Uma fábrica chinesa da Nike. Seu tênis reluzente e caro saiu daí.

SHANGHAI: É o que eu chamo de circuito genérico: não é de baixa velocidade, não é de média velocidade, mas não é o circuito que todos encheriam a boca para dizer que é de alta. A melhor curva do circuito é aquela caracol lá do começo. O resto é absolutamente chato e dispensável. Enfim, não gosto. Talvez seja minha implicância com a terra de Confúcio. Deve chover nesse ano. No ano passado, choveu e a corrida foi de razoável para boa. Enfim, não tô esperando muito. 

FERRARI: Sabe aquele duto utilizado na frente do cockpit da McLaren que estaria ajudando os carros cromados nas retas? Pois é, a Ferrari copiou e irá utilizá-lo em apenas um carro, o de Fernando Alonso. Inovação na Fórmula 1 é isso: em um dia, é novidade; no outro, é regra.

MCLAREN: Falando na dita cuja, será que é a vez dela? Sebastian Vettel e Mark Webber, a dupla da melhor equipe da temporada até aqui, foram bastante cautelosos a respeito do favoritismo da Red Bull e citaram a McLaren. Joguinho psicológico para deixar jogar a pressão lá pelos lados de Woking? Ou será que o negócio é sério? De qualquer jeito, ainda aposto em Vettel.

SAUBER: Está empatada com a Virgin em termos de carros que chegaram ao fim nessas três corridas: apenas um, o de De La Rosa em Mélbourne. Porém, ao contrário da patota do Branson, a Sauber é uma equipe estabelecida há um bocado de tempo e fez a pré-temporada inteira. O próprio piloto espanhol já admitiu que o desempenho de Fevereiro era apenas mito. E sem dinheiro, não acho que a situação melhore. Para ser bem honesto, acho que será a equipe que mais perderá terreno até o fim do ano.

TERREMOTO: Faltando apenas três dias para o início das atividades, um violento terremoto devastou uma parte da região do Tibet, matando mais de 600 pessoas. O circuito de Shanghai fica a poucos milhares de quilômetros do epicentro, mas nada foi afetado. Só pergunto uma coisa: com que ânimo os chineses vão assistir à corrida? Chineses que, diga-se, normalmente já não têm lá muito ânimo pela Fórmula 1. As suntuosas arquibancadas de Shanghai costumam ficar vergonhosamente vazias. Deve ser o único lugar na China passível de ficar vazio…

Talvez, eu disse TALVEZ, não tenhamos 24 carros em Shanghai.

Má notícia? Não exatamente. Se trata de uma expansão. Alguém teria mandado seus contêineres para a China. Twittam o Stephane Samson.