LEWIS HAMILTON 10 – Mandou abraços a quem achava que vencer seria um feito inimaginável. Largou em um segundo lugar excepcional para seu carro e começou a ganhar a corrida quando Webber cagou novamente na largada e lhe deu a ponta de bandeja. Resistiu bem aos ataques do australiano e só perdeu a ponta na primeira rodada de pits, quando a McLaren fez um trabalho inferior ao da Red Bull. Na segunda rodada, voltou à ficar à frente de Webber, mas chegou a perder a ponta para Alonso. Demonstrando garra, o inglês não demorou muito para ultrapassar por fora seu antigo desafeto. E venceu com maestria. Foda-se quem discorda: é um puta piloto.

FERNANDO ALONSO 9 – De novo, foda-se quem discorda: é outro puta piloto, o melhor de todos. Saindo da quarta posição do grid, o asturiano se meteu em uma briga encardida com Vettel na primeira volta e se deu bem. Durante a prova, sempre se manteve próximo dos líderes Hamilton e Webber. Após um trabalho impecável de sua equipe na segunda rodada de pits, chegou a tomar a liderança, mas a perdeu pouco depois após ser ultrapassado por Hamilton. Mesmo assim, ótima corrida. Está em grande fase.

MARK WEBBER – 7,5 – Dessa vez, até foi um pouco combativo, o que não deveria servir de consolo para alguém que voou nos treinos e marcou a pole-position. Para variar, largou mal e perdeu a ponta para Hamilton. Tentou ultrapassá-lo e até chegou a conseguir o feito lá na volta 12, mas tomou o troco rapidamente. Na primeira rodada de pits, assumiu a ponta graças à competência dos mecânicos rubrotaurinos. Na segunda, foi driblado por Hamilton e Alonso e caiu para terceiro. Em um dia no qual teve todo o apoio da equipe para ganhar, terminou no degrau mais baixo do pódio. É por isso que não merece ser campeão do mundo.

SEBASTIAN VETTEL – 6,5 – Com louvores, fez seu pior fim de semana do ano. Sistematicamente inferior a Webber nos treinos, fracassou no Q3 e largou apenas em terceiro. Na largada, caiu para quarto. Sem conseguir se aproximar dos líderes, passou boa parte da corrida peleando com Massa. Antes da primeira rodada de pits, foi ultrapassado pelo brasileiro na chicane e permaneceu atrás dele até a última volta, quando os dois foram para os pits e a Ferrari aprontou mais uma das suas. Ainda assim, um quarto lugar importante no campeonato. E o fato dele ter terminado uma péssima corrida em quarto enquanto seu companheiro termina sua melhor corrida em terceiro mostra o porquê de um estar a caminho do bicampeonato e o outro não ser nada.

FELIPE MASSA – 7 – Boa corrida, a do brasileiro. Apesar de ter largado e de ter terminado em quinto, Felipe demonstrou garra durante quase toda a prova. Na largada, peitou Vettel e só perdeu uma posição para Rosberg. Onze voltas depois, após muito sufoco, conseguiu passar o andrógino e começou a tirar diferença para Vettel. Pouco antes de parar, passou também o atual campeão e subiu para quarto. Daí para frente, manteve-se nesta posição, embora sempre atacado pelo piloto da Red Bull. Na última volta, para sua infelicidade, a Ferrari perdeu um segundo fundamental que lhe custou a quarta posição. O quinto lugar não é o resultado dos sonhos, mas a corrida em si foi digna.

ADRIAN SUTIL – 8 – Recuperou-se da traumática corrida nesta pista há dois anos, quando jogou fora os primeiros pontos da Force India em um toque com Kimi Räikkönen. Fez um bom oitavo lugar no treino de classificação, largou bem e protagonizou um bom duelo com Nico Rosberg em alguns momentos. Apostou em apenas duas paradas e consolidou-se na sexta posição após a última delas. Ótima corrida, ainda mais para alguém que, segundo alguns, estaria levando uma surra do (ainda superestimado) Paul di Resta.

NICO ROSBERG – 6 – Nem em casa ele consegue fazer mais do que um simples arroz e feijão sem sal. No treino oficial, fez o sexto tempo. Na corrida, começou razoavelmente bem, conseguindo segurar Felipe Massa por doze voltas. Depois, só apareceu quando foi desafiado pelo companheiro Schumacher e quando conseguiu ultrapassar Kobayashi. No fim, ainda perdeu uma posição para Adrian Sutil nos pits. Fico sem entender como consideram esse daí um futuro campeão do mundo.

MICHAEL SCHUMACHER – 5,5 – Se há alguém na Mercedes que consegue animar as coisas com um pouco de arrojo, este alguém é o heptacampeão. Mal nos treinos oficiais, foi o último colocado do Q3. Na corrida, largou bem e chegou a subir para sétimo, mas rodou ao tocar a roda em uma faixa branca úmida e perdeu cinco posições. A partir daí, começou a dirigir como se não tivesse filhos e chegou a se aproximar perigosamente de Rosberg. Terminou próximo, mas terminou atrás – e é por isso que sua nota não pode ser maior que essa.

KAMUI KOBAYASHI 6 – Poderia ter obtido nota maior, mas foi mal demais no treino oficial, sobrando no Q1. O domingo, embora não tenha sido brilhante, foi bem melhor. O ex-sushiman largou bem e ganhou várias posições na primeira curva. Sua estratégia de duas paradas o permitiu entrar definitivamente na turma dos dez que pontuam. Sem um grande carro, foi presa fácil para os dois pilotos da Mercedes, mas também não teve problemas com o pessoal mais atrás. Mais discreto que eficiente, levou dois pontos para casa.

VITALY PETROV – 5 – Pontinho bem meia-boca de alguém que não apareceu em momento algum. Com alguma dificuldade, conseguiu deixar Heidfeld para trás no treino classificatório e largou em nono. Na corrida, até fez uma boa largada, mas acabou se mantendo na mesma posição em que largou. Apostou em duas paradas e, por alguma razão, sua estratégia não funcionou tão bem. Terminou a prova insatisfeito com o carro e com a equipe, no que não estava de todo errado.

SERGIO PÉREZ – 3,5 – Fim de semana fraco. Embora tenha batido Kobayashi no treino oficial, largou apenas da 15ª posição. No início da corrida, escapou para fora da pista e teve de antecipar sua primeira parada. Tendo de fazer um longo stint com pneus macios, acabou perdendo bastante tempo pouco antes de seu segundo pit-stop. No fim, até que não foi tão ruim terminar em 11º.

JAIME ALGUERSUARI – 3,5 – Na briga interna da Toro Rosso, o espanhol se saiu melhor novamente. Isso, no entanto, não vale lá muita coisa. Na verdade, ele até foi pior do que o companheiro Buemi no treino oficial, mas largou à frente devido à desclassificação do suíço. Na corrida, apostou em duas paradas e até conseguiu ganhar algumas posições. Mas não pontuou.

PAUL DI RESTA – 3 – Já está mais do que na hora de transformar sua velocidade em pontos. Ao contrário do que vinha acontecendo na maioria dos fins de semana, ficou atrás de Sutil no treino oficial. Sua corrida foi arruinada por um toque com Heidfeld na primeira volta, que mandou os dois lá para o fim do grid. Parando duas vezes, o escocês deixou carros mais lentos para trás, mas estacionou na 13ª posição. Só marcou dois dos vinte pontos da equipe até aqui.

PASTOR MALDONADO – 2,5 – É curioso acompanhá-lo durante o fim de semana. No sábado, ele se destaca com a mais pura velocidade chavista e consegue bater Rubens Barrichello sem grandes dificuldades. No domingo, perde terreno igualmente sem grandes dificuldades. Foi o único piloto da Williams a terminar, mas esteve tão longe dos pontos como nas demais corridas.

SÉBASTIEN BUEMI – 2,5 – De umas corridas para cá, sua estrela apagou. E sua costumeira má sorte voltou a se manifestar. Mesmo tendo superado Alguersuari no treino classificatório, foi punido por irregularidades na gasolina utilizada e teve de largar em último. Ainda no início da corrida, fechou Nick Heidfeld, tirou o alemão da pista e ainda furou um pneu, tendo de antecipar a primeira parada. Mesmo assim, ganhou algumas posições e terminou lá no meio do bolo.

HEIKKI KOVALAINEN – 6 – De companheiro novo, teve um de seus melhores fins de semana no ano. Sem a ameaça de Jarno Trulli, ausente nesta etapa, enfiou quase um segundo no rival imediatamente atrás no treino classificatório e quase foi para o Q2. Na corrida, largou bem e tentou se misturar com a turma do meio, mas seu carro não lhe permitiu tamanha proeza. Mesmo assim, não teve trabalho com seus adversários diretos. Fez o trabalho direitinho.

TIMO GLOCK – 5 – Tendo renovado contrato com sua equipe por mais alguns anos, Timo também teve um fim de semana digno. Embora tenha tomado quase um segundo de Kovalainen no treino oficial, conseguiu ao menos largar à frente do Lotus de Chandhok. Na corrida, fez trabalho digno e não foi ameaçado por quem vinha atrás, mesmo tendo problemas com os freios. É um bom piloto e merece melhor sorte agora que decidiu seguir amarrado às agruras da Virgin.

JERÔME D’AMBROSIO – 3,5 – No treino oficial, ficou a apenas dois décimos do Lotus de Chandhok e do Virgin de Glock. Na corrida, alternou momentos bons e ruins, chegando a andar à frente de Glock em alguns instantes e atrás dos dois carros da Hispania em outros. Terminou naquela posição de sempre, atrás do companheiro e à frente dos espanhóis.

DANIEL RICCIARDO – 6 – Para a Hispania, sem dúvida alguma, um enorme avanço em relação ao indiano Narain Karthikeyan. Em seu segundo fim de semana como piloto titular, o australiano ficou a poucos milésimos de Liuzzi e largou à sua frente por conta da punição do italiano. Na corrida, fez um bom trabalho e chegou a andar à frente de D’Ambrosio por um bom tempo, além de quase sempre ter estado à frente do Lotus de Chandhok. Ótimo 19º lugar para um piloto que tem tudo para se tornar um astro da Fórmula 1.

KARUN CHANDHOK – 1 – Retorno difícil à Fórmula 1. O indiano, que substitui Jarno Trulli, nunca conseguiu andar perto de Kovalainen e teve problemas para disputar com os carros da Virgin e da Hispania. No treino oficial, até que não foi tão mal com o 20º tempo. Na corrida, deu uma bela rodada e andou em último durante quase todo o tempo. Para alguém que errou horrores no fim de semana, chegar ao final foi algo positivo.

VITANTONIO LIUZZI – 1,5 – Fim de semana complicado. No sábado, teve de trocar o câmbio e acabou punido com a perda de cinco posições do grid – o que não significa muito para alguém que fatalmente largaria na última fila. Na corrida, até conseguiu largar bem e empreender um ritmo forte, mas teve problemas eletrônicos e abandonou na volta 38. Ainda está rendendo mais que Daniel Ricciardo, mas já vê a imagem do novato em seu retrovisor.

JENSON BUTTON – 2 – Segunda corrida consecutiva na qual o britânico não consegue chegar ao fim. Desta vez, um problema eletrônico foi a causa mortis. Até ali, o fim de semana estava longe de ser brilhante. Jenson fez apenas o sétimo tempo na classificação, largou muito mal, ficou preso atrás de Petrov durante um bom tempo e seu abandono aconteceu justamente em seu melhor momento na prova, quando ele tinha acabado de deixar Rosberg para trás. Em uma Fórmula 1 na qual ninguém abandona, registrar dois DNF seguidos é algo bem ruim.

RUBENS BARRICHELLO – 2 – Mais um fim de semana de merda, infelizmente. Seus sábados se transformaram em dias de sofrimento tão logo Pastor Maldonado aprendeu a superá-lo, como aconteceu em Nürburgring. No domingo, ao menos, ele contrariou a lógica e fez uma ótima largada. Ainda na primeira metade da corrida, silenciosamente, o brasileiro encostou os carros nos pits e abandonou. Sua equipe havia pedido, já que foi detectado um manhoso vazamento de óleo.

NICK HEIDFELD – 1 – Deu tudo errado, e em apenas dez voltas. Batido por Petrov novamente no treino classificatório, o alemão, que estreava capacete novo, se envolveu em um toque com Di Resta na largada e caiu para a última posição. Ao tentar se recuperar, acabou se envolvendo em outro acidente com Buemi, voou para fora e ficou atolado na caixa de brita. Péssima corrida em casa.

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