… desde Dezembro!

Entro em mais detalhes no post que eu estou escrevendo.

A história é absurda. Mais uma vinda dos charlottianos.

AT&T WILLIAMS


Moda na atual Fórmula 1 é elogiar a Williams. É quase cult fazer isso. Todos adoram louvar os grandes (e eles são impressionantes, de fato) feitos da intrépida dupla Frank Williams e Patrick Head, mesmo sabendo que o último título da equipe foi obtido apenas em 1997. Mas já que é assim, que seja. Desde o fim da parceria com a BMW, a Williams vem sofrendo com a falta de um motor forte de fábrica e de dinheiro. Porém, consegue sempre alguns pontinhos que fazem regozijar-se os fãs mais tradicionais. A esperança que ela volte a ser grande sempre existe.

Sediada em Grove, UK
9 títulos de construtores
534 corridas
113 vitórias
125 poles-positions
2600 pontos

9- RUBENS BARRICHELLO

Essa é a imagem de Barrichello para boa parte dos brasileiros. Uma parte da culpa por isso é dele, claro

Assim como Schumacher, é outra figurinha polêmica. Desprezado pelo grande público e até mesmo por parte da mídia, Barrichello é aquele indivíduo que chega na sua 17ª temporada acreditando que, nesse ano, dá! Suas declarações transparecem uma falta de maturidade combinada com uma baixíssima auto-estima e uma pitada de falta de inteligência. Uma imagem criada por ele que soa quase como maldade própria, ao meu ver. Rubens é um exímio piloto, especialista em corridas chuvosas e excelente acertador de carros. Depois de quase ser defenestrado da F1 e de renascer na Brawn, tentará levará sua experiência, sua velocidade e sua choradeira para a Williams.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 23 de Maio de 1972
Vice-campeão de F1 em 2002 e 2004
284 GPs disputados
11 vitórias
14 poles-positions
607 pontos
Campeão da F3 inglesa em 1991 e da F-Opel européia em 1990

10- NICO HÜLKENBERG

A vida dele, até ontem, foi assim. E a partir de hoje?

Ele é branquelo, alemão, seu nome é Nico, possui um título na GP2 e tem sua temporada de estréia pela Williams. E não estamos falando do Rosberg! Nico Hülkenberg (aprendam comigo: RIUQUENBERG, e não RULQUENBERG) é o estreante com melhor currículo da F1 nos últimos anos: títulos na F3 Européia, A1, F-BMW e, ufa, GP2. Empresariado por Willy Weber, tem tudo para chegar às cabeças. Não há muito o que se falar dele ainda. Os jornalistas dizem se tratar de uma figura pernóstica. É uma aposta pessoal desse blog para o futuro.

Alemão, de Emmerich, nascido em 19 de Agosto de 1987
Estreante
Campeão da GP2 em 2009, da F3 européia em 2008, da A1 GP em 2007 e da F-BMW ADAC em 2005

SCUDERIA FERRARI MARLBORO


Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho: é assim que os fãs da Fórmula 1 tratam a relação da Ferrari com a Fórmula 1. Costuma-se dizer que a mística equipe italiana só fabrica carros em série para financiar suas operações na Fórmula 1, uma hipérbole típica dos tifosi. Não se imagina a categoria sem a equipe italiana, única equipe presente na categoria desde 1950, e vice-versa. É bacana que uma equipe tenha fãs tão fiéis, até porque sabemos que a equipe, vira e mexe, vira uma bagunça italiana típica e os resultados podem desaparecer de uma temporada para outra. Apesar disso e da arrogância costumeira de seus líderes, a equipe não tem do que reclamar: dominou a última década, com 6 títulos de pilotos.

Sediada em Maranello, Itália
16 títulos de construtores
793 corridas
210 vitórias
203 poles-positions
4093,5 pontos

7- FELIPE MASSA

Felipe, fale sobre Timo Glock e Lewis Hamilton

Felipe Massa é o maior ídolo brasileiro da Fórmula 1 atualmente. Simpático, agrada à mídia e à torcida com suas declarações sensatas e com sua performance na pista. Performance essa que nem sempre foi a de um piloto de ponta. Estreou na F1 em 2002 e mostrou velocidade, falta de cérebro e absoluta falta de controle na chuva. Peter Sauber o mandou para um período “rehab” como test driver na Ferrari, onde aprendeu muito e voltou um pouco evoluído para a equipe suíça em 2004. Em 2006, foi para a Ferrari e começou cambaleante. Porém, ganhou massa cerebral, aprendeu a liderar uma equipe e chegou ao ápice ao brigar pelo título com Hamilton até a última etapa de 2008. É um piloto de ponta com cara de moleque e língua presa.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 25 de Abril de 1981
Vice-campeão de F1 em 2008
114 GPs disputados
11 vitórias
15 poles-positions
320 pontos
Campeão da F3000 Européia em 2001, da F-Renault européia e da F-Renault italiana em 2000 e da F-Chevrolet em 1999

8- FERNANDO ALONSO

Essa foto não está insinuando que Alonso é chorão, é apenas ilustrativa

Único bicampeão de Fórmula 1 em atividade, Fernando Alonso só perde para Schumacher. Completo, entende tudo de acerto, liderança de equipe, corridas no seco e no molhado, ultrapassagens, treinos e corridas. Versátil, já venceu em mais de 15 pistas diferentes na categoria. Porém, como bom espanhol, é linguarudo pra caralho. A aparência de moleque cool cultivada no seu começo de carreira sumiu tão logo ele obteve seu primeiro título, dando lugar a uma insuportável imagem de estrelinha. Venceu os títulos de 2005 e 2006. Nos últimos anos, pegou uma McLaren voltada contra ele e carros ruins na Renault.

Espanhol, de Oviedo, nascido em 29 de Julho de 1981
Campeão de F1 em 2005 e 2006
138 GPs disputados
21 vitórias
18 poles-positions
577 pontos
Campeão da F-Nissan espanhola em 1999

RED BULL RACING


No fim de 2004, a Red Bull comprou a estrutura da Jaguar para ter sua própria equipe. A idéia era fazer a equipe mais cool do grid: pilotos cuidadosamente desleixados, festas, jornalzinho sarcástico, grid girls e por aí vai. A ambição, porém, parava por aí, já que a equipe era apenas mediana. A situação mudou com a chegada de Adrian Newey, que a transformou em uma equipe de ponta. O apelo cool, tão 2005, já não chama mais a atenção de ninguém. Na pista, porém, a equipe começou a fazer bonito e a brigar por vitórias. A real intenção da Red Bull gastar tanto dinheiro com a F1 é um mistério, já que não acredito que sejam necessárias duas equipes para chamar a atenção.

Sediada em Milton Keynes, GB
88 corridas
6 vitórias
5 poles-positions
256,5 pontos

5- SEBASTIAN VETTEL

O que você achou de perder o título no ano passado tendo o melhor carro em várias etapas?

Quem olha pra ele, acha que se trata de um pivete esquizofrênico. Na pista, o cara é um fenômeno. Estreou na F1 em 2007, fazendo uma corrida solitária na BMW. Ainda naquele ano, foi aliciado pela Toro Rosso e, no ano seguinte, conseguiu uma milagrosa vitória em Monza para a pequena equipe. No ano passado, estreou na Red Bull e obteve, de cara, quatro vitórias. Ainda amadurecendo, é um cara extremamente veloz e tem tudo para ser campeão. E, ao contrário de boa parte de seus colegas, é considerado sociável e simpático.

Alemão, de Heppenheim, nascido em 3 de Julho de 1987
Vice-campeão de F1 em 2009
43 GPs disputados
5 vitórias
5 poles-positions
125 pontos
Campeão da F-BMW ADAC em 2004

6- MARK WEBBER

Lembram de quando ele vomitou dentro do carro em Fuji/2007?

É o típico australiano: um armário (pesadelo de projetistas e aerodinamicistas) com cara e sotaque de alcóolatra. Teve um início de carreira conturbado, com pouquíssimo dinheiro e até mesmo dois improváveis vôos a bordo de um Mercedes CLR nas 24 Heures du Mans de 1999. Porém, com o apoio de Paul Stoddart, a carreira deu uma reviravolta e ele foi vice-campeão de F3000 em 2001. Na F1 desde 2002, era considerado injustamente um especialista em treinos. Nos últimos três anos, melhorou seu ritmo de corrida e obteve, em 2009, suas duas primeiras vitórias na F1. Mas não deverá ir muito além disso.

Australiano, de Queanbeyan, nascido em 27 de Agosto de 1976
138 GPs disputados
2 vitórias
1 pole-position
169,5 pontos
Vice-campeão da F3000 em 2001 e do FIA-GT em 1998

James Allen comenta: nesse exato momento, a possibilidade maior é de não acontecer.

O raciocínio é bem simples. Mesmo que haja uma vaga disponível no grid, a Stefan só será aceita se as 13 equipes aceitarem por unanimidade. Pois bem, a Ferrari não quer. O motivo? Apresença de Mike Coughlan na equipe. Ele foi um dos responsáveis pela escândalo do Stepneygate em 2007, aquele da McLaren ter plagiado o projeto da Ferrari.

Mas o Stefanovich disse que quer uma definição para a sua equipe até semana que vem.

Meu palpite? Isso ainda vai longe. E é absolutamente impossível dizer se os sérvios estarão lá ou não. Sendo bem covarde, 50% para lá e 50% para cá.

Schumacher há um bocado de tempo

Esse é o tempo que separa a estréia da reestréia.

Estou falando, é claro, de Michael Schumacher. O alemão, sete vezes campeão mundial, é uma linha de contato entre o passado e o presente. Chega a ser surreal que haja um piloto que teria participado do GP da Bélgica de 1991 e do GP do Bahrein de 2010. Dezoito anos é tempo demais, mais precisamente a distância que separa o nascimento da idade adulta. Esse post não vai falar tanto sobre a Fórmula 1, mas sim levantar um raciocínio nostálgico irrelevante: o que separa 1991 de 2010?

A estréia de Schumacher se deu no dia 25 de Agosto de 1991, no lendário, comprido e chuvoso circuito de Spa-Francorchamps. O queixudo de 22 anos, na época o piloto mais novo do grid, utilizaria o Jordan 191 número 32, um belíssimo carro verde patrocinado pela 7UP que vinha chamando a atenção de todo mundo não só pela beleza mas também pela sua surpreendente performance, chegando a se aproximar das grandes. Seu companheiro era o já experiente Andrea de Cesaris.

O grid era sensacional. Lotado e colorido, tinha 18 equipes e 34 pilotos, sendo que 26 largavam, 4 ficavam no sábado e 4 sobravam já na sexta-feira, na malfadada pré-classificação. Não havia preocupações como “nossa, quanto carro, onde vai haver espaço pra McLaren colocar seus 5 carros reserva?”. Havia espaço para todas, e também para a turma da Fórmula 3000, que fazia a corrida preliminar. As equipes de ponta eram McLaren, Ferrari, Williams e Benetton. Dessas, só a colorida desapareceu, virando Renault. Tinha também Tyrrell, Larrousse, Minardi, Lotus, Lambo e AGS. Os pilotos de ponta eram Senna, Prost, Mansell, Piquet, Berger, Alesi, Patrese. Da turma do meio, havia Modena, Capelli, Gugelmin, Martini, Lehto, Boutsen. No final do grid, nomes como Olivier Grouillard e Eric van de Poele. De todos os 34, só sobrou o alemão. Os últimos a correrem foram Mika Hakkinen e Jean Alesi em 2001.

Mas o mundo não se restringe ao automobilismo, é claro. Até que aconteceu bastante coisa em 1991. E até que o mundo mudou um bocado até hoje.

Isso era 1991

Schumacher estreou em um ano particularmente conturbado politicamente falando. Meses antes, havia ocorrido a Guerra do Golfo, uma disputa entre Bush (o pai) e Hussein. Invasão no Kuwait por parte do Iraque, esse era o motivo do litígio. Enquanto isso, a União Soviética perecia. Com a perestroika e a glasnost gorbachevianas, o colosso abandonava o comunismo. Ninguém mais queria saber do sonho e do posterior fracasso marxista. Surgiam novos países, como o Tadjiquistão e a Macedônia.

O Brasil tinha o nefasto Collor, o daquilo roxo, sempre financiado pelo igualmente nefasto PC Farias. A economia do país, sufocada pelo confisco, pela hiperinflação e pelos pirotécnicos (e horrendos) planos heterodoxos, ia de mal a pior. Pelo menos, o caçador de marajás fez algo legal: abriu os portos para importações. O brasileiro, mesmo sem dinheiro, podia comprar um Subaru, batatas Pringles e tênis Timberland. Lula não passava de um barbudo lunático. Não que tenha mudado muito, mas…

O futebol ia mal, mas o rock não: o grunge era a moda. Mas como eu ignoro qualquer coisa que venha de Seattle, ainda mais em se tratando de híbridos de punks com hippies, dou loas a outras revelações interessantes da época, como o Blur, o Massive Attack e o EMF. Música no Brasil era igual a sertanejo. Pense em mim, chore por mim…

Na TV, tinha TV Pirata, tinha Trapalhões e tinha Xou da Xuxa. Todo mundo reclama da TV atual, mas as coisas não eram tão diferentes. Não tinha TV a cabo. O máximo que existia era a MTV, mas só quem tinha antena UHF podia ver. Quem não tinha, usava o truque do arame.

Com as importações ainda engatinhando, carro era VW, Chevrolet, Fiat e Ford. Para o povo, Chevette e Gol. Os boys andavam de XR3 e Kadett, enquanto seus pais desfilavam de Monza, Santana ou Opala. Os carros não tinham vidro elétrico ou sequer retrovisor no lado direito, mas a mecânica era mais duradoura. Havia também o Gurgel, corajosa iniciativa de produzir um carro 100% nacional. Infelizmente, um carro caro demais.

Não tinha internet, Twitter, orkut ou frescuras afins. Notícias, só por mídia impressa e TV. Para falar com seu amigo, telefone estatal ou carta. Os jornalistas usavam máquina de escrever e telex. Galvão Bueno transmitia as corridas por telefone e satélite Embratel. Computador, naquela época, era o 386 com monitor SVGA, 4MB de RAM e HD de 50MB. Videogame era Super Nintendo e seu indefectível Super Mario World. Mas a Sega rebateu com Sonic, rivalidade que durou muito tempo.

De lá pra cá, tivemos novos objetos, culturas, comportamentos: DVD, internet, orkut, Facebook, Bin Laden, Youtube, Obama, Britney, Big Brother, Lost, Dilma, Playstation, aquecimento global. O mundo passou a ser um lugar mais dinâmico e globalizado, mas também mais amedrontado e mais ansioso.

E lá está sempre o alemão, acelerando com vontade ao redor do mundo.

Schumacher há alguns dias

O Bandeira Verde também é prestação de serviços: se você está perdendo noites de sono porque não sabe nada sobre as equipes da Fórmula 1 em 2010, se seus cabelos caem só de você não saber quantas corridas fez o Trulli ou se está quase entrando em depressão porque não consegue ver uma foto decente do novo Lotus, não precisa ficar preocupado. Nós (a.k.a. eu) faremos um guia completo sobre as 13 (11? 12? 14? 30?) equipes do Mundial. A cada dia, informações sobre uma equipe. E começaremos com a história, fenomenal, sensacional e britanicamente sisuda McLaren.

VODAFONE MCLAREN MERCEDES

Ah, a McLaren. Eu diria que, ao lado da Ferrari e acima da Williams, é a equipe mais importante da Fórmula 1 contemporânea, conhecida pela sua eficiência, antipatia e capacidade de juntar dois peixes beta em um mesmo aquário. Criada em 1966 por Bruce McLaren, a equipe do jeito que a conhecemos hoje surgiu em 1982, quando Ron Dennis e Mansour Ojjeh compraram a estrutura das mãos de Teddy Mayer. Desde então, a equipe teve muitos altos e alguns baixos, consagrando nomes como Alain Prost, Ayrton Senna e Mika Hakkinen. Hoje em dia, com Martin Whitmarsh à frente, a equipe tenta voltar aos bons tempos dos anos 80 e início dos anos 90. A sociedade com a Mercedes terminou no final do ano passado, quando os teutônicos pularam para o colo de Ross Brawn. Com dois britânicos campeões do mundo e egocêntricos até o fim, será uma equipe muito divertida de se ver em 2010.

Sediada em Woking, GB
8 títulos de construtores
665 corridas
164 vitórias
145 poles-positions
3381,5 pontos

1- JENSON BUTTON

Jenson e os bons tempos da Honda

O número 1 da temporada 2010 é um indivíduo que, até dois anos atrás, era visto pelo povo apenas como um enorme golpe de marketing. Maldade, pois. O cidadão, apesar de toda a pose de “mãe, sou uma celebridade inglesa”, é um dos pilotos mais completos do grid. É rápido, quase nunca erra e sempre supera seus companheiros de equipe. Só precisava de um carro de ponta. Quando conseguiu um, foi campeão com méritos. Por ser do interior inglês, tem o inglês mais incompreensível da Fórmula 1.

Inglês, de Frome, nascido em 19 de Janeiro de 1980
Campeão de F1 em 2009
170 GPs disputados
7 vitórias
7 poles-positions
327 pontos
colocado na F3 Inglesa em 1999

2- LEWIS HAMILTON

Essa é a cara que alguém faz quando perde um título como ele perdeu em 2007

Esse é outro marqueteiro, com a diferença de que sempre teve também uma McLaren minimamente competitiva ao seu redor. Apadrinhado por Ron Dennis em 1995, virou a menina dos olhos da equipe de Woking. Depois de vencer tudo o que tinha de vencer nas categorias menores, estreou na F1 em 2007 com o vice-campeonato. Em 2008, só venceu o título após um problema atingir Timo Glock na última volta da última corrida. Em 2009, demonstrou amadurecimento notável mas dessa vez não teve o melhor carro. É muito rápido, ultrapassa e voa na chuva. Mas também treme nas bases quando está sob pressão. E tem um péssimo gosto musical: adora hip-hop.

Inglês, de Tewin, nascido em 7 de Janeiro de 1985
Campeão de F1 em 2008
52 GPs disputados
11 vitórias
17 poles-positions
256 pontos
Campeão da GP2 em 2006, da F3 Européia em 2005 e da F-Renault Inglesa em 2003