JENSON BUTTON9,5 – De internado em estado grave no hospital AEK a grande vencedor da etapa húngara. Este foi o domingo de Jenson Button, que não teve um dia tranquilo. De manhã, alguns hackers engraçadinhos postaram em seu site a falsa notícia que deixou todos assustados. Verdade revelada, Button saiu da terceira posição do grid para uma de suas melhores corridas na vida. Ainda na primeira metade da prova, passou Vettel e tomou a segunda posição. Depois, na terceira parada, deu o grande pulo do gato ao optar por permanecer na pista com pneus macios e, portanto, economizar uma parada. Lá pela volta 50, protagonizou um dos grandes duelos do ano com o companheiro Hamilton. 27 voltas depois, cruzou a linha de chegada em primeiro. Neste momento, é o grande piloto das corridas malucas.

SEBASTIAN VETTEL7,5 – Silencioso segundo lugar, o que não preocupa muito, já que o jovem germânico ainda tem uma enorme vantagem para o resto. Sofreu para fazer a pole-position, mas a fez, 23ª de sua carreira. Na corrida, resistiu na liderança por apenas algumas voltas até ser ultrapassado por um inspiradíssimo Hamilton. Após sua primeira parada, foi ultrapassado também por Button. Só terminou em segundo porque Lewis teve lá sua série de contratempos. Ainda assim, obteve mais um resultado importantíssimo para o campeonato.

FERNANDO ALONSO7 – Fim de semana movimentadíssimo para alguém que pilota um carro que não se dá bem em um clima mais frio e chuvoso. No treino oficial, o espanhol perdeu para o companheiro Massa pela primeira vez no ano. Na corrida, passou por tudo quanto é tipo de perrengue. Disputou posição com Nico Rosberg e com Massa, saiu da pista duas vezes no momento em que os pneus Pirelli não estavam aquecidos e até chegou a rodar no fim. Mesmo assim, entre mortos e feridos, chegou em terceiro.

LEWIS HAMILTON8,5 – Foi talvez o nome mais expressivo de uma corrida que é a sua cara. Brigou pela pole-position com raça, mas perdeu para a latente superioridade do Red Bull de Vettel. Na corrida, largou pressionando de maneira fulminante o alemão. Em poucas voltas, fez a ultrapassagem e abriu boa distância rapidamente. Se a corrida fosse normal e comum, o inglês fatalmente teria se sagrado o vencedor. Como não foi, Lewis e sua equipe erraram em três momentos fundamentais. Em primeiro lugar, optou por utilizar pneus supermacios na terceira parada e fazer uma nova parada para colocar pneus macios no final, estratégia que se mostrou falha. Depois, rodopiou quando a chuva recomeçou e, kamikaze, fez um cavalo de pau à frente de vários carros que vinham atrás. Pela proeza, tomou merecida punição. Por fim, ainda chegou a apostar em pneus intermediários quando a pista já estava seca. Até que não foi tão ruim terminar em quarto, mas seu início de corrida foi bom o suficiente para uma vitória.

MARK WEBBER6,5 – Fez mais uma corrida bobinha. Ao contrário das duas etapas anteriores, passou longe da pole-position e largou apenas em sexto, sendo o pior das equipes grandes. Na primeira volta da corrida, como sempre, perdeu posições e caiu para oitavo. Depois, em dois momentos distintos, foi beneficiado e prejudicado pela estratégia. No início, foi um dos primeiros pilotos que apostaram na troca dos pneus intermediários pelos slick, o que o ajudou a subir algumas posições. No fim, no entanto, apostou nos pneus intermediários quando houve leve chuva e perdeu tempo. Quinto lugar magro para a Red Bull, mas normal para ele.

FELIPE MASSA6,5 – Seu melhor momento foi ter batido Fernando Alonso na classificação do sábado. No dia seguinte, Felipe teve uma corrida agitada com um resultado aquém do esperado. Não largou bem, mas estava agressivo e chegou a ganhar as posições de Schumacher e Alonso, que havia escapado da pista. Sua prova azedou de vez na volta oito, quando seu carro rodopiou e encostou o aerofólio na barreira de pneus. Mesmo com o bólido danificado, o brasileiro seguiu em frente e até fez razoável corrida de recuperação, finalizando em sexto. Mesmo assim, esperava-se mais. Largar à frente de Alonso e terminar quase um minuto atrás é quase inaceitável.

PAUL DI RESTA8,5 – Corridaça que serviu para afugentar a má fase. Mesmo tendo sobrado no Q2 da classificação, o primo de Dario Franchitti largou bem, apostou de maneira certeira no uso de pneus supermacios no começo e pneus macios no final, ganhou posições na pista e terminou em uma excelente sétima posição. Dessa vez, foi muito melhor que o companheiro.

SÉBASTIEN BUEMI9 – Atuação sensacional, certamente uma das melhores de sua carreira. No sábado, tudo indicava que sua corrida seria uma merda, já que ele não havia passado para o Q2 da classificação e ainda perderia mais cinco posições no grid como punição pelo acidente com Heidfeld em Nürburgring. No entanto, a sorte virou de vez no domingo. O suíço fez uma largada espetacular e ganhou onze posições na primeira volta. Depois, apostou na estratégia correta de três paradas e ainda foi beneficiado pelo bom trabalho dos mecânicos da Toro Rosso. De quebra, ainda fez algumas boas ultrapassagens. Oitavo lugar excepcional para alguém que largou da última fila. Só por hoje, não mereceria perder seu lugar na equipe.

NICO ROSBERG5 – Nem mesmo em uma corrida atípica ele é capaz de entregar algo diferente. Na classificação, um sétimo lugar apenas normal. Seu melhor momento na corrida foi a largada, na qual ele subiu para quarto. A partir daí, brigou para se manter à frente de carros mais velozes e não se deu bem. Mais à frente, quando a chuva voltou por alguns instantes, apostou no uso de pneus intermediários e se deu mal com isso, perdendo várias posições. Ficar atrás de uma Toro Rosso e uma Force India não estava nos planos.

JAIME ALGUERSUARI6,5 – Não andou mal e marcou um ponto, mas não impressionou como seu companheiro. No sábado, Jaime até conseguiu superar Buemi, e a diferença entre os dois foi amplificada por uma punição a este último. Na corrida, o espanhol ganhou algumas posições na pista e na estratégia, mas quase perdeu tudo quando se envolveu em um toque com Kobayashi. Poderia ter terminado um pouco mais à frente.

KAMUI KOBAYASHI4 – Fim de semana discreto. Não foi bem no treino oficial e também não brilhou na corrida. Embora tenha andado na zona de pontuação na maior parte do tempo, chegando a estar em sétimo durante algumas voltas, o japonês foi prejudicado pela estratégia de ficar muito tempo na pista com pneus desgastados e acabou ficando de fora dos dez primeiros. Ainda se envolveu em um toque com Alguersuari.

VITALY PETROV3,5 – A excelente corrida do ano passado havia enchido todos os seus fãs (e isso me inclui) de esperanças, mas o saldo da etapa deste ano foi diametralmente oposto. Acompanhando a decadência da sua equipe, Vitaly não conseguiu passar para o Q3 no treino oficial e largou apenas em 12º. Na corrida, ficou entre o nono e o 12º durante quase todo o tempo e ainda foi prejudicado pela decisão de utilizar pneus intermediários no final.

RUBENS BARRICHELLO4 – Perto de alguns outros fins de semana seus neste ano, até que não foi tão mal na Hungria. Largou à frente do companheiro Maldonado e esteve sempre próximo da zona de pontuação, sempre aparecendo próximo de algum piloto da Toro Rosso. Sucumbiu à má opção pelos pneus intermediários, que lhe custaram a chance de embolsar alguns pontos.

ADRIAN SUTIL4 – Pelo que fez no treino oficial, quando conseguiu a oitava posição no grid, o alemão mais uruguaio do grid certamente merecia resultado melhor. O domingo foi todo errado. Para começar, sua primeira volta foi totalmente desastrosa e ele acabou caindo para as últimas posições. Depois, assim como todo mundo que se deu mal, apostou nos pneus intermediários e perdeu mais um tempão. Ainda assim, ainda está muito à frente do companheiro nas tabelas. Por enquanto.

SERGIO PÉREZ3 – Começou bem o fim de semana ao ser o único piloto de sua equipe a passar para o Q3 do treino classificatório. Sua boa sorte acabou aí. Já na largada, Pérez errou e perdeu um monte de posições. Com sérias dificuldades, não conseguiu recuperar muitas posições. E quando conseguiu ganhar uma, a de Kovalainen, ainda foi punido por ter feito a ultrapassagem em bandeira amarela.

PASTOR MALDONADO2 – Mais um fim de semana terrível. Para começar, largou atrás de Barrichello, o que não estava sendo a regra nas últimas corridas. No domingo, fez uma boa largada e só. Apostou nos pneus intermediários e, assim como todo mundo que fez o mesmo, se deu mal. De quebra, contrariando sua lerdeza na pista, andou rápido demais nos pits e foi punido. Para variar, foi o último colocado entre os pilotos das equipes normais.

TIMO GLOCK6 – Sem os dois carros da Lotus na pista, o alemão da Virgin foi o melhor piloto das equipes nanicas. Não foi bem no treino oficial, ficando a quase dois segundos da Lotus, mas recuperou-se na corrida. Largou bem, manteve um bom ritmo de prova e apostou em não utilizar pneus intermediários, decisão corretíssima. Bom 17º.

DANIEL RICCIARDO6 – Continua aparecendo muitíssimo bem. No treino oficial, perdeu para Liuzzi por pouco mais de um décimo e bateu o Virgin de D’Ambrosio. Na corrida, aproveitou-se do infortúnio do companheiro italiano para ser o melhor piloto de sua equipe. E ainda manteve-se à frente do Virgin. Até aqui, ótimo início do australiano.

JERÔME D’AMBROSIO0 – Embora ter perdido para os dois carros da HRT no treino oficial não tenha sido algo exatamente agradável, o papelão protagonizado na corrida merece lugar cativo na história underground da Fórmula 1. Eu já vi de tudo nos pits, de atropelamentos a incêndios, mas um piloto rodando sozinho em baixa velocidade em frente aos seus mecânicos é uma novidade interessante. Como não matou ninguém, só fez todo mundo rir.

VITANTONIO LIUZZI3 – Ainda superou Daniel Ricciardo na classificação, mas já está tendo cada vez mais dificuldades. Na corrida, foi tocado por alguém na largada, rodou e perdeu ainda mais tempo do que já faria com seu precário carro. Depois, só levou o carro até o fim.

HEIKKI KOVALAINEN6,5 – Foi um dos destaques lá do fundão. Nenhuma novidade no treino oficial, no qual foi o melhor piloto das equipes nanicas. O domingo, sim, foi interessante. Kova largou muitíssimo bem e andou quase vinte voltas à frente de carros mais velozes. Mesmo após ter sido deixado para trás por estes carros, ainda manteve-se muito à frente dos demais pilotos das equipes pequenas. Infelizmente, um vazamento de água acabou abortando sua boa participação.

MICHAEL SCHUMACHER3,5 – Desta vez, nem ele levantou a moral da Mercedes. Não foi bem no treino oficial e ainda abandonou a corrida com problemas no câmbio. Sua participação no domingo, aliás, teve altos e baixos. A largada foi boa e Schumi conseguiu brigar com os carros da Ferrari por algumas voltas. A torta começou a desandar quando ele rodou para evitar um contato com Massa. Além disso, seu carro apresentava problemas com os pneus e praticamente não tinha  aderência nas curvas mais lentas. Enfim, uma desgraça de dia.

NICK HEIDFELD1,5 – Como se não bastasse estar sendo fritado pela equipe, seu carro também quase o fritou neste domingo. Após largar no meio do bolo e perder uma baciada de posições na primeira volta, Nick vinha se arrastando lá no fundão até a volta 23, quando entrou nos pits para fazer sua segunda parada. Ao sair, seu carro começou a soltar uma fumaça espessa e abundante. Metros depois, o Renault preto e dourado começou a ser consumido pelo fogo que saía lá da parte de trás. Em cena dramática, Nick estacionou seu carro logo na saída dos boxes e quase foi chamuscado pelas chamas que fizeram um belo estrago. Para piorar, o chefe Eric Boullier ainda o responsabilizou pelo incidente. Um verdadeiro dia de Hades.

JARNO TRULLI3 – Retorno pouco auspicioso à Fórmula 1. O italiano largou novamente atrás do companheiro Kovalainen, não chamou a atenção enquanto esteve na pista e, assim como o finlandês, teve de se retirar por problemas de vazamento de água.

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