Puta que o pariu, hein? Eu, todo pimpão, achava que havia encontrado a imagem mais difícil de todos os tempos. Aí aparecem o Rianov, o Arthur Simões, o Daniel Machado e o Renato Breder e acertam o carro, o piloto, o ano e o mineiro-russo-carioca do F1 Nostalgia ainda faz um ippon e emplaca que o circuito é Paul Ricard. Esses caras passam o dia inteiro vendo fotos vintage por aí, só pode ser!

Mas é isso mesmo. O carro é um Osella FA1D pilotado pelo italiano Corrado Fabi no circuito de Paul Ricard no início de 1983. A pintura vermelha não era a usual para a pequena equipe italiana. Naqueles dias, a Osella procurava um novo patrocinador, uma vez que havia perdido, de uma vez só, a Denim, a Pioneer e a S.A.I.M.A. Pouco antes do início da temporada, fecharam um acordo com a Kélémata, uma companhia italiana de cosméticos. E a pintura passou a ser toda azzurra.

Quanto ao piloto, não há muito o que dizer sobre ele. Irmão de Teo Fabi, Corrado era um jovem e promissor piloto italiano que havia vencido a Fórmula 2 em 1982. Em 1983, pilotando o mesmo carro da foto, fez sua única temporada completa na Fórmula 1. Sem conseguir chamar a atenção, Corrado acabou ficando sem uma vaga para o ano seguinte. O que o salvou foi exatamente seu irmão, que achava que poderia competir na Fórmula 1 e na Fórmula Indy ao mesmo tempo. Vendo que não era possível, Teo Fabi acabou se concentrando apenas na Fórmula 1 e deixou sua vaga na equipe Forsythe para o irmão menor, que acabou completando a temporada da Indy. Semanas antes de sua estréia na Indy, Corrado Fabi havia feito três corridas na Fórmula 1 pela Brabham. E também em substituição ao irmão, ocupado com a Indy. Irmãozaço, esse.

Hoje em dia, ele leva uma vida pacata e distante dos carros e das rebimbocas das parafusetas. Bom, em partes. Corrado é o diretor da empresa de transportes da família. E lidera também a associação comercial de sua região. É o Paulo Skaf da Fórmula 1.

Enfim, mistério solucionado. Das próximas vezes, nada de fotos de Fórmula 1.

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