Ayrton Senna da Silvastone. Achei que ia acabar essa série hoje, mas ainda tenho um punhado de fotos, então o Clique especial segue até semana que vem. O que é um alívio pra mim. Cansei de falar sobre Ayrton Senna.

Oitava etapa do campeonato de 1988. Ayrton Senna vinha a um circuito onde o McLaren MP4/4 não era exatamente tão dominante quanto o restante do grid, o que não queria dizer muito. Silverstone era um circuito no qual Ayrton gostava muito e aonde ele ganhou várias corridas de Fórmula Ford e Fórmula 3. Mas na Fórmula 1, por algum motivo, ele não conseguia.

Ayrton teve problemas com sobreesterço em curvas de média velocidade e até teve de trocar o motor no Sábado. A Ferrari, com o F187-88C, conseguia aproveitar muito bem os retões de Silverstone e obteve uma surpreendente primeira fila com Gerhard Berger e Michele Alboreto. Restava a Senna a segunda fila.

Como estávamos na Inglaterra, a chuva tinha de aparecer em algum instante. E ela apareceu com força. Senna adorava chuva. Alain Prost, seu maior adversário, odiava. E assim aconteceu.

Senna deixou Alboreto para trás logo na primeira curva. Ainda nas primeiras voltas, o brasileiro ainda tomou a liderança de Berger. E assim seguiu até o fim. Chuva e Silverstone eram duas palavras que faziam a felicidade do brasileiro. E olha que o carro ainda tinha problemas de dirigibilidade e consumo de combustível.

Prost? Teve um dia horrível. O carro tinha tantos problemas quanto o de Senna, mas o francês definitivamente não se dá bem com pista encharcada. Seu ponto mais baixo foi tomar ultrapassagens por fora de Alex Caffi (Dallara) e Stefano Modena (Eurobrun). Acabou abandonando por simplesmente achar que não tinha mais o que fazer, no que não estava errado.

Inglaterra/1988 é o melhor exemplo da disparidade de Senna e Prost com relação à chuva.

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