Bruno na Hispania

Como alguns sabem, Bruno Senna figura lá no final da minha lista de 5000 pilotos brasileiros de Fórmula 1 favoritos. Abaixo dele, só Pedro Paulo Diniz e seu dinheiro do império varejista da família. As pessoas não se conformam com isso. Elas tendem a pensar que faço isso porque eu supostamente não teria o menor apreço pelo seu tio. Calúnia das bravas, é claro. A única coisa que realmente me incomoda em Ayrton Senna é todo esse messianismo onipresente e onipotente que o ronda. E o mesmo vale para o Bruno, piloto de qualidade e sujeito gente fina, talvez o mais entre os quatro brasileiros que correram no ano passado. Mas qual é o problema?

O problema é com as circunstâncias que o levaram a competir pelo lugar de primeiro piloto da Renault com o alemão Nick Heidfeld. Eu sei que muitos aqui vão pensar que estou empreendendo uma cruzada a favor de Heidfeld, meu piloto preferido, mas acreditem: não é. Por mais oportuna que seja a situação, não vou falar no alemão hoje. Só quero fazer com que reflitam um pouco sobre o que é a carreira de Bruno Senna.

Em linhas gerais, Senna é um cara de carreira rápida e relativamente expressiva. Seu início no kart se deu em 1989, aos cinco anos de idade. Fez bons campeonatos em São Paulo, mas nada que chamasse muito a atenção. Em fins de semana de férias, ele se mandava com seu famoso tio para se divertir no kartódromo do sítio da família. Ayrton, cuja opinião era inegavelmente respeitável, costumava dizer que “se vocês me acham bom, esperem só para ver meu sobrinho”…

Vindo de quem vem, não sou eu quem vai representar opinião dissonante. O problema começa a partir daquele primeiro de maio de 1994. Morto Ayrton Senna, o automobilismo se tornou uma espécie de tabu na família. Bruno ainda gostava do negócio, mas ninguém mais queria ver um segundo Senna morrendo dentro de um carro de corrida. E sua carreira foi interrompida ali. A morte do pai Flavio, dois anos depois, só enterrou de vez a ideia.  Por muitos anos, Bruno Senna não passou de um adolescente normal. Rico e de sobrenome nobre, mas normal.

Seu primeiro carro, o F-BMW

Um piloto de corrida é uma pessoa que desde cedo se dispõe a sacrificar seus fins de semana para dar voltas e mais voltas ao redor de um trecho asfaltado em forma de ameba dentro de um troço motorizado. Há toda uma preparação física, mental e emocional para construir a melhor trajetória possível. A família se empenha no sonho do garoto (ou garota, dependendo do caso), vendendo bens e sacrificando sua rotina. O dinheiro, sempre escasso e incerto, é utilizado com toda a cautela. A concorrência, no geral, é fortíssima. E muitos garotos com muito mais talento do que um Senna ou Schumacher simplesmente desaparecem porque não conseguem recursos para seguir em frente. Ou porque aquele moleque menos talentoso é filho de gente influente e tem um kart fora do regulamento, algo muito mais comum do que vocês imaginam.

Por isso, imagine você a reação de um jovem piloto do tipo Roberto Moreno quando vê que o sobrinho de um dos maiores pilotos de todos os tempos simplesmente passou por cima do kartismo e encontrou portas abertas e amigos com a maior facilidade do mundo unicamente por ser o sobrinho de um dos maiores. Continuo.

Ouvi falar de Bruno Senna pela primeira vez no início de 2004, quando, por acaso, assisti a uma reportagem do Globo Esporte sobre ele. Desnecessário dizer que a reportagem intercalava trechos com as grandes corridas de seu tio. Naquele momento, Bruno Senna havia acabado de fazer um teste com um Fórmula Renault em Interlagos. O repórter, cujo nome confesso não me lembrar agora, disse algo como “Bruno foi bem para alguém que ficou de fora durante tanto tempo”.  Após assistir à reportagem, que durou uns bons cinco minutos, concluí que haveria uma espécie de esforço geral para emplacar um segundo Senna no automobilismo.

Em 2004, havia bem mais pilotos brasileiros com potencial do que agora. Na Fórmula 3 britânica, Danilo Dirani surpreendia os ingleses e desafiava Nelsinho Piquet, o favorito franco ao título daquele ano. Na Indy Lights, Thiago Medeiros era a bola da vez. Havia outros nomes no exterior, como o próprio Lucas di Grassi, Allam Khodair e Fernando Rees. No Brasil, a Fórmula Renault e a Fórmula 3 apresentavam revelações como Daniel Serra, Alan Hellmeister, Alexander Foizer, Xandinho Negrão, Carlos Iaconelli e Alberto Valério. No kart, havia ainda Sérgio Jimenez e Pedro Bianchini, dois dos melhores nomes que já competiram na história do kartismo brasileiro. Reflita: será que Bruno Senna era tão melhor do que todos eles a ponto de merecer tanta atenção assim? Nem Nelsinho Piquet, piloto que eu sempre achei absolutamente superestimado, mereceu o mesmo nível de atenção.

Fórmula 3

O argumento é óbvio: nenhum deles é um Senna. E aí que vem a constatação mais cruel: as pessoas estão pouco se fodendo com o Bruno. O que importa é o sobrenome. Pelo bem ou pelo mal, é simplesmente impossível dissociá-lo da figura do Ayrton. É até chato para Bruno Senna, que se vê obrigado a escorar sua carreira nessa ligação. Poucos são os que prestam atenção no seu talento de forma crítica e isenta. A boa vontade da imensa maioria faz com que um resultado seu seja superestimado. Bruno é bom piloto, talvez bem melhor do que a maior parte dos seus concorrentes no automobilismo de base. Mas é evidente, se analisar os pormenores, que ele não é um sujeito diferenciado. E que o sobrenome ajuda bem mais do que deveria.

Enquanto muitos kartistas com muito mais talento do que dinheiro ou amigos sofrem para tentar um teste com um carro da Fórmula 3 sul-americana, Bruno conseguiu fazer sua reestreia no automobilismo diretamente na Fórmula BMW inglesa. Graças aos bons contatos com Gerhard Berger, ele conseguiu um terceiro carro da poderosa Carlin para fazer as seis últimas corridas da temporada de 2004. Em um grid de 22 carros, ele se destacou nos treinos de classificação, chegando a largar na primeira fila das duas etapas de Donington. Seus resultados em corrida não foram tão bons: um sexto lugar na primeira prova de Donington foi o melhor resultado. Nada mal. Um segundo ano na Fórmula BMW faria muito bem, mas…

Mas graças ao sobrenome, aos bons patrocinadores e aos ótimos contatos, ele descolou um carro na poderosa Double R para correr na Fórmula 3 britânica! Como pode um cara que não havia completado sequer seis meses nessa nova fase da carreira descolar um carro tão bom, enquanto que um Danilo Dirani, piloto excelente que mostrou muito talento nas Fórmula 3 sul-americana e britânica, era obrigado a correr pela fraca P1? Não é pro Dirani chegar e mandar todo mundo para o inferno?

Senna terminou o ano em décimo, cinco posições atrás de seu companheiro Dan Clarke, que também fazia a estreia na categoria. No ano seguinte, ele permaneceu na equipe e ganhou dois novos companheiros: Mike Conway e Stephen Jelley. Os três tinham um ano de experiência.

Senna não foi mal, vencendo as três primeiras etapas e mais outras duas durante o ano. Terminou o ano em terceiro, atrás de Conway e Oliver Jarvis, sempre demonstrando mais talento na chuva do que no seco. Foi um ano bom, o de 2006. Mas como Conway e Jarvis tiveram tanta dificuldade a mais para encontrar emprego para 2007 do que Senna, que migraria para a GP2? Conway ainda conseguiu uma vaga na Supernova, enquanto que Jarvis foi obrigado a emigrar para o Japão. Senna, disputado por várias equipes, assinou com a Arden, equipe que ainda tinha alguma moral, após ser vice-campeã com Heikki Kovalainen em 2005.

GP2, na Hungria, em 2008

Não vou me estender muito mais. Senna fez um razoável 2007, vencendo uma prova e terminando o ano em oitavo. Apesar de ter feito 24 pontos a mais que o companheiro, Adrian Zaugg, deu bem menos azar do que ele e chegou a andar atrás em várias ocasiões. No ano seguinte, ele descolou uma vaga na então melhor equipe do grid, a iSport. Apesar de ter vencido duas etapas e de ter se sagrado vice-campeão, foi um caso de carro que carregou o piloto nas costas. Senna fez boas apresentações em pista molhada, mas esteve apagado em várias ocasiões e não foi páreo para o campeão Giorgio Pantano. Lucas di Grassi, o terceiro colocado, fez seis corridas a menos e terminou um único ponto atrás. Independente do fato de Di Grassi ter vantagem prévia pelo fato de ter conhecido o carro antes dos seus concorrentes, não foi tão bom Senna ter ficado apenas um ponto à sua frente.

A partir daí, vocês sabem da história. Uma sessão de testes na Honda, um ano na LMS, a Hispania e o vestibular da Renault. Enquanto isso, onde estão os nomes que o bateram em algum momento? Onde estão aqueles pilotos que demonstraram talento puro nas categorias de base?

Há quem diga que seus resultados de base são bons o suficiente para credenciá-lo à uma vaga na Renault. Que base? Ele caiu de paraquedas na melhor equipe da Fórmula BMW e arranjou uma boa vaga na equipe que chegou a ser campeã de Fórmula 3 britânica sem ter qualquer retrospecto.  Na GP2, teve poucas dificuldades em arranjar lugares na razoável Arden e na poderosa iSport, desempregando gente com mais talento. Com equipes tão boas e apoio geral, não é difícil obter bons resultados.

Há quem siga pelo outro lado, apontando que resultados em categorias de base não contam e o que importa é impressionar na Fórmula 1. Então vamos fechar as categorias de base. E que as equipes de Fórmula 1 só contratem quem convier. É pra contratar pelo dinheiro? Coloquem o Bill Gates e o Eike Baptista. Uns três anos de treinos e voilà!, temos um piloto. É pra contratar pelo nome? Bota a Paris Hilton ou o Justin Bieber aí. É óbvio que isso é um exagero, mas se as pessoas se dispõem a “perdoar” o passado do Bruno Senna, por que não perdoariam qualquer outro piloto?

Deixo claro: acho Bruno Senna um piloto com qualidades e considero que, nas condições atuais, ele tem lugar na Fórmula 1. O que me incomoda é que ele recebe muito mais oportunidades do que seu talento, que está longe de ser inexistente, permitiria. E não adianta: seu sobrenome conta muito. Inconscientemente, as pessoas querem um Senna ali, ainda mais naquela Renault preta e dourada. Eu fico do lado de gente como Danilo Dirani e Roberto Moreno: trabalhar a vida inteira e mostrar resultados para colher menos frutos do que um sujeito de sobrenome nobre deve ser frustrante pra cacete.

Nick Heidfeld, a escolha mais lógica

Regozijemos: Robert Kubica está bem. Para quem viu um guard-rail invadindo todo o interior de seu Skoda Fabia, estar sedado, tomando sopinha de batatas pela sonda e com um olho roxo e alguns ossos arrebentados significa estar muitíssimo bem. Tão bem que poderá até mesmo deixar a UTI nas próximas 48 horas. A partir desse instante, o polonês ficará um bom tempo no hospital deitado, vendo documentários do Discovery Channel e tomando sopinha de batatas pela boca.

Agora que ele está em boas condições, todos começam a mirar suas atenções para aquele carro preto, dourado e vermelho de número 9. Aparentemente, é um carro valiosíssimo, líder da primeira semana de testes em Valência. A Renault terminou o ano de 2010 em alta, com um carro simples, eficiente e promissor. Após dois anos tensos, os ânimos lá dentro puderam ser recuperados e a equipe pôde renasceu das cinzas. 2011 tinha tudo para ser o ano da virada, aquele que consagraria Renault e Robert Kubica. Mas não tem mais Kubica, então bola pra frente.

Um batalhão de pilotos empregados, desempregados e subempregados surgiu dos mais variados cantos para pleitear esta vaga de primeiro piloto. A essa altura, Eric Boullier, poderoso chefão da Renault, deve estar sendo bombardeado com telefonemas, faxes, e-mails, SMS e mensagens psicografadas vindas de gente que moverá montanhas para vestir o macacão preto. E a mídia também contribui com um boatozinho aqui ou um novo candidato acolá. Comento sobre absolutamente todos os nomes que apareceram.

Deixo claro: tenho um favorito. Como não poderia deixar de ser, é Nick Heidfeld. E tenho também aqueles que não quero ver de jeito nenhum nesse carro. Como não poderia deixar de ser, um deles é bruno SENNA. Não se ofendam com o “bruno SENNA”. Explicações mais abaixo. Imparcialidade jogada na lata de lixo, sigo com as análises.

Heidfeld. Uma das maiores distorções da natureza é ver esse indivíduo sem um carro. Em um post anterior, já coloquei aqui todos os seus bons predicados: é experiente, é confiável, não bate, não quebra carros, é velocíssimo sem ser extravagante, ultrapassa como poucos, é combativo ao segurar uma posição, sabe acertar bem seus carros, sabe aproveitar oportunidades extremas como ninguém, anda direitinho na chuva, sabe liderar uma equipe, tem excelente currículo pré-Fórmula 1 e ouve Moby. Em suma, ele reúne características típicas de um campeão. Mas não tem uma única vitória no currículo. O que acontece?

A verdade é que Nick não tem brilho e carisma. Eu acho esse negócio de brilho e carisma uma pederastia descomunal, uma vigarice tremenda, coisa de gente burra e ineficiente que apela para a simpatia para ocultar sua incompetência. No entanto, a esmagadora maioria das pessoas da humanidade discorda visceralmente e crê cegamente que é melhor ter um sujeito não tão ineficiente mas com ótima imagem do que o contrário. Paciência… E Heidfeld definitivamente paga o preço por isso. Por isso que ninguém entre as equipes grandes se interessa por ele. E os carros que ele dirigiu, com exceção os ótimos BMW Sauber de 2007 e 2008, não eram lá aquelas coisas. Discordem à vontade, mas não mudo de ideia.

Bruno Senna, piloto da casa

Heidfeld é o maior favorito por ser o melhor e mais experiente piloto sem qualquer ligação contratual com outra equipe. Ainda bem. Mas há outros. Falo de seus três maiores adversários: Nico Hülkenberg, Vitantonio Liuzzi e bruno SENNA.

De todos os pilotos citados, eu sinceramente considero o jovem Hülkenberg o sujeito mais promissor. O alemão é veloz, tem um currículo impecabilíssimo, um ar arrogante típico dos campeões e um ano de experiência na Williams. É verdade que seu ano de estreia, pole-position em Interlagos à parte, esteve longe de ser excepcional, mas também não foi vergonhoso. Seu problema maior é a falta de experiência. Jogar o garoto, que é apenas um ano mais velho que eu, para liderar uma equipe que alimenta enormes ambições para esse ano soa absolutamente temerário. Se a Renault tiver um mínimo de bom-senso, deliberará sobre isso.

E é nesse quesito que bruno SENNA morre na praia. O brasileiro, sobrinho do homem mais aclamado do esporte a motor no Brasil, tem como predicado maior o marketing que seu sobrenome carrega.

Não sejamos hipócritas. Infelizmente, a maioria das pessoas não o enxerga como Bruno Senna, piloto brasileiro de currículo bastante razoável e um potencial ainda não adequadamente avaliado na Fórmula 1. Pelo que andei percebendo, quem o quer como substituto do Kubica, como é o caso da turma contente da Globo, o enxerga como bruno SENNA, alguém absolutamente desprovido de identidade própria, mera representação contemporânea daquele que foi o maior piloto que o Brasil já teve.  

Para ressaltar ainda mais esse lado alegórico da coisa, a nostalgia gerada por uma possível associação entre o sobrenome Senna, a Lotus como patrocinadora, a cor preta e dourada e motor Renault é imensa. O povo não quer apenas um Senna de volta: quer também tudo aquilo que marcou a carreira de Ayrton. Acredito que, lá no fundo das entrelinhas, Bernie Ecclestone deve estar pressionando Boullier para arquitetar esse conjunto trazendo Bruno Senna para esse carro. O velho sefardita sabe, mais do que todos, o que o povo quer. E bruno SENNA na Renault pode ser muito lucrativo.

O último nome entre os mais cotados é Vitantonio Liuzzi. Gosto dele, assim como tendo a gostar de todo campeão de Fórmula 3000. Ao contrário da maioria, não acho que ele tenha tido lá uma oportunidade que realmente prestasse na sua curta e irregular carreira na Fórmula 1. Ou alguém acha que andar em um Red Bull apenas razoável em sistema de rodízio com Christian Klien, padecer em uma instável Toro Rosso e ser o segundo piloto da Force India são lá bons caminhos para se desenvolver uma carreira sólida?

Vitantonio Liuzzi, também citado entre os candidatos favoritos

Qual é o pecado do Liuzzi, então?  Andar muito mal em 2010. Muito mesmo. Em um Top Cinq, até o apontei como o pior piloto da temporada. Vitantonio sofreu vários acidentes, deu vexame nos treinos classificatórios e não conseguia se recuperar nas corridas. Marcou menos da metade dos pontos de seu companheiro, Adrian Sutil. Ainda que seu companheiro tivesse um carro bem melhor (afinal, era ele quem levava os patrocinadores), Liuzzi não poderia ter ficado tão para trás. Sua passagem pela Force India representou enorme publicidade negativa. Sendo assim, soa até meio injusto coloca-lo em um carro tão bom nesse momento. Um período no melhor estilo “Kovalainen na Lotus” faria melhor para sua imagem.

São esses os candidatos principais. Sou realista com Hülkenberg: a Force India não vai querer entregar de bandeja à Renault, possível adversária sua, um cara que tem potencial e que inclusive já fez testes com o carro indiano, podendo levar informações valiosas à adversária. Restam Heidfeld, Liuzzi e SENNA. O brasileiro tem a vantagem de já ser contratado da casa. E o próprio Boullier falou, dias antes do acidente de Kubica, que bruno seria o piloto que estaria pronto para substituir qualquer um dos titulares. Mas quem contava com a possibilidade do primeiro piloto ficar de fora por tanto tempo?

Tem muitos outros. Um retorno de Kimi Raikkonen foi ventilado, mas não há a menor razão para Iceman fazê-lo. Qual seria a vantagem de correr como substituto em uma equipe que não vai brigar constantemente por vitórias? Falaram também em Romain Grosjean, mas esse quer se dedicar a um ano completo na GP2 para brigar pelo título e recolocar seu nome em evidência. Seria vantajoso para alguém como ele, que já foi prejudicado pela decisão de correr em caráter emergencial, aceitar um cargo de tantas responsabilidades?

Há ainda outros três pilotos de testes na equipe: Fairuz Fauzy, Ho-Pin Tung e Jan Charouz. Mas nenhum desses serve pra substituir sequer o cozinheiro da equipe. Lá fora, há mais gente. Christian Klien? Jacques Villeneuve? Pedro de la Rosa? Lucas di Grassi? Giancarlo Fisichella? Alguém da GP2? Da World Series? Anderson Silva? Improvável. A verdade é que, em um primeiro instante, ninguém está no nível de Robert Kubica. Daí a dificuldade.

Portanto, se for pra pegar alguém que consiga ao menos consolar as amargas lembranças do dono daquele nariz adunco e da testa protuberante, lembrem-se do cara que conseguiu terminar duas temporadas à frente dele. Contratem logo o Heidfeld.

Nota post scriptum: Eric Boullier, o poderoso chefão da Renault, confirmou a informação já dada por Vitaly Petrov de que apenas três pilotos eram reais candidatos à vaga: bruno SENNA, Vitantonio Liuzzi e Nick Heidfeld. Se esta informação bater com aquela declaração dada pelo mesmo Boullier sobre a necessidade de um piloto experiente, SENNA sobra. Como Liuzzi não enche os olhos de ninguém, Nick Heidfeld aparenta ser o favorito franco. A natureza é sábia.

YEONGAM: E não é que o circuitão coreano ficou pronto? É evidente que não precisamos nos lembrar do fato de que isso aconteceu a apenas dez dias da corrida. Também não precisamos lembrar de que tudo foi feito às pressas e a toque de caixa. Pode ficar para trás, também, o histórico de problemas, acidentes e imprevistos. Ignorando todo esse panorama desolador e também os boxes e camarotes em obras, a trupe da Fórmula 1 chega à Coréia Austral sem saber o que esperar. A pista soa meio ordinária, mas a esperança é a última que morre e todos esperamos estar errados. O horário da corrida será o pior possível, lá pelas quatro da manhã. Enfim, está tudo como o cão gosta. Aliás, nem ele, já que coreano adora um cachorro assado.

SENNA: É visível que ele já não está mais nem aí com sua equipe. Recentemente, sua assessoria de imprensa liberou uma declaração absolutamente inusitada para os padrões metrossexuais da Fórmula 1 atual. Segundo a declaração, enquanto os pilotos das equipes grandes faziam testes em simuladores, restava a ele testar no Playstation. Não é nada de absurdamente engraçado ou chocante, até porque todos nós sabemos que a Hispania não tem dinheiro nem para o cafezinho. Mas não deixa de ser curioso. Ao contrário do tio, absolutamente pasteurizado, Bruno Senna é um sujeito que não tem lá muitas papas na língua. E em se tratando de Hispania, eu nem duvido que o jogo utilizado tenha sido o Formula 1 95 do Playstation One. F1 2010 para PS3 é caro demais.

CHUVA: Já está ficando chato. Agora, toda corrida tem previsão de chuva. O Weather Channel aponta possibilidade de 60% para o momento da corrida. 60% é sem-vergonhice, uma maneira covarde de dizer que algo vai acontecer se resguardando sobre o muro no caso de não acontecer. Nem espero nada. E, pra mim, as coisas têm de ser peremptórias. Só acredito em chuva no caso do Weather Channel dizer algo como “prepare sua arca, pois vai chover canivetes”.

BERNIE: O velhinho judeu completou 80 anos nesses dias. E aproveitou o “níver” para soltar aquelas pérolas que alegram jornalistas, amedrontam convivas do paddock e irritam torcedores. Andou ameaçando as corridas de Spa-Francorchamps e Istambul, dois dos traçados preferidos da galera. Criticou o egoísmo das equipes, que só pensariam nelas e não na Fórmula 1. Disse que sempre quis ter um negócio. Disse que vai continuar por um bom tempo. E pra coroar o bolo com a cereja, elogiou, de uma vez, Hitler e Saddam Hussein. Este é o Bernie Ecclestone que conhecemos: desbocado, maquiavélico, ambicioso, disposto, irônico e muito inteligente.

WEBBER: Já decidi para quem vou torcer. E olha que gosto mais de Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Vettel, definitivamente, não merece esse ano.

Jerôme D'Ambrosio, um dos nomes da vez na Fórmula 1

Texto não muito longo. Aliás, alerto: esta semana não vai ser a mais movimentada. Coisas pra fazer a granel. Em um período no qual as notícias são poucas e não muito animadoras, falo de alguns personagens que andaram chamando a atenção de toda a patota da Fórmula 1 em tempos recentes.

Começo pelo fim, ou melhor, pelo menos badalado de todos. E o seu nome é Jerôme D’Ambrosio. Guardem esse nome, pois ele tem boas chances de correr na Fórmula 1 em 2011. Jerôme é belga e tem 25 anos. No seu currículo, constam um título obtido de maneira indiscutível na Fórmula Master em 2007 e três temporadas apenas razoáveis na GP2 entre 2008 e 2010. Não o culpemos, no entanto. D’Ambrosio é um piloto rápido, muito sensato e pouco propenso a erros. Nestes últimos três anos, sofreu com o pouco confiável carro da DAMS. Ainda assim, superou seus companheiros de equipes em todos estes anos. Nos dois primeiros anos, bateu Kamui Kobayashi com folga, e o japonês está aí, fazendo um bocado de gente babar na Fórmula 1.

D’Ambrosio (aprendam, infantes: JERROM DAMBRROSIÔ) aparecerá em quatro dos últimos cinco fins de semana da atual temporada de Fórmula 1 como piloto de testes da Virgin. Andará na sexta-feira nos circuitos de Marina Bay, Suzuka, South Jeolla e Abu Dhabi. A chance de brilhar é remotíssima, mas não deixa de ser boa para alguém que não tem patrocinadores grandes e que é obrigado a abraçar qualquer oportunidade dada pelos homens da Fórmula 1. Se o belga convencer nestas quatro oportunidades e se carregar consigo uma renca de patrocinadores, há uma boa chance da Virgin efetivá-lo para correr ao lado de Timo Glock em 2011. Lucas di Grassi, portanto, termina chupando o dedo.

Kimi Raikkonen: será que volta?

Lucas é um dos quatro brasileiros e um dos cinco estreantes desta temporada. Na comparação direta com seu companheiro Timo Glock, não está tão mal. Apesar de ter largado apenas duas vezes à frente do alemão, Di Grassi terminou apenas uma corrida a menos que Glock (sete a oito) e conseguiu o melhor resultado da Virgin até aqui, um 14º lugar em Sepang. Longe de ser um retrospecto genial, o caso é que o brasileiro merece, no mínimo, uma segunda oportunidade. Uma oportunidade realmente decente. Mas tudo parece nebuloso para ele. Sem dinheiro, restará a ele esperar que algo aconteça. Mas as coisas na Fórmula 1 não acontecem do nada.

Não muito distante da realidade de Di Grassi, Bruno Senna é outro brasileiro que padece no paraíso. Primeiro piloto da simpática porém lamentável Hispania, ele vem sofrendo com um carro que simplesmente é o mesmo da etapa barenita e com uma equipe completamente bagunçada e que remete aos bons tempos das nanicas da pré-classificação oitentista. Até aqui, ele terminou apenas cinco corridas. Já teve tudo quanto é tipo de problema, passou até pelo sufoco de não conseguir ligar o carro para a sessão de sexta-feira da etapa de Monza e chegou a dar seu lugar a Sakon Yamamoto na etapa de Silverstone. E ao contrário do que se imagina, Bruno não é o típico piloto-pagante. Apoiado apenas pelo Embratel e pelo Banco Cruzeiro do Sul (propriedade da família do candidato a vice-presidente Índio da Costa), não há dinheiro o suficiente em sua conta-corrente. Dinheiro esse que, por sinal, a Hispania precisa muito. Bruno Senna sabe que, dificilmente, seu futuro seguirá o mesmo rumo do de sua equipe. Assim como Di Grassi, restará a ele buscar um jardim mais fértil.

Mas não é só a dupla de brasileiros que padece. Pedro de la Rosa, o vovô espanhol, é outro que perde seus cabelos grisalhos buscando uma vaga para 2011. Dispensado pela Sauber, de la Rosa sabe que não tem muito mais a fazer. Está com quase 40 anos de idade e nunca demonstrou qualquer lapso de genialidade. Na atual temporada, fez menos de 1/3 dos pontos de seu companheiro Kamui Kobayashi. Como Pedro também não tem dinheiro, não há como comprar uma vaguinha por aí. Restará a ele esperar que alguém apareça desejando sua experiência. A Hispania já acenou com uma possibilidade. Mas será que é um bom negócio para alguém em sua situação?

Romain Grosjean, a ave fênix

Por outro lado, a vida é bem rósea para alguns. E o possível retorno de Kimi Raikkonen à Fórmula 1 é o principal assunto do momento. Piloto do WRC nesta temporada, Kimi recebe o segundo maior salário da Fórmula 1 devido à enorme rescisão paga pela Ferrari por sua dispensa no ano passado. Na atual temporada do WRC, o desempenho do ex-campeão vem sendo bastante razoável, mas o que mais chama a atenção é o número de acidentes sofridos na temporada de estréia. A mídia, sempre oportunista, não perde tempo para criticá-lo, ignorando que faz parte da adaptação. E a mesma mídia ventila a possibilidade de Kimi estar querendo voltar à Fórmula 1 devido ao fim da mamata ferrarista. Sem dinheiro, ele teria de abandonar a diversão e voltar ao batente. Raikkonen já teria consultado a Renault visando a vaga de companheiro de Robert Kubica em 2011. Quanto a Vitaly Petrov, este migraria por livre e espontânea vontade alheia à Lotus, que irá receber motores Renault. A conferir, a conferir, a conferir.

Outro que está nos ares é Pastor Maldonado, o venezuelano que ganhou o título da GP2 neste ano. Novo herói nacional, o jovem piloto chegou a ser convidado a fazer um discurso para um número enorme de pessoas em um estádio de seu país. No meio da multidão, o caudilho Hugo Chavez, que financia a carreira do pupilo por meio de suas empresas estatais, como é o caso da petrolífera PDVSA. Maldonado, que chegou até a aparecer nas Trending Topics mundiais do Twitter quando obteve uma de suas seis vitórias neste ano, está negociando com algumas equipes médias. Além de experiente e muito rápido, ele carrega muito dinheiro. É, sem dúvida, um dos pilotos mais valiosos que estão de fora nos dias atuais.

Por fim, uma humilde menção da Romain Grosjean, o suíço-francês primo do Sideshow Bob. Após fazer algumas corridas deploráveis pela Renault no final do ano passado, muitos davam sua carreira como acabada. Restaria a ele voltar a trabalhar no banco, pois. E não é que Grosjean deu a volta por cima e tentou correr no máximo de categorias possível visando um retorno à Fórmula 1? O mais legal é que ele andou bem em todas as categorias pelas quais passou nesse ano. Romain começou no FIA GT, venceu duas corridas e chegou a liderar a competição. Depois, pulou para a AutoGP, fez apenas três corridas e inacreditavelmente assumiu a liderança do campeonato tendo feito quatro corridas a menos que a concorrência. Por fim, foi chamado para correr na GP2 pela DAMS. Em um carro fraco, mostrou agressividade e conseguiu um pódio. Renascido das cinzas, foi chamado pela Pirelli para substituir Nick Heidfeld nos testes em Mugello. E seu nome volta a ser cogitado pelos chefes da categoria. E Romain pode, assim, dar risada de quem colocou sua capacidade em cheque no ano passado.

E estes são os personagens mais proeminentes da silly season 2010 – 2011. Silly season é um negócio sempre chato, cheio de sangue, suor e lágrimas. Todos dão seu sangue e suor para continuar competindo, mas alguns sempre terminam em lágrimas.

Fiquei com vontade de escrever mais um pouco. Como o tempo não me é escasso como já foi outrora, lá vai:

– Coincidências esportivas são demais. Na atual temporada da GP2, temos apenas um piloto holandês no grid, Giedo van der Garde. Ele corre pela Addax, equipe espanhola comandada pelo empresário Alejandro Agag. E todos nós sabemos quem jogou a final da Copa do Mundo. Em Silverstone, a equipe decidiu homenagear La Fúria com um adesivo “Vamos España” nos dois carros. E o pobre Van Der Garde teve de carregar uma mensagem de incentivo contra a seleção de seu país! Pelo visto, o resultado deu certo…

Única foto que eu encontrei, vinda do Sutton. A mensagem está lá no canto. O carro é o de de Sergio Perez, mas tudo bem

– A Red Bull está, definitivamente, em crise. Andei lendo por aí que está havendo uma divisão entre os mecânicos de Vettel e os de Webber. E o tratamento entre eles, como não poderia deixar de ser, está longe de ser cordial. Em Silverstone, a turma de Vettel chegou a provocar a de Webber brincando com a nova asa dianteira, o motivo do litígio. Ridículos, todos.

– Bernie Ecclestone está pedindo 19 milhões de euros para quem ocupar a 13ª vaga na Fórmula 1 em 2011. Esta taxa seria uma espécie de reedição daquela famosa caução de 48 milhões de dólares exigida no início da década por qualquer estrutura nova que quisesse participar da brincadeira. Ele alega que a equipe deve provar que tem bala no cartucho, algo que acho ridículo. No entanto, desconfio que o motivo seja outro. Os 19 milhões de euros cairiam muito bem em seu interminável bolso. É uma motivação mais nobre do que a alegada, ao meu ver.

– Bruno Senna ficou de fora do Grande Prêmio da Inglaterra por um motivo tão prosaico quanto imbecil. Diz a lenda que ele teria mandado, por engano, um e-mail ao próprio chefe metendo o pau no carro. Colin Kolles, o romeno que comanda a bagaça, não gostou e puniu o sobrinho com uma corrida de suspensão. Todo mundo sabe que o carro da Hispania é uma tremenda bomba. O que não sabemos é o real conteúdo da mensagem. Duvido que Senna tenha sido afastado unicamente por reclamar de sua diligência. E Bruno deveria conferir o destinatário, regra básica pra quem manda e-mails. Falta de noção completa.

SILVERSTONE: A primeira corrida de Fórmula 1, há exatos 60 anos, aconteceu aqui. É um lugar aonde se respira o típico british racing vintage: traçado veloz, enormes áreas de escape preenchidas com grama, autódromo localizado no meio da roça e climão daqueles típicos festivais de automobilismo que só os ingleses sabem fazer. Nunca gostei muito do traçado, mas reconheço que, diante de tantos circuitos insossos e travados, Silverstone é um alento. Só espero que chova. Corridas no seco costumam ser tenebrosamente chatas.

YAMAMOTO: Péssima notícia para Bruno Senna: o brasileiro não participará do Grande Prêmio da Inglaterra. Seu substituto na Hispania é o nipônico Sakon Yamamoto, um dos pilotos mais dispensáveis que já apareceram na categoria nos últimos 15 anos. Com discretíssimas passagens nas extintas Super Aguri e Spyker, ele fará sua primeira corrida de Fórmula 1 desde 2007. Ao contrário da maioria dos japoneses, é um piloto sossegado. O problema é que ele é sossegado demais. Sua presença se justifica pela vinda de ienes, muitos ienes.

GABY: E Bruno Senna não utilizará seu novo motor Cosworth, que ganhou o nome de uma amiga sua. Pergunto duas coisas: quem em sã consciência daria nome a um motor? E quem, em sã consciência, daria o respeitoso nome de Gaby a um motor?!

FRANK WILLIAMS: A outra notícia que chocou a muitos é a renúncia de Frank Williams à presidência de equipe que ele fundou com Patrick Head em 1977. Depois de 33 anos, sete títulos de pilotos e nove de construtores, Sir Frank passa o bastão para Adam Parr, chefe executivo da equipe. Aos 68 anos, ele já sente o peso da idade, e a essa altura da vida já não deve estar tão animado para tocar uma equipe que não sai do meio do pelotão. Ainda assim, sair da presidência não quer dizer abandonar a equipe: Frank Williams seguirá trabalhando na equipe. E espero que siga assim por muitos anos.

FINAL DA COPA DO MUNDO: Bernie Ecclestone sempre chutando o balde. Por capricho do todo-poderoso, a Fórmula 1 terá de fazer uma corrida quase que indesejada no mesmo dia de uma das finais mais esperadas da história das Copas do Mundo. De um lado, Fernando Alonso, Jaime Alguersuari e Pedro de la Rosa torcendo para La Fúria. Do outro, er… a torcida pela Laranja Mecânica será representada por um solitário Giedo van der Garde, piloto da GP2. Do fundo da minha alma, não consigo escolher nem Espanha e nem Holanda, já que ambos são os dois times europeus sem títulos que mais merecem entrar para a turminha dos fodões. De qualquer jeito, vou na lógica e digo que dá Holanda.

HISPANIA RACING TEAM

Uma nada simpática sigla é o nome oficial, para a FIA, da última equipe confirmada para essa temporada. Remanescente dos restos da Campos, a Hispania Racing Team é talvez a equipe mais despreparada para o mundial. Seu ponto forte parece ser o chassi, desenvolvido pela tradicional Dallara. O problema maior da equipe é a falta de um patrocinador importante e de testes. Sua confirmação se deu há duas semanas, e o lançamento da equipe ocorreu na quinta-feira. O objetivo para essa temporada é simplesmente terminar o campeonato, e as corridas também.

Sediada em Murcia, Espanha
Estreante

 

20- KARUN CHANDHOK

Aquilo entre os olhos mais parece uma tatuagem

Ele é a monocelha mais rápida do mundo. Ou melhor, duas retificações: para a apresentação oficial da HRT, ele arrancou fora a taturana. Além disso, o fato de ser a monocelha mais rápida do mundo não quer dizer absolutamente nada. Karun entrou na Fórmula 1 porque tem muito dinheiro, porque seu pai é nada menos que o presidente da confederação de automobilismo indiano e porque Bernie Ecclestone quis. Chandhok foi o último dos moicanos a ser confirmado para a temporada. Seu currículo não traz lágrimas de emoção: campeão da World Series asiática em 2006, três anos discretos na GP2 e alguns testes pela Red Bull na Fórmula 1. Por mais 2009 que seja essa expressão, diante das circunstâncias, só posso dizer “hare baba”…

Indiano, de Chennai, nascido em 19 de Janeiro de 1984
Estreante
Campeão
da World Series by Renault asiática em 2006

 

21- BRUNO SENNA

A Honda o deixou sem um volante em 2009. E quase acontece de novo

Sejamos impressionistas: por enquanto, ele só é o sobrinho do Ayrton. Muitos nostálgicos o querem no grid unicamente pelo seu valiosíssimo sobrenome, o que acaba até sendo uma injustiça com o piloto Bruno. Que se não é gênio, pelo menos é esforçado, humilde e vem melhorando aos poucos. Sua primeira experiência com monopostos foi uma rodada vexatória no Lotus do tio enquanto fazia algumas voltas de demonstração em Interlagos/2004. Depois passou pela F-BMW, F3 e GP2, sempre correndo por equipes fortes e obtendo resultados bons sem furor. Chega à F1 por uma equipe que confirmou sua existência há pouco. Um verdadeiro ponto de interrogação.

Brasileiro, de São Paulo, nascido em 15 de Outubro de 1983
Estreante
Vice-campeão
da GP2 em 2008