<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Bandeira Verde</title>
	<atom:link href="http://bandeiraverde.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://bandeiraverde.com.br</link>
	<description>mais um site sobre carros correndo e afins</description>
	<lastBuildDate>Mon, 28 May 2012 02:51:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='bandeiraverde.com.br' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Bandeira Verde</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://bandeiraverde.com.br/osd.xml" title="Bandeira Verde" />
	<atom:link rel='hub' href='http://bandeiraverde.com.br/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>TOP CINQ: INSS antecipado</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/26/top-cinq-inss-antecipado/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/26/top-cinq-inss-antecipado/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 May 2012 04:58:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top Cinq]]></category>
		<category><![CDATA[brabham]]></category>
		<category><![CDATA[casey stoner]]></category>
		<category><![CDATA[esteban tuero]]></category>
		<category><![CDATA[f1]]></category>
		<category><![CDATA[f1 1968]]></category>
		<category><![CDATA[f1 1970]]></category>
		<category><![CDATA[f1 1980]]></category>
		<category><![CDATA[f1 1984]]></category>
		<category><![CDATA[f1 1985]]></category>
		<category><![CDATA[f1 1998]]></category>
		<category><![CDATA[f2]]></category>
		<category><![CDATA[f3 espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[f3000]]></category>
		<category><![CDATA[françois hesnault]]></category>
		<category><![CDATA[johnny servoz-gavin]]></category>
		<category><![CDATA[ligier]]></category>
		<category><![CDATA[marco barba]]></category>
		<category><![CDATA[matra]]></category>
		<category><![CDATA[mike thackwell]]></category>
		<category><![CDATA[minardi]]></category>
		<category><![CDATA[monaco]]></category>
		<category><![CDATA[motogp]]></category>
		<category><![CDATA[world series by renault]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4894</guid>
		<description><![CDATA[Quem diria, hein? O mundo motociclístico ficou pasmo, chocado e estarrecido com o anúncio da aposentadoria precoce do australiano Casey Stoner, o consagrado bicampeão da MotoGP, na semana passada. Durante uma coletiva de imprensa em Le Mans, Stoner afirmou que abandonaria o motociclismo no final desta temporada e que fará coisas diferentes a partir de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4894&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem diria, hein? O mundo motociclístico ficou pasmo, chocado e estarrecido com o anúncio da aposentadoria precoce do australiano Casey Stoner, o consagrado bicampeão da MotoGP, na semana passada. Durante uma coletiva de imprensa em Le Mans, Stoner afirmou que abandonaria o motociclismo no final desta temporada e que fará coisas diferentes a partir de 2013. Não ficou claro se Stoner passaria a pintar quadros ou escrever livros de autoajuda, mas tudo indica que as motos terão virado relíquias em sua memória.</p>
<p>As justificativas de Casey Stoner não foram muito claras, mas os indícios estão aí para todo mundo ver. Em fevereiro, nasceu sua filhota Alessandra.  Stoner diz que a retirada não tem nada a ver com ela, mas é óbvio que isso não é verdade. Todo pai de primeira viagem é babão e não quer perder a chance de ver sua menina crescer, arranjar um namorado mal-encarado, usar cocaína e perder a virgindade aos 11. Num esporte como o motociclismo, não existe amanhã. Casey pode entrar na pista todo malandrão num segundo apenas para se estourar todo no segundo seguinte. Tendo de criar filhos, não dá para ficar levando este tipo de possibilidade adiante.</p>
<p>Stoner quis passar a impressão de que largará a MotoGP no fim do ano porque já está de saco cheio com a categoria. Casey nunca foi um dos sujeitos mais dóceis do grid, tendo sido um dos maiores críticos deste negócio da categoria criar um regulamento específico para atrair chassis artesanais e equipes pequenas visando inflar o grid. As motos CRT, como ficaram conhecidas as que seguem este regulamento à risca, são lerdas e não servem para muito mais do que simplesmente aumentar o número de participantes – o que, por si só, é um objetivo nobilíssimo. Mas Stoner não gostou. E ele já reclamou de muito mais coisa.</p>
<p>Num esporte onde o cara geralmente não quer se aposentar antes dos quarenta anos de idade, a decisão de Casey Stoner realmente assusta. Mas ela não foi a primeira, é claro. O Top Cinq de hoje, que deveria ter saído na semana passada, conta a história de cinco pilotos que decidiram largar mão das corridas muito cedo. Confiram aí:</p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:times new roman, new york, times, serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>5- ESTEBAN TUERO</strong></span></span></span></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/estebantuero.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4897" title="estebantuero" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/estebantuero.jpg?w=510&h=383" alt="" width="510" height="383" /></a></p>
<p><span style="color:#000000;">Quem acompanha a Fórmula 1 há algum tempo sabe que a Minardi sempre surpreendia ao anunciar seus pilotos. Nomes como Gastón Mazzacane e Alex Yoong nunca seriam imaginados por qualquer outra equipe. A pequena escuderia italiana, no entanto, não dava lá muita bola para currículos e vitórias em categorias de base. Tudo o que ela queria era o dinheiro que garantia a condução e o leite das crianças, mesmo que ele viesse da fonte mais duvidosa possível.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">No início de 1998, a equipe italiana estava numa dureza danada. Mesmo com um monte de patrocinadores, nenhum deles era rico o suficiente para custear uma revolução no desempenho. A solução foi correr atrás de algum piloto pagante caricato. E a Minardi abusou. Para assombro do mundo da Fórmula 1, ela anunciou em janeiro a contratação de um tal de Esteban Tuero. Quem?!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Tuero era um piloto argentino que sequer havia completado vinte anos de idade. Marrento, costumava se comparar a Ayrton Senna entre íntimos. Seu boletim advogava contra a megalomania: 16º na Fórmula Nippon em 1997, 24º na Fórmula 3000 internacional em 1996 e alguns bons resultados na Fórmula 3. Poderia até não ser um piloto ruim, mas sua pressa para subir à Fórmula 1 não lhe ajudava. Só garantiu a superlicença porque andou exaustivamente com o carro da Minardi na pré-temporada. E porque o burocrata que emite as carteirinhas foi camarada.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Por incrível que pareça, Esteban Tuero não deu vexame na sua temporada de estreia. No primeiro treino oficial do ano, em Melbourne, conseguiu largar à frente de cinco carros. Nas outras corridas, apareceu com alguma dignidade e se safou do último lugar do grid em quase todas as ocasiões. Se envolveu em vários contratempos, também. Na sua Argentina, Esteban se enrolou todo em um dos pit-stops e ainda terminou o dia batendo forte. No Japão, voou por cima do carro de Tora Takagi e lesionou o pescoço. Terminou o ano dolorido e sem pontos. Ainda assim, tinha um contrato garantido para 1999.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Só que o contrato foi jogado na lata do lixo pelo próprio Tuero. Em janeiro de 1999, ele anunciou que estava se aposentando da Fórmula 1 e do automobilismo. Ninguém entendeu nada, já que o argentino não deu maiores detalhes sobre os motivos de sua decisão. Então, jornalistas e bisbilhoteiros começaram as especulações. Falava-se em problemas com o empresário, cansaço por tantas viagens ao redor do mundo, problemas crônicos resultantes do acidente em Suzuka e até mesmo uma mágoa com a mídia argentina, que não teria poupado a língua na hora de criticar e sacanear o cara. Neste último caso, dou uma colher de chá a Tuero. Ele ainda era um adolescente e pilotava um carro muito ruim. Cobri-lo de maldadezinhas é de uma insensibilidade tamanha.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">No fim das contas, a real motivação do abandono nunca foi revelada e, afinal, o próprio Esteban Tuero acabou revendo a decisão. No mesmo ano de 1999, ele fez sua estreia no competitivo campeonato argentino de TC2000. Está lá até hoje. É um cara feliz. E amadurecido.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:times new roman, new york, times, serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>4- FRANÇOIS HESNAULT</strong></span></span></span></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/franc3a7oishesnault.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4898" title="françoishesnault" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/franc3a7oishesnault.jpg?w=510&h=338" alt="" width="510" height="338" /></a></p>
<p>Deve ser muito chato quando seu maior feito na vida é ser a cobaia de um experimento. O francês François Hesnault conhece bem esta realidade. De carreira curta e sem grandes atrativos, Hesnault só será relembrado pelos historiadores do automobilismo por ter sido o primeiro piloto a carregar em seu carro de Fórmula 1 uma câmera onboard que levaria imagens ao vivo a milhões de TVs ao redor do mundo. Esta primazia aconteceu no GP da Alemanha de 1985. Mas eu falo disso depois.</p>
<p>Filho de família rica, François é um sujeito cuja vida sempre foi atrapalhada por alguns pequenos eventos desagradáveis. Aos dezesseis anos, ele teve de passar por oito cirurgias para reconstruir uma das mãos, atingida por um tiro acidental. Alguns anos depois, perdeu a chance de conquistar o Volante Elf por causa de uma hepatite. Mesmo assim, Hesnault conseguiu superar tudo isso e chamou a atenção no início dos anos 80 com performances espetaculares na Fórmula 3 francesa. Foi terceiro na temporada de 1982 e vice-campeão no ano seguinte.</p>
<p>O desempenho meteórico e os bons contatos com a Antar e a Loto o levaram a uma vaga de titular na Fórmula 1 já em 1984. Ele foi contratado para a inglória tarefa de ser o escudeiro de Andrea de Cesaris na Ligier. Foi uma temporada difícil. Como segundo piloto, Hesnault não tinha direito às atualizações no carro, testava pouco e ainda era desprestigiado dentro da equipe de Guy Ligier. Ele chegou a ter de desistir de uma corrida para que Andrea de Cesaris pudesse largar! Num ambiente frutífero desses, ninguém se assusta com o fato de François não ter feito nenhum ponto.</p>
<p>Para 1985, Hesnault chegou a conversar com a Toleman, mas acabou assinando com a Brabham de Bernie Ecclestone. As coisas não mudaram muito em relação à Ligier: Hesnault não passava de um peso de papel numa equipe dominada pelo então bicampeão Nelson Piquet. O francês não marcou pontos e ainda sofreu um gravíssimo acidente em testes em Paul Ricard. Seu Brabham BT54 escorregou na veloz curva Verrière e bateu com tudo na cerca de proteção. François não conseguiu sair do carro e teve de esperar pelo socorro enquanto seu carro ameaçava explodir.</p>
<p>Amedrontado, François Hesnault decidiu desistir da Fórmula 1 após apenas uma temporada e meia. O acidente realmente mexeu com seu brios. O cara percebeu ali que aquela vida simplesmente não servia para ele. Algumas semanas depois, a Renault ainda o convocou para pilotar um terceiro carro no GP da Alemanha. Este terceiro carro não marcaria pontos e sequer funcionava direito. Só serviria para carregar a câmera onboard, um trambolho que pesava mais de dois quilos e que nenhuma outra equipe queria utilizar exatamente pela questão do peso. Hesnault aceitou. E sua vida na categoria terminou desta forma, como um chofer de um aparelho indesejável.</p>
<p><strong>3- MARCO BARBA</strong></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/marcobarba.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4895" title="marcobarba" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/marcobarba.jpg?w=510&h=339" alt="" width="510" height="339" /></a></p>
<p>Este daqui só é conhecido por pessoas de sanidade duvidosa, como eu mesmo e o estranho <a href="www.womotor.wordpress.com">Bruno Giacomelli</a>. Marco Barba é mais um daquela avassaladora safra de pilotos espanhóis de qualidade duvidosa que surgiu na segunda metade da década passada. Assim como seu irmão Álvaro, Marco acreditava que poderia alcançar o mesmo nível de sucesso do bicampeão Fernando Alonso. Antes que você filosofe, não, ele não é barbudo. E também não é parente distante de Rodrigo Barba, o baterista do Los Hermanos.</p>
<p>Marco Barba disputou corridas durante sete anos. Na maior parte do tempo, permaneceu na Espanha, que vinha apresentando um razoável crescimento no seu automobilismo interno. Em 2004, foi vice-campeão da Fórmula Junior 1600 local, perdendo apenas para o mito romeno Michael Herck. No ano seguinte, estreou na Copa da España da Fórmula 3 espanhola, uma espécie de versão <em>light</em> da categoria. Era um arremedo de campeonato que era disputado por meia dúzia de pilotos ridículos. Mesmo com a concorrência pífia, Barba terminou apenas em terceiro.</p>
<p>Nos anos seguintes, Barba subiu para o campeonato principal da Fórmula 3 espanhola e até conseguiu vencer algumas corridas entre 2006 e 2007. Neste último ano, ele se sagrou vice-campeão e foi descoberto por olheiros do automobilismo internacional. Graças ao bom resultado, Marco fez sua estreia na World Series by Renault em 2008 pela equipe Draco. Como todos sabem, a World Series é a principal porta de entrada para os sujeitos que não têm cancha o suficiente para pleitear um lugar na GP2.</p>
<p>Barba fez dois anos na categoria. Em 2009, obteve dois pódios em Hungaroring e terminou o ano em nono. Um mau resultado, considerando que ele ficou atrás de nomes como Fairuz Fauzy, James Walker e Marcos Martinez naquela que, ao meu ver, foi a temporada mais fraca da história da World Series. Até aqui, Marco Barba não havia provado muita coisa. Mas as coisas mudariam radicalmente no ano seguinte.</p>
<p>Mentira. Só falei isso para vocês não se desanimarem na leitura. Barba retornou à Fórmula 3 espanhola de seu país em 2010 e só ganhou o campeonato porque era muito mais experiente do que qualquer outro no grid. Com um título no bolso e um pouco mais de auto-estima, ele retornou ao automobilismo internacional ao assinar com a Campos para disputar a AutoGP em 2011.</p>
<p>A aventura de Barba na AutoGP não durou mais do que três rodadas. Pouco antes da etapa de Donington, ele anunciou a todos que sua carreira no automobilismo estava acabada. Não elencou justificativas para isso. Sucinto, falou que não teve problema algum com a equipe Campos e que suas motivações eram puramente pessoais. Dinheiro? Muito improvável. Se fosse só isso, ele simplesmente teria dito “galera, acabou a grana e a diversão. Hora de parar de gastar o dinheiro alheio e arranjar um emprego de verdade”. Não foi o caso.</p>
<p>Marco Barba se retirou aos 26 anos de idade. Espero que tenha se divertido enquanto pôde. Pena que a fama e as glórias nunca tenham vindo.</p>
<p><strong>2- MIKE THACKWELL</strong></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/mikethackwell.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4899" title="mikethackwell" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/mikethackwell.jpg?w=510&h=240" alt="" width="510" height="240" /></a></p>
<p>Uma das coisas mais deprimentes no automobilismo é o piloto de extremo talento que perde grande parte da capacidade e quase toda a motivação após um acidente grave. Foi exatamente isso o que aconteceu com Karl Wendlinger há quase vinte anos e é provavelmente o que deve ter arruinado a ascensão de Felipe Massa a partir de 2010. Se as histórias de ambos são famosas, uma menos conhecida que me incomoda particularmente é a de Mike Thackwell.</p>
<p>Neozelandês que passou a maior parte da vida na Austrália, Thackwell foi um destes pilotos que a Fórmula 1 deveria lamentar profundamente por não ter consigo aproveitar seu talento. Com um ar de James Hunt, Mike era um sujeito destemido e despreocupado. Dentro da pista, era a imagem do arrojo. E ainda tinha uma qualidade adicional: a precocidade. Em 1979, tendo apenas 18 anos de idade, o neozelandês fez sua estreia na Fórmula 3 britânica e emplacou cinco vitórias logo de cara. No ano seguinte, subiu para a Fórmula 2 e deu show em várias corridas, mas marcou apenas onze pontos. Mas só as brilhantes atuações já foram o suficiente para as equipes de Fórmula 1 iniciarem seus flertes ainda no decorrer de 1980.</p>
<p>A Ensign ofereceu uma vaga de titular e a Arrows até lhe deu um carro para tentar a qualificação em Zandvoort, mas Thackwell não obteve sucesso e só veio a fazer sua primeira largada na categoria pela Tyrrell no GP do Canadá, penúltima etapa de 1980. <del>O problema é que Mike se envolveu em um acidente logo na primeira volta</del> e não teve direito ao carro reserva na relargada, ficando de fora da corrida prematuramente. Como ele também não conseguiu se qualificar no GP dos EUA, não dá para dizer que Mike Thackwell tenha tido um fim de semana de verdade na Fórmula 1 em 1980.</p>
<p><em>(ERRATA: O Pandini, manda-chuva da extinta revista Grid que eu caço feito maluco em sebos, lembrou que Thackwell não se envolveu em acidente nenhum. Na verdade, seus dois companheiros de Tyrrell foram os azarados que sobraram na largada e o jovem Mike teve de ceder seu carro a Jean-Pierre Jarier)</em></p>
<p>Então, ele decidiu voltar para a Fórmula 2 em 1981 para tentar ser campeão e arranjar um bom pretexto para as equipes de Fórmula 1 disputarem seu passe a tapa. Começou muito bem o ano, vencendo em Silverstone e terminando em terceiro em Hockenheim, mas um acidente violentíssimo em um treino livre da etapa de Thruxton esmigalhou um de seus pés e o deixou em coma durante três dias. Thackwell perdeu duas etapas e só retornou em Mugello, a sexta corrida do campeonato. Ainda convalescente, Mike não apresentou o mesmo desempenho avassalador de antes do acidente.</p>
<p>Thackwell só viria a recuperar parte da forma em 1983, quando foi vice-campeão da Fórmula 2 pela Ralt de Ron Tauranac. No ano seguinte, Tauranac lhe prometeu dar todas as condições possíveis para ser campeão, inclusive um contrato que impedisse o segundo piloto (o brasileiro Roberto Moreno) de ameaçá-lo. O neozelandês correspondeu a chance e venceu sete das onze corridas da temporada, sagrando-se campeão com extrema folga. Como a Fórmula 1 lhe respondeu? Com um estúpido convite para disputar o GP da Canadá com um modesto RAM e outro para correr na Alemanha com uma Tyrrell ilegal. Mike Thackwell começou a perceber que não chegaria a lugar algum, não importando o que ganhasse ou perdesse nas categorias menores.</p>
<p>Ele até se dispôs a competir na Fórmula 3000 em 1985 para ver se ainda conseguiria seduzir as equipes de Fórmula 1. Foi vice-campeão e até voltou a demonstrar os lampejos de arrojo de antes do acidente, mas somente a RAM lhe oferecu um contrato para ser titular em 1986. O pior é que a equipe faliu durante a pré-temporada e Mike Thackwell acabou ficando a pé. Sem dinheiro, sem ânimo, sem a genialidade do início da carreira e sem a boa-vontade dos chefes de equipe, a depressão começou a tomar conta do neozelandês.</p>
<p>Thackwell ainda perambulou pela Indy, pelos protótipos e até mesmo pela própria Fórmula 3000 em 1986 e 1987, sempre obtendo alguns bons resultados e muitas frustrações por saber que não merecia estar vivendo de bicos. Em 1988, completamente desanimado, fez apenas uma corrida de Fórmula 3000 em Pau. Logo depois da prova, Mike decidiu se aposentar. Tinha apenas 27 anos. Hoje em dia, trabalha como professor de pessoas deficientes e surfa nas horas vagas. Odeia automobilismo. Aquele automobilismo que sempre desprezou seu talento e quase o matou.</p>
<p><strong>1- JOHNNY SERVOZ-GAVIN</strong></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/johnnyservozgavin.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4896" title="johnnyservozgavin" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/johnnyservozgavin.jpg?w=510&h=270" alt="" width="510" height="270" /></a></p>
<p>Medo. Um sentimento polêmico. Alguns acreditam que a pessoa que assume o medo, como Niki Lauda fez na decisão do título de 1976, é de uma coragem ímpar, um interessante paradoxo comportamental. Outros mais radicais – e não tão sábios assim &#8211; afirmam que o medo é a pura e simples expressão de fraqueza de uma pessoa perante uma situação. Eu, que tenho medo até mesmo de cogumelos (e tenho mesmo, não estou brincando), me encaixo no primeiro grupo. Respeito profundamente quem assume seus temores.</p>
<p>Foi o que o francês Johnny Servoz-Gavin fez. Nascido em Grenoble no ano de 1942, Servoz-Gavin era um daqueles típicos bon-vivants que não ligavam muito para as coisas sérias da vida. Fumava pra caramba e adorava dar festas – estilo de vida bastante comum para os pilotos de algumas décadas atrás. Como ganha-pão, trabalhava como instrutor de esqui nos Alpes. De vez em quando, disputava corridas de rali. Viciou em velocidade e decidiu iniciar uma carreira nos monopostos. Comprou um Brabham BT18 usado e se inscreveu para a temporada de 1965 da Fórmula 3 francesa.</p>
<p>Servoz-Gavin apareceu tão bem neste ano de estreia que a Matra ficou interessadíssima no cara e o contratou para disputar uma segunda temporada na Fórmula 3 em 1966. Johnny retribuiu a oportunidade ganhando o título. No ano seguinte, subiu para a Fórmula 2 com a mesma Matra. Não satisfeita, a equipe ainda lhe deu a grande oportunidade de estrear na Fórmula 1 no GP de Mônaco. Tudo muito rápido, não? Pena que a corrida de Servoz-Gavin durou apenas alguns quilômetros – um problema na bomba de combustível estragou tudo.</p>
<p>Em 1968, Servoz-Gavin permaneceu na Fórmula 2, mas a Matra decidiu lhe dar uma nova chance em Mônaco como substituto de um Jackie Stewart que se recuperava de uma fratura no pulso. Fez muito bem. Johnny surpreendeu a todos marcando o segundo tempo no treino oficial. Na largada, ignora o pole-position Graham Hill, um quarentão que já havia vencido três corridas em Montecarlo, e assume a liderança na St. Devote. Lidera as três primeiras voltas. Numa chicane de alta velocidade, bate a roda traseira e é obrigado a abandonar. Volta para os boxes puto, mas os poucos quilômetros completados na frente haviam deixado muita gente babando. Johnny Servoz-Gavin havia acabado de provar que merecia um lugar definitivo na Fórmula 1.</p>
<p>Servoz-Gavin voltaria a disputar três corridas de Fórmula 1 naquela temporada de 1968. Em Monza, ele fez uma ótima corrida de recuperação após largar em 13º e conseguiu ultrapassar Jacky Ickx na última volta, finalizando na segunda posição. Foi seu único pódio na categoria.</p>
<p>Em 1969, Servoz-Gavin faz mais uma temporada de Fórmula 2, vence três corridas e ganha o tão esperado título. Na Fórmula 1, ele fez cinco corridas e marcou um pontinho no Canadá. Após um currículo bom nas categorias menores e algumas boas corridas no certamente principal, era hora dele fazer sua primeira temporada completa por lá. <del>A estrutura da Matra acabou vendida a Ken Tyrrell</del>, que quis montar um <em>dream team</em> com o campeão da Fórmula 1, Jackie Stewart, e o campeão da Fórmula 2, Johnny-Servoz Gavin.</p>
<p><em>(ERRATA DE NOVO: Onde estava com a cabeça? O Zé Maria fez a correção muitíssimo bem-vinda. A Matra seguiuna Fórmula 1 até o início dos nos 70. Na verdade, a Tyrrell é uma equipe que surgiu a partir de uma dissidência da Matra)</em></p>
<p>Mas a temporada do francês durou apenas três corridas. Na pré-temporada, enquanto disputava uma corrida de rali com um jipe aberto, Johnny foi atingido no rosto pelo galho de uma árvore e acabou machucando seriamente o olhos esquerdo. Ele decidiu não contar sobre o ferimento a ninguém na Fórmula 1 e tentou fazer as corridas normalmente, mas a situação do olho só se deteriorou.</p>
<p>Na classificação do GP de Mônaco, Servoz-Gavin cometeu o mesmo erro de dois anos antes. Escapou na chicane e ralou o carro no guard-rail. Ao descer do carro, Johnny tomou uma decisão tão rápida quanto definitiva: aos 28 anos e após apenas cinco temporadas nos monopostos, ele estava abandonando a Fórmula 1.</p>
<p>O motivo? Medo. Johnny Servoz-Gavin havia percebido que corria riscos sérios se tentasse correr com o olho esquerdo em péssimo estado. Como os acidentes naquela época eram sentenças de morte, Servoz-Gavin preferiu largar sua maior paixão para preservar sua vida. Decidiu curtir a vida apenas com festas e mulheres. Mas o perigo não se afastou de sua vida. Em 1982, um botijão de gás de seu barco explodiu e Servoz-Gavin acabou sofrendo graves queimaduras pelo corpo e três paradas cardíacas. Deu sorte tremenda de sobreviver. Morreu em 2006, já sessentão. Provavelmente sem medo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4894/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4894/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4894/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4894&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/26/top-cinq-inss-antecipado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/estebantuero.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">estebantuero</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/franc3a7oishesnault.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">françoishesnault</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/marcobarba.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">marcobarba</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/mikethackwell.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">mikethackwell</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/johnnyservozgavin.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">johnnyservozgavin</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os cinco de Olivier Beretta</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/25/os-cinco-de-olivier-beretta/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/25/os-cinco-de-olivier-beretta/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 May 2012 04:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitacos]]></category>
		<category><![CDATA[bruno senna]]></category>
		<category><![CDATA[capacetes]]></category>
		<category><![CDATA[chapolin colorado]]></category>
		<category><![CDATA[chaves]]></category>
		<category><![CDATA[chespirito]]></category>
		<category><![CDATA[especulação imobiliária]]></category>
		<category><![CDATA[f1 2012]]></category>
		<category><![CDATA[fernando alonso]]></category>
		<category><![CDATA[james hunt]]></category>
		<category><![CDATA[jean alesi]]></category>
		<category><![CDATA[jean-eric vergne]]></category>
		<category><![CDATA[kimi raikkonen]]></category>
		<category><![CDATA[lotus]]></category>
		<category><![CDATA[monaco]]></category>
		<category><![CDATA[pastor maldonado]]></category>
		<category><![CDATA[sergio perez]]></category>
		<category><![CDATA[williams]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4890</guid>
		<description><![CDATA[GP DE MÔNACO: Até hoje, não sei o que pensar do GP de Mônaco. A cada ano, minha opinião sobre a corrida, a mais tradicional da Fórmula 1, muda escandalosamente. Em 2010, desci o sarrafo como se ela fosse uma coisa anti-cristã. No ano passado, provavelmente mais tranquilo com as vicissitudes da vida, ressaltei o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4890&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/olivierberetta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4891" title="94BR-C071" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/olivierberetta.jpg?w=510&h=333" alt="" width="510" height="333" /></a></p>
<p><strong>GP DE MÔNACO:</strong> Até hoje, não sei o que pensar do GP de Mônaco. A cada ano, minha opinião sobre a corrida, a mais tradicional da Fórmula 1, muda escandalosamente. Em 2010, desci o sarrafo como se ela fosse uma coisa anti-cristã. No ano passado, provavelmente mais tranquilo com as vicissitudes da vida, ressaltei o caráter histórico, os desafios impostos aos pilotos e a beleza de algumas curvas. Se bobear, devo ter elogiado até mesmo a careca do príncipe Albert. Diante de tamanho desafio dialético, resta a mim prosseguir com a síntese final. Mônaco é, de fato, um lugar diferente. Tudo depende da maneira como você observa o evento. Se você é como eu, que acha o máximo uma corrida de Fórmula Ford em Thruxton num dia chuvoso de 1986, provavelmente desprezará todo aquela ostentação besta dos novos-não-tão-ricos-assim. Mas se você acha que não há nada como colocar um carro ultraveloz para tentar completar trechos traiçoeiros como a Loews, a Piscina e a La Rascasse no menor tempo possível, aí não há como reclamar de Montecarlo. É mais ou menos isso que boa parte dos puristas pensa da pista – e há como discordar? Mas é sempre bom considerar o que Bernie Ecclestone e os caciques da Fórmula 1 lucram com esta corrida. Em primeiro lugar, Mônaco é um tradicional paraíso fiscal. Em segundo lugar, boa parcela da elite empresarial e financeira mundial se reúne neste fim de semana para discutir cifrões, dinheiros, lucros, dividendos, parcerias e frivolidades que não estão ao nosso alcance. Por fim, a Fórmula 1 é uma ótima justificativa para levar uma galera a um iate e promover aquela festona inesquecível cheia de putas e pó.</p>
<p><strong>ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA:</strong> Não gosto. Abomino. Sequer preciso ser de esquerda para pensar assim – como os senhores sabem, sou um reaça fiel ao liberalismo, ao nazismo e às práticas do mal. Simplesmente acho que esse negócio de especulação imobiliária é altamente prejudicial à dinâmica urbana, bem como à história e aos valores que nós aprendemos a nos apegar no passado. Afinal de contas, um prédio de 300 anos não pode ser demolido num dia e virar uma igreja neopentecostal no outro. Em relação ao automobilismo, a especulação imobiliária foi responsável pelo fim de alguns dos circuitos mais legais do mundo, como Riverside. Nestes últimos dias, apareceram algumas fotos na internet mostrando um prédio que estava sendo erguido alguns metros após a saída do túnel. Até há pouco tempo, aquele ponto era aberto e tinha visão total para o Mar Mediterrâneo. Era um lugar excepcional principalmente para o posicionamento das câmeras de televisão e para embelezar algumas das mais belas fotos relacionadas ao automobilismo. Agora, tudo isso acabou. A saída do túnel ganhou utilidade econômica e perdeu boa parte da sua graça. Você não dá importância? Acha tudo o que eu disse uma tremenda besteira? Tudo bem. Mas espere só até o dia em que a especulação imobiliária atacar alguma coisa relacionada à sua vida. O casarão da sua avó. A igreja onde você foi batizado. Sua primeira escola. Tudo aquilo que lhe é caro.</p>
<p><strong>WILLIAMS:</strong> Viveu momentos dignos de roteiro de cinema na Espanha. Num dia só, celebrou o fim de oito anos de jejum de vitórias e lamentou o incêndio que corrompeu grande parte da estrutura da equipe. Pastor Maldonado, considerado apenas mais um lunático homicida sem futuro até alguns dias atrás, passou a ser visto como uma razoável aposta para a vitória em Montecarlo. O venezuelano tem um histórico dos mais incríveis no principado. Em 2005, atropelou e quase matou um fiscal de pista durante um treino da World Series by Renault. No ano seguinte, na mesma categoria, venceu a corrida. Em 2007, estreando na GP2, ganhou de ponta a ponta. Em 2008, largou na pole e terminou a primeira corrida em segundo. Em 2009, ganhou a segunda corrida do fim de semana. No ano passado, vinha andando em oitavo até ser tirado da corrida por Lewis Hamilton. Se vencer no domingo, não ficarei surpreso. Mas seu companheiro de equipe também não deve ser esquecido. Bruno Senna foi justamente o cara que tirou a vitória de Pastor Maldonado naquela corrida de GP2 em 2008. Assumiu a ponta na primeira volta e seguiu na mesma até o fim. O caso é que a Williams está bem servida de material humano para o próximo fim de semana. Ela merece. E se houver outro incêndio, há bastante água ali no mar.</p>
<p><strong>LOTUS:</strong> Está todo mundo de olho na equipe preta e dourada. Na Austrália, ganhou a McLaren. Na Malásia, quem levou foi a Ferrari. Na China, venceu a Mercedes pela primeira vez. No Bahrein, ganhou a Red Bull. Na Espanha, foi a vez da Williams. Cinco equipes diferentes vencendo as cinco primeiras etapas. Para que o número de equipes vencedoras chegue a seis em seis corridas, a Lotus precisará colaborar neste fim de semana. Carro para isso, ela tem. Nos dois treinos livres realizados nesta quinta-feira, Romain Grosjean conseguiu fazer o segundo tempo. Jenson Button, que liderou uma das sessões, disse que a equipe de Eric Boullier será a mais forte em Mônaco. Não costumo duvidar de Button, já que ele raramente está errado. Mas a maior atração, sem dúvida nenhuma, será Kimi Räikkönen e seu capacete. Fã de James Hunt, Kimi deu as caras em Mônaco com um capacete todo preto, adornado apenas com alguns rabiscos coloridos e a inscrição “James Hunt”. Legal pacas, uma das melhores homenagens já feitas a um ex-piloto em um capacete. E Räikkönen tem chances de homenagear o campeão de 1976 de maneira ainda melhor. Vencedor da edição de 2005, ele não estaria tão longe de levar o capacete de Hunt ao primeiro triunfo no principado. James, que nunca havia vencido uma corrida por lá, ficaria muito orgulhoso. Lá do inferno, pois o céu seria monótono demais para ele.</p>
<p><strong>CAPACETES:</strong> A homenagem de Kimi Räikkönen foi a mais hardcore, mas não foi a única. E talvez nem tenha sido a mais legal. O francês Jean-Eric Vergne, da Toro Rosso, decidiu carregar em seu casco as cores oficiais do xará Jean Alesi, que disputará as 500 Milhas de Indianápolis no próximo domingo. Vergne reproduziu a mesma pintura azul, cinza, vermelha e preta que consagrou Alesi nos anos 90. Por sua vez, o ex-piloto da Ferrari sempre utilizou esta combinação de cores em memória a Elio de Angelis, falecido em 1986. Se eu fosse Jean-Eric Vergne, permaneceria com esta pintura, muito melhor do que a gororoba que ele vem usando. Falando em gororoba, Fernando Alonso também mexeu na pintura de seu capacete neste fim de semana. Inspirado nos cassinos monegascos, ele decidiu vestir dourado e branco na cabeça, uma ideia sem muito sentido e pra lá de cafona. Quem merece aplausos de pé é Sergio Pérez. O mexicano decidiu homenagear em seu capacete ninguém menos que o humorista Chespirito, que ficará eternizado em nossas memórias como o superherói Chapolin Colorado e o órfão Chaves. Uma referência que eu nunca imaginaria ver sendo feita na Fórmula 1. Surpresa das mais legais. Não costumo torcer para o Pérez, mas ver o Chaves ganhando uma corrida em Mônaco seria mítico demais. Valeria mais do que uns 14 mil anos de aluguéis atrasados pagos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4890/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4890&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/25/os-cinco-de-olivier-beretta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/olivierberetta.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">94BR-C071</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>CLIQUE: Pierre Levegh, Le Mans, 1952</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/24/clique-pierre-levegh-le-mans-1952/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/24/clique-pierre-levegh-le-mans-1952/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 May 2012 03:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[24 horas de le mans]]></category>
		<category><![CDATA[24 horas de le mans 1952]]></category>
		<category><![CDATA[alfred velghe]]></category>
		<category><![CDATA[mercedes]]></category>
		<category><![CDATA[pierre levegh]]></category>
		<category><![CDATA[rené marchand]]></category>
		<category><![CDATA[talbot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4886</guid>
		<description><![CDATA[Você já ouviu falar em Pierre Levegh? Não? Pois deveria. Ele foi protagonista de uma das histórias mais legais – e dramáticas &#8211; que já aconteceram no automobilismo. OK, você já deve ter ouvido falar em Pierre Levegh em algum momento. Este francês nascido no final de 1905 foi a principal vítima daquele monstruoso acidente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4886&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/pierrelevegh.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4887" title="pierrelevegh" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/pierrelevegh.jpg?w=510&h=281" alt="" width="510" height="281" /></a></p>
<p>Você já ouviu falar em Pierre Levegh? Não? Pois deveria. Ele foi protagonista de uma das histórias mais legais – e dramáticas &#8211; que já aconteceram no automobilismo.</p>
<p>OK, você já deve ter ouvido falar em Pierre Levegh em algum momento. Este francês nascido no final de 1905 foi a principal vítima daquele monstruoso acidente das 24 Horas de Le Mans de 1955, que matou 83 pessoas, deixou outras cem feridas e quase pôs fim à prática do esporte a motor no planeta. Seu Mercedes 300 SLR levantou vôo após bater em um barranco e ricocheteou em direção aos pobres espectadores. Foi considerado por muitos como o pior desastre da história do automobilismo.</p>
<p>Mas não é disso que quero falar hoje. Não estou com saco para falar de tragédias. O parisiense Levegh merece ser lembrado por outra coisa. Três antes de falecer, ele foi o autor daquela que considero a maior façanha que um ser humano já fez em um carro de corrida. Perto dela, ganhar uma corrida com a sexta marcha travada nas últimas voltas se torna uma banalidade frívola.</p>
<p>Nascido em 22 de dezembro de 1905, Pierre não nasceu Levegh. Seu nome de batismo era Pierre Eugene Alfred Bouillin, bem típico daqueles aristocratas europeus que usam bigode, chapéu, monóculo e sapatos de couro. O codinome “Pierre Levegh” surgiu em homenagem ao tio Alfred Velghe, um dos primeiros pilotos de corrida da França. Velghe ganhou um bocado de corridas de rua e de subida de montanha entre o fim do século XIX e o início do século XX. Utilizava o anagrama “Levegh” para correr. Morreu cedo, aos 33 anos, vítima de doença. Pouco depois da morte, sua irmã deu à luz o pequeno Pierre.</p>
<p>Levegh era um cara que gostava de fortes emoções. Adulto, adorava jogar hóquei, tênis e se aventurava até mesmo em competições de skate. Em um primeiro instante, o automobilismo não fazia parte de suas maiores paixões. Mas tudo mudou em 1930, quando ele assistiu as 24 Horas de Le Mans e ficou alucinado com todo aquele mundo empapado de graxa. A partir daquele instante, o então dono de uma oficina mecânica decidiu que não sossegaria enquanto não vencesse uma edição daquele belíssimo evento.</p>
<p>Então, Pierre decidiu assumir de vez o nome “Pierre Levegh” e iniciou sua carreira no automobilismo. Sim, as coisas eram mais fáceis naqueles dias. Você não precisava de um pai übermilionário ou uma empresa de bebidas energéticas para financiar teu sonho. Bastava arranjar alguma grana, um carro velho e partir para o pau.</p>
<p>O cara disputou suas primeiras corridas ainda no início da década de 30, mas só conseguiu fazer sua primeira aventura em Le Mans em 1938. Ele foi chamado para dividir um Talbot Lago T150C com o compatriota Jean Trévoux. Nem conseguiu pilotar, pois o carro quebrou ainda no começo da corrida nas mãos de Trévoux. No ano seguinte, Levegh voltou a disputar as 24 Horas de Le Mans com o mesmo Talbot. Não chegou ao fim novamente.</p>
<p>As 24 Horas de Le Mans não foram realizadas nos anos seguintes graças à Segunda Guerra Mundial. Com o fim do conflito, as atividades automobilísticas voltaram a ser realizadas normalmente e Levegh seguiu sua vida como um piloto profissional. Chegou até mesmo a participar de seis corridas de Fórmula 1 entre 1950 e 1951, sempre fiel à Talbot.</p>
<p>Até aí, Pierre Levegh nunca havia sido um piloto excepcional. Tinha lá seu talento, mas os resultados não eram abundantes. Seu melhor momento havia sido um quarto lugar nas 24 Horas de Le Mans em 1951. Mas sua fama mudaria muito no ano seguinte. Para melhor.</p>
<p>Para as 24 Horas de Le Mans de 1952, Pierre Levegh decidiu comprar um Talbot-Lago T26 GS Spider azulado. Ao invés de utilizar a carroceria original, ele pediu para que o amigo Charles Deutsch criasse uma carroceria toda feita de alumínio, de aerodinâmica muito mais sofisticada que a versão original. Era um carro bom pra caramba. Tão bom que Levegh acreditava ser o único real adversário para a Mercedes e seus 300SL imbatíveis.</p>
<p>Levegh dividiria o carro com o colega René Marchand, que faria sua primeira 24 Horas de Le Mans. O Talbot azulado realmente rendeu bem na mão dos dois pilotos e obteve o sétimo lugar no grid de largada. Tudo estava bem à exceção do virabrequim do motor. A equipe de Pierre Levegh não possuía nenhuma peça extra para a corrida. Logo, o virabrequim utilizado nos treinos teria de resistir por mais 24 horas. Nada que fosse considerado um grande absurdo, no entanto. Naqueles tempos, tudo era possível.</p>
<p>Dia 14 de junho de 1952. Uma tarde ensolarada de sábado. Os 57 carros estavam ali, prontos para serem ligados. Naqueles dias, os pilotos corriam a pé até suas máquinas e tinham de dar partida o mais rápido possível. Quem se saísse melhor nesta mistura de automobilismo e atletismo poderia ganhar posições preciosas na largada. O Talbot azulado seria inicialmente pilotado por Pierre Levegh, que levava consigo um amuleto da sorte. Enquanto isso, René Marchand ficaria sentadinho nos boxes esperando ansiosamente por sua vez.</p>
<p>Levegh largou tranquilamente. Não estava preocupado. Sabia que, virabrequim à parte, tinha um carro perfeito. E que os adversários, mesmo que andassem mais rápido, quebrariam a qualquer momento. O estado de espírito do cidadão era um misto de autoconfiança extremada, arrogância e certeza de que ganharia a corrida de qualquer jeito. Tudo pela França. Tudo pelo revanchismo de deter aqueles malditos alemães que haviam tripudiado Paris alguns anos antes.</p>
<p>Nas duas primeiras horas, os carros da Jaguar e da Aston Martin já haviam abandonado a corrida, tendo sofrido com problemas de aquecimento. Levegh conseguiu subir sem grandes dificuldades para a segunda posição. O primeiro colocado era um pequeno Gordini pilotado por Jean Behra, que estava uma volta à frente.</p>
<p>Uma volta atrás de Levegh, estavam exatamente os três possantes carros da Mercedes, que tentavam se aproximar do Talbot. Quase que isso aconteceu. Por volta das onze da noite, o piloto francês começou a ouvir um barulho estranho no motor. Deveria ser a porra do virabrequim. Segundo o regulamento da época, um carro só poderia ser consertado com as peças que estivessem sendo carregadas dentro dele. Pierre Levegh não estava levando nenhum parafuso sobressalente sequer. Teria de seguir daquele jeito até o fim. Merda.</p>
<p>Não demorou muito e Levegh foi aos pits fazer seu primeiro pit-stop. O companheiro René Marchand estava lá, de capacete e luvas, pronto para entrar no Talbot azul pela primeira vez. Só que Levegh não saiu de dentro do carro. Exclamou “vou seguir em frente”. Marchand ficou puto da vida, tentou convencer o colega a não ser um egoísta desgraçado, mas não teve sucesso. Teria de esperar mais um pouco para assumir o Talbot.</p>
<p>O motor seguiu fazendo um barulho horroroso, mas Pierre Levegh prosseguiu adiante. De repente, ele descobriu que havia acabado de assumir a liderança da corrida. O Gordini que liderava teve problemas com os freios e abandonou a disputa. Ah, agora, sim. Era apenas uma questão de manter a concentração, poupar o equipamento e ganhar a corrida.</p>
<p>Pierre pilotou por mais algumas horas e só entrou nos pits novamente lá no meio da madrugada. Marchand se aproximou para, desta vez, assumir o carro de vez. Só que Levegh não deixou. Ele quis seguir em frente sozinho. René Marchand esperneou, mas não conseguiu convencer o parceiro a ser legal. E seguiu assistindo a corrida dos boxes.</p>
<p>Enquanto isso, o burburinho no paddock era grande. Todos observavam aquele Talbot nº 8 seguindo em frente com o mesmo piloto havia muitas horas. As dúvidas surgiam. Será que&#8230;?</p>
<p>Às oito da manhã, Pierre Levegh já havia colocado quatro voltas sobre o segundo colocado, um dos carros da Mercedes. A neblina que pairava sobre Le Mans havia obrigado todos os pilotos a reduzirem a velocidade. O Talbot barulhento de Levegh agradeceu pelo refresco.</p>
<p>O piloto francês retornou aos pits pela terceira vez. René Marchand tentou entrar no carro outra vez e foi impedido novamente. Os mecânicos observaram o tacômetro quebrado e perguntaram se havia algo de errado acontecendo com o carro. Até mesmo sua esposa exigiu que ele deixasse o Talbot. Irritado, Levegh pediu para que todo mundo calasse a boca e seguiu adiante. Ele decidiu que ninguém interferiria no seu dia de glória. Pierre Eugene Alfred Bouillin, 46, estava determinado a ser o primeiro piloto da história a completar as 24 Horas de Le Mans sozinho.</p>
<p>Nas arquibancadas, os espectadores franceses começaram a ficar estupefatos com a atuação daquele cara. Como alguém se atrevia a tentar pilotar durante 24 horas sem sequer parar para um copo de água ou uma mijada rápida? Aos poucos, a incredulidade deu lugar à torcida alucinada. Os fãs passaram a incentivar o sonho louco e pedante de Pierre Levegh. Allez!</p>
<p>Mas o cara já estava esgotado e o carro mal conseguia andar no traçado corretamente. Percebendo a fragilidade do francês, a equipe Mercedes decidiu sacanear. O chefe Alfred Neubauer ordenou aos seus pilotos para que apertassem o ritmo e pressionassem Levegh. Mesmo que o melhor posicionado entre os 300SL estivesse quatro voltas atrás, uma aproximação gradual poderia levar o atrevido francês a cometer um erro e abandonar a corrida.</p>
<p>Levegh percebeu a tática e também começou a apertar o ritmo, mesmo com o motor em estado de petição. A reação, pelo visto, deu certo. O Mercedes que vinha na segunda posição começou a ter problemas no motor e se viu obrigado a ceder a posição ao terceiro colocado, também um 300SL. Com isso, a vitória parecia estar praticamente garantida para Pierre Levegh. Sabe quanto tempo de corrida já havia sido completado? 22 horas e 45 minutos.</p>
<p>Como faltava relativamente pouco para o fim, Pierre decidiu levantar o pé de vez. Sua concentração já havia ido para o saco. Naquele momento, ele estava funcionando no piloto automático, apenas respondendo de maneira instintiva aos comandos que o resto de atenção que lhe havia sobrado exigia. O segundo colocado já havia tirado boa vantagem, mas ainda estava três voltas atrás. Era apenas questão de, como diz a novilíngua ferrarista, trazer o carro para casa.</p>
<p>Faltava menos de uma hora para o fim da corrida. Levegh havia pilotado durante nada menos que 23 horas. Ninguém na história das 24 Horas de Le Mans havia perpetrado tamanha insanidade. Se Pierre vencesse a corrida sozinho, ele teria sido o primeiro a conseguir o feito. E o último. Nas arquibancadas, os franceses roíam os dedos de ansiedade. E os alemães não conseguiam aceitar a derrota para um sujeito cuja maior qualidade era a teimosia.</p>
<p>Numa determinada curva, Levegh tinha de engatar a quarta marcha. Com o cérebro moído pelo cansaço, ele errou e acabou colocando a segunda marcha. O virabrequim, aquele mesmo que estava sendo utilizado desde o primeiro treino, não resistiu ao deslize. Quebrou de vez. Sem ter o que fazer, Pierre levou seu carro lentamente até os pits. E o encostou nos boxes. Acabou ali o sonho de ser o único vencedor solitário da história das 24 Horas de Le Mans.</p>
<p>Por um virabrequim, uma marcha errada e uma única hora, Pierre Levegh não conseguiu empreender a maior atuação de um piloto de corridas em todos os tempos. Nada, absolutamente nada, seria mais prestigioso do que dirigir por 24 horas consecutivas rumo à vitória.</p>
<p>Levegh desceu do carro, tirou o capacete e caiu praticamente desmaiado nos braços da esposa. Com as forças que lhe haviam restado, chorou feito uma criança. Enquanto isso, a Mercedes nº 21 desfilou rumo a uma vitória sem-graça e melancólica. Os vencedores Hermann Lang e Fritz Riess não puderam sequer escutar o hino alemão pela vitória – imagine o que seria tocar o <em>Deutschland über alles</em> em plena França devastada pelo nazismo. Enquanto isso, os indignados torcedores franceses não aceitaram o abandono de Levegh. Por que aquele filho da mãe não deu o carro para o colega pilotar?</p>
<p>Depois daquele dia, por sensatas razões de segurança, o Automobile Club de l&#8217;Ouest decidiu proibir que maluquices como a de Pierre Levegh viessem a se repetir. Um piloto passaria a poder pilotar durante, no máximo, 18 horas. Hoje em dia, este número foi reduzido para 14 horas – e cada piloto não pode dirigir por mais de quatro horas consecutivas.</p>
<p>Quanto a Levegh, ele ainda encontrou algum ânimo para dar um pulo aos boxes da Mercedes e parabenizar a equipe pela vitória. Impressionado com a garra do piloto francês, Alfred Neubauer sentenciou: “na próxima vez em que a Mercedes disputar as 24 Horas de Le Mans, você será um de nossos pilotos”. Dito e feito. Pierre Levegh faleceu em 1955 a bordo de um dos carros da marca de três pontas.</p>
<p>Nestes próximos dias, além do GP de Mônaco e das 500 Milhas de Indianápolis, será realizada a 80ª edição das 24 Horas de Le Mans. Se Mônaco se destaca pelo glamour e Indianápolis chama a atenção pela velocidade, a corrida de Le Mans simboliza a força de vontade e a perseverança. Que o trio vencedor deste ano reproduza um mínimo destas qualidades que foram levadas a cabo por Pierre Levegh.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4886/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4886/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4886/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4886/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4886/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4886/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4886/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4886/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4886/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4886/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4886/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4886/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4886/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4886/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4886&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/24/clique-pierre-levegh-le-mans-1952/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/pierrelevegh.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">pierrelevegh</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>CLIQUE: Enrique Bernoldi, Mônaco, 2001</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/22/clique-enrique-bernoldi-monaco-2001/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/22/clique-enrique-bernoldi-monaco-2001/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 May 2012 23:18:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clique]]></category>
		<category><![CDATA[arrows]]></category>
		<category><![CDATA[david coulthard]]></category>
		<category><![CDATA[enrique bernoldi]]></category>
		<category><![CDATA[f1 2001]]></category>
		<category><![CDATA[mclaren]]></category>
		<category><![CDATA[monaco]]></category>
		<category><![CDATA[ron dennis]]></category>
		<category><![CDATA[tom walkinshaw]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4881</guid>
		<description><![CDATA[Que dia, aquele 4 de março de 2001. No sempre verdejante autódromo provisório de Albert Park, alguns dos pilotos que repartiriam vitórias e títulos nos anos seguintes fariam suas tão esperadas estréias. Nos boxes da Williams, o mais badalado dos debutantes. Juan Pablo Montoya, campeão de tudo o que fosse possível até então, ganhou de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4881&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/enriquebernoldi.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4883" title="Monaco Grand Prix" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/enriquebernoldi.jpg?w=510&h=339" alt="" width="510" height="339" /></a></p>
<p>Que dia, aquele 4 de março de 2001. No sempre verdejante autódromo provisório de Albert Park, alguns dos pilotos que repartiriam vitórias e títulos nos anos seguintes fariam suas tão esperadas estréias. Nos boxes da Williams, o mais badalado dos debutantes. Juan Pablo Montoya, campeão de tudo o que fosse possível até então, ganhou de Sir Frank o direito de pilotar um dos melhores carros daquela temporada. O colombiano, que havia vencido a Indy 500 e a CART havia pouco, era a grande arma nuclear latino-americana que a equipe de Grove havia trazido para aniquilar Michael Schumacher.</p>
<p>Mais adiante, se encontravam os boxes das equipes menos bonitonas. A Sauber velha de guerra era uma delas. Incapaz de inovar em qualquer outra área, a sempre conservadora esquadra de Peter Sauber buscou mudar tudo na dupla de pilotos. Mandou embora os velhos Pedro Paulo Diniz e Mika Salo e os substituiu pelo jovem Nick Heidfeld e pelo mais jovem ainda Kimi Räikkönen. Este branquelo de vinte e poucos anos, antissocial e seco como poucos, havia acabado de sair da Fórmula Renault britânica. Foi talvez a aposta de maior risco da história da Sauber. A melhor aposta.</p>
<p>Andando mais um pouco, alcançamos os boxes humildes e pequenos da Minardi. Esta estava toda renovada: dono novo, pintura nova, pilotos novos. Um deles era Fernando Alonso, um espanhol com apenas 19 anos cujo currículo se resumia a um título na Fórmula Nissan de seu país e uma única vitória na Fórmula 3000 em Spa-Francorchamps. Alonso era visto apenas como mais um piloto pagante e desconhecido que não faria mais do que uma ou duas temporadas na Fórmula 1 antes de descobrir que era melhor ter ido estudar. Todos estavam errados, é claro.</p>
<p>Uma corrida onde estrearam Fernando Alonso, Kimi Räikkönen e Juan Pablo Montoya não poderia deixar de ser chamada de histórica. Mas muita gente se esquece que houve um quarto estreante naquele dia. Tão discreto quanto Räikkönen ou Alonso, ele tinha as mesmas expectativas modestas e os mesmos sonhos distantes. Infelizmente, foi o único que não deu em nada na Fórmula 1.</p>
<p>Enrique Antônio Langue de Silvério e Bernoldi, cujo rocambolesco nome se reduz a Enrique Bernoldi para os mortais, foi certamente um daqueles muitos pilotos brasileiros de enorme talento que simplesmente desapareceram na história da Fórmula 1. Curitibano de safra 1978, Bernoldi chegou, não venceu, sequer marcou pontos e não deixou para trás uma legião de fãs. Mas marcou história em Mônaco, veja só.</p>
<p>Bernoldi estreou na Fórmula 1 em 2001 por intermédio da Red Bull, aquela mesma. Os taurinos ainda não eram tão fodelões a ponto de possuírem duas equipes na categoria, mas já apitavam muita coisa no destino de vários jovens pilotos. Enrique havia assinado com a Red Bull em 1999 para correr em sua equipe de Fórmula 3000. Fez duas temporadas por ela e perdeu muitos resultados bons por quebras de seu carro. Mas deixou uma impressão tão boa que a empresa concluiu que o brasileiro já poderia subir para o certame maior. Mas por qual equipe?</p>
<p>Em tese, ele deveria ter sido contratado pela Sauber, que era a equipe oficial da Red Bull na Fórmula 1. Mas Peter Sauber ficou apaixonado pelos olhos azuis de Räikkönen e largou o brasileiro no escanteio. Então, Bernoldi correu atrás da Prost. Fez alguns testes com o carro azulão e deixou Alain Prost maravilhado, mas o narigudo ficou ainda mais impressionado com os pesos argentinos ainda conversíveis de Gastón Mazzacane.</p>
<p>Havia sobrado apenas uma vaga, a de segundo piloto da Minardi, que vinha sendo disputada a tapa por pilotos tão esdrúxulos quanto Gianni Morbidelli e Tarso Marques. Enrique chegou a ligar lá para a equipe italiana e algumas conversas foram trocadas entre os dois lados. Mas a sorte, que nunca foi lá uma grande parceira, finalmente sorriu para o piloto do Paraná.</p>
<p>A Arrows de Tom Walkinshaw era uma coisa linda, mas não de Deus. Não que a equipe passasse lá tanta vergonha dentro das pistas, embora também não fosse a mais prestigiada das participantes. O problema maior era uma escandalosa tendência de não respeitar contratos sólidos como diamante. Mika Salo foi a primeira vítima deste comportamento sacana: ficou sem lugar para a temporada de 1999 faltando apenas poucas semanas para o início da temporada. O próximo que levou no rabo foi Pedro de la Rosa, primeiro piloto da equipe em 2000.</p>
<p>Graças à grana farta da petrolífera Repsol, De la Rosa foi o grande queridinho da Arrows até janeiro de 2001. Naqueles turbulentos dias, Walkinshaw endoidou e decidiu virar as costas para a Repsol, recusando uma proposta de renovação de contrato. Sobrou para o pobre do piloto espanhol, que viu seu contrato rasgado e transformado em pó.</p>
<p>Quem se deu bem foi justamente Enrique Bernoldi, que não demorou mais do que alguns dias para assinar o contrato de titular por três temporadas. Assinou a papelada e entrou na pista para seus primeiros testes imediatamente depois. Com o apoio da Red Bull, ele seria o quarto estreante da temporada 2001.</p>
<p>Não é do meu intento falar de toda sua passagem pelas Arrows. A única coisa que nos interessa aqui é aquele Grande Prêmio de Mônaco de 2001. Para muitos, apenas mais uma corrida lenta, apertada, burocrática e burlesca. Para Bernoldi, o dia em que ele fez alguns inimigos bem poderosos.</p>
<p>Enrique chegou a Mônaco esperando apenas cruzar a linha de chegada. Seu Arrows-Asiatech fracote e inguiável não agüentou chegar ao fim em cinco das seis primeiras corridas. Nada naquela carroça laranja e preta colaborava. A direção não era hidráulica. O motor Asiatech, que não era nada mais do que um Peugeot recondicionado, não fazia cócegas nos propulsores Ferrari ou BMW. O tanque de combustível era minúsculo. O controle de tração não funcionava direito. E a aerodinâmica era uma piada. Que beleza.</p>
<p>Para não dizer que a Arrows não tinha absolutamente nada de interessante, ela chegou a trazer uma interessante novidade aerodinâmica para o principado. Mas somente Jos Verstappen pôde utilizá-la, pois não havia como implantá-la em dois carros logo de cara. Tratava-se de um aerofólio extra que foi enxertado sobre o bico do carro. Era um trambolho alto e bizarro que os engenheiros juravam melhorar a aderência. Por questões de segurança, a FIA baniu o troço ainda na quinta-feira.</p>
<p>A vida numa equipe pequena é sempre difícil. Nos dois primeiros treinos livres, Bernoldi ficou apenas em 18º. Verstappen foi melhor em ambos, mas não tanto assim. No treino oficial de sábado, o brasileiro pegou tráfego em suas voltas rápidas e não conseguiu nada melhor que um 20º lugar no grid. Até mesmo a Minardi de Fernando Alonso largaria à sua frente. Ao menos, Enrique foi o segundo melhor brasileiro do grid: na última fila, estavam os compatriotas Luciano Burti e Tarso Marques.</p>
<p>Até aí, apenas mais um fim de semana aborrecido e sem perspectivas. Mas o domingo, 27 de maio de 2001, foi talvez um dos dias mais agitados da vida de Enrique Bernoldi.</p>
<p>Logo na volta de apresentação, um evento que, a princípio, pouco influenciava na vida de Bernoldi representou o primeiro ato do grande momento do paranaense na Fórmula 1. O McLaren MP4/16 do pole-position David Coulthard não saiu do lugar. Ficou ali, inerte. Um problema eletrônico no sistema de largada foi o responsável pela tragédia escocesa. Coulthard só conseguiu sair do lugar empurrado. Teria de largar dos pits. Para ele, o GP de Mônaco praticamente acabou ali.</p>
<p>Bernoldi, que não tinha nada a ver com isso, ganhou uma posição ainda na volta de apresentação. Na largada, ele conseguiu deixar o companheiro Jos Verstappen para trás e ainda herdou uma posição de Nick Heidfeld, acidentado na Mirabeau Bas. Ao completar a primeira volta, já era o 17º. Coulthard, o infeliz do dia, era o último.</p>
<p>O Arrows A22 não era lá um carro digno de qualquer coisa. No traiçoeiro traçado monegasco, Bernoldi lutava para manter o carro no traçado correto. Nem dava para sonhar em ser veloz. Somente um companheiro de equipe biruta como Jos Verstappen poderia fazer aquela carroça alaranjada andar. Na oitava volta, o holandês não tomou conhecimento e deixou Enrique para trás. O paranaense caiu para 18º. Para piorar, o tubo da garrafinha de isotônico havia arrebentado ainda na volta de apresentação. O cara teria de se virar sem qualquer fonte de hidratação. A saliva deve ter virado gelatina.</p>
<p>O próximo a ultrapassá-lo seria justamente David Coulthard, que havia recuperado algumas posições no maior sofrimento. A televisão começou a destacar o escocês. Todos tinham certeza que o McLaren ultrapassaria um por um na maior moleza, mesmo em um lugar apertado como sempre foi Mônaco.</p>
<p>Coulthard chegou rapidamente. Era apenas uma questão de pegar o vácuo na reta dos boxes, que não é bem uma reta, e deixar o carro da Arrows para trás. Ou na saída do túnel, do jeito que Nigel Mansell gosta.</p>
<p>David esperou por uma volta e nada. Esperou duas e nada também. Três. Quatro. Seis. Oito. Comentaristas e narradores começaram a destacar o que estava acontecendo. Mesmo pilotando um poderoso MP4/16, Coulthard não conseguia sequer se aproximar o suficiente para tentar ultrapassar o modesto A21 de Bernoldi. Se não se livrasse logo daquele indesejado carro laranja, David estaria condenado ao fim do pelotão até a linha de chegada.</p>
<p>Coulthard começou a se irritar. Tentava frear mais tarde, mas não havia jeito. Se Nelson Piquet disse que andar em Mônaco é como pedalar no corredor de casa, quem é aquele britânico com cabeça de Lego para tentar contrariar os fatos? Enquanto isso, a turma da Arrows fica em polvorosa. Os engenheiros ingleses da equipe, normalmente fleumáticos, berravam como se tivessem nascido em Nápoles. “Vai, Enrique! Vai! Porra!”.</p>
<p>Mesmo com um carro lento e desagradável, Bernoldi conseguia permanecer à frente de Coulthard com bastante destreza. A McLaren estava desesperada, pois via a corrida de seu piloto evaporar por causa de uma merda de Arrows. Mas não havia o que fazer. Reclamar para a organização do quê? Enrique estava apenas fazendo a mesma corrida dos outros 21, tentando obter o melhor resultado possível.</p>
<p>As voltas avançavam às dezenas e nada de David Coulthard conseguir ultrapassar. Somente os muitos abandonos permitiam que ele pudesse subir algumas posições. Mas o sonho de brigar com os dois pilotos da Ferrari já era. Necas. Era corrida para marcar um ou outro pontinho e olhe lá. Se aquela jabiraca alaranjada não saísse da frente logo, não daria para pontuar porcaria nenhuma.</p>
<p>Para aumentar ainda mais a humilhação para Coulthard, os líderes se aproximavam para colocar uma volta nos dois combatentes. Você consegue imaginar o que era para David, que vinha brigando pelo título com Michael Schumacher, tomar uma volta do próprio rival alemão? Pois foi isso que aconteceu na volta 26. O ferrarista se aproximou da McLaren e a ansiosa bandeira azul começou a ser tremulada. Coulthard nem devia saber para que servia aquele pedaço de tecido, mas teve de deixar o inimigo passar. E sequer conseguiu aproveitar a deixa para ultrapassar Bernoldi, que se mantinha à frente de forma exemplar.</p>
<p>Bernoldi e Coulthard se encontraram na volta 8. Sabe quando o escocês conseguiu deixar o brasileiro para trás? Apenas no fim da volta 42! Foram nada menos que 35 voltas de sofrimento para o piloto da McLaren, quase a metade de um GP de Mônaco. Tudo acabou em um pit-stop de Enrique Bernoldi. Como disse lá em cima, o tanque de gasolina era minúsculo. Por mais que quisesse continuar aborrecendo David Coulthard e a McLaren, não dava para seguir em frente. A grande diversão do dia acabou ali. Mas, olha, foi legal demais.</p>
<p>Coulthard estava possesso. Depois que se viu livre de Enrique Bernoldi, sua primeira volta com o vento na cara foi três segundos mais rápida. Pilotou como se não houvesse amanhã e ainda fez muito ao chegar em quinto lugar. Quanto a Bernoldi, sobreviveu aos muitos problemas que alijaram doze pilotos da disputa e terminou em nono. Para quem sempre retornava aos pits de motoneta, um resultado bom demais.</p>
<p>É óbvio que a McLaren não deixou por isso mesmo. Enquanto um esgotado Enrique Bernoldi voltava aos boxes da Arrows, alguns homens vestidos de cinza se aproximavam querendo confusão. No meio deles, um sorumbático e furioso Ron Dennis.</p>
<p>“O que diabos você estava fazendo aqui hoje”, Dennis indagou.</p>
<p>“Estou correndo, oras”, respondeu um Bernoldi sem muito saco para picuinhas.</p>
<p>“Sério? E você acha que segurar um dos líderes do campeonato daquela maneira é correr de maneira esportiva?”, retrucou Dennis, cuspindo fogo.</p>
<p>“Não fiz nada de errado”, insistiu o brasileiro.</p>
<p>“Olha aqui, cara. Se você não se comportar, eu acabo com sua carreira amanhã. Sou fodão o suficiente para isso”, ameaçou Ron Dennis.</p>
<p>Nunca pisem no pé de Ron Dennis, pois ele sabe ser calhorda como poucos. Assustado, Bernoldi correu ao chefe Tom Walkinshaw, outro tubarão, e contou tudo o que havia acabado de acontecer. Walkinshaw ficou doido de raiva e quis resolver à sua maneira com o chefão da McLaren. Os tubarões sabem falar a mesma língua, eles que se entendam.</p>
<p>Para consumo externo, Walkinshaw afirmou que a posição da McLaren era “inaceitável”. E que “não conversaria com Ron Dennis, pois ele não ouve ninguém e pensa que é Deus. Só quero encontrá-lo quando for pegar meu barco aqui no porto. Já que Ron é tão poderoso assim, vou pedir para ele escancarar o mar para eu passar”. É assim que os donos de equipes de Fórmula 1 se relacionam.</p>
<p>A portas fechadas, Tom Walkinshaw chamou Ron Dennis para uma conversinha pouco amistosa. “Ron, no dia em que você pagar os meus pilotos, você poderá dizer a eles o que devem fazer. Enquanto eu pago, mando eu. OK?”, proferiu o dirigente da Arrows. Dennis não reagiu. O recado estava dado.</p>
<p>Ninguém sabe se Ron Dennis realmente sabotou a carreira de Enrique Bernoldi, que realmente não vingou. O brasileiro saiu da Fórmula 1 no ano seguinte e andou disputando o FIA-GT no ano passado. Está aí, feliz e fazendo dinheiro com o que gosta. Quando ficar velho, poderá contar aos netos que já sambou em cima da McLaren. Poucos são aqueles que têm a oportunidade de tripudiar gente graúda.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4881/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4881&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/22/clique-enrique-bernoldi-monaco-2001/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/enriquebernoldi.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Monaco Grand Prix</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Panela de feijão?</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/17/panela-de-feijao/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/17/panela-de-feijao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 18:07:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitacos]]></category>
		<category><![CDATA[bruno senna]]></category>
		<category><![CDATA[f1 2012]]></category>
		<category><![CDATA[felipe massa]]></category>
		<category><![CDATA[ferrari]]></category>
		<category><![CDATA[joe saward]]></category>
		<category><![CDATA[williams]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4871</guid>
		<description><![CDATA[Vocês já ouviram falar em Joe Saward? Ele é um jornalista britânico que mantém um dos melhores blogs sobre automobilismo que existem no planeta. Leitura recomendadíssima, embora muito extenuante para quem não morre de amores pela língua inglesa – ele abusa de gírias, expressões idiomáticas e palavras que você não aprende em qualquer cursinho meia-boca. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4871&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4872" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/felipemassa.jpg"><img class="size-full wp-image-4872" title="GP SPAGNA F1/2012" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/felipemassa.jpg?w=510&h=340" alt="" width="510" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Felipe Massa. Ele pode estar muito mal e correndo riscos, mas pressão nunca é a palavra certa para descrever o estado de espírito de um piloto</p></div>
<p>Vocês já ouviram falar em <a href="http://joesaward.wordpress.com/">Joe Saward</a>? Ele é um jornalista britânico que mantém um dos melhores blogs sobre automobilismo que existem no planeta. Leitura recomendadíssima, embora muito extenuante para quem não morre de amores pela língua inglesa – ele abusa de gírias, expressões idiomáticas e palavras que você não aprende em qualquer cursinho meia-boca. Sujeito muito bem integrado ao mundo do automobilismo, Saward é um dos que costumam lançar boatos, suposições e opiniões que deixam jornalistas e fãs enlouquecidos.</p>
<p>Mas por que estou falando sobre ele? Há dois dias, Saward publicou um texto bastante interessante com o título de “<a href="http://joesaward.wordpress.com/2012/05/15/brazilians-under-the-spotlight/">Brasileiros sob os holofotes</a>”.  Nele, o jornalista contesta se Bruno Senna e Felipe Massa estão realmente se sentindo pressionados após os grotescos resultados no GP da Espanha. Como os senhores chimpanzés sabem, Massa terminou na 1584ª posição e Bruno Senna foi estuprado por Michael Schumacher na primeira curva do circuito de Barcelona. Tudo isso após ambos terem largado da milésima nona fila. Mesmo para os novos padrões brasileiros na Fórmula 1, foi um fim de semana péssimo.</p>
<p>Saward defende a tese de que esse negócio de pressão é um conceito criado por jornalistas para gerar um factoide. Os pilotos, na verdade, não se sentem pressionados por fatores externos, pois eles são resilientes o suficiente para ignorar o que jornalistas sensacionalistas e espectadores bobocas vomitam. A questão verdadeira diz respeito à confiança que ele sente em sua capacidade e à satisfação que sua equipe sente pelo seu trabalho. O que derruba um sujeito como Felipe Massa não é a pressão em si, mas a inabilidade em se descobrir em uma posição inferior, aceitar a realidade e trabalhar o máximo possível para revertê-la.</p>
<p>O texto de Joe Saward deveria ser esfregado na cara de jornalistas e alguns narradores da aldeia global que costumam enxergar focos de pressão em pilotos e equipes como se a Fórmula 1 fosse uma enorme panela cheia de feijão prestes a explodir. Não, não é. Pilotos como Massa e Senna sabem quais são suas realidades muito mais do que qualquer um do lado de fora. Imagino eu que ambos devem dar risada ao lado de seus empresários quando leem um boato esdrúxulo do tipo “Jerôme D’Ambrosio poderá assumir sua vaga”.</p>
<p>Não, não quero dizer que Felipe Massa e Bruno Senna estão 100% tranquilos. O primeiro não tem motivo nenhum para estar. O segundo deve ter ficado bem incomodado ao ver que seu companheiro de equipe acabou de quebrar o jejum de vitórias da Williams. Também não estou insinuando que o que jornalistas e torcedores relincham não afeta diretamente quem está lá no carro. Gente como Massa, Nelsinho Piquet ou Rubens Barrichello tem total noção de sua rejeição e tomam todo o cuidado do mundo para não pisar em ovos e desagradar ainda mais as massas. Mas que há um tremendo exagero aí, isso não há dúvidas.</p>
<p>Felipe Massa ainda não fez uma única corrida digna de aplausos nesta temporada. Andou melhor em algumas, pior em outras e tudo o que conseguiu até aqui foram os mesmos dois pontos de Michael Schumacher e Daniel Ricciardo. É, sem dúvida, o menos competitivo dos pilotos das equipes normais. Não há como discordar. Mas qual é a real posição dele lá dentro da Ferrari?</p>
<div id="attachment_4873" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/felipemassa2.jpg"><img class="size-full wp-image-4873" title="2012 Bahrain Grand Prix - Friday" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/felipemassa2.jpg?w=510&h=340" alt="" width="510" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Massa não caiu fora da Ferrari (e talvez nem caia) porque há uma série de fatores que contam ao seu favor</p></div>
<p>A equipe italiana sabe que não pode contar com Massa, por exemplo, numa disputa pela vitória. Na verdade, não anda sendo possível contar com ele sequer para levar uma pizza a Luca di Montezemolo em 27 minutos. Desde 2010 que as coisas são assim. E aí é que me aparecem algumas dúvidas. Está sendo tão inconveniente assim para a Ferrari manter um segundo piloto tão improdutivo durante todo tempo? Haveria gente mais interessante para esta vaga? Até quando a situação de Massa é tão desesperadora?</p>
<p>Eu tenho o palpite de que a Ferrari está fazendo de tudo para ficar com Massa. De tudo mesmo, a ponto de rebater toda e qualquer declaração que ataque seu pupilo brasileiro. As razões para esta possibilidade são várias.</p>
<p>Massa é um dos pilotos com quem a equipe italiana, que possui um largo histórico de brigas e picuinhas com seus contratados, se deu melhor. Os dois lados combinam. Felipe é um <em>oriundi</em>, daqueles inúmeros descendentes de italianos que povoam o estado de São Paulo. Fala italiano fluentemente há mais de dez anos, meio caminho andado para conquistar o amor ferrarista. Possui imagem simpática dentro do paddock. Nunca se envolveu em problema algum com a Ferrari. Sempre agiu conforme os objetivos da equipe, Hockenheim/2010 que o diga.</p>
<p>Além disso, ele é uma importante peça estratégica para muita gente graúda. Felipe pilota para uma equipe que pertence à Fiat, cujo grande mercado para seus carros pão-de-queijo é o Brasil. O casamento entre Fiat e Felipe Massa é, acima de tudo, geográfico. A Fórmula 1 tem destas coisas. Ter um piloto brasileiro, por menos que ele esteja pilotando, é uma excelente forma de diálogo da empresa com um público de quase 200 milhões de pessoas. Negócios, negócios e mais negócios.</p>
<p>Mas não é só a Fiat que se interessa. O banco que patrocina Fernando Alonso também gosta de Felipe Massa por causa de suas raízes tupiniquins. Estima-se que 25% dos resultados globais deste banco teriam saído do Brasil. Para os próximos dois anos, a porcentagem deverá crescer para 30%. É coisa pra caramba, ainda mais considerando que o país-sede do banco está chafurdado numa crise interminável. Como não amar o brasileirinho?</p>
<p>É óbvio que a presença de Massa na Ferrari também agrada à família Todt. O filhote Nicolas empresaria o piloto brasileiro e obviamente quer o melhor para ele. Se Massa enche as burras, sobra uma boa fatia para o francês. E o próprio presidente da FIA, o pai Jean, também se simpatiza com Massa e certamente deve representar força a favor do brasileiro na Ferrari. E não duvidaria se o onipotente Bernie Ecclestone também enchesse os ouvidos dos italianos alegando algo mercadológico do tipo “precisamos de um brasileiro em uma equipe grande, o Brasil está crescendo, não podemos perder fãs, blábláblá, cifrões, dinheiros, moedas, blábláblá”.</p>
<div id="attachment_4874" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/brunosenna.jpg"><img class="size-full wp-image-4874" title="2012 Spanish Grand Prix - Friday" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/brunosenna.jpg?w=510&h=340" alt="" width="510" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">A permanência de Bruno Senna na Williams só corre perigo imediato nos delírios de Mika Salo</p></div>
<p>A única coisa que advoga contra Felipe Massa são os resultados do próprio. Se ele estivesse no mesmo nível de competitividade de Fernando Alonso, estaria tudo perfeito. Como não está, podemos viajar um pouco. A gente nunca sabe o que se passa por trás de contratos, acordos, ordens e preferências. Fernando Alonso manda no cabaré. Não é absurdo imaginar que ele poderia exigir um carro de Fórmula 1 pra ele e um Gurgel BR800 pintado de vermelho para Felipe Massa. Nós realmente não sabemos. No meio da neblina, qualquer coisa se torna possível.</p>
<p>Como não há nada certo, só dou meu palpite. Pelo bem da Fórmula 1, até acharia bacana ver um piloto como Adrian Sutil assumindo seu lugar ainda neste ano. Mas não acho que nada disso vai acontecer: Felipe Massa terminará a temporada. E talvez nem só isso. Luca Colajanni, porta-voz ferrarista, afirmou que uma renovação de contrato para 2013 não estava descartada. É certo que a palavra de um italiano vale tanto quanto uma nota de 100 cruzeiros, mas até que se prove o contrário, a versão do porta-voz é a que vale e as esperanças para o piloto se mantêm acesas.</p>
<p>Até porque quem poderia se dar melhor numa Ferrari estruturada para Fernando Alonso? Jogar um Sergio Pérez cheio de apetite na equipe italiana neste momento pode ser um desastre para sua carreira. Mark Webber foi cogitado e é o que Fernando Alonso gostaria de ter como companheiro, mas isso só aconteceria se a Red Bull o dispensasse – e, cá entre nós, Webber não representaria uma enorme melhora em relação a Massa. Os outros candidatos não são tão animadores. Sutil? D’Ambrosio? Alguersuari? Bianchi? Qual deles aguentaria o tranco de andar em uma equipe de ponta? Qual deles aceitaria ser segundão de Alonso sem chorar? A verdade é que pouca gente parece compensar muito mais do que Felipe Massa. A Ferrari sabe disso e é por isso que o brasileiro não foi demitido até agora.</p>
<p>Por isso que eu acho que esse negócio de pressão é um pouco superestimado. É óbvio que Felipe Massa corre sérios riscos de cair fora da Ferrari, mas sua posição também não é tão ruim assim. Não duvidaria se os italianos lhe arranjassem outro lugar numa Sauber da vida, o que não seria de todo mal. E para isso acontecer, a equipe primeiramente precisaria encontrar um piloto que seja mais vantajoso do que o brasileiro. Por enquanto, isso parece não ter acontecido ainda. Quando acontecer, será fácil de perceber: a Ferrari simplesmente não irá mais defender Felipe Massa dos ataques da mídia e responder os inúmeros boatos que surgem a cada momento.</p>
<p>A situação de Bruno Senna é muito mais tranquila. Tão tranquila que se a questão da pressão é exagerada com Felipe Massa, ela se torna simplesmente estúpida com o sobrinho de Ayrton. Na verdade, quem diz que há alguma possibilidade ruim para Senna num futuro próximo simplesmente deseja que isso aconteça. Não é, Mika Salo?</p>
<p>O ex-piloto finlandês e atual comentarista de Fórmula 1 do canal MTV3 andou dizendo que havia uma grande possibilidade de Bruno Senna não terminar a temporada com a Williams. Segundo Salo, a equipe estaria disposta a colocar em seu lugar o jovem Valtteri Bottas, que, veja só a coincidência, é finlandês. Não é intrigante? Inocente que sou, nem insinuo que Mika esteja falando estas bobagens para tentar dar uma força ao compatriota.</p>
<div id="attachment_4875" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/valtteribottas.jpg"><img class="size-full wp-image-4875" title="2012 Malaysian Grand Prix - Friday" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/valtteribottas.jpg?w=510&h=340" alt="" width="510" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Valtteri Bottas pode até estar nos planos a médio prazo da Williams, mas isso ainda está longe de significar que os dias de Bruno Senna na equipe estão contados</p></div>
<p>O diretor Toto Wolff, um dos medalhões da Williams, se apressou para dizer que Mika Salo estava falando merda. Há contratos a serem respeitados e a decisão de contratar Bruno Senna não foi tomada numa roda de cachaça e cocaína. Quanto a Bottas, ele está passando por um programa de desenvolvimento e não será colocado para correr tão cedo porque isso é burrice. Palavras de Toto Wolff. Alguém aí pretende bater de frente?</p>
<p>Mente quem diz que Bruno Senna faz uma temporada muito ruim. Ele teve dois fins de semana péssimos na Austrália e na Espanha, mas foi maravilhosamente bem na Malásia e na China. Até a última corrida, Bruno tinha dez pontos a mais que o agora genial e revolucionário Pastor Maldonado. Uma única corrida mudou as coisas. Fazer o quê? Acontece. Para julgar se um piloto está bem ou não, precisamos de muito mais corridas. Por enquanto, Senna não está mal. Ponto.</p>
<p>Além do mais, ele carrega uma verdadeira Casa da Moeda no bolso. Graças a Bruno, a OGX, a Procter &amp; Gamble (Head and Shoulders/Gilette), a Embratel e a MRV injetam em torno de providenciais 30 milhões de reais que vêm sendo fundamentais na recuperação da Williams. Menos do que Pastor Maldonado, cuja PDVSA desembolsou quase cem milhões de reais pela vaga do venezuelano, é verdade. Mas mais do que muita gente por aí. A Williams não se pode dar ao luxo de dispensar um piloto destes.</p>
<p>Isso quer dizer que Bruno Senna está garantido para a próxima temporada? É evidente que não, e eu realmente acredito que há boas chances de Valtteri Bottas assumir seu lugar em 2013. Mas isso também não quer dizer que o brasileiro deva se sentir pressionado. Ainda há um bocado de corridas até o fim do campeonato e a briga com Pastor Maldonado está mais apertada do que a pontuação sugere. Bruno tem o apoio da equipe e pode, sim, conquistar resultados muito bons e até mesmo a atenção de outras equipes. O resto é secos e molhados, como diria o falecido.</p>
<p>Bruno e Felipe entendem que seus destinos dependem apenas deles e das pessoas mais próximas. Sabem também no que precisam melhorar. E têm total noção da difícil realidade e das cobranças óbvias que os chefes fazem. Quanto ao papo de pressão, isso só existe no feijão com arroz da vovó.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4871/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4871&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/17/panela-de-feijao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/felipemassa.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">GP SPAGNA F1/2012</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/felipemassa2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">2012 Bahrain Grand Prix - Friday</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/brunosenna.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">2012 Spanish Grand Prix - Friday</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/valtteribottas.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">2012 Malaysian Grand Prix - Friday</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Corra, Lola, Corra!</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/17/corra-lola-corra/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/17/corra-lola-corra/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitacos]]></category>
		<category><![CDATA[alms]]></category>
		<category><![CDATA[dallara]]></category>
		<category><![CDATA[dyson]]></category>
		<category><![CDATA[embassy hill]]></category>
		<category><![CDATA[f1 1962]]></category>
		<category><![CDATA[f3000]]></category>
		<category><![CDATA[haas]]></category>
		<category><![CDATA[honda]]></category>
		<category><![CDATA[indy]]></category>
		<category><![CDATA[john surtees]]></category>
		<category><![CDATA[larrousse]]></category>
		<category><![CDATA[lola]]></category>
		<category><![CDATA[mundial de protótipos]]></category>
		<category><![CDATA[rebellion]]></category>
		<category><![CDATA[reynard]]></category>
		<category><![CDATA[scuderia italia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4862</guid>
		<description><![CDATA[Nesta quarta-feira, uma discreta notícia deixou triste muita gente que acompanha as corridas há alguns séculos. Vocês se lembram da Lola, uma das maiores fabricantes de chassis de outrora e ex-participante da Fórmula 1? Há algumas horas, ela divulgou uma nota anunciando que as duas divisões da empresa, a que produz carros de corrida e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4862&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4863" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/rebellion.jpg"><img class="size-full wp-image-4863" title="rebellion" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/rebellion.jpg?w=510&h=355" alt="" width="510" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">O Lola B12/60 da Rebellion Racing é um dos poucos Lola que estão correndo por aí atualmente</p></div>
<p>Nesta quarta-feira, uma discreta notícia deixou triste muita gente que acompanha as corridas há alguns séculos. Vocês se lembram da Lola, uma das maiores fabricantes de chassis de outrora e ex-participante da Fórmula 1? Há algumas horas, ela divulgou uma nota anunciando que as duas divisões da empresa, a que produz carros de corrida e a que produz materiais compósitos, passariam a ser gerenciadas por um administrador nomeado externamente enquanto não encontrassem um comprador e regularizassem suas pendências de balanço.</p>
<p>Tudo isso daí pode ser resumido em apenas uma palavra: concordata. A Lola está tentando de tudo para não sucumbir de vez e fazer companhia a marcas como Reynard, March e Ralt no cemitério das saudosas construtoras do automobilismo. Afundada em dívidas, ela deve ter sido acionada na justiça pelos credores e a única solução alternativa à falência seria conceder a gerência a um engravatado nomeado pelos magistrados. É uma coisa meio triste, mas é melhor do que deixar uma história de quase seis décadas sumir numa canetada.</p>
<p>Em sua nota oficial, a Lola não foi muito clara sobre os motivos pela crise. É óbvio que a interminável crise econômica mundial foi responsabilizada. Executivos gananciosos, economistas visionários, bancos irresponsáveis, políticos lenientes, clientes que querem consumir o que não possuem, agências de risco viesadas, dinheiro, subprime, securitização, hipoteca, junk bonds, CDO, crédito imobiliário, bolha, todos estes personagens, elementos e siglas se tornaram os responsáveis definitivos por todas as mazelas do planeta. Isso é o que o senso comum diz. Mas como discordar?</p>
<p>Além da economia, a Lola também culpou o governo britânico pelo seu fracasso. Segundo a nota, ela teria deixado de receber um montão de dinheiro em forma de crédito do HMRC, o órgão oficial que coleta tributos e repassa subsídios. Porque é sempre fácil responsabilizar o governo, que só existe para criar leis imbecis e abocanhar o dinheiro de nosso suado trabalho. A coisa se torna ainda pior quando falamos de um Reino Unido onde uma família é sustentada com os tributos de milhões. Isso é o que o senso comum diz. Mas como discordar?</p>
<p>OK, mas vamos deixar estes assuntos espinhosos e sonolentos de lado. Não há como negar que o mercado de carros de corrida, que é onde a Lola sempre esteve inserida, anda difícil e fechado. Nos monopostos, a Dallara simplesmente monopolizou o fornecimento para as categorias maiores: Indy, Indy Lights, GP2, GP3, World Series by Renault e Fórmula 3 estão sob seu domínio. Somente a Fórmula 1 escapa de suas garras porque a companhia de Gianpaolo Dallara nunca conseguiu acertar a mão em um carro para a categoria.</p>
<p>Os campeonatos de turismo e de ralis são praticamente inviáveis para quem não é uma montadora de grande escala. Não dá para um abnegado construir um carro na garagem de sua casa e colocá-lo para disputar o WTCC contra Chevrolet, BMW e Seat. Tudo bem que a Lola não é exatamente uma garagem localizada no subúrbio de Carapicuíba, mas ela também não tem condições e nem intenções de criar um carro para estes tipos de corridas. Sobra o quê, então? Construir protótipos.</p>
<p>Uma rápida xeretada no site da Lola mostra que o cardápio da empresa anda curtinho, curtinho. Atualmente, ela produz um modelo para o nível LMP1 (B12/60), dois para o nível LMP2 (B12/40 aberto e B12/80 fechado), uma série limitada para os campeonatos históricos (T70) e um modelo construído em parceria com a Caterham (SP/300R). O único não-protótipo que a Lola ainda faz é um carro de Fórmula 3 que eu nunca vi correr e que costuma ser utilizado apenas em escolas de pilotagem, o B12/20.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4866" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/johnsurtees.jpg"><img class="size-full wp-image-4866" title="johnsurtees" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/johnsurtees.jpg?w=510&h=322" alt="" width="510" height="322" /></a><p class="wp-caption-text">Dois bons momentos da Lola: em 1962, com a pole-position de John Surtees em Zandvoort&#8230;</p></div>
<p>Na categoria LMP1 do Mundial de Protótipos da FIA, a Lola fornece seu B12/60 para a equipe Rebellion Racing, que é por onde corre Nick Heidfeld. Na LMP2, as equipes Gulf Racing e Lotus utilizam o B12/80. Nas 24 Horas de Le Mans, a irlandesa Status se juntará às duas com outro B12/80. Quem anda se destacando mais até aqui é a Rebellion, que lidera a classe dos carros LMP1 privados após duas etapas realizadas. Longe de ser um mau desempenho, não se trata de um bom sinal quando se percebe que as quatro equipes acima são as únicas clientes européias da divisão de competições da Lola.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a clientela da Lola não é maior. Na ALMS, três equipes utilizam seus chassis: a Dyson Racing possui um B12/60 novinho em folha e um antigo B08/60 modificado, a Dempsey Racing possui um B08/80 e a Black Swan Racing anda com um B11/80. A Dyson foi a que se deu melhor, tendo vencido as 12 Horas de Sebring na categoria P1 e chegando em segundo em Long Beach.</p>
<p>Mesmo que os resultados não estejam ruins, fica claro que uma fábrica do porte da Lola não consegue se sustentar produzindo apenas alguns carros por ano e provendo manutenção a alguns outros mais velhuscos. Lembremos, da mesma forma, que o Mundial de Protótipos possui oito etapas em seu calendário e a ALMS possui dez. Quer dizer, as atividades não são tão abundantes assim durante uma temporada.</p>
<p>Você até poderia tentar puxar a minha orelha e dizer “pô, quase todas as equipes de automobilismo trabalham bem menos que a Lola e não estão quebradas”. Não é bem assim. A Lola não é uma equipe de automobilismo. Ela possui gastos enormes com pesquisa, desenvolvimento, logística, testes e uma série de máquinas e equipamentos complexos para criar um bólido a ser pilotado por um grupo de amigos. Somente as equipes de Fórmula 1 necessitam de uma infra-estrutura tão grande quanto – e elas, que também não estão aquela maravilha financeira toda, ainda conseguem fazer girar bem mais dinheiro do que uma Lola da vida.</p>
<p>É exatamente por isso que a empresa sediada em Huntingdon se vê obrigada a atuar em outras áreas. Há cerca de 20 anos, quando os chassis Lola começaram a perder espaço para os da Reynard e da Dallara, surgiu a Lola Composites, uma subsidiária que desenvolve materiais compósitos para várias indústrias ao redor do mundo. Coisa rentável. Mas nem isso segurou a barra, pelo visto.</p>
<p>E aí me vem a dúvida: será que os monopostos lhe fazem falta? Até uns cinco anos atrás, a Lola ainda fornecia chassis para categorias como a Fórmula 3000 e a A1GP em regime de exclusividade. Produzia vários carros em escala razoável e arrecadava uma boa grana com eles. Como os regulamentos de uma categoria de monopostos menos sofisticada não são tão complicados, não era difícil projetar um chassi novo. E nem havia tanta urgência para fazer isso, já que uma mesma especificação poderia ser usada durante anos. Situação muito diferente daquela nos protótipos, onde há muito mais tempo e dinheiro investido num novo carro, que geralmente fica defasado rapidamente.</p>
<p>A Lola existe desde 1958. Já produziu um bocado de coisas, de carros de Fórmula 3 a discos voadores. Na Fórmula 1, teve equipe própria mais de uma vez e também já terceirizou carros para um bocado de gente. Como foi sua história? Irregular.</p>
<p>O primeiro ano da fabricante de chassis na Fórmula 1 foi ironicamente o melhor. Logo na primeira corrida de 1962, o Lola MK4 de John Surtees marcou uma bela pole-position. Tudo bem, ele largou mal e abandonou a prova após poucas voltas, mas todo mundo começou a imaginar que aquela fabriqueta artesanal liderada por Eric Broadley chutaria bundas no futuro. E olha que aqueles primeiros anos da década de 60 foram dominados pelo movimento <em>british racing green</em>, um monte de fabriquetas inglesas tão enxutas e ambiciosas como a Lola.</p>
<div id="attachment_4865" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/larrousse.jpg"><img class="size-full wp-image-4865" title="larrousse" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/larrousse.jpg?w=510&h=331" alt="" width="510" height="331" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230; e em 1990, com o pódio de Aguri Suzuki em Suzuka</p></div>
<p>Surtees marcou pontos em cinco corridas seguidas, obteve dois pódios e abandonou duas corridas (Itália e África do Sul) enquanto esteve entre os três primeiros. Terminou o ano em quarto, com 19 pontos. Foi, de longe, a melhor apresentação de um piloto da Lola na história da categoria. A partir daí, só fracassos. E até mesmo uma tragédia.</p>
<p>No fim dos anos 60, a Lola chegou a se associar à Honda na construção dos chassis RA300 e RA301. O resultado foi um carro leve, veloz e altamente perigoso. Foi nele que Jo Schlesser morreu no GP da França de 1968. O acidente fez os japoneses esquecerem esse negócio de Fórmula 1 por quinze anos.</p>
<p>Em meados dos anos 70, a Lola voltou a dar as caras produzindo os belos chassis da equipe Embassy Hill, pertencente ao velho Graham. Eles não eram tão lentos ou frágeis, mas também não eram fantásticos o suficiente para a turma vermelha e branca sair do final do pelotão. Além do mais, as prioridades eram outras. O vaidoso Graham Hill queria construir seu próprio carro. No fim das contas, a Lola era apenas uma solução de improviso.</p>
<p>A empresa de Huntingdon só reapareceria em 1985 como parte do projeto Haas, que formaria uma superequipe americana patrocinada pelo conglomerado Beatrice. Como uma turma formada por Lola, Carl Haas, Beatrice, Ford e Alan Jones poderia dar errado? Não faço ideia, mas deu. A Beatrice sofreu profundas mudanças na diretoria e o novo poderoso chefão achava que Fórmula 1 era coisa de ingleses afeminados e que não valia a pena queimar dólares nesta brincadeira. O castelo de cartas desmoronou logo. Ah, e a propósito, os carros eram uma merda.</p>
<p>Mas a história não acabou logo aí. Carl Haas vendeu o que havia sobrado de seu sonho a Gerard Larrousse, que há muito queria comandar sua própria equipe. Arranjou um sócio, o homicida Didier Calmels, e manteve a responsa de preparar os carros nas mãos da Lola. A parceria entre Larrousse e Lola até durou um pouco mais que as outras, cinco temporadas. Neste período, houve uma ou outra alegria e um bocado de dores de cabeça.</p>
<p>As alegrias ficaram quase que restritas em 1990, quando Eric Bernard e Aguri Suzuki conduziram a Larrousse-Lola ao sexto lugar no campeonato de construtores. Construtores? Após o fim da temporada, a equipe foi limada da classificação e perdeu o benefício do transporte gratuito para 1991. Segundo o dicionário Houaiss editado pela FISA, um construtor é quem constrói seu carro. Um cidadão com um intelecto pouco superior ao da Chita não tem dificuldades para compreender a ideia. Pois a Larrousse não construía seu carro. Portanto, ela não era um construtor e não teria os direitos de um construtor. Depois de uma série de telefonemas, súplicas, ameaças, encontros e desencontros entre advogados, a FISA decidiu devolver os pontos e os benefícios à Larrousse.</p>
<p>Mas a parceria não durou muito mais. Depois disso, a Lola só se meteu em enrascada. Em 1993, ela se associou à Scuderia Italia unicamente para conceber um carro pesado, lento e jurássico, mas que compensava pela bela pintura alaranjada e branca. Quatro anos depois, a Lola retornou como equipe própria. Fabricou um carro às pressas, pintou com as cores da Mastercard e tentou disputar o GP da Austrália. Passou vexame nos treinos, não largou e não conseguiu sequer sobreviver ao GP seguinte. Foi a última vez que a Lola se misturou aos tubarões da Fórmula 1.</p>
<div id="attachment_4864" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/newmanhaas.jpg"><img class="size-full wp-image-4864" title="newmanhaas" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/newmanhaas.jpg?w=510&h=339" alt="" width="510" height="339" /></a><p class="wp-caption-text">Na Indy, as coisas foram melhores para a Lola. Nigel Mansell foi um de seus campeões</p></div>
<p>Na Indy, a Lola até teve mais sucessos, mas também passou por cada barra que vou te contar. Ela ganhou duas 500 Milhas de Indianápolis nos anos 60 e 70, mas só começou a levar a sério esse negócio de corridas americanas nos anos 80. Começou muito bem, dando o maior calor na Penske e subjugando a March. Mas foi só a Reynard, sua arqui-inimiga, entrar na categoria para que a Lola se tornasse uma marca de segunda linha. No fim dos anos 90, apenas as equipes encardidas compravam seus chassis. Era algo como servir tubaína em festa de aniversário.</p>
<p>A Lola só voltou a ganhar um título nos Estados Unidos em 2002, quando a Reynard faliu de vez. Até 2006, ela devorou todos os títulos da ChampCar. Não teve adversários, é verdade. Mas não é algo que os fãs da Lola façam lá muita questão de se lembrar.</p>
<p>Esse negócio de adversário, aliás, sempre representou um baita pepino para a Lola. A Reynard foi seu maior pesadelo. Na Fórmula 3000, a empresa de Adrian Reynard fez um chassi tão melhor e mais barato que a Lola praticamente desapareceu dos grids da categoria. Ela só ganhou força em 1996 porque a categoria decidiu escolhê-la como fornecedora única de chassis – sabe-se lá em quais condições a escolha foi feita. A verdade é que, perto da Reynard, a Lola soava bastante ordinária.</p>
<p>Ao mesmo tempo que a Reynard estendia seus domínios nas categorias maiores, a Dallara crescia por fora na Fórmula 3. A marca italiana começou discretamente, fornecendo alguns chassis para o pessoal do campeonato italiano. Aos poucos, franceses e alemães também se interessavam. E os Dallara de Fórmula 3 começaram a dominar os pódios e os corações do automobilismo europeu.</p>
<p>Num belo dia, os ingleses perceberam que havia uma fábrica na Itália que fazia chassis melhores que os Reynard e Ralt e decidiram lhe dar uma chance. E foi trocando seu velho Reynard por um Dallara F393 que Kelvin Burt ganhou o campeonato inglês de Fórmula 3 de 1993. O título fez a Dallara cair na boca do povo. Enquanto isso, o que a Lola estava fazendo para não cair no esquecimento? Eu sei lá.</p>
<p>Fica claro onde a Lola começou a morrer, ao menos entre os monopostos. Enquanto tentou competir contra a Reynard, perdeu. Ao mesmo tempo, abriu espaço para uma Dallara que acabou se alastrando por quase todas as categorias de monopostos do mundo. Faltou competência. Faltou tino para os negócios. Faltou malícia. Faltou sorte.</p>
<p>Hoje em dia, a Lola está aí, marginalizada no automobilismo e choramingando por ter de pedir concordata. Não sou fã da marca e confesso ter lamentado bem mais pelo fim da Reynard. Mas nunca é bom perder uma empresa com tanta história. Seja ele bom ou ruim, não podemos deixar o passado para trás. Corra, Lola.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4862/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4862/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4862/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4862&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/17/corra-lola-corra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/rebellion.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">rebellion</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/johnsurtees.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">johnsurtees</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/larrousse.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">larrousse</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/newmanhaas.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">newmanhaas</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Notas hispanohablantes – Equipes, transmissão, corrida, GP2</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/15/notas-hispanohablantes-equipes-transmissao-corrida-gp2/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/15/notas-hispanohablantes-equipes-transmissao-corrida-gp2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 00:06:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[f1 2012]]></category>
		<category><![CDATA[gp2]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4858</guid>
		<description><![CDATA[WILLIAMS – 8,5 – Que Pastor Maldonado foi o rei da Espanha no último domingo, ninguém tem o direito de discordar. Mas é injusto deixar de lado o papel da Williams nesta vitória, sua primeira desde 2004. O venezuelano só conseguiu largar da pole-position, deixar Fernadno Alonso para trás e manter a liderança mesmo com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4858&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4860" title="hispanohablante2" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante2.jpg?w=510&h=382" alt="" width="510" height="382" /></a></p>
<p><strong>WILLIAMS</strong> – <strong>8,5</strong> – Que Pastor Maldonado foi o rei da Espanha no último domingo, ninguém tem o direito de discordar. Mas é injusto deixar de lado o papel da Williams nesta vitória, sua primeira desde 2004. O venezuelano só conseguiu largar da pole-position, deixar Fernadno Alonso para trás e manter a liderança mesmo com os pneus em condições precárias porque seu carro estava impecável e a estratégia adotada pela equipe deu um baile na Ferrari. Mas o fim de semana não foi perfeito, longe disso. O próprio Maldonado perdeu alguns preciosos segundos em um dos pit-stops e poderia ter arruinado sua corrida aí. O outro piloto da equipe, Bruno Senna, também não colaborou muito com aquela rodada na qualificação. Na corrida, levou uma pancada de Michael Schumacher e saiu da corrida bem cedo. Mas nada foi mais desagradável do que o incêndio iniciado lá nos boxes da equipe, que causou enormes prejuízos e mandou um bocado de gente ao hospital. Um fim de semana quente, por assim dizer.</p>
<p><strong>FERRARI</strong> – <strong>7,5</strong> – É de se filosofar bastante se o carro é tão ruim como todos estão falando. Em Barcelona, nem parecia. Os ferraristas andaram trazendo algumas boas modificações que aparentemente fizeram bom efeito. Fernando Alonso cavou uma segunda posição no grid e pilotou como nunca no domingo. Poderia ter vencido, mas teve lá seus pequenos contratempos e também sofreu com os pneus nas últimas voltas. Felipe Massa dispensa maiores explicações: 17º no grid, 15º na corrida com direito a punição por não respeitar a bandeira amarela. Nem mesmo a Ferrari esconde a insatisfação com o piloto paulista. Se o carro não é brilhante, até dá para culpá-lo. Mas e quando o companheiro de equipe quase embolsa uma segunda vitória no ano?</p>
<p><strong>LOTUS</strong> – <strong>8,5</strong> – Pode não ter exatamente o carro mais veloz do ano, mas concorrente nenhum supera a esquadra preta e dourada em termos de consistência. Em Barcelona, os dois pilotos se meteram entre os primeiros novamente e um deles abocanhou mais um pódio. Kimi Räikkönen largou bem pra caramba, andou em terceiro durante todo o tempo e tinha pneus bons o suficiente para caçar a vitória, mas ela acabou não acontecendo. Podemos colocar o revés na conta da própria equipe, que anda deslizando nas estratégias e acaba deixando seus pilotos muito distantes da liderança nas últimas voltas. Romain Grosjean largou em terceiro e terminou em quarto, tendo feito mais uma corrida sensata. Não se enganem: a primeira conquista da equipe virá logo. Desde que os estrategistas colaborem.</p>
<p><strong>SAUBER</strong> – <strong>7,5</strong> – É outra que tem um carro bom o suficiente para sonhar com uma vitória, mesmo que ela tenha passado longe da realidade em Barcelona. Desta vez, quem salvou as honras da equipe foi Kamui Kobayashi, que fez uma de suas melhores corridas na carreira, inventou novos pontos de ultrapassagem e se premiou com uma excelente quinta posição. Sergio Pérez poderia ter ido tão bem quanto, mas deu muito azar, tomou pancada de Romain Grosjean e teve problemas de transmissão. O acordo com o Chelsea fez muito bem. Pelo visto, quem estampa o emblema azul e branco sempre se dá bem em Barcelona.</p>
<p><strong>RED BULL</strong> – <strong>6,5</strong> – Liderou um treino livre e só. O RB8 realmente não mete medo em mais ninguém, embora também esteja muito longe de ser ruim. E sem um carro excepcional, Mark Webber derrapa e padece. Não passou para a fase final da classificação, teve problemas com sua estratégia de paradas e não marcou ponto algum. Pelo menos, o outro piloto da equipe é bom demais, sô. Sebastian Vettel conseguiu manter os pneus em ótimo estado nas últimas voltas e ganhou algumas posições, terminando em sexto e mantendo-se na liderança do campeonato empatado com Fernando Alonso.</p>
<p><strong>MERCEDES</strong> – <strong>5,5</strong> – As adversárias apareceram tão bem em Barcelona que a Mercedes acabou o fim de semana um tanto obliterada. Nico Rosberg e Michael Schumacher não tiveram um carro prateado tão bom como nas primeiras etapas e passaram longe até mesmo do pódio. O mais jovem ainda conseguiu terminar em sétimo mesmo tendo sofrido novamente com os pneus na parte final da corrida. Já o velho Schumacher é o grande encrenqueiro do momento. Bateu de maneira prosaica em Bruno Senna e saiu da corrida achando que estava certo. Não estava e será punido em Mônaco. Como se não bastasse, o diretor Ross Brawn ficou doente e sequer apareceu na Espanha. A equipe precisa trabalhar mais se quiser voltar à forma do início da temporada.</p>
<p><strong>MCLAREN</strong> – <strong>2</strong> – Para quem tem o melhor carro da temporada, um verdadeiro fim de semana de merda. Terminar a corrida espanhola em oitavo e nono definitivamente não estava nos planos. E o pior é que os pilotos não tiveram culpa alguma. Lewis Hamilton, pelo contrário, se esforçou ao máximo e fez uma pole-position tranquila. Um erro crasso fez com que ele ficasse sem combustível e sequer conseguisse retornar aos pits. Com isso, Lewis acabou punido e teve de largar em último. Mesmo assim, ele enfrentou todas as adversidades e ainda terminou à frente de Jenson Button. Este daqui, diga-se, fez uma porcaria de fim de semana. E ainda não foi ajudado pelo alto consumo de pneus de seu carro. Devo dizer que a temporada 2012 só está divertida graças aos inúmeros erros da McLaren.</p>
<p><strong>FORCE INDIA</strong> – <strong>3,5</strong> – Num fim de semana onde quase todo mundo que conta andou bem, a Force India simplesmente não deu as caras. Paul di Resta e Nico Hülkenberg, pilotos de carisma escasso, não fizeram muita coisa nem nos treinos e nem na corrida. O escocês parecia estar em melhores condições, mas quem acabou marcando o único ponto da equipe foi Hülkenberg, que se deu melhor com a questão dos pneus. O carro definitivamente só disputa alguma coisa com a Toro Rosso nos dias atuais.</p>
<p><strong>TORO ROSSO</strong> – <strong>3</strong> – Foi a única equipe daquelas que contam que não marcou ponto algum em Barcelona. Na verdade, o único momento em que ela apareceu mais foi naquela sensacional ultrapassagem dupla que seus dois pilotos sofreram de Lewis Hamilton. Jean-Eric Vergne sempre vai mal no sábado, mas apareceu melhor na corrida, meteu-se em algumas brigas e poderia até ter pontuado. Mas não pontuou. Já Daniel Ricciardo não fez nada de interessante em momento algum e ficou preso lá no meio do pelotão.</p>
<p><strong>CATERHAM</strong> – <strong>4</strong> – Seu grande mérito foi ter terminado a prova com os dois carros, fato único entre as equipes pequenas. Vitaly Petrov até ameaçou fazer um trabalho melhor que o de Heikki Kovalainen ao superá-lo no treino oficial, mas o finlandês reestabeleceu a verdade das coisas no domingo. Heikki tentou adiar ao máximo seus pit-stops, mas o resultado final não mudou muito. Já Petrov teve alguns pequenos problemas, mas também conseguiu cruzar a linha de chegada. Não há muitas novidades aqui.</p>
<p><strong>MARUSSIA</strong> – <strong>3</strong> – Corrida convencional. O sábado foi um pouco diferente, já que Charles Pic conseguiu bater Timo Glock em cinco décimos no treino oficial. Mas o francês rodopiou de maneira artística na primeira volta da corrida, atrapalhou Fernando Alonso durante alguns segundos e abandonou com o semieixo arrebentado. Glock fez seu trabalho honesto de sempre e levou o carro vermelho e preto ao fim. A equipe aparenta estar um pouco mais próxima da Caterham, mas nada que assombre demais os malaios esverdeados.</p>
<p><strong>HRT</strong> – <strong>2,5</strong> – Sortes totalmente distintas na equipe mais furreca da Fórmula 1. Correndo em casa, Pedro de la Rosa estava bem feliz, já que só ele utilizaria as novidades que a equipe espanhola traria em seu carro. O desempenho realmente melhorou um pouco e o veterano conseguiu até mesmo ficar no mesmo segundo da Marussia no treino oficial, um verdadeiro milagre neste ano. Já Narain Karthikeyan teve problemas para dar e vender nos três dias. Não conseguiu sequer fazer um tempo normal na classificação e, como esperado, não chegou ao fim da corrida. Coitado do indiano, que ainda tem de conviver com a sombra incômoda de Dani Clos ali nos boxes.</p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4859" title="hispanohablante3" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante3.jpg?w=510" alt=""   /></a></p>
<p><strong>TRANSMISSÃO</strong> – <strong>ÍDOLOS</strong> – E não é que rei morto, rei posto? Até duas horas atrás, Felipe Massa era o cara. Há alguns minutos, Bruno Senna era a salvação do automobilismo brasileiro. Hoje em dia, resignado, o locutor oficial da Fórmula 1 no Brasil decidiu que era hora de apoiarmos o único piloto sul-americano que conseguiu ganhar uma corrida nesta temporada até aqui. Nunca vi uma narração tão empolgada com a vitória de um estrangeiro. Honesto, o locutor até soltou um “torci pra ele memo!”. No mais, não são muitas as coisas a serem lembradas. As orelhas de Michael Schumacher ficaram mais vermelhas do que mocinha tímida quando ele atropelou o carro de Bruno Senna. Atropelar um brasileiro não pode! Caramba, o país já não anda ganhando nada e ainda aparece um alemão nazista filho da puta e mau caráter pra piorar ainda mais as coisas? Por fim, a memória de narrador e comentarista, que “estão nesse meio faz quarenta anos”, anda meio falha. Primeiramente, acharam que a última pole-position da Williams havia ocorrido em 2004. Depois, alguém se lembrou de uma que o Nico Hülkenberg fez em Interlagos há dois anos. Pô, e o Nick Heidfeld em Nürburgring? Ninguém se lembra dele&#8230;</p>
<p><strong>CORRIDA</strong> – <strong>BARCELONA?</strong> – E quem diria que uma pista de merda como Barcelona poderia protagonizar uma das melhores corridas dos últimos, sei lá, dez anos? E sem chuva ou engavetamentos. A Fórmula 1 até que anda bem divertida e nada como uma vitória de um sujeito gente boa de uma equipe admirada para deixar todo mundo um pouco mais contente. A Williams não ganhava nem jogo de bolinha de gude desde 2004 a.C. e estava devendo as calças até alguns meses atrás. E Pastor Maldonado deixou de ser apenas um sujeito meio desastrado patrocinado por um presidente polêmico para se tornar um dos alunos bons da sala. Maldonado fez a corrida de sua vida e segurou um Fernando Alonso colérico e ansioso para ganhar em frente aos torcedores. Lá atrás, gentes como Kamui Kobayashi, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton davam um jeito de animar as coisas no meio do pelotão. Cara, sei lá, o fim de semana foi legal pra caramba. Até Barcelona tem salvação.</p>
<p><strong>GP2</strong> – <strong>GERIATRIA</strong> – O que o vencedor do sábado e o do domingo têm em comum? Ambos estão fazendo a GP2 pelo quarto ano seguido, uma eternidade em se tratando de uma categoria de base. Para Giedo van der Garde, a vitória não poderia vir em melhor hora: ele não ganhava uma corrida no certame desde setembro de 2009 e suas últimas provas haviam sido deprimentes. Vale dizer, no entanto, que ele só levou o troféu para casa porque sua equipe fez um trabalho de troca de pneus muito melhor do que a Lotus de James Calado e a Racing Engineering de Fabio Leimer. No dia seguinte, Razia largou da pole-position após ter terminado a corrida de sábado em oitavo e manteve-se em primeiro até a bandeirada final, sem grandes problemas para conter os ataques do francês Nathanaël Berthon. Felipe Nasr teve um fim de semana discreto, perdoável para um primeiranista. Dessa vez, a Fórmula 1 foi mais emocionante, devo admitir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4858/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4858/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4858/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4858/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4858/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4858/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4858/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4858/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4858/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4858/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4858/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4858/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4858/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4858/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4858&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/15/notas-hispanohablantes-equipes-transmissao-corrida-gp2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">hispanohablante2</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante3.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">hispanohablante3</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Notas hispanohablantes – Pilotos</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/14/notas-hispanohablantes-pilotos/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/14/notas-hispanohablantes-pilotos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 20:08:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[f1 2012]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4854</guid>
		<description><![CDATA[PASTOR MALDONADO – 10 – Quem imaginaria que um GP da Espanha seria uma das melhores corridas dos últimos tempos? E a maior parte da graça da corrida obviamente se deve a Pastor Maldonado, o surpreendente vencedor. Discretíssimo na sexta-feira, a sorte do venezuelano começou a mudar no sábado, com o segundo tempo no terceiro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4854&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4855" title="hispanohablante" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante.jpg?w=510" alt=""   /></a></p>
<p><strong>PASTOR MALDONADO</strong> – <strong>10</strong> – Quem imaginaria que um GP da Espanha seria uma das melhores corridas dos últimos tempos? E a maior parte da graça da corrida obviamente se deve a Pastor Maldonado, o surpreendente vencedor. Discretíssimo na sexta-feira, a sorte do venezuelano começou a mudar no sábado, com o segundo tempo no terceiro treino livre e a liderança no Q2 da classificação. Obteve um sensacional segundo lugar no grid de largada que virou pole-position após a punição de Lewis Hamilton. Na corrida, perdeu a ponta para Fernando Alonso logo na primeira curva, mas tratou de recuperá-la logo após a segunda rodada de pit-stops. Mantendo quase sempre um ritmo muito forte, ele conseguiu permanecer à frente do espanhol em plena Catalunha sem maiores dificuldades. E venceu. Um dia histórico para o automobilismo, sem dúvida.</p>
<p><strong>FERNANDO ALONSO</strong> – <strong>9,5</strong> – Faltou-lhe somente a vitória. Nos treinos, contrariou o que vinha sendo a lógica desta temporada e foi bem, liderando o primeiro treino livre e obtendo um notável segundo lugar no grid. Bom largador em Barcelona, Alonso passou Pastor Maldonado na primeira curva e foi o líder <em>de facto</em> até a volta 26, quando fez seu segundo pit-stop e voltou atrás do venezuelano. Após isso, esteve quase sempre mais lento que Maldonado. Nas últimas quinze voltas, até chegou a se aproximar perigosamente, mas foi obrigado a desistir da briga por causa do péssimo estado de seus pneus. Chegou em segundo poucos décimos à frente de Kimi Räikkönen. Não venceu, mas ainda não deixou a liderança do campeonato.</p>
<p><strong>KIMI RÄIKKÖNEN</strong> – <strong>9,5</strong> – É, sem dúvida, um dos melhores pilotos do ano. Em Barcelona, assim como Alonso, também esteve muito próximo da vitória. Sempre competitivo nos treinos, Kimi obteve um bom lugar quarto lugar do grid, embora seu companheiro tenha ido ainda melhor novamente. Mas sua sorte sempre muda na corrida. Largou bem, assumiu a terceira posição e esteve sempre ali, esperando que algo acontecesse com os hispanohablantes à sua frente. Achava que seria o único espertão a fazer apenas três paradas, mas acabou sendo surpreendido com a decisão de Maldonado e Alonso de não fazer uma quarta parada. Tinha pneus em condições muito melhores nas últimas voltas e quase ultrapassou o espanhol, mas teve de se contentar com o terceiro lugar. De qualquer jeito, outra corridaça.</p>
<p><strong>ROMAIN GROSJEAN</strong> – <strong>8</strong> – Fez mais uma boa prova, mas já começa a ficar definitivamente atrás de Kimi Räikkönen dentro do coração da Lotus. Fica claro que sua especialidade maior é o treino classificatório, onde o falso francês conseguiu ser mais rápido que o colega de equipe pela terceira vez no ano. Largou da terceira posição, mas perdeu posições logo no começo e ainda furou um pneu de Sergio Pérez com o bico do seu carro. Depois do primeiro pit-stop, subiu para a quarta posição e manteve-se lá até o fim. Nunca conseguiu se aproximar de Räikkönen durante a corrida. Em compensação, fez a volta mais rápida de todas.</p>
<p><strong>KAMUI KOBAYASHI</strong> – <strong>9</strong> – Japonês doido de pedra. Ele definitivamente não é um piloto genial na maioria das vezes, mas sabe assombrar a concorrência em um dia inspirado. Andou bem em todos os treinos e só não obteve posição melhor no grid porque teve um problema hidráulico no Q2 da classificação. E o dia seguinte foi legal demais da conta. Kobayashi permaneceu quieto na primeira metade da corrida, mas decidiu tocar o foda-se na parte final e empreendeu ultrapassagens inacreditáveis sobre Jenson Button e Nico Rosberg enquanto teve pneus melhores. Terminou numa belíssima quinta posição e trouxe para si as atenções que vinham até então se concentrando no companheiro de equipe.</p>
<p><strong>SEBASTIAN VETTEL</strong> – <strong>8,5</strong> – Dou risada de quem acha que este daqui só funciona bem com um carro intergaláctico. O que dizer de um piloto que não tem o melhor carro do grid, larga em sétimo, toma punição por desrespeito à sagrada bandeira amarela, é obrigado a trocar o bico em um de seus pit-stops e ainda consegue terminar em sexto? Vettel foi muito bem na sexta-feira, mas não conseguiu ser tão feliz no treino classificatório. Na corrida, assim como Kobayashi, começou o dia silencioso e terminou como um dos grandes destaques. Com pneus em ótimas condições, deixou um bocado de gente para trás no final e até se deu ao luxo de ultrapassar Lewis Hamilton por fora. Se não tivesse sido punido, poderia ter terminado mais à frente.</p>
<p><strong>NICO ROSBERG</strong> – <strong>7</strong> – Numa corrida com tantos destaques, este aqui foi um que desapareceu. Seu sétimo lugar está longe de ser um resultado ruim, ainda mais considerando o que aconteceu com o companheiro de equipe, mas também não houve lapso de brilhantismo algum. O filho de Keke Rosberg obteve um honesto sexto lugar no grid de largada e ainda conseguiu subir para quarto logo na primeira volta. Mas as coisas não melhoraram muito mais. Um stint final muito longo com pneus duros o fez perder duas posições nas últimas voltas. Terminou com Lewis Hamilton colado em sua caixa de câmbio. Definitivamente, um resultado que só será lembrado na contagem final de pontos.</p>
<p><strong>LEWIS HAMILTON</strong> – <strong>9</strong> – É incrível o que acontece com este cara na temporada. Mesmo tendo feito o melhor tempo do Q3 da classificação pela terceira vez, Hamilton ainda não conseguiu ganhar nenhuma corrida. Na Espanha, a razão foi patética: uma pane seca o impediu de retornar aos pits na volta de desaceleração e resultou em sua desclassificação. Restou ao cara tentar fazer uma corrida de recuperação. Conseguiu. Fez apenas duas paradas e imprimiu um ritmo de corrida muito forte especialmente na primeira parte da corrida. Com várias ultrapassagens e uma boa estratégia, chegou em oitavo e não subiu para sétimo por pouco. Mas a vitória ainda não veio.</p>
<p><strong>JENSON BUTTON</strong> – <strong>2</strong> – Terminar atrás do companheiro que largou da última posição definitivamente não estava nos planos dominicais de Jenson Button, que fez um de seus piores fins de semana desde que virou piloto de ponta. Embora tenha liderado um treino livre, o campeão de 2009 não conseguiu sequer passar para o Q3 da classificação e as coisas não melhoraram na corrida. Mesmo com dois stints curtos, teve problemas com os pneus e sofreu várias ultrapassagens – Kobayashi e Vettel certamente o deixaram envergonhado. No último stint, mais longo, somente se arrastou esperando ansiosamente pela bandeira quadriculada. Finalizou em nono e marcou apenas dois pontos.</p>
<p><strong>NICO HÜLKENBERG</strong> – <strong>4,5</strong> – Um verdadeiro especialista em discrição. Sem ter um carro tão bom, o alemão não teve um fim de semana fácil. Embora não tenha ido tão mal nos treinos livres, só conseguiu o 13º lugar no grid e largou atrás do companheiro pela quarta vez consecutiva. Na corrida, fez uma corrida normal e não se envolveu em grandes problemas. Aparentemente, tinha pneus em melhores condições do que a maioria dos adversários no final da corrida, o que o ajudou a segurar Mark Webber durante tanto tempo. Ponto suado e bem-vindo.</p>
<p><strong>MARK WEBBER </strong>– <strong>1,5</strong> – Fim de semana horroroso. Horroroso mesmo. Não andou rápido e nem deu sorte. Na classificação, sequer passou para o Q3 e foi obrigado a largar no meio do bolo. As coisas não melhoraram no dia seguinte. Tendo mais problemas de desgaste de pneus que os demais, foi o cara que abriu a primeira e a segunda rodada de pit-stops. Logo após a primeira parada, voltou em último e quase bateu em Narain Karthikeyan. Mesmo após tantas coisas acontecendo na corrida, não conseguiu entrar na zona de pontuação. Terminou a prova preso atrás de Nico Hülkenberg. Enquanto isso, o companheiro finalizou em sexto mesmo tendo sofrido punição. Bom trabalho, Mark.</p>
<p><strong>JEAN-ÉRIC VERGNE</strong> – <strong>4</strong> – Teve alguns bons momentos, mas acabou ficando de fora da pontuação. Não foi bem de novo no treino oficial, mas os sábados não parecem ser os dias mais frutíferos da semana para o francês. Jean-Eric largou bem, ganhou várias posições na primeira volta e parecia estar seguindo rumo aos pontos, mas a sorte não lhe favoreceu muito. Perdeu muito tempo atrás de Paul di Resta e acabou se afastando das dez primeiras posições. Por outro lado, também fez Felipe Massa perder bastante tempo no seu encalço. Não foi um fim de semana estritamente ruim, apenas inútil.</p>
<p><strong>DANIEL RICCIARDO</strong> – <strong>3</strong> – Este daqui foi ainda mais discreto que o companheiro de equipe. O australiano da Toro Rosso nunca conseguiu andar entre os dez primeiros nos treinos e a situação não mudou durante a corrida. Só apareceu quando atrasou ao máximo seu pit-stop e chegou a ocupar a sexta posição durante uma volta. De volta à realidade, cruzou a linha de chegada apenas em 13º.</p>
<p><strong>PAUL DI RESTA</strong> – <strong>3</strong> – Não sei exatamente o que aconteceu com este daqui, pois sua corrida não foi tão pior do que a de Nico Hülkenberg. Largou à frente do alemão e sua volta mais rápida também foi melhor, mas algum mistério da natureza o deixou em uma posição tão fraca. A culpa provavelmente deve ser dos pneus duros, que não funcionaram como o escocês gostaria. Chega a ser incômodo, de qualquer modo, o fato dele ser incapaz de fazer qualquer coisa diferente numa corrida mais adversa.</p>
<p><strong>FELIPE MASSA</strong> – <strong>2</strong> – Este daqui não tem mais jeito. No treino oficial, foi o último colocado do Q2. Por incrível que pareça, apareceu muito bem na primeira parte da corrida ao largar bem e se meter em boas brigas no meio do pelotão. Mas as coisas não funcionam perfeitamente bem para quem não colabora. Massa se afastou definitivamente dos pontos quando não respeitou uma bandeira amarela e teve de pagar uma punição nos boxes. Além do mais, ele perdeu um bocado de tempo atrás de Jean-Eric Vergne. Com isso, Felipe teve de se satisfazer em terminar à frente apenas dos carros das equipes nanicas.</p>
<p><strong>HEIKKI KOVALAINEN</strong> – <strong>5</strong> – Boa corrida. No sábado, surpreendeu negativamente ao tomar três décimos de Vitaly Petrov no Q1 da qualificação. Dentro das possibilidades de sua carroça verde, o domingo foi bem mais interessante. Heikki largou muito bem e permaneceu à frente de Bruno Senna durante várias voltas. Ao atrasar ao máximo seu primeiro pit-stop, chegou a ocupar a quinta posição. Depois disso, a cruel verdade se restabeleceu. Ainda assim, foi o vencedor moral de sua classe.</p>
<p><strong>VITALY PETROV</strong> – <strong>4</strong> – O ponto alto do fim de semana foi ter batido Heikki Kovalainen no treino oficial. Contudo, a ordem das coisas voltou ao seu normal no dia seguinte e o finlandês voltou a ficar na frente. Mesmo assim, o russo pôde fazer sua corrida honesta, fugiu das confusões e chegou ao final da corrida. Diz ter ficado para trás por problemas com os pneus e com o KERS. Mesmo se não tivesse tido os problemas, dificilmente teria terminado o domingo à frente de Kovalainen.</p>
<p><strong>TIMO GLOCK</strong> – <strong>3</strong> – Terminou o sábado pensando sobre o que havia dado errado, já que Charles Pic havia conseguido ser meio segundo mais rápido no Q1 da classificação. Na verdade, tráfego e bandeiras amarelas o atrapalharam em suas melhores voltas – problemas comuns a todos em um sistema de classificação tão apertado. De qualquer jeito, a corrida aconteceu sem sobressaltos e Glock até se divertiu um pouco em um falso duelo com Lewis Hamilton. A comemorar, o fato de ter chegado ao fim e o companheiro, não.</p>
<p><strong>PEDRO DE LA ROSA</strong> – <strong>3,5</strong> – Foi o único de sua equipe até aqui a receber as novas atualizações. Não por acaso, a distância entre ele e o companheiro Narain Karthikeyan foi bem maior que o normal. Fez um bom trabalho na qualificação ao ficar apenas meio segundo atrás de Timo Glock. Na corrida, Pedro andou bem, não se envolveu em bobagens e sobreviveu à estratégia de quatro pit-stops sem perder muito tempo. Terminou um GP da Espanha pela segunda vez na carreira.</p>
<p><strong>SERGIO PÉREZ</strong> – <strong>3,5</strong> – Tinha grandes chances de ter feito um resultado ainda melhor que o de Kamui Kobayashi, pois havia conseguido um ótimo quinto lugar no grid. No entanto, era melhor ter ficado dormindo no hotel no domingo. Na largada, foi atingido por trás por Romain Grosjean e teve de trocar um pneu furado. Com isso, despencou para as últimas posições e nunca mais conseguiu se recuperar. Pelo menos, a transmissão do seu Sauber quebrou num momento em que os pontos não passavam de utopia.</p>
<p><strong>CHARLES PIC</strong> – <strong>3,5</strong> – A nota maior em relação a Timo Glock se dá pelo ótimo resultado no treino oficial, onde ele conseguiu enfiar meio segundo na conta do experiente companheiro alemão. Na primeira volta, deu uma bela rodada à la Keke Rosberg em Long Beach, mas conseguiu prosseguir. Só que não por muito tempo, já que o semi-eixo quebrou e ele teve de se retirar na volta 36.</p>
<p><strong>NARAIN KARTHIKEYAN</strong> – <strong>0,5</strong> – Fiquei com dó dele. O indiano conseguiu ter inúmeros problemas nos três dias de evento. Na qualificação, acabou tendo de encostar o carro, não fez nenhuma volta minimamente aceitável e só conseguiu largar porque sua equipe corria em casa. No domingo, fez apenas algumas voltas e abandonou. Foi talvez seu fim de semana mais difícil na vida.</p>
<p><strong>BRUNO SENNA</strong> – <strong>0</strong> – Um fim de semana doloroso para o companheiro do vencedor Pastor Maldonado. Enquanto o venezuelano teve o melhor GP de sua vida, dá para dizer que Bruno Senna jamais teve três dias tão amargos em sua carreira. Nos dois treinos livres que fez, não andou bem. Na qualificação, enquanto tentava salvar o pescoço da degola do Q1, rodou sozinho na curva 12 e sequer passou pela linha de chegada. Na largada, conseguiu ser superado pelo Caterham de Heikki Kovalainen. Ao abrir a volta 13, tentou conter os ataques de Michael Schumacher e acabou atropelado pelo alemão na primeira curva. Já fora da prova, ainda foi chamado de “idiota” pelo heptacampeão. Como se não bastasse, seu carro ficou bastante danificado no incêndio dos boxes. De bom, só o fato de ter sobrevivido. Meio chamuscado, mas vivo.</p>
<p><strong>MICHAEL SCHUMACHER</strong> – <strong>2</strong> – Poderia ter feito uma ótima corrida, mas estragou tudo com uma cagada absolutamente primária. Foi para o Q3 da classificação e registrou uma razoável oitava posição no grid. Largou bem e chegou a ameaçar a quinta posição de Romain Grosjean. Tudo acabou na volta 13, quando atingiu o Williams de Bruno Senna de maneira grosseira na freada para a primeira curva. Abandonou a prova ali, puto da vida e crente de que tinha razão. Tinha nada. Os reflexos é que não funcionam mais, considerando que estamos falando de um senhor de 43 anos de idade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4854/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4854&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/14/notas-hispanohablantes-pilotos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/hispanohablante.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">hispanohablante</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>TOP CINQ: Automobilismo e clubismo</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/11/top-cinq-automobilismo-e-clubismo/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/11/top-cinq-automobilismo-e-clubismo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 20:49:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top Cinq]]></category>
		<category><![CDATA[24 horas de le mans]]></category>
		<category><![CDATA[barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[british gt]]></category>
		<category><![CDATA[caterham]]></category>
		<category><![CDATA[chelsea]]></category>
		<category><![CDATA[christian fittipaldi]]></category>
		<category><![CDATA[corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[f1]]></category>
		<category><![CDATA[fórmula truck]]></category>
		<category><![CDATA[lister]]></category>
		<category><![CDATA[newcastle united]]></category>
		<category><![CDATA[palmeiras]]></category>
		<category><![CDATA[queens park rangers]]></category>
		<category><![CDATA[ricardo zonta]]></category>
		<category><![CDATA[roberval andrade]]></category>
		<category><![CDATA[sauber]]></category>
		<category><![CDATA[stock car brasil]]></category>
		<category><![CDATA[telefonica world series]]></category>
		<category><![CDATA[tony fernandes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4845</guid>
		<description><![CDATA[É de um oportunismo que chega a assustar. Em pleno autódromo de Barcelona, a Sauber estreou seu mais novo patrocinador. Que é ninguém menos que o time inglês Chelsea Football Club, de propriedade do russo Roman Abramovich. A conexão entre Sauber e Chelsea valerá até o final da temporada e envolverá menos dinheiro e mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4845&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É de um oportunismo que chega a assustar. Em pleno autódromo de Barcelona, a Sauber estreou seu mais novo patrocinador. Que é ninguém menos que o time inglês Chelsea Football Club, de propriedade do russo Roman Abramovich. A conexão entre Sauber e Chelsea valerá até o final da temporada e envolverá menos dinheiro e mais intercâmbio de mercados. Enquanto o Chelsea tenta mergulhar de cabeça em outros esportes, a Sauber poderia utilizar as placas publicitárias no estádio e nos campos de treinamento do time inglês para exibir sua logomarca e seus patrocinadores.</p>
<p>Sei lá eu se isso vai funcionar. Futebol e automobilismo são duas coisas completamente diferentes e todas as tentativas de misturá-los não deram em nada, vide a falida Superleague Formula. Lá na Europa, dizem que os perfis dos espectadores dos dois esportes ainda são um pouco mais próximos: homens de classe média. No Brasil, não é bem assim. Simplificando absurdamente, futebol é coisa de pobre e corrida de carro é coisa de almofadinha. Idiossincrasias de um país terceiro-mundista.</p>
<p>Mas por que a estratégia do Chelsea em debutar na Fórmula 1 em Barcelona soa oportunista? A resposta está na UEFA Champions League. O time inglês disputou os dois jogos da semifinal do campeonato justamente contra o time do Barcelona, aquele que deu um tremendo chocolate no Santos no final do ano passado. Dessa vez, as coisas não foram tão fáceis assim para os catalães. No primeiro jogo, realizado lá na Inglaterra, o Chelsea ganhou por 1&#215;0. O segundo jogo foi realizado em Barcelona e o time da casa não poderia sequer sonhar em deixar de vencer. Mas houve um empate em 2&#215;2 e o Chelsea acabou eliminando o Barcelona e seguindo para a final contra o Bayern Munich.</p>
<p>Diante disso, nada mais curioso do que ver um carro da Sauber desfilando o emblema do Chelsea para apreciação de dezenas de milhares de catalães entristecidos com a eliminação de seu time. Arquitetada ou não, a humilhação foi dolorosa. Mas a vida segue.</p>
<p>A ligação entre Chelsea e Sauber não é inédita no automobilismo. Outros famosos times de futebol já patrocinaram equipes do esporte a motor. A intenção do Top Cinq de hoje é apresentar alguns destes times. Só uma coisa: não vou falar da Superleague Formula ou da Premier 1 Grand Prix.</p>
<p><strong>5- PALMEIRAS</strong></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/palmeirassefodendo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4846" title="palmeirassefodendo" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/palmeirassefodendo.jpg?w=510&h=287" alt="" width="510" height="287" /></a></p>
<p>Ponderei muito antes de colocar esta merda aqui no ranking. Não, não se engane. Meu apelido nunca teve nada a ver com esta bosta de time. Por ironia do destino, sou um corintiano meia-boca que gosta da cor verde. Nunca liguei muito para futebol, na verdade. Acho, sim, algo divertido, especialmente quando dois times marginalizados jogam – fiz questão de assistir a partida Sérvia x Gana inteira na Copa de 2010. Ocasionalmente, jogo com os amigos no Playstation e perco na maioria das vezes. E, modéstia a parte, sou bom em pebolim. Enfim, nunca fui lá o mais representativo dos corintianos. Mas sei que o Palmeiras é uma merda.</p>
<p>A porcalhada só apareceu aqui no Top Cinq porque eu realmente não consegui me lembrar de outro time. Juro que tentei. Mas já que não tem tu, vai tu mesmo. O Palmeiras é um timeco paulista cuja esmagadora maioria de torcedores é composta por italianos barulhentos e inconvenientes.  Não ganha nada de relevante faz um bocado de tempo e só teve alguns bons momentos nos anos 90 graças a uma empresa falida, um atacante condenado por homicídio e um técnico fanfarrão. Entre os palmeirenses famosos, estão o pagodeiro Belo, o apresentador Leão Lobo e o cantor Vinny. Enfim, é mais digno torcer pelo Jerry contra o Tom do que para o Palmeiras.</p>
<p>Como esta desgraça entrou no automobilismo? Em 2010, o Corinthians decidiu patrocinar a equipe de Ricardo Zonta na Stock Car Brasil em comemoração ao centenário do clube. Por despeito e sentimentos diabólicos, o Palmeiras anunciou alguns meses depois que também entraria na categoria apoiando a equipe Gramacho. Acredito que a presença do palmeirense Christian Fittipaldi, que nunca chegou aos pés do tio corintiano, tenha sido determinante.</p>
<p>Inicialmente, o acordo só valeria para a Corrida do Milhão em Interlagos. A união entre Gramacho e Palmeiras até fazia sentido, pois ambos estavam bem longe da vitória em seus esportes. Christian abandonou a corrida, mas o Palmeiras decidiu manter o apoio até o final da temporada. A porcalhada só serviu para trazer azar para o piloto paulista: nas cinco corridas seguintes, um 15º lugar em Campo Grande e quatro abandonos consecutivos. Nem na Stock o Palmeiras dá certo.</p>
<p><strong>4- QUEENS PARK RANGERS</strong></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/queensparkrangers.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4847" title="queensparkrangers" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/queensparkrangers.jpg?w=510&h=386" alt="" width="510" height="386" /></a></p>
<p>Pelo visto, poucos magnatas no planeta gostam mais de esporte do que o malaio Tony Fernandes, dono de um monte de empresas em seu país. Em 2009, Fernandes liderou o projeto que trouxe a Lotus de volta à Fórmula 1 no ano seguinte. Como chefe de equipe, passou a ser uma das figuras mais proeminentes da categoria. Tudo bem que seus carros esverdeados mal saíam das últimas posições, mas o cara sempre fez questão de demonstrar profissionalismo, compromisso e competitividade. Meteu-se em uma briga com a Lotus Cars pelo direito do uso do nome Lotus e só acabou cedendo a marca mediante polpudo acordo financeiro. Hoje em dia, está lá tentando fazer da Caterham uma equipe média.</p>
<p>Mas Fernandes não estava satisfeito em comandar apenas uma equipe de Fórmula 1. No ano passado, ele decidiu se tornar dono de um time de futebol na Inglaterra. Seu time do coração era o West Ham United F.C., que não conseguia sair das últimas posições da Premier League, a primeira divisão inglesa. Preocupado com a situação do West Ham, Fernandes se ofereceu para comprar o time e investir o máximo possível para torná-lo uma potência do futebol inglês. O West Ham recusou a proposta e preferiu seguir em frente com as próprias pernas. Resultado: terminou a Premier League 2010/2011 na última posição e caiu para a Football League, a segunda divisão.</p>
<p>Resignado, Fernandes teve de ir atrás de outro time. Havia um na Football League que era comandado por dois nomes de alguma relevância no automobilismo. Bernie Ecclestone e Flavio Briatore, já ouviu falar? Pois é, os dois aí eram donos de 66% do Queens Park Rangers, um time londrino que não está entre aqueles que os garotos da geração Playstation se gabam de conhecer a escalação. Fernandes não teve dificuldades para convencer Ecclestone e Briatore a vender suas participações no QPR. Desde agosto de 2011, ele é o acionista majoritário do time. Pelo visto, a aquisição fez bem ao Queens, que subiu para a Premier League logo de cara.</p>
<p>No ato da compra, Fernandes prometeu investir cerca de 10 milhões de libras esterlinas no time. Aparentemente, um dos seus objetivos era aumentar a projeção do QPR no futebol internacional. Para isso, um bom trabalho de divulgação seria necessário. No final do ano passado, Tony estampou o logotipo do Queens nos seus carros de Fórmula 1. O emblema azul permaneceu nos carros Caterham nesta temporada. Não dá para enxergá-los facilmente na televisão, mas eu lhes dou uma força postando a foto acima.</p>
<p><strong>3- NEWCASTLE UNITED</strong></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/newcastleunited.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4848" title="newcastleunited" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/newcastleunited.jpg?w=510&h=291" alt="" width="510" height="291" /></a></p>
<p>Esta daqui foi escavada do fundo do baú. Eu mesmo só descobri por acidente, enquanto xeretava fotos antigas de protótipos. Entre 1996 e 1999, a equipe oficial da Lister foi patrocinada pela Adidas e pelo time inglês Newcastle United, que está atualmente na Premier League. O Lister Storm foi pintado de preto e branco, as cores oficiais do Newcastle, e colocado para correr em várias corridas importantes de protótipos, incluindo aí algumas edições das 24 Horas de Le Mans.</p>
<p>Não me pergunte como a associação entre Newcastle United e Lister começou. Em meados dos anos 90, o Newcastle era uma das potências do futebol inglês e chegou a brigar pelo título da Premier League nas temporadas 1995/1996 e 1996/1997. Em 1995, o time iniciou uma parceria técnica com a Adidas, que passou a fornecer todo o material esportivo necessário até pouco tempo atrás. No Lister Storm, o logotipo da Adidas estava lá para quem quisesse ver. Enfim, não consegui descobrir.</p>
<p>O Lister do Newcastle United, que utilizava um gigantesco motor V12 de sete litros, não começou de maneira tão auspiciosa. Nas 24 Horas de Daytona de 1996, ele sofreu um violento acidente nas mãos de Kenny Acheson, que acabou se aposentando imediatamente após o susto. Mas as coisas melhoraram nas 24 Horas de Le Mans daquele ano. O trio formado por Anthony Reid, Geoff Lees e Tiff Needell se qualificou em 18º e terminou em 19º, tendo sido o 11º de sua categoria.</p>
<p>Em 1997, a Lister inscreveu dois carros com o emblema do Newcastle. Um deles era pilotado pelo brasileiro Thomas Erdos, que dividia o carro com o inglês Julian Bailey e o australiano Mark Skaife. Mas a sorte da equipe não foi tão grande. Erdos chegou a dar uma rodada durante a corrida e o Lister não conseguiu resistir a um problema de câmbio. O outro carro da equipe bateu e não conseguiu continuar.</p>
<p>A aliança entre Lister e Newcastle seguiu até 1999, quando a equipe participou do campeonato inglês de GT. E participou bem, tendo vencido várias corridas e levado o título no final daquele ano. Em compensação, o Newcastle United não vinha conseguindo repetir o mesmo desempenho dos anos anteriores. E os torcedores do time tiveram de buscar felicidade nas corridas.</p>
<p><strong>2- BARCELONA</strong></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/barcelona.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4849" title="barcelona" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/barcelona.jpg?w=510&h=279" alt="" width="510" height="279" /></a></p>
<p>O time preferido da geração Playstation. De quem sempre viveu em condomínio. De quem nunca viu jogo em estádio. De quem desconhece o futebol sem o dinheiro desenfreado. De quem só sabe apoiar os que estão sempre por cima. A você que assiste um jogo dizendo que irá torcer pelo “meu Barcelona”, faça o favor de se matar.</p>
<p>Em 2002, o brasileiro Ricardo Zonta não tinha muito o que fazer para sua carreira. Tinha tido dois anos terríveis na BAR e ser piloto de testes na Jordan também não lhe ajudou muito. Na verdade, ele estava em um momento na vida em que qualquer coisa estava valendo. Exatamente por isso, Zonta não choramingou quando foi convidado pela organização da Telefónica World Series para fazer uma bateria de testes com o Dallara-Nissan da categoria.</p>
<p>A Telefónica World Series, ancestral da World Series by Renault, era uma categoria que estava debutando no cenário automobilístico internacional. Na verdade, debutar não é a palavra certa. Ela não era nada mais do que a repaginação de um certame espanhol patrocinado pela Nissan que havia ficado famoso por ter feito Fernando Alonso e Marc Gené campeões. Mas isso não importa muito. Havia um carro novo que precisava ser testado e ajustado. Zonta foi chamado para fazer o trabalho sujo. Fez muitos quilômetros com o bólido e gostou muito dele, dizendo que era até dois segundos mais rápido que um Lola da Fórmula 3000.</p>
<p>Faltando poucos dias para o início da temporada, Zonta assinou com a Gabord Competición. Inicialmente, ele sequer pretendia disputar a categoria, mas gostou tanto do carro que acabou aceitando o convite para correr sem levar dinheiro. A fonte de recursos da equipe espanhola era nada menos que o FC Barcelona, um dos maiores times do planeta. O carro da Gabord e os macacões da equipe eram todos pintados de azul e grená, as cores oficiais do time catalão.</p>
<p>A Gabord fez até mesmo uma cerimônia oficial de apresentação do seu esquema para 2002, tendo como convidados especiais os jogadores do Barcelona. Pelo visto, a parceria rendeu sorte a Ricardo Zonta, que venceu nove corridas da temporada e se sagrou campeão com enorme vantagem para os demais. Pois é, o Barcelona nunca entra pra perder.</p>
<p><strong>1- CORINTHIANS</strong></p>
<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/corinthians.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4850" title="corinthians" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/corinthians.jpg?w=510&h=324" alt="" width="510" height="324" /></a></p>
<p>O primeiro lugar não poderia ir para outro time. O Sport Club Corinthians Paulista é, realmente, um mundo à parte. Que outro time geraria sentimentos tão ruins nos adversários como inveja, raiva e mágoa? Que outro time acaba fazendo torcedores de times rivais congregarem piadinhas sobre bobagens como estádios e Libertadores? Que outro time, seja pelo bem ou pelo mal, está na boca de todos? No Brasil, somente o Flamengo se compara.</p>
<p>O Corinthians é o melhor time do planeta. Ponto. Qualquer outro comentário é desnecessário. Muitos ingênuos dizem que é um time de analfabetos, desdentados e meliantes. Uma pinoia: ricos, remediados e pobres compartilham o bom gosto. É óbvio que um time democrático, popular e competente reuniria tudo quanto é tipo de gente. É melhor do que uma torcida são-paulina composta por jogadores de esgrima que escutam Barbra Streisand e ABBA.</p>
<p>Os corintianos famosos são muitos. Os campeões de Fórmula 1 Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi. Os cantores Tom Zé, Elis Regina e Rita Lee. O publicitário Washington Olivetto. O apresentador Sílvio Santos. A boa Sabrina Sato. O ator Antônio Fagundes. Apenas pessoas de bem, que contrariam a fama criada por invejosos demoníacos.</p>
<p>No centenário do Timão, ocorrido em 2010, a diretoria decidiu estampar o belíssimo escudo com as duas pás e a âncora em vários lugares distantes de um campo de futebol. Na Stock Car Brasil, a respeitável equipe do respeitabilíssimo Ricardo Zonta pintou seu Peugeot com as cores preta e branca. O número do carro era o 100, como não poderia deixar de ser.</p>
<p>Mas a parceria que mais deu certo foi entre o Timão e a equipe de Roberval Andrade na Fórmula Truck. Ainda em 2010, Roberval venceu cinco corridas com seu Scania e se sagrou campeão da temporada. Em 2011, algum palmeirense corno do caralho sabotou o caminhão de Roberval e ele só conseguiu terminar duas corridas. Neste ano, as coisas melhoraram e ele ainda tem chances (remotas, mas não inexistentes) de ser campeão. O Corinthians percebeu o sucesso da parceria e já confirmou a renovação para as próximas duas temporadas. Que continue ganhando tudo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4845/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4845&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/11/top-cinq-automobilismo-e-clubismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>18</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/palmeirassefodendo.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">palmeirassefodendo</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/queensparkrangers.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">queensparkrangers</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/newcastleunited.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">newcastleunited</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/barcelona.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">barcelona</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/corinthians.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">corinthians</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os cinco de Luis Pérez-Sala</title>
		<link>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/10/os-cinco-de-luis-perez-sala/</link>
		<comments>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/10/os-cinco-de-luis-perez-sala/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 21:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitacos]]></category>
		<category><![CDATA[barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[espanha]]></category>
		<category><![CDATA[f1 2012]]></category>
		<category><![CDATA[gp3]]></category>
		<category><![CDATA[hrt]]></category>
		<category><![CDATA[luis perez-sala]]></category>
		<category><![CDATA[michael schumacher]]></category>
		<category><![CDATA[pirelli]]></category>
		<category><![CDATA[valência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bandeiraverde.com.br/?p=4838</guid>
		<description><![CDATA[GP DA ESPANHA: Depois de quatro corridas nos confins da humanidade, a Fórmula 1 retorna ao seu berço. Sim, porque a Europa é a Pasárgada do automobilismo, o lugar onde ainda há fãs de verdade, pilotos de verdade e pessoas realmente interessadas no esporte. Não há muito dinheiro por lá, reconheço. A Espanha, em especial, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4838&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/luisperezsala.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4840" title="luisperezsala" src="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/luisperezsala.jpg?w=510&h=379" alt="" width="510" height="379" /></a></p>
<p><strong>GP DA ESPANHA:</strong> Depois de quatro corridas nos confins da humanidade, a Fórmula 1 retorna ao seu berço. Sim, porque a Europa é a Pasárgada do automobilismo, o lugar onde ainda há fãs de verdade, pilotos de verdade e pessoas realmente interessadas no esporte. Não há muito dinheiro por lá, reconheço. A Espanha, em especial, está afundada no desemprego e no caos social. Mais da metade dos jovens, como era o caso de Jaime Alguersuari até um tempinho atrás, sofre com o desemprego. Não serão muitos os que terão dinheiro para assistir à corrida de domingo. Talvez falte um pouco de ânimo, também. Espanhol papudo nenhum terá vontade de torrar valiosos euros para ver Fernando Alonso levando surra de vara de pilotos com carros melhores que o seu. E eles não são poucos, sabemos disso. Também não são multidões os que acham a corrida de Barcelona divertida. Pista estreita, curvas rápidas e curtas demais para carros com tanto downforce, desnível suave, uma chatice que só lá. Por isso que o GP da Espanha, até o dia em que Fernando Alonso apareceu ao mundo, era um dos que menos atraíam espectadores. Se o Cara-de-Pau das Astúrias largasse as corridas e virasse mágico, a Fórmula 1 na Ibéria falida simplesmente acabaria.</p>
<p><strong>REVEZAMENTO:</strong> Sou totalmente disléxico com esta porra de palavra. Não foi apenas uma vez que eu digitei um “revesamento”. Até hoje, paro e penso se escrevi corretamente. É que nem paralisar. Em espanhol, é com “z”. Por isso, me embanano. Com “z” ou “s”, revezamento é exatamente o que passará a ocorrer com a Fórmula 1 na Espanha a partir do ano que vem. Sem dinheiro e com dois enormes pepinos deficitários nas mãos, os promotores das etapas de Barcelona e Valência decidiram alternar suas corridas a partir do ano que vem. A categoria passará a ter apenas um GP da Espanha, que será realizado em Barcelona em um ano, em Valência no ano seguinte e assim sucessivamente. Não vejo ninguém lamentando profundamente pela medida. Eu gosto de Valência, mas não a ponto de chorar durante um mês pela sua ausência. Chato, apenas, é o fato da Europa perder mais uma corrida. Bom pro Bernie Ecclestone, que poderá arranjar espaço para alguma corrida em algum país ainda mais micado que a Espanha.</p>
<p><strong>HRT:</strong> A equipe mais grunge da Fórmula 1 está cheia de novidades. Novidades boas. Neste próximo fim de semana, o carro do velho Pedro de la Rosa estreará uma série de atualizações que inclui asa dianteira e traseira novas e um assoalho totalmente modificado. Uma boa surpresa para os céticos que acham que os espanhóis não têm dinheiro nem para pagar a conta de água. Mas não acaba aí. Há alguns dias, foi inaugurada a nova e sofisticada sede hispânica no complexo esportivo da Caja Mágica. Teve até visita do presidente e do vice-presidente da FIA, Jean Todt e Carlos Gracia respectivamente. Os ventos da mudança estão soprando tão forte que até mesmo um nomezinho novo deverá ser adotado. Porque HRT remete à Hispania, que tinha tudo a ver com o antigo dono, José Ramón Carabante. Um nome feio e sem sentido algum. Agora, Luis Pérez-Sala e companhia querem uma nova denominação a ser utilizada no futuro. Nessa onda <em>revival</em> que assolou o automobilismo, que tal Onyx Grand Prix? Conto com o bom senso de todos.</p>
<p><strong>SCHUMACHER:</strong> O heptacampeão está furioso. Não com Rubens Barrichello, que continua falando suas bobagens às paredes. Seu grande motivo de incômodo neste início de temporada é o pneu Pirelli. Em entrevista à CNN, Michael afirmou que o desgaste de pneus italianos impede que os pilotos ou os carros sejam exigidos até o limite e que não dá para exigir demais dos compostos, pois não se chega a lugar algum. Ele ainda afirmou que pilotar com os Pirelli está sendo como “dirigir sobre ovos crus”, uma versão gastronômica do “dirigir sobre uma pista ensaboada”. A equipe Mercedes, por intermédio de Nick Fry, deu razão ao seu piloto. Como discordar? Schumacher, que já ganhou quase cem corridas na vida, sabe das coisas mais do que qualquer um ali no paddock. Se o pneu é ruim, ele é ruim e ponto final. Mas um pouco de ponderação também não mata criancinha africana nenhuma. A Pirelli realmente fez pneus que degradam facilmente porque era isso que FIA e Bernie Ecclestone queriam. Estes, por sua vez, argumentam que foi exatamente isso que o povo pediu. A Bridgestone costumava fazer compostos duríssimos, que permitiam que os pilotos andassem a mil o tempo todo e as corridas ficassem chatas de doer. Pneus frágeis tornam as corridas mais movimentadas, o que não é ruim. Todos nós sabemos, além de tudo, que os carros prateados da Mercedes gastam mais borracha que a média. Mas isso daí é culpa do Ross Brawn, que sequer foi à Espanha porque está com caganeira. Se Michael e Nico Rosberg não tivessem problemas com desgaste, nenhum deles estaria reclamando da Pirelli. Pilotos são assim mesmo, só se incomodam com algo quando a água encosta na bunda.</p>
<p><strong>GP3:</strong> Começa neste fim de semana uma das categorias mais inúteis do planeta. A GP3 não tem mais história que a Fórmula 3, não é mais barata que a Fórmula 2 e também não é mais eficiente para mandar jovens talentos à GP2 do que a World Series by Renault ou até mesmo a AutoGP. Sua única vantagem é tão somente acompanhar o paddock da Fórmula 1 e da GP2, o que em muitos casos nem é tão vantajoso assim, pois as limitações de calendário e horários acabam sendo terríveis. Vinte e seis pilotos tentarão as vitórias nas duas corridas realizadas em Barcelona. Poucos aí no meio valem a pena. Entre os pilotos de maior talento, temos Mitch Evans, Conor Daly, Antônio Félix da Costa, Kevin Ceccon, Tio Ellinas, William Buller e só. Há um brasileiro, Fabiano Machado, que não foi bem nos testes de pré-temporada e brigará no máximo por alguns pontinhos. Por isso que o melhor a se fazer é acompanhar Vicky Piria e Carmen Jordá. Não andam nada, mas quem está interessado nelas pilotando?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bandverde.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bandverde.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bandverde.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bandverde.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bandverde.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bandverde.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bandverde.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bandverde.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bandverde.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bandverde.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bandverde.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bandverde.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bandverde.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bandverde.wordpress.com/4838/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bandeiraverde.com.br&#038;blog=12005342&#038;post=4838&#038;subd=bandverde&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bandeiraverde.com.br/2012/05/10/os-cinco-de-luis-perez-sala/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/3db91cae92964bef6a1c8e09115d2cfa?s=96&#38;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D96&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">bandverde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://bandverde.files.wordpress.com/2012/05/luisperezsala.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">luisperezsala</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
