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A pré-temporada de 1990 para Ayrton Senna havia sido deprimente, e isso será tema de um post futuro. Em Dezembro de 1989, a FISA emitiu um relatório com nove pontos (vou expô-los um por um nesse post futuro) justificando a desclassificação de Ayrton no último GP do Japão. Alguns pontos eram completamente descabidos, especialmente os relacionados a supostos delitos cometidos por Senna… em corridas anteriores a Suzuka! Pode? De quebra, Senna foi suspenso da categoria por seis meses, com direito a sursis, isto é, a punição estava congelada até que qualquer coisa que desagradasse ao capo da FIA pudesse resultar na sua aplicação. As nuvens estavam negras para Senna.

O brasileiro, que chegou a pensar seriamente em desistir da Fórmula 1, preferiu seguir e calar a boca de Balestre e amigos na pista. Mas a motivação estava bastante esfriada. A primeira corrida de 1990 ocorreria no circuito citadino de Phoenix, capital do árido estado do Arizona, nos Estados Unidos.

A McLaren vinha com um carro conservador, o MP4/5B, inspirado no bem-sucedido MP4/5 utilizado no ano anterior. A maior novidade era a vinda de Gerhard Berger para substituir Alain Prost. A Ferrari, com o F1-90 projetado por Steve Nichols, Alain Prost e um câmbio semi-automático desenvolvido, prometia muito. Mas eis que o milagre aconteceu e choveu em Phoenix na classificação de Sábado. Como os tempos de sexta-feira estavam completamente bagunçados, o resultado foi um grid virado de cabeça para baixo. Minardi, Dallara, Osella, toda essa turma estava lá na frente, e a Eurobrun de Roberto Moreno chegou a superar a Ferrari de Nigel Mansell. Senna largaria em quinto, nada tão ruim.

A corrida foi ótima. O fenomenal Jean Alesi tomou a ponta do pole-position Berger logo na primeira curva. Senna deixou Pierluigi Martini para trás logo na largada e demorou apenas três voltas para passar Andrea De Cesaris. O brasileiro já era terceiro, logo atrás de Alesi e Berger. O mais assustador é que o francês abria diferença, e isso com um motor Cosworth cerca de 80cv mais fraco que os Honda V10 da McLaren.

Berger não demorou muito e fez das suas, batendo sozinho nos pneus. Senna assumia a segunda posição, mas tinha enormes dificuldades para se aproximar de um inspiradíssimo Alesi. Mas conseguiu no fim das contas.

Volta 33, Senna tenta ultrapassar Alesi no fim da reta dos boxes. Mas o piloto da Tyrrelll é combativo e faz um X na segunda curva conseguindo se manter na frente. Todos ficam maravilhados. Mas Senna tenta de novo. Dessa vez, com um retardatário logo atrás, o Brabham de Gregor Foitek.

Volta 34. Senna tenta novamente, mas dessa vez sem dar espaço para tomar o X. Mesmo assim, Alesi insiste e os dois andam lado a lado por algumas curvas, com a vantagem para a McLaren. Senna, enfim, consegue assumir a liderança. E dispara na frente até o final.

No fim, Senna declara que se divertiu. E que a motivação estava de volta. O irônico era que Jean-Marie Balestre, o homem que entregaria a premiação no pódio, acabou desistindo a poucas voltas do final. No confronto do Arizona contra Balestre, um a zero para Senna.

Pulei o primeiro título simplesmente porque não tinha uma foto decente. E não achei uma foto que prestasse de 1989. Geralmente, só de corridas mornas como Hermanos Rodriguez ou Hockenheim. Vou direto para Suzuka 89, palco da história decisão do título de 89.

1989 foi um ano excepcional. 20 equipes, 39 carros, muitas corridas excepcionais, altíssimo nível de pilotos e um duelo visceral pelo título. Ayrton Senna e Alain Prost estavam em estado de guerra e com nervos à flor da pele que chegavam à Suzuka, 15ª etapa do campeonato. O campeonato estava exatamente assim: Prost tinha 76 pontos e Senna tinha 60. Ayrton precisava ganhar as duas corridas se quisesse ser campeão. Os descartes não favoreciam Prost, que tinha menos vitórias que Senna, mas precisávamos ser realistas: estava muito difícil tirar o título do francês.

Senna fez a pole-position, para variar. Colocou quase dois segundos em cima de Prost, que largaria ao seu lado. Porém, o brasileiro largaria do lado direito, o mais sujo da pista. No dia seguinte, Alain Prost começou a corrida queimando a largada e assumindo a liderança sem que punição alguma fosse discutida. Ayrton Senna manteve-se em segundo. E, a partir daí, a corrida se resumiu, durante um bom tempo, a Prost na frente e Senna a no máximo cinco segundos atrás. O carro de Prost tinha ligeira vantagem nas saídas de curva, mas nada que representasse perigo para Senna.

Nas paradas de boxes, a McLaren trabalhou melhor no carro do francês e Prost voltou com ainda mais vantagem. Porém, o carro de Senna voltou melhor e o brasileiro começou a empreender o ataque, marcando voltas mais rápidas e se aproximando. Na volta 46, aconteceu.

Na chicane que antecede a reta dos boxes, Senna colocou por dentro. Prost percebeu a tentativa e tangenciou a curva mais cedo que o normal. Os dois carros se engancharam. Fim de corrida para Prost. Mas não para Senna, que perde o bico, vai aos boxes cuidadosamente, coloca um bico novo e volta ainda em segundo graças à vantagem impressionante imposta ao resto do pelotão. Apenas Alessandro Nannini, da Benetton, está à sua frente.

Ayrton guia como um desvairado e demora apenas duas voltas para passar Nannini na mesma chicane do acidente. Ganha a corrida de maneira heróica. Mas antes de subir ao pódio, descobre que foi desclassificado. Nannini era o vencedor, seguido de Riccardo Patrese e Thierry Boutsen.

Termina a corrida e começa uma guerra entre Senna e a FISA de Jean-Marie Balestre. Prost é tricampeão mundial. A briga pelo título terminou, na pista, daquele jeito: Prost saindo do carro e Senna tentando dar partida no carro com uma mão e mostrando o dedo do meio com a outra.

1988 vinha sendo uma temporada completamente monótona. Até meados de Setembro, a McLaren-Honda havia vencido todas as corridas do campeonato. De Jacarepaguá a Spa-Francorchamps, só dava a equipe de Ron Dennis no alto do pódio, seja com Alain Prost ou com Ayrton Senna. Alguém tinha de quebrar essa sequência, pelo bem do campeonato.

11 de Setembro de 1988. A Itália comparecia em peso para ver o Grande Prêmio local, 12ª etapa do campeonato. 100 mil pessoas, mais precisamente. A torcida, obviamente, ia para a Ferrari, mas todos sabiam que a realidade tinha tudo para ser outra: a vitória seria de Prost ou de Senna. A primeira fila era da McLaren, mas como prêmio de consolação havia o terceiro lugar no grid de Gerhard Berger, apenas seis décimos atrás do pole Senna.

Um mês antes, no dia 14 de Agosto, havia falecido o engenheiro honoris-causa Enzo Ferrari (ele mesmo repudiava o título de comendador, que foi lhe dado por Mussolini), lenda do automobilismo e talvez o nome mais importante da história da Fórmula 1 até então. A Itália estava de luto. Uma boa corrida poderia ser uma ótima homenagem ao “Drake”.

A corrida começou sossegada para a McLaren, com Senna e Prost disparando. Mas havia algo de estranho nos ares de Monza. Algo sobrenatural. Que faria do GP da Itália de 1988 histórico.

Após 34 voltas, o motor Honda de Alain Prost falhava. Era uma falha raríssima do extremamente confiável motor japonês. Berger e Alboreto pulam para segundo e terceiro. Dois ferraristas no pódio, já estava bom demais. Mas estava melhorando. O carro de Senna também não está funcionando a pleno. As Ferrari se aproximam. O brasileiro fazia o que podia.

Mas o milagre acontece: faltando míseras duas voltas para o fim, um retardatário quarentão de nome Jean-Louis Schlesser, substituindo Nigel Mansell na Williams, se embanana na entrada da primeira chicane. Confuso, Ayrton Senna se precipita e coloca o carro por dentro, tentando a ultrapassagem. A manobra não dá certo e os dois batem. Com a suspensão traseira direita destruída, Senna abandona a prova. E a Ferrari ganha, com Gerhard Berger.

100 mil torcedores vão à loucura. A única vitória da equipe italiana em 1988 ocorre em Monza, apenas um mês depois da morte de Enzo Ferrari. A manchete do Autosprint: “Dopieta Ferrari! Il Drake è stato a Monza”. Não precisa dizer mais nada.

 Senna jogou fora a possibilidade de fazer a McLaren vencer todas as corridas de uma temporada. Acontece, errar é humano. Mas aquele acidente foi o início de uma pequena má fase do brasileiro que só passaria com a conquista do título em Suzuka.

Ayrton Senna da Silvastone. Achei que ia acabar essa série hoje, mas ainda tenho um punhado de fotos, então o Clique especial segue até semana que vem. O que é um alívio pra mim. Cansei de falar sobre Ayrton Senna.

Oitava etapa do campeonato de 1988. Ayrton Senna vinha a um circuito onde o McLaren MP4/4 não era exatamente tão dominante quanto o restante do grid, o que não queria dizer muito. Silverstone era um circuito no qual Ayrton gostava muito e aonde ele ganhou várias corridas de Fórmula Ford e Fórmula 3. Mas na Fórmula 1, por algum motivo, ele não conseguia.

Ayrton teve problemas com sobreesterço em curvas de média velocidade e até teve de trocar o motor no Sábado. A Ferrari, com o F187-88C, conseguia aproveitar muito bem os retões de Silverstone e obteve uma surpreendente primeira fila com Gerhard Berger e Michele Alboreto. Restava a Senna a segunda fila.

Como estávamos na Inglaterra, a chuva tinha de aparecer em algum instante. E ela apareceu com força. Senna adorava chuva. Alain Prost, seu maior adversário, odiava. E assim aconteceu.

Senna deixou Alboreto para trás logo na primeira curva. Ainda nas primeiras voltas, o brasileiro ainda tomou a liderança de Berger. E assim seguiu até o fim. Chuva e Silverstone eram duas palavras que faziam a felicidade do brasileiro. E olha que o carro ainda tinha problemas de dirigibilidade e consumo de combustível.

Prost? Teve um dia horrível. O carro tinha tantos problemas quanto o de Senna, mas o francês definitivamente não se dá bem com pista encharcada. Seu ponto mais baixo foi tomar ultrapassagens por fora de Alex Caffi (Dallara) e Stefano Modena (Eurobrun). Acabou abandonando por simplesmente achar que não tinha mais o que fazer, no que não estava errado.

Inglaterra/1988 é o melhor exemplo da disparidade de Senna e Prost com relação à chuva.

A essa foto, só digo: puta que o pariu! Primeira vitória de Ayrton Senna em Mônaco. Primeira de seis. Que deveriam ser oito. Não consigo engolir, principalmente, a pataquada de 1988. Mas tudo bem.

Vou ser breve, que o tempo me é precioso. Senna tinha um carro menos rápido e mais constante em 99T. Sem os motores Renault de classificação, que ultrapassavam com folga os 1000cv e eram uma enorme ajuda para Ayrton nos treinos, a vantagem de Senna nos treinos diminuiu enormemente. Pelo menos, o motor Honda era confiável e os próprios problemas estruturais de confiabilidade da Lotus nos últimos anos foram resolvidos. Ayrton Senna fez o segundo tempo, logo atrás da Williams de Nigel Mansell.

A largada foi sossegada para Mansell e ele manteve a liderança, com Senna sempre atrás. A corrida seguiu assim até a volta 29, quando o turbo do motor Honda da Williams falhou e o Leão teve de deixar a prova. Ayrton, assim, passava a liderança. E com maestria, manteve-se sempre à frente até o final. Tirando um erro de troca de marcha na Piscina, que quase o mandou para o muro, Senna não teve mais percalços na corrida.

Tudo bem, não foi aquela corrida memorável. Mas que a foto é linda, convenhamos que é.

O começo de 1985 vinha sendo meio atribulado para Ayrton Senna. O brasileiro ainda se recuperava daquela paralísia facial que o acometeu em Novembro do ano anterior e, portanto, havia feito poucos testes na pré-temporada com o seu Lotus 97T e sua corrida em Jacarepaguá havia terminado com um problema elétrico. Segunda etapa do campeonato, Estoril, Portugal.

Ayrton Senna não estava tão esperançoso de conseguir alguma coisa. Logo no início dos treinos, o carro apresenta um problema no sistema de combustível. Por causa disso, não haveria tempo para utilizar pneus de classificação. Senna, portanto, tem apenas uma volta para fazer tempo com pneus normais. E com essa volta, ele faz a pole provisória, com 1m27s708!

Dia seguinte, Ayrton dispõe de pneus de classificação e, em uma daquelas típicas voltas de Senna, faz sua primeira pole-position na Fórmula 1, com o monstruoso tempo de 1m21s007, 4 décimos mais rápido que Alain Prost e mais de um segundo mais rápido que o companheiro Elio de Angelis. Começa aí o show de Ayrton Senna.

Para apimentar ainda mais a situação, chove horrores em Estoril momentos antes da largada. Como eram outros tempos, os pilotos não tentaram postergar a largada, que ocorreu normalmente. E Ayrton Senna largou muitíssimo bem, deixando todo o restante do gird para trás.

A corrida parecia ser outra para Senna. Os pilotos atrás sofriam para manter seus bólidos dentro da pista, mas Ayrton simplesmente desfilava. É evidente que estava difícil até para ele, que chegou a sair da pista em determinado momento. Mas a diferença para os outros era gritante. A volta mais rápida de Senna foi 7 décimos mais rápida que a melhor de Alboreto, o segundo mais rápido.

E os pilotos atrás sofriam. Riccardo Patrese batia com Stefan Johansson. Alain Prost rodava sozinho, assim como Keke Rosberg. Alguns outros, como Elio de Angelis e Nelson Piquet, se arrastavam. Mas Senna seguia sublime. E após duas horas de corrida e 67 voltas, o brasileiro recebeu a bandeirada de chegada quase 63 segundos à frente de Michele Alboreto da Ferrari.

Foi a primeira pole-position entre 65. Foi a primeira vitória entre 41. Não foi sequer seu primeiro show, mas ainda viriam muitos.

Nesses próximos dias, a seção Clique será destinada ao tricampeão supracitado. Ayrton Senna faria 50 anos no dia 21 de Março e todo mundo está fazendo homenagens a ele. Eu sou modista, muito pouco criativo e vou fazer o mesmo. Até lá, algumas fotos de momentos especiais na carreira dele. Por mais clichê que pareça, e mesmo sabendo que não sou fã dele, devo admitir: Ayrton Senna é um artista. E as fotos com ele são, de fato, quase artísticas.

Primeiro ano de Senna na Fórmula 1, sua estréia se dá em um Toleman-Hart. Tudo no carro é ruim, com exceção do chassi, que é um dos melhores do grid. Em Mônaco, Senna largou em 13º. Caía um dilúvio em Montecarlo e a promessa era de um corridão. E foi. Logo na largada, os dois Renault bateram e Patrick Tambay quebrou uma perna. Senna pula para 10º. E a partir daí, começa seu primeiro grande show na Fórmula 1.

Senna vai ganhando posições indiscriminadamente. Passa por Manfred Winkelhock, Keke Rosberg e René Arnoux sem tomar conhecimento e tendo um carro com motor mais fraco que os dos três pilotos. Quando chega a Niki Lauda, faz uma antológica ultrapassagem por fora. Com a batida do líder Nigel Mansell e os problemas dos outros, Ayrton assume a segunda posição. Na volta 24, faz a melhor volta da prova, 1m54s334, sete décimos mais rápido que a segunda melhor volta, de Elio de Angelis. O único piloto à sua frente é Alain Prost, da McLaren.

Ayrton Senna vai se aproximando de Prost muito rapidamente. Sua pilotagem é tão agressiva que, em um momento, dá uma violenta pancada em uma zebra e afeta ligeiramente a suspensão dianteira direita. A chuva segue intermitente e forte. Na volta 32, preocupado com as condições da pista e ao mesmo tempo querendo beneficiar Alain Prost, o diretor de prova Jacky Ickx dá a bandeira quadriculada terminando a corrida. Prost não passa na linha de chegada, mas isso não importa, já que o que conta de fato é a volta anterior. Vitória de Prost, apenas 7 segundos à frente de Senna.

Essa imagem foi tirada logo após a bandeirada. Senna comemorou muito. Mas ele próprio sabia que poderia ter vencido a corrida. E poderia mesmo.

Novidade no Bandeira Verde: uma foto, um monte de coisas por trás dela. Clique.

Para dois, o GP da Austrália de 1994 representava a batalha final pelo título. Para muitos, ele representava apenas o tão desejado fim de uma temporada negra. Para uma equipe em especial, porém, ela representava o capítulo final de um livro recheado de histórias de romance, tragédia e suspense.

A equipe estava quebrada e zerada. Pela primeira vez em sua história, chegava ao final de uma temporada sem sequer um único ponto. Devia para todo mundo, estava com os salários atrasados e chegou ao ponto mais baixo de depender de um pay-driver em determinado momento, o belga Philippe Adams. Seu maior trunfo, um contrato leonino com Johnny Herbert, foi vendido a preço de banana para a Benetton em Setembro. Em Outubro, David Hunt assumiu o controle da equipe. O carro para 1995 estava sendo desenvolvido, mas quase que unicamente à base de esperança. Ninguém sabia o que aconteceria amanhã ou depois.

A Lotus apareceu na terra dos cangurus com dois problemáticos 109 equipados com defasados motores Mugen Honda V10, descendentes daqueles utilizados pela McLaren no começo da década. Dentro deles, Alessandro Zanardi e o então novato Mika Salo.

O carro era muito ruim e os pilotos reclamaram dele durante todo o tempo. Zanardi criticou os freios, o motor e os pneus. Salo, um pouco menos insatisfeito, só reclamou das saídas de traseira e da falta geral de aderência. Mesmo assim, o italiano fez algo próximo de um milagre ao se classificar em 14º. Salo, ainda se adaptando a um carro inguiável, ficou em 22º. A torcida de ambos era a mesma: que não houvesse chuva. A vida deles só ficaria mais dificultada com pista molhada.

A corrida, ao contrário do background da equipe, seguiu sem alvoroço. Zanardi teve problemas com o acelerador, chegou a andar entre os 10 primeiros, mas ficou lá atrás e abandonou na volta 40. Salo, com problemas na bateria, entrou nos boxes nove voltas depois para que os mecânicos consertassem. Mas eles não consertaram e o finlandês saiu do carro. Desse jeito, melancólico e até patético, se encerrava a participação da Team Lotus na F1.

O sempre simpático Zanardi entrou com o epílogo: “quero agradecer a todos, mecânicos, engenheiros, e o pessoal da Mugen-Honda, incluindo aqueles que não estão mais com a gente, por tudo o que fizeram, pelo esforço fantástico que desempenharam e pela paciência que tiveram com todos os nossos problemas nesta temporada. A última palavra é para Peter Collins, porque mesmo se algumas vezes nós tivemos problemas ele sempre fez o seu melhor e realmente fez muito por mim. Humanamente falando esta é, e provavelmente será, uma das melhores equipes com a qual já trabalhei“.

Semanas depois, a Lotus desistiu. O pouco que restou à equipe se associou à Pacific. A base do 110 foi utilizada no Pacific GR02. Foi o fim da Lotus original.

Mas não o fim da Lotus. Amanhã, ela estará de volta.

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