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Ficou assustado com o acidente de Mike Conway na última volta da Indy 500 deste ano? Pois saiba que, há sete anos, houve um acidente muito, mas muito pior. Kenny Brack, este é o cara do carro que explodiu nas telas de proteção. Ele sobreviveu.

Eu sempre achei Brack um piloto de extremo talento, mas não conseguia gostar dele nos tempos da CART por ser bom demais nos ovais, impedindo qualquer outro piloto de vencer. Apesar dele ter obtido o título da Indy Racing League em 1998 e de ter vencido a Indy 500 no ano seguinte, o sueco ficou famoso mesmo ao dirigir o Lola-Ford amarelo e branco da equipe Rahal nas temporadas 2000 e 2001 da CART.

Em 2003, ele voltou para a Indy Racing League pela mesma Rahal. Correndo contra equipes em melhor situação, Brack não teve um ano fácil. No entanto, o pior momento ocorreu justamente nas últimas voltas da última corrida da temporada, realizada no velocíssimo e perigosíssimo oval do Texas.

Kenny Brack seguia lado a lado com o sul-africano Tomas Scheckter quando ambos tocaram rodas e o Dallara-Honda do sueco levantou vôo e bateu violentamente nas telas de proteção. Enquanto pedaços voavam para todos os lados, o que restava do cockpit desintegrado caía na pista e seguia rodando até parar. O narrador do vídeo perdeu a voz. Quem estava acompanhando não pensou duas vezes antes de exclamar “já era”.

Após sobreviver a uma força de 214 G (recorde mundial) e dar entrada no Parkland Memorial Hospital inconsciente, com fraturas em dois tornozelos, no fêmur direito, no úmero direito e na terceira vértebra cervical, Kenny Brack passou por um longuíssimo período de 18 meses de convalescência e inúmeras cirurgias. Depois disso, ele até voltou às pistas para fazer a Indy 500 de 2005. Mas a pedido de sua mulher, Brack abandonou o automobilismo profissional. Hoje, ele é músico e, de vez em quando, faz shows de abertura de eventos de automobilismo.

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