RED BULL 8 – Quando não é um, é outro. Dessa vez, Sebastian Vettel venceu a corrida de maneira impecável. Webber? Largou mal, arriscou uma estratégia duvidosa e causou um dos mais espetaculares acidentes da história da Fórmula 1. Ao menos, provou que o RB6 é bastante seguro. A equipe não consegue fazer uma única corrida boa com seus dois carros.

MCLAREN 8,5 – É uma equipe bem mais coesa que a Red Bull. Não venceu, mas colocou seus dois pilotos no pódio. Ambos lideram um campeonato que deveria estar fácil para sua concorrente rubrotaurina. Hamilton, como sempre, espertão. Button, como sempre, oportunista.

WILLIAMS 8 – Até agora, a melhor apresentação da equipe no ano. Rubens e Nico largaram entre os dez primeiros e se manteriam entre eles até o final, mas o alemão teve um pequeno incêndio no carro. Barrichello terminou em um ótimo quarto lugar. Pela primeira vez, uma melhora visível no FW32 foi percebida.

RENAULT 7 – Tinha um carro bom para Valência, algo que deu pra perceber no treino de classificação. Kubica, mais uma vez, levou o carro até o limite e terminou em quinto. Petrov, mais uma vez, não fez nada. A equipe francesa vem se aproximando da Mercedes a largas braçadas.

FORCE INDIA 7,5 – Resultados parecidos no treino de classificação e diferentes na corrida: Sutil largou imediatamente à frente de Liuzzi, mas fez uma ótima corrida, ganhou posições e terminou em sexto. Liuzzi desapareceu. O alemão vem trazendo a equipe nas costas.

SAUBER9 – A equipe que mais me chamou a atenção em Valência. Apesar de terem ido muito mal na classificação, se recuperaram de maneira notável na corrida. Kobayashi e sua equipe inteligentemente escolheram permanecer na pista com pneus duros até o final. Ambos os pilotos deveriam ter pontuado, mas De La Rosa tomou uma punição e perdeu duas posições. O melhor de tudo, no entanto, é que nenhum carro terminou quebrado ou esborrachado no muro.

FERRARI 5 – Fez um bom treino de classificação e, dependendo do tarô e do i-ching, poderia subir no pódio com facilidade. Mas o azar falou mais alto e tanto Alonso como Massa perderam um turbilhão de posições ao ficarem atrás do safety-car. No fim, o espanhol ainda salvou alguns pontinhos. O carro, ao menos, dá sinais de que está melhorando.

TORO ROSSO 5,5 – Típica corrida de equipe média. Buemi andou muito bem e marcou alguns pontos. Alguersuari não apareceu. No fim das contas, os pontos do helvético configuraram um fim de semana bastante razoável.

MERCEDES 1 – Atuação vergonhosa, hein? Tanto Rosberg quanto Schumacher tiveram enormes dificuldades nos treinos e não se recuperaram na corrida. Michael até tentou e chegou a ocupar a terceira posição, mas teve de esperar o sinal abrir quando parou nos pits. Marcou apenas um pontinho com Nico. Na verdade, merecia ter saído zerada.

VIRGIN 6 – Terminou com os dois carros e foi a melhor das equipes novatas. A novidade, nesse caso, foi ver Lucas di Grassi terminando à frente de Timo Glock.

HISPANIA 5 – Sem qualquer outra pretensão, a equipe segue terminando suas corridinhas. Chandhok e Senna conseguiram levar seus carros ao final nesta ordem.

LOTUS 2 – Na pseudocomemoração do Grande Prêmio de número nove quinhentos, a equipe só teve motivos para lamentar. Trulli teve muitos problemas e terminou em último, muito atrás dos outros pilotos. Já Kovalainen serviu como rampa de lançamento de Mark Webber.

CORRIDAGIVES YOU WINGS – Eu gosto do circuito de Valência, mas não estava esperando nada além de uma corrida medíocre. No entanto, até que ela não foi tão ruim assim. Tudo bem, houve a necessidade de um megaacidente entre Mark Webber e Heikki Kovalainen para animar as coisas. No entanto, tivemos alguns bons momentos, como as duas ultrapassagens de Kamui Kobayashi nas duas últimas voltas. O japonês, por sinal, deu vida à corrida ao fazer o máximo de voltas possível sem ir aos pits. Não houve grandes mudanças com relação aos dois primeiros, mas creio que esta corrida foi bem melhor do que as duas primeiras edições.

TRANSMISSÃO FUTURA BOLD? – A transmissão foi marcada por algumas peculiaridades. No sábado, Cléber Machado narrou os treinos. Na corrida, Galvão Bueno assumiu o microfone. Não me lembro disso ter ocorrido em alguma transmissão global, ao menos nos últimos 20 anos. O narrador-mor, que preferiu a corrida ao jogo entre Alemanha e Argentina, reclamou um bocado sobre o circuito, sobre a pseudocomemoração da Lotus e sobre os carros mais lentos. Em determinado instante, a geração da imagens ficou ajustando o tamanho da tela. E ainda estou tentando entender o que aquele Futura Bold estava fazendo na tela por alguns segundos.

GP2 GÉRSON GOUVÊA?? – Pobre Josef Kral. Na primeira corrida valenciana, o jovem checo se envolveu em um acidente com mais três carros na primeira volta. Na segunda corrida, em uma prévia do vôo rubrotaurino na corrida de Fórmula 1, ele subiu na traseira do carro de Rodolfo Gonzalez, deu uma pirueta, caiu no chão com força e seguiu como um míssil descontrolado até a barreira de pneus. No fim das contas, apenas um braço quebrado e dor nas costas. Pastor Maldonado ganhou a primeira corrida e segue rumo ao título. A segunda corrida foi vencida pelo companheiro de Kral na Supernova, o sueco Marcus Ericsson. Alberto Valério errou tanto no sábado como no domingo, e ainda cavou uma punição para Silverstone por ter batido em Sergio Perez na última corrida. E, não, Lito Cavalcanti, o Jerôme D’Ambrosio não se parece com o pedófilo da novela das oito…

Vê este cidadão com cara de quem acabou de acordar? Ele é Charles Pic, um promissor piloto francês que compete na GP2 pela Arden. Na semana passada, por muito pouco, o paddock de Istambul, efervescido pela Fórmula 1, pela própria GP2 e pela GP3, não recebia a notícia de sua morte.

Sensacionalista, eu? O pior é que não. Pic, 20, foi acometido por uma violenta bactéria que se apoderou rapidamente de seu corpo, causando sensação de dormência e posterior paralisia. Como isso aconteceu?

Na primeira corrida do fim de semana de Istambul, realizada pouco depois dos treinos oficiais da Fórmula 1, Pic se envolveu em um acidente com Jules Bianchi e acabou abandonando a prova. Logo após o acidente, ele deu um pulo nos pits e voltou para seu hotel. Por lá, ele bebeu água e, poucos momentos depois, começou a sentir formigamento na ponta dos pés. Não demorou muito e o formigamento se espalhou por todo o corpo. O pior de tudo é que algumas partes começaram a sofrer também uma súbita paralisia.

Desesperado, Pic ainda conseguiu fazer uma ligação ao seu preparador físico pedindo ajuda. Pouco depois, ele apareceu no hotel com uma ambulância, que transportou o piloto a um hospital com total urgência. A essa altura, Charles mal conseguia respirar.

No hospital, os médicos conseguiram estabilizar a condição do francês e, com fortes antibióticos, puderam combater a bactéria. Charles Pic está bem, mas acabou ficando de fora da corrida do dia seguinte. Os médicos falaram que ele teve sorte: se o atendimento tivesse demorado um pouco mais, as consequências poderiam ter sido fatais.

Tomar água e ter diarréia já é foda. Imagine, então, tomar água e ficar paralisado…

MCLAREN 9,5 – Era a única equipe com alguma chance de tirar a vitória da Red Bull. E conseguiu. Andou sempre próxima de seus adversários e se aproveitou do acidente causado por Vettel para tomar as duas primeiras posições e fazer a segunda dobradinha da equipe no ano. Só não precisava ter ido mal na troca de pneus de Hamilton.

RED BULL 4 – É com idiotices como o acidente provocado pela ansiedade de Vettel que se perde um campeonato que teria tudo para ser fácil. Webber ainda sobreviveu ao incidente, salvou o pódio e assumiu a liderança isolada do campeonato. Porém, com o carro que a equipe possui, não era para estar tendo dificuldades com a McLaren. Christian Horner precisará puxar as orelhas de seu pupilo alemão.

MERCEDES 7 – Aos poucos, está assumindo o posto de terceira melhor equipe do campeonato. Schumacher e Rosberg não puderam fazer absolutamente nada contra os Red Bull e os McLaren, mas também não tiveram trabalho com os pilotos atrás.

RENAULT 7,5 – Brilhou mais na classificação, ao colocar dois carros entre os dez primeiros, do que na corrida. Mas não dá pra pedir muito mais a Kubica, que ficou preso atrás das Mercedes, e a Petrov, que teve de abandonar após um toque com Alonso no momento em que tinha tudo para marcar pontos.

FERRARI 5 – Teve um carro ruim tanto nos treinos como na classificação. Felipe Massa, ao menos, terminou à frente de Fernando Alonso, que suou para conseguiu recuperar algumas posições. Começa a ficar para trás com relação às outras equipes de ponta.

FORCE INDIA 5,5 – Para variar, foi bem com Sutil e mal com Liuzzi. O alemão, porém, perdeu posições devido a um trabalho ruim nos pits. Não havia muito mais a fazer.

SAUBER 7 – Necessitando urgentemente de dinheiro, conseguiu terminar uma corrida com os dois carros inteiros pela primeira vez. E o melhor de tudo é ver Kobayashi marcando o primeiro ponto da equipe no campeonato. Espero que, com este fim de semana, a equipe consiga um impulso extra para seguir no campeonato.

TORO ROSSO 3,5 – Buemi teve problemas na primeira volta pela milésima vez e Alguersuari nunca fez nada de mais. Teve seu típico fim de semana de equipe do meio do pelotão.

WILLIAMS 1,5 – A equipe de Grove vem ladeira abaixo. Dessa vez, seus dois pilotos passaram pelo ridículo de terem de lutar contra carros das precárias equipes novatas. Ambos terminaram, mas lá no fundão. Vem enfrentando, talvez, sua pior temporada desde que Frank Williams conseguiu sair da pindaíba, no final dos anos 70.

VIRGIN 2,5 – Não sei o que falar. A impressão que tenho é que os dois carros só chegaram ao fim unicamente porque eram lentos demais para terem algum tipo de problema (e mesmo assim, Glock teve problemas sérios no sistema de direção no final). Ver um Hispania andando na frente dos seus dois carros, como chegou a acontecer em alguns instantes, é ridículo demais.

HISPANIA 4 – A confiabilidade do carro já foi melhor, mas os espanhóis devem ter comemorado muito a performance alcançada por ele neste fim de semana. Bruno Senna conseguiu, pela primeira vez, largar à frente de  um Virgin. Na corrida, ele efetuou uma boa ultrapassagem sobre este mesmo Virgin. Gostei de ver.

LOTUS – 3 – A mais bem-estruturada novata se aproxima de maneira notável do restante do pelotão. Porém, os dois pilotos abandonaram quase que ao mesmo tempo.

CORRIDA DIVIDIDA EM DUAS PARTES – É isso mesmo, dividida em duas partes. A primeira, entre as voltas 1 e 39, foi modorrenta, com pouquíssima ação nos pelotões da frente e intermediário. As ultrapassagens estavam bastante dificultadas. Porém, com o acidente entre os Red Bull de Sebastian Vettel e Mark Webber, a corrida ganhou vida e as atenções se voltaram para a briga entre Jenson Button e Lewis Hamilton, que culminou em uma belíssima disputa roda-a-roda entre os dois na volta 48. No fim das contas, diante de procissões como a de Barcelona e a de Mônaco, a corrida turca foi um alento.

TRANSMISSÃO DUAS VÍRGULAS – O trio global não falou nada que irritasse muito, tirando as recorrentes “a Fórmula 1 ganhou emoção, as corridas estão ótimas” e um bizarro “faltam apenas duas vírgulas para o contrato de renovação entre Massa e a Ferrari”. A geração de imagens, sim, me pareceu meio imprecisa, principalmente na GP2. Mas nada que comprometesse muito.

GP2 AHORA ES DE TODOS – Este é o slogan do governo venezuelano, um dos patrocinadores (na prática, o único) de Pastor Maldonado, o vencedor da primeira etapa da GP2 em Istambul. Pastor largou em segundo, ultrapassou o pole-position Davide Valsecchi e venceu com extrema facilidade, seguido pelo italiano e Sam Bird. Na corrida do domingo, Dani Clos acabou largando na pole-position devido à desclassificação de Sergio Perez e venceu a corrida de ponta-a-ponta com Luiz Razia e Giedo van der Garde logo atrás. E a liderança do campeonato, ahora, es de Maldonado, com 27 pontos.

Serei bem honesto. As pistas que eu mais gosto de descrever no Calendário do Verde são exatamente essas que estão longe de serem unanimidade. Não sei explicar bem o porquê. Talvez seja pelo desafio de encontrar argumentos que possam convencer alguns detratores a mudarem de idéia, ou pelo fato de buscar dizer algo que pouca gente diz. O caso é que é mais divertido fazer loas a Valência do que a medalhões como Le Mans e Nordschleife.

Comunidade autônoma da Espanha, Valência é um conhecido entreposto do automobilismo ibérico. Em 1999, a cidade de Cheste, localizada a apenas 30km da cidade de Valência, assistiu ao surgimento do circuito Ricardo Tormo, autódromo de padrão internacional que recebe testes da Fórmula 1 e corridas do Mundial de Motovelocidade.

A Espanha já realiza corridas de Fórmula 1 ininterruptamente desde 1986, quando sediou o primeiro Grande Prêmio em Jerez. Em 1991, a corrida foi transferida para o novíssimo, moderníssimo e chatíssimo circuito de Montmeló e, desde então, os pilotos aparecem por lá uma vez por ano para fazer corridas das mais entediantes possíveis. Até 2002, os espanhóis não ligavam muito para o que acontecia por lá e a corrida local era um dos patinhos feios do calendário da Fórmula 1. 

A situação mudou em 2003, com a rápida ascensão de Fernando Alonso a uma equipe de ponta. Daquele momento em diante, a Espanha não deixaria mais de estar em voga na Fórmula 1. As arquibancadas, que costumavam ter grandes “clarões”, passaram a ser disputadas a tapa pelos hispânicos. O interesse espanhol pelo automobilismo se refletiu no grande número de pilotos que surgiram após o início do fenômeno. Bernie Ecclestone, sempre muito inteligente, percebeu que a Espanha possuia um interessantíssimo potencial e propôs, em 2007, a realização de uma segunda corrida no país.

A princípio, foi sugerido a ele o autódromo Ricardo Tormo. Bernie rechaçou, alegando que as instalações do autódromo não eram lá aquelas coisas (para se ter uma idéia, o sistema de acendimento de luzes em Ricardo Tormo ainda funciona apenas à moda antiga, com as cinco luzes vermelhas se acendendo ao mesmo tempo antes das luzes verdes!) e o circuito era estreito demais para a Fórmula 1. Ele teve uma idéia diferente: construir um circuito semipermanente que utilizasse as ruas da cidade de Valência, terceira maior da Espanha. E em maio de 2007, Ecclestone anunciou que, a partir do ano seguinte, o Grande Prêmio da Europa seria realizado nas ruas de Valência.

O circuito é localizado a apenas alguns quilômetros do centro histórico de Valência, mais precisamente na zona do Grao, aonde se localiza o famoso porto da cidade. Ele transcorre esta região portuária e atravessa uma ponte que passa por cima do leito do rio Turia. É um visual que tinha tudo para ser deslumbrante, mas que acabou resultando em algo insípido e até mesmo desagradável. Dizem que a região do porto não é a parte mais bonita da cidade e, além disso, os altíssimos muros que cerceam o circuito não permitem visualizar muitas coisas. A ponte, por exemplo, só pode ser identificada pelos triângulos localizados às margens do asfalto.

TRAÇADO E ETC.

Dias antes do Grande Prêmio inaugural, Bernie Ecclestone disse que “este é o melhor circuito do mundo”. O engraçado é que esta frase só é utilizada em circuitos minimamente polêmicos, como é o caso deste. Passados quase dois anos, tivemos duas corridas das mais chatas da história da Fórmula 1. A GP2, por outro lado, tem corridas muito boas e este é o argumento que utilizo para esperar ad eternum uma boa corrida.

À primeira vista, Valência lembra muito Long Beach, especialmente pelo fato da largada ser realizada em uma curva extensa à direita. Com 5,473 quilômetros de extensão, 11 curvas à esquerda e 14 curvas à direita, Valência pode ser caracterizada como um circuito citadino de alta velocidade. Os carros de Fórmula 1 completam uma volta a uma média de 195 km/h, velocidade bastante elevada para esse tipo de pista. Ao se aproximar à curva 12, os carros podem chegar a 317 km/h. A graça maior de Valência não está nas corridas proporcionadas ao público ou em curvas difíceis, mas no desafio de acertar voltas rápidas em um circuito com curvas estreitas, velozes e com muros ao lado. Se Mônaco é como andar de bicicleta no corredor, Valência é como andar em um cavalo enlouquecido.

Como em todo circuito de rua, o carro deverá ter suspensões reforçadas para o caso de raspadas no muro e asas dianteira e traseira gerando bastante downforce para o carro completar as curvas rápidas. O motor deverá apresentar excelente torque, já que a reaceleração brusca é uma constante no circuito. Por fim, a durabilidade dos freios é importantíssima. Valência é aquele típico circuito aonde se acelera muito antes de se completar uma curva fechada para reacelerar tudo de novo, com o adicional de obrigar o piloto a evitar os muros em volta em altíssima velocidade. Conheça os principais trechos:

1: É a primeira curva, que se segue logo após a pequena reta dos boxes. Tem raio longo e é bastante larga, sendo um dos pontos mais velozes do circuito. Tem uma grande área de escape ao lado.

4 e 5: Uma espécie de chicane feita em média velocidade. O carro entra na curva 4 pegando a zebra à esquerda e, para não perder tempo, passa por cima da zebra à direita na curva 5 já em reaceleração. Um erro nesta zebra pode mandar o bólido ao muro ali do lado.

8: Curva lenta feita à direita. O carro atravessa um trecho de alta velocidade antes de se aproximar desta curva. Os freios devem estar balanceados e um carro que tende a sair de traseira perderá um bom tempo.

18, 19 e 20: Uma sequência bastante interessante feita em alta velocidade. O piloto sai da curva 17 reacelerando, passa pela zebra 18, feita à esquerda, e faz um rápido movimento de volante à esquerda a partir da curva de 19, sempre mantendo o pé no acelerador. Um carro que sai de frente tem dificuldades aqui.

24 e 25: Última sequência do circuito. Após a curva 20, o piloto vem em uma espécie de zigue-zague em alta velocidade que culmina na curva 24, feita à direita. Porém, o piloto já entrará nesta curva desacelerando para entrar na 25, curva lenta feita à esquerda, com velocidade adequada para reacelerar na reta dos boxes.

Pole de Felipe Massa em 2008.

RED BULL10 – Só não conseguiu colocar dois carros na primeira fila, mas isso pouco importa. O carro é excepcional e Mark Webber está em uma excelente fase. Com a dobradinha, ele e Vettel estão empatados na liderança do campeonato e os capos da latinha podem se dar ao luxo de escolher um dos dois para liderar a briga pelo título.

RENAULT 8 – Só correu em Mônaco com um piloto, já que Petrov não ajudou. Kubica levou o seu carro ao limite mais uma vez. Com um pouco de sorte, poderia até ter vencido. Mais um fim de semana bastante frutífero.

FERRARI 7 – Difícil analisar. Felipe Massa fez uma corrida conservadora e eficiente. Já Alonso passou por tudo quanto é perrengue e até pode dizer que saiu no lucro com o sexto lugar. A estratégia utilizada pelo espanhol foi excepcional, lembrou bastante os bons tempos de Ross Brawn no staff.

MCLAREN 3 – Não tinha um carro bom para o circuito e Hamilton fez o que pôde para terminar em quinto. Button, porém, foi vítima de um retardado que esqueceu a tampa da entrada de ar no carro. Após três voltas, o bólido ferveu e Jenson chegou a ficar sufocado lá dentro. Erro típico de equipe pequena.

MERCEDES 6 – O carro era aquilo de sempre, bom mas sem destaque. Rosberg não apareceu tanto quanto Schumacher e sua ousada (e ilegal) ultrapassagem sobre Alonso na última curva da corrida. Pelo segundo fim de semana seguido, o vovô tetracampeão terminou à frente do filho do Keke, mas acabou sendo desclassificado e ficou em 12º nas tabelas.

FORCE INDIA 7 – Levou os dois carros aos pontos pela primeira vez em sua história. Dessa vez, até mesmo Liuzzi andou bem. Sutil vem se estabelecendo como um dos melhores pilotos de fora da panelinha dos grandes.

TORO ROSSO 5 – Levou um ponto para casa com Buemi, e Alguersuari terminou logo atrás. Típico fim de semana de uma equipe média.

HISPANIA 2 – O carro segue uma merda, mas não ficou tão atrás como se esperava. Bruno Senna abandonou com problemas hidráulicos e Chandhok foi atingido mais uma vez por alguém, dessa vez por Trulli. O fato de não ter havido nenhum acidente muito violento com o instável carro já pode ser considerado lucro.

LOTUS 3,5 – Dessa vez, nenhum carro terminou. Porém, ela conseguiu se aproximar bastante das equipes veteranas nos treinos, o que é um bom sinal de evolução. E Trulli agiu como um idiota mais uma vez.

WILLIAMS2,5 – Após o bom treino oficial, esperava sair de Mônaco com seus dois carros pontuando. Saiu, sim, com dois chassis destruídos. O pior é que, aparentemente, nenhum acidente foi causado por imperícia de seus pilotos.

SAUBER 1 – Fez sua pior participação em treinos no ano até aqui e teve, mais uma vez, os dois carros quebrados. Nada vem dando certo na equipe helvética.

VIRGIN 2 – Os dois carros abandonaram e isso não é novidade. Porém, Lucas di Grassi chamou a atenção ao segurar Alonso por algumas voltas. Glock bateu e ficou com o carro torto. Não que ele fosse muito pior do que um VR01 inteiro, no entanto.

CORRIDA TÍPICO PASSEIO MONEGASCO – Sem chuva, não dá pra esperar nada além de um passeio de luxo em uma corrida como a de Mônaco. E foi exatamente isso que aconteceu. Só Fernando Alonso brigando lá no final do grid conseguiu animar um pouco a corrida em seu começo. Ah, não sou injusto em esquecer dos três acidentes: dois pilotos da Williams, um burro e um indiano voltaram para casa mais cedo. O momento mais curioso, no entanto, foi a tampa de bueiro da curva 3 escapando e trazendo o safety-car na pista. Em todos esses anos trabalhando nesta indústria vital, está a primeira vez que isso acontece nas ruas de Mônaco.

TRANSMISSÃO OS 500 DE ESPARTA! – Eu achei que o Galvão passaria metade da corrida enchendo o saco com sua cruzada antipobre, mas não foi isso que aconteceu, até porque o que eu mais vi desde os treinos foi pilotos de equipes de ponta atrapalhando os outros. E, é claro, a indefectível citação à reta curva não poderia faltar. Mas o destaque maior vai para isso daqui.

GP2 VIVA MEXICO!! – Vi a primeira corrida e me arrependi um bocado. Sergio Perez venceu e sua família ficou berrando exatamente esta frase durante um bom tempo após a vitória. Esses mexicanos… a segunda corrida foi muito melhor, com Luiz Razia segurando todo mundo que vinha atrás. Alberto Valério bateu enquanto tentava, Jules Bianchi demorou um monte para passar e até mesmo o discreto porém eficiente Johnny Cecotto Jr. conseguiu passar o brasileiro. No fim, o veterano Jerôme D’Ambrosio acabou vencendo pela primeira vez na categoria. Fiquei feliz em ver Perez e D’Ambrosio descabaçando na GP2.

Mais uma equipe inscrita. E acho que a seletiva pode acabar aqui.

A ART Grand Prix, papadora de títulos das categorias de base, se inscreveu para a disputa pela vaga de 13ª equipe da Fórmula 1 em 2011. A equipe compete na GP2, na GP3 e na Fórmula 3 européia, e vence corridas em todas elas. Tem muito dinheiro e dizem que possui até mesmo um túnel de vento, algo muito raro em equipes de categorias menores. Olhando para isso, já dá pra perceber quem é a nova favorita para ser a mais nova equipe da Fórmula 1.

Existe, porém, um detalhe que pode ser superior a tudo isso. A ART é comandada por duas pessoas. Uma delas é Fréderic Vasseur. A outra é Nicolas Todt. Reconheceu o sobrenome? Ele é filho de Jean Todt, presidente da FIA.

Vem nepotismo aí?

RED BULL9 – Com Webber, tudo OK e a vitória veio com facilidade. Vettel não esteve tão bem na classificação, mas seu carro apresentou problemas novamente, dessa vez com os pneus e os freios. De bobeada a bobeada, a equipe vai jogando no lixo a visível superioridade de seus carros.

FERRARI 7 – Alonso foi bem, mas contou com a sorte para subir ao pódio. Felipe Massa ficou longe de ter tido uma boa corrida. Com deficiências de aderência, os carros vermelhos não estão ajudando.

MERCEDES7,5 – Foi a equipe que mais mexeu no carro e o resultado foi surpreendente: Schumacher apresentou enorme melhora, mas Rosberg teve seu pior fim de semana até aqui. Ainda assim, o carro não é vencedor. E o trabalho nos pits continua inferior ao das outras equipes.

MCLAREN 7 – Podia ter obtido um ótimo pódio com Hamilton, mas o pneu furou na última volta. Button não brilhou como em outras etapas. A equipe trabalhou bem nos pits com Lewis e mal com Button. Mais uma vez, foi o carro que mais esteve próximo ao da Red Bull.

FORCE INDIA 6,5 – Com o sétimo lugar de Sutil, foi embora da Espanha com outro grande resultado, embora isso se deva mais pela atuação individual do alemão. Liuzzi não fez nada de mais. O carro esteve razoável, nem terrível e nem genial.

RENAULT 5,5 – Dessa vez, não teve um grande fim de semana. Kubica se envolveu em pequenas confusões na largada e Petrov nunca apareceu. O problema no câmbio do carro de Petrov no treino oficial é mais um para a lista de de problemas que ocorrem com o russo.

WILLIAMS 4 – O carro segue muito ruim e Barrichello só se deu bem porque fez uma excelente largada. Hülkenberg foi razoavelmente bem no treino, mas perdeu muito terreno devido à lerdeza de seu bólido. Vai ficando para trás na briga com Renault e Force India.

TORO ROSSO 3 – Buemi é azarado demais e Alguersuari não se ajudou muito ao bater com Chandhok. Pelo menos, saiu do autódromo com mais um ponto na tabela. A confiabilidade do carro ainda é um problema.

SAUBER 4 – Uma maré de azar parece cobrir os carros de Peter Sauber, dessa vez patrocinados pelo Burger King. Ambos se envolveram em colisões na largada e De La Rosa abandonou pouco depois. A novidade é ver Kobayashi terminando uma corrida.

LOTUS 3 – Virou quase que regra: um chega ao fim, o outro sequer larga. Dessa vez, foi Kovalainen que viu a corrida pela TV. Trulli foi o melhor entre os pilotos das equipes novatas.

VIRGIN 3 – A equipe cometeu um erro ridículo ao não enviar as especificações de relações de marchas a serem utilizadas pelos carros, o que levou à desclassificação de Glock e Di Grassi na classificação. Porém, ambos conseguiram terminar a corrida.

HRT 1 – Coitadinha. Os carros pareceram estar até mais distantes dos outros do que o normal. Senna bateu na primeira volta e Chandhok levou batidas de Massa e Alguersuari. Desse jeito, não vai.

CORRIDASONÍFERO – Alguém esperava algo diferente? Chata do início ao fim. Na verdade, ela até conseguiu ser melhor que edições passadas. Tivemos Jenson Button tentando ultrapassar Michael Schumacher por dois séculos, uma ultrapassagem quase suicida de Nico R em Nico H e problemas com Vettel e Hamilton que acabaram mudando um pouco as posições no final da corrida. Mas nada que empolgasse demais.

TRANSMISSÃO – MENINOS DA VILA JÁ! – O trio global seguiu com as manias de sempre. Como minha memória é fraca e seletiva, só me lembro do Galvão reclamando das equipes pequenas pela milésima vez. Uma chatice. Ele, “que narra corridas há quase quarenta anos, e o Reginaldo, mais do que isso”, deveria se atentar que retardatários sempre existiram.

GP2 – Infelizmente, não vi nenhuma das duas corridas. O Jules Bianchi jogou a vitória do sábado no lixo ao bater com o Christian Vietoris. Depois, o Sergio Perez teve problema nos pits e a vitória caiu no colo do promissor porém esquecido Charles Pic. Na corrida do domingo, Fabio Leimer venceu após receber pressão de Luiz Razia. Foi isso, né? Se foi, acho que não perdi muito.

A temporada da GP2 Series começou oficialmente hoje com a pole-position do francês Jules Bianchi. Como a categoria é sensacional e é dever cívico de todo mundo acompanhá-la, exibirei uma sequência de fotos das doze equipes que irão participar do campeonato.

ART GRAND PRIX

1- Jules Bianchi
2- Sam Bird

Favorita ao título com Bianchi. Bird fará o papel de escudeiro de luxo. O carro, branco com laterais vermelhas e aerofólio preto, tem pintura de campeão.

BARWA ADDAX TEAM

3- Giedo van der Garde
4- Sergio Perez

Tem dois pilotos experientes e velozes e será a maior adversária da ART na briga pelo título. A pintura é bem sem-graça.

SUPERNOVA RACING

5- Josef Král
6- Marcus Ericsson

Já foi equipe de ponta um dia. Hoje, é integrante do pelotão intermediário. A pintura preta e amarela do carro já é tradicional nas categorias de base.

FAT BURNER RACING ENGINEERING

7- Dani Clos
8- Christian Vietoris

Vietoris é candidato à nova sensação alemã. Dani Clos é apadrinhado do dono da equipe. Carro feio, parece que foi pintado com catchup e mostarda.

ISPORT INTERNATIONAL

9- Oliver Turvey
10- Davide Valsecchi

É outra equipe com boas chances. Turvey é bem cotado pelos ingleses e Valsecchi é o atual campeão da GP2 asiática. Bela pintura com partes em quadriculado remetendo à Arrows de 1994.

RENAULT F1 JUNIOR TEAM (DAMS)

11- Jerôme D’Ambrosio
12- Ho-Pin Tung

Dupla mais experiente do grid. Ambos competirão pelo título e pelas atenções da Renault na Fórmula 1. A pintura retrô baseada na equipe-mãe é sensacional.

RAPAX TEAM

14- Luiz Razia
15- Pastor Maldonado

Pior nome de equipe da história. Maldonado tentará pela quarta vez o título da categoria, enquanto Razia é o brasileiro mais capacitado do grid. Pintura sem graça, não chama muito a atenção.

ARDEN INTERNATIONAL

16- Charles Pic
17- Rodolfo Gonzalez

Oriundo da World Series, Pic é um dos mais promissores franceses do automobilismo mundial. Gonzalez só está lá pelo patrocínio do Hugo Chavez. A pintura é a utilizada pela equipe nos tempos da F3000, um belo vermelho claro.

OCEAN RACING TECHNOLOGY

18- Max Chilton
19- Fabio Leimer

A equipe do Tiago Monteiro deverá ficar no meio do pelotão, e Leimer é bem melhor que Chilton. Preto e azul combinam um bocado.

PPR.COM SCUDERIA COLONI

20- Alberto Valério
21- Vladimir Arabadzhiev

Equipe picareta composta pela pior dupla do grid. Por incrível que pareça, o búlgaro é melhor. A pintura é bonita, mas até o ano passado não se destacava por ser muito parecida com a da DAMS.

TRIDENT RACING

24- Johnny Cecotto Jr.
25- Adrian Zaugg

Zaugg retorna à GP2 tentando espantar a fama de azarado e desastrado. Cecotto Jr. quer repetir a boa impressão do ano passado. Carro feio e desarmônico. Equipe fraca.

DAVID PRICE RACING

26- Michael Herck
27- Giacomo Ricci

Muito lentamente, Herck vem melhorando. Ricci é um ótimo piloto esquecido por mídia, torcedores e patrocinadores. Branco com azul é uma combinação antiga da equipe e sempre dá certo.

Nesse próximo fim de semana, teremos o início da sexta temporada da GP2 Series, a categoria preferida deste escriba hoje em dia. Duas corridas em Barcelona, uma no sábado e outra no domingo. A primeira é mais longa, tem parada obrigatória e distribui mais pontos. A segunda é menor, dá alguns pontinhos e costuma premiar os underdogs do meio do pelotão com o artifício do grid invertido. Enfim, é um ótimo aperitivo para as corridas européias da Fórmula 1.

Jules Bianchi e seu ART

A GP2 é a principal categoria de base do automobilismo mundial desde 2005, quando passou a substituir a Fórmula 3000 Internacional. Os cinco primeiros colocados de cada temporada recebem a superlicença, a carteira de motorista de um piloto de Fórmula 1. Quem chega à GP2 costuma ter um currículo impecável em categorias anteriores, muito dinheiro ou os dois, o que é mais comum. Os melhores, ou os mais endinheirados, costumam encontrar um lugar na Fórmula 1. E mesmo quem sobra não costuma se dar mal: muitos vão parar na Indy, no DTM, no WTCC ou em outros campeonatos de ponta. No grid atual da Fórmula 1, temos quatro campeões da GP2 (Nico Rosberg, Lewis Hamilton, Timo Glock e Nico Hülkenberg), quatro vice-campeões (Heikki Kovalainen, Lucas di Grassi, Bruno Senna e Vitaly Petrov) e mais alguns outros pilotos de destaque (Sebastien Buemi, Kamui Kobayashi e Karun Chandhok). Outros pilotos, como Mike Conway (Indy), Romain Grosjean (FIA GT1) e Scott Speed (Nascar) também encontraram seu lugar ao sol.

Porém, não são somente os pilotos que a utilizam como trampolim para o estrelato. Equipes, engenheiros e mecânicos procuram brilhar nessa etapa para conseguirem o passaporte para a Fórmula 1. A Campos, estrutura embrionária da HRT, teve de comer muito arroz com feijão na GP2 antes de pensar em subir para a F1. Ela pode não ter conseguido, mas demonstrou que não há limites para boa parte das equipes da GP2. Arden, Supernova e ART também já tiveram planos para subir em algum momento.

Em 2010, o grid terá 12 equipes, uma a menos que no ano passado, e 24 pilotos. Apenas duas vagas estão oficialmente abertas, uma na Arden e uma na Trident. Com relação aos 22 pilotos já confirmados, apenas 12 já possuem experiência prévia na categoria. Os mais antigos nos grid são Pastor Maldonado e Ho-Pin Tung, ambos estreantes em 2007.

Como de costume, a GP2 reúne a fina flor do automobilismo europeu. O Bandeira Verde tem um favorito para o título: o francês Jules Bianchi. sobrinho-neto do ex-piloto Lucien Bianchi, Jules é o atual campeão da Fórmula 3 européia e corre pela ART, a equipe mais poderosa do grid. Seu companheiro de equipe será o inglês Sam Bird, piloto de longa experiência na Fórmula 3 que fará o papel de escudeiro de Bianchi.

O melhor brasileiro do grid, Luiz Razia, e seu Rapax

Mas é bom o francês não chegar pensando que terá vida mole. Seus rivais na briga pelo título serão muitos, e de ótima qualidade. A Addax, maior adversária da ART na categoria, montou um “dream team” com o experiente Giedo van der Garde e o emergente Sergio Perez. A Rapax, antiga Piquet GP, também terá uma dupla forte composta por Pastor Maldonado e o brasileiro Luiz Razia. A iSport terá Davide Valsecchi, campeão do último campeonato asiático da GP2, e Oliver Turvey. A DAMS, equipe oficial da Renault na categoria, terá os experientes Jerôme D’Ambrosio e Ho-Pin Tung. E outros novos talentos como Marcus Ericsson, Christian Vietoris e Charles Pic correrão por equipes menos cotadas, a Supernova, a Racing Engineering e a Arden respectivamente.

Para infelicidade brasileira, a GP2 terá apenas dois pilotos, o menor contingente de pilotos tupiniquins na categoria desde 2005. Além de Razia, o mineiro Alberto Valério fará sua terceira temporada na categoria pela irregular Coloni. Por incrível que pareça, acho mais negócio apostar em seu companheiro de equipe, o búlgaro Vladimir Arabadzhiev. Dessa vez, não poderemos ficar muito otimistas com relação a um piloto daqui brigando por títulos.

O calendário terá 11 rodadas duplas, iniciando-se em Barcelona neste fim de semana e terminando em Abu Dhabi em meados de Novembro. Essa novidade, aliás, é uma das coisas mais estúpidas que a organização da categoria já fez. Entre o fim de semana de Abu Dhabi e a penúltima rodada em Monza, teremos longuíssimos dois meses de intervalo. Bem que poderiam ter colocado uma rodada “standalone” nesse interregno aí, que nem farão com Algarve em Junho.

Recomendo muito aos leitores que sigam a categoria. Nem digo para assistirem à etapa dominical, pois acordar antes das seis da manhã no domingo é complicado. Tentem assistir à corrida de sábado, que é a que vale mais. A SporTV transmitirá, pelo menos é o que eu creio.

É isso mesmo. Pequena equipe que disputou a GP2 até o ano passado, a italiana Durango Corse será uma das candidatas à 13ªvaga da Fórmula 1 em 2010. É o Autosport que está dizendo.

O projeto da Durango é antigo. Ela existe desde 1980 e compete em monopostos de alto nível desde 1993, quando estreou na Fórmula 3000. Lá pelos idos de 1995, quando ainda não passava de uma equipe mixuruca na F3000, ela contratou Enrique Scalabroni (o projetista oficial das equipes natimortas) para fazer um projeto para a Fórmula 1. Faltou dinheiro e a idéia foi arquivada. Quinze anos depois, a Durango volta a sonhar com a categoria máxima.

Se a Campos, que era uma das grandonas da GP2, sofreu um bocado, o que garante que a Durango obteria mais sucesso?