Notas


RED BULL8 – Do que adianta ter o melhor carro se os dois pilotos se encontram em rota de colisão? Além do mais, como de costume, apenas um carro da equipe chegou ao pódio, o de Webber. Existem sérias dificuldades de expertise em administrar o ego de seus dois pupilos, e isso pôde ser visto na choradeira do australiano ao não receber uma nova asa dianteira como seu companheiro e na briga interna antes da primeira curva. Só dou uma nota alta pela vitória.

MCLAREN 8,5 – Ao contrário da Red Bull, a equipe parece viver em uma longa lua de mel. Tendo aprendido com os erros de 2007, Hamilton e Button mantêm um aparente bom relacionamento e buscam não atrapalhar um ao outro. Com isso, mesmo tendo um carro inferior ao da Red Bull, conseguiu um segundo e um quarto lugares que a mantiveram na frente tanto no campeonato de pilotos como no de construtores.

MERCEDES8 – Fazia um bom tempo que não obtinha um bom resultado. Rosberg fez uma boa corrida e levou a estrela de três pontas ao pódio pela primeira vez desde Shanghai. Já Schumacher teve mais um fim de semana infeliz. As alterações no carro parecem ter surtido efeito.

WILLIAMS 8,5 – Colocou dois carros na zona de pontos pela primeira vez desde há dois séculos. Rubens andou lá na frente o tempo todo e até Hülkenberg mostrou competitividade. Ótima fase.

SAUBER 8,5 – Outra equipe que está em excelente fase. No entanto, apenas Kobayashi conseguiu fazer uma ótima corrida e marcar pontos. De La Rosa vinha razoavelmente bem, mas foi atingido por Sutil e teve de abandonar. De qualquer maneira, os tempos de abandonos sucessivos e turbilhões de má sorte estão, ao menos, dando uma trégua.

FORCE INDIA 6,5 – Fez mais uma corrida típica, com Sutil terminando nas posições pontuáveis mais baixas e Liuzzi sequer aparecendo. O momento da equipe é tão bom que marcar quatro pontos já não é mais considerado algo notável.

TORO ROSSO 4 – Nem Buemi e nem Alguersuari marcaram pontos. O espanhol ainda abandonou no final da corrida. Fim de semana típico, sem graça.

RENAULT 3,5 – Os dois pilotos tinham carro para marcar pontos. Os dois pilotos acabaram tendo problemas. O polonês narigudo, que vinha para brigar pelo pódio, teve um problema em um eixo traseiro. O russo, que vinha para marcar pontos, teve um pneu furado. Um fim de semana bem ruim dos amarelados.

FERRARI 2 – Fim de semana vermelho, mas de vergonha. Alonso e Massa, que tinham ido razoavelmente bem nos treinos, se tocaram na primeira curva, o que comprometeu a corrida do brasileiro. O asturiano ainda tomaria uma punição por fazer uma ultrapassagem irregular sobre Kubica. No fim, terminaram em 14º e 15º, algo terrível para uma equipe com tamanha história e a prepotência.

LOTUS 5 – Distorcendo a matemática, a equipe ficou logo atrás da Ferrari dispondo de um orçamento seis ou sete vezes menor. Trulli e Kovalainen fizeram aquela corrida isolada, sem poder ameaçar as equipes estabelecidas e sem ser ameaçada pelas equipes menores. Dessa vez, a Virgin até que tentou, mas não conseguiu.

VIRGIN 4 – Avançou um bocado em Silverstone, mas ainda precisa comer mais arroz e feijão para chegar de vez na Lotus. De qualquer jeito, Glock largou à frente de Trulli e andou um bom tempo à frente de Kovalainen. Di Grassi abandonou logo.

HISPANIA 2 – Colin Kolles afastou Bruno Senna por este descer o cacete no seu carro por e-mail enviado por engano ao chefe. No lugar, os ienes de Sakon Yamamoto, que não comprometeu. Chandhok também não fez nada de muito feio e os dois carros terminaram a corrida. Mas a equipe se mostra bastante frágil quando se trata de resolver assuntos internos.

TRANSMISSÃOIMPRESSIONANTE! – E o Sr. Impressionante voltou às transmissões globais de Fórmula 1. O mais impressionante é que eu só ouvi o dito cujo falando esta palavra apenas uma vez, lá no final da corrida. Reginaldo Leme, ao ver Sebastian Vettel entrando nos pits com o pneu furado, disse que tinha certeza de que o alemão encostaria o carro e iria para casa. Segundos depois, lá estava Vettel deixando os pits com quatro pneus novinhos em folha. Luciano Burti não falou nada de muito memorável, ou é a minha memória que é falha. De qualquer jeito, provavelmente teremos de nos acostumar com o Sr. Impressionante, já que Galvão Bueno anunciou que a aposentadoria está próxima.

CORRIDA NÃO TÃO IMPRESSIONANTE! – Todos, incluindo eu, diziam que a pista ficaria bem mais veloz e mais propícia para ultrapassagens. Nada disso aconteceu. A pista ficou cerca de 3km/h mais veloz, o que não quer dizer nada na prática. E aquele novo trecho permite qualquer coisa a não ser ultrapassagens. Enfim, não foi a melhor das corridas. Webber e Hamilton sumiram na liderança enquanto Kubica segurava um enorme pelotão atrás. No final da corrida, como vem acontecendo nas últimas etapas, houve algumas ultrapassagens, mas nada que salvasse a corrida. O leitor pode argumentar que a corrida não foi tão ruim assim e que sou eu que pego no pé de Silverstone. Pode até ser, mas o fato é que a corrida esteve longe de ser sensacional.

GP2 DOMÍNIO HISPANOHABLANTE – Pastor Maldonado, do jeito que vai, será o campeão da GP2 neste ano. Em Silverstone, o venezuelano venceu a terceira corrida Feature consecutiva, e disparou na liderança do campeonato. A vitória veio de maneira absolutamente fácil, o que mostra que o cara está em ponto de bala para ganhar o título. A corrida dominical, bem mais interessante, assistiu à vitória do mexicano Sergio Perez, que ultrapassou os dois pilotos da iSport, Oliver Turvey e Davide Valsecchi, para vencer pela segunda vez nessa temporada. O piloto da Addax, com isso, pulou para a quarta posição do campeonato. Entre os quatro primeiros colocados, três pilotos que falam espanhol (Maldonado, Dani Clos e Perez). Pelo visto, falar espanhol anda compensando um bocado no esporte.

MARK WEBBER9,5 – Correu empurrado pela raiva de ter sido preterido por Vettel. Dominou quase todos os treinos livres e só não levou o dez por ter perdido a pole-position. Na corrida, sem medo de cara feia, largou bem mesmo tendo saído do lado mais sujo e tomou a liderança das mãos de Vettel ainda na primeira curva. Depois, só levou o carro até o fim para correr para o abraço. Mas ao invés de um abraço, mandou um “nada mal para um segundo piloto” para sua equipe. Vitória à la Nelson Piquet em 1987.

LEWIS HAMILTON 8 – Em um fim de semana feijão-com-arroz, largou em quarto, assumiu a liderança na segunda volta e por lá ficou até o fim. Sem ter o melhor carro, buscou apenas marcar o máximo de pontos possível para manter a liderança do campeonato. Conseguiu, pois.

NICO ROSBERG8,5 – Dessa vez andou bem, tendo consigo um Mercedes com alterações. Ficou um bom tempo preso atrás de Kubica, mas assumiu a terceira posição após as paradas e manteve-se aí até o fim, sendo obrigado a apertar o ritmo para segurar Jenson Button nas últimas voltas. A estratégia de manter-se com pneus macios por mais tempo ajudou.

JENSON BUTTON 7 – Inacreditavelmente mal na classificação, o inglês fez uma bela corrida de recuperação e ganhou várias posições com as paradas. Terminou em quarto e a apenas alguns metros de Nico Rosberg.

RUBENS BARRICHELLO8,5 – Fez outra grande corrida. Largou em oitavo, ganhou posições na primeira volta e esteve sempre entre os primeiros. Diante das possibilidades de seu Williams, o quinto lugar foi um resultado excepcional.

KAMUI KOBAYASHI8,5 – Assim como Barrichello, fez uma grande corrida pela segunda vez consecutiva. Perdeu para De La Rosa na classificação, mas fez uma largada impecável e ganhou várias posições. Depois, manteve uma tocada agressiva e terminou com um ótimo sexto lugar. Quando seu carro é rápido e confiável, o cara está por lá.

SEBASTIAN VETTEL 6,5 – Um cara tenso. Marcou a pole-position, mas demonstrou que corridas, embora não sejam vencidas na primeira volta, podem ser perdidas por lá. Tentou conter a ultrapassagem de Webber na primeira curva, mas não conseguiu. Além disso, teve de ir aos pits trocar um pneu furado. Após isso, só restou a ele fazer uma corrida de recuperação. Mostrou combatividade no final da corrida, mas terminar em sétimo após sair em primeiro é ruim demais. É PhD em perder corridas.

ADRIAN SUTIL 7,5 – Mais uma boa corrida. Fez uma boa largada e mostrou muita agressividade em momentos como a ultrapassagem sobre Schumacher. Perdeu o sétimo lugar para Vettel a apenas duas voltas do fim, mas não pode reclamar por ter marcado mais quatro pontos.

MICHAEL SCHUMACHER 4,5 – Fez mais uma corrida dispensável. Mal na classificação, ganhou boas posições na largada e até parecia estar se encaminhando para um resultado melhor. No entanto, ficou um bom tempo preso no tráfego, saiu da pista em um determinado momento, tomou algumas ultrapassagens e foi o piloto que mais perdeu posições na rodada de pit-stops. Misturando falta de sorte e pilotagem insuficiente, o heptacampeão volta a ficar claramente atrás de Rosberg.

NICO HÜLKENBERG 7,5 – Não foi bem nos treinos, mas se recuperou drasticamente na corrida. Optou por largar com pneus macios e ficou mais tempo na pista do que a maioria dos adversários, o que significou ganhar algumas posições de presente após a rodada de pit-stops. Ameaçou atacar Schumacher, mas não conseguiu nada. De qualquer jeito, marcar um ponto não é algo ruim para um piloto em sua posição.

VITANTONIO LIUZZI 4 – Só apareceu no fim de semana por ter bloqueado Hülkenberg de maneira quase criminosa na classificação. Punido, largou apenas em vigésimo e até conseguiu subir bastante na corrida, mas não marcou pontos mais uma vez.

SEBASTIEN BUEMI 5 – Fez aquela típica corrida de piloto do meio do pelotão. Largou lá no meio e terminou lá no meio. De qualquer jeito, foi melhor que seu companheiro mais uma vez.

VITALY PETROV 5 – Largou muito bem, como é de costume, e parecia estar rumando para marcar pontos pela segunda vez no ano. No entanto, foi vítima do azar e teve um pneu furado, o que acabou com qualquer chance. Um pouco mais de agressividade também faria muito bem ao russo.

FERNANDO ALONSO 6 – Via de regra neste ano, o espanhol se envolveu em uma corrida cheia de tormentos. Apesar de ter ido bem na classificação, ele se envolveu em um entrevero com seu companheiro Massa logo na primeira volta. Depois, ao disputar posição com Kubica, cortou uma curva, ganhou sua posição e não a devolveu, o que resultou em um drive-through que teve de ser cumprido justamente no momento em que o safety-car foi à pista. Com isso, perdeu um monte de posições e não restou nada além de levar o carro ao fim. Vem misturando azar, agressividade e capacidade de se meter em confusões em doses cavalares.

FELIPE MASSA 3,5 – Batido por Alonso nos treinos, esperava ao menos marcar pontos. Nem isso conseguiu, já que se envolveu em um toque com o mesmo Alonso na primeira volta da corrida, o que resultou em um pneu furado. A partir daí, só restou chegar ao fim e esperar pelo milagre que não veio. Está com uma urucubaca danada.

JARNO TRULLI 4,5 – Não foi tão bem na classificação ao largar atrás de um Virgin. No entanto, liderou de ponta a ponta a corrida das equipes novatas, se é que dá pra dizer assim.

HEIKKI KOVALAINEN 4 – Apesar de ter sido o melhor das equipes pequenas na classificação, não largou tão bem e ficou atrás de Glock durante um bom tempo na segunda metade da corrida. Ainda assim, terminou.

TIMO GLOCK 5 – Com um Virgin melhorado, o alemão também conseguiu fazer uma atuação relativamente convincente. Largou à frente do Lotus de Trulli e chegou a executar uma ultrapassagem sobre Kovalainen na metade da corrida. Apesar de ter terminado atrás dos carros esverdeados, não deixa de ter feito uma boa atuação.

KARUN CHANDHOK 4 – Como era esperado, largou à frente de Yamamoto e andou à sua frente o tempo todo até o final da corrida. Ser superado pelo japonês no comparativo de voltas mais rápidas é um ponto negativo.

SAKON YAMAMOTO 4 – Chamado às pressas para correr no lugar de Bruno Senna, fez seu trabalho com dignidade. Apesar de estar em um nível claramente inferior a qualquer outro no grid, agiu com parcimônia e não cometeu erros, buscando levar o carro até o fim. De quebra, fez uma volta mais rápida melhor que a de Chandhok. Levando dinheiro e terminando a corrida, o limitado japonês parece ser mais adequado à equipe neste momento do que o sobrinho do tricampeão.

JAIME ALGUERSUARI 4 – Apesar de parecer incapaz de superar Buemi em treinos, conseguiu se aproximar bastante na corrida. Chegou a andar em quinto antes de sua parada nos pits e esteve próximo dos pontos. No entanto, abandonou no final da corrida. Ainda assim, segue atrás do companheiro suíço.

PEDRO DE LA ROSA 7 – Com o nono lugar no grid, tinha tudo para fazer sua melhor corrida do ano. No entanto, foi empurrado por Barrichello para fora da pista na primeira volta e acabou se envolvendo em um toque com Sutil na metade da corrida, o que acabou danificando o aerofólio traseiro. Temendo uma quebra bastante desagradável em uma pista veloz como Silverstone, preferiu abandonar a corrida. Muito azarado.

ROBERT KUBICA 7,5 – Andou bem nos treinos, fez uma boa largada e tinha tudo para ter chegado ao pódio. No entanto, seu carro não estava lá aquelas coisas, e o polonês acabou segurando uma fila de pilotos por um bom tempo. Mais para frente, teve um problema com o eixo traseiro e teve de abandonar a corrida.

LUCAS DI GRASSI 3 – Com o desempenho apresentado nos treinos livres, parecia vir para seu fim de semana mais competitivo do ano até aqui. No entanto, errou na classificação e não conseguiu se recuperar muito nas poucas voltas que percorreu na corrida. Dessa vez, um problema hidráulico o retirou da disputa.

RED BULL 8 – Quando não é um, é outro. Dessa vez, Sebastian Vettel venceu a corrida de maneira impecável. Webber? Largou mal, arriscou uma estratégia duvidosa e causou um dos mais espetaculares acidentes da história da Fórmula 1. Ao menos, provou que o RB6 é bastante seguro. A equipe não consegue fazer uma única corrida boa com seus dois carros.

MCLAREN 8,5 – É uma equipe bem mais coesa que a Red Bull. Não venceu, mas colocou seus dois pilotos no pódio. Ambos lideram um campeonato que deveria estar fácil para sua concorrente rubrotaurina. Hamilton, como sempre, espertão. Button, como sempre, oportunista.

WILLIAMS 8 – Até agora, a melhor apresentação da equipe no ano. Rubens e Nico largaram entre os dez primeiros e se manteriam entre eles até o final, mas o alemão teve um pequeno incêndio no carro. Barrichello terminou em um ótimo quarto lugar. Pela primeira vez, uma melhora visível no FW32 foi percebida.

RENAULT 7 – Tinha um carro bom para Valência, algo que deu pra perceber no treino de classificação. Kubica, mais uma vez, levou o carro até o limite e terminou em quinto. Petrov, mais uma vez, não fez nada. A equipe francesa vem se aproximando da Mercedes a largas braçadas.

FORCE INDIA 7,5 – Resultados parecidos no treino de classificação e diferentes na corrida: Sutil largou imediatamente à frente de Liuzzi, mas fez uma ótima corrida, ganhou posições e terminou em sexto. Liuzzi desapareceu. O alemão vem trazendo a equipe nas costas.

SAUBER9 – A equipe que mais me chamou a atenção em Valência. Apesar de terem ido muito mal na classificação, se recuperaram de maneira notável na corrida. Kobayashi e sua equipe inteligentemente escolheram permanecer na pista com pneus duros até o final. Ambos os pilotos deveriam ter pontuado, mas De La Rosa tomou uma punição e perdeu duas posições. O melhor de tudo, no entanto, é que nenhum carro terminou quebrado ou esborrachado no muro.

FERRARI 5 – Fez um bom treino de classificação e, dependendo do tarô e do i-ching, poderia subir no pódio com facilidade. Mas o azar falou mais alto e tanto Alonso como Massa perderam um turbilhão de posições ao ficarem atrás do safety-car. No fim, o espanhol ainda salvou alguns pontinhos. O carro, ao menos, dá sinais de que está melhorando.

TORO ROSSO 5,5 – Típica corrida de equipe média. Buemi andou muito bem e marcou alguns pontos. Alguersuari não apareceu. No fim das contas, os pontos do helvético configuraram um fim de semana bastante razoável.

MERCEDES 1 – Atuação vergonhosa, hein? Tanto Rosberg quanto Schumacher tiveram enormes dificuldades nos treinos e não se recuperaram na corrida. Michael até tentou e chegou a ocupar a terceira posição, mas teve de esperar o sinal abrir quando parou nos pits. Marcou apenas um pontinho com Nico. Na verdade, merecia ter saído zerada.

VIRGIN 6 – Terminou com os dois carros e foi a melhor das equipes novatas. A novidade, nesse caso, foi ver Lucas di Grassi terminando à frente de Timo Glock.

HISPANIA 5 – Sem qualquer outra pretensão, a equipe segue terminando suas corridinhas. Chandhok e Senna conseguiram levar seus carros ao final nesta ordem.

LOTUS 2 – Na pseudocomemoração do Grande Prêmio de número nove quinhentos, a equipe só teve motivos para lamentar. Trulli teve muitos problemas e terminou em último, muito atrás dos outros pilotos. Já Kovalainen serviu como rampa de lançamento de Mark Webber.

CORRIDAGIVES YOU WINGS – Eu gosto do circuito de Valência, mas não estava esperando nada além de uma corrida medíocre. No entanto, até que ela não foi tão ruim assim. Tudo bem, houve a necessidade de um megaacidente entre Mark Webber e Heikki Kovalainen para animar as coisas. No entanto, tivemos alguns bons momentos, como as duas ultrapassagens de Kamui Kobayashi nas duas últimas voltas. O japonês, por sinal, deu vida à corrida ao fazer o máximo de voltas possível sem ir aos pits. Não houve grandes mudanças com relação aos dois primeiros, mas creio que esta corrida foi bem melhor do que as duas primeiras edições.

TRANSMISSÃO FUTURA BOLD? – A transmissão foi marcada por algumas peculiaridades. No sábado, Cléber Machado narrou os treinos. Na corrida, Galvão Bueno assumiu o microfone. Não me lembro disso ter ocorrido em alguma transmissão global, ao menos nos últimos 20 anos. O narrador-mor, que preferiu a corrida ao jogo entre Alemanha e Argentina, reclamou um bocado sobre o circuito, sobre a pseudocomemoração da Lotus e sobre os carros mais lentos. Em determinado instante, a geração da imagens ficou ajustando o tamanho da tela. E ainda estou tentando entender o que aquele Futura Bold estava fazendo na tela por alguns segundos.

GP2 GÉRSON GOUVÊA?? – Pobre Josef Kral. Na primeira corrida valenciana, o jovem checo se envolveu em um acidente com mais três carros na primeira volta. Na segunda corrida, em uma prévia do vôo rubrotaurino na corrida de Fórmula 1, ele subiu na traseira do carro de Rodolfo Gonzalez, deu uma pirueta, caiu no chão com força e seguiu como um míssil descontrolado até a barreira de pneus. No fim das contas, apenas um braço quebrado e dor nas costas. Pastor Maldonado ganhou a primeira corrida e segue rumo ao título. A segunda corrida foi vencida pelo companheiro de Kral na Supernova, o sueco Marcus Ericsson. Alberto Valério errou tanto no sábado como no domingo, e ainda cavou uma punição para Silverstone por ter batido em Sergio Perez na última corrida. E, não, Lito Cavalcanti, o Jerôme D’Ambrosio não se parece com o pedófilo da novela das oito…

SEBASTIAN VETTEL9,5 – Vitória fácil, construída a partir da pole-position obtida no sábado. No domingo, conseguiu segurar o ímpeto de Hamilton e não perdeu a liderança em momento nenhum. O dez só não veio por causa daquela escapada ocorrida logo após a saída do safety-car. Quase que a vitória escapa por entre os dedos.

LEWIS HAMILTON 9 – É tão bom piloto quanto malandro. Fez uma boa largada, tocou em Vettel e nunca deixou o rubrotaurino se distanciar muito. Acabou ultrapassando o safety-car quando este entrou na pista, foi punido com uma passagem nos pits, acelerou o máximo possível e conseguiu voltar à frente de Kobayashi. Quase ultrapassou Vettel quando o alemão cometeu um erro na relargada. Diante disso, o segundo lugar está de bom tamanho.

JENSON BUTTON 8 – Mal nos treinos, aproveitou-se de seu costumeiro oportunismo para ganhar algumas posições na corrida com a entrada do safety-car. Ficou um bom tempo preso atrás de Kobayashi, mas acabou subindo para terceiro com a parada do japonês e pegou mais um bom pódio. Foi o primeiro dos punidos.

RUBENS BARRICHELLO 8,5 – Fez sua melhor apresentação desde a vitória em Monza, no ano passado. Andou bem nos treinos, ganhou algumas posições com o safety-car na pista e conseguiu manter sempre um bom ritmo de corrida. Quarto lugar merecidíssimo.

ROBERT KUBICA 8 – À francesa, fez um corridão. Largou muito bem e tinha tudo para obter um pódio. No entanto, acabou perdendo tempo no pit-stop durante o safety-car.

ADRIAN SUTIL 8,5 – Começou mal o fim de semana ao ficar longe do Q3 na classificação. Na corrida, no entanto, ganhou várias posições no momento do safety-car e ainda executou uma boa ultrapassagem sobre Buemi na segunda metade. Uma bela recuperação.

KAMUI KOBAYASHI 9,5 – O nome da corrida. Rememorando suas duas belíssimas corridas de estréia pela Toyota, Kamui demonstrou esperteza e coragem. Muito mal nos treinos, escolheu largar com pneus duros para fazer o máximo de quilometragem possível antes de parar. Com o safety-car, pulou para terceiro e ficou por lá até poucas voltas para o fim, quando teve de parar e colocar pneus macios. Ao voltar para a pista, ultrapassou Alonso e Buemi nas duas últimas voltas. Uma das melhores apresentações individuais do ano.

FERNANDO ALONSO 7,5 – Tinha tudo para fazer um ótimo fim de semana, a começar por um bom quarto lugar no grid, mas acabou perdendo tudo com um lance de extrema falta de sorte. Com a entrada do safety-car na pista, Alonso fez o certo e ficou atrás dele, andando devagar por uma volta completa antes de parar nos pits. Caiu de terceiro para décimo primeiro e não conseguiu se recuperar muito depois. Terminou a corrida irritadíssimo com a direção de prova.

SEBASTIEN BUEMI 7,5 – Ótima atuação de um piloto que evolui rapidamente. Andou bem nos treinos e conseguiu ganhar algumas posições com o safety-car na pista. No final da corrida, sem ter um carro 100%, cometeu alguns erros e perdeu algumas posições. Após a prova, ainda perdeu mais uma posição com uma punição. Ainda assim, uma boa corrida.

NICO ROSBERG 2,5 – Um fim de semana horrível que só o premiou com um ponto porque o alemão está longe de ser o cara mais azarado do grid. Não conseguiu passar para o Q3 no treino de classificação, largou mal, perdeu posições no pit-stop e só obteve um ponto porque De La Rosa foi punido.

FELIPE MASSA 6 – Não foi mal nos treinos e até que vinha andando razoavelmente bem na corrida. No entanto, acabou perdendo muito tempo com o safety-car e teve até mais prejuízos que Alonso. Depois, sumiu. Ficou a apenas uma posição de marcar pontos. Não que ele esteja em uma grande fase, mas o caso valenciano só pode ser explicado por um enorme azar.

PEDRO DE LA ROSA 7 – Coitado dele. Foi mal nos treinos, mas conseguiu se manter à frente de Kobayashi na primeira parte da prova. Com o safety-car, até ganhou algumas posições e se aproximou dos pontos. O abandono de Hülkenberg o colocou em posição de marcar um ponto. Infelizmente, após a corrida, ele também estava entre a turma dos punidos e acabou voltando à estaca zero. O azar kobayashiano, definitivamente, o pegou de jeito.

JAIME ALGUERSUARI 3,5 – Já está definitivamente atrás de Buemi. Superado pelo suíço nos treinos, perdeu algumas posições com o safety-car e nunca esteve próximo de pontuar. Teve dificuldades com o arro.

VITALY PETROV 4 – Em uma pista na qual venceu por duas vezes na GP2, teve uma chance de ouro ao largar em décimo. No entanto, largou mal e não conseguiu ganhar posições com o safety-car. Terminou próximo dos pontos, mas foi punido e perdeu mais algumas posições.

MICHAEL SCHUMACHER 5 – Em mais um fim de semana péssimo, largou lá atrás e terminou lá atrás. No entanto, conseguiu andar na frente de Rosberg no início da corrida e ganharia algumas posições de fato, mas acabou tendo de ficar parado esperando o sinal verde abrir, em uma cena absolutamente patética. Com isso, caiu lá pro fim do pelotão. Ainda assim, marcou várias voltas mais rápidas e provou que tinha tudo para ter obtido um resultado muito melhor que o de seu companheiro.

VITANTONIO LIUZZI 3 – Largou imediatamente atrás de Sutil e poderia ter obtido um resultado parecido. No entanto, envolveu -se em um entrevero com Petrov dentro dos pits e acabou perdendo um bocado de tempo. Depois disso, desapareceu e terminou como o último entre as equipes estabelecidas.

LUCAS DI GRASSI 7 – Melhor fim de semana do ano. Largou pela primeira vez à frente do companheiro de equipe e sempre conseguiu manter um bom ritmo em comparação aos outros pilotos das equipes novatas. Terminou em um razoável décimo sétimo, algo que serve como uma vitória para sua equipe.

KARUN CHANDHOK 6 – Largou à frente de Bruno Senna e terminou à frente dele com uma certa folga. Dessa vez, dá pra dizer que o indiano claramente bateu o brasileiro.

TIMO GLOCK 3 – Nesta temporada, está passando a impressão de ser um piloto que, sem um carro decente, se desespera ao tentar levá-lo ao limite e acaba cometendo erros. Em Valência, o alemão foi superado por Di Grassi pela primeira vez no ano. Ao tentar recuperar terreno, causou um acidente estúpido com Bruno Senna, teve o pneu furado e quase bateu no muro. Ao menos, terminou.

BRUNO SENNA 3,5 – Largando em último, sua única expectativa era superar o companheiro de equipe. Infelizmente, não deu. De quebra, quebrou ao bico ao ser tocado por Glock em uma tentativa frustrada de ultrapassagem deste. No fim das contas, saiu no lucro por ter terminado a prova.

JARNO TRULLI 3,5 – Foi o melhor entre as equipes estreantes no treino de classificação, mas arruinou sua corrida ao destruir o bico de seu carro em um toque no Sauber de De La Rosa. Depois, teve de trocar o sistema de transmissão e ficou definitivamente para trás. No fim das contas, terminar foi algo positivo.

NICO HÜLKENBERG – 6,5 – Um ótimo fim de semana destruído por um pequeno incêndio em seu Williams. Largou à frente de Barrichello e manteve-se o tempo todo nos pontos. Merecia ter marcado pontos.

HEIKKI KOVALAINEN 4 – Não teve culpa nenhuma no acidente com Webber. O finlandês mantinha-se em sua linha e simplesmente foi atingido por trás pelo velocíssimo Red Bull. Uma pena, já que vinha sendo o melhor dos pilotos das equipes estreantes na corrida.

MARK WEBBER 1 – O que foi aquilo?! Conseguiu protagonizar um dos maiores acidentes dos últimos anos, digno daqueles da série Havoc. E não adianta culpar Kovalainen, já que o australiano insistiu em se manter atrás de um Lotus muito mais lento que o seu Red Bull. Deve agradecer a Alá e a Buda por ter saído inteiro. Este episódio foi a cereja do bolo de uma corrida que começou com uma péssima largada e uma estratégia que o jogou para o fundo do pelotão.

MCLAREN10 – Com um carro bom em curvas, excepcional em retas e dois excelentes pilotos, a equipe faz o que quer nesse momento do campeonato. Hamilton e Button obtêm a segunda dobradinha seguida, e mais uma vez a combinação de combatividade com inteligência funciona perfeitamente bem pelos lados de Woking. Fase excepcional.

FERRARI8,5 – Deve, e muito, a Alonso pelo pódio conquistado. O espanhol foi o único que peitou os pilotos da McLaren e eu não ficaria assustado se ele tivesse vencido a prova. Felipe Massa sofreu mais uma vez. Precisa melhorar urgentemente o carro – e a motivação dos pilotos.

RED BULL 6,5 – Virou especialista em fazer seus pilotos terminarem em posições piores que as obtidas no treino de classificação. Webber e Vettel sofreram o tempo todo com uma estratégia que os obrigava a ficar na pista com pneus ruins por muito tempo. Esteve longe do pódio.

MERCEDES 5,5 – Pior fim de semana do ano. Os dois pilotos foram muito mal no treino de classificação e tiveram dificuldades na corrida. Rosberg, ao menos, conseguiu marcar alguns pontos.

RENAULT 6 – Corrida normal, com Kubica marcando alguns pontinhos e Petrov se embananando como sempre.

TORO ROSSO 7 – Buemi fez um corridão, chegou a liderar a corrida e marcou quatro ótimos pontos. Alguersuari não fez nada. Eu diria que a filial teve mais motivos para deixar Montreal sorrindo do que a matriz.

FORCE INDIA 6,5 – Tomaram a melhor decisão do ano até aqui ao devolverem o carro antigo a Liuzzi, que conseguiu fazer sua melhor corrida no ano, apesar do acidente da largada. Sutil também se envolveu em várias confusões, mas ambos acabaram conseguindo pontuar.

WILLIAMS 4 – Melhor nos treinos do que na corrida, Rubens e Nico perderam uma boa chance de pontuar ao se envolverem em diversos problemas na corrida. Não que os incidentes tenham sido culpa dos pilotos, principalmente no caso do brasileiro, mas já está mais do que na hora deles tentarem ficar mais longe desse tipo de coisa.

LOTUS 6 – Fez sua melhor corrida do ano. Nos treinos de classificação, ficou muito próxima da Sauber. A corrida vinha sendo boa para os dois carros, com Kovalainen chegando a andar nos pontos, mas apenas o finlandês conseguiu terminar. Trulli teve problemas nos freios.

HISPANIA 5 – Depois de algumas corridas, voltou a conseguir levar um carro até o final, o de Chandhok. Senna teve problemas no câmbio. A equipe se aproximou bastante da Virgin, o que é ótimo para motivá-los. A organização da equipe, no entanto, continua lamentável.

VIRGIN 3 – Aos poucos, começa a perder da Hispania. O carro é lento e quebra muito, algo que só aumenta o mérito do Lucas di Grassi em ter terminado a corrida. Glock abandonou novamente.

SAUBER 0 – Sem dinheiro, a equipe não consegue se desenvolver e já está ficando mais próxima das novatas do que das estabelecidas. De quebra, os dois pilotos tiveram problemas na primeira volta pela milésima vez. De La Rosa foi tirado da pista e Kobayashi bateu sozinho. Nunca vi caso igual de azar misturado com pobreza e incompetência.

CORRIDA MELHOR QUE A COPA – Antes da corrida, tivemos os lamentáveis Eslovênia x Argélia e Sérvia x Gana. No fim das contas, o Grande Prêmio do Canadá foi excepcional. Uma corrida cheia de alternativas, ultrapassagens, erros, diferentes estratégias, acidentes, confusões e punições. E o melhor: não teve chuva, não teve acidentes muito fortes, não teve safety-car. Foi uma corrida normal que conseguiu provar, ao menos para mim, que a Fórmula 1 melhorou de fato. E ressalto: é sensacional ver Fernando Alonso e Lewis Hamilton dirigindo. Os dois são fora-de-série.

TRANSMISSÃO SOU EU, O BURTI! – Luis Roberto. Um narrador que me dá raiva pela voz anasalada, pela obviedade das informações e por tratar os espectadores como crianças retardadas. Na corrida de hoje, o que vi foi um excesso de expressões futebolísticas típicas de quem não acompanha Fórmula 1 há tempos (lance, partida, time), designações infantis (carrinho branco e verde?) e até mesmo uma prosaica confusão de companheiros (Reginaldo? Não, sou eu, o Burti!). Ao menos, como um bom insurgente global, ele chamou a Virgin de Virgin por mais de uma vez. Os caras do departamento de marketing da Globo devem ter chiado. A propósito, falando em chiado, o áudio ficava muito ruim em determinados momentos. Uma boa lembrança das transmissões de Fórmula 1 dos anos 70 e 80.

LEWIS HAMILTON10 – Sabe aquele fim de semana de campeão? Pois é. Hamilton fez a pole-position com extrema facilidade, segurou pilotos mais rápidos em momentos críticos, fez paradas na hora certa, chegou a fazer uma ultrapassagem sobre Alonso e controlou seu ritmo no final da corrida mesmo estando com pneus muito desgastados. Com méritos, é líder do campeonato pela primeira vez desde Interlagos/2008.

JENSON BUTTON9 – Mais uma vez, ele esteve por ali, sempre próximo de Hamilton. Passou os Red Bull na primeira rodada de pits, ultrapassou Alonso na segunda parte da corrida e tinha pneus em condições muito melhores do que seu companheiro de equipe nas últimas voltas. Se tivesse vencido a corrida, seria merecido.

FERNANDO ALONSO 9 – Fez a diferença com seu limitado Ferrari. Conseguiu um ótimo terceiro posto no grid, largou bem, peitou Hamilton até mesmo na saída dos pits e segurou Button por um bom tempo. Não ficou satisfeito com o terceiro lugar. De certa forma, concordo com ele, já que merecia coisa bem melhor.

SEBASTIAN VETTEL 7 – Brilhar, não brilhou. Mas conseguiu andar à frente de seu companheiro durante a maior parte da corrida. Ao tentar a falha estratégia de parar mais tarde, perdeu a chance de brigar com os McLaren e Alonso. Teve também um problema no câmbio. Enfim, fez mais uma corrida abaixo do esperado para um postulante ao título.

MARK WEBBER 7 – Largaria à frente de Vettel, mas teve de trocar o câmbio e acabou saindo em sétimo. Até que não fez uma corrida tão ruim, mas apostou em postergar a segunda parada para não ter de usar os pneus macios por muito tempo na parte final. Porém, sofreu com o desgaste excessivo e ficou longe de qualquer chance de pódio. Perdeu a liderança do campeonato.

NICO ROSBERG 6,5 – É o rei das corridas discretas e dos resultados aborrecidos. No caso canadense, até dou um desconto devido ao acidente da largada, que o fez perder posições. Depois, fez uma interessante corrida de recuperação e terminou em sexto. No entanto, ninguém notou.

ROBERT KUBICA 7 – Não teve uma corrida fácil. Teve problemas com os pneus e entreveros com Schumacher e Sutil. Seu sétimo lugar parecer ter sido o máximo que o carro permitia. Até o presente momento, o resultado ainda estava sob júdice devido à investigação pelo incidente com Sutil.

SEBASTIEN BUEMI 8 – Teve sua melhor corrida do ano. Largou lá atrás, mas foi o piloto que se deu melhor com as paradas ao ganhar um monte de posições. Chegou a liderar uma volta e esteve sempre na briga por pontos. No final da prova, ainda fez uma boa ultrapassagem sobre Schumacher. Corridão que calou a boca do Helmut Marko, que havia feito sérias críticas sobre ele dias antes.

VITANTONIO LIUZZI 7,5 – Pouca gente viu, mas fez uma ótima corrida de recuperação. Com o carro antigo, fez um ótimo sexto tempo (que virou quinto) na classificação. Na corrida, tocou em Massa, rodou e caiu lá para trás. Após isso, fez uma sensacional recuperação e terminou em nono, com direito a briga renhida com Schumacher no final.

ADRIAN SUTIL 5 – Ao contrário dos outros fins de semana, tomou uma surra de Liuzzi. Largou atrás do italiano e até que vinha fazendo uma corrida razoável, mas acabou tendo um pneu traseiro furado após um toque com Kubica. Foi aos pits e caiu para o meio do pelotão. Tomou uma ultrapassagem de Liuzzi e só conseguiu um ponto na última curva.

MICHAEL SCHUMACHER 4 – Teve um fim de semana daqueles. Muito mal nos treinos, vinha ganhando posições com uma estratégia diferenciada de tentar ficar mais tempo na pista que os outros pilotos. No entanto, acabou se tocando com Kubica e teve de trocar um pneu furado, o que acabou com sua corrida. Ainda tomou algumas ultrapassagens no final da corrida, com direito a um toque malandro em Felipe Massa.

JAIME ALGUERSUARI 3 – Dessa vez, ficou atrás de Buemi o tempo todo. Não fez nada que chamasse muito a atenção a não ser bater em Barrichello.

NICO HÜLKENBERG 4 – Perto do que vinha fazendo, não estava tão mal. Largou imediatamente atrás de Barrichello e tinha chances reais de pontuar, mas quebrou o bico em uma disputa com Sutil. Após trocar o bico, caiu lá para trás e por lá ficou até o fim.

RUBENS BARRICHELLO 3 – Terminar atrás de seu companheiro nunca é bom, ainda mais sabendo que dava pra ter ficado à frente dele com tranquilidade. Um incidente com Alguersuari acabou com seus freios e a chance de um bom resultado.

FELIPE MASSA 3 – Teve mais um fim de semana ruim. Dessa vez, muito ruim. Superado por Alonso o tempo todo, bateu com Liuzzi na largada e teve de trocar o bico. Depois, conseguiu recuperar várias posições, com direito a uma boa ultrapassagem sobre o mesmo Liuzzi, e estava em posição de marcar pontos. Infelizmente, tomou uma fechada de Schumacher e perdeu outro bico, além da chance de pontuar.

HEIKKI KOVALAINEN 6 – Se tivesse um campeonato para pilotos de equipes novas, seria o líder disparado. Andou muito perto de carros de equipes melhores nos treinos, fez uma boa corrida e chegou a andar nos pontos no começo da corrida. Apesar do que dizem, é um piloto bom demais para o carro que tem.

VITALY PETROV 2 – Triste. Rodou antes mesmo da primeira curva, levando De La Rosa junto. Depois, tomou duas penalidades por andar rápido demais nos pits e por um toque com Hülkenberg. Terminou atrás de uma Lotus. Stalin não estaria feliz.

KARUN CHANDHOK 4,5 – Depois de muito tempo, voltou a terminar uma corrida. E não andou mal, chegando a terminar à frente de um Virgin. Um alento para alguém que corre sério risco de perder o emprego.

LUCAS DI GRASSI 3 – Terminou mais uma. Mas ficou atrás de um Hispania novamente. Evitou confusões mais uma vez e fez o que deu pra fazer.

TIMO GLOCK 2 – Teve mais uma corrida difícil com seu cada vez mais precário Virgin. Um vazamento no sistema de direção e um toque com Senna só tornaram as coisas ainda piores. Não deu pra terminar novamente.

JARNO TRULLI 3,5 – Fez uma boa largada e estava relativamente competitivo, provando a evolução constante do seu Lotus. Uma pena que seus freios tenham fervido.

PEDRO DE LA ROSA 1,5 – Precisa se benzer. Tocado por Petrov de maneira completamente fortuita, acabou caindo para o final do grid e se arrastou por lá até seu motor Ferrari quebrar.

BRUNO SENNA 4 – Largou à frente de um Virgin novamente e vinha fazendo outra boa corrida. Porém, seu câmbio ficou sem a segunda marcha, importantíssima para este circuito, e o brasileiro teve de abandonar.

KAMUI KOBAYASHI 2 – É outro que precisa se benzer. E andar com mais calma também. Fez uma ótima largada, mas bateu no “muro dos campeões” ainda na primeira volta.

MCLAREN 9,5 – Era a única equipe com alguma chance de tirar a vitória da Red Bull. E conseguiu. Andou sempre próxima de seus adversários e se aproveitou do acidente causado por Vettel para tomar as duas primeiras posições e fazer a segunda dobradinha da equipe no ano. Só não precisava ter ido mal na troca de pneus de Hamilton.

RED BULL 4 – É com idiotices como o acidente provocado pela ansiedade de Vettel que se perde um campeonato que teria tudo para ser fácil. Webber ainda sobreviveu ao incidente, salvou o pódio e assumiu a liderança isolada do campeonato. Porém, com o carro que a equipe possui, não era para estar tendo dificuldades com a McLaren. Christian Horner precisará puxar as orelhas de seu pupilo alemão.

MERCEDES 7 – Aos poucos, está assumindo o posto de terceira melhor equipe do campeonato. Schumacher e Rosberg não puderam fazer absolutamente nada contra os Red Bull e os McLaren, mas também não tiveram trabalho com os pilotos atrás.

RENAULT 7,5 – Brilhou mais na classificação, ao colocar dois carros entre os dez primeiros, do que na corrida. Mas não dá pra pedir muito mais a Kubica, que ficou preso atrás das Mercedes, e a Petrov, que teve de abandonar após um toque com Alonso no momento em que tinha tudo para marcar pontos.

FERRARI 5 – Teve um carro ruim tanto nos treinos como na classificação. Felipe Massa, ao menos, terminou à frente de Fernando Alonso, que suou para conseguiu recuperar algumas posições. Começa a ficar para trás com relação às outras equipes de ponta.

FORCE INDIA 5,5 – Para variar, foi bem com Sutil e mal com Liuzzi. O alemão, porém, perdeu posições devido a um trabalho ruim nos pits. Não havia muito mais a fazer.

SAUBER 7 – Necessitando urgentemente de dinheiro, conseguiu terminar uma corrida com os dois carros inteiros pela primeira vez. E o melhor de tudo é ver Kobayashi marcando o primeiro ponto da equipe no campeonato. Espero que, com este fim de semana, a equipe consiga um impulso extra para seguir no campeonato.

TORO ROSSO 3,5 – Buemi teve problemas na primeira volta pela milésima vez e Alguersuari nunca fez nada de mais. Teve seu típico fim de semana de equipe do meio do pelotão.

WILLIAMS 1,5 – A equipe de Grove vem ladeira abaixo. Dessa vez, seus dois pilotos passaram pelo ridículo de terem de lutar contra carros das precárias equipes novatas. Ambos terminaram, mas lá no fundão. Vem enfrentando, talvez, sua pior temporada desde que Frank Williams conseguiu sair da pindaíba, no final dos anos 70.

VIRGIN 2,5 – Não sei o que falar. A impressão que tenho é que os dois carros só chegaram ao fim unicamente porque eram lentos demais para terem algum tipo de problema (e mesmo assim, Glock teve problemas sérios no sistema de direção no final). Ver um Hispania andando na frente dos seus dois carros, como chegou a acontecer em alguns instantes, é ridículo demais.

HISPANIA 4 – A confiabilidade do carro já foi melhor, mas os espanhóis devem ter comemorado muito a performance alcançada por ele neste fim de semana. Bruno Senna conseguiu, pela primeira vez, largar à frente de  um Virgin. Na corrida, ele efetuou uma boa ultrapassagem sobre este mesmo Virgin. Gostei de ver.

LOTUS – 3 – A mais bem-estruturada novata se aproxima de maneira notável do restante do pelotão. Porém, os dois pilotos abandonaram quase que ao mesmo tempo.

CORRIDA DIVIDIDA EM DUAS PARTES – É isso mesmo, dividida em duas partes. A primeira, entre as voltas 1 e 39, foi modorrenta, com pouquíssima ação nos pelotões da frente e intermediário. As ultrapassagens estavam bastante dificultadas. Porém, com o acidente entre os Red Bull de Sebastian Vettel e Mark Webber, a corrida ganhou vida e as atenções se voltaram para a briga entre Jenson Button e Lewis Hamilton, que culminou em uma belíssima disputa roda-a-roda entre os dois na volta 48. No fim das contas, diante de procissões como a de Barcelona e a de Mônaco, a corrida turca foi um alento.

TRANSMISSÃO DUAS VÍRGULAS – O trio global não falou nada que irritasse muito, tirando as recorrentes “a Fórmula 1 ganhou emoção, as corridas estão ótimas” e um bizarro “faltam apenas duas vírgulas para o contrato de renovação entre Massa e a Ferrari”. A geração de imagens, sim, me pareceu meio imprecisa, principalmente na GP2. Mas nada que comprometesse muito.

GP2 AHORA ES DE TODOS – Este é o slogan do governo venezuelano, um dos patrocinadores (na prática, o único) de Pastor Maldonado, o vencedor da primeira etapa da GP2 em Istambul. Pastor largou em segundo, ultrapassou o pole-position Davide Valsecchi e venceu com extrema facilidade, seguido pelo italiano e Sam Bird. Na corrida do domingo, Dani Clos acabou largando na pole-position devido à desclassificação de Sergio Perez e venceu a corrida de ponta-a-ponta com Luiz Razia e Giedo van der Garde logo atrás. E a liderança do campeonato, ahora, es de Maldonado, com 27 pontos.

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LEWIS HAMILTON 9 – Finalmente, hein, Lewis? Mas admite-se que a vitória caiu no colo dele após a presepada dos touros azuis. Conseguiu uma boa primeira fila, esteve sempre próximo de Webber até ter uma parada ruins nos pits e perder o segundo lugar para Vettel e, após obter a liderança, ainda conseguiu evitar uma ultrapassagem de Button no final da corrida. Vitória com largas doses de sorte, vontade e ousadia.

JENSON BUTTON 8,5 – Se Lewis foi muito bem, Jenson não ficou muito atrás. Andou bem na classificação, recuperou uma posição perdida para Schumacher na largada e também não ficou tão distante dos três primeiros colocados. Com o acidente dos carros da Red Bull, subiu para segundo e ainda travou uma bela briga pela liderança com Hamilton.

MARK WEBBER 9,5 – Só não leva dez porque lhe faltou a vitória. Foi disparado o melhor piloto do fim de semana e, mesmo economizando combustível, vinha se mantendo na liderança até ser atingido pelo companheiro de equipe. Teve de ir aos boxes trocar o bico e ainda voltou para subir ao pódio em terceiro. Apesar dos pesares, é lider isolado do campeonato, algo inédito na carreira.

MICHAEL SCHUMACHER 7,5 – Foi o melhor do resto. Fez um bom quinto lugar na classificação e até conseguiu ficar à frente de Button em boa parte da primeira volta. Depois disso, manteve-se em quinto até o acidente dos dois Red Bull lhe dar uma posição. Apesar de ter sido uma corrida discreta, conseguiu repetir seu melhor resultado do ano e foi, pela terceira vez consecutiva, mais convincente que seu companheiro.

NICO ROSBERG 6,5 – Largou imediatamente atrás de Schumacher e terminou imediatamente atrás de Schumacher. Para variar, não fez nada que chamasse a atenção. Não parece estar em sua melhor fase.

ROBERT KUBICA 7 – Foi outro que, na prática, terminou a corrida do mesmo jeito que iniciou, só ganhando uma posição graças ao abandono de Vettel. Fez o que seu carro permitia e até andou mais rápido que os Mercedes à sua frente na maior parte do tempo. No entanto, não deu.

FELIPE MASSA – 7 – Mais um que não teve nada a fazer na corrida. Largou atrás de Kubica e terminou atrás dele, mesmo tendo em alguns momentos carro melhor que o Renault do polonês e os Mercedes. Ao menos, terminou novamente à frente de Fernando Alonso.

FERNANDO ALONSO 5 – Não foi bem nos treinos e passou a maior parte da corrida atrás de Petrov. No fim das contas, só chamou a atenção por ultrapassá-lo na parte final da prova, causando-lhe um furo no pneu.

ADRIAN SUTIL 6 – Poderia ter tido um resultado melhor se sua equipe não tivesse trabalhado mal no pit-stop. Após ficar boa parte da corrida atrás de Kobayashi, fez uma boa ultrapassagem no japonês no final e conseguiu mais dois bons pontos.

KAMUI KOBAYASHI 7,5 – Fez sua primeira boa corrida no ano. Conseguiu largar em décimo, escapou de confusões e realizou a proeza de levar seu frágil bólido ao fim, marcando um pontinho como prêmio. 

PEDRO DE LA ROSA 6 – Fazia muito tempo que não conseguia terminar uma corrida. Dessa vez, conseguiu e ficou a apenas uma posição de marcar pontos. Uma boa corrida que pode ter sido sua última, já que a Sauber precisa de dinheiro e o primeiro abastado que chegar toma sua vaga.

JAIME ALGUERSUARI 4,5 – Largou no meio do pelotão, chegou a andar em sétimo e terminou no meio do pelotão, próximo aos dois carros da Sauber. Ao menos, fez a terceira volta mais rápida da corrida.

VITANTONIO LIUZZI 2,5 – Muito mal nos treinos de classificação, acabou pagando o preço pela má posição no grid com uma corrida discreta e sem chances de pontos. Mais uma vez, muito atrás de Sutil, o que vem aborrecendo o pessoal da Force India.

RUBENS BARRICHELLO 3,5 – Não foi bem nos treinos, e ainda por cima fez uma péssima largada. Ao menos, animou um pouco a vida no pelotão de trás com algumas boas ultrapassagens sobre pilotos como Kovalainen e Hülkenberg. Mais um fim de semana sem resultados.

VITALY PETROV 6,5 – Senti pena do russo. Andou bem nos treinos e vinha fazendo uma corrida sossegada nos pontos quando teve um pneu furado decorrente do toque dado por Alonso na sua manobra de ultrapassagem faltando poucas voltas para o fim. Um abandono amargo para um piloto que andava bem nesta pista na GP2. O fato de ter feito a melhor volta da corrida comprova este fato.

SEBASTIEN BUEMI 3 – Largou à frente de Alguersuari mais uma vez, mas teve problemas com Hülkenberg na primeira volta mais uma vez. O pneu furado resultante do choque entre os dois acabou com qualquer chance do helvético marcar pontos.

NICO HÜLKENBERG 2 – Andou mal nos treinos e ainda por cima bateu com Buemi na primeira volta, o que o obrigou a fazer reparos nos pits. Depois, não fez mais nada de relevante a não ser se envolver em alguns duelos interessantes com seu companheiro Barrichello.

TIMO GLOCK 4 – Levou seu caquético Virgin ao final mesmo sofrendo com problemas no sistema de direção assistida nas últimas voltas. Em termos de velocidade, bateu Di Grassi com folga novamente, mas nunca esteve tão defasado da Lotus e tão próximo da Hispania.

LUCAS DI GRASSI 3 – De bom, apenas o fato de ter levado o carro até o fim, algo que pode ser considerado heróico em se tratando de Virgin. Seu carro, porém, estava tão lento que foi superado, pela primeira vez no ano, por um Hispania, algo bastante negativo.

KARUN CHANDHOK 2,5 – Largou em último, chegou a ultrapassar Di Grassi na largada e vinha fazendo sua corridinha até ter de abandonar a poucas voltas do fim com problemas em uma bomba de combustível que teimava em não funcionar direito desde o começo da prova.

SEBASTIAN VETTEL 3,5 – Digo, sem medo de ser injusto, que estragou o fim de semana da Red Bull. Perdeu a primeira fila, só ganhou o segundo lugar de Hamilton após uma boa parada de pits e, com um carro mais rápido, tinha tudo para vencer a corrida. Porém, ao tentar ultrapassar Webber, bateu no carro do australiano, saiu rodando e acabou tendo de abandonar a corrida. Para coroar um fim de semana de merda, ainda insinuou que seu companheiro era um desvairado e não admitiu a culpa. Atitude digna de moleque.

BRUNO SENNA – 6 – Vinha fazendo seu melhor fim de semana até abandonar a pedido de sua equipe, que achava que o motor poderia quebrar. Ficou à frente de um Virgin nos treinos de classificação, largou muito bem, chegou a fazer uma boa ultrapassagem sobre o mesmo Virgin e tinha tudo para obter um resultado razoável até ter de sair da corrida. Uma pena.

HEIKKI KOVALAINEN 3 – Continua levando aquela vidinha de piloto de uma equipe que não alcança os adversários melhores e também não é alcançada pelos piores. Antes de abandonar a corrida, só chamou a atenção na boa briga com Barrichello.

JARNO TRULLI 3 – Largou apenas uma posição à frente de Kovalainen e abandonou praticamente na mesma volta de seu companheiro. Também não tem muito mais o que fazer andando na Lotus.

RED BULL10 – Só não conseguiu colocar dois carros na primeira fila, mas isso pouco importa. O carro é excepcional e Mark Webber está em uma excelente fase. Com a dobradinha, ele e Vettel estão empatados na liderança do campeonato e os capos da latinha podem se dar ao luxo de escolher um dos dois para liderar a briga pelo título.

RENAULT 8 – Só correu em Mônaco com um piloto, já que Petrov não ajudou. Kubica levou o seu carro ao limite mais uma vez. Com um pouco de sorte, poderia até ter vencido. Mais um fim de semana bastante frutífero.

FERRARI 7 – Difícil analisar. Felipe Massa fez uma corrida conservadora e eficiente. Já Alonso passou por tudo quanto é perrengue e até pode dizer que saiu no lucro com o sexto lugar. A estratégia utilizada pelo espanhol foi excepcional, lembrou bastante os bons tempos de Ross Brawn no staff.

MCLAREN 3 – Não tinha um carro bom para o circuito e Hamilton fez o que pôde para terminar em quinto. Button, porém, foi vítima de um retardado que esqueceu a tampa da entrada de ar no carro. Após três voltas, o bólido ferveu e Jenson chegou a ficar sufocado lá dentro. Erro típico de equipe pequena.

MERCEDES 6 – O carro era aquilo de sempre, bom mas sem destaque. Rosberg não apareceu tanto quanto Schumacher e sua ousada (e ilegal) ultrapassagem sobre Alonso na última curva da corrida. Pelo segundo fim de semana seguido, o vovô tetracampeão terminou à frente do filho do Keke, mas acabou sendo desclassificado e ficou em 12º nas tabelas.

FORCE INDIA 7 – Levou os dois carros aos pontos pela primeira vez em sua história. Dessa vez, até mesmo Liuzzi andou bem. Sutil vem se estabelecendo como um dos melhores pilotos de fora da panelinha dos grandes.

TORO ROSSO 5 – Levou um ponto para casa com Buemi, e Alguersuari terminou logo atrás. Típico fim de semana de uma equipe média.

HISPANIA 2 – O carro segue uma merda, mas não ficou tão atrás como se esperava. Bruno Senna abandonou com problemas hidráulicos e Chandhok foi atingido mais uma vez por alguém, dessa vez por Trulli. O fato de não ter havido nenhum acidente muito violento com o instável carro já pode ser considerado lucro.

LOTUS 3,5 – Dessa vez, nenhum carro terminou. Porém, ela conseguiu se aproximar bastante das equipes veteranas nos treinos, o que é um bom sinal de evolução. E Trulli agiu como um idiota mais uma vez.

WILLIAMS2,5 – Após o bom treino oficial, esperava sair de Mônaco com seus dois carros pontuando. Saiu, sim, com dois chassis destruídos. O pior é que, aparentemente, nenhum acidente foi causado por imperícia de seus pilotos.

SAUBER 1 – Fez sua pior participação em treinos no ano até aqui e teve, mais uma vez, os dois carros quebrados. Nada vem dando certo na equipe helvética.

VIRGIN 2 – Os dois carros abandonaram e isso não é novidade. Porém, Lucas di Grassi chamou a atenção ao segurar Alonso por algumas voltas. Glock bateu e ficou com o carro torto. Não que ele fosse muito pior do que um VR01 inteiro, no entanto.

CORRIDA TÍPICO PASSEIO MONEGASCO – Sem chuva, não dá pra esperar nada além de um passeio de luxo em uma corrida como a de Mônaco. E foi exatamente isso que aconteceu. Só Fernando Alonso brigando lá no final do grid conseguiu animar um pouco a corrida em seu começo. Ah, não sou injusto em esquecer dos três acidentes: dois pilotos da Williams, um burro e um indiano voltaram para casa mais cedo. O momento mais curioso, no entanto, foi a tampa de bueiro da curva 3 escapando e trazendo o safety-car na pista. Em todos esses anos trabalhando nesta indústria vital, está a primeira vez que isso acontece nas ruas de Mônaco.

TRANSMISSÃO OS 500 DE ESPARTA! – Eu achei que o Galvão passaria metade da corrida enchendo o saco com sua cruzada antipobre, mas não foi isso que aconteceu, até porque o que eu mais vi desde os treinos foi pilotos de equipes de ponta atrapalhando os outros. E, é claro, a indefectível citação à reta curva não poderia faltar. Mas o destaque maior vai para isso daqui.

GP2 VIVA MEXICO!! – Vi a primeira corrida e me arrependi um bocado. Sergio Perez venceu e sua família ficou berrando exatamente esta frase durante um bom tempo após a vitória. Esses mexicanos… a segunda corrida foi muito melhor, com Luiz Razia segurando todo mundo que vinha atrás. Alberto Valério bateu enquanto tentava, Jules Bianchi demorou um monte para passar e até mesmo o discreto porém eficiente Johnny Cecotto Jr. conseguiu passar o brasileiro. No fim, o veterano Jerôme D’Ambrosio acabou vencendo pela primeira vez na categoria. Fiquei feliz em ver Perez e D’Ambrosio descabaçando na GP2.

MARK WEBBER10 – Segundo dez consecutivo, dessa vez no circuito mais celebrado do calendário. Pole inconteste, liderança fácil e talvez a vitória mais importante da vida deste cidadão. De brinde, a liderança do campeonato.

SEBASTIAN VETTEL 8 – Ficou atrás de seu companheiro australiano durante todo o fim de semana. Perdeu a primeira fila para Robert Kubica, mas se recuperou na primeira curva. Diante de tantos fins de semana problemáticos, o segundo lugar não foi tão ruim assim.

ROBERT KUBICA 9 – Muito rápido nos treinos, conseguiu largar de uma ótima primeira fila. Foi ultrapassado por Vettel na primeira curva, mas manteve-se em um confortável terceiro lugar até o final.

FELIPE MASSA 7,5 – Não teve problemas com os pneus e conseguiu fazer seu melhor fim de semana desde o Bahrein. Largou em quarto e lá terminou. Em uma pista como Mônaco, como ele mesmo disse, não havia mais nada a se fazer.

LEWIS HAMILTON 7 – Também não há muito o que dizer. Largou em quinto em uma pista que não favorecia seu carro e terminou na mesma posição.

FERNANDO ALONSO 5 – Teve mais um fim de semana daqueles. Bateu no treino livre de sábado, o que simplesmente acabou com qualquer chance de participação no treino oficial. Largou em último e teve trabalho para ultrapassar Lucas di Grassi. Apostou em uma excelente estratégia de fazer sua parada no primeiro safety-car, o que o jogou para sexto após todas as paradas. No final, ainda tomou uma ultrapassagem feia de Schumacher na Anthony Noghes. É o único piloto de ponta que saiu de Mônaco com história pra contar.

NICO ROSBERG 5,5 – Mais um fim de semana discreto. E mais uma vez, teve trabalho com Schumacher. Largou à sua frente, mas perdeu a posição para ele nos pits. Só fez para terminar nos pontos.

ADRIAN SUTIL 7 – Não foi tão bem nos treinos, mas fez uma ótima largada e se aproveitou do bom trabalho da Force India nos pits para terminar em nono. Com a desclassificação de Schumacher, subiu para oitavo. Driblou Liuzzi mais uma vez.

VITANTONIO LIUZZI 6 – Bateu Sutil em um treino oficial pela primeira vez neste ano. Manteve-se bem na corrida, mas perdeu uma posição para seu companheiro nas paradas de boxes. Terminou nos pontos, afastando um pouco sua má fase.

SEBASTIEN BUEMI 6 – Dessa vez, não teve qualquer azar e conseguiu terminar a corrida. Com a desclassificação de Schumacher, ainda levou um pontinho de presente.

JAIME ALGUERSUARI 5 – Fazia tempo que não ficava atrás de Buemi. Dessa vez, fez apenas um fim de semana de aprendizado e conseguiu o que queria, terminar a corrida. Para complementar seu aprendizado, ainda deu uma escapada na Saint Devote sem qualquer consequência.

MICHAEL SCHUMACHER 8 – Vou dar um crédito ao cara pelo atrevimento. Largou atrás de Rosberg mas conseguiu ultrapassar seu companheiro na largada e vinha fazendo mais uma corridinha tranquila até chegar na última curva da corrida e executar uma bela ultrapassagem sobre Alonso. Acabou tomando uma punição correta, mas amarga.

VITALY PETROV –  2,5 – Mais um fim de semana ruim a começar pela batida forte no treino oficial. Não vinha bem na corrida até abandonar no final com problemas na traseira, decorrentes ainda dos efeitos da batida.

KARUN CHANDHOK 3 – Vinha se arrastando com prudência, se é que dá pra falar assim, até ser atingido pelo estrupício do Trulli. Teve sorte de sair com a cabeça grudada no corpo.

JARNO TRULLI 1 – Com 412 anos de idade, 7891 corridas no currículo e até mesmo uma vitória no principado, aquela tentativa de ultrapassagem sobre Chandhok na Rascasse foi uma das coisas mais grotescas que eu já vi no automobilismo, digna de estreante da Fórmula 3.

HEIKKI KOVALAINEN 3 – Foi o primeiro companheiro de Jarno Trulli a superá-lo em um treino oficial. Fazia uma corrida apenas para chegar, mas preferiu abandonar por considerar seu carro inguiável. Como, aliás, ficou visível nas suas rodadas no treino de quinta-feira.

BRUNO SENNA 4,5 – Demonstrando sua competência em Mônaco, vinha em sua melhor corrida até aqui até ter problemas hidráulicos. Poderia ter chegado à melhor posição da curta história da Hispania.

RUBENS BARRICHELLO 6 – Competitivo nos treinos, fazia uma corrida para marcar bons pontos. Porém, um problema cuja natureza ainda não é clara levou o Williams a bater forte na subida para a Massenet. Foi o acidente mais forte do fim de semana.

KAMUI KOBAYASHI 2,5 – Para variar, abandonou. Para variar, o câmbio foi o responsável. A novidade é o mau resultado no treino oficial.

LUCAS DI GRASSI 5 – Teve sua primeira demonstração de arrojo na Fórmula 1 ao segurar Fernando Alonso de forma valente. A razoável nota vai para este momento, já que o restante foi sofrível como de costume. Dessa vez, o abandono se deu por problemas na roda.

TIMO GLOCK 2,5 – Não fez nada que chamasse a atenção a não ser bater e andar por meio circuito com o carro completamente torto.

PEDRO DE LA ROSA 2,5 – Não termina uma corrida há duas eras geológicas. O sistema hidráulico foi o responsável da vez.

JENSON BUTTON 3 – Com relação à performance individual, não estava mesmo em seu melhor fim de semana. Porém, abandonar após apenas três voltas devido a uma maldita tampa da entrada de ar esquecida no carro é chato demais. De líder do campeonato, saiu de Mônaco como quarto colocado.

NICO HÜLKENBERG 2 – Razoável nos treinos, largou muito mal devido a problemas de embreagem e bateu forte no túnel na primeira volta. Mais um fim de semana dispensável.

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