SEBASTIAN VETTEL9,5 – Vitória fácil, construída a partir da pole-position obtida no sábado. No domingo, conseguiu segurar o ímpeto de Hamilton e não perdeu a liderança em momento nenhum. O dez só não veio por causa daquela escapada ocorrida logo após a saída do safety-car. Quase que a vitória escapa por entre os dedos.

LEWIS HAMILTON 9 – É tão bom piloto quanto malandro. Fez uma boa largada, tocou em Vettel e nunca deixou o rubrotaurino se distanciar muito. Acabou ultrapassando o safety-car quando este entrou na pista, foi punido com uma passagem nos pits, acelerou o máximo possível e conseguiu voltar à frente de Kobayashi. Quase ultrapassou Vettel quando o alemão cometeu um erro na relargada. Diante disso, o segundo lugar está de bom tamanho.

JENSON BUTTON 8 – Mal nos treinos, aproveitou-se de seu costumeiro oportunismo para ganhar algumas posições na corrida com a entrada do safety-car. Ficou um bom tempo preso atrás de Kobayashi, mas acabou subindo para terceiro com a parada do japonês e pegou mais um bom pódio. Foi o primeiro dos punidos.

RUBENS BARRICHELLO 8,5 – Fez sua melhor apresentação desde a vitória em Monza, no ano passado. Andou bem nos treinos, ganhou algumas posições com o safety-car na pista e conseguiu manter sempre um bom ritmo de corrida. Quarto lugar merecidíssimo.

ROBERT KUBICA 8 – À francesa, fez um corridão. Largou muito bem e tinha tudo para obter um pódio. No entanto, acabou perdendo tempo no pit-stop durante o safety-car.

ADRIAN SUTIL 8,5 – Começou mal o fim de semana ao ficar longe do Q3 na classificação. Na corrida, no entanto, ganhou várias posições no momento do safety-car e ainda executou uma boa ultrapassagem sobre Buemi na segunda metade. Uma bela recuperação.

KAMUI KOBAYASHI 9,5 – O nome da corrida. Rememorando suas duas belíssimas corridas de estréia pela Toyota, Kamui demonstrou esperteza e coragem. Muito mal nos treinos, escolheu largar com pneus duros para fazer o máximo de quilometragem possível antes de parar. Com o safety-car, pulou para terceiro e ficou por lá até poucas voltas para o fim, quando teve de parar e colocar pneus macios. Ao voltar para a pista, ultrapassou Alonso e Buemi nas duas últimas voltas. Uma das melhores apresentações individuais do ano.

FERNANDO ALONSO 7,5 – Tinha tudo para fazer um ótimo fim de semana, a começar por um bom quarto lugar no grid, mas acabou perdendo tudo com um lance de extrema falta de sorte. Com a entrada do safety-car na pista, Alonso fez o certo e ficou atrás dele, andando devagar por uma volta completa antes de parar nos pits. Caiu de terceiro para décimo primeiro e não conseguiu se recuperar muito depois. Terminou a corrida irritadíssimo com a direção de prova.

SEBASTIEN BUEMI 7,5 – Ótima atuação de um piloto que evolui rapidamente. Andou bem nos treinos e conseguiu ganhar algumas posições com o safety-car na pista. No final da corrida, sem ter um carro 100%, cometeu alguns erros e perdeu algumas posições. Após a prova, ainda perdeu mais uma posição com uma punição. Ainda assim, uma boa corrida.

NICO ROSBERG 2,5 – Um fim de semana horrível que só o premiou com um ponto porque o alemão está longe de ser o cara mais azarado do grid. Não conseguiu passar para o Q3 no treino de classificação, largou mal, perdeu posições no pit-stop e só obteve um ponto porque De La Rosa foi punido.

FELIPE MASSA 6 – Não foi mal nos treinos e até que vinha andando razoavelmente bem na corrida. No entanto, acabou perdendo muito tempo com o safety-car e teve até mais prejuízos que Alonso. Depois, sumiu. Ficou a apenas uma posição de marcar pontos. Não que ele esteja em uma grande fase, mas o caso valenciano só pode ser explicado por um enorme azar.

PEDRO DE LA ROSA 7 – Coitado dele. Foi mal nos treinos, mas conseguiu se manter à frente de Kobayashi na primeira parte da prova. Com o safety-car, até ganhou algumas posições e se aproximou dos pontos. O abandono de Hülkenberg o colocou em posição de marcar um ponto. Infelizmente, após a corrida, ele também estava entre a turma dos punidos e acabou voltando à estaca zero. O azar kobayashiano, definitivamente, o pegou de jeito.

JAIME ALGUERSUARI 3,5 – Já está definitivamente atrás de Buemi. Superado pelo suíço nos treinos, perdeu algumas posições com o safety-car e nunca esteve próximo de pontuar. Teve dificuldades com o arro.

VITALY PETROV 4 – Em uma pista na qual venceu por duas vezes na GP2, teve uma chance de ouro ao largar em décimo. No entanto, largou mal e não conseguiu ganhar posições com o safety-car. Terminou próximo dos pontos, mas foi punido e perdeu mais algumas posições.

MICHAEL SCHUMACHER 5 – Em mais um fim de semana péssimo, largou lá atrás e terminou lá atrás. No entanto, conseguiu andar na frente de Rosberg no início da corrida e ganharia algumas posições de fato, mas acabou tendo de ficar parado esperando o sinal verde abrir, em uma cena absolutamente patética. Com isso, caiu lá pro fim do pelotão. Ainda assim, marcou várias voltas mais rápidas e provou que tinha tudo para ter obtido um resultado muito melhor que o de seu companheiro.

VITANTONIO LIUZZI 3 – Largou imediatamente atrás de Sutil e poderia ter obtido um resultado parecido. No entanto, envolveu -se em um entrevero com Petrov dentro dos pits e acabou perdendo um bocado de tempo. Depois disso, desapareceu e terminou como o último entre as equipes estabelecidas.

LUCAS DI GRASSI 7 – Melhor fim de semana do ano. Largou pela primeira vez à frente do companheiro de equipe e sempre conseguiu manter um bom ritmo em comparação aos outros pilotos das equipes novatas. Terminou em um razoável décimo sétimo, algo que serve como uma vitória para sua equipe.

KARUN CHANDHOK 6 – Largou à frente de Bruno Senna e terminou à frente dele com uma certa folga. Dessa vez, dá pra dizer que o indiano claramente bateu o brasileiro.

TIMO GLOCK 3 – Nesta temporada, está passando a impressão de ser um piloto que, sem um carro decente, se desespera ao tentar levá-lo ao limite e acaba cometendo erros. Em Valência, o alemão foi superado por Di Grassi pela primeira vez no ano. Ao tentar recuperar terreno, causou um acidente estúpido com Bruno Senna, teve o pneu furado e quase bateu no muro. Ao menos, terminou.

BRUNO SENNA 3,5 – Largando em último, sua única expectativa era superar o companheiro de equipe. Infelizmente, não deu. De quebra, quebrou ao bico ao ser tocado por Glock em uma tentativa frustrada de ultrapassagem deste. No fim das contas, saiu no lucro por ter terminado a prova.

JARNO TRULLI 3,5 – Foi o melhor entre as equipes estreantes no treino de classificação, mas arruinou sua corrida ao destruir o bico de seu carro em um toque no Sauber de De La Rosa. Depois, teve de trocar o sistema de transmissão e ficou definitivamente para trás. No fim das contas, terminar foi algo positivo.

NICO HÜLKENBERG – 6,5 – Um ótimo fim de semana destruído por um pequeno incêndio em seu Williams. Largou à frente de Barrichello e manteve-se o tempo todo nos pontos. Merecia ter marcado pontos.

HEIKKI KOVALAINEN 4 – Não teve culpa nenhuma no acidente com Webber. O finlandês mantinha-se em sua linha e simplesmente foi atingido por trás pelo velocíssimo Red Bull. Uma pena, já que vinha sendo o melhor dos pilotos das equipes estreantes na corrida.

MARK WEBBER 1 – O que foi aquilo?! Conseguiu protagonizar um dos maiores acidentes dos últimos anos, digno daqueles da série Havoc. E não adianta culpar Kovalainen, já que o australiano insistiu em se manter atrás de um Lotus muito mais lento que o seu Red Bull. Deve agradecer a Alá e a Buda por ter saído inteiro. Este episódio foi a cereja do bolo de uma corrida que começou com uma péssima largada e uma estratégia que o jogou para o fundo do pelotão.

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