SEBASTIAN VETTEL10 – Cirúrgico. Detém o melhor carro do grids nas mãos e também o mérito de fazer o melhor uso dele possível. Pole-position e vitória de ponta a ponta sem pestanejar. Se continuar nessa forma, poderá até mesmo repetir 1992 ou 2004.

JENSON BUTTON 9 – Ninguém sabe exatamente como, mas terminou em segundo. Especialista em poupar pneus e em aproveitar as oportunidades mais obscuras possíveis, o inglês fugiu dos problemas que seus adversários tiveram, não teve problemas nas paradas e conseguiu um excelente lugar no pódio. Se há qualquer adversidade, há sempre um Jenson Button sedento por perto.

NICK HEIDFELD9 – Esse é outro oportunista filho da puta que sabe como poucos aproveitar qualquer adversidade para ganhar algumas posições. O baixote alemão reverteu o péssimo fim de semana australiano marcando um bom sexto tempo no treino oficial e fazendo uma superlargada que lhe deu a segunda posição nas primeiras voltas. Depois, Nick até chegou a perder rendimento em alguns momentos, mas também conseguiu se dar bem com os infortúnios de Hamilton e Alonso. No fim, segurou bem a terceira posição contra um emergente Mark Webber. Calou a boca de muita gente que o considerava um merda.

MARK WEBBER4 – Se estivesse pilotando um Renault, poderíamos até ter dito que foi uma ótima corrida. Como, no entanto, seu carro era um impecável Red Bull RB6, o australiano só teve outro fim de semana terrível. Perdeu a primeira fila para Hamilton, fez mais uma de suas típicas largadas horríveis e teve novamente problemas de pneus, sendo obrigado a fazer suas paradas bem antes da concorrência. Só subiu para quarto porque pilota um foguete. Tá na hora de voltar a fazer uma corrida boa, né?

FELIPE MASSA8,5 – Dessa vez, deu gosto de ver. O brasileiro fez uma de suas melhores corridas nos últimos anos e poderia ter ido até melhor se a Ferrari não tivesse feito cagada no primeiro pit-stop. Felipe fez o sétimo tempo no treino oficial, ganhou duas boas posições na largada e sempre esteve competitivo. Teve como melhor momento uma boa ultrapassagem sobre Webber. Cruzou a linha de chegada com Alonso grudado em sua caixa de câmbio. É esse tipo de apresentação que lhe dará uma força extra.

FERNANDO ALONSO6 – Difícil fazer um julgamento. Quinto colocado no grid, o espanhol extraiu o máximo de seu 150th Italia no treino oficial. Na corrida, não largou bem e ficou preso atrás de outros concorrentes. Tentou atrasar um pouco sua primeira parada visando se dar bem com uma pretensa chuva iminente, mas nada aconteceu. Depois, teve problemas com pneus e também com sua asa móvel, que não estava funcionando. Em uma briga com Hamilton, a asa dianteira da Ferrari tocou a roda traseira direita da McLaren. Terminou em sexto, e a punição de 20 segundos não alterou seu resultado.

KAMUI KOBAYASHI8 – Tem todos os motivos do mundo para deixar a Malásia com um enorme sorriso na cara. Kamui andou bem nos treinos e esteve sempre competitivo na corrida, com destaque para seus divertidos duelos com Michael Schumacher. Foi muito feliz ao aproveitar o baixo consumo de pneus de seu Sauber para fazer uma parada a menos. A punição de Hamilton ainda lhe deu uma posição a mais de presente.

LEWIS HAMILTON5 – Assim como Alonso, corrida de difícil julgamento para mim. Seu melhor momento, sem dúvida, foi o ótimo segundo lugar no treino classificatório. Na corrida, ficou preso atrás de Heidfeld nas primeiras voltas e só conseguiu um pouco de pista livre após a primeira parada. Mesmo assim, foi um dos que mais tiveram problemas com pneus, como pôde ser visto na ultrapassagem que levou de Heidfeld. No final, acabou sendo tocado pela asa da Ferrari de Alonso. Por ter supostamente se defendido com muita volúpia, levou uma punição de 20 segundos e caiu de sétimo para oitavo. Saldo negativo e a nota média só pode ser explicada pelo treino oficial.

MICHAEL SCHUMACHER6 – Nessa nova fase de piloto coadjuvante, até que não fez uma má corrida. Embora tenha ficado no Q2 novamente, Michael fez uma boa largada e se colocou em oitavo nas primeiras voltas. Depois, se envolveu em brigas com gente do meio do pelotão, principalmente com Kobayashi. Nunca chamou muito a atenção, mas também não passou vergonha, visto que seu carro está longe de ser uma maravilha. E se deu bem melhor que seu companheiro.

PAUL DI RESTA7,5 – Ótima corrida. Bateu Sutil na classificação pela segunda vez seguida e sempre esteve muito à frente de seu experiente companheiro de equipe, que é sua referência maior nesse momento. Poderia ter terminado em nono, mas seus pneus acabaram no final e Schumacher tomou sua posição. Ainda assim, é o único estreante que tem motivos para sorrir.

ADRIAN SUTIL4 – Quem diria que o estreante Di Resta lhe daria tanta dor de cabeça? Batido pelo escocês tanto nos treinos como na corrida, o alemão já vê com binóculo os tempos em que não tinha problemas com companheiros de equipe. Na largada, se envolveu em um toque com Barrichello e teve de trocar o bico do Force India. Voltou à pista tentando uma arriscada estratégia de apenas duas paradas. Até conseguiu ganhar algumas posições, mas não foi o suficiente para marcar pontos.

NICO ROSBERG2,5 – Fez uma de suas piores corridas na Mercedes, se não a pior. Seu nono lugar no grid foi normal, mas a corrida foi inteiramente ruim, a começar pela péssima largada. Depois, não conseguiu recuperar posições e terminou atrás de um cara que havia trocado o bico na primeira volta. Dirigindo um Mercedes, foi muito pouco.

SÉBASTIEN BUEMI4 – Não foi tão mal nos treinos oficiais e até conseguiu empreender um ritmo bom no início da corrida. O que estragou tudo foi a punição por excesso de velocidade nos pits, problema originado pela falha do limitador de velocidade de seu Toro Rosso. Por isso, o resultado discreto.

JAIME ALGUERSUARI3 – Este daqui não pode sequer culpar limitador de velocidade, punição ou algo que o valha. O espanhol perdeu para seu companheiro durante todo o fim de semana e nunca conseguiu sequer sonhar com pontos. Na briga interna de sua equipe, está em desvantagem.

HEIKKI KOVALAINEN5 – Alguém entre as equipes nanicas tinha de terminar à frente, né? Como não poderia deixar de ser, este alguém foi Kovalainen, que sempre foi o ponteiro entre a turma do fundão. O ritmo de seu carro nem estava tão ruim, assim como o trabalho de sua equipe nos pit-stops. O problema é continuar na mesma situação do ano passado.

TIMO GLOCK4 – Teve um duelo bacana com Trulli durante boa parte da corrida. Fora isso, o mesmo desempenho de sempre.  Ao menos, levou seu infelicíssimo bólido ao final.

VITALY PETROV7 – Longe do brilhantismo apresentado em Melbourne, o russo não foi tão mal também. Desfrutando do excelente sistema de largada da Renault, ele ganhou três boas posições e fechou a primeira volta em quinto. Duas voltas depois, Vitaly saiu da pista e perdeu algumas posições. Após isso, restou andar lá entre sétimo e oitavo esperando por algum problema dos adversários à frente. Mas quem teve problemas foi ele mesmo, que escapou da pista no finalzinho e bateu em um absurdo calombo que fez seu Renault levantar voo e cair com tudo no meio do pista. Destaque para o volante, que escapou na sua mão na hora da queda.

VITANTONIO LIUZZI6,5 – Fim de semana bastante positivo para o líder da equipe lanterninha. Para quem estava morrendo de medo de não passar pela barreira dos 107%, ficar a apenas meio segundo de D’Ambrosio representou um lucro enorme. Largou pensando apenas em terminar. Quase conseguiu, mas como a asa traseira estava vibrando demais, a equipe preferiu pedir para ele abandonar a apenas algumas voltas do fim.

JERÔME D’AMBROSIO3 – Um piloto em sua posição não tem muito o que fazer. Largou na esperada 22ª posição e, na corrida, só passeou à frente dos concorrentes da Hispania. Abandonou com problemas eletrônicos.

JARNO TRULLI3 – Só apareceu um pouco no duelo com Glock. No mais, perdeu para Kovalainen no treino oficial e nunca esteve em posição de superá-lo na corrida. Dessa vez, o abandono não se deu pelos problemas hidráulicos que lhe deixaram com muita dor de cabeça em 2010. A embreagem não estava funcionando.

SERGIO PÉREZ3,5 – Dessa vez, o mexicano não foi tão bem e também não foi ajudado pela sorte. Nos treinos oficiais, levou uma surra do companheiro Kobayashi. Na corrida, andou lá no meio do pelotão até acertar um pedaço do carro de Buemi, que pegou no assoalho e acionou o sistema anti-incêndio. Com isso, houve uma pane elétrica e a corrida foi para o saco. Curioso, né?

RUBENS BARRICHELLO1 – Pelo tanto de problemas, lembra o Rubens de 2008. Seu FW33 não funcionou no treino oficial e ele quase ficou de fora do Q2. Na corrida, bateu com Sutil na largada e teve de trocar um pneu estourado. Depois, andou em último até abandonar com problemas hidráulicos. Fico pensando se, no caso do carro continuar assim, não seria um momento de repensar a continuidade da carreira. Para quem já dirigiu os dois piores carros já feitos pela Honda, penar mais um ano com a Williams não acrescentará nada à sua vida.

NARAIN KARTHIKEYAN2,5 – Deve se considerar um felizardo por ter conseguido superar o limite de 107% em mais de um segundo, o que lhe permitiu participar de sua primeira corrida desde 2005. Mas o motor começou a esquentar demais e a equipe pediu para ele abandonar após apenas algumas voltas.

PASTOR MALDONADO1 – Triste início de carreira. No treino oficial, acompanhando a péssima fase de sua equipe, ficou no Q1. Na corrida, andou apenas algumas voltas. O motor Cosworth falhou miseravelmente.

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