Pouco se fala sobre esse assunto. Nas últimas semanas, venho buscando de maneira doentia notícias a respeito. E não venho obtendo muito sucesso. As informações são vagas e pouco confiáveis. O Bandeira Verde, órgão de prestação de serviços ao público brasileiro, fará o relevantíssimo favor à nação de juntar tudo o que se sabe até aqui.

Nos Estados Unidos, o canal Speed noticiou o número de equipes que se inscreveram até o dia 15 de Abril de 2010: quinze. Dessas quinze equipes, uma será escolhida como a décima terceira equipe da Fórmula 1 e uma ficará como equipe-reserva para o caso de haver desistência de uma das 13.

É evidente que há projetos mais e menos sérios. Na verdade, vamos demorar para saber a respeito de todas as inscritas, se é que ficaremos sabendo de todas. Abaixo, os projetos conhecidos até aqui:

EPSILON EUSKADI – A intenção de Joan Villadelprat subir com sua equipe basca para a Fórmula 1 é conhecida por todos há algum tempo. E, aparentemente, é o que há de mais sólido entre os projetos. A Epsilon disputa com relativo sucesso corridas de protótipos, a Eurocup Renault 2.0 e a World Series by Renault. Seu cartão de visitas é uma gigantesca fábrica localizada no Parque Tecnológico de Álava pronta para a construção dos carros. Se a infraestrutura é o fator decisivo para a escolha da equipe, a Epsilon deve ganhar de goleada.

O Bandeira Verde informa que, nesse exato instante, Jean Todt está no País Basco fazendo uma visita às instalações da Epsilon Euskadi ao lado de Carlos Gracia, presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, e Jaime Lissavetzky, secretário dos esportes. O objetivo é claro: vistoriar as condições técnicas e financeiras da equipe. Dizem que é a favorita de Todt.

STEFAN – E os sérvios estão de volta! Depois de tentarem, sem sucesso, uma inscrição-relâmpago para a temporada 2010, a equipe se divorciou da Toyota e decidiu encarar o desafio de competir na Fórmula 1 por conta própria. Para isso, lançou um site mostrando seus planos e também alguns bonés e canecas para vender. O plano mais ambicioso é a construção do Stefan Technology Park, um complexo localizado a 25km de Belgrado que sediará a fábrica da equipe e um circuito para testes. Ambição é o que não falta. Um pouco de credibilidade ajudaria.

DURANGO – A escuderia de Ivone Pinton possui larga experiência no automobilismo de base, tendo competido durante anos na Fórmula 3000 Internacional e na GP2. O sucesso, porém, nunca foi uma constante na equipe. Mesmo assim, Pinton anunciou que tentará a 13ª vaga. Para isso, diz já contar com patrocinadores. Honestamente? Me parece blefe. A Durango nunca foi nada. Na GP2, era uma equipe precária lotada de minúsculos patrocinadores italianos. Se vier, vai fazer o papel da Osella.

SHOTOVER JET – É aquela empresa neozelandesa que fabrica jet skis há mais de 40 anos. Seu maior trunfo é o domínio da dinâmica de fluidos computacional, embora um carro de Fórmula 1 seja ligeiramente mais complexo que um jet ski. Além do mais, a equipe diz que está em fase de negociação com patrocinadores e fornecedores de pneus. E já teria até mesmo uma pista para testes na Nova Zelândia. Diante da qualidade duvidosa de alguns concorrentes e da possibilidade de poder representar a Oceania, eu não descartaria a Shotover Jet. A empresa divulgou até mesmo um possível layout para o carro. Se depender dele, por mim, tá dentro.

CYPHER – É o projeto mais fanfarrão até aqui. Anunciado no Twitter e no Facebook, a equipe seria composta por ex-funcionários da USF1 que visam trabalhar sem as incômodas presenças de Ken Anderson e Peter Windsor. A equipe alega já ter infraestrutura pronta no estado da Carolina do Norte. Tudo indica que utilizará boa parte do esquema da USF1.

ANDERSON – Eu falei que a Cypher era a mais fanfarrona? Então estou sendo injusto com ela. O projeto mais bizarro é esse daqui. Reconheceu o sobrenome? Pois é. Ken Anderson está de volta! Depois do fracasso da USF1, ele tentará mais uma vez coordenar uma equipe de F1. Nada mais se sabe sobre a equipe.

E aí? O que acham desses projetos?

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