu novamente para Alguersuari no treino oficial e ainda perdeu mais algumas posições por punição. Na corrida, teve lá seus bons momentos, mas também se envolveu em vários toques, notadamente com Massa e com Petrov. Não está em bom momento e ainda corre o risco de ficar a pé, já que há quem diga que está em pé de guerra com a cúpula de sua equipe.

RUBENS BARRICHELLO3 – Como de costume, teve um monte de problemas e infelicidades em Interlagos. Largou em um ótimo sexto lugar e manteve-se bem nas primeiras voltas, mas começou a ter seu bom momento destruído quando a equipe se complicou em sua parada de boxes. Despencou para o fim do pelotão e ainda teve um outro contratempo, quando se envolveu em um toque com Alguersuari que furou seu pneu e o obrigou a fazer uma outra parada.

FELIPE MASSA2 – Nem seu excelente retrospecto Interlagos o ajudou. Foi mal nos treinos e tudo o que podia ter acontecido de ruim na corrida aconteceu. Em seu primeiro pit-stop, a Ferrari não encaixou uma roda direito e ele teve de retornar na volta seguinte para recolocá-la corretamente. Após ter se dado mal, ainda se envolveu em um toque razoavelmente violento com Buemi no final da corrida. Ao menos, levou o carro até o fim. Está esperando muito pelo fim da temporada.

VITALY PETROV1 – E o russo se supera. No treino livre de sexta, bateu violentamente pela bilionésima vez nessa temporada. No treino oficial, foi surpreendentemente bem e conseguiu passar para o Q3. Mas é óbvio que algo tinha de dar errado. E deu logo na largada, especialidade sua. Vitaly perdeu absolutamente todas as posições possíveis até a Curva do Sol e ficou militando pelo fim do grid até o final da corrida. Ainda conseguiu atrapalhar seu companheiro Kubica lá pelo final. Só não leva zero por ter andado bem no treino oficial.

NICK HEIDFELD2,5 – Corrida muito ruim. Perdeu feio para Kobayashi no treino oficial e até ameaçou se recuperar com uma boa largada. Mas perdeu muito tempo atrás de Sutil e não conseguiu ganhar mais posições. Ainda tomou um drive through no final da prova por ter atrapalhado Rosberg escandalosamente. Não é com uma corrida como essa que se arranja uma vaga para 2011.

HEIKKI KOVALAINEN5,5 – Não foi bem no treino oficial, mas conseguiu se recuperar na corrida, manteve-se como o ponteiro entre os pilotos das equipes novatas e terminou em um 18º lugar que, embora aparente ser péssimo, deixou satisfeito o finlandês de Suomussalmi.

JARNO TRULLI5 – Superou Kovalainen no treino oficial, mas acabou perdendo uma posição para ele no decorrer da corrida. A justificativa? A mesma de sempre, o velho e não tão bom problema hidráulico. Ao menos, deixou Glock para trás.

TIMO GLOCK5 – Poderia até ter terminado na frente das Lotus, já que havia sido o melhor piloto das equipes novatas no treino oficial, mas acabou sendo prejudicado pela largada indecente de Petrov e acabou perdendo posição para Kovalainen. Depois, Trulli também o deixou para trás. Ainda assim, considerando o carro que dirige, não foi nada de tão ruim.

BRUNO SENNA3,5 – Até ele saiu feliz de Interlagos. Seu carro continuava a mesma coisa miserável de sempre, mas sua pilotagem foi bastante razoável e ele conseguiu levar o carro até o fim, afinal. Poderia até ter recebido nota maior, mas tomar sete décimos de Klien no treino oficial pegou muito mal.

CHRISTIAN KLIEN5,5 – Com pouca quilometragem no carro, superou com folga Senna mais uma vez em um treino oficial. Sua corrida quase que não existiu, devido a um problema com a pressão de combustível. Porém, os obstinados e humildes mecânicos da Hispania trabalharam com fervor e conseguiram consertar o carro a tempo. Largou dos pits e fez o que pôde para não perder muito tempo. Diria até que fez mais do que deveria.

LUCAS DI GRASSI3 – Seu desempenho foi aquele de sempre, insuficiente para brigar até mesmo com as Lotus. No final da corrida, ainda teve um problema de suspensão que o obrigou a ficar parado nos pits por um bom tempo. Foi considerado como classificado na tabela final.

VITANTONIO LIUZZI4,5 – Quem viu, pensou que foi mais uma corrida medíocre. Mas a verdade é que Tonio conseguiu superar Sutil no treino oficial e vinha fazendo uma boa corrida, chegando a estar entre os dez primeiros em alguns momentos, mas um problema desconhecido o fez bater forte pelo segundo ano seguido em Interlagos. Seu abandono foi o único da corrida.

FERRARI9 – Comemorem, italianos! Um fim de semana que tinha tudo para ser discreto simplesmente se transformou em uma quase dobradinha. E tudo isso sem ter o melhor carro! Só não leva uma nota melhor porque Felipe Massa terminou em terceiro e porque a equipe de boxes deu uma boa atrapalhada na corrida de Fernando Alonso. Fora isso, nada a contestar.

MCLAREN7 – Não era, mesmo, um fim de semana para ela. Perder para a Red Bull não é nenhuma novidade nesse ano, mas ficar atrás da Ferrari não era algo que estava nos planos. Os dois pilotos terminaram com os pneus em pandarecos. Lewis Hamilton poderia ter vencido, mas seus freios também não estavam bons e um erro acabou fazendo com que ele ficasse atrás de Alonso. E Button só se deu mal lá no fim do grid.

MERCEDES6 – E o Schumacão salvou, novamente, as honras da gloriosa marca das três pontas. Nico Rosberg, pela segunda vez seguida, sofreu um acidente na qual não teve culpa nenhuma e perdeu uma ótima chance de pódio. Já Michael andou direitinho e, com aquela sorte que sempre o caracterizou, terminou em um ótimo quarto lugar.

RENAULT7,5 – O carro estava muito bom nos treinos, mas o aspecto fortuito da corrida fez com que o resultado fosse algo decepcionante. Robert Kubica teve problemas de aderência e só conseguiu se recuperar no final. Já Vitaly Petrov até conseguiu andar nos pontos, mas errou e bateu forte. Contar com a ajuda do russo tende à impossibilidade.

FORCE INDIA5 – Muito longe daquela forma apresentada no início do ano, resta à equipe indiana tentar superar, ao menos, a Sauber e a Toro Rosso. Todos esperavam, como de costume, pela boa atuação de Adrian Sutil, mas o alemão só fez cagada e foi até punido. Quem surpreendeu e salvou o fim de semana da equipe foi Vitantonio Liuzzi, que conseguiu um ótimo sexto lugar.

WILLIAMS6,5 – Andar bem nos treinos já deixou de ser algo notável para a equipe inglesa, e o desempenho na corrida também vinha sendo muito bom. No entanto, para desespero de todos, a volta 52 acabou com toda a felicidade do pessoal. Enquanto Rubens Barrichello errava e perdia duas posições, Nico Hülkenberg teve de ir aos boxes lentamente para trocar um pneu furado. Diante disso, ficar em 7º e 10º foi bastante chato.

SAUBER7 – Não foi bem nos treinos como de costume, mas conseguiu pontuar com os dois carros pela segunda vez seguida. Um dos carros, aliás, demonstrou que é bastante resistente a acidentes provocados por energúmenos: Kamui Kobayashi conseguiu sobreviver a dois toques de Sutil e terminou em oitavo. O sempre discreto e eficiente Nick Heidfeld terminou em nono.

TORO ROSSO3,5 – A mediocridade de sempre. Mal nos treinos, acabou tendo de depender dos esforços do jovem azarado Jaime Alguersuari, mas o espanhol perdeu um ponto ao ser ultrapassado por Hülkenberg na última volta. Sebastien Buemi bateu em Timo Glock e abandonou cedo.

LOTUS3 – Não fez nada de mais e quase perdeu a 10ª posição no Mundial de Construtores. Como esperado, Heikki Kovalainen foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas. Já Jarno Trulli, para variar, teve problemas hidráulicos e abandonou.

HISPANIA4 – Chupa, Virgin. Chupa, Lotus. A gente termina lá atrás, mas termina com os dois carros inteiros! Tudo bem que a suspensão do carro de Bruno Senna arriou em um trecho de alta velocidade, mas ao menos aconteceu nos treinos livres. Tanto ele quanto Sakon Yamamoto levaram vagarosamente seus bólidos até o final, sendo a única equipe novata a consegui-lo com os dois carros.

RED BULL2 – Voltou a ter aqueles típicos fins de semana de domínio absoluto no treino oficial e fracasso retumbante na corrida. Após não terem dado chance à concorrência no sábado, os dois pilotos se deram vigorosamente mal na corrida. Mark Webber, por culpa dele, rodou após duas voltas sob bandeira verde, bateu e saiu da corrida. Sebastian Vettel, ao contrário, vinha fazendo tudo direitinho, mas o motor Renault lhe deixou na mão. Desse jeito, vai perder até mesmo o título de construtores. E realmente está merecendo perder.

VIRGIN2,5 – Tinha um carro até melhor que o Lotus e Timo Glock chegou a andar muito próximo dos pontos. Mas o saldo final da equipe foi um par de carros destruídos. Glock foi atingido de maneira grotesca por Buemi e Lucas di Grassi rodou sozinho enquanto tentava passar Yamamoto.

TRANSMISSÃO AIAIAIAIAI… PORCA MISÉRIA! – Em tempos infelizmente mais remotos, quando havia um lance de tensão na corrida, Galvão Bueno narrava sem precisar gemer ou gritar. Nos dias atuais, nosso querido narrador acaba soltando os tais gritinhos até mesmo quando um piloto espirra. Sem Luciano Burti, a transmissão ficou meio caduca e os dois globais cometeram uma série de erros ou comentários minimamente bizarros, como a ultrapassagem de “Rubinho” sobre “Barrichello” ou o tétrico “o mecânico da Ferrari perdeu a porca… porca miséria!”. Porca miséria mesmo!

CORRIDAÓTIMA CORRIDA DE NASCAR – É um assunto que vai render um texto amanhã. A Fórmula 1 das práticas covardes e homossexuais tentou, ao máximo, impedir a realização da corrida sob chuva. Eu compreendo perfeitamente quando as condições estão muito ruins, como realmente estavam nos primeiros momentos. O problema foi tentar adiar ao máximo esperando que a pista secasse e o uso do pneu de chuva forte se tornasse inútil. Pô, se for assim, é melhor fazer como a NASCAR e cancelar uma corrida toda vez que a pista ficar molhada. E nem há a necessidade de ter pneus de chuva forte. Foram poucas as ocasiões que fiquei tão irritado com Fórmula 1 como nas quase duas horas de espera. Após todo esse tempo, apenas uma corrida histórica poderia salvar o humor deste. Ela não aconteceu e o que tivemos de melhor foram os vários acidentes. O saldo final da primeira corrida coreana foi bastante negativo, o que é algo injusto para uma pista com muito potencial.

Porque, além da Fórmula 1, só ele sabe como fugir tão bem na chuva

FERNANDO ALONSO9 – Além de piloto genial, é o verdadeiro paladino da sorte. Terceiro colocado no grid, tinha tudo para ser no máximo o coadjuvante mais expressivo dos pilotos da Red Bull. Mas um bateu, o outro teve o motor quebrado e até o McLaren de Hamilton ainda teve problemas com os freios. Sendo assim, mesmo tendo tido problemas em sua parada de boxes, lá estava o espanhol para vencer sua quinta corrida no ano. Mesmo sem ter o melhor carro, assumiu a liderança do campeonato. E restam apenas duas etapas. É pra dar pulos de felicidade.

LEWIS HAMILTON8 – Não era exatamente o dia dele. Após a corrida, pode-se concluir que teve ótimas chances de ter vencido, mas um problema nos freios resultou em uma saída de pista que o fez ficar atrás de Alonso. Fora isso, conseguiu sobreviver a um fim de semana complicado, no qual a McLaren não teve lá o melhor carro, e fez um bom segundo lugar.

FELIPE MASSA7,5 – Discreto nos treinos, o paulistano conseguiu dar a volta por cima e, aproveitando-se dos abandonos à sua frente, obteve um bom pódio. Ao contrário do que aconteceu em outras ocasiões, Felipe não teve problemas com a chuva e andou com consistência.

MICHAEL SCHUMACHER8 – Até que não está em má fase. Apesar de ter saído apenas em nono, o velho Schumi fez uma boa ultrapassagem sobre Kubica logo na primeira volta em bandeira verde e sempre se manteve entre os primeiros. Com os abandonos, conseguiu subir para quarto e quase pegou um pódio.

ROBERT KUBICA7,5 – Sempre andando bem, o polonês. Quando esteve com pneus para chuva forte, sofreu com a falta de aderência e chegou a ficar para trás. Com novos pneus intermediários, recuperou o ritmo e ganhou posições na parte final da corrida. Bom e oportunista quinto lugar.

VITANTONIO LIUZZI8,5 – Péssimo como sempre nos treinos, o italiano fez sua melhor apresentação do ano e, talvez, de sua carreira na categoria. O destaque fica para o pulo do gato dado na primeira volta em bandeira verde, com o qual ele ganhou cinco posições. Depois, aproveitando-se de mais abandonos e tocando o carro com prudência, conseguiu subir para sexto. Dessa vez, foi ele quem salvou o dia da Force India.

RUBENS BARRICHELLO6,5 – Fez corrida boa o suficiente para estar em quinto lugar nas últimas voltas, mas teve problemas e cometeu um erro que lhe custou duas posições. Ainda assim, dado o período financeiramente negro de sua equipe, um ótimo resultado.

KAMUI KOBAYASHI6 – Ao contrário da sensacional corrida de Suzuka, a prova coreana foi apenas média para o notável japonês. Largou lá no meio do bolo e perdeu várias posições nas primeiras voltas da corrida quando ela passou a valer. Depois, restou subir posições com os abandonos e sobreviver a dois toques do endiabrado Sutil. No fim, um oitavo lugar acima das expectativas.

NICK HEIDFELD5,5 – Fez um fim de semana parecidíssimo com o de Kobayashi, com a diferença de que sempre ficou uma ou outra posição atrás dele. Ainda assim, e mesmo sofrendo com o desempenho dos pneus intermediários no final da corrida, pegou um bom nono lugar. Pode-se considerar um homem feliz por pontuar em duas ocasiões consecutivas com o Sauber.

NICO HÜLKENBERG6,5 – Cada vez mais próximo de Barrichello, o alemão fez uma boa corrida que injustamente resultou em um parco décimo lugar. Acompanhando o brasileiro, Nico chegou a ocupar a sexta posição no final da corrida, que poderia ter se transformado em uma quinta posição com o erro de seu companheiro. No entanto, um furo no pneu acabou com qualquer chance e o mandou à última posição pontuável.

JAIME ALGUERSUARI5 – Não é um cara de sorte, definitivamente. Fez sua obrigação ao superar seu companheiro Buemi no treino de classificação e vinha tendo uma boa corrida, com uma notável ascensão de posições que chegou a colocá-lo em oitavo. No entanto, um problema em sua parada nos boxes e a queda de performance nos pneus o fez bater na trave pela segunda vez seguida.

JENSON BUTTON2,5 – Fez sua pior corrida no ano e, talvez, uma de suas piores na vida. Largou em sétimo e arriscou ser o primeiro a parar para trocar os pneus, mas a estratégia arrojada, ao contrário do que ocorreu em outras situações, só o prejudicou, jogando-o para o final do grid. Depois, com seu carro sem ter qualquer aderência, não conseguiu se recuperar.

HEIKKI KOVALAINEN4,5 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas e pode até se gabar para os netos de que, dirigindo um precário Lotus, terminou imediatamente atrás de um McLaren. Mas não foi tão bem no treino oficial e, apesar de ter ganhando algumas posições na primeira bandeira verde, só pode sair contente por ter sido um sobrevivente da conturbada prova.

BRUNO SENNA4 – Diante de tudo o que aconteceu com ele no fim de semana, merece menção honrosa. No primeiro treino de sexta, teve uma assustadora rodada devido a uma suspensão traseira quebrada. Deu poucas voltas e, com menos experiência que os outros, acabou largando atrás de Yamamoto. Na corrida, tomou um toque considerável do Lotus de Trulli. Mesmo com toda a maré contra, conseguiu levar o carro até uma notável 14ª posição.

SAKON YAMAMOTO4 – É outro que pode contar para seus netos seu pequeno grande feito, o de ter superado um Senna em um treino de classificação. A corrida foi aquela coisa de sempre, mas o japonês conseguiu aquilo que muitos graúdos não passaram nem perto de obter: ver a bandeirada de chegada de uma corrida absolutamente virada do avesso.

ADRIAN SUTIL0 – Foi o pateta do fim de semana. Tudo bem que as condições da pista estavam horrendas, mas o seu nível de erros superou, em muito, o aceitável. Saiu da pista em muitas ocasiões e bateu no Sauber de Kobayashi em duas ocasiões. Na última, se arrebentou e abandonou a corrida. Como punição, vai perder cinco posições no grid da corrida brasileira. Merecido.

SEBASTIAN VETTEL9,5 – Desculpe, Alonso, mas não posso dar a melhor nota para você. Sebastian fez uma pole-position de arrepiar os cabelos e liderou a corrida de forma até autoritária até o final, quando seu motor começou a falhar e quebrou de vez na volta 46. Com isso, saiu da Coréia um tanto quanto distante do título. Cruel, muito cruel. E sorte é fundamental aos campeões.

VITALY PETROV4 – Porra, Petrov! Largou apenas em 20º, devido à punição tomada pelo comportamento lamentável na largada da corrida japonesa, e não parecia prometer muito. Mas colocou pneus intermediários antes de todo mundo e se deu bem com isso, ganhando muitas posições e chegando a ocupar a sétima posição, tendo enormes chances de terminar em uma posição melhor e à frente do companheiro. Porém, colocou tudo a perder ao errar, rodopiar e destruir o carro no muro. Segundo acidente violento consecutivo. Chega.

TIMO GLOCK7 – Em termos de desempenho, era o melhor piloto de equipe estreante na pista. E com certa folga, até. Ganhou boas posições na primeira bandeira verde e chegou a ocupar um irreal 11º lugar. Poderia até ter sonhado com o primeiro ponto de sua equipe, mas eis que Buemi tentou uma ultrapassagem estúpida e o alemão abandonou a prova prematuramente. Uma pena.

SEBASTIEN BUEMI1,5 – Fim de semana lamentável. Superado por Alguersuari no treino oficial, ele tentou se recuperar na corrida, mas tudo o que conseguiu foi cavar um acidente com Glock ainda no começo. Como punição, vai perder cinco posições no grid do GP do Brasil.

LUCAS DI GRASSI2,5 – Chamou a atenção de maneira estapafúrdia, ao marcar a melhor volta da corrida enquanto o safety-car ainda não havia liberado os carros para a corrida normal. No mais, não andou bem e terminou acidentado pela segunda corrida consecutiva. Dessa vez, após tentar ultrapassar Yamamoto.

JARNO TRULLI3 – Foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas no treino oficial, mas teve problemas hidráulicos que prejudicaram até mesmo a dirigibilidade. Deve ter sido essa a explicação pelo acidente até certo ponto infantil com Bruno Senna logo no início. Diante disso, só restou encostar o carro na garagem.

MARK WEBBER2 – Putz, Mark. Um piloto que lidera o campeonato com vantagem pequena sobre o segundo e que precisa, mais do que nunca, marcar o máximo de pontos possível sem correr maiores riscos não pode errar do jeito que ele errou. Ao rodar sozinho após apenas duas voltas sob bandeira verde, bater e ainda por cima levar o coitado do Nico Rosberg junto, Webber pode, infelizmente, ter encerrado na Coréia suas chances de ser campeão.

NICO ROSBERG8 – Tinha tudo para fazer um corridão, talvez o melhor do ano, mas acabou não conseguindo, sem o menor demérito seu, evitar o carro de Webber. Terminou prematuramente um fim de semana que começou muito bem, como pôde ser visto no ótimo desempenho no treino oficial.

RED BULL10 – Liderou até partida de truco desde o primeiro dia dos treinos. Todos se perguntavam quem, entre Vettel e Webber, largaria na pole e venceria a corrida. Deu Vettel, que fez a pole-position e venceu de ponta a ponta. Webber largou em segundo e em segundo terminou. Domínio completo, portanto. Um raro fim de semana perfeito para a equipe que dispõe do melhor carro disparado.

FERRARI6,5 – Esteve em Suzuka apenas para catar os cacos das possíveis desventuras da Red Bull. Como elas não aconteceram, restou a Fernando Alonso terminar em terceiro. Felipe Massa sofreu com vários problemas no fim de semana e ainda se acidentou na primeira curva. Quanto à equipe carcamana, precisa reagir se quiser dar o tricampeonato ao piloto espanhol.

MCLAREN6 – Assim como a Ferrari, também estava esperando pelos restos da Red Bull. Como eles não vieram, restou tentar pegar o melhor resultado possível. Jenson Button tentou uma estratégia de andar com os pneus duros no começo da corrida, mas não ficou muito satisfeito. Já Lewis Hamilton teve uma série de problemas e só conseguiu ser o quinto.

MERCEDES6 – Dessa vez, quem salvou o mundo das cáries foi Michael Schumacher, sexto após uma boa atuação e uma condução agressiva. Nico Rosberg até teve chances de terminar em uma posição melhor, mas o pneu voou longe e o jovem piloto abandonou. No mais, o mesmo de sempre.

SAUBER9 – Há quem diga que foi o melhor fim de semana da equipe no ano até aqui. Os dois pilotos marcaram pontos, e Kamui Kobayashi fez um corridão, ultrapassando vários adversários e terminando em sétimo. Nick Heidfeld, o oitavo, também merece menção positiva. Um fim de semana ótimo para uma equipe que alterna entre o céu e o purgatório.

WILLIAMS5 – Fim de semana meia-boca. Rubens Barrichello teve problemas com a dirigibilidade do carro e terminou apenas em nono. Nico Hülkenberg não completou sequer a primeira volta. O desempenho no treino oficial, com os dois pilotos no Q3, foi melhor.

TORO ROSSO4,5 – O desempenho discreto de sempre. Sebastien Buemi sobrou no Q1, Jaime Alguersuari não foi muito melhor e os dois pilotos sofreram as desventuras rotineiras na corrida. O suíço, ao menos, marcou um pontinho. O espanhol só conseguiu quebrar um bico em um toque com Kobayashi.

LOTUS7,5 – Praticamente garantiu o décimo lugar no campeonato com a corrida japonesa. Os dois pilotos conseguiram sobreviver aos acidentes e às quebras e conseguiram terminar em 12º (Heikki Kovalainen) e 13º (Jarno Trulli). O italiano chegou a estar à frente de Kamui Kobayashi na primeira volta. Muito bom.

VIRGIN4,5 – Nos treinos de sexta-feira, até dava a impressão de que poderia brigar com a Lotus. A impressão foi apenas uma miragem e a equipe continuou naquele desempenho morto de sempre, à frente da Hispania e atrás da equipe malaia. Lucas di Grassi, devido a um problema desconhecido, sofreu um violento acidente na volta de apresentação. Timo Glock conseguiu terminar, mas não brilhou.

HISPANIA4 – O medo maior era a possibilidade de um grande acidente para o instável e perigoso carro da paupérrima equipe espanhola. Mas esta possibilidade não se tornou realidade e os dois pilotos conseguiram levar o carro até o final.

FORCE INDIA3 – Aquela forma apresentada em pistas velozes virou coisa do passado. Tanto Adrian Sutil quanto Vitantonio Liuzzi sofreram na classificação e nenhum dos dois terminou a corrida. Liuzzi foi tirado da prova por Felipe Massa e Sutil teve um vazamento de óleo que encharcou a pista.

RENAULT4 – E a corrida da equipe francesa durou apenas três voltas, já que Vitaly Petrov quase se matou na largada e Robert Kubica ficou sem um pneu. Uma pena para a equipe, que tinha no polonês um candidato sério ao pódio.

TRANSMISSÃOKOBAYASHI DANADO – Como estava sonolento e indignado por ter perdido as primeiras quinze voltas para um despertador mal configurado, não consegui prestar muita atenção na narração. Fico com essa declaração de Galvão Bueno, que precisava encontrar algo para deixar a corrida mais interessante.

CORRIDASONÍFERA ILHA – O Japão foi a verdadeira “sonífera ilha” para todos aqueles que se dispuseram a ficar acordados para a prova. Quando Lucas di Grassi jogou seu carro nos pneus ainda na volta de apresentação, Vitaly Petrov beijou o guard-rail da reta dos boxes e Felipe Massa e Vitantonio Liuzzi dançaram uma bela lambada na primeira curva, todos pensaram que seria uma corrida daquelas bem absurdas. As coisas, no entanto, se normalizaram após o safety-car e apenas Kamui Kobayashi poderia animar a corrida com suas ultrapassagens e sua falta de amor próprio e responsabilidade. No fim, mais uma modorrenta vitória de ponta a ponta de Sebastian Vettel.

SEBASTIAN VETTEL10 – Ou ele ou Webber venceriam. Venceu ele, que conseguiu uma pole-position apertada com relação ao segundo colocado, largou bem e liderou de ponta a ponta até a bandeirada final. Com sua terceira vitória no ano, mostrou que, sim, ainda está vivo na briga pelo título.

MARK WEBBER9 – Mas o “Canberra Milk kid” também não foi mal. Largou em segundo, perdeu uma posição para Kubica na primeira curva, recuperou após o abandono do polonês e manteve-se nesta posição até o fim. Está 14 pontos à frente do vice-líder e só depende de si mesmo para ser campeão. Para mim, é o sujeito que merece mais este título.

FERNANDO ALONSO8 – Corrida boa sem estardalhaço, uma vez que seu F10 não permitia muito mais do que isso. Largou em quarto, ganhou uma posição de Kubica ainda no começo e manteve-se atrás dos carros da Red Bull o tempo todo. Está empatado com Vettel na vice-liderança do campeonato e precisará reagir.

JENSON BUTTON7,5 – Se deu melhor que Hamilton tanto no grid de largada como na corrida. Tentou uma estratégia diferenciada ao ficar a maior parte do tempo com pneus duros. Com isso, teve dificuldades na primeira parte da corrida mas recuperou o ritmo após colocar pneus macios no final. Bom quarto lugar, mas o título está praticamente fora de questão.

LEWIS HAMILTON6 – Deu quase tudo errado nesse fim de semana. Bateu na sexta-feira, teve de trocar o câmbio no sábado, perdeu cinco posições no grid, saiu apenas em oitavo, ficou preso atrás de Button por um tempo e quando conseguiu ficar à frente dele, perdeu a terceira marcha e teve de se contentar com o quinto lugar. Um sobrevivente.

MICHAEL SCHUMACHER 7 – Estava devendo uma atuação boa e a conseguiu na pista em que venceu seis vezes.Apesar de ter largado apenas em décimo, andou com vontade, passou Barrichello por fora na chicane, pressionou Rosberg por um tempo e conseguiu terminar em sexto.

KAMUI KOBAYASHI 8,5 – Um dos astros do fim de semana, o pequeno nipônico fez uma de suas melhores atuações no ano. Apesar de não ter ido bem na classificação e de ter largado três posições atrás de Heidfeld, Kamui se superou na corrida, ultrapassou vários pilotos e ainda se deu bem com a estratégia de usar pneus duros na maior parte do tempo. No final, com pneus macios, era um dos pilotos mais rápidos na pista. Excepcional sétimo lugar. A japonesada deixou o circuito de Suzuka feliz.

NICK HEIDFELD7,5 – Ótima atuação de alguém que me surpreendeu. Muito bem nos treinos, largou em um excelente 11º lugar e esteve quase sempre entre os dez primeiros. Não foi páreo para segurar seu fulminante companheiro de equipe no final da corrida, mas conseguiu marcar seus primeiros pontos no ano. Fez Peter Sauber se esquecer completamente de De La Rosa.

RUBENS BARRICHELLO5,5 – Foi muito bem no treino classificatório, mas sofreu com sérios problemas de aderência na corrida. Tomou uma ultrapassagem até certo ponto humilhante de Schumacher na chicane. No fim das contas, seus dois pontos não foram tão ruins assim.

SEBASTIEN BUEMI6,5 – Apesar de ter aparecido pouco, não foi tão mal. Teve problemas com o assoalho no Q1 da classificação, o que o obrigou a largar apenas em 18º. Na corrida, se recuperou e, aproveitando-se dos abandonos à sua frente, conseguiu terminar em décimo. Disse, no entanto, que estava andando mais rápido que Barrichello e poderia ter terminado em nono.

JAIME ALGUERSUARI6 – Não anda sendo o sujeito mais sortudo do grid. Conseguiu largar bem à frente de Buemi, mas não manteve lá um grande ritmo durante a corrida e tomou duas ultrapassagens com direito a toque de Kobayashi. Na segunda ultrapassagem, quebrou o bico e teve de ir aos pits colocar um novo. Com isso, terminou atrás do companheiro novamente.

HEIKKI KOVALAINEN7 – Aproveitou o grande número de abandonos e deu à Lotus sua melhor posição de chegada no ano. Liderou a turma das equipes novatas durante quase todo o tempo e passou perto de marcar o primeiro ponto da história de sua equipe. Uma vitória pessoal.

JARNO TRULLI6 – O italiano da Lotus também foi bem e terminou em sua melhor posição no ano até aqui. Largou à frente de Kovalainen e ganhou algumas posições na largada, mas escolheu arriscar uma troca de pneus macios por duros durante o safety-car. Com isso, teve de recuperar algumas posições e ficou atrás de seu companheiro. Mas teve sua melhor atuação no ano.

TIMO GLOCK3 – Apesar de ter terminado em 14º, não foi bem. Largando atrás de Di Grassi, o alemão arriscou parar para trocar pneus durante o safety-car. A estratégia foi por água abaixo devido ao longo período em que ele ficou preso atrás de Yamamoto. Com isso, não conseguiu chegar perto dos carros da Lotus.

BRUNO SENNA5 – Estava feliz com o resultado, que foi o seu melhor neste ano. Ainda assim, poderia ter ido melhor. Arriscou fazer sua parada logo nas primeiras voltas e acabou ficando em último durante um bom tempo. Recuperou a posição de Yamamoto após o japonês fazer sua parada. E por lá ficou até o fim.

SAKON YAMAMOTO5,5 – Diante da torcida japonesa e dentro de suas limitadas possibilidades, até que não foi mal. Ficou a apenas um décimo do tempo de Senna na classificação e andou à frente do brasileiro e de Timo Glock durante boa parte da corrida. Após sua parada, voltou a andar em último, mas o saldo final é positivo.

NICO ROSBERG7 – Não merecia ter abandonado após uma roda voar e seu carro bater nos pneus de proteção.  Largou em um bom sexto lugar e foi o único piloto das equipes maiores a fazer a troca de pneus com o safety-car na pista. Com isso, apesar de ter problemas de aderência, recuperou várias posições e segurou um faminto Schumacher até o momento do acidente.

ADRIAN SUTIL4 – Mal no treino classificatório, o alemão se deu bem com os vários acidentes que aconteceram à sua frente. Com isso, conseguiu andar entre os dez primeiros por um tempo e acreditava poder marcar pontos. No entanto, um vazamento de óleo empapou a pista e acabou com qualquer chance.

ROBERT KUBICA7,5 – Uma pena o que aconteceu com ele. Fez um excepcional terceiro tempo no treino oficial e passou Webber na largada, subindo para segundo. Infelizmente, uma a roda traseira direita foi para os ares e o polonês teve de abandonar após apenas três voltas.

NICO HÜLKENBERG4,5 – Fez um bom nono tempo no treino oficial e indicava poder brigar por pontos novamente, mas sua corrida acabou ainda antes da primeira curva, quando Petrov abalroou sua roda dianteira direita.

FELIPE MASSA1,5 – Péssima fase, a do brasileiro. Teve problemas na classificação e largou apenas em 12º, o que já seria o suficiente para acabar com o humor de muitos. Na largada, tentou passar Rosberg na primeira curva, não conseguiu, jogou o carro para grama e acabou acertando Vitantonio Liuzzi. Fim de uma corrida que já não prometia muito.

VITALY PETROV1 – Depois dessa, é até melhor procurar outro canto para ficar. Não foi bem novamente nos treinos e causou uma enorme confusão na largada ao tocar em Hülkenberg, rodar na frente de todo mundo e bater com tudo no guard-rail paralelo à pista. De bom, só o fato de não ter se machucado.

VITANTONIO LIUZZI2 – No treino oficial, a mediocridade de sempre. Na largada, foi atingido, sem a menor parcela de culpa, pela Ferrari desgovernada de Massa. Acabou atingindo com força a barreira de pneus e destruiu seu carro, mas não sofreu nada. É outro que não anda justificando seu emprego.

LUCAS DI GRASSI1 – Fez um bom trabalho no treino oficial ao superar Glock, mas sofreu um acidente tão incomum quanto perigoso ao escapar na curva 130R durante a volta de apresentação e bater violentamente nos pneus. Dizem que foi o carro, que teve alguma parte quebrada. É a sina das equipes de Nick Wirth, ex-Simtek.

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