O mundo acadêmico é incrível. O que você vê de pesquisa idiota de mestrado e doutorado por aí não cabe dentro dos registros de uma CAPES. Um punhado de dinheiro jogado no lixo para chegar a conclusões como “a pulga do gato pula a uma altura maior que a pulga do cachorro”.

Dias desses, dei de cara com uma tese de mestrado desenvolvida pelo David Stadelmann, bacharel em Economia pela Universidade de Friburgo, na Suíça. A tese levava o pomposo nome de “Quem é o Melhor Piloto da Fórmula 1? Uma Análise Econométrica”. É exatamente isso que você leu: um mestrando teve a brilhante idéia de utilizar ferramentas econométricas para decidir se o melhor é Senna, Schumacher ou Fangio. Nonsense total.

Se você tiver muita vontade e nada para fazer, você pode lê-la na íntegra aqui.

São 79 páginas em um inglês bastante competente. Como eu me interesso muito pro corrida de carro e por economia, lerei tudo aos poucos. Na introdução, Stadelmann diz que fará comparações utilizando absolutamente todos os tipos de variáveis, de chuva a companheiros de equipe, e desenvolverá um modelo de comparação atemporal, ou seja, você poderá realizar o sonho de comparar Senna com Schumacher e esfregar na cara do amigo que um era melhor que o outro.

Não tive paciência e fui até a conclusão ver quem era o melhor piloto segundo o modelo stadelmannista. Me decepcionei. “Particularmente, J. M. Fangio é melhor que M. Schumacher. J. Clark, N. Farina, A. Prost, K. Raikkonen, A. Senna, A. Ascari, J. Stewart e F. Alonso podem ser encontrados entre os 10 melhores em todas as avaliações”. Ou seja, mesmo fazendo uma pesquisa imensa, ela não serviu pra nada. Stadelmann não veio com a resposta.

E ainda reclamamos quando falam que economistas aparecem com milhões de perguntas mas saem pela tangente respondendo “depende…”

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