RED BULL10 – Mais humilhante do que o fim de semana coreano, só batendo em aleijado. A equipe rubrotaurina só não conseguiu a ponta no primeiro treino livre, comandado por Lewis Hamilton. A liderança no segundo e no terceiro treino livre, a primeira posição nas três sessões da qualificação, a pole-position, a vitória, o segundo lugar e a volta mais rápida ficaram nas mãos de Sebastian Vettel ou Mark Webber. O RB8 de Adrian Newey achou em Yeongam um habitat ideal: pista cheia de trechos lentos, curvas desgraçadas e uma reta interminável. Deu tudo certo, até mesmo o salto daquele austríaco doidão em Roswell.

FERRARI9 – A Red Bull era a dona do melhor carro, tudo bem. Quem de certa forma surpreendeu foi a Ferrari, que superou a McLaren com folga neste fim de semana. Fernando Alonso e Felipe Massa tinham um carro para, ao menos, angariar uma das garrafas de champanhe do pódio. O espanhol obviamente foi o que se deu melhor, embora às custas de ordem de equipe, que obrigou Massa a ficar atrás de Alonso mesmo tendo um carro melhor. Coisas de Maranello. Mas os dois pilotos andaram muitíssimo bem e pegaram o terceiro e o quarto lugar sem maiores problemas. Tristeza maior para os ferraristas é ver a Red Bull dominando estas últimas corridas.

LOTUS7,5 – Se a Red Bull foi a melhor equipe e a Ferrari foi a segunda melhor, a medalha de bronze vai para a Lotus preta de guerra. Kimi Räikkönen e Romain Grosjean não brilharam nos treinos livres, mas conseguiram boas posições no grid de largada e terminaram bem no domingo. O finlandês pode não ter sido o mais agressivo dos moicanos, mas chegou em quinto e somou mais dez pontos para o portfólio. Grosjean escapou dos perigos, que não foram poucos, e finalizou em sétimo, marcando seis pontos bem úteis. E a primeira vitória da equipe, ninguém fala mais nisso?

FORCE INDIA6,5 – Teve corridas totalmente diferentes com seus dois pilotos. Nico Hülkenberg fez os indianos parecerem a quarta força do fim de semana coreano, mesmo com todos os inúmeros problemas financeiros que assolam o patrão Vijay Mallya. Andou bem no treino oficial e sentou a bota na corrida, com direito a ultrapassagem dupla sobre Lewis Hamilton e Romain Grosjean. Acabou o domingo na sexta posição. Paul di Resta, o escocês, não apareceu em momento algum e teve problemas tanto com os pneus macios como com os supermacios. Terminou mais perto do Quirguistão do que dos pontos. E acabou sendo superado novamente pelo colega na tabela de classificação de pilotos.

TORO ROSSO8,5 – Grande fim de semana. OK, para uma equipe que já chegou a vencer corrida, marcar seis pontos com os dois pilotos não é exatamente o resultado dos sonhos para ninguém. Devemos, contudo, nos lembrar da eterna falta de velocidade do STR7 que Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne são obrigados a dirigir neste ano. Os dois tiveram performances parecidíssimas: largaram no meio do bolo, ganharam posições e terminaram em oitavo e nono, isso tudo com estratégias diferentes. Que a jovem dupla, muito melhor do que a anterior, continue progredindo.

MCLAREN0 – Ah, deu dó da equipe prateada neste fim de semana. Só faltou pegar fogo nos boxes da McLaren nestes dias. Nem posso dizer que o carro estava tão ruim, pois Lewis Hamilton foi o mais veloz do primeiro treino livre. O que acontece é que os astros se alinharam de modo que tudo desse errado tanto para Hamilton como para Button. O sósia de Chris Martin foi mal pacas no treino oficial e sequer passou da primeira volta, pois foi engolido pelo kamizake Kamui Kobayashi. Lewis estava nas primeiras posições no começo, mas os espíritos ruins atacaram seu carro e ele foi perdendo posições até o fim da corrida. Só finalizou em décimo pela sorte da mais pura. De bom, apenas o calor que ele deu em Kimi Räikkönen pouco antes de um de seus pit-stops.

SAUBER2 – É uma equipe acostumada com altos e baixos. De uma semana para a outra, deixou de ser uma das principais forças da categoria para ser apenas mais uma equipe apagada e modorrenta. Kamui Kobayashi fez todo mundo se esquecer do pódio de Suzuka com uma lambança daquelas na primeira volta coreana, tirando da corrida os pobres Jenson Button e Nico Rosberg. Para compensar o mau resultado no treino oficial, Sergio Pérez tentou driblar os outros largando com pneus macios, mas acabou sendo driblado e ultrapassado por muita gente, finalizando fora dos pontos. Ao que parece, o C31 é um carro mais adequado para pistas extremas, pecando um pouco nos traçados intermediários de Hermann Tilke.

MERCEDES1 – A futura equipe de Lewis Hamilton terminou o domingo com as mãos no bolso novamente. Não levou nem um pontinho para casa como recordação. Não há muito o que recordar, para dizer a verdade. O W03 continuou ruim e Nico Rosberg e Michael Schumacher não fizeram muito mais do que colocá-lo na quinta fila do grid de largada. Esta foi a melhor parte do GP coreano, por incrível que pareça. Na prova, Rosberg abandonou logo cedo e Schumacher teve uma atuação apática como poucas, aparecendo mais como um sujeito velho e cansado que não conseguia conter os ataques de moleques com quinze anos a menos de vida. Trágico, trágico.

WILLIAMS3 – Pode ao menos se dar ao luxo de comemorar zero carros quebrados ou batidos, uma proeza para quem tem Pastor Maldonado e Bruno Senna como pilotos. Os dois não bateram, não rodaram, não tiraram os outros da pista, mas também não andaram nada. Largaram lá no meio do pelotão e por lá ficaram. Maldonado, o chavista, ainda tentou algo diferente, uma corrida com apenas um pit-stop. Não funcionou. Já o sobrinho ficou naquela toada conservadora de sempre. Foi o último colocado entre os pilotos das equipes que contam. À equipe, o consolo de todos os carros terem terminados com as quatro rodas.

CATERHAM3 – Tarefa mais difícil é a de dar notas às equipes nanicas, pois elas quase nunca trazer algo de novo para análise. Desta vez, Vitaly Petrov superou Heikki Kovalainen no grid de largada e nos resultados finais da corrida, embora Kova tenha sido o cara dominante da equipe verde durante a prova. Não incomodaram ninguém à sua frente e também não tiveram trabalho com os de trás.

MARUSSIA2,5 – Charles Pic é o único piloto do grid que já estourou o limite de oito motores permitidos por temporada – teve problemas e utilizou o nono em Yeongam, sendo punido com a perda de dez posições no grid, nada que altere muito sua vida. Timo Glock, que havia sido até mais lento do que Pic no treino oficial, teve mais uma daquelas típicas procissões lentas e terminou em 18º, uma posição à frente do companheiro francês.

HRT2 – O carro quebrou com Narain Karthikeyan no treino oficial e com Pedro de la Rosa na corrida – é melhor a pequena equipe ficar de olho no controle de qualidade de sua produção, pois os abandonos estão ocorrendo com uma frequência incômoda. No mais, os dois pilotos continuaram se arrastando nas últimas posições e não apareceram em momento algum. Ufa, acabou este negócio de ficar dando nota pra equipe sem esperança.

TRANSMISSÃOCOELHO DA PÁSCOA – Como mal prestei atenção nas palavras de narrador e comentaristas neste fim de semana, confio no que li por aí. Em 2004, Michael Schumacher obteve no Canadá sua centésima vitória na temporada. Para enaltecer o mérito do heptacampeão, o narrador brasileiro soltou um “ele tem uma plantação de coelhos”. Depois, na maior esportiva, riu e corrigiu a informação, pois coelho não se planta, oras bolas. Neste último fim de semana, de volta ao microfone, o narrador IMPRESSIONANTE nos proporcionou um belo flashback daquele momento único da história das transmissões brasileiras. Durante o treino de classificação, provavelmente baqueado pelo sono, nosso querido amigo disse que Fernando Alonso, ele próprio, tem uma “plantação de coelhos”. A mesma horta de coelhos de Schumacher! Incrível! Impressionante!

CORRIDAMELHOR DE TODAZZZZZZZ – A corrida foi tão boa, mas tão boa, que dormi após vinte voltas. Estava cansado pra caramba, havia tido uma semana infernal e tudo o que eu não queria era um GP chato que me privasse de algumas boas horas na cama. Sebastian Vettel largou na pole-position, liderou todas as voltas e ganhou, sem nenhum tropeço. Mark Webber também não teve problema algum para terminar em segundo e o mesmo vale para Fernando Alonso, terceiro colocado. Lá atrás, podemos destacar a bela briga entre Lewis Hamilton e Kimi Räikkönen, abortada pelo pit-stop do inglês, e a excepcional ultrapassagem feita por Nico Hülkenberg sobre o mesmo Hamilton e Romain Grosjean. São aqueles parcos e preciosos instantes que garantiram que o GP da Coréia não representasse duas horas jogadas no lixo. Ainda bem que esta foi a última prova desta temporada transmitida de madrugada para nós, brasileiros de Buenos Aires. Misturar uma pista proibitiva para ultrapassagens com um piloto dominante e um horário desfavorável só pode resultar em bastantzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.

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