FERNANDO ALONSO9,5 – Ganhou com o contratempo do Vettel, é verdade. Mas ganhou e sem ter o melhor carro do grid, o que é algo sempre notável. Fez o terceiro tempo, andou forte, tomou a posição de Webber na segunda parada por ter voado nas voltas anteriores e pegou também a de Vettel em um lapso de extrema sorte. Depois, administrou e venceu a prova com 16,5 segundos de vantagem. Agora, está com o mesmo número de vitórias de Jackie Stewart.  Desculpem quem critica, mas este daí é o melhor piloto do grid atualmente.

SEBASTIAN VETTEL8 – Fazer a pole e vencer o tempo todo enche um pouco o saco. Variar um pouco sempre é bom. O alemão perdeu a pole-position para um inspirado Webber, mas recuperou a ponta na largada. Sempre andou muito rápido e tinha tudo para vencer, mas sua equipe fez besteira nos boxes pela primeira vez no ano e comeu sete segundos a mais no segundo pit-stop. Depois disso, só restou segurar os ataques de Webber no final e levar o carro até o fim. Se não dá para vencer, que venha o segundo lugar.

MARK WEBBER7,5 – É um piloto irregular e de postura estranhíssima. Velocíssimo desde sexta-feira, o australiano fez sua primeira pole no ano em um circuito no qual sempre andou bem e tinha bons prognósticos. Na corrida, largou pessimamente como de costume e perdeu a ponta para Vettel. Depois, seu ritmo insuficiente o fez perder também a segunda posição para Alonso. No final, ainda tentou atacar o alemão, mas não conseguiu tomar o segundo lugar. Após a prova, disse que havia recebido ordens de equipe e optou por desobedecê-las. Porque não basta perder feio para o companheiro: tem de ser burro e desagregador também.

LEWIS HAMILTON8 – Como de costume, foi uma das atrações da corrida. Nos treinos, andou mal o tempo todo e foi o último colocado no Q3 do treino classificatório. A recuperação veio no domingo. Largou bem pra caramba, ganhou uma enxurrada de posições nas primeiras voltas e, com os pit-stops, chegou a ocupar a segunda posição por algum tempo. Não foi possível mantê-la, até mesmo pela possibilidade de pane seca no final, mas o britânico conseguiu terminar em um bom quarto lugar.

FELIPE MASSA7,5– Longe de ter sido um fim de semana ruim, tinha chances – e talvez a obrigação – de fazer melhor. Seu melhor momento foi a liderança em um treino de sexta, quando ele conseguiu fazer o melhor tempo sob condições de pista que o favoreciam. No treino oficial, ainda andou bem e fez o quarto tempo. Na corrida, fez o feijão-com-arroz, perdeu uma posição para o fulminante Lewis Hamilton e, demonstrando arrojo, tentou tudo e mais um pouco para recuperar a posição do inglês até a bandeirada. Final bacana, mas o restante da corrida foi morno.

NICO ROSBERG7,5 – Fez aquilo que se espera dele: terminou na melhor posição possível da maneira mais burocrática possível. Largou da nona posição, fechou a primeira volta em 12° e ganhou um monte de posições com a estratégia de apenas duas paradas. Como destaque positivo, segurou Pérez durante muitas voltas. Foi bem, mas não brilhou em momento algum. Como sempre.

SERGIO PÉREZ9 – Um dos grandes nomes da corrida. Apesar de não ter ido bem no treino classificatório, o mexicano optou pela estratégia de duas paradas, confiando na boa capacidade de poupar pneus de seu carro, e partiu para a luta. Ganhou várias posições, mas ficou preso atrás de Rosberg na maior parte do tempo. A nota maior de Pérez em relação ao alemão tem uma razão óbvia: tratava-se de um Sauber atacando um Mercedes.

NICK HEIDFELD6,5 – Outro que andou bem, mas não brilhou. Como sempre, não fez porcaria nenhuma nos treinos e tomou 1,1 segundo de Petrov no treino oficial. Na corrida, se recuperou apostando em parar mais cedo que os outros para trocar os pneus intermediários por pneus de pista seca. Andou direito, não se envolveu em confusões e conseguiu um razoável oitavo lugar. A Renault não vai bem, mas ele também não está ajudando muito.

MICHAEL SCHUMACHER7,5 – Esse, sim, merecia ter obtido um melhor resultado. Apesar de ter ido muito mal no treino classificatório, o heptacampeão largou muitíssimo bem e ainda apostou corretamente em parar para colocar pneus slick antes de todo mundo. Infelizmente, pouco depois, esbarrou no carro de Kobayashi e perdeu o bico. De quebra, teve de fazer um stop-and-go como punição pela batida. Depois, veio como um maluco e tentou recuperar o máximo de posições possível. Chegou em nono. Se parar de quebrar bicos que nem seu companheiro fazia alguns anos atrás, poderá sair da incômoda décima posição no campeonato.

JAIME ALGUERSUARI7 – Está em ótima fase e deixou a batata quente da Toro Rosso nas mãos do companheiro Buemi. Foi mal no treino oficial, mas o companheiro suíço foi ainda pior. Na prova, apostou em duas paradas e conseguiu ganhar várias posições com a estratégia. Tinha carro para ultrapassar Heidfeld e Schumacher, mas não o fez. O ponto o deixou à frente de Buemi pela primeira vez no campeonato.

ADRIAN SUTIL5,5 – Não foi mal no treino classificatório, mas ver seu companheiro largando cinco posições à frente não deve ser bacana. Na corrida, fez as mesmas três paradas dos pilotos lá da frente e acabou ficando fora dos pontos por isso.

VITALY PETROV 4 – Ao contrário do companheiro de equipe, vai melhor nos treinos do que em corridas. Na classificação, enfiou mais de um segundo goela abaixo de seu companheiro. Na corrida, sofreu muito quando teve de correr com os pneus intermediários e perdeu terreno. Pelo menos, marcou a sexta melhor volta da corrida.

RUBENS BARRICHELLO3,5 – Levou uma surra medonha de Maldonado no treino oficial e ainda largou pessimamente mal, algo nem tão incomum em sua carreira. Em compensação, conseguiu recuperar algumas posições durante a prova e conseguiu o notável feito de terminar à frente do companheiro. O que não coloca o leite na mesa.

PASTOR MALDONADO5 – A nota maior só vale pelo excelente desempenho apresentado no treino oficial. O domingo, em compensação, foi catastrófico. O chavista largou mal, teve problemas com um carro acertado para pista seca e a estratégia de três paradas também não ajudou. No fim, deve ter sido doloroso terminar atrás do companheiro que largou em 15º.

PAUL DI RESTA7,5 – Tinha tudo para obter seu primeiro grande resultado no ano, mas foi vítima de inúmeros azares. No treino classificatório, surpreendeu a todos marcando um excepcional sexto tempo. Na corrida, em uma de suas paradas, os mecânicos se embananaram e fizeram o escocês perder uns 25 segundos. De quebra, levou uma bordoada do Toro Rosso de Sebá Buemi. Saiu no lucro por ter sobrevivido.

TIMO GLOCK4,5 – Sem os carros da Lotus na pista, não teve vida muito difícil. Na verdade, ele até chegou a superar Jarno Trulli na classificação. Fez apenas para levar o carro até o fim e conseguiu.

JERÔME D’AMBROSIO3,5 – Também não tinha muito mais o que fazer além de levar o carro até o fim. Largou e terminou atrás do companheiro Glock, mas ficou à frente dos dois carros da Hispania. Precisa aprender a largar um pouco melhor.

VITANTONIO LIUZZI4 – Passou certo sufoco com o novo companheiro nos treinos de sexta-feira, mas conseguiu manter-se à frente dele tanto no treino oficial como na corrida. Como vem acontecendo neste ano, chegou a ganhar algumas posições na primeira volta, mas seu carro não permitiu que estas posições fossem mantidas.

DANIEL RICCIARDO5 – Voto de confiança. O australiano sorridente andou bem mais próximo de Liuzzi do que Narain Karthikeyan jamais fez neste ano até aqui. Ficou a apenas seis décimos do italiano no treino classificatório, não prejudicou ninguém na corrida e levou o combalido carro espanhol até o fim. Levando em conta que não eram muitos os que esperavam que ele chegasse arrepiando, aprovado em sua estreia.

JENSON BUTTON6 – Vinha em um fim de semana razoável, mas suficiente para fazê-lo terminar entre os cinco primeiros. No entanto, um pneu mal fixado no terceiro pit-stop o obrigou a estacionar metros depois da saída dos pits. Não fosse isso e ele poderia até mesmo ter terminado à frente do companheiro. O fracasso o fez cair para a quinta posição na tabela do campeonato.

SEBASTIEN BUEMI3,5 – Ao contrário de Alguersuari, não está em boa fase. Largou atrás do companheiro e permaneceu atrás dele o tempo todo.  Na volta 26, bateu em Di Resta e teve um pneu furado que o alijou da corrida. Nesse momento, a desvantagem na briga interna da Toro Rosso é dele.

KAMUI KOBAYASHI4 – Foi bem no treino oficial ao marcar o oitavo tempo e tinha boas chances na corrida. Mas o domingo foi negro para o japonês: foi tocado por Di Resta e por Schumacher, foi liberado antes da hora em seu primeiro pit-stop, quase batendo em Maldonado e destruindo um equipamento da Force India, tomou um stop-and-go e ainda abandonou com o motor quebrado. Foi o joão-bobo do dia.

JARNO TRULLI2 – Mesmo para os padrões da Lotus, não foi um bom fim de semana. Trulli da Depressão largou quatro posições atrás do companheiro, chegou a perder uma posição para um Hispania na largada e abandonou após apenas nove voltas com vazamento de óleo.

HEIKKI KOVALAINEN4,5 – Foi o grande destaque da turma do fundão ao marcar um ótimo 17º lugar no grid, deixando os dois carros da Toro Rosso para trás. Sua corrida, apesar da boa largada, durou apenas três voltas: o câmbio estava quebrado como arroz de terceira.

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