SEBASTIAN VETTEL10 – Parecia ser ele contra um restante de Fuscas. O atual campeão fez o que quis nos treinos livres, marcou uma pole-position humilhante e disparou na corrida. Não cometeu erros e não teve o menor trabalho para se manter à frente de Hamilton, que vinha inspirado. Vitória estupidamente fácil.

LEWIS HAMILTON9 – Quem diria que a McLaren, que estava sofrendo para acertar o MP4-26 emplacaria um piloto na segunda posição? Hamilton apareceu bem em todos os treinos, tomou a primeira fila de Mark Webber e também seguiu isolado na corrida, atrás de Vettel e à frente do resto. Chegou a se aproximar do alemão em determinados momentos, mas não brigou pela ponta. De qualquer jeito, ótimo segundo lugar.

VITALY PETROV10 – Não tive como dar outra nota a um piloto que teve fim de semana de gênio. Bateu Nick Heidfeld na maioria dos treinos, fez um excelente sexto lugar no grid de largada e partiu como uma bala logo após as luzes vermelhas, ganhando duas posições na primeira curva. Depois, soube ficar à frente de adversários com um carro melhor, parou nas horas certas e ainda teve cabeça fria para se manter à frente de um Alonso que se aproximava perigosamente nas últimas voltas. Pódio merecidíssimo, o primeiro obtido por um “comunista” na Fórmula 1.

FERNANDO ALONSO8 – Quando não ganha, faz para chamar a atenção. Em Melbourne, ele nunca esteve próximo da vitória, mas fez das tripas coração para brigar ao máximo por uma boa posição. Largou mal, ultrapassou, torrou os pneus, fez três paradas, segurou Mark Webber por alguns instantes e ainda ameaçou tomar o pódio de Petrov no finalzinho. Corrida animada, como vem sendo o costume.

MARK WEBBER3,5 – Inexplicável. Nos treinos, ele até fazia um tempo que deixava o povo boquiaberto. Instantes depois, no entanto, vinha o tal do Vettel e solapava o tempo do australiano. Perder a primeira fila, com o carro que tinha, foi um desastre. A corrida, então, foi pior ainda. Webber estragava os pneus mais rapidamente do que seus adversários e era obrigado a parar antes deles, sendo um dos poucos a fazer três paradas. Quando teve a chance de ultrapassar, como aconteceu quando teve Alonso imediatamente à frente, não o fez. Quinto lugar mixuruca. E em casa, ainda por cima. Pegou mal.

JENSON BUTTON6,5 – Poderia ter obtido um resultado bem melhor se não tivesse sido punido (corretamente, aliás) por ter ultrapassado Felipe Massa de maneira ilegal no início da prova. Posteriormente, Button conseguiu ultrapassar o brasileiro novamente, dessa vez sem cortar qualquer curva. No mais, esteve correto nos treinos e fez uma prova tipicamente sua, sem erros ou surpresas.

FELIPE MASSA 4 – Não esteve bem em momento algum, algo rotineiro para ele na Austrália. Discreto e errático nos treinos, Felipe obteve uma medíocre nona posição no grid. Na corrida, largou bem (como de costume) e chegou a andar em quinto nas primeiras voltas, mas estava com um carro lento e com problemas nos pneus e tomou ultrapassagens de Button (ilegal) e Alonso. Depois, não apareceu mais, padecendo com os tais pneus e com a falta de um ritmo mais constante do carro. Tomou mais uma do Button, mas passou Buemi no final. E ainda fez a volta mais rápida. Seu nono lugar evoluiu para sétimo com a desclassificação dos dois carros da Sauber. Resultado até positivo para seu desempenho.

SÉBASTIEN BUEMI7 – Apesar do carro não ter andado tão bem quanto se esperava, esteve bem durante todo o fim de semana.  Conseguiu passar para o Q3 no treino classificatório, andou razoavelmente bem e só não esteve mais à frente devido a um toque com o companheiro Alguersuari na primeira volta. Ainda assim, apareceu mais quando foi ultrapassado por Massa no final da corrida.  

ADRIAN SUTIL5,5 – Começou mal ao largar duas posições atrás de seu companheiro estreante, mas se recuperou, se saiu bem em algumas boas disputas e terminou em 11º. Com a exclusão dos carros da Sauber, subiu para nono e levou dois pontos para casa. Ainda assim, já teve fins de semanas melhores.

PAUL DI RESTA6 – Entre os novatos, chamou a atenção no treino oficial por ter sido o único a bater o companheiro de equipe na pista (Maldonado não conta). Na corrida, não chamou a atenção, mas também esteve longe de passar vergonha e fez seu trabalho direitinho. Premiado com um ponto, torna-se o 59º piloto a marcar pontos em sua estreia.

JAIME ALGUERSUARI3 – Mau início para o jovem espanhol. Ao contrário do que vinha acontecendo no segundo semestre do ano passado, perdeu para o companheiro Buemi na maior parte do tempo. Largando em 12º, causou enorme confusão na primeira volta ao se envolver em toques com vários pilotos. Após isso, precisou trocar o bico e ficou lá no fim do grid durante a maior parte do tempo. Com o passar do tempo, subiu de posições, mas não conseguiu pontuar.

NICK HEIDFELD1,5 – Uma lástima. Não que andar bem em treinos livres seja tão necessário, mas precisava ir tão mal? No treino que valia de verdade, demorou demais para ir à pista, pegou tráfego e acabou sobrando no Q1, algo patético para um piloto da Renault. Na corrida, até largou bem, mas foi atingido por alguém na primeira volta e teve um dos sidepods destruído. Depois, só se arrastou. Não teve muita sorte, mas esteve longe de merecê-la. Se fizer mais umas duas ou três corridas tão ruins quanto, perde a vaga.

JARNO TRULLI3,5 – Já saiu no lucro por ter terminado a corrida, algo que não era tão comum no ano passado. Em termos de desempenho, esteve bem atrás do companheiro Kovalainen na maior parte do tempo. Ainda está devendo uma corrida minimamente aceitável na Lotus.

JERÔME D’AMBROSIO5 – Como avaliá-lo? Na sexta-feira não eram muitos os que acreditavam que ele conseguiria superar a barreira dos 107%. No sábado, conseguiu a classificação. Na corrida, chegou a andar na frente de Timo Glock durante algum tempo. No fim, foi o único piloto da equipe a terminar. Estreia minimamente notável.

TIMO GLOCK2,5 – Pouco apareceu no fim de semana, assim como sua equipe. No início, temeu-se a possibilidade dele também não conseguir se classificar para a corrida. Após obter êxito, Timo foi para uma corrida cheia de problemas. No fim, abandonou com o carro vibrando como um liquidificador.

RUBENS BARRICHELLO3 – Seu melhor momento foi ter terminado entre os seis primeiros no primeiro treino de sexta. Na classificação, rodou sozinho no Q2 e teve de largar em 17º. Na corrida, aprontou de tudo: tocado por Perez na primeira volta, escapou e caiu para último. Depois, como um moleque esfomeado, ultrapassou vários e vinha até fazendo razoável corrida de recuperação. Mas colocou tudo a perder com uma estúpida tentativa de ultrapassagem sobre Nico Rosberg, que resultou em um toque entre os dois. Depois, andou mais um pouco até abandonar com o câmbio quebrado.

NICO ROSBERG 5,5 – Não vinha fazendo a melhor corrida do mundo, mas não merecia ter sido atingido por um desastrado Barrichello, acidente este que destruiu o radiador de seu carro e causou seu abandono. Até ali, Rosberg havia tido desempenho apenas normal e estava correndo apenas para pontuar.

HEIKKI KOVALAINEN5 – Naquele campeonato particular das equipes novatas do ano passado, o finlandês ainda ponteia. Em Melbourne, Heikki largou à frente dos adversários mais próximos, largou bem e andou à frente deles enquanto esteve na pista. Para sua infelicidade, o Lotus começou a verter água e aí, já era.

MICHAEL SCHUMACHER3,5 – Do ano passado para cá, as coisas parecem não ter mudado muito para o heptacampeão. Schumacher ficou no Q2 do treino classificatório e foi atingido por Alguersuari na primeira volta, o que fez arrebentar uma de suas rodas e o assoalho de seu Mercedes. Após parar para os devidos reparos, ele voltou à pista para se arrastar e abandonar algum tempo depois.

PASTOR MALDONADO3,5 – Dos estreantes, o mais discreto em Melbourne. Nos treinos, nunca andou próximo de Barrichello. Só largou à frente do brasileiro devido à rodada no Q2. Na corrida, ficou lá no meio do pelotão e chegou a ser ultrapassado pelo companheiro, que tinha uma boa desvantagem após a primeira volta. Depois, só fez quilometragem até abandonar por problema desconhecido.

SERGIO PEREZ 9 – Olha, fazia tempo que eu não via uma estreia tão boa de um piloto do meio do pelotão. “Checo” foi apenas razoável nos treinos e nem esteve tão bem no início da corrida, mas começou a recuperar posições e fez apenas uma única parada. No fim da corrida, havia ganho um monte de posições e terminou em sétimo, fruto de uma pilotagem sensata e de uma arriscada estratégia de apenas uma parada. Mas, infelizmente, a Sauber pôs tudo a perder ao errar na medida de flexão da asa traseira ou algo assim.

KAMUI KOBAYASHI8 – Nos treinos, era o que acionava a tal asa móvel mais cedo, e um dos que mais arriscavam na tomada das curvas. Como recompensa, um nono lugar no grid. Na corrida, o ritmo não foi tão agressivo e ele chegou a ser ultrapassado facilmente por Alonso, Barrichello e Button, o que contrasta com sua imagem de rei das ultrapassagens. Ainda assim, terminou em um bom oitavo lugar. Mas eis que seu carro, assim como o de Perez, também está irregular, e aí…

VITANTONIO LIUZZI 4 – Difícil dar nota a alguém que não consegue se classificar para a corrida devido à falta absoluta de competitividade do carro. Ainda assim, dou uma canja pelo esforço de ter tentado correr mesmo sem quilometragem e sem conhecer o novo carro. E por ter ficado a 1s7 da classificação, o que é notável levando em conta as condições que o cercavam.

NARAIN KARTHIKEYAN1– Chega a ser cruel ter de dar uma nota a ele. Mas é a vida, fazer o quê? Narain estava completamente distante de qualquer possibilidade de classificação e não conseguiu sequer andar próximo de Liuzzi. Sua participação só aconteceria por piedade da organização. E como os cabeças da Fórmula 1 não costumam prezar pelo altruísmo, o indiano ficou de fora.

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