E seguimos com a última parte da história da Dallara na Fórmula 1, história essa que terá continuação com a parceria com a HRT nessa temporada (não ponho a minha mão no fogo pelas outras).

Depois da Scuderia Italia, a Dallara continuou fazendo carros esporte e monopostos para a F3 e para a Indy Racing League. Mas em 1999, sete anos depois da última temporada dos italianos na Fórmula 1, a Honda anuncia que retornaria para a Fórmula 1 na temporada de 2000 com equipe própria. O carro seria feito pela Dallara e a direção técnica ficaria nas mãos do Harvey Postlethwaite, ex-Tyrrell.

A Honda que poucos conhecem

Durante a pré-temporada anterior ao GP da Austrália de 1999, a equipe até colocou um carro para o holandês Jos Verstappen andar junto com as outras equipes. Denominado RC99, o carro teve uma performance bastante satisfatória nos circuitos de Jerez, Silverstone e Barcelona. Porém, a tragédia maior aconteceu: vítima de ataque cardíaco fulminante, Postlethwaite faleceu em Abril e o projeto da Honda foi abortado semanas depois em decorrência disso. Isso porque a Dallara já havia fabricado cerca de seis chassis RC99 para testes durante o ano de 1999. No fim, a Honda voltou à Fórmula 1, mas como fornecedora da BAR.

E sete anos depois, a Dallara faz outro retorno. Dessa vez, como parceira da obscura MF1.

MF1

A MF1 era uma brincadeira de mau-gosto financiada por um grupo chamado Midland e liderada por um empresário russo chamado Alex Shnaider (o nome em si parece uma corruptela). A Midland comprou a Jordan em 2005, mas em 2006 ela quis dar uma nova aparência à já combalida equipe de Eddie Jordan. Para isso, ela foi atrás de motores Toyota, patrocinadores novos e… um novo chassi.

A encomenda foi feita, como não poderia deixar de ser, à Dallara. E dessa união saiu o M16, um carro que, no fundo, era muito parecido com o Jordan EJ15 utilizado no ano anterior. Como ele não era uma maravilha, o impaciente Shnaider não demorou muito e mandou a Dallara às favas antes mesmo do início do campeonato. O M16 acabou virando um frankenstein, um Dallara completamente remodelado. Um troço desses não tinha como dar certo, e não deu mesmo.

E agora a Dallara volta à Fórmula 1. Pela quarta vez. Espero que dê certo, apesar de tudo. É uma empresa com muito know-how. E é mais simpática que a Lola, acho eu.

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