MARK WEBBER9,5 – Correu empurrado pela raiva de ter sido preterido por Vettel. Dominou quase todos os treinos livres e só não levou o dez por ter perdido a pole-position. Na corrida, sem medo de cara feia, largou bem mesmo tendo saído do lado mais sujo e tomou a liderança das mãos de Vettel ainda na primeira curva. Depois, só levou o carro até o fim para correr para o abraço. Mas ao invés de um abraço, mandou um “nada mal para um segundo piloto” para sua equipe. Vitória à la Nelson Piquet em 1987.

LEWIS HAMILTON 8 – Em um fim de semana feijão-com-arroz, largou em quarto, assumiu a liderança na segunda volta e por lá ficou até o fim. Sem ter o melhor carro, buscou apenas marcar o máximo de pontos possível para manter a liderança do campeonato. Conseguiu, pois.

NICO ROSBERG8,5 – Dessa vez andou bem, tendo consigo um Mercedes com alterações. Ficou um bom tempo preso atrás de Kubica, mas assumiu a terceira posição após as paradas e manteve-se aí até o fim, sendo obrigado a apertar o ritmo para segurar Jenson Button nas últimas voltas. A estratégia de manter-se com pneus macios por mais tempo ajudou.

JENSON BUTTON 7 – Inacreditavelmente mal na classificação, o inglês fez uma bela corrida de recuperação e ganhou várias posições com as paradas. Terminou em quarto e a apenas alguns metros de Nico Rosberg.

RUBENS BARRICHELLO8,5 – Fez outra grande corrida. Largou em oitavo, ganhou posições na primeira volta e esteve sempre entre os primeiros. Diante das possibilidades de seu Williams, o quinto lugar foi um resultado excepcional.

KAMUI KOBAYASHI8,5 – Assim como Barrichello, fez uma grande corrida pela segunda vez consecutiva. Perdeu para De La Rosa na classificação, mas fez uma largada impecável e ganhou várias posições. Depois, manteve uma tocada agressiva e terminou com um ótimo sexto lugar. Quando seu carro é rápido e confiável, o cara está por lá.

SEBASTIAN VETTEL 6,5 – Um cara tenso. Marcou a pole-position, mas demonstrou que corridas, embora não sejam vencidas na primeira volta, podem ser perdidas por lá. Tentou conter a ultrapassagem de Webber na primeira curva, mas não conseguiu. Além disso, teve de ir aos pits trocar um pneu furado. Após isso, só restou a ele fazer uma corrida de recuperação. Mostrou combatividade no final da corrida, mas terminar em sétimo após sair em primeiro é ruim demais. É PhD em perder corridas.

ADRIAN SUTIL 7,5 – Mais uma boa corrida. Fez uma boa largada e mostrou muita agressividade em momentos como a ultrapassagem sobre Schumacher. Perdeu o sétimo lugar para Vettel a apenas duas voltas do fim, mas não pode reclamar por ter marcado mais quatro pontos.

MICHAEL SCHUMACHER 4,5 – Fez mais uma corrida dispensável. Mal na classificação, ganhou boas posições na largada e até parecia estar se encaminhando para um resultado melhor. No entanto, ficou um bom tempo preso no tráfego, saiu da pista em um determinado momento, tomou algumas ultrapassagens e foi o piloto que mais perdeu posições na rodada de pit-stops. Misturando falta de sorte e pilotagem insuficiente, o heptacampeão volta a ficar claramente atrás de Rosberg.

NICO HÜLKENBERG 7,5 – Não foi bem nos treinos, mas se recuperou drasticamente na corrida. Optou por largar com pneus macios e ficou mais tempo na pista do que a maioria dos adversários, o que significou ganhar algumas posições de presente após a rodada de pit-stops. Ameaçou atacar Schumacher, mas não conseguiu nada. De qualquer jeito, marcar um ponto não é algo ruim para um piloto em sua posição.

VITANTONIO LIUZZI 4 – Só apareceu no fim de semana por ter bloqueado Hülkenberg de maneira quase criminosa na classificação. Punido, largou apenas em vigésimo e até conseguiu subir bastante na corrida, mas não marcou pontos mais uma vez.

SEBASTIEN BUEMI 5 – Fez aquela típica corrida de piloto do meio do pelotão. Largou lá no meio e terminou lá no meio. De qualquer jeito, foi melhor que seu companheiro mais uma vez.

VITALY PETROV 5 – Largou muito bem, como é de costume, e parecia estar rumando para marcar pontos pela segunda vez no ano. No entanto, foi vítima do azar e teve um pneu furado, o que acabou com qualquer chance. Um pouco mais de agressividade também faria muito bem ao russo.

FERNANDO ALONSO 6 – Via de regra neste ano, o espanhol se envolveu em uma corrida cheia de tormentos. Apesar de ter ido bem na classificação, ele se envolveu em um entrevero com seu companheiro Massa logo na primeira volta. Depois, ao disputar posição com Kubica, cortou uma curva, ganhou sua posição e não a devolveu, o que resultou em um drive-through que teve de ser cumprido justamente no momento em que o safety-car foi à pista. Com isso, perdeu um monte de posições e não restou nada além de levar o carro ao fim. Vem misturando azar, agressividade e capacidade de se meter em confusões em doses cavalares.

FELIPE MASSA 3,5 – Batido por Alonso nos treinos, esperava ao menos marcar pontos. Nem isso conseguiu, já que se envolveu em um toque com o mesmo Alonso na primeira volta da corrida, o que resultou em um pneu furado. A partir daí, só restou chegar ao fim e esperar pelo milagre que não veio. Está com uma urucubaca danada.

JARNO TRULLI 4,5 – Não foi tão bem na classificação ao largar atrás de um Virgin. No entanto, liderou de ponta a ponta a corrida das equipes novatas, se é que dá pra dizer assim.

HEIKKI KOVALAINEN 4 – Apesar de ter sido o melhor das equipes pequenas na classificação, não largou tão bem e ficou atrás de Glock durante um bom tempo na segunda metade da corrida. Ainda assim, terminou.

TIMO GLOCK 5 – Com um Virgin melhorado, o alemão também conseguiu fazer uma atuação relativamente convincente. Largou à frente do Lotus de Trulli e chegou a executar uma ultrapassagem sobre Kovalainen na metade da corrida. Apesar de ter terminado atrás dos carros esverdeados, não deixa de ter feito uma boa atuação.

KARUN CHANDHOK 4 – Como era esperado, largou à frente de Yamamoto e andou à sua frente o tempo todo até o final da corrida. Ser superado pelo japonês no comparativo de voltas mais rápidas é um ponto negativo.

SAKON YAMAMOTO 4 – Chamado às pressas para correr no lugar de Bruno Senna, fez seu trabalho com dignidade. Apesar de estar em um nível claramente inferior a qualquer outro no grid, agiu com parcimônia e não cometeu erros, buscando levar o carro até o fim. De quebra, fez uma volta mais rápida melhor que a de Chandhok. Levando dinheiro e terminando a corrida, o limitado japonês parece ser mais adequado à equipe neste momento do que o sobrinho do tricampeão.

JAIME ALGUERSUARI 4 – Apesar de parecer incapaz de superar Buemi em treinos, conseguiu se aproximar bastante na corrida. Chegou a andar em quinto antes de sua parada nos pits e esteve próximo dos pontos. No entanto, abandonou no final da corrida. Ainda assim, segue atrás do companheiro suíço.

PEDRO DE LA ROSA 7 – Com o nono lugar no grid, tinha tudo para fazer sua melhor corrida do ano. No entanto, foi empurrado por Barrichello para fora da pista na primeira volta e acabou se envolvendo em um toque com Sutil na metade da corrida, o que acabou danificando o aerofólio traseiro. Temendo uma quebra bastante desagradável em uma pista veloz como Silverstone, preferiu abandonar a corrida. Muito azarado.

ROBERT KUBICA 7,5 – Andou bem nos treinos, fez uma boa largada e tinha tudo para ter chegado ao pódio. No entanto, seu carro não estava lá aquelas coisas, e o polonês acabou segurando uma fila de pilotos por um bom tempo. Mais para frente, teve um problema com o eixo traseiro e teve de abandonar a corrida.

LUCAS DI GRASSI 3 – Com o desempenho apresentado nos treinos livres, parecia vir para seu fim de semana mais competitivo do ano até aqui. No entanto, errou na classificação e não conseguiu se recuperar muito nas poucas voltas que percorreu na corrida. Dessa vez, um problema hidráulico o retirou da disputa.

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