MCLAREN – 9 – O retorno do difusor aquecido foi o grande acontecimento neste fim de semana para a equipe de Martin Whitmarsh. Lewis Hamilton pôde largar em segundo, brigar com a Ferrari de Alonso e com a Red Bull de Webber e vencer de maneira brilhante. O carro, que estava bem ruim em Silverstone, voltou a colocar sorrisos nas bocas de todos, com exceção de Jenson Button. O campeão de 2009 não andou bem nos treinos e ainda teve um problema eletrônico. A felicidade não é igualitária, mas é abundante lá pelos lados de Woking.

FERRARI – 8 – Se aproximar da Red Bull, ela se aproximou. O 150TH Italia realmente melhorou nas últimas corridas e os bons resultados de Fernando Alonso deixam isso bem claro. O trabalho nos pits também melhorou. Falta, no entanto, juntar tudo no pacote. O espanhol andou bem e chegou a assumir a liderança após um ótimo trabalho da equipe no segundo pit-stop, mas faltou carro para seguir na frente. Já Felipe Massa até fez uma boa corrida para seus novos padrões, mas perdeu uma posição na última volta pelo precário pit-stop realizado pelos mecânicos ferraristas. Na era Schumacher, tudo funcionava perfeitamente bem. Esta é a diferença fundamental para a era Domenicali.

RED BULL – 5 – Um dia, haveria dela fracassar. Em Nürburgring, a equipe ainda tinha o melhor carro, mas não foi páreo para Hamilton e Alonso. Mark Webber fez a pole, mas largou mal e não conseguiu conter os dois campeões. Sebastian Vettel esteve apático, chegou a rodar e passou boa parte do tempo brigando com Felipe Massa. Pelo menos, Webber e Vettel pontuaram e a equipe segue distante nas tabelas.

FORCE INDIA – 6,5 – Tinha um carro honesto para esta corrida alemã. Adrian Sutil largou em oitavo e terminou em um ótimo sexto lugar. Paul di Resta também tinha chances de pontuar, mas bateu com Nick Heidfeld na largada e caiu lá para o final do grid. Dessa vez, os estrategistas da equipe não se embananaram com erros primários. E a ordem, aos poucos, se reestabelece, com Adrian ensinando o caminho das pedras a Di Resta.

MERCEDES – 5 – Mais um fim de semana convencional. Na verdade, ficar atrás da Force India é algo até mesmo aquém do convencional, mas tudo bem. Nico Rosberg largou em sexto e terminou em sétimo. Bah. Michael Schumacher rodou, perdeu um monte de posições e recuperou quase todas estas posições, mas terminou atrás de Rosberg. Bah. Notável era a velocidade dos carros cinzentos nas retas.

SAUBER – 4 – Sem velocidade, os suíços apostaram na estratégia e na confiabilidade. De certa forma, funcionou. Kamui Kobayashi saiu lá do inferno do fim do grid para terminar em nono após parar apenas duas vezes e andar o mais depressa possível. Sergio Pérez também tinha boas chances de fazer algo parecido, mas errou logo no começo e teve de antecipar sua primeira parada. O resultado final foi normal para a equipe, mas um pouco mais de desempenho e caldo de galinha não fazem mal a ninguém – exceto às penáceas.

RENAULT – 3,5 – Definitivamente, estacionou no meio do caminho. O carro até anda bem nos treinos e larga bem, mas parece não funcionar legal durante uma corrida inteira. Vitaly Petrov, como vem acontecendo, liderou a equipe nos treinos e teve um desempenho inferior no domingo, mas pontuou. Nick Heidfeld sobrou no Q2 e sofreu dois acidentes em apenas dez voltas. Precisa urgentemente reencontrar o caminho do sucesso. Sem dinheiro e afundada em crise institucional, fica difícil.

TORO ROSSO – 3 – É algo como a Mercedes do meio do pelotão. Não tem apelo, não tem carisma e nunca consegue sair do mesmo patamar, tanto o carro como os pilotos. Sébastien Buemi, em fase claudicante, teve seus azares rotineiros e ainda foi considerado o culpado no acidente com Heidfeld. Jaime Alguersuari foi um pouco melhor, mas não marcou pontos. E só.

WILLIAMS – 2 – Tá ruço. O carro segue ruim, mesmo com aquelas alterações que andam sendo anunciadas a cada fim de semana de corrida, e nada indica que as coisas mudarão. Em Nürburgring, Pastor Maldonado ditou o ritmo no treino oficial e foi o único da equipe a terminar, mas passou muito longe dos pontos. Rubens Barrichello largou atrás do venezuelano e ainda se viu obrigado a abandonar, vítima de um vazamento no óleo. O brasileiro não queria e insistiu em permanecer na pista, mas foi obrigado a aceitar. Indisciplina é a última coisa da qual a Williams precisa agora.

LOTUS – 4 – Estranho. Na quinta-feira, Karun Chandhok foi anunciado como o substituto de Jarno Trulli na corrida alemã, mas Tony Fernandes afirmou que negocia a permanência do italiano para 2012. Coisas da Fórmula 1… Quanto ao resto, o indiano só fez besteira, sofreu para andar com os carros da Virgin e da Hispania e terminou em último. O companheiro Heikki Kovalainen, por outro lado, andou direitinho e foi um dos destaques lá atrás.

VIRGIN – 3,5 – Sabe-se lá como, convenceu Timo Glock a permanecer na equipe até 2014. Quanto ao presente, a mesma tristeza de sempre. O alemão apanhou de Kovalainen no treino oficial, mas fez um trabalho decente na corrida. Já Jerôme D’Ambrosio, embora tenha se aproximado de Glock na classificação, sofreu um bocado na corrida e chegou a andar atrás dos dois pilotos da Hispania. Nada de novo.

HISPANIA – 5 – A nova gestão, comandada pela tal de Thesan Capital, está arregaçando as manguinhas para transformar a várzea espanhola em algo digno de orgulho ibérico. Daniel Ricciardo andou bem perto de Vitantonio Liuzzi, mas o italiano ainda comandou as coisas. Os dois terminaram a corrida à frente de um Lotus, de Chandhok, uma agradável novidade para a ex-equipe de José Ramón Carabante.

CORRIDA QUEM PRECISA DE CHUVA? – Em 2011, os fãs da Fórmula 1 aprenderam que corridas com chuva são do mal e legais mesmo são as disputas no seco, pois não tem safety-car, bandeira vermelha e discípulos de Alain Prost. Em Nürburgring, não choveu na Fórmula 1 e a corrida foi bem bacana. Mark Webber largou pessimamente mal como sempre e permitiu que um monótono GP da Alemanha fosse bastante divertido. Lewis Hamilton e Fernando Alonso comprovaram o porquê de serem talvez os dois melhores pilotos do grid atualmente e deram um baile na favorita Red Bull. E Felipe Massa fez seus torcedores alternarem entre a felicidade e a depressão. Vale notar que a asa móvel não serviu para muita coisa.

TRANSMISSÃO ALTISSÍSSIMO – Gostei dessa palavra. É neologismo? Pelo o que diz o Professor Google, é. Em uma corrida na qual o trio brasiliano da transmissão se comportou, não há muita coisa para registrar, salvo a boa lembrança dos três anos em que Felipe Massa correu ao lado de Mika Häkkinen. Porque todo finlandês é loiro, seco e cachaceiro. Gostei mesmo é da bronca dada pelo narrador aos chatos que implicam com as expressões “pneu quadrado” e “reta curva”. Endosso: “reta curva” é a coisa mais genial do mundo para designar, por exemplo, aquela “coisa” dos boxes de Mônaco. E o jogo de câmeras estava ruim demais. Aquele superslowmotion do acidente do Heidfeld com o Buemi repetido várias vezes encheu o saco. E os alemães conseguiram perder o acidente da largada, com o mesmo Heidfeld e Di Resta. Se eu fosse um nacionalista chato, contestaria. Se fosse no Brasil…

GP2 – FILIIIIPIIIIIIIIII – Se Cléber Machado narrasse a GP2, você já sabe qual seria o bordão utilizado na primeira corrida de Nürburgring. O pole-position Charles Pic fez uma superlargada e vinha com tudo para vencer a primeira corrida alemã, mas a Addax tem o mau costume de importar mecânicos da Ferrari e estragou novamente a corrida de seu piloto com um trabalho porco nos pits. Com isso, quem se deu bem foi Luca Filippi, que fazia sua centésima corrida na categoria. O italiano tomou a ponta e venceu pela terceira vez, número magro para alguém tão experiente. No dia seguinte, Romain Grosjean venceu pela quarta vez no ano após Jules Bianchi fazer mais uma bianchisse e jogar a vitória fora no finalzinho da prova. Com isso, Grosjean abre 18 pontos de vantagem para Giedo van der Garde. O título da GP2, aos poucos, vai ganhando um dono.

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